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FÉ!

18/04/2013
Rogério Ceni vibra: o São Paulo está nas oitavas

Rogério Ceni vibra: o São Paulo está nas oitavas

Há cerca de 15 dias o São Paulo Futebol Clube estava eliminado da Taça Libertadores segundo 99,9% da crítica especializada. Para muitos deles Rogério Ceni estava velho e precisava pensar seriamente em se aposentar. O tricolor do Morumbi era um time sem alma. Sua principal contratação na temporada de 23 milhões de reais não jogava nada. Era “enganação” segundo alguns.

O Atlético Mineiro sem dúvida era favorito. A equipe de Belo Horizonte faz uma campanha arrebatadora no torneio. Venceu cinco jogos. Ganhou 15 pontos. Atua com brilhantismo e com Ronaldinho Gaúcho voltando aos seus velhos tempos. O São Paulo acumulava 3 derrotas. Não jogava bem, ajudado também por péssimas arbitragens e também pelor azar de chutar bolas na trave e obter uma punição inexplicável da Conmebol contra Luis Fabiano. Tudo jogava contra o clube tricampeão mundial.

Mas o derradeiro jogo era no Morumbi. O torneio se chama Libertadores e enfrentar um time com três títulos e grandes campanhas nessa competição é dose para qualquer adversário, mesmo que o time segundo alguns, capengasse.

A torcida não caiu na armadilha. Comprou a briga. Fez campanha nas redes sociais. Botou fé e 50 mil são paulinos encheram o estádio batendo o recorde de público da competição. Fato mais uma vez omitido pela imprensa.

O time entendeu o recado e mordido pelas críticas pesadas das última semanas jogou com raça, amor e profissionalismo.

Ronaldinho Gaúcho bem que tentou atuar mas não conseguiu. Wellington e Denílson não permitiram que o ex-melhor jogador do mundo brilhasse.

Rafael Tolói e Lúcio foram dois monstros da retaguarda. Tiraram todas as bolas alçadas na área. Perfeitos na cobertura e na saída de bola. Não cometeram nenhuma lambança e Rogério Ceni não sujou o belo uniforme azul. O esquema de Ney Franco anulou o Galo. Sobrou espaço no ataque para que Aloísio “Boi Bandido” e Osvaldo infernizassem a vida do ótimo Réver e companhia.

Ganso, pela primeira vez brilhou no meio de campo são paulino. Sem Jadson suspenso, o camisa 8 teve espaço de sobra no setor de criação. Distribuiu bolas, cadenciou o jogo. Marcou com vigor e deu um passe magistral que resultou no segundo s gol  são paulino.

O primeiro tempo foi tenso, disputado, jogado a cada dividida. No segundo o pênalti de Leonardo Silva sobre o esforçado Aloísio fez o Morumbi explodir de emoção.

E lá foi o “velho”, “acabado” Rogério Ceni colocar a bola na cal. Ainda contundido, bateu concentrado no canto de Victor. Foi o seu décimo quarto gol em Libertadores. Maior artilheiro são paulino na competição em toda a sua história. 50 mil almas vermelhas, brancas e pretas comemoram. O Arsenal de Sarandi fazia a sua parte na Argentina. O São Paulo conseguia o que muitos julgavam impossível.

Cuca tentou mudar o panorama e ainda eliminar o São Paulo com um empate. Colocou o atacante Alecssandro mas desguarneceu o meio campo. O tricolor tomou conta do jogo e Ademílson depois de uma bela jogada de Ganso e Osvaldo fechou o duelo com o segundo gol. Com a vitória do time argentino sobre o The Strongest, o tricolor se classificou na raspa do tacho. Estava quase morto, mas ressuscitou na competição.

Ronaldinho Gaúcho: anulado

Ronaldinho Gaúcho: anulado

O São Paulo acreditou, a sua torcida bancou e hoje o cenário é completamente diferente. Os torcedores adversários que galhofavam na semana passada se calaram. Os críticos sumiram. As afirmações jocosas se transformaram em elogios.

Entenderam porque o São Paulo é o clube da fé?

Se muitos não compreenderam eles acabaram de ter uma bela demonstração na partida de ontem.

O tricolor do Morumbi é um dos gigantes da América e jamais pode ser subestimado.

“O melhor time do Brasil” entendeu amargamente esse recado.

A fé move montanhas e também transforma uma torcida e um time de futebol.

Agora segurem o São Paulo.

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EU NÃO ACREDITO EM BRUXAS, MAS…

10/04/2013

teje preso

O leitor do blog deve ter notado a ausência de novos posts nos últimos dias.

Realmente me ausentei de escrever qualquer assunto no blog, principalmente sobre futebol. A explicação será longa. Portanto se você não gosta de longas dissertações pode pular fora.

Escrever sobre esportes ou qualquer assunto relevante é um prazer para mim. Poderia estar fazendo outra coisa, mas a internet proporciona um canal de comunicação viável entre várias pessoas e incentiva o debate e discussões relevantes.

No entanto, nos últimas semanas não estou muito entusiasmado de escrever.

Não sou adepto das “teorias da conspiração”. Pelo contrário, eu sempre me recusei a acreditar que existe resultados arranjados e decisões de bastidores absurdas. Se isso ocorre para que ver futebol? Qual o propósito de assistir o seu time se as “cartas são marcadas”? Isso é coisa de sadomasoquista. Não faria o menor sentido.

No entanto, nas últimas semanas temos visto situações estranhas ocorrerem em volta do esporte bretão. Logo eu, o último dos moicanos em relação a desconfiança da arbitragem. Mas como diria um amigo meu, “bem vindo ao novo mundo”.

Não dá para confiar em entidades presididas por Nicolás Leoz, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Muito menos nos árbitros e nos chamados “julgadores disciplinares” dos mesmos. Isso é fato.

Agora vamos chegar ao ponto principal.

O São Paulo Futebol Clube foi literalmente assaltado no Pacaembu pelo árbitro colombiano Wilmar Roldan na partida contra o Arsenal de Sarandi. O pênalti que ele deu numa bola na mão foi um ato ridículo. O atacante Luis Fabiano reclamou e foi expulso pelo homem de preto depois que a partida terminou.

Luis Fabiano errou é verdade. Pela sua experiência como atleta profissional ele deveria ter seguido o seu rumo e não discutir com o árbitro já que a decisão já fora tomada meia hora antes. Um vestiário e uma água fria teriam melhores resultados terapêuticos contra a raiva. Mas Luis Fabiano é um “porra louca”. Sabe-se lá o que ele disse ao sujeito, mas a súmula do juizinho medíocre fez com que o centroavante são paulino ficasse quatro jogos suspenso. Um exagero apesar do atacante tricolor ser reincidente. Em toda a história da Libertadores e de outros torneios sul americanos atletas fizeram coisas bem piores e nem mesmo tomaram um gancho de 45 minutos. Vide a selvageria e a covardia dos jogadores do Arsenal que agrediram uma mulher no jogo contra o Atlético Mineiro no estádio Independência na semana passada. A punição ao centroavante titular do Morumbi foi exagerada.

Muitos torcedores são paulinos ironizaram a decisão nas redes sociais. “Melhor seria se tivesse matado o árbitro, pegava apenas um jogo”. Eles se referiram ao triste caso Kevin Spada e da punição branda da entidade em relação ao Corinthians e do escandaloso relacionamento de políticos brasileiros com as famigeradas torcidas organizadas. Até mesmo o ex-promotor e também ex-caçador de torcidas Fernando Capez é um dos defensores da libertação dos envolvidos na suspeita do assassinato do garoto boliviano. Tudo em troca de fervorosos votos nas eleições do ano que vem.

Porém, não estamos tratando aqui de “santinhos”, nem de presos políticos brasileiros dissidentes que resolveram ofender o presidente cocaleiro Evo Morales. O buraco é mais embaixo. Houve um assassinato. Mesmo que os 12 corintianos sejam inocentes eles tem que responder pela justiça boliviana que é soberana e totalmente independente do estado brasileiro.

Se os 12 torcedores não deverem nada estarão livres. A Bolívia não é uma ditadura.

Mas voltemos a Luis Fabiano.

Devido a muitas atitudes infantis do atleta o são paulino não sabe se o castigo imposto a ele é um desfalque ou um reforço. O atacante age com imaturidade dentro de campo. É um irresponsável. Não melhorou uma vírgula desde que voltou da Espanha. Nem mesmo a titularidade de uma Copa do Mundo fez seu controle psicológico melhorar. Ele continua o mesmo transloucado de sempre. Mas apesar de todas essas “qualidades” a punição da Conmebol foi severa demais.

Xingar o juiz pode dar quatro jogos de suspensão mas e chutar um auxiliar como o Elano fez na Sul Americana do ano passado? Para a Conmebol não há nenhum problema. Tanto que o meio campista continua livre, leve e solto pelos campos verdejantes do Rio Grande do Sul nessa Libertadores.

Elano: bicar o auxiliar não dá suspensão grave

Elano: para a Conmebol bicudar o auxiliar não dá suspensão grave

São dois pesos e duas medidas. A entidade sul americana age com rigor em um caso simples e mostra indiferença em outros fatos bem mais graves que envolvem agressões e até mortes.

Agora vem a pergunta: como vamos confiar na confederação de “Sir” Nicolás Leoz?

Desculpem mas não é possível.

A segunda facada veio quinze dias depois. O árbitro Leandro Bizzio Marinho marcou pênalti de Rogério Ceni em Alexandre Pato quase no final do jogo do clássico entre São Paulo e Corinthians pelo campeonato paulista.

Na minha opinião não houve pênalti. O arqueiro tricolor errou o tempo da bola e acertou o pé do atacante alvinegro sem a intenção de derrubá-lo. Pato veio por cima e quase quebrou o goleiro. Houve apenas uma solada . O atacante caiu de maduro e o árbitro entrou na onda. A marcação foi absurda.

Rogério Ceni e Pato: solada é pênalti

Rogério Ceni e Pato: solada é pênalti

No ano passado por coincidência, no mesmo clássico no Pacaembu houve um lance semelhante. O juiz acertadamente não deu falta.

Mas Bizzio interpretou de outra maneira. Ele deve ter ficado com medo de não aplicar a infração contra um time amplamente favorecido pela mídia e pelo atual governo. A caixa de ressonância e o medo da repercussão negativa de um lado falou mais alto no seu córtex cerebral. O futebol mais uma vez perdeu, pois a partida era muito bem disputada. O juiz interferiu no resultado.

Dois erros graves de arbitragem contra o mesmo clube em menos de 15 dias. Além de uma punição rigorosa e até inédita contra um dos seus principais jogadores.

Coincidência? Pode até ser. Mas o fraco futebol do São Paulo nos últimos meses não demonstrou que os erros dos árbitros e os julgamentos rigorosos de entidades são os únicos responsáveis pelos maus resultados na Taça Libertadores.

Porém isso não impede a real visão dos fatos. O tricolor do Morumbi foi garfado dentro e fora de campo. Independente da qualidade do time ou de se enfrentar adversários melhores, não se pode desvirtuar a essência do futebol.

Temos todo o direito de desconfiar da seriedade de certas instituições. Não ponho a mão no fogo por elas. Principalmente aquelas que adoram fazer negociata nos bastidores.

É como diz um ditado muito famoso na Espanha: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

Traduzindo para o bom português , eu não creio eu bruxas, mas que elas existem, existem.

PS – A brincadeira feita  acima é uma imitação de uma edição da revista Placar publicada em 1988. Nesse jogo o atual comentarista de arbitragem da Globo Renato Marsigla validou um gol impedido de Biro-Biro num majestoso decisivo realizado em 1988 pelo campeonato paulista. O tempo passa, mas certas coisas nunca mudam.

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GOLS, FRASES E UMA TORCIDA FUMEGANTE

18/03/2013
Jadson: vitória e..vaias?

Jadson: vitória e…vaias?

 

Essa frase já foi parafraseada no blog, mas não custa repeti-la, principalmente pelo momento em que o São Paulo Futebol Clube vive hoje.

“Naquele país, quando se perde o treinador é chamado de Besta. Quando vence, de Bestial”.

O falecido treinador carioca Oto Glória atribuiu essa frase a sua passagem pelo futebol português nos anos 60.

Porém, as palavras se encaixam perfeitamente numa ex-colônia portuguesa, quase cinquenta anos depois.

Um treinador no Brasil passa de “gênio” a “anta” em 1 minuto. Inacreditável.

Mais precisamente no Morumbi onde o líder do campeonato paulista São Paulo Futebol Clube venceu o Oeste por 3 x 2. Mesmo assim Ney Franco foi chamado de burro por não ter colocado Paulo Henrique Ganso no segundo tempo.

Vamos ser sinceros. Às vezes, torcedor é muito chato e exigente além da conta.

Abnegado brasileiro é imediatista e babão. Acha que em 1 mês se forma uma espécie de Brasil de 82 a cada esquina e não é muito bem assim que as coisas acontecem. Muito pelo contrário, até pelas condições de estrutura e treinamento atuais que os clubes dão aos seus atletas. Mas isso é outra história.

Vamos ao Ney.

No ano passado, o atual treinador são paulino classificou o time para a Libertadores e fez o clube ser o melhor no segundo turno do brasileiro, além de dar ao tricolor do Morumbi o primeiro título da Sul Americana de sua história.

“Ah, mas o São Paulo conquistou a série B da Copa Libertadores”.

Não gênio, o tricolor conquistou os segundo título mais importante da América do Sul. Coisa que nem Corinthians e Palmeiras conseguiram. Pode não ser uma Libertadores mas é um campeonato difícil de vencer e merece ser valorizado.

Entretanto ,eis que em apenas três meses vemos um time carrancudo, um centroavante birrento e um ex-capitão de seleção brasileira que se comporta como um moleque mimado, apesar de ter ganhado um carro importado quando foi contratado.

Ney Franco: de "genial" a "burro" em apenas 3 meses

Ney Franco: de “genial” a “burro” em apenas 3 meses

O Ney está errado em alguns conceitos? Certamente, mas ele não é o único responsável.

No post do jogo contra o Arsenal de Sarandi constatamos os problemas, mas não pedimos a cabeça do técnico.

Isso seria um ato senil, infantil e precipitado por parte da diretoria são paulina. Mais um treinador demitido? Um bom trabalho de seis meses jogado no lixo?

A diretoria poderia se mexer e contratar dois laterais melhores. Já resolveria grande parte do problema. Ah! Também poderia parar de pressionar o treinador para colocar o Ganso em campo, mesmo que o jogador ainda não esteja 100% apto a participar de uma partida de futebol. Sabemos que o problema do Ganso era físico e agora é psicológico. Ainda falta confiança e adaptação.

Mas vamos repetir. Não dá para fazer “testes de laboratório” em Libertadores. Joga quem estiver melhor. No momento até o Cañete atua melhor que o camisa oito são paulino.

Pode ser que em 1 ano Ganso esteja fazendo o gol do título no Brasil na Copa do Mundo, mas agora ele não correspondeu a expectativa. Mas devido as graves contusões que ele teve e a recente mudança de ares, isso é até uma coisa natural.

Vide Dario Pereira, Pedro Rocha, Careca e…Raí. Eles não viraram ídolos da noite para o dia.

Em suma, em Libertadores o time tem que estar 100% inteiro e não remendado e meia boca.

Outra situação insuportável é ouvir que “Libertadores é obrigação”. Não caros amigos. Ganhar o torneio sul americano seria obrigação se o time fizesse a final contra o Coquimbo no Morumbi. A situação agora é bem complicada. O time depende de duas vitórias para se classificar e mesmo que consiga vai penar para chegar a uma final pois está fazendo uma má campanha e poderá decidir seus jogos fora de casa.

Se alcançar a meta, ótimo. Mas se fracassar não será o fim do mundo como muitos apregoam. Bola para frente. O grupo 3 é complicado com um vice-campeão brasileiro e um campeão argentino. Fora a altitude devastadora de La Paz.

 

Libertadores é obrigação? nem tanto...

Libertadores é obrigação? nem tanto…

 

A diretoria são paulina foi pega com as calças curtas. Achou que a chave da Libertadores ia ser a “baba da baba” e desistiu do chileno Vargas ( que está fazendo número num Grêmio cheio de atacantes). Não se empenhou em encontrar um bom lateral no lugar de Douglas que substituiu o improvidado e contundido Paulo Miranda. Deu no que deu. Faltou visão e estratégia.

Mas colocar todos os problemas nas costas do Ney Franco é bobagem. Ele realizou um bom trabalho e passa por um momento complicado. Mesmo que os resultados sejam negativos ele não pode ser crucificado.

Se Felipão tivesse sido mandado embora depois de perder uma Copa América para Honduras, a seleção brasileira teria vencido a Copa de 2002?

Ney Franco não é um gênio, muito menos um burro, mas o seu currículo no futebol fala por si. Merece crédito, mesmo que não classifique o São Paulo na Libertadores.

Loucura? Pode ser, mas ninguém vira besta da noite para o dia, muito menos bestial. Os treinadores erram e acertam. Simples assim.

NA BEIRA DO CAOS

15/03/2013
Denílson se desespera: derrota tricolor na Argentina

Denílson se desespera: derrota tricolor na Argentina

O São Paulo perdeu para o Arsenal de Sarandi por 2 x 1 e está a um passo de dar adeus à Libertadores de 2013 logo na primeira fase. O tricolor está muito próximo de repetir a vexatória campanha de 1987  há 26 anos, quando não conseguiu se classificar num grupo com Colo-Colo, Cobreloa e Guarani.

O clube paulista ainda não conseguiu formar um time nesse ano. A indecisão e as constantes mudanças táticas de Ney Franco colocaram o elenco em xeque. A Cada dia é formado uma equipe e uma estrutura diferente. Os jogadores não se entendem. Mas a responsabilidade dessa instabilidade não é apenas um trabalho exclusivo do treinador.

O São Paulo tem falhas grotescas nas laterais. Douglas e Cortez não tem a capacidade de fazerem um trabalho completo no setor. Ambos cometem desastres na defesa e abrem buracos na marcação além de serem pífios no ataque. Sobrecarregam o meio campo e os zagueiros.

Retaguarda que também sofre com as mutações dirigidas pelo treinador são paulino. Ney não determina os titulares. Lúcio, Tolói, Rodholfo e Edson Silva se revezam e não há a definição implícita de um posicionamento de ambos.

O Arsenal de Sarandi, que não é nenhum bobo como muitos jornalistas afirmaram se aproveitou muito bem dos defeitos da equipe do Morumbi. O time argentino atacou pelas laterais. Teve a vida facilitada no meio campo e se aproveitou dos buracos defensivos gerados principalmente pela falta de disciplina tática da equipe adversária que deixou as sobras da área livres para o clube dos Grondona. O segundo gol do Arsenal foi uma demonstração explícita desse fato.

Porém, o que está preocupando grande parte dos torcedores são paulinos é a aparente insatisfação das prima donnas Ganso e Lúcio contra o treinador. O defensor campeão do mundo tem até alguma razão em reclamar desse revezamento insano, mas o meia não tem nenhum motivo para botar a boca do trombone.

Ganso teve várias oportunidades e foi titular em muitos jogos. Em todos eles não foi nem 30 % do atleta que maravilhou o Brasil com o Santos. Ainda está devendo, mas ao contrário de Ney Franco pensa, ainda há espaço para ele junto com Jádson no meio campo. Porém é necessário uma melhor organização do elenco, dois laterais melhores, uma definição tática precisa e um time titular. Não dá para agradar a todos. Alguns vão ter que ficar no banco.

Lucas foi embora. Não dá para manter o mesmo sistema sem um jogador como ele. Ney precisa mudar radicalmente. Terá 15 dias para isso. Os testes de laboratório devem terminar.

O São Paulo agora terá dois jogos decisivos e extremamente complicados. O The Strongest na altitude mortífera de La Paz e o badalado Atlético Mineiro de Ronaldinho em casa. Jogos difíceis e decisivos. O Grupo é difícil. Não é a “babaiada” que muitos afirmaram. O tricolor paulista está na “beira do caos”. A um passo de cair fora do torneio que a sua torcida mais valoriza.

Nunca a música do “cantor” Ney Franco cantada em 2009 no programa “Bem Amigos” do Sportv foi tão profética.

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MUDA NEY!

14/03/2013

Ney Franco

 

Ao contrário do que estão fazendo muitos blogs e sites por aí não vou cornetar o Ney Franco.

Só peço uma coisa ao atual treinador são paulino. Que ele bote a mão na consciência e reveja alguns de seus conceitos.

Porque se o time da foto abaixo pode jogar com três meias juntos o tricolor pode perfeitamente jogar com dois.

 

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Tudo é questão de coragem, ousadia e inteligência.

Muda Ney! Antes que mudem você.

“OPERACIÓN COLÔMBIA”: UN JUEGO DE MIERDA

10/03/2013
Arsenal empata de pênalti: má jornada no Pacaembu

Arsenal empata de pênalti: má jornada no Pacaembu

Geralmente tudo que começa errado termina errado.

Foi o que aconteceu no Pacaembu na quinta-feira entre a partida do São Paulo Futebol Clube e o Arsenal de Sarandi da Argentina.

De início  vários comentaristas esportivos apostavam numa sonora goleada do tricolor paulista contra o time portenho. Tudo devido a lavada que o clube argentino levou em casa do Atlético Mineiro, que de longe é o melhor time do torneio até agora.

Comentários precipitados. Acredito que o jornalismo esportivo brasileiro precisa se reciclar e analisar melhor as partidas. Principalmente ver os jogos da Libertadores que não tenham somente os clubes brasileiros.

Caso os jornalistas não saibam o Arsenal de Sarandi é o penúltimo campeão argentino. Venceu o Clausura 2012. Um time que nos últimos anos tem aprontado na terra de Messi. Equipe cascuda, difícil de vencer. O grupo do São Paulo não é uma baba como muitos pensam.

Mas a análise equivocada da imprensa que criou uma falsa expectativa no torcedor não foi o primeiro erro. O juiz colombiano Wilmar Roldan deu um show de horrores. Fez o São Paulo descer do vestiário para trocar o calção branco quando deveria exigir isso do time visitante.

O tricolor saiu de campo e o hino nacional tocou sem ninguém estar perfilado. Uma várzea. Há muito tempo sou contra essa lei ridícula criada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e que infelizmente se espalhou por todos os estados do Brasil. Isso degrada o hino ( que deveria ser tocado apenas em momentos importantes como finais de campeonatos e jogos da seleção), mas agora vemos o a partitura de Duque Estrada ser ouvida até em um megafone de uma Brasília velha na cidade de Cocoró do Pafúncio na Copa Danoninho. Políticos… Assembleia Legislativa de São Paulo….Sem mais palavras.

Quanto ao jogo o tricolor repetiu a má atuação na partida contra o The Strongest. Péssimo na defesa, meio campo congestionado e Cortês e Douglas numa fase desgraçada. Para piorar o atacante Luis Fabiano simplesmente não apareceu em campo.  O técnico são paulino Ney Franco ainda “estuda” o time depois de saber seis meses antes que seu principal jogador iria embora. Enfim, o tricolor não teve uma atuação de gala. Chutou bolas na trave é verdade, mas o Arsenal desperdiçou inúmeras chances de gol cara a cara com Rogério Ceni. Não era a chamada “baba”que todos imaginavam e ao contrário do Tigre, o time de Sarandi jogava bola. Dificilmente dava pancada.

Mas a péssima noite de quinta não poderia ser completada sem a atuação desastrosa do colombiano Wilmar Roldan. Juizinho medíocre. Árbitro de quinta categoria que deu um pênalti inexistente de Cortez e deixou a catimba argentina correr solta, além de inverter várias faltas a favor do Arsenal. No final do jogo teve um “píti” e expulsou Luis Fabiano. Uma verdadeira “operação colombiana“ dentro do Pacaembu.

Mas apesar dele o São Paulo colaborou com o empate dada as suas falhas na defesa e insegurança no meio campo. As indecisões e testes de Ney Franco estão minando o time nessa Libertadores.

O São Paulo é a quinta força brasileira no torneio. Por enquanto está atrás de Fluminense, Grêmio,  Atlético Mineiro e Corinthians como favorito na competição.

O clube tem que melhorar muito se quiser almejar o quarto título. Deve esquecer de Lucas e fazer uma formação totalmente diferente do ano passado. Vida que segue. Está na hora de Ney Franco pensar seriamente em alterar a estrutura do time. Caso contrário o São Paulo será eliminado na primeira fase do torneio, situação que não ocorria desde 1987. A parada será complicada. Arsenal na Argentina, Strongest na altitude boliviana e o bom time do Atlético Mineiro no Morumbi.

Difícil, mas não impossível.

MANCHA NO FUTEBOL

10/03/2013
Prass é socorrido: terror no aeroporto

Prass é socorrido: terror no aeroporto

 

Os leitores do meu blog devem estar se perguntando se sou um adivinho, profeta ou se fiz algum curso intensivo nas Faculdades Nostradamus.

Tudo devido ao post “Mixórdia Sul Americana” em que parte dos problemas envolvendo a violência das organizadas e a leniência das autoridades são constatadas.

Pois bem, após dez dias eis que marginais organizados da torcida do Palmeiras agrediram covardemente os jogadores do Palestra no aeroporto de Buenos Aires, depois da derrota do time alviverde para o Tigre.

Respondo aos internautas que não é preciso ser nenhum adivinho para prever atos de selvageria desse tipo.

Enquanto os clubes e as autoridades eleitas tratarem esses casos com desdém, mais atos bárbaros vão acontecer. É questão de tempo termos um Heysel ou um Port Said aqui no Brasil, por motivos bem mais banais, diga-se de passagem.

Duvidam? O presidente da CBF, José Maria Marin e o Ministro do Esporte deram declarações condenando a violência da organizada. Palavras belas, mas sem sal. O que funciona mesmo é a prática. Providências estão sendo tomadas nesse sentido? Podem esperar sentados.

Pior de tudo, as nossas autoridades fazem de tudo para proteger esse pessoal. As pressões de Antônio Patriota e do deputado federal Fábio Feldman do PSDB para a soltura dos 12 corintianos presos na Bolívia mostram efetivamente de que lado os políticos estão.

Não se sabe se os torcedores organizados corintianos são culpados ou não, mas um garoto de 14 anos morreu. Os detidos vão prestar contas à justiça boliviana. Ela que decidirá soberanamente a culpabilidade dos elementos. Não será uma canetada ou pressão externa que vai mudar isso. As leis da Bolívia são diferentes da do Brasil. Se isso ocorresse aqui eles estariam livres, dada a pusilanimidade de nossa justiça e dos nossos legisladores que advogam em causa própria.

Gostaria que o nobre deputado fosse até a casa da mãe de Kevin Spada e prestasse topo o apoio da Câmara Federal brasileira à família do menino. Mas demagogicamente ele faz o caminho contrário.

Essa é a “cruzada” dos políticos contra a violência nos estádios. Estamos perdidos.

No entanto, a bizarrice não para por ai. A decisão definitiva da Conmebol do caso de Oruro contra  o Corinthians foi branda. 18 meses sem que a sua torcida compareça aos estádios adversários foi uma punição inócua e pouco efetiva. No mínimo os outros dois jogos em casa sem abnegados seria o ideal. No mínimo. Um castigo tem que doer no bolso dos dirigentes para que os mesmos possam controlar as suas torcidas financiadas.

Mas até mesmo em Tijuana se viram bandeiras corintianas no estádio. Juntado ao caso dos quatro torcedores que conseguiram entrar no Pacaembu por uma liminar, isso representou a desmoralização total da Conmebol e do seu comitê disciplinar. É um STJD que fala espanhol. Coisa para inglês ver. Não servirá para nada. A tática do “cafezinho” com o Nicolas Leoz continua.

Enquanto isso mais jogadores vão receber pedradas e laranjas podres protegidos por escudos de carabineiros. Eles são incapazes de conter a violência na América do Sul. A mixórdia continua.

MIXÓRDIA SUL AMERICANA

27/02/2013
torcida do Vézez barbariza: violência crescente

torcida do Vézez barbariza: violência crescente

 

Ontem vimos mais uma vez numa partida de Taça Libertadores da América um ato de selvageria. Desta vez os protagonistas foram os “hinchas” do Vélez Sarsfield da Argentina e do Peñarol de Montevidéu que brigaram no estádio Centenário e atiraram pedras uns nos outros deixando um saldo final de sete feridos e dois torcedores presos.

Depois de tudo o que aconteceu na semana passada, parece que não tem jeito. O barbarismo continua firme e forte no cone Sul.

Depois da morte do jovem boliviano Kevin Strada, a segurança dos estádios e a violência das torcidas organizadas sul americanas foi tema dos mais diversos canais midiáticos.

Alguns trataram o assunto com toda a seriedade que um caso desses necessita. Outros nem tanto. Numa situação grave desse tipo, o clubismo é só mais um adicional para a cafajestagem.

O buraco é mais embaixo. Bem mais profundo do que torcedores e mídia em geral enxergam. Os tristes fatos de Oruro foram apenas mais um caso da longa lista de violência e impunidade que permeou a América do Sul desde os anos 60.

A violência desmedida dos “barrabravas” ou dos “organizados” está encrustado no futebol sul americano. Os clubes mancomunados com esses elementos e seus cúmplices dirigentes nada fazem para deter esses marginais. Pelo contrário, muitos desses cartolas os incentivam.

Explica-se, que a maioria dos clubes de futebol da América do Sul são associações. Não existe um dono como Silvio Berlusconni ou Roman Abramovich que possam centralizar as suas decisões e diminuir o poder político das torcidas organizadas dentro do clube. Muitos desses torcedores são dirigentes ou até se tornaram presidentes do time.

Ou seja, muitos desses cartolas dependem da canalhada para fazer jogo político e se perpetuarem no poder. Isso é fato público e notório.

Exemplos mais latentas que os clubes de São Paulo não existem. A Mancha Alviverde agride jogadores do clube e nenhuma providência é tomada. Fizeram até uma “palestra motivacional” num hotel em Atibaia. Tudo debaixo das asas do presidente do Palmeiras.

A Independente do São Paulo intimida opositores que distribuem panfletos contra o Juvenal e a Gaviões da Fiel quebra aeroportos e incendeia estádios com a anuência catastrófica de nossas autoridades.

Na Argentina, a influência dos “barrabravas” no futebol portenho é algo assustador e preocupante. Até outubro de 2012, mais de 270 torcedores argentinos foram vitimados. Ninguém consegue deter a epidemia de violência que tomou conta do futebol argentino. Muitas de suas torcidas como a “La 12” do Boca Juniors são conhecidas por se tornarem verdadeiras associações criminosas. O livro do jornalista Gustavo Grabia sobre essa organizada argentina é apavorante e provoca calafrios.

Em Avellaneda o presidente do Independiente, Javier Cantero resolveu entrar numa guerra inglória contra os Diablos Rojos, os barrabravas de seu clube. Eliminou todos os privilégios que eles tinham como “mesada” e facilidade na compra de ingressos. Está sendo ameaçado de morte e até recebeu ameaça de bomba na sede do clube.

Javier Cantero: ameaças de morte dos próprios torcedores do clube

Javier Cantero: ameaças de morte dos próprios torcedores do clube

A cultura da impunidade que existe na América do Sul e nos torneios da Conmebol só piora a atual situação vigente.

Os torcedores mais velhos se recordam dos quebra paus homéricos entre argentinos, uruguaios e brasileiros nos anos 60. Isso faz parte do folclore futebolístico da América do Sul. Frases como “isso é Libertadores” demonstram a nossa anuência em relação à violência dentro e fora de campo, como se atirar objetos em campo e ver jogadores participarem de rinhas de UFC fosse algo normal.

Vamos citar apenas alguns exemplos de como a Conmebol é uma entidade banana, prolixa, incompetente e responsável por toda essa mixórdia.

Final da Copa Conmebol de 1997. O Atlético Mineiro goleia o Lanús na Argentina e garante o seu segundo título internacional. Contudo, os jogadores e dirigentes adversários não se conformam com o vareio e agridem covardemente o elenco do galo. O treinador Leão foi golpeado com uma barra de ferro e teve que fazer uma cirurgia de correção do maxilar.

Alguma punição da Conmebol ? Nenhuma

Quartas de final da Libertadores de 2004. Após obter a classificação, os jogadores do São Caetano tem que correr para dentro dos vestiários para não serem linchados pelos “hinchas” do América do México.

Alguma punição da Conmebol? Nenhuma.

Semifinal da Copa Mercosul de 1999 entre Peñarol e Flamengo. Num lance besta os atletas aurinegros partem para a briga contra o elenco carioca com a total leniência da polícia uruguaia. Os flamenguistas fogem para os vestiários para não serem massacrados.

Alguma punição da Conmebol? Nenhuma.

Esses são só alguns exemplos. Existem outros casos que podem ser relatados nessa link, mas ainda é pouco. A América do Sul é a terra de ninguém. Um imenso faroeste futebolístico.

Esperamos que essa nova comissão disciplinar puna seriamente todos os desmandos nos estádios sul americanos com o mesmo peso e a mesma medida. Que não surja um novo STJD que promulgue punições apenas por interesse político.

A punição ao Corinthians foi justa. Esperamos que todos os times sejam tratados com o mesmo rigor em casos graves como ocorreu na Bolívia na semana passada.

Mas isso não depende apenas da entidade sul americana. Os clubes também são responsáveis ao financiarem os marginais organizados. Tem que haver uma separação. Lugar de torcida é na arquibancada e não para servirem de capangas desse ou daquele diretor. Se alguém quiser fazer parte da vida política do clube que se associe.

Que os marginais sejam responsabilizados individualmente pelos crimes que cometem em estádios. Uma arena assim como a rua é um local público. Não há imunidade por ser torcedor. Cometeu um crime? Jaula!

Esperamos que o Vélez e o também o Peñarol sejam responsabilizados e punidos, assim como Corinthians e São Paulo na semana passada.

Daí sim, com o mesmo rigor a todos os participantes da Libertadores poderemos ver esperança de termos um torneio de melhor qualidade e livre da brutalidade genética que permeia o torneio desde a sua criação.

 ps- Quem quiser entender melhor as agruras  ea violência do futebol sul americano  sugiro assistir o programa “The real football factories” da ESPN.  Vejam principalmente os programas feitos na Argentina e do Brasil. Eles estão  disponíveis no Youtube.

LANCE OPINA : NÃO BASTA PUNIR O CORINTHIANS

22/02/2013

do jornal Lance

É absurdo tratar a morte do jovem torcedor boliviano como caso isolado, uma mera fatalidade. Não é. Assim como o vândalo que apontou o rojão para a torcida adversária sem medir as consequências de seu ato está muito longe de ser o único culpado dessa história.

A atitude do torcedor (ou torcedores) que provocou a morte do rapaz é indesculpável. Como tantas outras que geram violência nos estádios – felizmente sem vítimas fatais. É impossível ignorar, contudo, que outros responsáveis pela tragédia de Oruro sequer estavam ali.

Eles habitam os gabinetes refrigerados da Conmebol, das confederações da América do Sul. A politicagem dessa gente, o jogo baixo do poder, a tolerância cúmplice com todo tipo de atitude antiesportiva que alimentam esse tipo de barbárie. Para não contrariar aliados e perpetuar-se no poder, a cartolagem latina sempre se calou, fechou os olhos para o que deveria tratar com mão firme.

A Libertadores é a Copa do Vale Tudo. É a Copa da Impunidade. Das garrafas e pilhas lançadas sobre os jogadores na cobrança de escanteio aos ônibus depredados próximos aos estádios; dos tumultos em vestiários antes e depois do jogo ao confronto de torcidas, tudo é visto como “normal”. Inclusive pelos clubes, e por parte da mídia. “Isso é Libertadores!”, quantas vezes você não ouviu essa expressão em tom ufanista?

Isso não pode ser mais a Libertadores, que ninguém se iluda.

O futebol sul-americano tem de mudar. Passar por limpeza, sacudir o mofo entranhado em suas estruturas. Apesar de todas as mazelas de governos populistas, poucas regiões do mundo têm crescido tanto quanto a América Latina. E o esporte tem de acompanhar esse processo.

Este LANCE! já demonstrou, em série de matérias, o abismo que separa, na organização e nas cifras, a Libertadores da Liga dos Campeões. Abismo que só pode ser reduzido com moralização, decisões transparentes e profissionais, indispensáveis para atrair a confiança de público, investidores e patrocinadores.

Na Europa, como mostrou o LANCE!Net nesta quinta-feira, os dois times seriam punidos. O clube da casa, por não organizar a segurança, perderia mandos entre outras penas. O visitante poderia ser excluído da competição por vários anos.

Mas, para chegar-se a tanto, criou-se condições de segurança, investiu-se em equipamentos e práticas capazes de assegurar a paz nos estádios, criou-se um conjunto sólido e transparente de normas e exigências a serem cumpridas.

A dura punição imposta ao Corinthians, com a proibição de público em seus jogos por 60 dias, pode representar uma mudança de postura do lado de cá. É uma pena forte, mas racional. Falar em banir o campeão do mundo dessa Libertadores, pelo ato estúpido de um ou mais vândalos, era ação casuístico, movido pelo calor da tragédia e não por bom senso ou princípios morais e jurídicos que norteiam o futebol daqui.

Mas punir não basta. O que a Conmebol precisa – e não é com Nicolas Leóz e seu bando que vai conseguir – é criar e fazer cumprir uma legislação rigorosa e sustentada, um código de conduta ética e disciplinar que efetivamente mude a cara dos campeonatos que organiza. À Fifa cabe intervir para assegurar isso. Uma decisão séria, algo que funcione de verdade, às claras, e não seja, como esse Tribunal recentemente criado parece, apenas uma instância para acomodar interesses e continuar a jogar sujeira para baixo do tapete.

Nota do blog: Reproduzi a opinião do Lance no blog porque concordei com tudo o que foi escrito. Seria inútil dar mais uma avaliação sobre o assunto.  O tema sobre a violência de um grupelho de torcedores organizados já foi escrito aqui. Curiosamente a postagem foi uma das lidas recentemente depois dos tristes fatos ocorridos em Oruro. Ela foi escrita há dois anos. Prova de que desde lá , os governos, as  autoridades futebolísticas e os clubes de futebol  continuam a tratar a violência nos estádios como um mero assunto secundário.

PREVISÃO CERTEIRA

02/12/2012

burro

Até que demorou um pouquinho, mas a nossa previsão feita no ano passado se mostrou certeira. A pergunta que se faz no momento é a seguinte…

Onde estão os jornalistas “baba ovos” que apoiaram a extensão da Copa do Brasil até o final do ano?

A “poderosa” e atrapalhada Confederação Brasileira de Futebol emitiu um comunicado em que avisou que o São Paulo não poderá participar da Copa do Brasil em 2013 se vencer a Sul Americana em 2012 devido a falta de datas.

Fantástico! Sensacional!

O São Paulo pode ser punido pela sua própria competência, enquanto times que forem desclassificados da Pré-Libertadores ou da competição em si serão beneficiados.

Em suma , os vencedores poderão ser prejudicados e os perdedores agraciados.

Gênios!

Não vou escrever mais nada. Apenas leiam o post que escrevi em 2011 que apresenta uma solução bem simples para o caso.

Se for pra mudar a regra desse autêntico lixo de calendário, que ele continuasse o mesmo.

Mas não, a CBF tem que alterar tudo e fazer o esterco feder ainda mais.

Outra questão. Quem a entidade vai enviar para disputar o segundo maior torneio da América do Sul no ano que vem? Times da série B?

Tem certas coisas que nunca mudam no comando do futebol brasileiro. Incompetência é uma delas.

E tem carinha que aplaude…