Archive for the ‘Taça Libertadores’ Category

GALO DA AMÉRICA

25/07/2013
Réver levanta a Libertadores: A América é do Galo

Réver levanta a Libertadores: A América é do Galo

Onde estava o time que sempre nadava e morria na praia?

Cadê a esquadra que só era útil como flanelinha?

O Atlético Mineiro sepultou todas as incertezas e gozações do passado.

Adeus cavalo paraguaio.

Arrivederci para o “time do quase”.

O Clube Atlético Mineiro é campeão da Taça Libertadores da América.

Venceu o tradicional e organizado Olímpia por 2 x 0 no tempo normal e por 4 x 2 nos pênaltis.

Mas o sabor da vitória não começou a ser degustado no estádio do Mineirão ontem e sim no ano de 2011 quando o time se salvou por pouco de um segundo rebaixamento.

O treinador Cuca começou a montar uma equipe com jogadores pontuais num clube de estrutura já consagrada. Vieram também profissionais como Carlinhos Neves, mestre na preparação física.

Alexandre Kalil contratou Ronaldinho Gaúcho desacreditado depois de uma frustrante passagem no Flamengo.

Muitos duvidaram que o meia pudesse voltar a jogar um belo futebol no clube.

As grandes atuações e o vice-campeonato do Brasileiro de 2012 provaram que todos estavam errados.

Ronaldinho Gaúcho: redenção

Ronaldinho Gaúcho: redenção

2013 chegou e o Atlético Mineiro fez uma campanha empolgante na primeira fase do torneio sul-americano.

Foi a melhor equipe da Libertadores de cabo a rabo e ainda contou a capacidade de São Victor em momentos decisivos nas fases de mata-mata.

Sobrou emoção ao torcedor do Galo, tão sofrido por ver seu time falhar diversas vezes em momentos cruciais de sua história.

Desta vez não se deu chance ao azar. Porém, o título do time mineiro não foi sorte.

A competência e a dedicação de um presidente ajudaram. Tudo aliado a um treinador que leva o seu trabalho a sério.

Cuca como o clube que treina era conhecido sempre por “bater na trave” e ser um “azarado”.

Se uniram na simbiose perfeita da vitória. Ambos renegados, ambos ridicularizados.

Ninguém está mais rindo agora.

Cuca: a premiação justa de um longo trabalho

Cuca: a premiação justa de um longo trabalho

A América tem um novo campeão.

O quarto título sul-americano brasileiro seguido. A hegemonia continua nas terras do Sul.

O Brasil definitivamente adotou a Taça Libertadores da América.

O Clube Atlético Mineiro finalmente vai poder continuar a preencher o seu livro de glórias.

Parabéns Galo doido.

Essa taça é sua e ninguém mais tira.

O MAIOR JOGO DA HISTÓRIA DO GALO

24/07/2013

galo doido

É chegada a hora.

Após 105 anos de fundação o Atlético Mineiro enfrenta o seu maior desafio.

O título inédito da Taça Libertadores da América.

Minas Gerais irá parar. Tanto pela metade esperançosa da torcida do Galo como pelos secadores do seu eterno rival Cruzeiro.

Não será fácil derrotar uma equipe sólida e com uma boa vantagem adquirida em Assunção.

O Olímpia é um dos grandes da Taça Libertadores. Um dos velhos mestres do torneio.

O Atlético é um novato, que ainda aprende os meandros da competição.

Para piorar ainda teremos o tenebroso Wilmar Roldan no apito.

Mas o Atlético joga em casa, com o apoio de sua massa enlouquecida.

Hoje, mais do que nunca é hora de Mário de Castro, Kafunga, Carlyle, Dadá Maravilha, Reinaldo, Cerezo, João Leite, Éder Aleixo, Ronaldinho Gaúcho e Bernard.

Hoje a noite é o momento do Atlético finalmente escrever mais uma página inesquecível em sua história., talvez a maior delas.

Boa sorte Clube Atlético Mineiro.

Que os deuses do futebol finalmente lhe favoreçam.

180 MINUTOS

18/07/2013
Cuca se desespera: o Galo é derrotado em Assunção

Cuca se desespera: o Galo é derrotado em Assunção

Existe a velha máxima no Brasil que em decisões de mata-mata os títulos se decidem dentro de casa.

Nada pode estar mais errado.

Libertadores se ganha em 180 minutos, inclusive no território adversário.

O Atlético Mineiro se esqueceu dessa máxima e não trouxe para Assunção o bom futebol de Belo Horizonte.

Na primeira partida da final da Libertadores o clube brasilero foi dominado pelo Olímpia no primeiro tempo.

Ronaldinho Gaúcho esteve irreconhecível. Marcado em demasia pela retaguarda paraguaia o meia errava passes e não lembrava nem de longe o jogador que brilhou em toda a competição. Luan não substituiu Bernard à altura. Diego Tardelli era o único que se esforçava. Buscou a bola, chutou ao gol quando pode, mas ficou isolado na frente.

Ronaldinho Gaúcho: irreconhecível

Ronaldinho Gaúcho: irreconhecível

Parecia que a pressão tradicional do Atlético Mineiro no Horto havia trocado de lugar.

O Olímpia era o time que “tocava o terror”. A pressão paraguaia vinha mais das artérias do que propriamente de um bom futebol. Num bobeada da marcação da equipe brasileira, o defensor Alejandro Silva entrou livre perto da área e chutou no canto do goleiro Victor. “El Decano” abria o placar para o delírio dos 36.000 torcedores que invadiram o estádio Defensores Del Chaco.

No segundo tempo o Galo melhorou. A equipe retornou com uma postura de time de Libertadores. Mas a iniciativa não resultou em gols. Jô perdeu um gol feito graças a grande defesa do uruguaio Martín Silva, um dos melhores goleiros do torneio. Ronaldinho Gaúcho surpreendentemente foi substituído aos 20 minutos.

No final da partida aconteceu o que não podia. Os jogadores do Atlético Mineiro se desequilibraram emocionalmente. Uma rotina que permeia as equipes brasileiras em momentos cruciais na história da competição sul americana. O volante Richarlyson fez uma falta infantil na entrada da área adversária e foi expulso.

Tardelli: um dos poucos a se salvar da trágica noite

Tardelli: um dos poucos a se salvar da trágica noite

Porém, o festival de precipitações não havia acabado. Rosinei cometeu uma infração totalmente desnecessária na entrada da área atleticana a poucos segundos do apito final. Pittoni cobrou a falta com perfeição e marcou o segundo gol da equipe da casa. O Olímpia vai para Belo Horizonte com um grande vantagem para o Mineirão. O quarto título da Libertadores está muito próximo.

Ao Atlético Mineiro resta mais uma partida de superação. O derradeiro e mais importante jogo de sua centenária história.

A pergunta permanece. Por que os times brasileiros acham que Libertadores só se resolvem em 90 minutos?

É MINEIRÃO UAI!

16/07/2013
Kalil bateu o pé mas a Conmebol confirma: a final é no Mineirão

Kalil bateu o pé mas a Conmebol confirma: a final é no Mineirão

Será que alguém pode me explicar o que se passa dentro da cabeça de um dirigente de futebol?

Nos últimos dias vimos novamente numa final de Libertadores, a total demonstração de delírio de alguns cartolas.

Alguns só pensam no resultado prático e não enxergam que está em sua volta e o real significado do que sua instituição representa.

Talvez por isso o futebol brasileiro ainda seja uma lástima em matéria de “vender espetáculo”. Aqui e principalmente no exterior.

Sim, o campeonato brasileiro, do país pentacampeão do mundo e que é considerado por muitos como um dos mais difíceis do planeta é pouco divulgado no mercado internacional. Nossa principal peça de exportação futebolística ainda é a seleção brasileira.

Nessa semana o presidente Alexandre Kalil bateu o pezinho. Queria que o segundo jogo da decisão da Libertadores fosse no belo, porém diminuto estádio Independência.

Pior, teve o apoio do presidente da CBF José Maria Marin e da eminência parda Marco Polo Del Nero.

Uma mentalidade típica de cartola brasileiro, totalmente emocional e nada prática até do ponto de vista financeiro.

Kalil não olhou para o próprio torcedor atleticano. Com sua prepotente escolha renegaria ao seu próprio torcedor a chance de ver seu clube conquistar um título inédito. Quantos abnegados ficariam de fora com essa decisão? Quanto dinheiro o clube iria perder nessa brincadeira?

Além disso a escolha de um local menor desprestigia o espetáculo. A atitude empobrece a visão do futebol como “show” que faz parte de toda grande competição como a Copa do Mundo e a Champions League e também em vários outros esportes do mundo todo.

Uma final de Libertadores com um clube de tradição como o Atlético Mineiro não cabe num estádio Independência.

Felizmente a Conmebol não atendeu ao delírio dos cartolas do futebol brasileiro e cortaram as pretensões inexplicáveis de Kalil e sua trupe.

A massa atleticana e o futebol sul americano agradecem a decisão.

O DUELO PRETO E BRANCO DA AMÉRICA

16/07/2013

libertadores cópia

Atlético Mineiro e Olímpia decidirão a Taça Libertadores da América amanhã em Assunção na primeira partida da finalíssima de 2013.

É o duelo de um time tradicional e copeiro contra um grande time brasileiro, que pela primeira vez em sua história irá disputar a final do maior torneio da América do Sul.

Porém, o Galo de Minas Gerais tem um certo favoritismo. Não só pelo seu grande futebol nesse primeiro semestre como também pela qualidade de seus jogadores. Entre eles Ronaldinho Gaúcho, o excelente defensor Réver e o dinâmico Bernard.

O Olímpia vai para sua sétima final de Libertadores. O clube paraguaio é um dos maiores bichos papões da competição. Contudo, “El Decano” enfrenta uma enorme crise financeira. Há meses seus jogadores não recebem salário. Mesmo com todas as adversidades “el rey de copas” faz uma brilhante campanha. Eliminou o campeão brasileiro Fluminense e só perde para o Atlético Mineiro como time mais ofensivo.

Olímpia: time encaixado e competente

Olímpia: time encaixado e competente

Os paraguaios conseguiram a classificação depois de um duelo equilibrado contra o Santa Fe. Nunca um time colombiano atacou tanto. Graças ao arqueiro uruguaio Martín Silva e a vitória em casa, o clube campeão do mundo em 1979, obteve o direito de ir para a decisão. Um time cascudo e que conhece o caminho das pedras.

O Olímpia foi campeão da Libertadores em três oportunidades. Nelas conseguiu o título jogando a última partida fora de casa. É o único time do Paraguai que alcançou títulos internacionais. Um grande desafio para o time brasileiro.

O Atlético Mineiro sempre teve várias oportunidades de vencer várias taças ao longo de sua história. Porém a equipe mineira sempre parou no meio do caminho em várias oportunidades, apesar de sua enorme tradição e de ser o primeiro campeão brasileiro da era dos “campeonatos nacionais” (antes da reunificação dos títulos pela CBF em 2011).

O Galo viu seu arquirrival Cruzeiro ser o dono do pedaço quando o assunto era Libertadores. A torcida alvinegra sempre foi alvo de gozações e de brincadeiras por parte dos adversários azuis com o apelido provocativo de “flanelinhas”.

Hoje as brincadeiras sumiram.

cruzeirenses com flanelas: as brincadeiras sumiram.

cruzeirenses com flanelas: as brincadeiras sumiram.

O Atlético está na final da Libertadores pela primeira vez, mas já conquistou dois títulos sul-americanos. O Galo foi o primeiro clube campeão da extinta Taça Conmebol em 1992 e voltou a faturar a competição em 1997 num dos jogos mais tumultuados da história do futebol sul-americano.

Porém o Atlético Mineiro nunca conseguiu chegar muito perto da joia da coroa: a Taça Libertadores da América. As coisas mudaram.

Depois de péssimas administrações passadas, o presidente Alexandre Kalil colocou o time nos eixos. Investiu ainda mais na já boa estrutura do clube que tem o melhor Centro de Treinamento do Brasil: a cidade do Galo. Trouxe Carlinhos Neves, um dos maiores preparadores físicos do Brasil.

O cartola fez contratações pontuais com jogadores vindos de outros grandes centros como o goleiro Victor, Junior César os irmãos Richarlyson e Alecssandro. Surpreendeu pela ousadia ao contratar um duvidoso Ronaldinho Gaúcho que havia feito uma péssima temporada no Flamengo. Este ano trouxe de volta o volante Josué, campeão no Goiás, São Paulo e no Wolfsburg da Alemanha.

Mas foi o agora R49 que trouxe a alegria de volta aos torcedores atleticanos.

Ronaldinho Gaúcho: a volta do bom futebol

Ronaldinho Gaúcho: a volta do bom futebol

Em Minas o futebol do ex-melhor do mundo voltou a sorrir. Junto com revelações como Réver e o atacante Bernard, o time de BH fez uma ótima campanha do campeonato brasileiro e ficou com o segundo lugar. No ano seguinte começou estonteante na Libertadores goleando adversários como o Arsenal e São Paulo no estádio Independência mostrando um futebol dinâmico e ofensivo. A cara do emotivo e supersticioso técnico Cuca.

Depois das oitavas de final o Atlético contou também com a muralha chamada Victor. O arqueiro defendeu um pênalti no último minuto contra o Tijuana e garantiu a classificação para a semifinais.

Na fase seguinte brilhou de novo na partida de volta contra o campeão argentino Newell´s Old Boys.

Agora mais uma página do livro ainda incompleto do Galo começa a ser escrita. O clube brasileiro tem um ligeiro favoritismo, mas em Libertadores da América isso é irrelevante. Ainda mais quando se tem um adversário tradicional e competente do outro lado.

Em suma um duelo de gigantes.

AH NÃO GALO! DE NOVO?

04/07/2013
Atlético Mineiro: com muita história pra contar

Atlético Mineiro: com muita história pra contar

Eu tenho uma frase que define mais ou menos o que é o Clube Atlético Mineiro.

O Galo de Minas é um livro com uma linda capa, um bom começo e várias páginas restantes em branco.

O torcedor do time de Belo Horizonte pode contestar, mas o Atlético Mineiro tem sido um especialista em remar, remar e morrer em Varginha ( lembro que o termo nadar e morrer na praia não serve já que em Minas Gerais não há saída para o mar).

Deixando as piadas de lado, o Atlético Mineiro é um dos clubes mais importantes do futebol brasileiro. Tem uma torcida fanática e uma bela história. Mas ela vai até a página 50.

O Galo de Minas foi campeão estadual várias vezes, conquistou um único campeonato brasileiro em 1971 e venceu duas Copas Conmebol.

Essas conquistas para um time e uma torcida como o Atlético ainda representam muito pouco.

O clube parou abruptamente em várias oportunidades.

Em 1977 perdeu o campeonato brasileiro nos pênaltis para um time inferior tecnicamente.

Em 1980 foi derrotado novamente no torneio nacional por detalhes para o Flamengo.

Em 1985 perdeu a semifinal mais “baba” de sua vida contra o irregular Coritiba.

Em 1987 foi o melhor time da Copa União mas caiu novamente para o Flamengo de Zico , Zinho e Renato Gaúcho.

Em 1990 o clube foi impedido de ser campeão brasileiro nas semifinais pelos pés de Neto.

Em 1991 pelas mãos de Zetti.

Em 1999, Guilherme perdeu um gol decisivo e o Galo caiu diante de um empate em 0 x 0 na decisão contra o Corinthians no Morumbi.

Ontem novamente vimos a equipe mineira ser engolida parcialmente na semifinal de um torneio importante. Desta vez para o Newell´s Old Boys de Rosário que derrotou o time brasileiro por 2 x 0 no estádio Marcelo Bielsa.

Depois de fazer uma campanha espetacular na Libertadores e ser a melhor esquadra da competição será que novamente veremos a “síndrome de semifinal “se repetir em torneios de maior relevância?

Ronaldinho Gaúcho: anulado pelos hermanos

Ronaldinho Gaúcho: anulado pelos hermanos

O sinal de alerta foi dado ainda na primeira fase do torneio sul americano. O Atlético Mineiro perdeu para um São Paulo entusiasmado e quase morto. Quando se enfrentaram novamente nas oitavas a vaca de Cuca quase foi para o brejo ainda no primeiro tempo na primeira partida do Morumbi. O treinador catarinense tem que agradecer até hoje a má pontaria de Ademílson e a estupidez de Lúcio.

Nas quartas por pouco o Atlético não foi eliminado contra o Tijuana. Houve uma queda de produção do time. As “férias” para a Copa das Confederações foram um ponto negativo para uma equipe entrosada e com ritmo acelerado.

Ontem em Rosário vimos um conjunto esforçado, mas longe de ser o Atlético Mineiro que animou a sua torcida na primeira fase.

O Galo foi dominado pelos “leprosos”. A marcação cerrada em cima de Ronaldinho Gaúcho obteve resultado. O time argentino levou Victor a fazer grandes defesas. Não era o Horto, mas o Atlético Mineiro começava a entrar em pânico.

Scocco: bela cobrança de falta

Scocco: bela cobrança de falta

Na única chance que teve de armar uma jogada o meia brasileiro deixou Bernard frente a frente com o goleiro Guzmán que conseguiu se recuperar.

Depois dessa jogada só deu Newell´s que tocava a bola e dominava o meio campo com imensa facilidade. Após um cruzamento na área brasileira, Maxi Rodríguez marcou de cabeça. O Atlético parecia ter assimilado o golpe mas continuava a ser pouco efetivo no ataque. Jô ficou isolado. Diego Tardelli apático ruiu frente a marcação adversária. O clube brasileiro parecia se conformar com o placar mínimo. O que se revelou uma estratégia fatal. Jô numa das poucas jogadas de ataque do Galo conseguiu empatar, mas o auxiliar marcou impedimento erroneamente. Na América do Sul os árbitros tem a seguinte regra: na dúvida sempre beneficie o dono da casa.

O Galo abusou do direito de fazer faltas. Numa delas o artilheiro Scocco marcou o segundo numa linda cobrança para o Newell´s e dificultou as coisas para o time de Minas Gerais. Agora o Atlético Mineiro tem que vencer por uma diferença de 3 gols para se classificar e não pode de nenhuma maneira tomar um gol no estádio Independência. Situação complicada, mas que pode ser revertida.

Porém, acabou a moleza para os atletas de Cuca. Se o Atlético quiser escrever mais uma página na sua história ele terá que superar o atual campeão argentino.

Será que o livro do Clube Atlético Mineiro permanecerá com páginas em branco?

Na quarta que vem, a resposta.

ASSUNÇÃO – 02/07/2013

04/07/2013

olimpiamosaico

Antes da primeira partida da semifinal da Libertadores, a torcida do Olímpia mostrou vários mosaicos enaltecendo as principais  conquistas do clube desde a sua fundação. Pois é pessoal. O futebol tem história e a torcida sempre terá a memória dos grandes feitos de seu clube. O resto é conversa mole para boi dormir.  Ah, o Olímpia venceu o Santa Fé por 2 x 0. Rumo ao Bi Mundial?

Joinha procêis.

joinha

LIBERTADORES – QUARTAS DE FINAL – IDA

25/05/2013

Fluminense 0 x 0 Olímpia

FUTEBOL VAGABUNDO

Wellington Nem: má jornada

Wellington Nem: má jornada

Se existe um time a ser estudado no Brasil essa equipe é o Fluminense.

É um caso de análise psiquiátrica profunda.

Um time milionário, com um bom elenco e que lamentavelmente atua como um clube da terceira divisão do Rio de Janeiro.

Na campanha do título brasileiro, o Flu jogou grande parte da campanha com um estilo pragmático, frio e sem sal. O time fazia um gol e se segurava atrás. Estilo Abelão de ser. Um dos discípulos do “Muricybol”.

Na quarta em São Januário, o tricolor carioca se preocupou mais em não tomar o gol do que fazer. O Olímpia ficou na dele e adorou o 0 x 0 em São Januário. Foi para isso que o Fluminense praticamente abdicou do título carioca. Para ter atuações bisonhas como a de quarta-feira?

O que Abel Braga tem fazer agora é deixar seu time fazer o que sabe de melhor: atacar. Na capital paraguaia o clube carioca vai ter que deixar esse futebol comodista e vagabundo de lado se quiser se classificar para as semifinais. Em Assunção não vai ter moleza.

Real Garcilaso 1 x 3 Santa Fe

É SANTA FE! NÃO INDEPENDIENTE!

Cuero comemora: Santa Fe com um pé na semifinal

Cuero comemora: Santa Fe com um pé na semifinal

O Santa Fe detonou o peruano Real Garcilaso dentro da casa do adversário por 3 x 1. Um grande resultado do time de Bogotá e que praticamente garante a classificação inédita do Expresso Vermelho para a semifinal da Libertadores. Depois de derrotarem o milionário time de Vanderlei Luxemburgo a equiper colombiana se torna a grande sensação dessa Libertadores da América.

O problema é quando ouvimos notícias e lemos alguns jornais aqui no Brasil. Alguns veículos insistem em chamar o clube de Independiente de Santa Fe, como se o mesmo fosse uma imitação barata do clube argentino que mais venceu Libertadores até agora.

Mas as coisas não são bem assim. Na Colômbia ninguém chama o clube primeiro pelo nome de “Independiente” e sim somente pela alcunha de Santa Fe. O termo “Independiente” faz parte do nome oficial do clube, o que é comum a vários times do mundo.

Aqui no Brasil ninguém chama o Palmeiras de “Sociedade Palmeiras” ou o Flamengo de “Regatas Flamengo”.

Santa Fe é o nome popular, conhecido pela população colombiana e que é um dos times de maior torcida da capital, Bogotá e que tem grande rivalidade com os Milionários.

Quem quiser conhecer melhor esses dois times assistam esse programa abaixo. E aprendam de uma vez por todas é Santa Fe, não Independiente!

Tijuana 2 x 2 Atlético-MG

OSSO DURO DE ROER

Gilberto Silva: sufoco na fronteira

Gilberto Silva: sufoco na fronteira

O time de Belo Horizonte  começou muito mal a partida na fronteira do México com os Estados Unidos. Começou perdendo de 2 x 0 e por pouco dificultou a sua grande campanha nessa Taça Libertadores. Porém o time mineiro conseguiu se adaptar rápido ao gramado sintético e teve uma grande recuperação no segundo tempo. Diego Tardelli diminuiu e Luan já nos descontos fez o gol milagroso de empate. O Galo passou sufoco mas se saiu bem. Em casa terá todas as chances para chegar à semifinal. Porém, a equipe mexicana mostrou muitas qualidades nessa Libertadores.

Ao contrário do que muitos times por lá fizeram, os “Xolos” estão priorizando o torneio sul americano. Quebraram a invencibilidade do Corinthians e eliminaram o Palmeiras dentro da casa do adversário. Todo cuidado é pouco. No Tijuana o Douglas não joga. No Horto, o Atlético vai ter que jogar o que sabe para passar de fase.

Boca Juniors 0 x 0 Newell´s Old Boys

EMPATE SEM SAL

Riquelme: anulado pela defesa leprosa

Riquelme: anulado pela defesa leprosa

O Boca que faz uma campanha bisonha no Torneio Final bem que tentou sufocas os “leprosos” usando a velha mística de “La Bombonera”. Porém o Newell´s mostrou porque é o atual líder da competição portenha. Os comandados de Gerardo Martino marcaram muito bem todas as jogadas de ataque da equipe Xeneize. Riquelme tentou furar o cerco mas teve poucas oportunidades. Apesar da posse e de maior volume de jogo o Boca não conseguiu traduzir isso em gols no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Newell´s melhorou ainda mais a marcação. Não se intimidou com o barulho do estádio e por pouco não fez um golaço numa linda virada de Scocco. Sem o árbitro Carlos Amarilla fica difícil o Boca obter alguma vantagem. A decisão ficou para o estádio “Colosso Del Parque” em Rosário. Os “leprosos” tem tudo para irem a semifinal e conquistar o título que escapou de suas mãos em 1988 e 1992. Ao Boca, resta atuar como franco atirador e mais uma vez chegar perto da tão sonhada sétima conquista da Libertadores e se tornar definitivamente o “ El Rey de Copas”, mas os tempos são outros.

INCONTESTÁVEL

09/05/2013
Ronaldinho Gaúcho: massacre no Independência

Ronaldinho Gaúcho: massacre no Independência

O Atlético Mineiro goleou o São Paulo por 4 x 1 na partida de volta das oitavas de final da Libertadores 2013.

Foi uma das maiores vitórias da história do time de Belo Horizonte e a derrota mais humilhante do tricolor paulista na Taça Libertadores.

Após o resultado adverso dentro do Morumbi por 2 x 1, se esperava um galo mais precavido e fechado no estádio Independência. Mas contrariando as expectativas o time de Cuca encurralou o São Paulo no campo de defesa do adversário e fez uma pressão monstruosa logo no início de jogo.

Ronaldinho Gaúcho após uma cobrança de falta chutou a bola no travessão de Rogério Ceni como um prenúncio do que estava por vir. Não demorou muito e Jô abriu o marcador aos 20 minutos num chute mortífero após uma bela jogada pela direita.

As coisas para o time paulista pioravam. O Atlético Mineiro marcava impiedosamente e impedia a criação de Ganso e Jadson que isolaram Luis Fabiano na frente. A troca do contundido Osvaldo pelo falso polivalente Douglas se revelou uma escolha desastrosa do técnico Ney Franco. O tricolor não conseguiu reagir e o time da casa dominava a peleja com imensa tranquilidade.

No segundo tempo o treinador são paulino mudou. Tirou Paulo Miranda e colocou o estreante Silvinho. O time abriu de vez e começou o show do galo. Numa falha grotesca de Edson Silva, o atacante Jô entrou livre na área e tocou no meio das pernas de Rogério Ceni. Atlético 2 x 0.

O São Paulo se abalou de vez. Com a classificação para as quartas indo literalmente para o ralo, o time se desestabilizou completamente. Ronaldinho Gaúcho e companhia dominaram por completo o meio campo e o tricolor paulista só fazia número. Em um recuo bisonho de Tolói, Diego Tardelli chegou antes de Rogério Ceni e sepultou de vez qualquer pretensão são paulina de classificação.

Mas o show não podia parar. Depois de vencer uma disputa com o atabalhoado Wellington, Ronaldinho Gaúcho numa de suas melhores partidas desde que voltou ao Brasil deu um toque para Jô olhando para o lado. O atacante colocou a bola na rede e completou o massacre. Nem o gol de honra inútil de Luis Fabiano aliviou a derrota acachapante.

O time do Morumbi terminara a Libertadores de 2013 com uma das piores campanhas de sua história com cinco derrotas, um empate e apenas duas vitórias. Das quatro disputas contra o galo de Minas, perdeu três.

O Atlético que terminou a primeira fase como a esquadra de melhor campanha, confirmou o seu favoritismo e caminha a passos largos para uma campanha inesquecível. Que o Tijuana e o Palmeiras se cuidem. O Atlético Mineiro está atropelando nessa Libertadores.

MIXÓRDIA SUL AMERICANA 2 – O RETORNO

19/04/2013
Luxemburgo: agressão covarde

Luxemburgo: agressão covarde

Gostaria de saber qual será a punição do vulgo Huachipato do Chile pelas agressões covardes ao técnico do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo na noite de ontem.

Independente da provocação com palavras é inadmissível que um time de futebol da primeira divisão de um país tenha o comportamento de uma associação de várzea.

Qual será a decisão do agora já patética e desacreditada Comissão Disciplinar da Conmebol?

Uma multa e um cafezinho com o Nicolás Leoz talvez?

O que aconteceu com os jogadores do Arsenal de Sarandi que bateram covardemente numa policial e arrebentaram os vestiários do estádio Independência na partida contra o Atlético Mineiro em Belo Horizonte?

Muitos jornalistas criticaram a postura dos seguranças dos São Paulo Futebol Clube depois da autêntica briga de foice que ocorreu nos vestiários do Morumbi no intervalo da final da Copa Sul Americana. Alguns chegaram a chamar a diretoria do clube de “cafajeste” pelos tristes acontecimentos na decisão da competição.

Mas hoje vemos que o problema comportamental de clubes sul americanos é lamentável. Alguns times literalmente apelam para a porradaria. São ajudados pela anuência e cumplicidade da Conmebol que permite de tudo um pouco nos campos da América do Sul.

Mas não se preocupem caros leitores. Xingar um péssimo árbitro é fato gravíssimo que dá direito a quatro jogos de suspensão.

Porém bicudar auxiliares, matar um adolescente, agredir uma mulher, destruir vestiários e pisar em treinadores no gramado são apenas “acidentes de percurso”. Não dá nada.

Triste Libertadores.

Triste Conmebol.

Horripilante Nicolás Leoz.

A mixórdia continua.