Archive for the ‘Seleção Brasileira’ Category

UMA LENDA CHAMADA DJALMA SANTOS

23/07/2013

Djalma-Santos

Se alguém me perguntar, você já viu o Djalma Santos jogar?

Responderei que não. Nasci em 1972, dois anos depois do lateral conquistar seu último título pelo Atlético Paranaense.

Portanto a possibilidade de ter visto algum jogo do lendário atleta é zero.

Mesmo assim acredito no que as pessoas mais velhas me diziam ao vê-lo atuar pelos campos brasileiros e mundiais com a camisa da Portuguesa, do Palmeiras e da Seleção Brasileira.

Como desacreditar de alguém que foi escolhido o melhor de sua posição em apenas uma partida na final da Copa do Mundo na Súécia em 1958?

Como contrariar os títulos nacionais e internacionais ganhos pela Portuguesa e pelo Palmeiras nos anos 50 e 60? Como não constatar a grande campanha do bicampeonato Mundial com o Brasil em 1962?

E o fato de não ser expulso uma única vez em toda a sua gloriosa carreira?

Impossível.

Djalma Santos já era uma lenda antes deste blogueiro nascer e assim permanecerá para sempre.

Jogadores como ele nunca desaparecem de nossa memória, mesmo aqueles que nunca tiveram o deleite de assistí-los nos gramados uma única vez na vida.

Assim são os heróis e os mitos. Como Hércules, Sansão e Perseu.

Acreditamos nos contos e nas lendas e os usamos como exemplo para gerações futuras.

Apenas com um detalhe: o maior lateral direito da história do futebol mundial foi real.

Vá em paz Dejalma dos Santos.

A sua eterna lenda sempre permanecerá viva em nossos corações terrenos.

lendas1958

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O GIGANTE ACORDOU

04/07/2013
Brasil: tetracampeão da Copa das Confederações

Brasil: tetracampeão da Copa das Confederações

Nem o mais fanático Pacheco poderia prever o que aconteceu no Maracanã no último domingo.

Os “meninos do Brasil” deram um verdadeiro baile na consagrada e ex-favorita Espanha com uma goleada de gente grande. Foram sonoros e humilhantes 3 x 0 com direito a “olé” e uma exibição estupenda de Fred e Neymar.

O Brasil conquistou seguidamente a sua terceira Copa das Confederações e a quarta ao longo da história da competição. Isso numa época em que o torneio de preparação se tornou importante e um belo aperitivo para os mundiais da Fifa.

A seleção brasileira entrou no jogo na ponta dos cascos. Logo que o árbitro Bjorn Kuipers soou o apito se viu uma disposição hercúlea do time da casa em anular a principal jogada da “La Roja “: a posse de bola e as trocas constantes de passes. O Brasil sufocou a equipe campeã do mundo a exemplo da partida do Bayer de Munique contra o Barcelona no duelo das semifinais da Champions e realizou uma “blitz” incansável e desafiadora. Deu certo.

Espanha: atordoada com o atropelamento

Espanha: atordoada com o atropelamento

Impossível não perceber ali o trabalho do coordenador técnico Carlos Alberto Parreira. Se notou pequenas minúcias táticas na partida que só poderiam ter sido realizadas por um grande trabalho e estudo. Com a conhecida motivação de Scolari a cozinha não poderia ter ficado melhor.

Logo no começo de jogo, numa bola alçada na área Fred fez o primeiro gol deitado, na raça. O Maracanã lotado quase desabou. A Espanha estava atordoada com o gancho de esquerda. Não conseguiu se recuperar com todo o clima causado pela esfuziante torcida.

Fred: partida magistral

Fred: partida magistral

Neymar, “aquele que nunca jogava na seleção brasileira” mostrou aos espanhóis o caminho do inferno e marcou o segundo gol no final do segundo tempo. Onde estariam os consagrados Iniesta, Xavi , Pedro e Fernando Torres? Ninguém sabe e ninguém viu.

O show continuou na segunda etapa. Após uma bela troca de passes Fred marcou o terceiro e mostrou aos espanhóis que no Maracanã novo ou velho quem manda é a seleção brasileira. Fim de jogo. Brasil Tetracampeão. Um time que era o vigésimo segundo lugar da Fifa mostra ao mundo que está vivo e que é um dos favoritos ao titulo da Copa do Mundo do ano que vem.

MUITA CALMA NESSA HORA

O Brasil apresentou uma evolução. Isso é inegável, mas o desafio da Copa do Mundo será infinitivamente maior. Peguem essa Copa das Confederações e multipliquem por quatro.

O torneio será outro e as circunstâncias também.

A Copa das Confederações não é um termômetro para a Copa do Mundo. Vide o que aconteceu nas duas últimas edições. Brasil, Argentina e Estados Unidos foram finalistas e ficaram no meio do caminho em 2006 e 2010.

Portanto nada de entusiasmo. O time ainda está longe do ideal apesar de ter vencido um selecionado praticamente imbatível há três anos.

A esquadra brasuca não pode se deslumbrar com o que aconteceu no último domingo. Foi uma das maiores partidas da história da seleção brasileira, mas morreu por aí. Ficou no passado.

Porém sempre existem os revanchistas. Aqueles que botam o dedo na cara de jornalistas e profissionais mais críticos numa conquista como essa, como se os mesmos tivessem a obrigação de “babar ovo” para as mensagens ultra nacionalistas dos cartolas e de jogadores consagrados do passado que hoje não passam de meros perebas quando o assunto é cidadania.

Neymar: quem disse que ele não joga na seleção mesmo?

Neymar: quem disse que ele não joga na seleção mesmo?

Não se pode criticar os protestos e aqueles que pedem “hospitais padrão Fifa”.

A política faz parte do esporte, mas ela nunca conseguiu entrar dentro de campo ou numa quadra, por mais que tentasse.

A Itália foi bicampeã mundial em 1934 e 1938 sobre a efigie de Mussolini. O ditador italiano terminou seus dias fuzilado e pendurado pelo próprio povo. Mas a squadra azzurra dos anos 30 continua a ser reverenciada até hoje.

A cortina de ferro do leste europeu caiu e está enterrada, mas todos lembram do time de ouro da Hungria em 1954.

Garastazzu Médici não passa de uma lembrança negra na história do Brasil, mas a seleção brasileira de 1970 é considerada por muitos como a maior de todos os tempos.

Mário Kempes, campeão do mundo pela Argentina em 1978 é homenageado com seu nome batizando um estádio de futebol na Argentina. O ditador sanguinário Jorge Rafael Videla morreu no ostracismo, preso e condenado pelos seus bárbaros crimes.

Por mais que governantes tentem usar o esporte como massa de manobra o efeito de “conformar” a população é pouco efetivo.

O povo sabe separar o joio do trigo. Nesses quinze dias turbulentos vimos o exemplo disso. A fúria explodiu nas ruas e cartazes de apoio a seleção apareciam nos estádios.

A presidente Dilma Rousseff que faz parte de um partido corrupto e que gastou escandalosamente bilhões de reais para esta Copa do Mundo tomou uma sonora vaia no estádio Mané Garrincha. Seep Blatter, o faraó multinacional também não escapou do escrutínio da plebe. Ambos perderam o coração dos torcedores e nem poderia deixar de ser diferente. Eles são apenas personagens patéticos com síndrome de magnanimidade. Não passam de meros coadjuvantes dentro do esporte.

A seleção brasileira e o futebol são os únicos que merecem sentir a verdadeira emoção do povo. Os políticos e os cartolas que se danem.

Valeu rapaziada!

# OGiganteAcordou

VAMOS FALAR SOBRE A SELEÇÃO

28/06/2013
a jovem seleção brasileira: no caminho certo

a jovem seleção brasileira: no caminho certo

Quanta diferença…

Depois de passar quase oito anos refém de um dirigente sem escrúpulos e transformado num circo itinerante, o time do Brasil parece ter acertado os eixos com a volta de Luis Felipe Scolari.

Sim, temos um time. A seleção brasileira também tem um esquema e prova que o caminho para a renovação é possível se a CBF levar as coisas a sério.

Situação totalmente contrária nas vésperas da Copa do Mundo de 2006 quando a seleção brasileira deixou se contaminar pelas festinhas em Weggis, pelo oba oba e pelos acordos comerciais de Ricardo Teixeira.

Uma grande geração de futebolistas foi desperdiçada. Kaká, Adriano, Ronaldinho Gaúcho e Juninho Pernambucano mereciam algo mais do que serem eliminados nas quartas de final contra a França. O desastre da Alemanha passou mas a seleção continuou o seu caminho tortuoso.

Veio o militarismo de Dunga e o seu rancor contra a imprensa. O bom trabalho e conquistas foram eclipsados na África do Sul quando o treinador convocou uma leva de compadres meio campistas e resolveu brigar com repórteres nas coletivas. A derrota para a Holanda foi a gota d´água e o gaúcho foi mandado embora.

Veio Mano Menezes e as coisas só pioraram. Ricardo Teixeira havia tornado o Brasil num Harlem Globetrotters “fake” do futebol mundial. O Brasil realizava amistosos fora de casa, em Londres contra seleções de baixa expressão. Atendia a pedidos de ditadores para atuar em partidas bisonhas contra equipes como o Gabão. Convocações inexplicadas e jogadas empresariais afastaram a seleção brasileira de seu torcedor. Ela havia virado um pastiche de si mesma. Uma piada de imenso mau gosto.

A corda apertou para o ex-presidente da CBF que fugiu do Brasil deixando a entidade nas mãos de Marin, outro dirigente nefasto mas que teve o bom senso de demitir o incipiente Mano Menezes e trazer dois campeões do mundo de volta.

Era tudo que o Brasil precisava.

A seleção brasileira é um time “cabaço”, mas está ganhando uma experiência virtuosa nos últimos meses. Sem amistosos contra time medíocres e com embates contra grandes equipes, a esquadra nacional vai ganhando fôlego.

A campanha da Copa das Confederações prova que na seleção brasileira é fundamental uma organização plena e um trabalho sério feito por pessoas competentes.

Felipão, apesar de ter seus métodos questionados, já provou várias vezes que é capaz de trazer o Brasil de volta aos braços de sua torcida.

Conseguiu. Independente do resultado de domingo na final contra a Espanha, o Brasil já está fazendo o seu torcedor deixar a raiva de lado e torcer novamente pelo time canarinho.

No “vestibulinho” da Copa das Confederações o jovem time brasileiro já foi aprovado.

Agora virá o exame final em 2014. O time tem muito a evoluir ainda mas está no caminho certo para apagar todas as bobagens que foram feitas nos últimos anos e trazer o Brasil onde ele nunca jamais deveria ter saído. No topo do futebol mundial.

ESQUIZOFRENIA

25/04/2013
Vargas marca um golaço:vaias no Mineirão

Vargas marca um golaço:vaias no Mineirão

O que faz um torcedor sair de sua casa para ver um jogo da seleção brasileira reserva?

Sim, porque é mais do que óbvio de que nem metade do time que empatou ontem com o Chile  será titular em Junho de 2014 na Copa que será realizada aqui.

Além disso, é consenso de que o Brasil comandado por Parreira e Felipão dificilmente fará partidas espetaculares nos gramados dado o pragmatismo que ambos os treinadores seguiram em suas carreiras.

O torcedor brasileiro é movido pela falsa ilusão do que a camisa canarinho ainda representa. A seleção não dá mais show e  não realiza mais espetáculos como em 1958, 1962, 1970 ou 82. A mística prevalece, mas a verdade hoje em dia é bem diferente.

Distante da realidade futebol brasileiro ela vaia incansavelmente a equipe canarinho. Grita “olé” quando o adversário está com a bola e chama a principal joia brasileira dos últimos tempos de “pipoqueiro”, sendo que o mesmo cobrou um escanteio preciso para o primeiro gol de Réver e  marcou os segundo depois de uma bela troca de passes entre Jadson e Alexandre Pato.

Uma injustiça. Não se pode colocar toda a carga de responsabilidade de uma Copa do Mundo num jovem de 21 anos. Neymar tem muito a evoluir, assim como o time brasileiro.

Me recuso a analisar uma partida amistosa marcada em cima da hora com um time B e que fez no máximo um único treino leve com jogadores totalmente focados nas disputas de seus clubes.

Mesmo assim, o torcedor brasileiro agiu com má-fé. Se tornou um chato de galocha. Um esquizofrenico de primeira linha. Uma multidão bipolar que exclama “sou brasileiro com muito orgulho e muito amor” num momento para soltar vaias escabrosas cinco minutos depois contra um time canarinho reserva e despretensioso. Uma torcida exigente demais com uma esquadra nitidamente desentrosada feita em cima da hora como num catadão de várzea.

Dou razão para o jornalista Flávio Prado da rádio Jovem Pan. O brasileiro não gosta de futebol,  ele adora “festinha”. Muitas famílias entraram na onda e pagaram ingresso esperando ver Mozart.

Assistiram a um baile funk. Ontem não teve festa ou goleada e nem poderia.

A verdadeira seleção brasileira só vai atuar realmente contra a Inglaterra no Maracanã e na Copa das Confederações. Com mais treinos e mais entrosamento poderemos saber quem é realmente o Brasil de Felipão 2.0. Uma seleção de verdade ou um amontoado de jogadores que vestem uma camisa verde e amarela.

MUDA NEY!

14/03/2013

Ney Franco

 

Ao contrário do que estão fazendo muitos blogs e sites por aí não vou cornetar o Ney Franco.

Só peço uma coisa ao atual treinador são paulino. Que ele bote a mão na consciência e reveja alguns de seus conceitos.

Porque se o time da foto abaixo pode jogar com três meias juntos o tricolor pode perfeitamente jogar com dois.

 

1970-sel

 

Tudo é questão de coragem, ousadia e inteligência.

Muda Ney! Antes que mudem você.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

07/02/2013
Rooney comemora: o Brasil perde em Wembley

Rooney comemora: o Brasil perde em Wembley

 

 

O Brasil perdeu para a Inglaterra por 2 x 1 na reestreia de Luis Felipe Scolari como treinador em New Wembley.

O time canarinho com um novo técnico, desentrosado e com apenas um treino não teria condições de impor seu ritmo contra a boa equipe inglesa já ajustada. Mas apesar desse fato ser considerado um atenuante, o torcedor brasileiro ficou preocupado com algumas considerações..

1 – A falta de um meio campo criativo na seleção. Ramires e Paulinho ficaram presos na marcação inglesa. Oscar também estava com a sintonia defeituosa e preso no lado direito, apesar de boas jogadas. Neymar, Luis Fabiano e Fred ficaram isolados na frente.

2- Ronaldinho Gaúcho não atua bem pela seleção desde 2005. Dunga, Mano Menezes e agora Felipão deram oitocentas chances a ele e seu grande futebol do passado não reapareceu. Apesar da experiência em Copas ser válida é temeroso que um atleta de ponta tenha perdido a vontade e a capacidade de transformar uma partida. O desentrosamento do time ajudou é verdade, mas o pênalti perdido pelo camisa 10 da seleção mostra que o mesmo ainda não se recuperou totalmente de sua má fase.

3 – Neymar por enquanto é um coadjuvante na seleção brasileira. Atuando pelo Brasil o atacante jamais repetiu as grandes atuações que teve pelo Santos. Nunca chegou ao nível de desequilibrar uma partida, apesar de ter feito muitos gols na era Mano Menezes. Ontem o atleta santista teve novamente uma participação apagada. Muitos torcedores já tem dúvidas se Neymar merece uma grande badalação em torno de seu nome, já que ele coleciona fracassos como a perda da Copa América e das Olimpíadas. Mas a pressão da torcida e da imprensa nesse caso é exagerada. O jogador tem somente 21 anos. Tem muito a aprender. Todo o peso do mundo e a responsabilidade de um título não pode ser colocado somente em cima dele. Principalmente numa seleção brasileira onde só os melhores atuam. Sim, por enquanto Neymar é um “craque de clube”, mas lembremos que Messi não fez nenhum gol na Copa do Mundo passada e ainda perdeu um título sul americano em casa. Muita água ainda vai rolar.

4 – Foi surreal ver Theo Walcott transformar o lateral Adriano num mero “João” com seus dribles na ponta direita. Nos 30 anos da morte de Garrincha jamais poderíamos pensar que a Inglaterra fosse impor um jogo mais técnico e bonito do que a seleção brasileira. Os ingleses fizeram tabelas e lançamentos precisos. Gerard colocava a bola no pé de seus companheiros a vários metros de distância e o Brasil assitia a tudo como uma esquadra capenga.

5 – Ao ver jogos como França x Alemanha , Suécia x Argentina e Espanha x Uruguai, constatamos que existe uma enorme diferença de entrosamento dessas seleções em relação ao Brasil. Óbvio que eles estão há mais tempo atuando em virtude das eliminatórias. Mas é impressionante ver o nível técnico dos times europeus. É temerário que estejamos a 1 ano do Mundial e que o Brasil tenha que recomeçar do zero em relação a essas equipes.

6 – Ainda é cedo para malhar o time canarinho. Pelo menos agora o Brasil não fará mais partidas inúteis contra times como o Gabão para enganar o torcedor. Os amistosos e a Copa das Confederações serão um belo panorama de como estará a seleção brasileira. O tempo é pouco, mas lembremos que em 2001 Felipão era o técnico. Havia perdido para Honduras e meses depois levou o Brasil ao seu quinto título mundial.

A NOVA “VELHA” SOLUÇÃO

30/11/2012
Scolari: a volta do comandante

Scolari: a volta do comandante

O suspense não durou muito tempo. Desde a demissão de Mano Meneses era batom na cueca que Luiz Felipe Scolari voltaria novamente à seleção brasileira. O anúncio previsto em Janeiro foi adiantado um mês.

Mas surpreendente foi a volta de Carlos Alberto Parreira para a coordenação técnica, o que dá a seleção um gosto de comida requentada. Algo que você já comeu, gostou mas depois de um tempo enjoou e guardou na geladeira.

Sim, Parreira é um treinador especial. Foi campeão do mundo sendo o técnico mais massacrado da história do futebol brasileiro em 1993 e teve uma dignidade imperial ao levantar a taça Fifa no estádio Rose Bowl sem qualquer tipo de revanchismo e afirmando “ela é de vocês”. Confesso que me emocionei com a cena. Parreira foi digno. Ganhou meu respeito como profissional depois daquilo.

Mas o tempo passou e novamente ele foi chamado para dirigir uma das melhores seleções que o Brasil já teve no papel em 2006. Fracassou, assim como todas as seleções estrangeiras que ele dirigiu em Copas do Mundo. Agora volta a CBF como coordenador técnico depois de dizer que estava aposentado definitivamente. Não dá para entender, mas ter um cara como ele na retaguarda foi uma senhora sacada.

No final a inovação de contratar Mano Menezes, que na verdade era para ter acontecido com Muricy, não deu resultado. Se apostou na nova “velha” solução.

Scolari apesar de quase ser uma unanimidade por conquistar o penta em 2002 já não é o mesmo treinador há tempos. Depois de comandar a seleção portuguesa ele enfrentou o boicote de jogadores do Chelsea e sumiu no Uzbequistão. Voltou para o Palmeiras, mais turrão e impaciente com a imprensa. Conquistou a Copa do Brasil, mas foi considerado um dos maiores responsáveis pelo segundo rebaixamento do clube. Não deixa de ser uma dura verdade.

No entanto numa Copa disputada em casa, não dá para abrir mão da experiência de Scolari. Ela será fundamental. No final vai acontecer o que todos nós já adivinhávamos. Os “cobras criadas” da Copa passada serão chamados junto com alguns jovens promissores para a Copa das Confederações e o Mundial de 2014. A situação será totalmente diferente da era Mano Menezes. Quem quiser jogar a Copa do Mundo terá de mostrar serviço. Acabou a farra e as partidas circenses itinerantes para empresários e agentes de técnicos faturarem uma grana com convocações absurdas. Terminou também a aporrinhação de vermos a intragável figura de Andrés Sanchez na CBF.

Fecharam o circo. A seleção voltou. Agora é pra valer.

REVOLUÇÃO

25/11/2012

Guardiola: um dos candidatos a vaga deixada por Mano

Os rumores de que Pepe Guardiola pode assumir a seleção brasileira são consistentes. O próprio treinador catalão já deu o sinal verde. Se Marin tiver boa vontade o ex-técnico do Barcelona pode ser o primeiro estrangeiro a dirigir a seleção brasileira em sua história em uma Copa do Mundo.

Antes, o Brasil já teve um estrangeiro no comando do escrete canarinho. Era Filpo Núñes , histórico técnico da primeira academia do Palmeiras. O time alviverde representou a seleção brasileira na vitória de 3 x 0 contra o Uruguai no Mineirão. Mas foi apenas uma partida. Nunca o Brasil teve um comandante “gringo” de forma contínua.

Muitos treinadores brasileiros vão chiar e torcer o nariz se Guardiola for escolhido, mas a pergunta que muitos torcedores fazem é… por que não?

A vinda do ex-técnico do Barcelona seria uma verdadeira revolução no futebol brasileiro infestado de treinadores retranqueiros e covardes taticamente.

Muricy, Tite, Dunga, Mano Menezes, Abel, Celso Roth são exemplos de técnicos que vencem baseados nos resultados. Não priorizam o toque de bola e a tática ofensiva. Luis Felipe Scolari apesar de seu imenso carisma com os jogadores, também abusa do estilo defensivo. São crias da conquista de Parreira em 1994. O que eles poderiam acrescentar hoje dirigindo a seleção brasileira?

Absolutamente nada.

Luxemburgo é um dos únicos comandantes que podemos considerar “da clássica  escola brasileira”, mas seus problemas extra campo extrapolam e atrapalham uma possível escolha dele como técnico do Brasil.  A experiência dele em 2000 não trás boas lembranças ao torcedor.

Desde 1982 o futebol brasileiro passou por uma transformação. A derrota para a Itália na Copa da Espanha foi um marco e serviu como bode expiatório carimbando a falsa teoria  de que “futebol bonito não vence”. Desde lá,  os treinadores brasucas começaram a mudar seus conceitos já com o próprio Telê Santana em 1986 que colocou Alemão e Elzo de volantes titulares priorizando o meio campo. O Mundial da Itália foi o auge do besteirol futebolístico brasileiro com a seleção de Lazaroni fazendo feio na Copa de 1990 com seus falsos líberos.

A conquista de Parreira em 1994 serviu como uma ufanista justificativa de que teríamos de jogar feio para vencer uma Copa do Mundo. Os campos brasileiros começaram a se infestar de volantes de contenção e brucutus. Treinadores passaram a priorizar o aspecto defensivo e raras vezes vimos times encantarem o Brasil e jogar a nossa verdadeira escola em sua essência. São Paulo em 1992 e 1993, Palmeiras em 1994 e 1996, Corinthians de 1998 a 2000, Cruzeiro em 2003 e Santos em 2010 foram as exceções, mas para quem acompanha o futebol brasileiro desde a era de ouro no final dos anos cinquenta e começo dos anos setenta, não resta a menor dúvida que ele mudou para pior.

A possível chegada de Pepe Guardiola pode representar uma verdadeira revolução no futebol brasileiro. Seria uma recuperação de nossas principais características e que fizeram a seleção canarinho ser conhecida no mundo todo por sua beleza, ousadia, espetáculo e principalmente competitividade.

O Brasil voltaria a ser Brasil dentro de casa numa Copa do Mundo. Não há melhor cenário para que a equipe verde amarela recupere a paixão do seu torcedor tão calejada pelos seguidos desmandos da cartolagem brasileira.

A nossa escola foi desvirtuada por técnicos poltrões que tem Ferraris em suas mãos e as dirigiram como um carro de motor 1.0.

Guardiola pode devolver o futebol brasileiro em seu devido lugar. Retomar a nossa tão falada e vencedora escola. Seria uma contratação espetacular e um tiro certeiro da CBF.

Esperamos que esse sonho não seja uma mera especulação e se concretize.

PERDEU MANO!

23/11/2012

Mano Menezes: demitido

Hoje em reunião na alta cúpula da CBF na Federação Paulista de Futebol aconteceu uma verdadeira notícia bomba: Mano Menezes não é mais o técnico da seleção brasileira.

Por tudo o que o presidente Marin anunciava, Menezes estaria garantido até a final da Copa das Confederações no ano que vem. Após a partida contra a Argentina em La Bombonera, a CBF não quis pagar para ver. Apesar do título do medíocre “Superclássico das Américas” a entidade mandou o bilhete azul para o treinador.

Em 33 partidas as seleção de Mano venceu 21 partidas, empatou seis vezes e foi derrotada em apenas seis oportunidades. A seleção sob o seu comando dava sinais de bom futebol após uma boa estreia contra os Estados Unidos, mas o desempenho da seleção azedou com o passar dos jogos. Com Mano Menezes, o Brasil uma campanha bisonha na Copa América e não conseguiu quebrar a “maldição do ouro” nas Olimpíadas deste ano. Mesmo com um time melhor que o México, a equipe brasileira foi derrotada pela falta de conjunto.

Mano Menezes fez testes em demasia (chamou mais de 100 jogadores) e teve o azar de pegar a seleção brasileira numa entressafra. O conjunto e o tão falado “padrão de jogo” nunca aconteceu no time canarinho e nem poderia, dado o calendário absurdo que a CBF impõe a equipe pentacampeã do mundo a cada ano.

O treinador gaúcho está longe de ser um treinador medíocre. Muito pelo contrário. Provou o seu valor com títulos em clubes como o Grêmio e Corinthians, mas ainda falta cacife e bagagem para aguentar  a monstruosidade  de ser técnico de uma seleção brasileira. Mano falhou em montar uma equipe consistente e forte para 2014. A pressão no ano que vem e na Copa será avassaladora pois mais um fracasso em casa será um desastre para os cartolas da CBF. Mano havia perdido o rumo. Quis agradar todo mundo e acabou enfurecendo a maioria.

A seleção brasileira precisa de experiência e vigor. Felipão é o candidato número 1 ao cargo. Será surpreendente se vermos no comando nomes como Tite e Muricy, pois são tão retranqueiros e conservadores e inexperientes quanto Mano. Será como trocar seis por meia dúzia.

Scolari só não será treinador da seleção se não quiser. Mas em ano de Copa das Confederações e uma Copa do Mundo qual será o louco que recusará um desafio histórico desse porte?

A pífia era Mano Menezes terminou hoje e a esperança do Hexacampeonato mundial se renova.

ONDE FOI A BOLA DO NEYMAR?

15/11/2012

Descobrimos…. rsssss.

 

 

Ixiiiii!