Archive for the ‘São Paulo’ Category

FORA DA REALIDADE

10/03/2015
torcida são paulina protesta: diretoria abusa do preço dos ingressos

torcida são paulina protesta: diretoria abusa do preço dos ingressos

 

O vice-presidente de futebol do São Paulo Ataíde Gil Guerreiro soltou cobras e lagartos contra a torcida tricolor pelo comparecimento de “apenas” 18.000 torcedores no jogo contra o Corinthians.

É rir para não chorar.

Caro Ataíde, 18.000 pessoas foi muito.

É uma tremenda bobagem comparar o desempenho financeiro dos estádios de Corinthians e Palmeiras com o Morumbi.

A torcida tricolor é verdade, anda desmotivada pelo rendimento medíocre da equipe em clássicos.

Mas o atroz planejamento dessa nova diretoria ajudou muito a esvaziar o Morumbi.

Aumentar o ingresso a 120 reais na Libertadores e fazer uma improvisada e atrapalhada troca de operadora de ingressos não foram as melhores escolhas e colaboraram para afastar o abnegado são paulino.

Ataíde Gil Guerreiro se esquece que o São Paulo teve uma grande média de público no campeonato brasileiro nos últimos anos. Afirmar que o torcedor é culpado por mais uma fase medíocre da equipe é tapar o sol com a peneira. Afinal de contas não é o torcedor são paulino que ganha milhares de reais e perde da Ponte Preta , Penapolense e Bragantino não é mesmo?

O Corinthians passa por um processo de retomada desde o rebaixamento de 2007. A torcida corintiana que é enorme está ajudando muito nesse caso. Porém se vê cada vez menos “povão” no Itaquerão. É o preço da elitização do futebol brasileiro.

O Palmeiras está aproveitando o entusiasmo da torcida com o seu novo e belo estádio. Um motivo mais do que suficiente para encher a sua arena.

Porém, existem dois fatores preponderantes nos dois casos. Os planos de sócio torcedor das duas equipes são melhores e mais organizados do que os dos são paulinos pois contam com programas de fidelização que praticamente obrigam o cidadão a assistir a jogos menores para ganhar pontos e poder ver partidas mais importantes.

Não se vê nada disso no programa do São Paulo ainda.

Outro fato é a facilidade de transporte em Itaquera e na Barra Funda com metrô perto dos locais dos jogos. O Morumbi ainda carece dessa facilidade, pois devido a lerdeza da administração Alckmin, a estação da via amarela São Paulo-Morumbi só ficará pronta em 2018 e olhe lá. Nenhum torcedor inteligente e com responsabilidade gastaria mais de 100 reais num estacionamento clandestino ou pagaria 120 reais de ingresso em detrimento da comida para seus filhos.

Existem prioridades e o Brasil está em uma recessão econômica.

Falta visão da realidade a Ataíde e a outros cartolas do futebol brasileiro.

Não somos um país rico. O povo continua rebolando no almoço para pagar a janta.

Talvez se observasse por fora e visse todas as dificuldades pelo qual o fã de futebol passa, um cartola não emitisse um rosário de lambanças.

O problema é que antigamente os diretores são paulinos trabalhavam muito e falavam pouco.

Hoje em dia eles se justificam todos os dias.

Complicado.

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DESNECESSÁRIO

30/04/2014

 

Aidar x Nobre: conflito dispensável

Quando abro as páginas dos jornais esportivos e assisto os programas da televisão vislumbro que está cada vez mais complicado acompanhar o esporte favorito dos brasileiros.
É muito difícil não ler certas notícias e ter uma imensa ânsia de vômito por tudo o que está acontecendo em nosso país e na nossa maior manifestação cultural.
Para começar quando vejo os tipos de dirigentes do futebol brasileiro que temos ( tanto de clubes como de federações e confederações ) se constata tristemente que o nobre esporte bretão em nossa pátria vai para um buraco bem profundo, sem previsão otimista para sair de lá por algum tempo.

Cartolas fazerem entrevistas coletivas e se digladiarem por causa de um jogador meia boca como Alan Kardec é o fim da picada.

Podemos dizer que tanto o São Paulo como o Palmeiras estão dignamente representados por seus antecessores e vão continuar com as trapalhadas deles.

Ao invés de se unir eles se afastam. Ao invés deles se fortificarem eles se enfraquecem.

Vemos estupefatos ambos os clubes e a mídia em geral discutir sobre o “fenômeno” Alan Kardec. Um atleta que foi destaque na série B e que nem teve a capacidade de ser reserva do Benfica.

Briga e polêmica absolutamente desnecessária e patética. Aidar não surpreende haja visto que ele foi o tal idealizador do terceiro mandato do Juvenal e também foi apoiado por ele na sua eleição. Mal assumiu a cadeira de presidente do São Paulo e já chutou a porta. Se esquece que o futuro presidente da CBF é um conselheiro emérito do Palestra e que um leopardo nunca perde as suas pintas.

Paulo Nobre que se revelava um dirigente diferenciado é mais do mesmo. O tal “administrador” virou um torcedor comum ao publicar uma nota sobre a coletiva de Aidar no mesmo dia. Incluiu uma passagem sobre o tal “jogo das barricas”, que na verdade era um festival muito comum entre os clubes na época já que a única forma dos times arrecadarem dinheiro no período era a bilheteria dos jogos. Não havia direitos de televisão, nem patrocínio na camisa e o marketing que vemos hoje não existia. Paulo Nobre voltou aos seus tempos de torcedor organizado e ignorou a história para soltar o verbo.

Ambos erraram.

Aidar foi desrespeitoso ao dizer que o Palmeiras se apequenou e Nobre se revela inocente ao retrucar.

A tão sonhada e falada Liga Independente?

Está morta e enterrada.

Se esse é o exemplo que temos de dirigentes de clubes é melhor que fique assim mesmo. Eles merecem a ferroada de sua própria incompetência.

 

FIM DE FEIRA

27/03/2014
Rodrigo Caio perde o pênalti: mais uma eliminação

Rodrigo Caio perde o pênalti: mais uma eliminação

 

 

Depois da partida de ontem pelo Morumbi em que o São Paulo foi eliminado pela Penapolense mil coisas se passaram pela cabeça deste blogueiro.

Oitocentas palavras impublicáveis por motivos óbvios.

Contudo, a realidade é uma só. O São Paulo não mereceu se classificar. Nem poderia pela campanha irregular que realizou na competição e um futebol medíocre durante todo o torneio. Se passasse pela Penapolense certamente iria sucumbir a adversários mais bem organizados nas semifinais.

Lembremos que “medíocre” na acepção da palavra não quer dizer algo ruim e sim na média. Nada excepcional.

A toada é longa. Vem desde a trágica temporada de 2013 e que ainda ecoa no Morumbi por motivos que já cansamos de citar aqui. Não vale a pena enumerá-los pela centésima quinta vez.

O elenco do São Paulo não é primoroso. Alguns jogadores não tem a mínima capacidade técnica para serem atletas de um clube como o tricolor paulista. Outros recebem salários de linha europeia e não justificam o ganho com um futebol tosco, travado e boçal.

O resultado de tudo isso é mais uma eliminação no campeonato estadual. Desde o começo do século, o São Paulo conquistou um único título paulista em 14 anos. Está ficando para trás em relação aos seus adversários em números de conquistas. Se o bem montado Santos vencer a competição, o tricolor será ultrapassado e ficará como quarto maior vencedor na disputa de troféus estaduais em relação aos seus rivais.

O fim de feira perfeito para o terceiro mandato trágico de Juvenal Juvêncio. O blog não queria tocar no nome desse senhor, mas não teve jeito. Afinal de contas foi ele que trocou a raça de Aloísio Boi Bandido pela elegância nada sutil de Ademílson.

Já vai tarde.

 

 

CONSCIÊNCIA PESADA

17/03/2014
Corinthians: mau início  precipitou a eliminação

Corinthians: mau início precipitou a eliminação

O técnico Mano Menezes errou feio ao dar indiretas sutis sobre a derrota do São Paulo em casa diante do Ituano e que selou a eliminação do Corinthians no Campeonato Paulista de 2014.

Hummmm. Mas a derrota do tricolor paulista para a equipe de Itu foi fundamental para que o time do Parque São Jorge fosse desclassificado?

Evidentemente que não.

O timão não venceu seis jogos seguidos. Não ganhou nenhum clássico e dependia única e exclusivamente dele para se classificar para a próxima fase. Empatou com a Penapolense que vinha de quatro derrotas seguidas. Não teve competência e nem futebol para tal feito e a culpa é do São Paulo?

A fala de Mano Menezes e de Romarinho são análises muito simplistas e que desviam o foco da incompetência e pusilanimidade do time nesse início de temporada.

O Corinthians não se classificou porque jogou mal. Se o São Paulo “entregou” ou não a partida contra o Ituano nunca iremos saber realmente. A verdade é que depender de um arqui rival para se classificar é algo ridículo.

Cada um na sua. Se você não teve a capacidade de superar os seus problemas não coloque a culpa no lombo dos outros.

A fala do treinador corintiano foi boçal.

Ao contrário do que Mano Menezes insinua a consciência do São Paulo vai muito bem obrigado.  No entanto, a do presidente corintiano Mario Gobbi é que deve estar pesada por trocar o vencedor Tite por ele.

O FIM DA ESCURIDÃO

30/12/2013

30.12.2013.juvenal

Nunca se viu uma temporada tão trágica para o São Paulo Futebol Clube. O ano de 2013 foi a confirmação de  quase todas as horrendas previsões feitas aqui. Por pouco e graças a Deus ( e a Muricy) uma única não se concretizou: o São Paulo não foi rebaixado, mas faltou pouco.

Durante um certo tempo até parei de escrever sobre o clube no blog. Não queria dar uma carga de negatividade a mais num período tão ruim. Além disso “cornetar” o time mais atrapalha do que ajuda.

Não há a menor dúvida, 2013 foi o mais bisonho da história do tricolor paulista. Uma campanha trágica e humilhante na Libertadores, nenhuma vitória em clássicos, desclassificação no campeonato paulista e na Recopa para o maior rival, uma excursão malfadada na Europa ( em que se perdeu até para um time japonês), atletas desinteressados, brigas e jogadores “estrelinhas” e irresponsáveis como Lúcio e Luis Fabiano.  Para complementar um quase rebaixamento para a série B do campeonato brasileiro e uma desclassificação humilhante para a recém rebaixada Ponte Preta pela Copa Sul Americana. Além disso, um malfadado churrasco com a torcida organizada dentro da sede que terminou em brigas e agressões a torcedores comuns. Conflitos e pressões que já ocorriam dentro do Morumbi por parte d0s brucutus contra os insatisfeitos abnegados são paulinos.  Aqueles que verdadeiramente torcem e sustentam o clube.

Porém nada poderia mais triste período de 2013  ao vermos a pior contratação do clube no último e neste século: Douglas.

Foi um turbilhão. Um ano caótico e que levaria muitos clubes grandes à bancarrota futebolística.

Foi o fim de feira abjeto de Juvenal Juvêncio, quase semelhante ao ano de 1990 e que deixou o time em um estado lastimável. A história se repetiu, mas não por falta de aviso. Desde 2010 nós e muitos outros torcedores e blogueiros alertávamos que o “golpe do terceiro mandato” seria horroroso para uma instituição que por muito tempo pregou a democracia para escolher os seus representantes.

A prorrogação da presidência do atual mandatário atrasou o clube. O pioneirismo foi abandonado. A arrogância e a demissão de profissionais renomados deixou claro que o São Paulo Futebol Clube era de Juvenal Juvêncio e  de ninguém mais. Os iludidos conselheiros entregaram o clube nas mãos de uma pessoa só. Um ato torpe e irresponsável para 15 milhões de almas tricolores.

O resultado está aí. Não é preciso escrever mais nada.

O mês de Abril de 2014 chegará. O prazo final para que o São Paulo se livre desse inferno e arrume todas as besteiras cometidas pelo senhor de Santa Rosa do Viterbo. Carlos Miguel Aidar ou Kalil Rocha Abdalla. Não importa. Ambos os candidatos são melhores do que Juvêncio em todos os quesitos. A democracia vai voltar. Teremos uma verdadeira eleição e não uma aclamação vergonhosa.

A escuridão está perto do fim torcedor são paulino. Aguardem até Abril de 2014. Até lá temos que nos contentar com a venda de jogadores médios como Aloísio e a vinda de perebas medíocres como em 2009,2010,2011, 2012 e 2013. Não se pode esperar mais nada de Juvenal Juvêncio. Apenas que seu agonizante mandato termine.

Que a torcida, conselheiros e dirigentes são paulinos nunca mais se esqueçam de 2013 para que ele não se repita nunca mais na história do Morumbi.

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24/11/2013

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Rogério Ceni se torna hoje o jogador de futebol que mais vezes atuou por um clube na história do futebol. Parabéns capitão!

Para quem quiser conhecer os números de um dos maiores e mais revolucionários arqueiros do futebol mundial acessem este link no site oficial do São Paulo e baixem o arquivo em PDF.

http://www.saopaulofc.net/media/82348/M1TO1117.pdf

MACACADAS, PUSILANIMIDADE E MALANDRAGENS

20/11/2013

macacos

Este blogueiro que vos escreve deve confessar.

Havia feito um post detonando a Associação Atlética Ponte Preta no caso “Moisés Lucarelli” em que o presidente Márcio Della Volpe acusou o São Paulo de mesquinharia simplesmente porque o time do Morumbi pediu que a regra fosse cumprida pela semifinal da Copa Sul Americana.

De fato, a casa do time preto e branco de Campinas não comporta 20.000 pessoas como pede o regulamento.

Se houvesse um pouco de bom senso não haveria problema nenhum do tricolor atuar a segunda partida por lá, porém “regras são regras”.

Será?

Quando observamos este item nas regras constatamos a capacidade mínima de 20.000 pessoas já estava valendo nas oitavas de final!

Regulamento: por que a Conmebol não cumpre o que escreve?

Regulamento: por que a Conmebol não cumpre o que escreve?

Então porque raios o Deportivo Pasto e o Vélez atuaram num estádio com capacidade comprovadamente menor no interior paulista?

Por que a Conmebol fez vista grossa também ao Libertad que pode jogar em seu acanhado estádio de 10.000 pessoas no Paraguai?

A regra é uma só, ou ela serve para todos ou se joga a mesma na lata do lixo.

É inadmissível que a entidade crie o regimento da competição e depois não cumpra o determinado para realizar política barata com os clubes em momentos decisivos.

O Vélez não poderia ter atuado no Moisés Lucarelli, mas a Conmebol fez vista grossa. Pelas regras nem o Itagui teria que jogar no estádio Nicolás Leoz, mas deram um “jeitinho”. Premissa básica de toda nação sul americana.

Ninguém é santo nessa história. A “pobre” Ponte Preta “injustiçada pelo eixo do mal da capital” foi a mesma que negou ingressos para a torcida do São Paulo no campeonato brasileiro. Motivo: falta de segurança. Se não podia, porque agora é permitido?

A solução no caso seria bem simples, mas o individualismo reinante nos clubes do futebol brasileiro prevalece. Bastava o Guarani ceder o seu estádio, pois o Brinco de Ouro tem uma capacidade maior que o seu adversário campineiro. Solidariedade com um time coirmão da cidade não seria de todo o mal, mas a rivalidade irracional e intrínseca falou mais alto. Quem paga é o torcedor que vira massa de manobra na mão dos cartolas incompetentes.

É cada um por si. O São Paulo quer valer o seu direito assim como a Ponte. Ambos não estão errados. A culpa é da irresponsabilidade dos cartolas da Conmebol que confundem seus associados e não conseguem fazer cumprir o que escrevem.

Em tempo. Veremos o Libertad do Paraguai atuando no estádio Defensores del Chaco contra o Lanús no seu minúsculo estádio. Por que a regra é imposta para uns e  totalmente ignorada para outros? Com a palavra a “rigorosa” Confederação Sul Americana de Futebol.

O EFEITO CHURRASCADA

14/10/2013
Morumbi e Independência: novas cenas de horror

Morumbi e Independência: novas cenas de horror

Ontem num domingo que poderia ser de festa vimos novas demonstrações de imbecilidade de torcedores organizados.

No Morumbi, a principal torcida organizada do clube brigou com a polícia no intervalo do clássico entre o São Paulo e o Corinthians.

No estádio Independência os abnegados de aluguel do Cruzeiro ( que são líderes do campeonato brasileiro, pasmem!) se espancaram em cenas lamentáveis de pugilato e MMA. Imaginem se eles estivessem na parte de baixo da tabela.

Não adianta. Enquanto não morrer 100 pessoas de uma vez nenhuma autoridade vai tomar uma providência necessária.

A lei está aí. O código penal também. Chega de tratar brigas de marginais como conflito entre moleques. Cadeia neles.

Mas às vésperas da Copa do Mundo no Brasil ano que vem nada será feito.

A pergunta que fazemos é a seguinte. E aí Juvenal? Vai dar churrasco pra organizada hoje?

A responsabilidade dessas cenas horripilantes é da turba de selvagens, mas elas poderiam ser evitadas se não houvesse a cumplicidade dos dirigentes de futebol.

Alguns deles deveriam responder processo por financiar e incentivar o crescimento dessas torcidas nos estádios.

Curioso é ver o presidente do Corinthians,Mário Gobbi pedir punição exemplar ao São Paulo.

Logo ele que fez das tripas coração para libertar 12 corintianos suspeitos de terem assassinado um rapaz na Bolívia. Inclusive com ajuda do governo federal e do Itamaraty. Como se os mesmos fossem santos imaculados pela pureza.

Quando saíram da cadeia o que alguns deles fizeram depois? Foram flagrados brigando no estádio nacional de Brasília.

O Corinthians perdeu o mando por causa de seus torcedores brigões, mas ao invés de acatar a pena e responsabilizar os seus torcedores como fez corajosamente o presidente do Coritiba em 2009, o que o sujeito faz?

Fala em perseguição do STJD e recorre das penas.

No final disso tudo são os cartolas pelegos e a inércia e cumplicidade das autoridades as responsáveis pelas tristes cenas que vemos nas arenas brasileiras. Nunca um termo foi tão adequado para a atual situação. Arenas, locais de brigas, de sangue, de horror do circo romano transportado para os dias atuais.

O STJD punirá os clubes com a perda de mando. Não fará mais que a sua obrigação.

Mas a justiça e o Ministério Público, além da senhorita Rousseff e do senhor Alckmin também deveriam se empenhar em mudar o quadro dos estádios brasileiros. Marginais devem ser presos. Brigões não devem frequentar o estádio. A polícia ter que ser melhor preparada e churrascos com a organizada não devem ser mais realizados.

Fica a pergunta. Se a polícia preza tanto a segurança nas praças como bombas de fabricação caseira conseguem entrar dentro dos estádios e serem lançadas contra os torcedores adversários?

Aqui no Brasil da impunidade isso é considerado briguinha de bar.

Em países mais civilizados é terrorismo.

ALICIAMENTO? JURA?

05/10/2013
Lucas Piazon e Oscar: alguém lembra de como eles foram parar no clube favorito do Bertolucci por favor?

Lucas Piazon e Oscar: alguém lembra de como eles foram parar no clube favorito do Bertolucci por favor?

 

Eu ia escrever algo sobre o tal “boicote” de alguns clubes contra o São Paulo Futebol Clube nas categorias de base, mas o texto de Gabriel Fuhrmann sobre o assunto  me fez desistir da ideia. Ali está praticamente tudo sobre o que eu penso. Quase todos os clubes do Brasil aliciam jovens valores. Eu escrevi TODOS. Nenhuma associação pode pegar o bastião da moral e reclamar algo sobre o assunto. O problema é que algumas categorias de base são mais competentes que as outras e a lei do mercado no Brasil funciona assim como no resto do mundo.  “Acordo de cavalheiros” realizado na porta dos fundos não funciona.  O que deve existir são leis elaboradas com a união dos clubes para impedir o aliciamento de seus jovens valores por empresários e cartolas muitas vezes sócios dos mesmos.  Aí que o bicho pega.  Vamos ao texto do Gabriel.

 

 

O Boicote da Hipocrisia

 

Por Gabriel Fuhrmann

 

Esse já está se tornando um assunto repetitivo no blog. Já é a segunda vez na semana que me vejo na obrigação de comentar os fatos e dar a minha visão.

Nesta quarta-feira dez clubes anunciaram que só participam da Copa São Paulo de Juniores caso o São Paulo seja excluído da competição. Estão entre eles Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, América-MG, Vitória, Sport e Coritiba. Além deles, Goiás e Figueirense já sinalizaram que devem participar, além da Ponte Preta, que se diz lesada no caso do goleiro Lucão.

Isso pra mim, desde o primeiro caso que começou a dar repercussão ao boicote, é um show de hipocrisia barata para tentar jogar a culpa do outro lado do muro. Eu entendo e concordo que deva haver mais diálogo entre os clubes, mas não é assim que funciona, não acho que o São Paulo é o grande vilão do futebol de base.

Embora dirigentes insistam que o São Paulo é o único clube que assedia jogadores sem contrato, desde que o acordo de cavalheiros foi firmado, isso não é verdade.

O Corinthians cogita fazer parte do boicote por causa do lateral/meia Bruno Dip, que trocou o alvinegro pelo tricolor antes de firmar seu primeiro contrato profissional. Pasmem: tem dirigente corintiano reclamando até da perda de Lucas Moura, há sete anos. Sendo que o jogador já explicou que deixou o Corinthians por falta de acerto com o clube, aos 14 anos de idade. Caso idêntico a dezenas que vemos por aí, inclusive no próprio São Paulo, que perdeu Vitor Hugo para o Santos por não ter alojamento para o jovem.

Eu tenho vários pontos que considero absurdos e que ao meu ver, mostram a total contradição deste grupo do boicote.

1º – O que o Vitória está fazendo aí?

É sério, quando vi o Vitória aderindo ao boicote comecei a pensar que era uma página fake da ESPN, algum blog de piadinha ou coisa do tipo, mas não, é real.

O Vitória ainda vai aparecer de novo nessa lista, mas por enquanto vamos focar em um único ponto: quantos jogadores do Bahia foram contratados pelo Vitória sem ressarcimento ao rival?

Bom, no total fica difícil dizer, mas só nos últimos três meses foram cinco, quatro menores de 16 anos: Caíque, Iuri, Carlos e Rafaelson. Que direito esse time tem de reclamar do São Paulo? E qual a diferença disso pro que faz o São Paulo? Bom, a diferença é que o Bahia teve uma crise interna, basicamente falando.

Mesmo assim, pra mim, o primeiro argumento deste grupo já caiu, pois só nisso, já está provado que o São Paulo não é o único que desrespeita o acordo, desde que ele foi firmado.

2º – “O São Paulo se aproveitou da fragilidade financeira do Vasco…”

Esse foi um dos pontos colocados por Renê Simões durante o caso Wellington Foguete, que deu início ao grupo do boicote. Aparentemente, ficar sem pagar o jogador pode, ele procurar outro lugar pra jogar é que é antiético.

Foguete, um dos principais jogadores da geração /96 e por muito tempo lateral titular da Seleção, estava há meses sem receber salários. Por conta disso entrou na justiça e conseguiu a liberação para atuar onde quisesse: quis atuar no São Paulo, onde inclusive tem uma forte concorrência com Auro pelo posto na lateral-direita.

Segundo Renê Simões, o São Paulo se aproveitou da fragilidade financeira do Vasco para contratar o jogador sem custo. ALICIAMENTO, para Renê.

Vamos por partes: você tem o direito de atrasar os salários do seu jogador, mas ele não tem direito de procurar outro lugar pra trabalhar? Levem em consideração que é infinitamente mais fácil um clube explorar um jogador, do que um jogador explorar um clube.

Voltando a falar do Vitória, alguém por favor me explique no que isso difere o São Paulo do clube baiano durante a contratação do lateral Álef, que também é parte da Seleção Brasileira?

O jovem, que jogava no Bahia, entrou contra o tricolor baiano na justiça, pois já não recebia FGTS há quatro meses seguidos. Junto com ele, saíram outros jogadores, incluindo o zagueiro Maracá. Os dois foram para o Vitória, sem ressarcimento ao Bahia.

Alguém por favor me explica a diferença entre esses dois casos: Foguete e Álef. Ressaltando que o caso envolvendo os rivais soteropolitanos é muito mais recente.

3º –  Me digam, por favor, quanto pagaram pelos seguintes jogadores…

Dá pra fazer uma lista com vários atletas, mas vou cortar muitos porque são anteriores ao acordo.

Só que ainda dá pra perguntar quanto o Botafogo pagou por Dankler, ex-Vitória. Ou o Palmeiras, que ficará neutro na conversa porque com certeza pagou uma boa quantia ao Campinas Esporte Clube para ter o volante /95 Carlos Madson.

Ou podemos perguntar ao Corinthians, que tem intenções de entrar no boicote, quanto pagou pelo zagueiro Altair, ex-Desportivo Brasil. (Sabemos que não pagou nada).

E meu ponto nesse caso é: só pode reclamar quem realmente cumpre o acordo e nisso não salva um sequer dos 40 times, entre série A e B do Brasileirão.

4º – Contactar o jogador antes e negociar com o clube depois, também é aliciamento

Conversando com muitos defensores do boicote, citei este tipo de caso e tive o prazer de ouvir a resposta que todos fazem isso. “Sempre foi assim, contratar o jogador, levar ele e depois forçar a negociação com o clube, é normal”. Poxa, mas eu achei que o acordo era justamente para evitar que agissem assim.

Então se você forçar o clube a negociar o jogador (como foi feito no caso Oscar, por exemplo) tudo bem, segundo os defensores.

Isso, pra mim, também é aliciamento. E isso todos fizeram recentemente, Fluminense, Vasco, Cruzeiro, Galo, Flamengo. Eu tinha entendido, sobre o acordo, que você tinha que falar com o clube quando tinha interesse em algum atleta, mas pelo jeito não é isso, se você der esmola depois, tudo bem.

Essa é uma prova cabal de que não se trata de ética, o problema aqui é meramente dinheiro. Não tem nada a ver com ética, não vamos nos enganar. Tanto é que os clubes aceitam as esmolas, como o Vasco aceitou a esmola dada pelo Atlético-PR por Mosquito e como a Ponte Preta aceitaria de braços abertos a esmola dada pelo São Paulo pelo goleiro Lucas.

5º – Não sou eu quem tem que melhorar, é quem é melhor que não pode competir comigo.

Cada vez mais sinto que isso está inserido na discussão. Não é o clube menor que tem que aprimorar o trabalho, é o clube mais estruturado que não pode competir com ele.

Porque pra mim não é possível que as pessoas achem que perder o Foguete pro São Paulo é mais importante do que um jogador de 14 anos morrer em campo por falta de departamento médico dentro do centro de treinamento.

“Como se os jogadores vivessem em uma casa para menores infratores”, essa é a percepção do ministério público sobre os centros de treinamento da base do Vasco. Mas o que importa para eles é que o Foguete rescindiu e foi pro São Paulo de graça ou seja, os valores estão distorcidos.

Fala sério, dos dez clubes, pelo menos metade deles não consegue nem pagar o elenco profissional em dia, quem dirá pagar o time de base. Eu não conseguiria dever para um funcionário e ainda cobrar que ele tenha uma espécie de fidelidade, que não vá procurar outro lugar ao fim de seu contrato ou na primeira oportunidade litigiosa, depois de passar meses sem receber.

Dois anos atrás, o Vasco tinha cinco jogadores na Seleção sub-15. A geração chegou no sub-17, a estrutura não melhorou e hoje o Vasco tem apenas um (Matheus Índio, já que Lorran não estava no sub-15 e Danilo foi vendido) e, segundo informações, só não perdeu esse porque decidiu manter em dia o salário de 13 jogadores, considerando todas as categorias e Índio deu a sorte de estar entre eles.

Antes de resolver problemas externos, os clubes deveriam resolver os dilemas internos, mas isso dá trabalho demais.

6º – Mais uma vez pegamos a granada e lançamos na direção errada

Os clubes continuam fazendo errado. Jogando uns contra os outros, em vez de jogar contra os empresários gananciosos.

Todos sabemos que o São Paulo e os outros clubes que aliciam (ou forçam negociação) não fizeram nada sozinhos. Isso é coisa de empresário, que busca o atleta e oferece aos clubes, para poder ganhar parte do jogador colocando ele em uma posição melhor.

Tanto sabemos, que a própria Ponte Preta, no caso do goleiro Lucão, alega que isso foi vingança de “intermediários”, vulgo, empresários.

O boicote deveria ser contra empresários, deveria ser contra a pessoa que coloca jogadores no Internacional, por coincidência colocou um são-paulino e um palmeirense lá. Que por uma mera coincidência é agente de todos os brasileiros do Chelsea, apenas coincidências.

Enfim, essas coincidências tem que começar a ser cortadas. Temos que atacar os empresários e não os clubes.

Encerrando os tópicos

Esse boicote é feito de muita hipocrisia e pouca vontade de trabalhar. Não sou fã de Geraldo e Juvenal Juvêncio, mas a culpa não é só deles. Eles tem muitos erros, mais erros de gestão interna do que externa. No entanto, de fato, o São Paulo não pode simplesmente ligar o “Nem ligo” (para não falar outro termo), é necessário que sim, os clubes conversem. Mesmo que, bem na verdade, o que os clubes do boicote querem seja dinheiro e não palavras.

E se todos fazem isso, por que escolheram o São Paulo?

Vi uma certa inveja em algumas declarações, como a de um dos líderes do boicote: “O São Paulo não forma, só rouba” – risos contidos da minha parte -. “Estamos cansados do São Paulo e sua soberba, de se intitular melhor clube e melhor estrutura”.

Fica claro nessas declarações que a postura do São Paulo incomoda mais do que as atitudes.

Acredito que entramos, inclusive, num sistema, não apenas de defender seu atleta, mas de tentar eliminar um concorrente visivelmente mais forte pelos jovens jogadores. Acordo de ética pode ser um eufemismo para um cartel, talvez, que visa eliminar a concorrência, no caso, uma concorrência visivelmente mais forte.

Mas eu concordo com o acordo, mesmo assim

Eu concordo com o acordo, mas vejo diversos problemas nisso. Quando os jogadores foram ouvidos sobre esse acordo? O que eles pensam do tal acordo?

Por exemplo, eliminamos o passe para que os atletas não fossem escravos (e inventamos os direitos econômicos para continuar a mesma palhaçada). Então, o jogador de 14 anos já é propriedade do clube? Acredito que muitos atletas não gostariam disso, pois dificultaria ainda mais as chances de um jovem ser testado em uma equipe de maior expressão, quando começa em algum time fora do eixo.

No entanto, também entendo que é “sacanagem” com o clube investir no garoto dos 11 aos 14 e ver ele sair sem receber nada, apenas porque um clube maior gostou do talento dele (que óbvio, tem todo o direito de querer ir).

O acordo de cavalheiros é uma boa pedida, mas só vai funcionar se todos quiserem fazer de verdade. Do jeito que está é só uma palhaçada, porque nenhum clube está cumprindo de verdade e ainda escolheram o São Paulo pra bater, por ter pego alguns jogadores mais importantes recentemente.

A discussão tem que ser mais ampla, tem que incluir mais coisas, como as obrigações internas dos clubes, que quando cumpridas, já diminuiriam muito esses casos.

Por exemplo, o Foguete não teria saído de graça do Vasco se a estrutura do time de São Januário fosse excelente e seus salários estivessem em dia.  Só que em nenhum momento o clube se preocupou em ficar a altura do seu grupo lotado de jogadores de Seleção e pagou o preço por isso.

Assim, como os clubes estão pagando o preço de cederem aos caprichos de empresários e da sua vontade incessante de tirar vantagem.

Eu concordo quando dizem que, se cada vez que um clube visivelmente mais forte quiser um jogador jovem ele for lá e pegar, sem ressarcimento, mataremos os clubes menores, mas o que acredito é que o boicote é hipócrita, pois os clubes que boicotam também praticam.

A grande diferença é que há mais conversa entre esses clubes. Conversas que o São Paulo não tem e há, muitas vezes, ressarcimento póstumo.

Enfim, como já falei muito tempo atrás, falta alguém puxar a rédia disso tudo. Uma tal CBF, que sempre foge quando o assunto é tomar posição e passar a organizar e desenvolver o futebol de base do país.

O EMPRESÁRIO DO DOUGLAS

03/10/2013

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Existem certas coisas na vida que são complicadas de explicar.

Uma delas é como um jogador que não passa, não corre, não marca, não faz gols e que toma dribles desconcertantes dos adversários pode ser titular de um time como o São Paulo.

Douglas sem dúvida é um dos piores jogadores da história do clube. Disparado o atleta mais bisonho do tricolor nos últimos 40 anos.

No entanto, os treinadores passam e todos se encantam com ele, o colocando de titular e testando a sua “polivalência”.

Até mesmo o comentarista Caio Ribeiro caiu no conto do Douglas.

Ontem na Vila Belmiro vimos todo o futebol que esse jogador pode mostrar. O gol incrível e pateticamente perdido, as avenidas do lado direito são paulino….,etc.

Até mesmo o veterano Léo tirou uma casquinha.

Mas devemos dar um parabéns no meio dessa tragédia toda.

O empresário do Douglas.

O cara deve ser um verdadeiro mágico para convencer dirigentes e técnicos de que o seu protegido é um jogador de futebol.

Ô lábia boa.

Alguém tem o telefone do cara? Preciso vender um Gol 91 pelo preço de uma Ferrari. Com esse cara eu tenho certeza que eu consigo.