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AH PALMEIRAS….

31/03/2014
Bruno César lamenta: mais um vexame palestrino

Bruno César lamenta: mais um vexame palestrino

 

A sina da Sociedade Esportiva Palmeiras contra times pequenos tem se revelado trágica nos últimos anos. Depois de derrotas doídas e desclassificações históricas como XV de Jáu, Inter de Limeira, Bragantino, Novorizontino, Santo André, ASA de Arapiraca e Paulista de Jundiaí  se esperava que no ano do centenário essa triste sina iria acabar e que Palmeiras e Santos iriam fazer uma grande final revivendo os velhos duelos dos anos 60.

 

Lembremos que última decisão entre os dois maiores campeões nacionais de São Paulo aconteceu no super campeonato paulista de 1959.  O Palmeiras tinha tudo para chegar a decisão. A gestão empresarial de Paulo Nobre e seu fiel escudeiro, o competente José Carlos Brunoro se revelou bem diferente dos desastrosos comandos anteriores do Palestra. Tudo estava encaixado. O que aconteceu?

 

Não dá para explicar como o Ituano, um time com menor orçamento e com uma torcida insignificante possa ter chegado a final. Suor, dedicação, jogo único, etc. Tudo pode ter colaborado para que tenhamos uma final menos atrativa do estadual paulista em 2014.  O Palmeiras bobeou. Teve o azar das contusões de suas principais peças como Alan Kardec e Valdívia, vítimas dos brucutus medíocres dos times do interior com seus esquemas fechados, baseados nos contra ataques.

 

Armadilha mais do que conhecida, mas que os times grandes caem como roedores numa ratoeira. É complicado jogar contra um time pequeno com atletas que lutam por um lugar ao sol.  Não dá para bobear. Sem Valdívia e Alan Kardec o time se igualou na mediocridade,mas poderia superar pela raça e pela vontade. Não conseguiu.

 

Se antes víamos grandes esquadrões no interior paulista como Ponte Preta, Guarani, Inter de Limeira e Bragantino hoje, vemos equipes sazonais caipiras que por um lance de sorte ou azar vão para uma final. Onde está o Santo André de 2010? Ou o Guarani de 2012?  E o Paulista campeão da Copa do Brasil em 2005 hoje rebaixado para a série A-2 do estadual?

Nada contra as equipes do interior. Apenas fica a percepção de que o futebol brasileiro mudou um pouco para pior. Se tivéssemos um grande esquadrão em campo….mas não é o caso.

 

O Santos por pouco não dançou contra a Penapolense.  Tem a sorte de ter um treinador como Osvaldo de Oliveira que praticamente fez os dois gols que levaram o peixe a sua sexta final consecutiva.

 

Com a definição de que os dois jogos finais serão no Pacaembu, o campeão já é conhecido. Só um azar muito grande tira a faixa de campeão do Santos.  O roteiro já é conhecido.O time pequeno só vai para a final para fazer dois jogos contra o time grande na capital e deixar os cidadãos da sua pacata cidade para chupando o dedo.

 

Em suma, uma merda de decisão em que o time de Itu não tem nem o direito de jogar na sua própria casa.

 

Nesse sentido, melhor seria ter o Palmeiras como adversário.

 

Ah Palmeiras…

 

 

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PONTO FINAL

17/11/2013

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Logo após a confirmação do terceiro título brasileiro do Cruzeiro, as redes sociais e parte da imprensa questionaram se a Taça Brasil de 1966 ganha pelo time de Belo Horizonte poderia ser considerado um título brasileiro.

Antes da polêmica das oficializações por parte de Ricardo Teixeira em 2010 o blog já abria um espaço para a discussão do tema.

Tivemos muitas dúvidas a respeito até porque não tínhamos um embasamento histórico e nem documental da época para concordar com a homologação dos títulos antes de 1971, que foram realizados numa espécie de acordo político, já que a Globo e a CBF pressionaram os clubes para a assinatura de direitos individuais de TV.

Porém, temos que fazer justiça. O pedido dos clubes vencedores da Taça Brasil e do Robertão vieram muito antes do imbróglio entre o Clube dos 13 e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira. O maquiavélico cartola mór usou o que tinha como moeda de troca. Não foi uma atitude das mais nobres, mas no final se fez justiça.

Sim caros internautas. Se antes o blog não tinha a certeza total sobre a homologação das conquistas da Taça Brasil e do Robertão, hoje não temos a menor dúvida de afirmar que existem campeões brasileiros desde 1959. O Bahia foi o primeiro campeão brasileiro e não o Clube Atlético Mineiro.

Mudamos de ideia a respeito do tema. Lemos livros, jornais e opiniões sobre o assunto a favor ou contra. O principal trabalho que nos fez alterar a nossa linha de pensamento foi o Dossiê sobre a unificação dos títulos brasileiros escritos pelo jornalista Odir Cunha e José Carlos Peres.

Muitos questionam a veracidade do trabalho de Odir simplesmente pelo fato dele ser um santista declarado e praticamente, um historiador não oficial do clube. A confirmação dos títulos beneficiaria principalmente o seu time de coração mas…alto lá. Quem mandou o Santos ter um time espetacular e que até hoje é considerado um dos maiores esquadrões que o planeta já conheceu?

Além disso, o Palmeiras também “ganhou” mais quatro títulos. A exemplo do alvinegro praiano, ambos os clubes tem 8 brasileiros no total. Por que Odir faria isso apenas para beneficiar o seu clube de coração se um rival também ganharia a vantagem? O que houve foi um estudo e um reconhecimento da história do futebol brasileiro. Simples.

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Vamos colocar os pontos colocados no livro e que são bastante admissíveis na nossa opinião.

– O Brasil é praticamente um continente. O país tem uma área vasta de 8,5 milhões de quilômetros. Nos anos sessenta era muito complicado um time andar de avião todas as semanas para disputar um campeonato brasileiro como é feito nos dias de hoje. Os clubes não tinham tanto dinheiro. A economia industrial em larga escala começava a dar os seus primeiro passos.

– Por isso os principais campeonatos da época eram os estaduais, que hoje são incipientes. Sim, caros colegas! Vencer o campeonato paulista ou carioca era muito mais importante na época que disputar um título nacional e até vejam vocês…jogar a Taça Libertadores!!!

– Com a criação da Libertadores em 1960, a CBD foi obrigada a que criar um torneio nacional um ano antes chamado de Taça Brasil com grupos regionalizados e que cruzariam com vencedores de outras chaves nas fases seguintes até surgir o campeão e representante brasileiro no torneio em 1960.

-Não havia mais nenhuma disputa nacional para definir este representante. A Taça Brasil era o único torneio nacional da época e portanto pode ser considerado um campeonato brasileiro sem a menor dúvida.

-O próprio presidente da CBD na ocasião afirmou que havia criado um campeonato brasileiro de clubes. Batom na cueca. Se o próprio João Havelange atestou isso não há como abrir espaço para discussão.

Além disso existe um fator preponderante nessa história toda. O papel do regime militar nos anos setenta.

No governo barra pesada do general Emílio Garrastazu Médici houve uma enorme massificação de propaganda de massas. Se iniciava ali a “era do Brasil grande”, no nacionalismo exacerbado pelos meios de massa e o futebol, principal esporte nacional não poderia ficar de fora.

Em 1971 foi criado o “campeonato nacional” e se esqueceu praticamente de tudo o que fora feito de 1959 para cá. Os campeonatos nacionais surgidos num Brasil democrático e que pertenceram a era de ouro do futebol brasileiro tiveram que ser suprimidos, assim como qualquer possibilidade de volta à democracia.

O campeonato nacional de 1971 era simplesmente uma continuação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mas quando o regime militar passou a tomar conta do futebol tudo se alterou.

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

Os clubes que em 1971 eram 20 aumentavam a cada ano na década de setenta. Era a época do Brasil transamazônico. Times de todos os estados passaram a ser convidados sem o menor critério técnico, apenas ajudar a Aliança Renovadora Nacional a ganhar votos e influências nessas regiões.

O torneio tinha virado um “brasileirão” de fato. Inchado, soberbo e que servia como máquina de propaganda do regime militar.

Taça Brasil? Santos? Juscelino? Pelé? Jânio?Goulart? Eram coisas do passado.

Talvez por isso alguns brasileiros tenham ficado tão reticentes quando se falou em reconhecer os títulos do passado em 2010. Fomos lobotomizados pela propaganda militar. Acreditamos piamente que o Campeonato Brasileiro de 1971 foi o primeiro nacional de fato. Mas o fato único e notório foi que houveram campeões nacionais antes do Galo em partidas históricas e emocionantes.

Não é possível digitar o botão de “delete” e começar tudo de novo como um programa de Windows. Por muito tempo a torcida e a imprensa alimentada também pela questão das rivalidades entre as torcidas acreditaram que a Taça Brasil fosse um torneio “menor”. Talvez pelo ineditismo e pela importância dos regionais no passado.

Mas o tempo passou e essas conquistas foram ganhado contornos lendários. Nenhum torcedor do Bahia vai esquecer de 1959, assim como nenhum torcedor cruzeirense vai mandar 1966 para o limbo. O abnegado santista sempre se recordará do amplo domínio do time de Pelé e Coutinho na década de sessenta e seus cinco títulos nacionais seguidos. Claro, se um clube vence o Boca Juniors dentro de La Bombonera numa decisão de Libertadores e ganha de Benfica ou Milan num mundial de clubes, como negar que esse time é o melhor do Brasil? Por seis vezes o Peixe deixou isso bem claro.

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

Contudo, na era do ódio gerado pelas redes sociais muitos torcedores de outras equipes e jornalistas contestaram a homologação das conquistas. Uma delas foi de que a Taça do Brasil era semelhante a atual Copa do Brasil.

Semelhante sim, porém não igual. A Taça Brasil até 1967 era o único torneio nacional entre clubes de todo o Brasil enquanto a Copa do Brasil foi criada para ser o segundo maior torneio em importância no país em 1989.

Ricardo Teixeira elaborou o torneio para igualar o sucesso das copas europeias como a Copa do Rei da Espanha. Absolutamente nada a ver com a antiga Taça Brasil. Apesar dela ser lembrada.

Como foi dito na postagem sobre os mundiais interclubes, os torneios mudam de nome, mas não a importância do que eles realmente significam. A Taça Brasil não era igual ao campeonato de pontos corridos de hoje e nem dos confusos e inconstantes torneios dos anos setenta e oitenta, mas o único torneio nacional daquele tempo e portanto era um campeonato brasileiro. O significado e a importância são equivalentes.

Outros torneios pelo mundo mudaram de nome, Bundesliga, Premier League. Mas jamais os campeões anteriores desses torneios deixaram de ser reconhecidos como campeões nacionais. Por que no Brasil teria que ser diferente?

Por que teríamos que renegar e não reconhecer um glorioso passado?

O reconhecimento desses títulos que vieram de uma forma despudorada já deveriam ser oficializados há muito tempo. Bahia, Palmeiras, Santos, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense não “ganharam” brasileiros a mais. Eles já o haviam vencido no passado. Eles não tiraram a conquista de ninguém. Flamengo e São Paulo continuam hexacampeões. O Corinthians continua penta. O Internacional é tricampeão e a história do futebol brasileiro segue o seu rumo.

Se lamenta apenas que Ricardo Teixeira tenha usado esses clubes como massa de manobra para defender seus interesses e pedir para que os presidentes exibissem as miniaturas da horrível taça pós moderna que parece um latão retorcido.

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Nem era necessário exibir medalhinhas. Bastava mostrar os troféus da Taça Brasil e da Taça de Prata e reconhecer os torneios. Apenas respeitar o que os atletas e profissionais da época fizeram. Se praticou uma política nojenta e desnecessária, mas a razão prevaleceu.

Portanto, para este blog a história do campeonato brasileiro começa em 1959. Não porque Ricardo Teixeira reconheceu esses títulos tardiamente.

Simplesmente porque estes esquadrões lendários conquistaram esses títulos há muito tempo quase esquecidos pela falta de televisão e de informação. Felizmente o resgate chegou a tempo para enriquecer o nosso esporte mais amado.

A história do futebol brasileiro não foi reescrita. Ela foi sim engrandecida apesar de todos os pesares.

Ponto final.

O EMPRESÁRIO DO DOUGLAS

03/10/2013

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Existem certas coisas na vida que são complicadas de explicar.

Uma delas é como um jogador que não passa, não corre, não marca, não faz gols e que toma dribles desconcertantes dos adversários pode ser titular de um time como o São Paulo.

Douglas sem dúvida é um dos piores jogadores da história do clube. Disparado o atleta mais bisonho do tricolor nos últimos 40 anos.

No entanto, os treinadores passam e todos se encantam com ele, o colocando de titular e testando a sua “polivalência”.

Até mesmo o comentarista Caio Ribeiro caiu no conto do Douglas.

Ontem na Vila Belmiro vimos todo o futebol que esse jogador pode mostrar. O gol incrível e pateticamente perdido, as avenidas do lado direito são paulino….,etc.

Até mesmo o veterano Léo tirou uma casquinha.

Mas devemos dar um parabéns no meio dessa tragédia toda.

O empresário do Douglas.

O cara deve ser um verdadeiro mágico para convencer dirigentes e técnicos de que o seu protegido é um jogador de futebol.

Ô lábia boa.

Alguém tem o telefone do cara? Preciso vender um Gol 91 pelo preço de uma Ferrari. Com esse cara eu tenho certeza que eu consigo.

A CRISE, TINTIN POR TINTIN!

11/07/2013
Aloísio e Luis Fabiano lamentam: crise no Morumbi

Aloísio e Luis Fabiano lamentam: crise no Morumbi

Algumas vezes nós simplesmente cansamos de tocar no mesmo assunto e bater na mesma tecla.

Porém alguns fantasmas sempre voltam. Por mais que tentemos nos livrar deles é inevitável que eles nos assombrem novamente.

Domingo no Morumbi, 11 mil são paulinos assistiram a um filme de terror. Ontem novamente no estádio Cícero Pompeu de Toledo contra o “poderoso” Bahia, que tomou de 7 do maior rival este ano, vimos a segunda parte dessa autêntica tortura.

No final de semana, o São Paulo massacrou o quase sub-20 do Santos no primeiro tempo. Perdeu um caminhão de gols graças a displicência de Luis Fabiano e a inoperância sutil de Osvaldo.

Parecia que o tricolor iria reagir depois da desastrosa primeira partida da Recopa contra o Corinthians. Os erros da decisão de quarta-feira retrasada se repetiram no último final de semana.

O São Paulo tomou o primeiro gol e desmoronou.

Se tornou um arremedo de time. Uma parva lembrança uma camisa antes respeitada.

O segundo tento do ex-são paulino Cícero confirmou a tragédia anunciada.

Ontem contra o Bahia mais uma derrota. A quarta seguida no Morumbi. Nunca o mais querido perdeu tanto em seu próprio estádio.

A culpa não era de Ney Franco, assim como não era de Muricy, Ricardo Gomes e nem será de Paulo Autuori se ele fracassar nessa sua nova empreitada.

Assim como todos os outros técnicos que passaram a trabalhar no São Paulo desde 2009.

Esta crise aparentemente interminável tem vários nomes.

Será até redundância escrever sobre isso já que alertávamos sobre o que iria acontecer desde 2011.

O torcedor está cansado de conhecer este assunto, mas vamos adicionar fatos novos.

Juvenal e o nefasto episódio da Taça de Bolinhas: arrogância e desrespeito

Juvenal e o nefasto episódio da Taça de Bolinhas: arrogância e desrespeito

Juvenal Juvêncio – O Imperador Palpatine do Morumbi

Como previmos o “golpe estatutário” ( que teve apoio da maioria do Conselho do clube) revelou-se um erro de proporções épicas.

Juvenal Juvêncio estendeu ilegalmente o seu mandato e ampliou o seu poder dentro do clube.

Instituiu um regime de terror “Natu Nobilis” psicológico no Morumbi. Demitiu bons profissionais como Carlinhos Neves, Luiz Rosan e o consagrado Doutor Turíbio Leite de Barros. Marco Aurélio Cunha foi isolado das decisões importantes e pediu o boné.

Sobraram os lambe botas que nunca alertavam Juvenal sobre a sua má conduta dentro do clube e o desrespeito às outras agremiações como no caso da “Taça de Bolinhas” contra o Flamengo. Instalou-se a soberba, a falta de respeito e a calamidade institucional.

Juvenal foi um dos melhores dirigentes do São Paulo quando era apenas um mero subalterno. Contudo, quando ganhou poder revelou-se um administrador medíocre. O seu primeiro mandato que se iniciou em 1989 terminou melancolicamente. Agora novamente o fim de feira terrível se anuncia.

Sob o comando de Juvenal ,o São Paulo foi tricampeão brasileiro. Seria patético não colocar méritos no dirigente nessas três conquistas. Afinal, ele manteve Muricy a ferro e fogo quando muitos conselheiros e cornetas queriam ver o treinador pelas costas.

Mas devemos deixar uma situação bem clara. Juvenal herdou uma ótima estrutura construída pelo falecido presidente Marcelo Portugal Gouveia e foi incapaz de mantê-la durante os anos seguintes.

Se o mandatário são paulino tivesse tido a dignidade de cumprir o seu mandato até 2011 a história dele no São Paulo seria outra. Teria recuperado a péssima primeira impressão que ficou no seu primeiro biênio que culminou num décimo quinto lugar no campeonato paulista de 1990. Mas o bichinho do poder o mordeu. Depois do “golpe” e de todos os desmandos, o caldo azedou.

O São Paulo sempre funcionou com democracia. O tricolor do Morumbi conquistou os seus maiores títulos quando houve alternância de poder. Novas ideias e novos rumos sempre foram a mola propulsora do clube.

Antes de Juvenal, Laudo Natel havia sido o último presidente a estender o seu mandato. Era uma época de exceção. Natel foi o principal responsável pela construção do Morumbi e o time ficou 13 anos sem conquistar um título relevante. Era preciso controlar as finanças. Não havia espaço para dirigentes malucos e gastadores. Natel, um dos diretores do Bradesco e um bom gestor financeiro era necessário naqueles tempos de vacas magras.

Depois de Natel e do término do Morumbi a democracia no clube se restabeleceu. Os títulos e boas campanhas vieram a rodo.

Com a amarga alteração estatutária, o clube se paralisou. A gestão antes inovadora se mumificou e envelheceu como as rugas do seu principal mandatário. Nem mesmo as reformas do Morumbi o salvaram. Deu azar em algumas contratações e foi péssimo em outras confiando no seu ultrapassado instinto futebolístico.

A lista de jogadores que fracassaram no clube nesses últimos quatro anos dá volta ao redor do Morumbi. Podemos citar alguns como Leo Lima, Carlinhos Paraíba, Marlos, Edson Ratinho, Rodrigo Souto, Fernandão, Cléber Santana, Eduardo Costa… A lista é enorme e quase interminável num período de quatro anos.

Entretanto, a situação mais grave foi a cultura da soberba que se instalou em frente a Praça Roberto Gomes Pedrosa. O profissionalismo endeusado no clube virou apenas uma obrigação comum. Os jogadores perderam o encanto com o time e agem apenas como meros profissionais de uma empresa estatal. Jogam, recebem o salário e que se dane o resto. Não há identidade dos atletas com a instituição e torcida. Apenas usam o ainda bom nome do clube como um trampolim. Uma ponte para para alcançar o futebol europeu ou a seleção brasileira.

Jogadores – Um senhor problema

Alguns jogadores são a mola propulsora dessa atual crise são paulina. Por mais que sejam atletas consagrados em algum momento é impossível não notar a total falta de sincronia deles com o futebol que eles mesmos jogavam no passado. Há outros problemas que vamos citar aqui.

Volantes Marcadores – Conceitos do Passado

Denílson e Wellington são duas peças importantes num esquema de futebol. São dois autênticos “ladrões” e marcadores. Aqueles “volantes de contenção” ( termo odioso) tradicionais dos anos 90 pós Copa 94. Porém a qualidade vai até a página 2. No futebol de hoje é fundamental que os meios campistas também saibam tocar bem a bola e armar jogadas. Alguns fazem até gols. No São Paulo não existe este tipo de jogador.

Claro que um “cão de guarda” às vezes é necessário. Até o Barcelona se dá ao luxo de ter um Mascherano, mas pra que dois atletas com as mesmas características? Isso mata o meio de campo tricolor que se torna burocrático e pouco competitivo.

Lúcio – O capitão de araque do Morumbi

Se esperava muito mais de um atleta campeão de quase tudo pela seleção brasileira e que atuou por anos na Europa por clubes consagrados do velho mundo.

Lúcio já começou errado no clube. Foi contratado pela diretoria para “liderar” o elenco são paulino na Libertadores. De fato, ele comandou o elenco, mas de uma maneira bem negativa quando bancou o garoto mimado num jogo do torneio sul americano e foi infantilmente expulso no primeiro jogo das oitavas contra o Atlético Mineiro. O defensor não é o mesmo zagueiro seguro e firme de tempos passados. Lúcio falha constantemente, principalmente nas bolas altas. Mesmo sendo um defensor alto, o atleta não tem mais o mesmo reflexo ou senso de colocação de antigamente. O jogador se enquadra bastante o arquétipo de funcionário de empresa estatal. Ele está lá só pra receber o salário e jogar. Uma mera obrigação. Parece que seus anseios são mais importantes que as dificuldades internas do clube.

Luis Fabiano: nova expulsão no São Paulo

Luis Fabiano: nova expulsão no São Paulo

Luis Fabiano – Mimado, Marrento e Paralisado

Não justifica o salário que recebe do tricolor. Outro jogador mimado e que se acha maior que a camisa que veste. Quando voltou para o São Paulo se esperava muito mais dele. A torcida o apoiou, mas o atleta continuou a ser expulso e a fazer bobagens em campo. Ontem levou o cartão vermelho pela centésima quinta vez. O futebolista não amadureceu na parte disciplinar e pior, parece não estar indo bem na parte física e técnica, além de ficar parado em campo e não se movimentar. Luis Fabiano não tem mais o mesmo reflexo. Perde gols a rodo e costuma ser facilmente “encaixotado” pelas defesas adversárias.

O centroavante parece estar alheio as críticas. Nunca pediu desculpas a torcida pelas péssimas apresentações e pelas exclusões infantis. Pelo contrário, se acha a última bolacha do pacote e discute com os seus companheiros sendo que o mesmo não os ajuda. Surge aí uma novas falha da diretoria. Ao invés de dar bronca e cobrar devidamente o jogador internamente, Juvenal Juvêncio faz jogo duplo na imprensa. Passa a mão na cabeça do jogador e depois ameaça vendê-lo. Qual jogador irá correr e “dar o sangue” para um presidente assim? Imagina… se ele faz marra para os repórteres … Mais fácil ligar o botãozinho do “Que Se Dane”.

Ganso: fracas atuações colocam seu talento em dúvida

Ganso: fracas atuações colocam seu talento em dúvida

Ganso – O Craque Sem Nunca ter Sido

Todos os brasileiros que gostam de um bom futebol se lembram perfeitamente do primeiro semestre de 2010.

Nele um atleta chamado Paulo Henrique Ganso encantou o Brasil.

Parecia que nasceria ali finalmente o clássico camisa 10 brasileiro. O “número 1 ” que Zagalo tanto queria para a Copa de 1998, mas que não tinha conseguido.

O atleta paraense arrebentou no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. A sua convocação para a Copa do Mundo de 2010 foi cogitada e pedida por muitos que viam nele o armador ideal.

Ganso além de sua visão de jogo primorosa, ainda fazia gols. Parecia que seguiria os passos consagrados de seu companheiro Neymar.

Parecia…

O camisa 11 santista continuou a seguir o caminho do estrelato e o brilho de Paulo Henrique foi se apagando com as seguidas e graves contusões.

Entre uma volta e outra no Santos sempre se esperaria que o camisa 10 recuperaria o seu bom futebol. Em algumas vezes ele mostrou serviço, em outras não. Brigou com a diretoria praiana e foi vendido ao São Paulo a peso de ouro. Uma das contratações mais caras do futebol brasileiro.

Juvenal arriscou o pescoço e muito.

Ganso nunca fez uma partida primorosa no Morumbi. Nem a troca de clube colocou novos rumos na carreira do futebolista. Permaneceu indolente como nos seus últimos dias no Santos e também na seleção brasileira onde a sua postura “cagando e andando” foi bastante criticada.

Não se sabe ainda a verdadeira extensão da gravidade de suas contusões e se elas afetaram o seu desempenho durante esses quatros anos. Porém se sabe que Ganso nunca mais foi o mesmo. Ele não consegue armar como antes. Raramente dá passes preciosos e ainda tem a concorrência de Jadson que atua na mesma posição que a dele. Está bem claro que ambos não podem jogar juntos.

A ida para o São Paulo poderia representar um sopro e renovar a sua carreira. Mas suas pálidas e vergonhosas atuações fazem os dirigentes do São Paulo ficarem com a pulga atrás da orelha.

Será que jogamos um caminhão de dinheiro na lata do lixo? Se perguntam.

Ganso parece um paciente em coma. Choques e chacoalhadas não o fazem acordar num momento crítico em sua carreira. Se antes ele era um dos nomes quase certos para a Copa de 2014, hoje a simples menção de seu nome na seleção brasileira é uma piada.

Acomodado? Bichado? Mal Adaptado? Cada vez mais a previsão sombria do blog do Redator Bipolar se confirma. Ganso parece um jogador dos anos 60. Está parado no tempo e no espaço. Hiberna em berço esplêndido.

Ganso quer brilhar no futuro em grandes clubes da Europa. Está sonhando acordado. Se o meia continuar com essas atuações não jogará nem entre os reservas do Málaga.

Rogério Ceni: hora de pensar no sucessor

Rogério Ceni: hora de pensar no sucessor

Rogério Ceni – O Mito Hesitante

O camisa 01 é o maior goleiro da história do São Paulo Futebol Clube e também um dos melhores da sua posição em toda a história do futebol.

Mas isso não significa que o mesmo está livre das críticas. Nem o isenta da responsabilidade de ser um dos personagens deste mau momento.

Rogério Ceni tem falhado e muito. Não se sabe se por causa da idade ou das graves contusões que sofreu nos últimos anos, contudo está na hora do goleiro ter um pouco mais de consciência e preparar o terreno para o seu sucessor.

Ninguém é eterno. Nenhum jogador pode ser maior que clube. Ceni tem a obrigação de ter consciência disso.

Zetti a teve quando deixou o terreno livre para Rogério ser titular absoluto em 1996.

Este fato não significa uma aposentadoria forçada . Apenas paralisar o ímpeto de atuar em todos os jogos e todos os minutos só para bater recordes. Isso não é necessário.

Rogério Ceni já mostrou ao futebol tudo o que representa.

Porém tudo tem um começo e tem um fim. Como já foi escrito e temos que reafirmar nenhum jogador pode ser mais importante que o clube e sua torcida.

Renovação Total – Um Novo Caminho

A crise do São Paulo é de novas ideias, novos rumos, nova filosofia e também um novo time.

A palavra que se deve usar é renovação e também reconstrução. De dirigentes, de jogadores, de absolutamente TUDO.

Se os conselheiros insistirem em manter os quadros dessa diretoria arcaica e mumificada, o torcedor são paulino só vai ter uma direção para olhar.

O fundo do poço.

Porém, se tomarem vergonha na cara e mudarem esse estilo ditatorial de boutique que aí está, o abnegado tricolor pode esperar dias muito melhores.

ATÉ BREVE GAROTO!

25/05/2013

neymar

Após idas e vindas, informações nebulosas e muita especulação está decidido: Neymar infelizmente vai deixar os campos brasileiros para brilhar na Europa.

Mais um craque que se vai e que apequena o futebol brasileiro.

Neymar foi um oásis num mar de mediocridade.

Surgiu tímido em 2009. Chamado por Vanderlei Luxemburgo com o pejorativo apelido de “filé de borboleta”.

Com o ex-treinador fora do caminho, o Santos trouxe Dorival Júnior e Neymar explodiu no ano seguinte com uma nova leva de meninos da Vila, que incluiu André, Ganso e o veterano mas ainda moleque Robinho. O Brasil se encantou com aquele garoto de corte moicano, que ousadamente deu um chapéu no corintiano Chicão com a bola parada. A Vila inteira riu e o zagueiro se enfureceu. Outros adversários viriam e outros chapéus também, mas com a bola rolando.

Os torcedores pediram a convocação dele para a Copa do Mundo, mas Dunga, o agente mór do pragmatismo do futebol brasileiro, não se sensibilizou com o encantamento e levou o seu exército de brucutus para a África do Sul. Perdeu a Copa do Mundo.

Ainda em 2010 seu sonho de vestir a amarelinha se materializou. Neymar se tornava ídolo do futebol brasileiro. Venceu a Copa do Brasil e no ano seguinte atingiu o seu ápice nos campos nacionais. Ajudou o Santos a vencer o bicampeonato paulista em cima do maior rival e foi o astro principal da conquista do tricampeonato da Libertadores da América. Algo que só o time de Pelé tinha conseguido em 1963. No Mundial, o camisa onze santista foi anulado pelo estratosférico time do Barcelona. Muitos duvidaram da sua capacidade. Mas os golaços e as lindas jogadas continuavam.

Em 2012 como não se lembrar no show de Neymar sobre o pobre lateral paraguaio Piris no Morumbi? Até o mais ranzinza são paulino sorriu ao ver ali um aspecto do futebol brasileiro que há muitos anos se julgava desaparecido.

Mas vieram a fama, as mulheres, as baladas, os patrocinadores e o futebol da joia santista começou a murchar. Na seleção a perda de medalha de ouro fez a torcida desconfiar de seu futebol mesmo que o jovem tenha sido o maior goleador do Brasil  nos últimos anos.

Num futebol recheado de Muricys, Roths, Abelões e afins não havia mais espaço para o talento santista crescer. Hora de amadurecer. Tempo de respirar novos ares e aprender novas filosofias.

Se o futebol brasileiro não estivesse dominado pelo pragmatismo tosco e exagerado talvez ainda haveria espaço para ele atuar sem se preocupar com as suas canelas e com as reclamações dos adeptos da cartilha dos pernas de pau. Mas isso é hipotético.

O que nós brasileiros temos a dizer a você Neymar é muito obrigado.

Seja feliz garoto, aproveite ao máximo. Boa sorte na sua nova empreitada.

Até breve. Que a sua “molecagem” nunca desapareça, pois ela não é apenas sua. Ela pertence a todos nós que gostamos de ver o verdadeiro futebol brasileiro.

RESUMO DA ÓPERA 23/05/2013

23/05/2013

Olá leitores. Por causa de um modem quebrado fiquei duas semanas sem poder escrever no blog. Bem, com tudo arrumado poderemos comentar o que aconteceu durante esses dias turbulentos. O resultado? O maior “Resumo da Ópera” de todos os tempos aqui no blog.

As Loucuras do Rei Juvenal

Juvenal: coletiva vergonhosa

Juvenal: coletiva vergonhosa

Todos os internautas que acompanham o meu blog estão cansados de saber que não morro de amores pelo presidente do São Paulo, o intragável Juvenal Juvêncio. O golpe estatutário foi a confirmação de uma ditadura medonha que se apoderou do clube e agora constatamos as trágicas consequências dos conselheiros adotarem um cartola caudilho.

Na semana passada o cidadão afastou 7 jogadores logo após a humilhante eliminação contra o Galo na pior campanha do São Paulo na história da Libertadores.

Os culpados? Atletas que acabaram de se recuperar de graves contusões e outros que mal foram aproveitados no time titular neste primeiro semestre.

Outro imenso atestado de “genialidade” do cartola tricolor, que covardemente aponta “culpados” como se o Cañete tivesse culpa do Lúcio ser um zagueiro transloucado e do Nei Franco sempre colocar o Douglas. Ao expor desnecessariamente alguns jogadores, Juvenal deu uma aula de anti marketing esportivo e desvalorizou o próprio produto.

A atitude de Juvêncio, claramente demagógica é uma imensa piada de mau gosto e revela porque o tricolor paulista perdeu o baluarte do pioneirismo para outros clubes do futebol brasileiro. Como previmos, o terceiro mandato do atual presidente são paulino se tornou um desastre e o torcedor são paulino vai ter que aturar muitas besteiras até Abril de 2014 infelizmente.

O Trio de Ferro Dançou na América

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Depois da eliminação do São Paulo na Libertadores, mas dois times do chamado “Trio de Ferro” de São Paulo também não conseguiram passar para as quartas de final da Libertadores.

O Palmeiras com um time limitadíssimo chegou até longe na competição. Sem nenhuma grande estrela e contando apenas com atletas dedicados e esforçados, o clube do Parque Antártica tinha chance de superar os estreantes do Tijuana. Mas uma falha grotesca do goleiro Bruno pôs tudo a perder. O time de Gilson Kleina que já era mediano, não teve a capacidade de reagir. Somente “raça” e “sangue nos olhos” não ajudam a vencer uma partida de futebol. É necessário também aprender a chutar, a dar passes precisos e ter um pouco de talento. Caso contrário, que se monte uma equipe de atletismo e não um time de futebol. A triste realidade da série B chegou de vez ao Verdão. Que saia dessa com dignidade a partir de agora.

Bruno: frango avassalador

Bruno: frango avassalador

O Corinthians, atual campeão do mundo foi eliminado pelo Boca Juniors na Taça Libertadores da América. Em parte porque fez uma péssima partida no estádio La Bombonera no jogo de ida. Porém na volta, o responsável pela desclassificação alvinegra se chama Carlos Amarilla. O árbitro, considerado um dos melhores da América do Sul deixou de dar dois pênaltis para os comandados de Tite. Para piorar os auxiliares Cárlos Cáceres e Rodney Aquino marcaram impedimentos absurdos que alijaram o clube paulista na partida. Riquelme num lindo lance encobriu Cássio e marcou o primeiro gol. O espetacular Paulinho empatou, mas o conhecido estilo de jogo do Boca de Bianchi prevaleceu. Não há muito mais o que comentar. Até porque o resultado foi artificial e o árbitro interferiu descaradamente.

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Isso é ponto pacífico no blog desde o ano passado. As arbitragens da América do Sul são péssimas e estão prejudicando os clubes brasileiros em demasia. O Corinthians foi mais uma vítima da incompetência dos sopradores de apito da Conmebol.

Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Para Que?

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

A não convocação de Kaká e Ronaldinho Gaúcho para a Copa das Confederações repercutiu. Muitos torcedores e jornalistas não entenderam o porque dos dois atletas não estarem na lista que vai ao torneio de Junho já que ambos tem experiência de sobra se tratando da camisa canarinho.

Porém não é preciso fazer uma análise profunda e descobrir porque ambos não foram relacionados por Scolari.

Ronaldinho Gaúcho teve uma grande fase na seleção brasileira de 2002 até 2005. Depois da Copa de 2006 o seu futebol degringolou e o atual jogador do Atlético Mineiro se mostrou um atleta baladeiro e desinteressado em atuar com a camisa do Brasil. Com atuações medonhas, o prestígio dele com o treinador Dunga decaiu depois do fracasso na Copa da Alemanha. Nem mesmo a “carteirada” que Ricardo Teixeira deu na Olimpíada de Beijing fez o futebol de Gaúcho melhorar. O resultado é que ele não foi chamado para a Copa de 2010 e seu comportamento fechou as portas da Europa para ele. Mesmo voltando a jogar bola no Brasil depois de uma passagem turbulenta pelo Flamengo, Ronaldinho Gaúcho foi convocado para a seleção e continuou com a mesma apatia e falta de liderança. Scolari o convocou para o amistoso contra a Inglaterra e não gostou nada do que viu. Talvez seja um recado velado ao atleta. Talvez não. Conhecendo o modo de pensar de Felipão pode ser que os dias de Ronaldinho Gaúcho com a camisa da seleção estejam definitivamente acabados.

Kaká teve uma grande fase no Milan em 2007. Ajudou a equipe Rossoneri a faturar o quarto título mundial e foi escolhido o melhor jogador do mundo no mesmo ano. Mas parou por aí. Kaká, a exemplo de Gaúcho também alternou bons e maus momentos com a seleção. Não foi um primor nas duas copas que disputou em 2006 e 2010 e atualmente é reserva no Real Madrid sem repetir as grandes atuações do passado. Kaká também parece não se preocupar com a sua carreira na parte técnica e sim financeira. Tanto faz se ele poderia atuar no Brasil e melhorar seu futebol para voltar a seleção. O bom mesmo é ficar na reserva do Real e continuar a ganhar milhões de euros. Kaká perdeu o foco.

As seguidas contusões e a atuações pífias no Real atrapalharam uma possível convocação.

Isso significa que os dois estão descartados? Provavelmente. Talvez Scolari esteja fazendo um teste de fogo para os novatos, talvez não. Mas é impossível saber o que se passa dentro da cabeça do treinador gaúcho.

Lembremos que ele deixou de convocar Alex com quem trabalhou no Palmeiras para chamar Edílson para a Copa de 2002 . O mesmo que fez as provocantes embaixadinhas na final do campeonato paulista de 1999 e que inclusive foi xingado por Scolari numa palestra captada pelo microfone de repórteres. Vai entender…

Finais dos Campeonatos Estaduais

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Num dos campeonatos paulistas mais desinteressantes de todos os tempos, venceu o time com melhor capacidade. O torneio foi se arrastando ao longo de 3 meses com poucos jogos relevantes e fracasso vergonhoso de público. Os estaduais são cadáveres insepultos do futebol brasileiro e pelo andar da carruagem os bizarros cartolas continuarão a atrapalhar o calendário como zumbis do Walking Dead.

O Corinthians chegou a final na base do banho maria, pois se preocupou mais com a Taça Libertadores. O Santos de Muricy, mal se sabe como foi para a decisão pois tinha um time limitado e com um Neymar pouco inspirado e irritado pelas badalações em torno da sua vida profissional e privada.

No primeiro jogo no Pacaembu, o treinador santista abusou do “Muricybol “e colocou Marcos Assunção para fechar o meio de campo e aproveitar as bolas paradas como é do feitio de todos os clubes dirigidos pelo Muricy.

Porém, o Corinthians deu um banho no Santos. Não fosse o goleiro Rafael o Peixe teria saído de São Paulo com uma goleada. O alvinegro da capital deu um banho tático e Paulinho atuou monstruosamente. Neymar foi anulado. Na Vila na segunda partida da decisão, não foi muito diferente. Apesar do ímpeto inicial e do gol de Cícero, o Corinthians controlou as ações da partida. Danilo empatou logo em seguida e teve toda a tranquilidade para afastar as investidas santistas até o apito final. Destaque negativo para as lamentáveis cenas de pancadaria realizado pela Polícia Militar antes do início do jogo. Às vésperas de uma Copa das Confederações é lamentável que ainda se veja momentos escabrosos assim.

É o vigésimo sétimo titulo paulista do time do Parque São Jorge. O maior campeão paulista do século passado e por enquanto deste centenário também. O Santos não fez nada de relevante durante todo o torneio para repetir o feito do Paulistano, por enquanto o único time que conseguiu faturar o tetracampeonato paulista. O troféu está em boas mãos.

Quanto aos outros estaduais não houve maiores novidades.

Botafogo: título de cabo a rabo.

Botafogo: título de cabo a rabo.

O Botafogo ganhou de braçada no Rio. Em parte porque Vasco e Flamengo enfrentam sérios problemas administrativos e o Fluminense quase pedia pelo amor de Deus para não participar da competição. Ponto para a postura de Clarence Seedorf que jogou no time da estrela solitária como se fosse um garoto e estivesse atuando no sub-20 do Ajax. Um profissionalismo invejável e que serve de exemplo para muitos garotinhos mimados a leite com pera que se alastram como peste no futebol brasileiro.

Em Minas… Ah! Que novidade… A final foi entre Atlético Mineiro e Cruzeiro. Deu Galo, bicampeão mineiro.

Em Goiás…deu Goiás.

No Ceará…deu Ceará.

No Rio Grande do Sul deu Internacional. O primeiro título de clube do treinador Dunga e que a exemplo do Botafogo ganhou de braçada o título do Gauchão. Ponto negativo para o badalado Grêmio de Vanderlei Luxemburgo que apesar de fazer contratações milionárias não conseguiu chegar à final dos dois turnos.

Dunga: primeiro título regional

Dunga: primeiro título regional

No Paraná outra super novidade (Modo Irônico Ligado). O Coritiba ganhou o seu quarto título estadual seguido em cima de seu maior rival. Nem tanto, pois estranhamente o presidente Mauro Celso Petraglia fez o time do Atlético Paranaense atuar no torneio com seu  Sub-20.

Agora me falem qual o propósito de deixar o time titular encostado e não pegar ritmo de jogo para o campeonato brasileiro que começa na semana que vem?

Será que Petraglia esconde um super time para o torneio nacional? Teremos um novo Barcelona jogando no Sul do país? Aguardemos.

Na terra de todos os santos, o Vitória conquistou o torneio estadual. Mas não precisava humilhar tanto o Esporte Clube Bahia. No primeiro jogo da decisão um histórico 7 x 3. Isso porque nas fases anteriores o rubro negro já havia metido 5 x 1 na Arena Fonte Nova. Fora a chuva de caxirolas em outra derrota do tricolor baiano por 2 x 1.

Se antes dos anos oitenta o Bahia era o time hegemônico no estado, hoje a situação é bem diferente. A partir dos anos noventa o Leão da Barra começou a equilibrar as conquistas pau a pau com o seu adversário. Porém a partir dos anos 2000 o Vitória começou a prevalecer no estado. São 9 títulos do rubro negro contra apenas dois do Tricolor de Aço.

Em tempo, não sou contra o fim dos estaduais. Apenas defendo que se diminuam as datas dos mesmos. Campeonatos desinteressantes e semimortos não podem se arrastar por 3 meses como se tivessem a mesma importância do passado.

O glamour desses torneios virou história. Insistir em reviver algo que não pode ser repetido é um imenso atestado de burrice, atraso e teimosia.

A CARTILHA DOS PERNAS DE PAU

01/02/2013

Cartillha cópia

 

 

Há alguns anos o futebol brasileiro está sendo regido e dominado por um estranho “código de ética” dos jogadores dentro de campo.

Nessa espécie de “cartilha”, dribles, desconcertantes e jogadas de efeito são considerados “humilhação”, “falta de respeito”, “tripudiar o adversário”, entre outras frases feitas e politicamente corretas.

É a chamada cartilha dos pernas de pau.

Aquela que privilegia apenas os meio campistas e zagueiros brucutus , que não tendo a mesma técnica e capacidade dos jogadores mais badalados ficam nervosinhos quando levam uma caneta embaixo das pernas, ou quando são chapelados por um talentoso camisa dez.

Como meu avô dizia, “se não aguenta bebe leite”.

Esse chororô insuportável como o do atacante Nunes do Botafogo de Ribeirão Preto é que transforma o esporte numa coisa chata, burocrática e sem sal.

Não gostou do chapéu do Neymar senhor Nunes? Então é melhor ser padeiro, taxista, empresário, médico ou advogado. Porque futebol você já mostrou que não manja nada.

Drible faz parte das quatro linhas. Não consta em nenhum estatuto ou regra de que seja proibido pela Fifa. É do esporte como todos os outros. Existem os gênios, os bons, os ruins e os péssimos. Se Deus não te deu o dom, não adianta esbravejar. Siga o seu caminho com respeito e dignidade.

Em meus áureos tempos de futebolista amador já tomei chapéu, bola embaixo das pernas entre outras jogadas que podem ser consideradas “humilhantes”, mas nunca tive vontade de quebrar ou levar algum adversário para a o ortopedista.

Em qualquer esporte do mundo sempre haverá um cara melhor do que você. No basquete existem os tocos e as enterradas dos americanos, mas nenhum atleta adversário vai ficar alterado se isso acontecer. Se puder faça igual, ou tente defender de maneira limpa.

Neymar é mil vezes melhor do que o reclamão Nunes. Assim como Garrincha, Didi, Pelé e Rivelino que fizeram o futebol brasileiro ser conhecido no mundo todo pela sua beleza e técnica. Justamente porque existem os craques e também os “Joões” como o nosso amado Mané chamava suas vítimas em campo.

As juras de ódio de Nunes ao atacante santista mostram o quanto o futebol brasileiro mudou ao longo desses 25 anos. A moral é totalmente inversa. Se antes tínhamos um técnico como Telê Santana que pedia para seus jogadores recuperar a bola lealmente, hoje vemos treinadores medíocres que ficam coléricos ao menor sinal de drible adversário. Esses chamados “professores” mandam bater, chegar junto e até xingam como foi o caso do técnico do Ituano Roberto Fonseca ao mesmo Neymar na partida de ontem.

Em todas as profissões a história é a mesma. Os medíocres não conseguem ganhar por capacidade e apelam para o grito numa lógica Shakespeariana como foi escrito no ensaio “Ricardo III”.

Nessa obra foi retratada a história de um monarca feio, corcunda e um dos últimos na linha sucessória da Inglaterra. Ambicioso ele mandou desaparecer seus dois sobrinhos sucessores do trono para se tornar rei e por fim não conseguiu manter seu poder. Foi derrotado por sua inabilidade política. Deu um passo maior que as perna.

Ibra: ao ser driblado ele sorri

Ibra: ao ser driblado ele sorri

No futebol brasileiro a mediocridade ganha força, nessa lei abstrata instituída por zagueiros carniceiros e inábeis volantes. Temos aí diversos corcundas da bola. Ambiciosos, mas que não tem a capacidade e nem o jeito para fazerem o seu futebol melhorar.

Ao invés disso proferem ódio e bravatas.

Mas há ainda esperança nesse esporte tão amado chamado futebol. Alias, adorado justamente por causa dos golaços, das jogadas de efeito e dos dribles.

Na França o consagrado atacante sueco Slatan Ibrahmovic levou uma caneta humilhante no meio das pernas do zagueiro camaronês Chedjou. Mas ao invés de correr atrás bufando como um equino e dar uma entrada violenta pelo chamado “desrespeito” o centroavante do Paris Saint Germain simplesmente sorri. Quem dera todos os jogadores do mundo tivessem esse espírito esportivo e a compreensão da verdadeira natureza do futebol.

Enquanto isso vemos no Brasil a proliferação de mandamentos absurdos. Incentivados por jogadores e treinadores inexpressivos. Eternos perdedores e escravos do pragmatismo, que no auge de suas derrotas acachapantes devem olhar para o banco e gritar:

“Meu cavalo, meu reino por um cavalo”.

RELATÓRIO MUNDIAL INTERCLUBES – PARTE 2

19/12/2012
Taça Intercontinental: a primeira disputa mundial entre clubes

Taça Intercontinental: a primeira disputa mundial entre clubes

Não demorou nem ao menos um dia.

A partir do momento em que Alessandro levantou a taça do bicampeonato mundial do Corinthians se reacendeu uma velha polêmica.

Mas como foi dito no post anterior sobre este assunto não vamos desmerecer títulos ou méritos de qualquer clube. Vamos simplesmente apresentar os fatos.

Impressionante como muitos torcedores e pasmem, até jornalistas usam e abusam de sofismas baratos.

Já levantamos o tema uma vez. Mas não custa nada retomá-lo novamente.

Em primeiro lugar tudo tem um início. Não se pode ignorar a história do futebol mundial.

Chamar a Copa Intercontinental de “Copa Jipe”, “Toyotão” e outros termos desqualificantes revelam ignorância, falta de bom senso e obscurantismo.

Afinal de contas a mesma chave ganha por Cássio no domingo passado foi dada a outros grandes campeões mundiais como Zico, Renato Gaúcho, Raí, Cerezo e Rogério Ceni.

Além disso perguntamos aos nobres torcedores qual o nome do estádio que o Corinthians jogou a primeira partida do Mundial Interclubes 2012? Estádio Toyota.

Grande ironia e santa hipocrisia. A mesma que abraça o oficialismo da Fifa em seus torneios mundiais e que rejeita os títulos nacionais do Santos e Palmeiras nos anos sessenta chancelados pela CBF há dois anos. Para o meu time é”oficial”, para os outros é “fax”. E durma-se com um ronco desses.

Zico, Renato, Raí, Cerezo, Ceni e Cássio: qual a diferença?

Zico, Renato, Raí, Cerezo, Ceni e Cássio: qual a diferença?

Não custa nada lembrar, a Copa Intercontinental foi criada para definir o melhor time do mundo na época. Anos sessenta, quando o poderio econômico e técnico do futebol estava restrito a América do Sul e Europa. Onde times da Ásia, África e Oceania não tinham desenvolvido um futebol competitivo o suficiente para fazer frente a grandes equipes dos dois tradicionais continentes. Por coincidência os únicos até agora que venceram a Copa do Mundo.

A Fifa não tinha dinheiro e nem capacidade de realizar um torneio e dar 1 milhão de reais ao medíocre Sanfrecce Hiroshima em caso de vitória numa partida de play-off como faz hoje. O mundo era outro. As circunstâncias eram diferentes.

A Copa Intercontinental nesse período foi o único torneio que definia o campeão do mundo de clubes. Bem mais tarde a Fifa assumiu as rédeas e incorporou o torneio ao seu Mundial em 2005, por coincidência com o mesmo patrocinador que galhofeiros desdenham.

Fifa que no guia oficial do Mundial Interclubes desse ano que mostra a história da Copa Intercontinental, seus respectivos campeões e como ela foi criada. O relatório cita todos os campeões e os resultados dessas partidas no seu guia oficial. Repito: guia oficial.

Se fosse mesmo um mero “amistoso” como muitos canibais da razão proferem, porque o torneio está citado no guia do Mundial Interclubes da entidade? Erro gráfico? Mera coincidência?

Quando fiz o primeiro post sobre o tema transbordaram acusações. Alguns me chamaram até de mentiroso por dizer que A Intercontinental tinha se fundido ao Mundial da Fifa.

Oras, então leia o relatório e inglês e observem bem o significa a palavra em inglês “merged”.

2005: a fusão.

2005: a fusão.

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Esclarecido?

Mas o pior dessas teorias oficialistas estapafúrdias é o total desprendimento em relação a história do futebol.

Fato gravíssimo. A Copa Intercontinental foi um dos torneios mais clássicos e emocionantes que o planeta já viu no esporte futebol. Desses campeões se consagraram timaços como o  Real Madrid de Puskas e Di Stéfano, Penarol de Spencer e Pedro Rocha, Santos de Pelé e Coutinho, Internazionale de Milão de Mazzola e Jair da Costa, Ajax de Cruyff e Neeskens, Bayer de Munique de Gerd Muller e Franz Beckenbauer e o Flamengo de Zico e Júnior.

Muitas dessas equipes se tornaram bases de seleções que se consagraram em Copas do Mundo como a Holanda e a Alemanha em 1974 além do Brasil de 1982.

Era  a época de ouro do futebol mundial. Nos anos 60, 70 e 80 o esporte viveu o seu apogeu técnico.  Nunca mais vimos tantas equipes de grande qualidade e  jogadores tão espetaculares. Hoje tudo se restringe a um feudo de equipes milionárias na Europa.  Nenhuma equipe brasileira que venceu o atual Mundial de Clubes passeou como o Milan em 2007 ou o Barcelona no ano passado.  Pelo contrário, ambos sofreram na primeira partida e depois derrotaram seus adversários europeus na decisão pelo mirrado placar de 1 x 0.  A diferença técnica hoje é abissal.

Alguns mentem descaradamente, desqualificando o torneio apenas pelo fato da nomenclatura “Intercontinental” não ser a mesma de “Mundial”. Como se houvesse alguma diferença relevante no termo. Na prática é a mesma coisa. O principal campeonato nacional brasileiro já se chamou Taça Brasil, Robertão, Taça de Ouro, Copa União e o vencedor sempre teve o status de campeão do país.

A grande maioria dos clubes que venceram a Taça Intercontinental se consideram campeões do mundo. Ao contrário do que muitos apregoam que o torneio é uma “invenção da imprensa brasileira”. Vamos ver alguns sites de clubes da Europa e América do Sul que argumentam claramente que a Taça Intercontinental é um torneio de cunho mundial.

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River Plate

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Borussia Dortmund

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Ajax Amsterdam

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Boca Juniors

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Bayer de Munique

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Inter de Milão

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Já mostramos aqui o que grande parte da imprensa mundial pensa sobre o torneio. Porém é interessante saber o que pensam os jogadores a respeito da antiga competição.

Rabah Madjer foi um dos maiores ídolos da história do Futebol Clube do Porto. Os Dragões venceram o Peñarol do Uruguai debaixo de uma neve torrencial no dia 13 de dezembro de 1987 em Tóquio.

Interessante  o que ficou marcado na memória do artilheiro 25 anos depois e que foi tema de reportagem do site da Fifa.

Porto Campeão do Mundo

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Detalhe: Madjer é argelino. Poderia facilmente nem se importar com o fato do clube dele ter sido o primeiro ( e por enquanto único) time português a levantar um troféu mundial. Mas ele se considera campeão do mundo interclubes, assim como Pelé, Cruyff e tantos outros.  A tese de que o Intercontinental  é considerado um Mundial somente no Brasil cai fragorosamente por terra.

Muitos gostam de ver o passado com olhos do presente. Desconhecem que o antigo formato do Mundial Interclubes atraia um público consagrador, enchia estádios e arrebatava multidões.

200.000 pessoas no Maracanã para ver a partida Santos x Milan, numa das maiores partidas de um clube brasileiro em toda a história do futebol mundial.

Estádios como o San Siro, Santiafo Bernabeu, Centenário, El Cilindro, La Bombonera, Old Traford completamente abarrotados.

Mais de 170 países do mundo inteiro ligados na final das disputas mundiais no Japão.

Não se pode simplesmente ignorar os fatos.

São emoções reais, concretas vividas pelo torcedor e pelos atletas que suaram sangue, derramaram lágrimas e se doaram ferozmente e até exageradamente pela disputa desta taça. Alguém acredita que essas emoções irão morrer com o poder de uma canetada? Certamente que não.

Ninguém tem o direito de suprimir a real emoção do torcedor. Nem desmistificar a história atrás de uma poltrona acolchoada de um dirigente gagá e peidorreiro.

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Santos x Milan: quase 200.000 pessoas numa partida antológica

Santos x Milan em 1963: quase 200.000 pessoas numa partida antológica

A Fifa reconhece o título Intercontinental como um torneio mundial. A entidade chama a competição de torneio predecessor. Em outros termos, uma competição que já ocorria antes. Isso é claro em várias reportagens de seu site oficial na disputa dos mundiais patrocinados por ela desde 2005.

Vamos a alguns exemplos?

Em 2009 o Barcelona venceu o Estudiantes de La Plata por 2 x 1 e pela primeira vez em sua história se sagrou campeão mundial.

A Fifa poderia deixar passar que essa foi a primeira e única aventura da equipe catalã em um mundial de clubes, mas observem o que ela escreveu a respeito das primeiras tentativas do Barça em se tornar senhor do planeta.

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Pois é pessoal, título mundial. E o site coloca as derrotas do Barcelona em 1992 e em 2006 no mesmo patamar. Se fosse um mero “amistoso de luxo” como muitos transloucados afirmam porque ele foi citado no site?

Em 2010 a reportagem sobre a final entre Internazionale de Milão e Mazembe é bem esclarecedora.

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Opa!. Não uma, nem duas, mas três conquistas. No site da Fifa!  E os próprios Nerazzurris se intitulam merecidamente como três vezes campeões do mundo.

Não é uma teoria infundada desse nobre escriba, mas é algo consagrado e repetido pela imprensa do mundo inteiro. Vejam o Olé da Argentina que cita todos os “campeones del mondo”. Repetindo “todos”.

http://www.ole.com.ar/futbol-internacional/campeones_0_829717255.html

A pergunta que fazemos a alguma pessoas é a seguinte. A imprensa  e os  torcedores do mundo inteiro estão errados? Fomos terrivelmente enganados ao longo desses anos?

Imprensa: relatando os fatos

Imprensa: relatando os fatos

Lógico que não. Se por um lado a Fifa decreta o oficialismo de seu torneio por outro a entidade consagra e cita constantemente a competição anterior. Uma relação dúbia e esquizofrênica bem típica da política  era Blatter, mas que nada altera a emoção de uma vitória e as lágrimas de uma derrota.

ZH - Gremio Campeao do Mundo 1983

A partida abaixo é a decisão por pênaltis do Mundial Interclubes de 1988 entre PSV Eindhoven e o Nacional de Montevidéu. Depois de um empate emocionante no tempo normal e na prorrogação por 2 x 2 vemos e sentimos a emoção dos 22 jogadores na derradeira decisão. Nervos a flor da pele e uma narração apaixonada e típica daqueles que aos poucos se sentem um pouco mais perto do paraíso, mesmo que por breves instantes.

 

Nacional Campeão do Mundo 1988

 

A alegria dos uruguaios e a lágrima derramada pelo arqueiro holandês Van Breukelen são a maior resposta a aqueles que insistem em passar uma borracha no passado ou fazerem piadinhas hipócritas e mentecaptas.

Alguns podem até tentar.

Mas jamais irão tirar a emoção daqueles que se sentiram o toque da glória dentro dos gramados num passado não muito distante.

OS ESTADUAIS FALIRAM

26/10/2012

Marin e Marco Polo: coluio e calendário bagunçado

Há anos se discute o mau gerenciamento da CBF no calendário do futebol brasileiro. Os jogos da seleção  fora das datas Fifa e a ida constante de jogadores para partidas “monumentais” contra seleções do Gabão e China, desfalcam os clubes, desgastam os atletas e prejudicam o andamento técnico do próprio torneio organizado pela entidade. A CBF atua contra o seu próprio produto.

Tudo isso para favorecer os seus pares nas federações estaduais. Ontem o Conselho Arbitral da Federação Paulista decidiu que campeonato paulista terá quatro meses de duração. A competição se inicia em janeiro e terminará no mês de maio.

Infelizmente somente a cartolada ainda não percebeu que os campeonatos estaduais são torneios que perderam o seu velho prestígio ao longo dos anos.

O mundo mudou, o país também. Se as dimensões continentais do Brasil favoreciam a disputa de torneios regionais no passado, hoje com toda a modernidade, tecnologia e desenvolvimento que a nação teve, outros torneios como a Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Libertadores e Sul Americana dão mais prestígio aos clubes e satisfação às suas torcidas.

Os campeonatos estaduais devem continuar, mas não no formato de hoje. Melhor seria se tivessem no máximo um ou dois meses de duração, com torneios e grupos eliminatórios estilo Copa do Mundo. Assim sobrariam mais datas para que a CBF ajustasse os amistosos da seleção em jogos Fifa e pudesse paralisar o campeonato brasileiro sem prejudicar os clubes nacionais que cedem atletas ao selecionado canarinho.

O que se fez com o Santos Futebol Clube foi um crime. O alvinegro da Vila Belmiro paga milhões para Neymar atuar com a camisa do peixe. No entanto, o atleta joga pouco pelo seu clube para atuar na seleção brasileira. Esse ano, entre amistosos, treinos e torneios como a Olimpíada, o camisa onze deixou de participar de partidas importantes pelo Santos. Resultado, o time perdeu fôlego e o principal atleta do Brasil na atualidade não conseguiu render cem por cento.

Esse ano vimos um Neymar totalmente extenuado na Libertadores e na reta final de campeonato brasileiro. O Santos saiu prejudicado. Outros clubes como o São Paulo sentem a falta de rendimento de Lucas. Tudo pela temporada estafante e mal planejada pela CBF que em coluio com as federações estaduais permitem que um torneio regional tenha quatro meses de duração.

Hoje os campeonatos estaduais estão falidos, sem exceção. Se antes muitos times preferiam ganhar o campeonato paulista do que vencer a Libertadores, hoje a situação é totalmente inversa.

As equipes do interior de São Paulo viraram verdadeiros “clubes sanguessugas”. Dependem da renda de dois jogos em casa contra os times grandes para bancar os seus elencos durante um semestre. Majoram absurdamente o preço dos ingressos quando jogam contra Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos.

No entanto quando jogam entre si os clubes chamados “caipiras” não levam nem 2000 pessoas aos seus estádios, mesmo com o preço normalizado.

No Rio de Janeiro um modelo bem sucedido e curto de disputa do estadual acaba de ser alterado pela Federação Carioca. Além de mais datas, o campeonato carioca inchou.

É a falência total do modelo atual dos torneios regionais. Não adianta forçar a barra. Os campeonatos estaduais estão falidos. Somente as federações não aceitam o fato. São teimosas e intransigentes. Tempos gloriosos do passado não irão mais voltar.

Vinte e três datas com partidas contra times como Penapolense,Olaria,e Atlético Sorocaba é perda de tempo e dinheiro. Os clubes grandes do Brasil pagam para jogar as competições estaduais porque a torcida não vai assistir jogos de baixo nível técnico. O borderô das equipes ficam zeradas.

Embora todos esses problemas sejam mostrados os campeonatos estaduais nesse formato longo vão continuar por muito tempo. A estrutura viciada do futebol brasileiro não permite mudanças radicais e os clubes morrem de medo de romper com os cartolas, desunidos e incompetentes que são.

Por incrível que pareça a Federação Paulista paga muito melhor os seus times do que a Conmebol. Enquanto isso não se alterar, a situação permanecerá a mesma, pois no futebol quem manda é o dinheiro. Se Nicolas Leoz tirar o escorpião do bolso, quem sabe.

Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol agora tem mais prestígio que nunca. Além de ocupar a vice presidência da CBF, o mandatário ainda ganhou o cargo de membro executivo da Fifa. É o sucessor natural de José Maria Marin no comando do futebol brasileiro. O dirigente ganhou mais poder com a renúncia de Ricardo Teixeira.

Como se vê a questão ainda está longe de terminar e vai piorar ainda mais com a Copa do Brasil estendida para o ano todo em 2013, com Libertadores, Brasileiro e Sul Americana.

Enfim, no futebol brasileiro não há nada ruim que não possa piorar.

INTERDIÇÃO

20/10/2012

Vila Belmiro: interditada até segunda ordem

O caso Vila Belmiro continua rendendo manchetes.

Ontem o presidente do Tribunal Superior de Justiça Desportiva, Flávio Zveiter interditou a Vila Belmiro por tempo indeterminado até que o Santos apresente novos laudos que comprovem  novas saídas para ambulâncias.

José Maria Marin, presidente da CBF foi pego de surpresa com as perguntas de repórteres sobre o fato num evento do Comitê Organizador Local para a Copa de 2014. Alegou “desconhecimento” do ocorrido e anunciou a criação de uma Comissão de Vistoria para averiguar possíveis falhas nos estádios brasileiros.

Pois é senhor Marin. Por que somente o senhor tomou essas medidas somente agora?

Amadorismo. Irresponsabilidade.

O Santos fez o velho “jogo de empurra”. Em uma nota oficial acusou os órgãos oficiais de não alertarem o clube para a necessidade de se ter uma rampa de acesso. Como se o próprio clube não tivesse uma parcela de responsabilidade nisso já que é sabido que em todos os estádios do campeonato brasileiro existem locais para a passagem de ambulâncias.

Alguns torcedores santistas vociferaram em redes sociais em comentários na internet. Falam em “perseguição do filho do Zveiter”. Vamos falar do processo de capitanias hereditárias no STJD depois. Vamos relevar alguns fatos importantes.

Muitos santistas depois desse episódio passaram a ofender gratuitamente membros de outras torcidas por causa do assunto. Os que mais sofreram foram os corintianos com frases como:

“ Como é que um torcedor que não tem estádio vem falar da Vila Belmiro”?

Deixando as provocações entre torcidas de lado vamos analisar os números friamente.

O Corinthians, apesar de muitas disposições contrárias sempre teve um estádio.

Ele se chama Alfredo Schürig, mais conhecido como  Fazendinha. Se localiza no Tatuapé, zona leste de São Paulo.

Agora vem a constatação espantosa.

O estádio do Corinthians tem uma capacidade maior que a Vila Belmiro. 18.000 pessoas contra 16.800 do estádio Urbano Caldeira.

Aí se vê a grande ironia. O torcedor santista ironiza um corintiano sendo que o estádio do peixe tem menor capacidade de público que o do Corinthians.

Não é uma senhora contradição?

Fazendinha: mais capacidade de público que a Vila

A Vila Belmiro é pequena demais para um time como o Santos. A sua torcida cresce a cada dia graças as suas últimas conquistas e da geração Robinho/Neymar.

Em uma pesquisa recente realizada pela empresa Stochos Sports & Entertainment foi constatado o crescimento da torcida do alvinegro praiano. Segundo o órgão, o Santos já tem mais fãs que o Palmeiras no interior do Estado de São Paulo.

Muitos podem contestar a pesquisa, mas é público e notório que a torcida santista aumentou nos últimos anos. A própria cidade de São Paulo tem muito mais adeptos do time praiano que a maior cidade do litoral paulista.

A diretoria alvinegra, seu presidente e outros mandatários que virão terão de avaliar seriamente esses números daqui para a frente com responsabilidade. É inevitável que o Santos passe a tratar o assunto “novo estádio”com mais seriedade. Estudos já estão sendo feitos, mas apenas divagações e possibilidades. Nada concreto.

Em tempos de reformas do Morumbi, a construção da Arena Palestra e do Itaquerão é bom o clube da Baixada reavaliar os seus conceitos e não perder a oportunidade do crescimento de seus torcedores e sócios ( que já são quase duas vezes maiores que a capacidade da Vila Belmiro).

Caso contrário o Santos irá perder o trem da história e uma grande oportunidade de crescer junto com  seus novos adeptos.