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GOLPISTA É O CARAMBA!

09/03/2015
panelaço: o rufar de teflons amedronta o governo petista e seus fanáticos defensores

panelaço: o rufar de teflons amedronta o governo petista e seus “fanáticos” defensores

Ontem a noite durante o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff ocorreu um grande panelaço da população contra o seu governo. Edifícios foram infestados por barulhos de pessoas gritando “Fora Dilma” entre outras palavras menos calorosas. Cidadãos inconformados com a corrupção bateram forte em suas louças e gritaram a plenos pulmões contra o reino de corrupção brasileiro regido pelo PT desde janeiro de 2003.

Foi a senha necessária para que o governo e a sua escória de militantes virtuais entrassem em desespero. Desde a época das Diretas Já, não se via uma desobediência civil tão grande a ponto de fazer a presidente novamente buscar conselhos do seu padrinho Lula. Pois é pessoal. Às vezes uma panela é mais poderosa que uma espada. Medo!

Uma manifestação desse porte é claro, não poderia passar em branco aos blogs oficiais e de jornalistas que defendem calorosamente o governo. Nada contra, afinal estamos numa democracia certo?

Bem…talvez não. Para alguns a democracia só tem um lado e um cheiro e não existe nada mais contraditório num regime democrático do que a monopolização ideológica.

Foi o que o renomado jornalista Juca Kfouri realizou numa de suas mais bizarras colunas. Um texto inverídico, desonesto e asqueroso. Algo surpreendente numa pessoa que sempre mostrou o dedo na ferida quando o assunto é o combalido futebol brasileiro.

O profissional do UOL se perdeu num mar de esterco escrito. Misturou alhos com bugalhos. Carregou o seu texto com chavões baratos típicos de uma pessoa que está presa nos anos sessenta e não entende a conjuntura atual da política brasileira.

Não há nada de errado em pedir Impeachment de um presidente. É um protesto legítimo, democrático e amparado pela nossa Constituição. Aquela que o PT recusou a assinar em 1988.

Em 1992, com um caso até menos escabroso de corrupção, Fernando Collor, que havia sido legitimamente eleito sofreu um processo de impedimento após seguidos protestos pelo Brasil.

A pergunta que se faz ao jornalista é a seguinte. Em 1992 também foi um “golpe”?

O PT pedindo Fora FHC e na campanha do Impeachment em 1992: golpistas?

O PT pedindo Fora FHC e na campanha do Impeachment em 1992: golpistas?

Chamar a classe média de “golpista” por bater panelas e se indignar contra um estado corrupto e que provocou uma das maiores crises desde os anos 90 é uma das maiores deformidades midiáticas que eu li em toda a minha vida. Uma mentira descarada. Pobres donas de casa da classe média, comparadas aos terríveis Castelo Branco, Costa e Silva e Médici.

O Brasil mudou muito de 1964 para cá. A população brasileira vive há quase meia década sem o perigo dos militares no poder. Não há nenhum interesse em vê-los retornar salvo grupos pequenos que nada representam a nossa sociedade.

Contudo, Juca Kfouri enxerga somente a “elite branca imperialista e golpista”. Como se um afro brasileiro não pudesse ter apartamento em Higienópolis e quase não existisse brancos nas favelas brasileiras. A afirmação chega a ser risível para não dizer patética. Lemos um texto  preconceituoso e carregado de maldade subserviente. Até parecia Alberto Cantalice escrevendo mais umas de suas inesgotáveis listas negras e tolices.

O profissional da ESPN Brasil parece sofrer uma espécie de artrose cerebral. Se esquece (ou não) que o governo petista é apoiado pelas principais elites políticas do país incluindo aí o clã dos Sarney, Collor, Renan Calheiros e o até então ex-inimigo com aviso de procurado pela Interpol Paulo Maluf. Mais elitista que isso impossível. Até porque muitos dos políticos do PT são amigões das empreiteiras e até prestam consultorias ganhando uns dólares a mais. Nunca os bancos ganharam tanto dinheiro como no governo petista e seus juros exorbitantes.
O jornalista afirma em seu texto que “o governo fez uma escolha pelos pobres”.

Aonde cara pálida?

Nos índices absurdos de assassinatos maiores que o Iraque?

Na impunidade de políticos corruptos e dos diretores de empreiteiras corruptoras?

Nos cortes da educação e nos péssimos resultados mundiais?

Na falta de uma política esportiva séria?

Nos gastos faraônicos no Pan, Copa do Mundo e Olimpíada?

Nas obras superfaturadas e inacabadas do PAC 1 e PAC 2?

Na volta da inflação?

No aumento da carga tributária e dos combustíveis?

No assalto bilionário da Petrobrás?

No financiamento do mensalão com o dinheiro público?

Onde isso ajuda os pobres caro Juca?

Os pobres do PT talvez?

Kfouri também se esquece de que no segundo turno Dilma perdeu a eleição nos bairros da periferia paulistana.A indignação da sociedade brasileira não tem religião, classe social ou cor. Ela é geral e ampla. Que diga os caminhoneiros que protestaram na semana passada e vários outros setores menos abastados de nossa sociedade.
Sociedade que deseja uma nação mais desenvolvida. Que adoraria viajar de avião com “gente diferenciada “e ver o país se fortalecer com justiça e uma educação primorosa.

Caminhoneiros: os representantes da "elite branca golpista" segundo jornalistas bitolados

Caminhoneiros: os representantes da “elite branca golpista” segundo jornalistas bitolados

Comparar um cidadão, pai de família e que paga altos impostos diariamente com Bolsonaro ou uma caricatura do “branco golpista elitista” é uma aberração atroz, cafajeste  e apelativa. Típico de pessoas que desejam fazer as nossas consciências pesarem como se tivéssemos no “lado negro da força” citando o clássico filme Star Wars.

Porém quem é o Darth Vader do Brasil atual é Dilma e seu séquito.

Juca inventa demônios. Cria fantasmas que não existem assustado com a reação da sociedade, que está farta de tantos escândalos.

Kfouri proferiu uma tocaia político emocional. Não colou.

Quem bateu panelas no dia 8 de Março fique tranquilo. Você não é um “golpista” e muito menos um agente imperialista capitalista branco do mal como os defensores do Chavismo repressor tanto querem lhe imputar. Muito pelo contrário. Estamos lutando para a melhora de nosso Brasil e do futuro de nossos filhos.

Ninguém deseja que Dilma saia debaixo de canhões. Seria horrível que isso acontecesse e um grande retrocesso para o nosso país.

Porém, não há nada contra pedir um processo de Impeachment. Está na nossa Constituição e pode ser realizado pelos nossos representantes eleitos. Não há nenhum golpe nisso ou qualquer coisa parecida. Se afirmarem isso estão tentando mentir para vocês com a maior cara de pau.
O histórico panelaço foi uma ode à democracia e ao direito do cidadão expressar a sua indignação

.

Porém, nem Juca Kfouri e seus “robôs” militantes que enchem a sua página de comentários o elogiando entendem isso.

Aliás, a robozada virtual e seus “fakes” na parte de comentários nesse post de Juca Kfouri são tão claros que chega até a ser vexatório. Tente comentar algo por lá que não seja elogios e talvez você tenha seu texto aprovado. Que belo exemplo de democracia digital não?

Eles lembram de 1964, da “marcha da família de Deus pela liberdade” e outras justificativas inúteis para colocar medo e terror na população.

Inutilmente não perceberam que o nosso país mudou de alguns anos para cá. De que o Brasil que eles temem desapareceu há algum tempo assim como a ideologia que eles defendem morreu em 1989 quando um muro caiu em Berlim.
E não existe nada mais conservador e reacionário do que defender uma ideologia morta e os privilégios elitistas de seus companheiros.

Esse é na realidade  o verdadeiro golpismo.

Abraços.

panelaço 2

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OS PSEUDO FASCISTAS E OS IDIOTAS ÚTEIS

22/03/2014
Bolsonaro e Suplicy: dois lados da mesma moeda enferrujada

Bolsonaro e Suplicy: dois lados da mesma moeda enferrujada

Fui pego de surpresa quando soube pelas redes sociais que um protesto intitulado “ A Nova Marcha da Família para Deus pela Liberdade” estaria marcado para hoje em várias cidades brasileiras.

Nunca pensei que ecos de uma história que vai completar 50 anos iria se estender até os dias de hoje. Para quem não sabe esse protesto com o mesmo nome foi uma mobilização da direita (empresários, parte da classe média e da igreja) brasileira nos anos 60 contra as reformas de base do governo João Goulart e seu apoio a sindicatos, partidos e entidades de esquerda.

O auge e a polarização da chamada guerra fria entre EUA e URSS deixava a sua marca no Brasil. O golpe militar de 31 de Março de 1964 pôs Jango para correr o país mergulhou no ostracismo durante 20 anos. A cultura e o desenvolvimento político foi sufocado pelos generais.

Agora 50 anos depois vemos essas pessoas pedirem a volta do regime militar sob a justificativa de que a corrupção acabaria no Brasil.

Desculpem decepcionar os apoiadores dessa marcha, mas de onde vieram figuras como Antônio Carlos Magalhães, Paulo Maluf, Collor e José Sarney? Não foram eles jovens políticos apadrinhados pelos generais?

Vamos fazer um exercício de lembrança caro cidadão.

Você vota em Paulo Maluf e José Sarney e Collor e quer a volta dos militares no poder?

Sim caro colega. VOCÊ e apenas VOCÊ é o responsável pelo Brasil estar nesta draga. Não se exima de sua responsabilidade.

Quer acabar com PT? Ótimo! Eu também quero ver a turma de Lula e Dilma, Dirceu e Genoíno bem longe do Palácio do Planalto. Acredito que o partido dos trabalhadores e sua política desastrosa é um monstro que vai se tornar muito pior do que a ditadura militar de 1964. Afinal não podermos acreditar que um governo dito “democrático” apoie ditadores que fuzilam e assassinam o próprio povo. Vide Cuba e Venezuela.

Temos que aprender a conviver com a democracia em sua plenitude. Debata e vença no campo das ideias. Mostre porque sua forma de pensar pode melhorar a vida da população. Não apele com chavões baratos e nem peça para que um período nefasto da história brasileira retorne.

A política é dura, mas a maior arma ainda está em nossas mãos. Vamos mostrar porque o PT é um partido prejudicial para a nação brasileira e nos mobilizar de forma democrática para derrotá-los no voto e demonstrar a todo o povo brasileiro quem eles são na realidade. A palavra-chave é mobilização.

Não acredito em radicalismos. Abomino a todos. Desde a ultra direita nacionalista como a esquerda cega, fanática e facínora. Ambos são detestáveis e reacionários e não podem ser responsáveis em colocar o Brasil na estrada das trevas novamente. Se temos pretensos fascistas de um lado, existem os idiotas úteis que usam o monopólio da virtude do outro. Ambos ressentidos e rancorosos com os ecos do passado. O que não melhora em nada as nossas perspectivas para um futuro promissor.

O velho ditado já dizia que de boa intenção o inferno está cheio. As duas marchas realizadas ontem em nosso país provaram isso.

Essa espécie de volta ao passado, nojenta por si só revela que o Brasil pouco amadureceu politicamente nos últimos 50 anos. Insistem em debater ideologias e soluções mortas há 20 anos.

Para o Brasil melhorar precisamos de muito mais do que isto.

A ERA DA INSANIDADE

25/02/2014

25.04

 

 

 

Pois é pessoal.

Nós até tentamos escrever um pouco sobre esporte por aqui, mas está difícil devido aos últimos acontecimentos.

Um santista morreu estupidamente por conflitos entre as famigeradas e impunes torcidas uniformizadas.

Márcio Toledo de Barros, membro da Torcida Jovem do Santos, esperava tranquilamente o ônibus para voltar para sua casa.

Foi atacado covardemente por um grupo rival de são paulinos que o assassinaram com barras de ferro e pedras.

Nem mesmo nos tempos das cavernas temos relatos de atos tão vis e bárbaros.

A situação é totalmente insustentável. Já apontamos soluções e alternativas para que este estado de barbárie não se perpetue.

A polícia e o MP fizeram a sua parte quando prenderam marginais do Vasco e Atlético Paranaense que tocaram o terror em Santa Catarina pela última rodada do campeonato brasileiro de 2013.

Na semana passada, marginais que invadiram o CT do Corinthians foram presos.

Apesar do esforço, as ações ainda não surtem o efeito necessário para deter estes covardes. A justiça solta os brucutus porque não existe uma legislação forte e que puna com rigor esses atos criminosos.

O país necessita de uma legislação penal e civil específica para lidar com este problema. Porém, os projetos estão parados na câmara dos deputados. Um acinte e uma ofensa a todos nós brasileiros nas vésperas de uma Copa do Mundo em território nacional.

No podre governo de Dilma Rousseff os deputados pouco se importam com o cidadão brasileiro. Estamos jogados às traças com um código penal arcaico e totalmente ultrapassado que favorece os bandidos e os corruptos. Veja o quanto custou colocar na cadeia os criminosos do mensalão.

Enquanto isso José Maria Marin e seus seguidores ditam as indolentes regras dentro do futebol nacional. Para eles que se dane o Estatuto do Torcedor e suas leis. Compreensível para quem foi um político da ditadura militar e se julga acima do bem e do mal.

A Copa terá um público totalmente diferente nos estádios pelo alto custo dos ingressos. Porém, passada a competição, os velhos problemas vão continuar e com um detalhe: a maioria dos estádios não terá fosso e nem separações que impeçam a parte marginal da torcida de invadir o campo ou barbarizar o local dos abnegados adversários.

O problema é bem mais grave do que se pensa. A exigência de uma legislação específica para o futebol e um Código Penal mais duro é de importância suprema para o Brasil.

Caso contrário, os atos de violência desmedida continuarão como previmos em postagens anteriores. A sociedade civil e principalmente os jogadores de futebol devem tomar uma atitude enérgica contra esses acéfalos.

O que aconteceu no domingo não foi uma briga de bar. Nem mesmo um encontro entre turmas para ver quem bate mais.

Ocorreu um homicídio comandados por um grupo de covardes. Nada mais, nada menos. Que a polícia encontre esses bandidos e os façam cumprir o rigor da lei. Vestir a camisa de uma torcida não dá aval e nem imunidade para eles.

Eles são assassinos e lugar de homicida é atrás das grades.

AMARGA ROTINA

07/02/2014
Organizada do Corinthians invade o CT do clube: o horror

Organizada do Corinthians invade o CT do clube: o horror

A violência no futebol brasileiro se torna uma amarga rotina nos últimos meses.

Desta vez a vítima da vez foram os jogadores do Corinthians que tiveram o seu CT invadido por “torcedores organizados”.

Guerrero, o jogador que fez o gol mais importante da história do clube foi esganado por um grupelho de marginais. Outros tiveram que se esconder para não serem roubados e agredidos pela horda de bárbaros.

Em menos de um semestre já discutimos este assunto em duas oportunidades.

Cansa, pois é um assunto chato. Contudo, não custa repetir.

A direção do Corinthians está colhendo o que plantou. Mario Gobbi não tem coragem de fazer o que seu colega cruzeirense realizou nos últimos meses.

Os anos de financiamentos para a torcida organizada e seu posterior usufruto como instrumento político clubístico interno estão cobrando a sua dívida. Os torcedores de aluguel se acham acima do bem e do mal.

Afinal como culpá-los? Eles tem assistência jurídica e ajuda de parlamentares até quando aprontam em lugares como a Bolívia…

Sem a ação forte e implacável das autoridades junto às associações, agressões, emboscadas e invasões a centro de treinamentos se repetirão. Os atos de violência desses grupos se tornarão insuportáveis.

Em suma, é impossível parar a ação dessas organizações com os dirigentes de clubes que temos.

Hipócritas, covardes, lenientes e até cúmplices, eles não tem a coragem para fazer o que é necessário. Extirpar os bandoleiros e os irracionais.

Lugar de torcida é no estádio e não no centro de treinamento. Muito menos para “tocar o terror” pro causa de apenas 4 jogos de uma pré-temporada muito mal feita no futebol brasileiro. Algo já tradicional e que o grupo “Bom Senso” quer acabar, mas a caduca CBF insiste em continuar até o Marin virar uma múmia egípcia.

No meio desse mar de imundice se deve parabenizar a atitude dos jogadores corintianos que expressaram na sua carta de repúdio tudo o que o presidente do clube não teve o culhão de falar.

Infelizmente ainda é muito pouco. Uma nota de rodapé de um site oficial não vai afastar os trogloditas dos campos de futebol.

Prisão, leis mais severas e punição exemplar dos agressores sim. Sem as chamadas “facilidades” e “escapes jurídicos” que a confusa lei brasileira insiste tanto em nos afrontar e que libera assassinos e estupradores a cada Natal ou apenas cinco anos depois de um crime.

A impunidade causada pela letargia política e a falta de ação mais enérgica dos clubes de futebol contra esses grupos causa um efeito cascata e que piora o barbarismo nos estádios.

Por isso as medidas do presidente cruzeirense Gilvan Pinho Tavares devem ser aplaudidas e imitadas.

Sua conduta contra as organizadas do time mineiro diferenciam aqueles que prejudicam a instituição dos verdadeiros torcedores da raposa. Os clientes que realmente pagam e sustentam o clube.

No dito futebol profissional, o torcedor deve ser tratado com respeito e como um potencial consumidor. Não como gado. O afastamento e medidas que limitam o espectro vil das organizadas atrai um tipo diferente e mais rentável de torcedor.

Muitos afirmam que a limitação das torcidas profissionais acabaria com o espetáculo nos estádios.

Perguntamos. Que tipo de espetáculo? Aquele que vimos na quarta-feira passada no Pacaembu?

Gritos de incentivos, canções e o agito de bandeiras não é de exclusividade das torcidas organizadas. Quem disse que elas tem o monopólio da simples virtude de “torcer”?

Está na hora da justiça, clubes, governos e sociedade civil se unirem contra este mal. Se os times fizerem vista grossa como pretendem, veremos mais uma vez o futebol ser visto nas páginas policiais ao invés dos cadernos esportivos.

Chega da covardia dos políticos e dos cartolas.

Acabem com a violência no futebol agora antes que seja tarde demais.

O TEATRO DOS VAMPIROS

14/12/2013
Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

No dia 24 de Novembro de 2013, o jogador Héverton da Portuguesa foi expulso de campo na partida contra o Bahia.

Se o jogo fosse num campeonato italiano, o atleta da Lusa cumpriria automaticamente a medida imposta pelo tribunal de penas. Ficaria apenas uma partida fora e voltaria na rodada seguinte para ajudar os seus companheiros.

Mas Héverton infelizmente atua no Brasil.

Local em que atletas de futebol são tratados como criminosos em julgamentos e tribunais como se tivessem realizado um assalto a mão armada.

O atleta da Lusa foi julgado posteriormente e com o atraso típico e leniente de todos os nossos tribunais. Héverton foi penalizado com dois jogos numa sexta ao fechar do expediente. Segundo o time paulista, houve uma falha de comunicação do advogado Osvaldo Sestário que representa a Portuguesa e o clube não foi notificado da sentença.

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Sestário: ele comunicou a punição ou não?

O atleta entrou em campo na última rodada no Domingo e por causa de 15 minutos todo o trabalho de um clube de futebol pode ruir como um castelo de areia.

Escandaloso para não dizer patético.

Difícil acreditar que a Portuguesa tenha agido de má-fé. Especialmente um clube que luta todo o ano com as próprias pernas sem ajuda de tribunais ou mídia para não cair.

Novamente os protagonistas não são os atletas que atuam dentro dos gramados, mas sim os desembargadores e auditores. Os mesmos de sempre ou os filhos dos mesmos que usam os tribunais para impor o medo e os seus arrogantes sofismas jurídicos.

O problema não é o Fluminense, nem a Portuguesa. O erro é o STJD existir.

Se o tribunal desportivo brasileiro desaparecer da face da Terra, Héverton teria cumprido sua pena de 1 jogo e fim de papo. Nada de julgamentos e holofotes para se julgar o óbvio.

A confusão está formada. Se a Portuguesa for rebaixada um imenso oceano de esterco vai tomar conta do futebol brasileiro como em 1999, 2000 e 2005.

Infelizmente no Brasil é cada um por si. Se os clubes fossem mais unidos eles teriam que se rebelar contra outra “virada de mesa” vergonhosa para o futebol brasileiro. Algo que julgávamos extinto e enterrado num passado sombrio.

Mas lá vem o STJD outra vez aplicar a mão pesada da “lei” contra um clube do estado de São Paulo. Mão que não usou em diversas oportunidades em escândalos muito mais vergonhosos como uma partida entre Fortaleza e CRB pela série C em 2011.

A solução para esta palhaçada terminar é bem simples. A formação da Liga de Clubes do Futebol Brasileiro, a extinção do STJD e a formação de um Tribunal de Penas.

Mas o individualismo prevalece e a confusão está armada… de novo.

Se a Portuguesa for rebaixada, as coisas não ficarão baratas.  O clube do Canindé vai recorrer na justiça comum. Está no seu direito.

O teatro dos vampiros está armado. Todos sabem o que vai acontecer, mas esperam inertes o banho de sangue.

Ou seja, a queda desvairada e vergonhosa da Associação Portuguesa de Desportos.

Tudo porque se insiste se gastar tempo e dinheiro para se julgar um mero pontapé. Algo óbvio e que seria feito num Tribunal de Penas em 5 minutos, sem advogados ou promotores.

Porém numa república cartorária e burocrática instalada tradicionalmente desde os tempos de D. João VI, o Brasil vai assistir mais uma vez o paletó e a gravata prevalecer sobre a chuteira.

Simplesmente pavoroso.

2014 não poderia começar melhor para o país sede da Copa do Mundo.

Uma virada de mesa disfarçada de medida legal, como nos bons e velhos tempos.

Os Zveiters mudam, mas as coisas continuam as mesmas.

A REDUNDANTE VIOLÊNCIA

14/12/2013
Jornal Marca destaca a violência em Joinville: vergonha mundial

Jornal Marca destaca a violência em Joinville: vergonha mundial

Não se passaram nem dois meses da postagem “O Efeito Churrascada” e novamente vimos atos de selvageria e brutalidade protagonizados pelas torcidas organizadas no último final de semana.

Já está ficando chato, para não dizer redundante o assunto referente a violência nos estádios.

Nem é preciso repetir o que já foi escrito por aqui. Estamos carecas de saber os motivos que trazem esses marginais à tona.

Não vamos mais analisar o que já foi destrinchado há vários anos.

antiga arena romana? UFC? guerra no Iraque? Não, apenas um estádio de futebol no Brasil

antiga arena romana? UFC? guerra no Iraque? Não, apenas um estádio de futebol no Brasil

Passou da hora das autoridades eleitas pela população agirem com rigor.

Lugar de bandido, brigão e vagabundo é na jaula, não num estádio de futebol.

Por pouco pessoas não morreram ao vivo no estádio do Joinville. Faltou muito pouco graças a incompetência de todos os envolvidos. Do Atlético Paranaense, do Vasco, da CBF, do Ministério Público e da Polícia de Santa Catarina.

Uma aberração.

Até quando?

A LEI É PARA TODOS!

25/11/2013

charge mensaleios

José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares presos políticos?

Faz-me rir.

Como, quando e onde se os mesmos foram enjaulados por corrupção num regime democrático em que o governo do partido deles infelizmente comanda os destinos de nossa nação?

Marcos Valério, Simone Vasconcelos, Cristiano Paz e o agora fugitivo Henrique Pizzolato não eram petistas de carteirinha pelo que se saiba, mas ambos também foram alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal. Eles são presos políticos também ou apenas participantes de um dos maiores esquemas de compra de votos que o país já presenciou?

Lembremos que o evangélico Bispo Rodrigues, os petebistas Roberto Jéferson e Romeu Queiroz não deixaram de passar pelo crivo da legislação criminal.

Sim amigos, a lei não faz distinção religiosa ou partidária.

Cometeu um crime? Jaula! Deveria ser assim sempre. Raramente vemos um delinquente do colarinho branco atrás das grades no Brasil e quando finalmente isso ocorre constatamos horrorizados uma verborragia escatológica e irracional de alguns intelectualóides psicopatas.

Verdadeiros Catões ensandecidos que acreditam na sua aura megalomaníaca, mas que se revela mesquinha e torpe.

Alguém lembra dos petistas num passado não muito distante?

Eram os mesmos que pregavam “ética na política” e ao menor sinal de corrupção do governo Collor e Fernando Henrique vociferavam discursos a favor da moralidade. Ambos davam entrevistas alegremente e usavam os microfones para destilar todo o seu esterco político.

Foram contra o colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves, não assinaram a Constituição de 1988 e chamaram o plano real de “eleitoreiro”, além de criticarem ferozmente as privatizações em que praticamente todos os brasileiros se beneficiaram.

Se dependêssemos do PT ainda estaríamos fazendo fila para ganhar uma linha na antiga Telesp. O radicalismo pesou nas sucessivas derrotas eleitorais e tiveram que amainar o seu discurso como lobos em peles de cordeiro.

O Brasil acreditou nessas figuras e o tragicômico Luis Inácio Lula da Silva foi eleito.

Quando a máscara caiu em 2005 todos os brasileiros passaram a ver o que o PT realmente era.

Um covil de cordeiros “caga regra” recheada de cães maliciosos e corruptos.

Todos os envolvidos no pavoroso escândalo do Mensalão tiveram amplo direito de defesa no STF. Seus caros advogados, alguns pagos com o nosso dinheiro protelaram decisões e atrasaram o processo com inúmeros recursos judiciais que só existem no Brasil.

Ainda tem a cara de pau de dizerem que são presos políticos?

Não são.

Dirceu e Genuíno desonram aqueles que foram presos na ditadura militar e morreram nos porões do Dops.

Abusam de bravatas e chavões baratos para justificar a prisão deles como se roubar o dinheiro público fosse algo menor.

Não “companheiros”.

Vocês não são presos políticos. São bandidos comuns como qualquer outro estelionatário.

A democracia em nosso país chegou e ironicamente vocês se tornaram aquilo que vocês sempre apontaram o dedo.

A lei é para todos. Desde o sujeito que rouba uma galinha até para um ex-guerrilheiro que lutou contra a ditadura militar. Não importa quem vocês sejam ou quem tenham sido. Ser de “esquerda” não lhe dá nenhuma aura de moralidade ou imunidade sagrada. Muito pelo contrário. Stalin, Mao, Fidel Castro e Pol Pot que o digam. Assassinos cruéis e genocidas desalmados.

Não adianta levantarem o braço com o punho cerrado como fazem a horda de fanáticos irracionais. Nem abusarem de sofismas e chavões baratos enterrados com o muro de Berlim em 1989.

Vocês estão no limbo da história como os pedaços das cercanias do portão de Brandenburgo.

Que o falso moralismo público petista e suas figuras grotescas sejam apenas um sopro do passado e que tenhamos verdadeiros políticos comprometidos com o bem estar de nossa população.

“Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.”

Abraham Lincoln

UMA NOVA LUZ

20/06/2013

protestosbrasil

Depois de um bom tempo calado eis que resolvi me pronunciar sobre os protestos que estão trazendo uma nova luz a este país chamado Brasil.

Logo que essas movimentações começaram na Avenida Paulista achei que se tratava de um pequeno grupo que visava trazer algum desconforto ao governo Alckmin para ganhos eleitorais dos sacanas políticos petistas na eleição do ano que vem.

A minha suspeita era fundamentada principalmente por ver bandeiras de partidos de ultra esquerda como o PSTU, PCO e o PSOL ( o PT de antigamente) e também pela destruição de bens públicos onde trabalhadores se locomovem porcamente para ganhar a vida. Não acreditei que o movimento “Passe Livre” estivesse realmente em apenas baixar a tarifa do transporte público em São Paulo. Para mim se tratava mais de uma “Ação Coringa” para instalar um pouco de “caos” e se esconder um objetivo velado.

Além disso achei a reivindicação dos manifestantes um tanto utópica. Não dá para se ter transporte gratuito em São Paulo. No capitalismo em que vivemos nada é de graça. Se é “na faixa” de um lado isso vai pesar no bolso do contribuinte do outro. A ordem dos fatores não altera o produto. Essa máxima matemática também serve nesse caso.

Porém as manifestações ganharam corpo com a brutal repressão da polícia paulista na semana passada na Avenida Paulista. Balas de borracha em jornalistas e cidadãos agredidos como traficantes da pior espécie catapultaram um dos maiores movimentos populares que o Brasil já viu em sua história.

A questão de R$ 3,20 reais ficou apenas como pauta reivindicatória. Os brasileiros saíram às ruas como um enxame de abelhas zangadas furiosas protestando contra a corrupção incontrolável dos políticos e que destroem esta nação desde que os portugueses pisaram nessa terra.

Sem nenhum vínculo partidário jovens de toda a nação brasileira tomaram o asfalto e fizeram tremer os arrogantes e risonhos políticos brasileiros.

Há muito tempo este blog afirma. Não basta votar, tem que participar. A democracia não acaba com o voto.

Não sei se os líderes do movimento estavam prevendo o que iria acontecer. Em todos os cantos, em todas as esquinas do Brasil, os jovens saíram as ruas para gritar contra a Copa do Mundo e os governantes vigaristas. Como num smartphone imaginário, a população escolheu várias pautas de protesto como uma opção de menu.

Mas a verdade é uma só. O Brasil grita contra a nossa pérfida politica nacional.

protesto

Uma política que permite que deputados condenados por corrupção no Supremo Tribunal Federal tenham a cara de pau de serem membros da Comissão de Constituição e Justiça.

Uma política que permite que o Congresso vote uma PEC 37 para aliviar a barra de políticos ladrões de quinta categoria frente a justiça e que os torne  inimputáveis de quase tudo.

Uma política que deixa um fanático religioso ter a infeliz ideia de presidir a Comissão de Direitos Humanos na Câmara e na calada da noite aprovar uma horripilante e nazista “cura gay”. Uma medida arcaica e preconceituosa comparável aos piores regimes teocráticos do Oriente Médio.

Uma política que permite que os governantes que chupam as bolas dos velhacos corruptos da Fifa e que gastem bilhões de reais em “arenas”. Que destruam o Maracanã e toda a sua arquitetura para fazer uma “construção padrão” igual a todas as outras. Que construam elefantes brancos em cidades onde o público de futebol é pífio apenas para agradar políticos e federações locais.

Uma política que sucateia a nossa educação e saúde em prol de mais de 20 bilhões de reais em estádios de futebol, que só vão dar lucro a cada vez mais corrupta Fifa.

Aliás, não era o PT o partido dos pobres? O partido que iria melhorar a nossa educação? O partido que iria dar um basta ao caos da nossa saúde?

Em 11 anos nada mudou. A corrupção continuou a rodo e os “salvadores da pátria” viraram a pior espécie de vilões. O cocô do cavalo do bandido. Corruptos, dissimulados, covardes.

A oposição ajudou a construir este estado de coisas com o seu rabo preso. A sua leniência e também a corrupção de seus envolvidos.

Isto é ponto pacífico neste blog há anos. A política nacional precisa se higienizar.

E não há nada melhor do que o nosso voto.

Vamos protestar sim. Vamos encher a Paulista e outras praças do país todo mas sem quebrar o patrimônio público e sem forçar a barra contra autoridades legitimamente eleitas.

Quebrar o que é nosso não é protesto, é fascismo. Coisa de facínora. E ao contrário do que dizem não é uma “minoria” que faz isso. Se a situação se descontrolar vão dar razão aos cacetetes e às balas de borracha. Impedir a imprensa de fazer o seu papel democrático é um absurdo.

Proteste civilizadamente com todos os direitos que a nossa Constituição lhe assegura mas respeite o direito dos outros.

Ainda vai demorar muito para sabermos o que realmente está acontecendo e tão rápido como o movimento surgiu ele pode simplesmente desaparecer.

Mas é a primeira vez que vemos uma mobilização tão forte causada pelas redes sociais e com uma mensagem curta e clara.

O Brasil não é mais um país de otários e de conformados.

Fomos surpreendidos porque julgávamos que os jovens de hoje em dia só queriam saber de festinhas regadas a cerveja numa “happy hour” de sexta-feira.

Nossos filhos nos surpreenderam porque alguns se mostraram verdadeiros cidadãos. Ganharam as ruas e mostraram que nosso país tem futuro e um caminho.

Uma luz se acendeu no Brasil no mês de Junho de 2013.

E vai ser muito difícil apagá-la.

MARACANÃ: ESCAMBO PÓS-MODERNO

16/04/2013
Maracanã: 100% de investimento público entregue de graça para a iniciativa privada

Maracanã: 100% de investimento público entregue de graça para a iniciativa privada

O ex-gigantesco Maracanã, palco da final da Copa 2014 é sem dúvida o estádio que mais gera polêmicas desde que foi escolhido para ser uma das sedes da competição da Fifa.

A sede da final do Mundial de 50 ser escolhida para uma nova decisão do mundial de seleções 64 anos depois era uma decisão óbvia. O Maraca sempre foi um dos maiores templos do futebol mundial, palco de partidas e times inesquecíveis.

A modernização do estádio para comportar as exigências absurdas da Fifa é um retrato fidedigno da grande balbúrdia governamental que infelizmente se alastra em nosso país.

Nós salientamos que não temos nada contra as chamadas “concessões”. Privatizar mesmo que veladamente um estádio de futebol é algo necessário pois o governo não tem capital suficiente para sustentar arenas colossais. O estado deve se preocupar com outros fatores como saúde, educação, etc.

Porém, o que se faz atualmente no Maracanã é um escândalo de proporções bíblicas. Um desrespeito ao cidadão brasileiro que paga metade do seu salário em impostos durante todos os anos.

Governantes como o sr. Sérgio Cabral Filho deveriam ser presos por tanta desonradez pública e cara de pau.

Não temos nada contra o capitalismo. Muito pelo contrário. Mas não devemos admitir em nenhuma hipótese esse disfarce, esse embuste, este falso capitalismo que o governador do Rio de Janeiro tenta nos enfiar goela abaixo.

Afinal de contas o que o sr. Eike Batista produz de efetivo? Ele construiu algo sem ajuda governamental como a Microsoft? A Apple? A General Motors?

No Brasil empresário bem sucedido virou sinônimo daquele que consegue benesses governamentais e não produz nem 50% do que diz ter. Disfarça e incendeia números escandalosamente. Mas a matemática é exata e cruel. Hoje vemos que o Sr. Eike não figura nem entre os 20 primeiros mais ricos do mundo. A lógica é cruel. Produção = lucro. Disfarce e ostentação = prejuízo.

Se a Odebretch e a IMX realmente fossem capitalistas elas gastariam boa parte do seu dinheiro na reconstrução do Maracanã. Formariam uma real parceria público-privada com seu patrimônio financeiro envolvido. Teriam todo o direito de empresariar o estádio, como será feito inclusive na Arena do Grêmio e do Palmeiras.

Mas o que essas empresinhas fazem? Esperam o governo estadual investir quase 1 bilhão de reais do NOSSO dinheiro no Maracanã para depois da mão grande vencerem uma licitação praticamente casada e faturar uma grana alta sem ter investido em absolutamente nada.

Pois é amigos. Esse é o conceito de “falso capitalismo”. Muitas empresas vivem de mamar nas tetas governamentais e não investem em praticamente nada. Querem ganhar muito e gastar pouco. Um grande negócio. Em países como o Brasil a festa é garantida. Em qualquer nação decente do planeta essa “licitação” seria considerada um crime federal, mas não vivemos num país realmente democrático. Os pusilânimes governantes fazem o que querem. Agradam os seus compadres e financiadores eleitorais.

513 anos se passaram e os índios continuam a serem expulsos de suas moradias. De Cabral a Cabral ,a pérfida simbiose entre governantes e “empresários” chegados continua. Quem perde é a população que assiste estupefata uma escola e um parque aquático serem demolidos para que o carro de uma autoridade velhaca e peidorreira da Fifa entre no estádio sem ser incomodada. Um escambo pós-moderno.

O Maracanã nunca precisou de estacionamentos. Já discutimos aqui a mobilidade urbana dos estádios. Mas Cabral e companhia atendem a todas as exigências dos velhinhos da federação internacional. Se ajoelham para os poderosos e mostram a bunda para os oprimidos.

Independente de como será a Copa de 2014 a mácula da construção dos estádios brasileiros está consolidada. O legado para o Brasil é triste. O Maracanã lindo e reformado pela segunda vez em menos de 10 anos é um firme e bisonho exemplo de que os brasileiros ainda tem muito o que aprender quando socam o maldito dedo na urna eletrônica.

O Maraca é nosso, apenas no custo. A alegria no final ficará por conta deles.

IRRESPONSABILIDADE

16/04/2013
Arena Palestra: do improviso a tragédia

Arena Palestra: do improviso a tragédia

Carlos de Jesus tinha 34 anos. Há 15 anos saiu de sua cidade natal Araci na Bahia para tentar a sorte na cidade de São Paulo, assim como milhares de seus conterrâneos fazem todos os anos em busca de uma vida mais digna.

Ontem o sonho desse operário terminou. Num trágico acontecimento, as vigas em construção dos camarotes da Arena Palestra desabaram e Carlos não resistiu aos ferimentos.

Poderíamos dizer que tudo não passou de um acidente. De que ninguém poderá ser considerado culpado por essa morte.

Mas infelizmente nesse caso todos são responsáveis. Da Prefeitura da cidade de São Paulo, da construtora W Torre e também da diretoria palmeirense.

O acidente ocorreu justamente no local onde existe uma parte de arquibancada do antigo estádio Palestra Itália. Estava sendo construído ali uma espécie de adaptação. Um “puxadinho” já que a Prefeitura de São Paulo munida com a sua pseudo rigorosidade das leis de zoneamento só permitiu que a obra da nova Arena Palestra seguisse com o nome de “reforma”.

O velho conceito do “jeitinho brasileiro” foi usado mais uma vez. A W Torre e o Palmeiras para não ficaram estagnados com prazos e vistorias burocráticas entraram na onda da prefeitura de São Paulo gerida por Gilberto Kassab. Começaram a “reformar” o estádio e deixaram aquele pedaço para burlar a lei vigente. A Prefeitura fez vista grossa e ontem vimos o resultado dessa irresponsabilidade.

Todos nós devemos prestar muita atenção nas atitudes dos governantes. São eles que realizam essas barbaridades com a anuência das empreiteiras. Como já foi escrito em artigos anteriores, se existe a lei que ela seja cumprida por todos.

A Prefeitura não poderia deixar essa “reforma” acontecer e só liberar a obra quando o pedaço arquibancada antiga fosse derrubada. Mas devido a leis complexas de zoneamento a Arena Palestra só poderia ser erguida dessa maneira.

Leis que não foram cumpridas pelo Corinthians na construção do Itaquerão e que tiveram suas obras liberadas a toque de caixa sem a devida fiscalização dos órgãos municipais e que não respeitou prazos e licenças vigentes.

Ao mesmo tempo que se utilizou a pseudo rigorosidade da lei num caso, não se aplicou medidas paliativas no outro. Uma irresponsabilidade.

Agora veremos ações e fiscalização de órgãos como o Ministério Público entre outros.

Tarde demais.

Carlos de Jesus deixou  mulher e 3 filhos.