Archive for the ‘Polícia’ Category

A ERA DA INSANIDADE

25/02/2014

25.04

 

 

 

Pois é pessoal.

Nós até tentamos escrever um pouco sobre esporte por aqui, mas está difícil devido aos últimos acontecimentos.

Um santista morreu estupidamente por conflitos entre as famigeradas e impunes torcidas uniformizadas.

Márcio Toledo de Barros, membro da Torcida Jovem do Santos, esperava tranquilamente o ônibus para voltar para sua casa.

Foi atacado covardemente por um grupo rival de são paulinos que o assassinaram com barras de ferro e pedras.

Nem mesmo nos tempos das cavernas temos relatos de atos tão vis e bárbaros.

A situação é totalmente insustentável. Já apontamos soluções e alternativas para que este estado de barbárie não se perpetue.

A polícia e o MP fizeram a sua parte quando prenderam marginais do Vasco e Atlético Paranaense que tocaram o terror em Santa Catarina pela última rodada do campeonato brasileiro de 2013.

Na semana passada, marginais que invadiram o CT do Corinthians foram presos.

Apesar do esforço, as ações ainda não surtem o efeito necessário para deter estes covardes. A justiça solta os brucutus porque não existe uma legislação forte e que puna com rigor esses atos criminosos.

O país necessita de uma legislação penal e civil específica para lidar com este problema. Porém, os projetos estão parados na câmara dos deputados. Um acinte e uma ofensa a todos nós brasileiros nas vésperas de uma Copa do Mundo em território nacional.

No podre governo de Dilma Rousseff os deputados pouco se importam com o cidadão brasileiro. Estamos jogados às traças com um código penal arcaico e totalmente ultrapassado que favorece os bandidos e os corruptos. Veja o quanto custou colocar na cadeia os criminosos do mensalão.

Enquanto isso José Maria Marin e seus seguidores ditam as indolentes regras dentro do futebol nacional. Para eles que se dane o Estatuto do Torcedor e suas leis. Compreensível para quem foi um político da ditadura militar e se julga acima do bem e do mal.

A Copa terá um público totalmente diferente nos estádios pelo alto custo dos ingressos. Porém, passada a competição, os velhos problemas vão continuar e com um detalhe: a maioria dos estádios não terá fosso e nem separações que impeçam a parte marginal da torcida de invadir o campo ou barbarizar o local dos abnegados adversários.

O problema é bem mais grave do que se pensa. A exigência de uma legislação específica para o futebol e um Código Penal mais duro é de importância suprema para o Brasil.

Caso contrário, os atos de violência desmedida continuarão como previmos em postagens anteriores. A sociedade civil e principalmente os jogadores de futebol devem tomar uma atitude enérgica contra esses acéfalos.

O que aconteceu no domingo não foi uma briga de bar. Nem mesmo um encontro entre turmas para ver quem bate mais.

Ocorreu um homicídio comandados por um grupo de covardes. Nada mais, nada menos. Que a polícia encontre esses bandidos e os façam cumprir o rigor da lei. Vestir a camisa de uma torcida não dá aval e nem imunidade para eles.

Eles são assassinos e lugar de homicida é atrás das grades.

AMARGA ROTINA

07/02/2014
Organizada do Corinthians invade o CT do clube: o horror

Organizada do Corinthians invade o CT do clube: o horror

A violência no futebol brasileiro se torna uma amarga rotina nos últimos meses.

Desta vez a vítima da vez foram os jogadores do Corinthians que tiveram o seu CT invadido por “torcedores organizados”.

Guerrero, o jogador que fez o gol mais importante da história do clube foi esganado por um grupelho de marginais. Outros tiveram que se esconder para não serem roubados e agredidos pela horda de bárbaros.

Em menos de um semestre já discutimos este assunto em duas oportunidades.

Cansa, pois é um assunto chato. Contudo, não custa repetir.

A direção do Corinthians está colhendo o que plantou. Mario Gobbi não tem coragem de fazer o que seu colega cruzeirense realizou nos últimos meses.

Os anos de financiamentos para a torcida organizada e seu posterior usufruto como instrumento político clubístico interno estão cobrando a sua dívida. Os torcedores de aluguel se acham acima do bem e do mal.

Afinal como culpá-los? Eles tem assistência jurídica e ajuda de parlamentares até quando aprontam em lugares como a Bolívia…

Sem a ação forte e implacável das autoridades junto às associações, agressões, emboscadas e invasões a centro de treinamentos se repetirão. Os atos de violência desses grupos se tornarão insuportáveis.

Em suma, é impossível parar a ação dessas organizações com os dirigentes de clubes que temos.

Hipócritas, covardes, lenientes e até cúmplices, eles não tem a coragem para fazer o que é necessário. Extirpar os bandoleiros e os irracionais.

Lugar de torcida é no estádio e não no centro de treinamento. Muito menos para “tocar o terror” pro causa de apenas 4 jogos de uma pré-temporada muito mal feita no futebol brasileiro. Algo já tradicional e que o grupo “Bom Senso” quer acabar, mas a caduca CBF insiste em continuar até o Marin virar uma múmia egípcia.

No meio desse mar de imundice se deve parabenizar a atitude dos jogadores corintianos que expressaram na sua carta de repúdio tudo o que o presidente do clube não teve o culhão de falar.

Infelizmente ainda é muito pouco. Uma nota de rodapé de um site oficial não vai afastar os trogloditas dos campos de futebol.

Prisão, leis mais severas e punição exemplar dos agressores sim. Sem as chamadas “facilidades” e “escapes jurídicos” que a confusa lei brasileira insiste tanto em nos afrontar e que libera assassinos e estupradores a cada Natal ou apenas cinco anos depois de um crime.

A impunidade causada pela letargia política e a falta de ação mais enérgica dos clubes de futebol contra esses grupos causa um efeito cascata e que piora o barbarismo nos estádios.

Por isso as medidas do presidente cruzeirense Gilvan Pinho Tavares devem ser aplaudidas e imitadas.

Sua conduta contra as organizadas do time mineiro diferenciam aqueles que prejudicam a instituição dos verdadeiros torcedores da raposa. Os clientes que realmente pagam e sustentam o clube.

No dito futebol profissional, o torcedor deve ser tratado com respeito e como um potencial consumidor. Não como gado. O afastamento e medidas que limitam o espectro vil das organizadas atrai um tipo diferente e mais rentável de torcedor.

Muitos afirmam que a limitação das torcidas profissionais acabaria com o espetáculo nos estádios.

Perguntamos. Que tipo de espetáculo? Aquele que vimos na quarta-feira passada no Pacaembu?

Gritos de incentivos, canções e o agito de bandeiras não é de exclusividade das torcidas organizadas. Quem disse que elas tem o monopólio da simples virtude de “torcer”?

Está na hora da justiça, clubes, governos e sociedade civil se unirem contra este mal. Se os times fizerem vista grossa como pretendem, veremos mais uma vez o futebol ser visto nas páginas policiais ao invés dos cadernos esportivos.

Chega da covardia dos políticos e dos cartolas.

Acabem com a violência no futebol agora antes que seja tarde demais.

O TEATRO DOS VAMPIROS

14/12/2013
Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

No dia 24 de Novembro de 2013, o jogador Héverton da Portuguesa foi expulso de campo na partida contra o Bahia.

Se o jogo fosse num campeonato italiano, o atleta da Lusa cumpriria automaticamente a medida imposta pelo tribunal de penas. Ficaria apenas uma partida fora e voltaria na rodada seguinte para ajudar os seus companheiros.

Mas Héverton infelizmente atua no Brasil.

Local em que atletas de futebol são tratados como criminosos em julgamentos e tribunais como se tivessem realizado um assalto a mão armada.

O atleta da Lusa foi julgado posteriormente e com o atraso típico e leniente de todos os nossos tribunais. Héverton foi penalizado com dois jogos numa sexta ao fechar do expediente. Segundo o time paulista, houve uma falha de comunicação do advogado Osvaldo Sestário que representa a Portuguesa e o clube não foi notificado da sentença.

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Sestário: ele comunicou a punição ou não?

O atleta entrou em campo na última rodada no Domingo e por causa de 15 minutos todo o trabalho de um clube de futebol pode ruir como um castelo de areia.

Escandaloso para não dizer patético.

Difícil acreditar que a Portuguesa tenha agido de má-fé. Especialmente um clube que luta todo o ano com as próprias pernas sem ajuda de tribunais ou mídia para não cair.

Novamente os protagonistas não são os atletas que atuam dentro dos gramados, mas sim os desembargadores e auditores. Os mesmos de sempre ou os filhos dos mesmos que usam os tribunais para impor o medo e os seus arrogantes sofismas jurídicos.

O problema não é o Fluminense, nem a Portuguesa. O erro é o STJD existir.

Se o tribunal desportivo brasileiro desaparecer da face da Terra, Héverton teria cumprido sua pena de 1 jogo e fim de papo. Nada de julgamentos e holofotes para se julgar o óbvio.

A confusão está formada. Se a Portuguesa for rebaixada um imenso oceano de esterco vai tomar conta do futebol brasileiro como em 1999, 2000 e 2005.

Infelizmente no Brasil é cada um por si. Se os clubes fossem mais unidos eles teriam que se rebelar contra outra “virada de mesa” vergonhosa para o futebol brasileiro. Algo que julgávamos extinto e enterrado num passado sombrio.

Mas lá vem o STJD outra vez aplicar a mão pesada da “lei” contra um clube do estado de São Paulo. Mão que não usou em diversas oportunidades em escândalos muito mais vergonhosos como uma partida entre Fortaleza e CRB pela série C em 2011.

A solução para esta palhaçada terminar é bem simples. A formação da Liga de Clubes do Futebol Brasileiro, a extinção do STJD e a formação de um Tribunal de Penas.

Mas o individualismo prevalece e a confusão está armada… de novo.

Se a Portuguesa for rebaixada, as coisas não ficarão baratas.  O clube do Canindé vai recorrer na justiça comum. Está no seu direito.

O teatro dos vampiros está armado. Todos sabem o que vai acontecer, mas esperam inertes o banho de sangue.

Ou seja, a queda desvairada e vergonhosa da Associação Portuguesa de Desportos.

Tudo porque se insiste se gastar tempo e dinheiro para se julgar um mero pontapé. Algo óbvio e que seria feito num Tribunal de Penas em 5 minutos, sem advogados ou promotores.

Porém numa república cartorária e burocrática instalada tradicionalmente desde os tempos de D. João VI, o Brasil vai assistir mais uma vez o paletó e a gravata prevalecer sobre a chuteira.

Simplesmente pavoroso.

2014 não poderia começar melhor para o país sede da Copa do Mundo.

Uma virada de mesa disfarçada de medida legal, como nos bons e velhos tempos.

Os Zveiters mudam, mas as coisas continuam as mesmas.

A REDUNDANTE VIOLÊNCIA

14/12/2013
Jornal Marca destaca a violência em Joinville: vergonha mundial

Jornal Marca destaca a violência em Joinville: vergonha mundial

Não se passaram nem dois meses da postagem “O Efeito Churrascada” e novamente vimos atos de selvageria e brutalidade protagonizados pelas torcidas organizadas no último final de semana.

Já está ficando chato, para não dizer redundante o assunto referente a violência nos estádios.

Nem é preciso repetir o que já foi escrito por aqui. Estamos carecas de saber os motivos que trazem esses marginais à tona.

Não vamos mais analisar o que já foi destrinchado há vários anos.

antiga arena romana? UFC? guerra no Iraque? Não, apenas um estádio de futebol no Brasil

antiga arena romana? UFC? guerra no Iraque? Não, apenas um estádio de futebol no Brasil

Passou da hora das autoridades eleitas pela população agirem com rigor.

Lugar de bandido, brigão e vagabundo é na jaula, não num estádio de futebol.

Por pouco pessoas não morreram ao vivo no estádio do Joinville. Faltou muito pouco graças a incompetência de todos os envolvidos. Do Atlético Paranaense, do Vasco, da CBF, do Ministério Público e da Polícia de Santa Catarina.

Uma aberração.

Até quando?

A LEI É PARA TODOS!

25/11/2013

charge mensaleios

José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares presos políticos?

Faz-me rir.

Como, quando e onde se os mesmos foram enjaulados por corrupção num regime democrático em que o governo do partido deles infelizmente comanda os destinos de nossa nação?

Marcos Valério, Simone Vasconcelos, Cristiano Paz e o agora fugitivo Henrique Pizzolato não eram petistas de carteirinha pelo que se saiba, mas ambos também foram alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal. Eles são presos políticos também ou apenas participantes de um dos maiores esquemas de compra de votos que o país já presenciou?

Lembremos que o evangélico Bispo Rodrigues, os petebistas Roberto Jéferson e Romeu Queiroz não deixaram de passar pelo crivo da legislação criminal.

Sim amigos, a lei não faz distinção religiosa ou partidária.

Cometeu um crime? Jaula! Deveria ser assim sempre. Raramente vemos um delinquente do colarinho branco atrás das grades no Brasil e quando finalmente isso ocorre constatamos horrorizados uma verborragia escatológica e irracional de alguns intelectualóides psicopatas.

Verdadeiros Catões ensandecidos que acreditam na sua aura megalomaníaca, mas que se revela mesquinha e torpe.

Alguém lembra dos petistas num passado não muito distante?

Eram os mesmos que pregavam “ética na política” e ao menor sinal de corrupção do governo Collor e Fernando Henrique vociferavam discursos a favor da moralidade. Ambos davam entrevistas alegremente e usavam os microfones para destilar todo o seu esterco político.

Foram contra o colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves, não assinaram a Constituição de 1988 e chamaram o plano real de “eleitoreiro”, além de criticarem ferozmente as privatizações em que praticamente todos os brasileiros se beneficiaram.

Se dependêssemos do PT ainda estaríamos fazendo fila para ganhar uma linha na antiga Telesp. O radicalismo pesou nas sucessivas derrotas eleitorais e tiveram que amainar o seu discurso como lobos em peles de cordeiro.

O Brasil acreditou nessas figuras e o tragicômico Luis Inácio Lula da Silva foi eleito.

Quando a máscara caiu em 2005 todos os brasileiros passaram a ver o que o PT realmente era.

Um covil de cordeiros “caga regra” recheada de cães maliciosos e corruptos.

Todos os envolvidos no pavoroso escândalo do Mensalão tiveram amplo direito de defesa no STF. Seus caros advogados, alguns pagos com o nosso dinheiro protelaram decisões e atrasaram o processo com inúmeros recursos judiciais que só existem no Brasil.

Ainda tem a cara de pau de dizerem que são presos políticos?

Não são.

Dirceu e Genuíno desonram aqueles que foram presos na ditadura militar e morreram nos porões do Dops.

Abusam de bravatas e chavões baratos para justificar a prisão deles como se roubar o dinheiro público fosse algo menor.

Não “companheiros”.

Vocês não são presos políticos. São bandidos comuns como qualquer outro estelionatário.

A democracia em nosso país chegou e ironicamente vocês se tornaram aquilo que vocês sempre apontaram o dedo.

A lei é para todos. Desde o sujeito que rouba uma galinha até para um ex-guerrilheiro que lutou contra a ditadura militar. Não importa quem vocês sejam ou quem tenham sido. Ser de “esquerda” não lhe dá nenhuma aura de moralidade ou imunidade sagrada. Muito pelo contrário. Stalin, Mao, Fidel Castro e Pol Pot que o digam. Assassinos cruéis e genocidas desalmados.

Não adianta levantarem o braço com o punho cerrado como fazem a horda de fanáticos irracionais. Nem abusarem de sofismas e chavões baratos enterrados com o muro de Berlim em 1989.

Vocês estão no limbo da história como os pedaços das cercanias do portão de Brandenburgo.

Que o falso moralismo público petista e suas figuras grotescas sejam apenas um sopro do passado e que tenhamos verdadeiros políticos comprometidos com o bem estar de nossa população.

“Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.”

Abraham Lincoln

O EFEITO CHURRASCADA

14/10/2013
Morumbi e Independência: novas cenas de horror

Morumbi e Independência: novas cenas de horror

Ontem num domingo que poderia ser de festa vimos novas demonstrações de imbecilidade de torcedores organizados.

No Morumbi, a principal torcida organizada do clube brigou com a polícia no intervalo do clássico entre o São Paulo e o Corinthians.

No estádio Independência os abnegados de aluguel do Cruzeiro ( que são líderes do campeonato brasileiro, pasmem!) se espancaram em cenas lamentáveis de pugilato e MMA. Imaginem se eles estivessem na parte de baixo da tabela.

Não adianta. Enquanto não morrer 100 pessoas de uma vez nenhuma autoridade vai tomar uma providência necessária.

A lei está aí. O código penal também. Chega de tratar brigas de marginais como conflito entre moleques. Cadeia neles.

Mas às vésperas da Copa do Mundo no Brasil ano que vem nada será feito.

A pergunta que fazemos é a seguinte. E aí Juvenal? Vai dar churrasco pra organizada hoje?

A responsabilidade dessas cenas horripilantes é da turba de selvagens, mas elas poderiam ser evitadas se não houvesse a cumplicidade dos dirigentes de futebol.

Alguns deles deveriam responder processo por financiar e incentivar o crescimento dessas torcidas nos estádios.

Curioso é ver o presidente do Corinthians,Mário Gobbi pedir punição exemplar ao São Paulo.

Logo ele que fez das tripas coração para libertar 12 corintianos suspeitos de terem assassinado um rapaz na Bolívia. Inclusive com ajuda do governo federal e do Itamaraty. Como se os mesmos fossem santos imaculados pela pureza.

Quando saíram da cadeia o que alguns deles fizeram depois? Foram flagrados brigando no estádio nacional de Brasília.

O Corinthians perdeu o mando por causa de seus torcedores brigões, mas ao invés de acatar a pena e responsabilizar os seus torcedores como fez corajosamente o presidente do Coritiba em 2009, o que o sujeito faz?

Fala em perseguição do STJD e recorre das penas.

No final disso tudo são os cartolas pelegos e a inércia e cumplicidade das autoridades as responsáveis pelas tristes cenas que vemos nas arenas brasileiras. Nunca um termo foi tão adequado para a atual situação. Arenas, locais de brigas, de sangue, de horror do circo romano transportado para os dias atuais.

O STJD punirá os clubes com a perda de mando. Não fará mais que a sua obrigação.

Mas a justiça e o Ministério Público, além da senhorita Rousseff e do senhor Alckmin também deveriam se empenhar em mudar o quadro dos estádios brasileiros. Marginais devem ser presos. Brigões não devem frequentar o estádio. A polícia ter que ser melhor preparada e churrascos com a organizada não devem ser mais realizados.

Fica a pergunta. Se a polícia preza tanto a segurança nas praças como bombas de fabricação caseira conseguem entrar dentro dos estádios e serem lançadas contra os torcedores adversários?

Aqui no Brasil da impunidade isso é considerado briguinha de bar.

Em países mais civilizados é terrorismo.

O MAILING DO MAL

24/07/2013

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A série de trapalhadas da diretoria tricolor parece não ter fim.

Como se não bastasse a pior série de derrotas do clube e o patético episódio do churrasco nesta semana, vimos um fato que para muitos pode ser considerado um ato insignificante, mas que na verdade se configura numa ação grave e de proporções desastrosas para o clube.

Sócios Torcedores do São Paulo Futebol Clube receberam no seus respectivos e-mails uma “carta” da principal torcida organizada do São Paulo. Nela, se lê uma mensagem em que o grupo tenta inutilmente se justificar pelos atos do fim de semana. Na mensagem também há ataques gratuitos ao candidato da oposição Marco Aurélio Cunha.

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O fato de receber uma mensagem eletrônica da organizada do São Paulo já se configura em algo estranho, mas piora gravemente quando vemos o endereço do remetente do e-mail. O próprio endereço oficial do clube.

Muitos sócio torcedores com medo de seus dados terem sido violados a favor da torcida organizada cancelaram seus programas. Outros o fizeram por pura indignação pelo ato em si (segundo a ESPN, a perda foi de 2000 sócios em 20 dias).

Após os indecorosos episódios do final de semana na derrota contra o Cruzeiro e do churrasco do Juvenal ficou bem claro para alguns que a torcida organizada é apoiada pela atual diretoria, que faz uso político da mesma em várias ações. Inclusive vista grossa.

Muitos sócio torcedores se sentiram violados e já pensam em processar o clube.

Segundo o twitter do repórter da ESPN André Plihal houve uma enxurrada de cancelamentos no mesmo dia.

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Um ato “bem profissional” de um clube dito diferenciado.

O São Paulo se justificou dizendo que a ação foi um “erro de funcionário” e que tudo será apurado.

Pois bem, é de praxe dizer algo dessa maneira.

Todavia, o ato mais grave e que demonstra bem o momento atual do clube se revelou nas horas seguintes.

O clube não emitiu uma única nota oficial ou e-mail para os associados pedindo desculpas ou sequer explicou o que realmente aconteceu a quem mais interessava: o seu próprio torcedor.

Um incrível senso de humildade.

Deixaram tudo a Deus dará. Como se isso fosse uma “besteira qualquer”.

Não foi.

O São Paulo perdeu dinheiro e pode ser processado se a quebra do mailing dos associados e a consequente violação da privacidade dos torcedores for comprovada.

A pergunta que se deve fazer é a seguinte.

Onde está o profissionalismo no clube?

Por que as pessoas que comandam a instituição preferem dar voz a uma torcida organizada e que já foi alvo de várias investigações do MP do que priorizar o torcedor que paga mensalmente o clube?

Se o objetivo era prejudicar Marco Aurélio Cunha o efeito foi reverso.

Os sacripantas que cometeram esse ato vil só danificaram a única coisa que eles jamais deveriam afetar.

A imagem do próprio São Paulo Futebol Clube.

Santo amadorismo Batman!

IRRESPONSABILIDADE

16/04/2013
Arena Palestra: do improviso a tragédia

Arena Palestra: do improviso a tragédia

Carlos de Jesus tinha 34 anos. Há 15 anos saiu de sua cidade natal Araci na Bahia para tentar a sorte na cidade de São Paulo, assim como milhares de seus conterrâneos fazem todos os anos em busca de uma vida mais digna.

Ontem o sonho desse operário terminou. Num trágico acontecimento, as vigas em construção dos camarotes da Arena Palestra desabaram e Carlos não resistiu aos ferimentos.

Poderíamos dizer que tudo não passou de um acidente. De que ninguém poderá ser considerado culpado por essa morte.

Mas infelizmente nesse caso todos são responsáveis. Da Prefeitura da cidade de São Paulo, da construtora W Torre e também da diretoria palmeirense.

O acidente ocorreu justamente no local onde existe uma parte de arquibancada do antigo estádio Palestra Itália. Estava sendo construído ali uma espécie de adaptação. Um “puxadinho” já que a Prefeitura de São Paulo munida com a sua pseudo rigorosidade das leis de zoneamento só permitiu que a obra da nova Arena Palestra seguisse com o nome de “reforma”.

O velho conceito do “jeitinho brasileiro” foi usado mais uma vez. A W Torre e o Palmeiras para não ficaram estagnados com prazos e vistorias burocráticas entraram na onda da prefeitura de São Paulo gerida por Gilberto Kassab. Começaram a “reformar” o estádio e deixaram aquele pedaço para burlar a lei vigente. A Prefeitura fez vista grossa e ontem vimos o resultado dessa irresponsabilidade.

Todos nós devemos prestar muita atenção nas atitudes dos governantes. São eles que realizam essas barbaridades com a anuência das empreiteiras. Como já foi escrito em artigos anteriores, se existe a lei que ela seja cumprida por todos.

A Prefeitura não poderia deixar essa “reforma” acontecer e só liberar a obra quando o pedaço arquibancada antiga fosse derrubada. Mas devido a leis complexas de zoneamento a Arena Palestra só poderia ser erguida dessa maneira.

Leis que não foram cumpridas pelo Corinthians na construção do Itaquerão e que tiveram suas obras liberadas a toque de caixa sem a devida fiscalização dos órgãos municipais e que não respeitou prazos e licenças vigentes.

Ao mesmo tempo que se utilizou a pseudo rigorosidade da lei num caso, não se aplicou medidas paliativas no outro. Uma irresponsabilidade.

Agora veremos ações e fiscalização de órgãos como o Ministério Público entre outros.

Tarde demais.

Carlos de Jesus deixou  mulher e 3 filhos.

ECA – UMA ABERRAÇÃO!

11/04/2013

VICTOR HUGO DEPPMAN, 19 ANOS , ESTÁ MORTO! UM FACÍNORA, O ECA, O CÓDIGO PENAL E A CONSTITUIÇÃO DERAM UM TIRO EM SUA CABEÇA! ASSASSINO ESTARÁ LIVRE EM 3 ANOS. FAZ SENTIDO? OU: CADÊ A MARIA DO ROSÁRIO?

Por Reinaldo Azevedo

Foto de Victo Hugo postada no Facebook: foi arrancado da vida, de sua família, de seus amigos

Victor Hugo Deppman tinha 19 anos. Cursava Rádio e TV na Faculdade Cásper Líbero e fazia estágio da Rede TV. Na terça-feira à noite, foi assaltado na porta do seu prédio, no bairro de Belém, Zona Leste de São Paulo. Um dos bandidos lhe tomou o celular. Victor, com as mãos para o alto, não esboçou nenhuma reação. Mesmo assim, o covarde disparou um tiro contra a sua cabeça. Victor está morto.

Victor tinha apenas 19 anos.
Victor era estudante de Rádio e TV.
Victor trabalhava.
Victor era filho.
Victor era namorado.
Victor agora só vive na memória dos que o amavam.
Victor já foi sepultado.
Victor não terá mais história porque alguém lhe deu um tiro na cabeça.

Tudo foi filmado pela câmera de segurança do prédio. A cena provoca revolta, asco. Às 11h desta quarta, a polícia identificou o assassino e foi à favela Nelson Cruz para prendê-lo. Conseguiu escapar, mas depois ligou para a mãe e se entregou. Apresentou-se à unidade da Fundação Casa do Brás. Tem 17 anos. Está, portanto, abrigado e protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, o tal ECA, que se transformou num verdadeiro valhacouto de assassinos. Mas Maria do Rosário, aquela ministra justa dos Direitos Humanos, não quer nem ouvir falar em mudá-lo. Os humanistas dos “assassinistas”, no geral, ficam arrepiados de indignação só em ouvir falar em baixar a maioridade penal para 16 anos. O rapaz, agora assassino, já havia sido preso por roubo, mas libertado em seguida.

O que vai acontecer, agora, com o homicida de 17 anos? O ECA responde em seu Artigo 121. Leiam (em vermelho):
Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de brevidade, excepcionalidade e  respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
§ 1º Será permitida a realização de atividades externas, a critério da equipe técnica da entidade, salvo expressa determinação judicial em contrário.
§ 2º A medida não comporta prazo determinado, devendo sua manutenção ser reavaliada, mediante decisão fundamentada, no máximo a cada seis meses.
§ 3º Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a três anos.
§ 4º Atingido o limite estabelecido no parágrafo anterior, o adolescente deverá ser liberado, colocado em regime de semiliberdade ou de liberdade assistida.

Voltei
Para quem não entendeu direito: a pena possível para o monstro é de, NO MÁXIMO, três anos, entenderam? Mas não há um mínimo. Isso vai sendo reavaliado. Se o anjinho souber se comportar e se passar a ser um rapaz exemplar enquanto estiver internado na “unidade educacional”, pode ser solto antes. Se encontrar pela frente aquele padre esquisito, pode até ganhar uma Pajero de presente! A vida de Victor Hugo Deppman vale, NO MÁXIMO, uma reclusão de três anos.

Tem de mudar
É evidente que esse absurdo tem de acabar. O Brasil integra um grupo reduzido de países em que a maioridade penal se dá apenas aos 18 anos. O facínora que matou Deppman apontou contra a sua cabeça, conforme observei aqui num post de 14 de junho de 2012, mais do que um revólver. Ele estava armado também com o Artigo 121 do ECA e com os artigos 27 do Código Penal e 228 da Constituição, que garantem a inimputabilidade penal aos menores de 18 anos.

HÁ UM VERDADEIRO APARATO LEGAL QUE APONTA, ENTÃO, UMA ARMA CONTRA A NOSSA CABEÇA E GARANTE A IMPUNIDADE AO BANDIDO.

Deppman morreu. Seus amigos estão arrasados. Sua família passa por um sofrimento indizível, e nem mesmo conheceremos o nome do seu assassino. O ECA não deixa. Determina o seu Artigo 247:
Art. 247. Divulgar, total ou parcialmente, sem autorização devida, por qualquer meio de comunicação, nome, ato ou documento de procedimento policial, administrativo ou judicial relativo a criança ou adolescente a que se atribua ato infracional:
Pena – multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.

O estatuto era tão dedicado à defesa do adolescente ao qual se “atribui um ato infracional” que o parágrafo 2º do Artigo 247 trazia isto:
“Se o fato for praticado por órgão de imprensa ou emissora de rádio ou televisão, além da pena prevista neste artigo, a autoridade judiciária poderá determinar a apreensão da publicação ou a suspensão da programação da emissora até por dois dias, bem como da publicação do periódico até por dois números.”

Uma Ação Direita de Inconstitucionalidade acabou suprimindo essa aberração. Como se nota, até a livre circulação de ideias podia ser suprimida para proteger esta expressão da doçura adolescente que  é o rapaz que matou Deppman.

Vigarice intelectual e moral

A vigarice intelectual e moral no Brasil decidiu fazer um pacto com o crime ao estabelecer a inimputabilidade penal aos menores de 18 anos. É como declarar um “pratique-se o crime” para os bandidos abaixo dessa idade. O canalha que matou Deppman pode votar. Pode eleger presidente da República. E também pode apontar uma arma para a nossa cabeça na certeza de que nada vai lhe acontecer. Caso mate e seja preso, logo estará de volta às ruas.

“Ah, como Reinaldo é reacionário! Só mesmo os reaças defendem essa tese”! Então vamos rever o limite da inimputabilidade em alguns dos países mais “reacionários” do planeta:

Sem idade mínima
— Luxemburgo

7 anos
— Austrália
— Irlanda

10 anos
— Nova Zelândia
— Grã-Bretanha

12 anos
— Canadá
— Espanha
— Israel
— Holanda

14 anos
— Alemanha
— Japão

15 anos
— Finlândia
— Suécia
— Dinamarca

16 anos
— Bélgica
— Chile
— Portugal

Até na querida (deles!!!) Cuba, a maioridade penal se dá aos 16 anos. Os países civilizados tendem a achar que o que determina a punição é a gravidade do crime e a consciência que o criminoso tem do ato praticado. É o que também acho. A Inglaterra julgou e condenou Jon Venables e Robert Thompson, os dois monstros então com 11 anos que, em 1993, sequestraram num shopping o bebê James Bulger, de 2. A vítima foi amarrada à linha do trem, depois de espancada e atingida por tijoladas. Os dois confessaram que queriam saber como era ver o corpo explodir quando o trem passasse por cima. Viram.

A Inglaterra pode julgar assassinos a partir dos 10 anos. Se condenados, dada a idade, a pena fica a cargo da Justiça. É um bom modelo. A dupla pegou 15 anos. Depois de idas e vindas, acabaram soltos em 2001, após a intervenção da Corte Europeia de Direitos Humanos. Por alguma razão, os que acabam se especializando nos tais “direitos humanos” parecem fatalmente atraídos pelos direitos de desumanos ou, sei lá, de inumanos. Os dois ganharam nova identidade, mas foram condenados a prestar contas à Justiça sobre os seus passos… pelo resto de suas miseráveis vidas!!! Em 2010, aos 28 anos, Venables voltou a ser preso por ter violado os termos do acordo.

As fotos dos monstrengos e de sua vítima correram o mundo. No Brasil, bandido é bibelô. No fim das contas, há mais organizações empenhadas em garantir os direitos de quem viola a lei do que daqueles que têm seus direitos violados. Quantas vezes vocês viram ONGs especializadas em direitos humanos falar em nome das garantias de que dispõem os homens comuns?

Sim, claro, claro! Eu sou um grande reacionário por escrever essas coisas, e reacionário deve ser o sistema penal de países “fascistas” como a Finlândia, a Suécia e a Dinamarca. Por lá, a inimputabilidade acaba aos 15 anos. Por lá, o assassino de Deppman ficaria um bom tempo sem ameaçar ou matar homens de bem.

PS — Outro dia, um desses vagabundos da subimprensa que se querem passar por progressistas ironizou o fato de eu empregar a velha expressão “homens de bem”. Emprego, sim, ora essa! E acho que o contrário dos “homens de bem” são os “homens do mal”.

PS2 – Em países em que menores de 18 anos são responsabilizados criminalmente, há instituições especiais que os abrigam; não ficam — nem devem ficar — em prisões para adultos. Uma coisa é certa: eles só não podem ficar nas ruas.

Por Reinaldo Azevedo

Nota do blog  – O texto de Reinaldo Azevedo revela uma das maiores aberrações jurídicas de nosso país.  O ECA garante a inimputabilidade  do marginal menor de 18 anos. Ou seja, não o considera responsável pelo crime. Ao mesmo tempo esse mesmo adolescente tem o direito e a escolha de votar para um presidente da república.  Se um bandido desse porte pode ir às urnas escolher os seus representantes concientemente, ele não sabe o que está fazendo quando pega uma arma na mão?  Ate quando teremos o chamado “de menor” nas ruas barbarizando o cidadão brasileiro?

Que se mude a Constituição Brasileira, mas essa autorização do Estado para menores de idade poderem matar livremente e covardemente tem que acabar.

 

LANCE OPINA : NÃO BASTA PUNIR O CORINTHIANS

22/02/2013

do jornal Lance

É absurdo tratar a morte do jovem torcedor boliviano como caso isolado, uma mera fatalidade. Não é. Assim como o vândalo que apontou o rojão para a torcida adversária sem medir as consequências de seu ato está muito longe de ser o único culpado dessa história.

A atitude do torcedor (ou torcedores) que provocou a morte do rapaz é indesculpável. Como tantas outras que geram violência nos estádios – felizmente sem vítimas fatais. É impossível ignorar, contudo, que outros responsáveis pela tragédia de Oruro sequer estavam ali.

Eles habitam os gabinetes refrigerados da Conmebol, das confederações da América do Sul. A politicagem dessa gente, o jogo baixo do poder, a tolerância cúmplice com todo tipo de atitude antiesportiva que alimentam esse tipo de barbárie. Para não contrariar aliados e perpetuar-se no poder, a cartolagem latina sempre se calou, fechou os olhos para o que deveria tratar com mão firme.

A Libertadores é a Copa do Vale Tudo. É a Copa da Impunidade. Das garrafas e pilhas lançadas sobre os jogadores na cobrança de escanteio aos ônibus depredados próximos aos estádios; dos tumultos em vestiários antes e depois do jogo ao confronto de torcidas, tudo é visto como “normal”. Inclusive pelos clubes, e por parte da mídia. “Isso é Libertadores!”, quantas vezes você não ouviu essa expressão em tom ufanista?

Isso não pode ser mais a Libertadores, que ninguém se iluda.

O futebol sul-americano tem de mudar. Passar por limpeza, sacudir o mofo entranhado em suas estruturas. Apesar de todas as mazelas de governos populistas, poucas regiões do mundo têm crescido tanto quanto a América Latina. E o esporte tem de acompanhar esse processo.

Este LANCE! já demonstrou, em série de matérias, o abismo que separa, na organização e nas cifras, a Libertadores da Liga dos Campeões. Abismo que só pode ser reduzido com moralização, decisões transparentes e profissionais, indispensáveis para atrair a confiança de público, investidores e patrocinadores.

Na Europa, como mostrou o LANCE!Net nesta quinta-feira, os dois times seriam punidos. O clube da casa, por não organizar a segurança, perderia mandos entre outras penas. O visitante poderia ser excluído da competição por vários anos.

Mas, para chegar-se a tanto, criou-se condições de segurança, investiu-se em equipamentos e práticas capazes de assegurar a paz nos estádios, criou-se um conjunto sólido e transparente de normas e exigências a serem cumpridas.

A dura punição imposta ao Corinthians, com a proibição de público em seus jogos por 60 dias, pode representar uma mudança de postura do lado de cá. É uma pena forte, mas racional. Falar em banir o campeão do mundo dessa Libertadores, pelo ato estúpido de um ou mais vândalos, era ação casuístico, movido pelo calor da tragédia e não por bom senso ou princípios morais e jurídicos que norteiam o futebol daqui.

Mas punir não basta. O que a Conmebol precisa – e não é com Nicolas Leóz e seu bando que vai conseguir – é criar e fazer cumprir uma legislação rigorosa e sustentada, um código de conduta ética e disciplinar que efetivamente mude a cara dos campeonatos que organiza. À Fifa cabe intervir para assegurar isso. Uma decisão séria, algo que funcione de verdade, às claras, e não seja, como esse Tribunal recentemente criado parece, apenas uma instância para acomodar interesses e continuar a jogar sujeira para baixo do tapete.

Nota do blog: Reproduzi a opinião do Lance no blog porque concordei com tudo o que foi escrito. Seria inútil dar mais uma avaliação sobre o assunto.  O tema sobre a violência de um grupelho de torcedores organizados já foi escrito aqui. Curiosamente a postagem foi uma das lidas recentemente depois dos tristes fatos ocorridos em Oruro. Ela foi escrita há dois anos. Prova de que desde lá , os governos, as  autoridades futebolísticas e os clubes de futebol  continuam a tratar a violência nos estádios como um mero assunto secundário.