Archive for the ‘Palmeiras’ Category

DESNECESSÁRIO

30/04/2014

 

Aidar x Nobre: conflito dispensável

Quando abro as páginas dos jornais esportivos e assisto os programas da televisão vislumbro que está cada vez mais complicado acompanhar o esporte favorito dos brasileiros.
É muito difícil não ler certas notícias e ter uma imensa ânsia de vômito por tudo o que está acontecendo em nosso país e na nossa maior manifestação cultural.
Para começar quando vejo os tipos de dirigentes do futebol brasileiro que temos ( tanto de clubes como de federações e confederações ) se constata tristemente que o nobre esporte bretão em nossa pátria vai para um buraco bem profundo, sem previsão otimista para sair de lá por algum tempo.

Cartolas fazerem entrevistas coletivas e se digladiarem por causa de um jogador meia boca como Alan Kardec é o fim da picada.

Podemos dizer que tanto o São Paulo como o Palmeiras estão dignamente representados por seus antecessores e vão continuar com as trapalhadas deles.

Ao invés de se unir eles se afastam. Ao invés deles se fortificarem eles se enfraquecem.

Vemos estupefatos ambos os clubes e a mídia em geral discutir sobre o “fenômeno” Alan Kardec. Um atleta que foi destaque na série B e que nem teve a capacidade de ser reserva do Benfica.

Briga e polêmica absolutamente desnecessária e patética. Aidar não surpreende haja visto que ele foi o tal idealizador do terceiro mandato do Juvenal e também foi apoiado por ele na sua eleição. Mal assumiu a cadeira de presidente do São Paulo e já chutou a porta. Se esquece que o futuro presidente da CBF é um conselheiro emérito do Palestra e que um leopardo nunca perde as suas pintas.

Paulo Nobre que se revelava um dirigente diferenciado é mais do mesmo. O tal “administrador” virou um torcedor comum ao publicar uma nota sobre a coletiva de Aidar no mesmo dia. Incluiu uma passagem sobre o tal “jogo das barricas”, que na verdade era um festival muito comum entre os clubes na época já que a única forma dos times arrecadarem dinheiro no período era a bilheteria dos jogos. Não havia direitos de televisão, nem patrocínio na camisa e o marketing que vemos hoje não existia. Paulo Nobre voltou aos seus tempos de torcedor organizado e ignorou a história para soltar o verbo.

Ambos erraram.

Aidar foi desrespeitoso ao dizer que o Palmeiras se apequenou e Nobre se revela inocente ao retrucar.

A tão sonhada e falada Liga Independente?

Está morta e enterrada.

Se esse é o exemplo que temos de dirigentes de clubes é melhor que fique assim mesmo. Eles merecem a ferroada de sua própria incompetência.

 

AH PALMEIRAS….

31/03/2014
Bruno César lamenta: mais um vexame palestrino

Bruno César lamenta: mais um vexame palestrino

 

A sina da Sociedade Esportiva Palmeiras contra times pequenos tem se revelado trágica nos últimos anos. Depois de derrotas doídas e desclassificações históricas como XV de Jáu, Inter de Limeira, Bragantino, Novorizontino, Santo André, ASA de Arapiraca e Paulista de Jundiaí  se esperava que no ano do centenário essa triste sina iria acabar e que Palmeiras e Santos iriam fazer uma grande final revivendo os velhos duelos dos anos 60.

 

Lembremos que última decisão entre os dois maiores campeões nacionais de São Paulo aconteceu no super campeonato paulista de 1959.  O Palmeiras tinha tudo para chegar a decisão. A gestão empresarial de Paulo Nobre e seu fiel escudeiro, o competente José Carlos Brunoro se revelou bem diferente dos desastrosos comandos anteriores do Palestra. Tudo estava encaixado. O que aconteceu?

 

Não dá para explicar como o Ituano, um time com menor orçamento e com uma torcida insignificante possa ter chegado a final. Suor, dedicação, jogo único, etc. Tudo pode ter colaborado para que tenhamos uma final menos atrativa do estadual paulista em 2014.  O Palmeiras bobeou. Teve o azar das contusões de suas principais peças como Alan Kardec e Valdívia, vítimas dos brucutus medíocres dos times do interior com seus esquemas fechados, baseados nos contra ataques.

 

Armadilha mais do que conhecida, mas que os times grandes caem como roedores numa ratoeira. É complicado jogar contra um time pequeno com atletas que lutam por um lugar ao sol.  Não dá para bobear. Sem Valdívia e Alan Kardec o time se igualou na mediocridade,mas poderia superar pela raça e pela vontade. Não conseguiu.

 

Se antes víamos grandes esquadrões no interior paulista como Ponte Preta, Guarani, Inter de Limeira e Bragantino hoje, vemos equipes sazonais caipiras que por um lance de sorte ou azar vão para uma final. Onde está o Santo André de 2010? Ou o Guarani de 2012?  E o Paulista campeão da Copa do Brasil em 2005 hoje rebaixado para a série A-2 do estadual?

Nada contra as equipes do interior. Apenas fica a percepção de que o futebol brasileiro mudou um pouco para pior. Se tivéssemos um grande esquadrão em campo….mas não é o caso.

 

O Santos por pouco não dançou contra a Penapolense.  Tem a sorte de ter um treinador como Osvaldo de Oliveira que praticamente fez os dois gols que levaram o peixe a sua sexta final consecutiva.

 

Com a definição de que os dois jogos finais serão no Pacaembu, o campeão já é conhecido. Só um azar muito grande tira a faixa de campeão do Santos.  O roteiro já é conhecido.O time pequeno só vai para a final para fazer dois jogos contra o time grande na capital e deixar os cidadãos da sua pacata cidade para chupando o dedo.

 

Em suma, uma merda de decisão em que o time de Itu não tem nem o direito de jogar na sua própria casa.

 

Nesse sentido, melhor seria ter o Palmeiras como adversário.

 

Ah Palmeiras…

 

 

PONTO FINAL

17/11/2013

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Logo após a confirmação do terceiro título brasileiro do Cruzeiro, as redes sociais e parte da imprensa questionaram se a Taça Brasil de 1966 ganha pelo time de Belo Horizonte poderia ser considerado um título brasileiro.

Antes da polêmica das oficializações por parte de Ricardo Teixeira em 2010 o blog já abria um espaço para a discussão do tema.

Tivemos muitas dúvidas a respeito até porque não tínhamos um embasamento histórico e nem documental da época para concordar com a homologação dos títulos antes de 1971, que foram realizados numa espécie de acordo político, já que a Globo e a CBF pressionaram os clubes para a assinatura de direitos individuais de TV.

Porém, temos que fazer justiça. O pedido dos clubes vencedores da Taça Brasil e do Robertão vieram muito antes do imbróglio entre o Clube dos 13 e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira. O maquiavélico cartola mór usou o que tinha como moeda de troca. Não foi uma atitude das mais nobres, mas no final se fez justiça.

Sim caros internautas. Se antes o blog não tinha a certeza total sobre a homologação das conquistas da Taça Brasil e do Robertão, hoje não temos a menor dúvida de afirmar que existem campeões brasileiros desde 1959. O Bahia foi o primeiro campeão brasileiro e não o Clube Atlético Mineiro.

Mudamos de ideia a respeito do tema. Lemos livros, jornais e opiniões sobre o assunto a favor ou contra. O principal trabalho que nos fez alterar a nossa linha de pensamento foi o Dossiê sobre a unificação dos títulos brasileiros escritos pelo jornalista Odir Cunha e José Carlos Peres.

Muitos questionam a veracidade do trabalho de Odir simplesmente pelo fato dele ser um santista declarado e praticamente, um historiador não oficial do clube. A confirmação dos títulos beneficiaria principalmente o seu time de coração mas…alto lá. Quem mandou o Santos ter um time espetacular e que até hoje é considerado um dos maiores esquadrões que o planeta já conheceu?

Além disso, o Palmeiras também “ganhou” mais quatro títulos. A exemplo do alvinegro praiano, ambos os clubes tem 8 brasileiros no total. Por que Odir faria isso apenas para beneficiar o seu clube de coração se um rival também ganharia a vantagem? O que houve foi um estudo e um reconhecimento da história do futebol brasileiro. Simples.

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Vamos colocar os pontos colocados no livro e que são bastante admissíveis na nossa opinião.

– O Brasil é praticamente um continente. O país tem uma área vasta de 8,5 milhões de quilômetros. Nos anos sessenta era muito complicado um time andar de avião todas as semanas para disputar um campeonato brasileiro como é feito nos dias de hoje. Os clubes não tinham tanto dinheiro. A economia industrial em larga escala começava a dar os seus primeiro passos.

– Por isso os principais campeonatos da época eram os estaduais, que hoje são incipientes. Sim, caros colegas! Vencer o campeonato paulista ou carioca era muito mais importante na época que disputar um título nacional e até vejam vocês…jogar a Taça Libertadores!!!

– Com a criação da Libertadores em 1960, a CBD foi obrigada a que criar um torneio nacional um ano antes chamado de Taça Brasil com grupos regionalizados e que cruzariam com vencedores de outras chaves nas fases seguintes até surgir o campeão e representante brasileiro no torneio em 1960.

-Não havia mais nenhuma disputa nacional para definir este representante. A Taça Brasil era o único torneio nacional da época e portanto pode ser considerado um campeonato brasileiro sem a menor dúvida.

-O próprio presidente da CBD na ocasião afirmou que havia criado um campeonato brasileiro de clubes. Batom na cueca. Se o próprio João Havelange atestou isso não há como abrir espaço para discussão.

Além disso existe um fator preponderante nessa história toda. O papel do regime militar nos anos setenta.

No governo barra pesada do general Emílio Garrastazu Médici houve uma enorme massificação de propaganda de massas. Se iniciava ali a “era do Brasil grande”, no nacionalismo exacerbado pelos meios de massa e o futebol, principal esporte nacional não poderia ficar de fora.

Em 1971 foi criado o “campeonato nacional” e se esqueceu praticamente de tudo o que fora feito de 1959 para cá. Os campeonatos nacionais surgidos num Brasil democrático e que pertenceram a era de ouro do futebol brasileiro tiveram que ser suprimidos, assim como qualquer possibilidade de volta à democracia.

O campeonato nacional de 1971 era simplesmente uma continuação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mas quando o regime militar passou a tomar conta do futebol tudo se alterou.

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

Os clubes que em 1971 eram 20 aumentavam a cada ano na década de setenta. Era a época do Brasil transamazônico. Times de todos os estados passaram a ser convidados sem o menor critério técnico, apenas ajudar a Aliança Renovadora Nacional a ganhar votos e influências nessas regiões.

O torneio tinha virado um “brasileirão” de fato. Inchado, soberbo e que servia como máquina de propaganda do regime militar.

Taça Brasil? Santos? Juscelino? Pelé? Jânio?Goulart? Eram coisas do passado.

Talvez por isso alguns brasileiros tenham ficado tão reticentes quando se falou em reconhecer os títulos do passado em 2010. Fomos lobotomizados pela propaganda militar. Acreditamos piamente que o Campeonato Brasileiro de 1971 foi o primeiro nacional de fato. Mas o fato único e notório foi que houveram campeões nacionais antes do Galo em partidas históricas e emocionantes.

Não é possível digitar o botão de “delete” e começar tudo de novo como um programa de Windows. Por muito tempo a torcida e a imprensa alimentada também pela questão das rivalidades entre as torcidas acreditaram que a Taça Brasil fosse um torneio “menor”. Talvez pelo ineditismo e pela importância dos regionais no passado.

Mas o tempo passou e essas conquistas foram ganhado contornos lendários. Nenhum torcedor do Bahia vai esquecer de 1959, assim como nenhum torcedor cruzeirense vai mandar 1966 para o limbo. O abnegado santista sempre se recordará do amplo domínio do time de Pelé e Coutinho na década de sessenta e seus cinco títulos nacionais seguidos. Claro, se um clube vence o Boca Juniors dentro de La Bombonera numa decisão de Libertadores e ganha de Benfica ou Milan num mundial de clubes, como negar que esse time é o melhor do Brasil? Por seis vezes o Peixe deixou isso bem claro.

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

Contudo, na era do ódio gerado pelas redes sociais muitos torcedores de outras equipes e jornalistas contestaram a homologação das conquistas. Uma delas foi de que a Taça do Brasil era semelhante a atual Copa do Brasil.

Semelhante sim, porém não igual. A Taça Brasil até 1967 era o único torneio nacional entre clubes de todo o Brasil enquanto a Copa do Brasil foi criada para ser o segundo maior torneio em importância no país em 1989.

Ricardo Teixeira elaborou o torneio para igualar o sucesso das copas europeias como a Copa do Rei da Espanha. Absolutamente nada a ver com a antiga Taça Brasil. Apesar dela ser lembrada.

Como foi dito na postagem sobre os mundiais interclubes, os torneios mudam de nome, mas não a importância do que eles realmente significam. A Taça Brasil não era igual ao campeonato de pontos corridos de hoje e nem dos confusos e inconstantes torneios dos anos setenta e oitenta, mas o único torneio nacional daquele tempo e portanto era um campeonato brasileiro. O significado e a importância são equivalentes.

Outros torneios pelo mundo mudaram de nome, Bundesliga, Premier League. Mas jamais os campeões anteriores desses torneios deixaram de ser reconhecidos como campeões nacionais. Por que no Brasil teria que ser diferente?

Por que teríamos que renegar e não reconhecer um glorioso passado?

O reconhecimento desses títulos que vieram de uma forma despudorada já deveriam ser oficializados há muito tempo. Bahia, Palmeiras, Santos, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense não “ganharam” brasileiros a mais. Eles já o haviam vencido no passado. Eles não tiraram a conquista de ninguém. Flamengo e São Paulo continuam hexacampeões. O Corinthians continua penta. O Internacional é tricampeão e a história do futebol brasileiro segue o seu rumo.

Se lamenta apenas que Ricardo Teixeira tenha usado esses clubes como massa de manobra para defender seus interesses e pedir para que os presidentes exibissem as miniaturas da horrível taça pós moderna que parece um latão retorcido.

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Nem era necessário exibir medalhinhas. Bastava mostrar os troféus da Taça Brasil e da Taça de Prata e reconhecer os torneios. Apenas respeitar o que os atletas e profissionais da época fizeram. Se praticou uma política nojenta e desnecessária, mas a razão prevaleceu.

Portanto, para este blog a história do campeonato brasileiro começa em 1959. Não porque Ricardo Teixeira reconheceu esses títulos tardiamente.

Simplesmente porque estes esquadrões lendários conquistaram esses títulos há muito tempo quase esquecidos pela falta de televisão e de informação. Felizmente o resgate chegou a tempo para enriquecer o nosso esporte mais amado.

A história do futebol brasileiro não foi reescrita. Ela foi sim engrandecida apesar de todos os pesares.

Ponto final.

“ESQUEMA” PARMALAT

12/06/2013
Palmeiras: 20 anos do fim da agonia

Palmeiras: 20 anos do fim da agonia

Hoje é um dia muito especial para os palmeirenses de todo o Brasil. Se comemora o fim de um incômodo jejum de quase 17 anos que terminou do dia 12 de Junho de 1993.

O Palmeiras tinha um timaço que incluía Roberto Carlos, Mazinho, César Sampaio, Antônio Carlos, Edmundo, Zinho e Evair.

Um dos maiores times do Palestra de todos os tempos, que derrotou o Corinthians por 4 x 0 numa partida incontestável.

Mesmo assim, 20 anos depois algumas vozes ainda insistem em dizer que aquele título foi “roubado” pelo árbitro José Aparecido de Oliveira.

Nada pode ser mais hilário.

Depois de tanto tempo, o chororô continua. O Palmeiras tinha um verdadeiro esquadrão. Engoliu o Corinthians no segundo jogo da final e estava totalmente concentrado depois da provocação de Viola na primeira partida quando o atacante imitou um porco após marcar o único tento da partida.

Quando o apito assoou na peleja decisiva se viu um Palestra disposto a dar o sangue pelo titulo depois de tantos anos de lamentos, derrotas humilhantes e gozações dos adversários.

O Corinthians não teve a menor chance dentro de campo e as expulsões e cartões foram totalmente justos.

Muitos reclamam da entrada de Edmundo em Paulo Sérgio, mas Aparecido errou também ao expulsar Tonhão que foi vítima de uma cabeçada simulada do goleiro Ronaldo. Ou seja, o árbitro errou para os dois lados. Creditar uma derrota de 4 x 0 a uma arbitragem é mascarar a própria incompetência. O Corinthians tomou uma lavada de uma equipe muito superior e que viria a conquistar mais um Campeonato Paulista no ano seguinte ( com pontos corridos) e dois Campeonatos Brasileiros.

Nascia ali um time lendário, que dominou o futebol brasileiro por quase uma década.

Muitos torcedores adversários creditam essas vitórias a uma teoria da conspiração chamada jocosamente de “Esquema Parmalat”.

Sou obrigado a concordar com eles. E vamos agora aqui desnudar toda a história desse cabuloso “golpe” no futebol brasileiro (como diria um saudoso apresentador palestrino, parem as máquinas!).

Uma multinacional italiana faz parceria com um time brasileiro.

Compra uma porrada de bons jogadores.

Traz um jovem e promissor técnico em ascensão.

Coloca um gestor no clube e impede que os problemas internos se misturem com a equipe de futebol.

Esquema montado.

Graças a ele, os cânticos de parabéns e as contagens das torcidas rivais  eram coisa do passado e a incômoda fila palmeirense não completou a maioridade.

O resto é conversa mole para boi dormir.

ESTRANHA COINCIDÊNCIA

11/04/2013
CT da Barra Funda: a prefeitura não quer mais a concessão

CT da Barra Funda: a prefeitura não quer mais a concessão

A Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores da Cidade de São Paulo emitiu um parecer favorável para que os CT´s do São Paulo Futebol Clube e da Sociedade Esportiva Palmeiras não tenham as suas concessões renovadas ao término dos contratos. A dos São Paulo irá expirar em 2022. A do Palmeiras em 60 anos.

Os locais serão incorporados a um “parque urbano” que será construído no local.

Os 16 vereadores que participaram dessa decisão foram estes:

Andrea Matarazzo – PSDB

Dalton Silvano – PV

Nabil Bonduki – PT

Nelo Rodolfo – PMDB

Paulo Frange – PTB

Toninho Paiva – PR

Adilson Amadeu – PTB

Jair Tatto – PT

Milton Leite – DEM

Paulo Fiorilo – PT

Ricardo Nunes –PMDB

Wadih Mutran – PP

Temos aí alguns nomes conhecidos. Entre eles o vereador Toninho Paiva, que há alguns anos fez declarações impertinentes à ex-primeira dama da capital Nicéia Camargo. Paiva usa a Zona Leste como uma espécie de feudo político. Mutran fez parte da tropa de elite que defendeu o prefeito Celso Pitta, um dos piores prefeitos que a cidade já teve, de acusações de corrupção. O jornal Folha de São Paulo constatou que seu patrimônio do político aumentou o dobro de R$ 1, 9 milhões para R$ 3,8 milhões sem maiores explicações.

Quando vemos  essas “eminências pardas” nesse tipo de projeto devemos desconfiar abertamente.

Essa súbita “ cidadania ecológica” de vereadores que nunca demonstraram tal interesse no assunto é de fazer o cidadão paulistano ficar com a pulga atrás da orelha.

Porém, ao folhear o Jornal Folha de São Paulo  vimos uma reportagem muito interessante publicada ontem no mesmo dia da promulgação desse “parecer”. Vejam abaixo.

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Ora, que interessante. A prefeitura e os seus nobres vereadores aprovaram a construção de prédios comerciais e moradias no bairro da Barra Funda. Uma grande preocupação “ecológica” com a cidade de São Paulo sem dúvida, já que a aparição de novas edificações não devem trazer poluição, trânsito e outras dificuldades. Imagina! Isso é intriga da oposição… aliás….que oposição?

Vejam no mapa que a região demarcada para as construções desses edifícios  ficam entre a Rua Turiaçu e a Marginal Tietê. Entre elas a Avenina Marquês de São Vicente.

Por acaso onde se localizam os Ct´s de São Paulo e Palmeiras?

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Bingo! Mas que coincidência não é mesmo?

Agora perguntamos se os vereadores estão mesmo interessados no bem estar dos cidadãos ou só querem mais uma vez favorecer a especulação imobiliária construindo um parque para valorizar as construções em torno e fazer um executivo fazer o seu cooper diário.

Os políticos da cidade de São Paulo pensam que nós somos idiotas? A quem os parlamentares paulistanos querem favorecer realmente?

Parque? Preocupação com a ecologia? Ah Ah Ah Ah! Que piada!

A mesma coisa se diz da tal Inspeção Veicular sendo que a frota de carros da cidade de São Paulo cresce vertiginosamente sem o devido controle dos “nobres” vereadores. Uma hipocrisia e cara de pau sem tamanho.

Já discutimos aqui o uso de concessões de terrenos públicos para clubes de futebol. Não vamos repeti-los. Porém é inegável que se vende facilidades a alguns times e grandes dificuldades a outros nas questões de ordem jurídica e pública. Vide a tortuosa construção da Arena Palmeiras e da grande facilidade que se faz o Itaquerão. Dois pesos, duas medidas.

Muitos dos vereadores que votaram para a revogação da lei 11.774/85  são ligados ao Corinthians. Ambos não tiveram essa mesma rigidez na construção do CT Joaquim Grava que permanecerá com a responsabilidade do time do Parque São Jorge até 2078.

Sabemos que nenhum time de futebol deveria usar terrenos públicos para a construção de estádios, ct´s ou qualquer coisa que seja.

Porém se discute aqui se as justificativas da revogação dessa lei são plausíveis. Pelo passado dos vereadores que participaram desse parecer e também pela aprovação desse projeto que facilita a especulação imobiliária na região, os fatos dizem que não. A relação é no mínimo duvidosa. Se tiver que haver rigidez, que seja para todos.

O cidadão paulistano deve fiscalizar severamente a Câmara Municipal. Por esses atos muitos dos políticos que lá estão desonram o seus mandatos há anos. São sempre os mesmos. Lembremos que a democracia não termina quando o cidadão aperta o botão da urna eletrônica. A cobrança deve ser diária, incessante e interminável. Ou então esses elementos que dizem nos “representar” farão a festa. Olho neles pessoal!

MANCHA NO FUTEBOL

10/03/2013
Prass é socorrido: terror no aeroporto

Prass é socorrido: terror no aeroporto

 

Os leitores do meu blog devem estar se perguntando se sou um adivinho, profeta ou se fiz algum curso intensivo nas Faculdades Nostradamus.

Tudo devido ao post “Mixórdia Sul Americana” em que parte dos problemas envolvendo a violência das organizadas e a leniência das autoridades são constatadas.

Pois bem, após dez dias eis que marginais organizados da torcida do Palmeiras agrediram covardemente os jogadores do Palestra no aeroporto de Buenos Aires, depois da derrota do time alviverde para o Tigre.

Respondo aos internautas que não é preciso ser nenhum adivinho para prever atos de selvageria desse tipo.

Enquanto os clubes e as autoridades eleitas tratarem esses casos com desdém, mais atos bárbaros vão acontecer. É questão de tempo termos um Heysel ou um Port Said aqui no Brasil, por motivos bem mais banais, diga-se de passagem.

Duvidam? O presidente da CBF, José Maria Marin e o Ministro do Esporte deram declarações condenando a violência da organizada. Palavras belas, mas sem sal. O que funciona mesmo é a prática. Providências estão sendo tomadas nesse sentido? Podem esperar sentados.

Pior de tudo, as nossas autoridades fazem de tudo para proteger esse pessoal. As pressões de Antônio Patriota e do deputado federal Fábio Feldman do PSDB para a soltura dos 12 corintianos presos na Bolívia mostram efetivamente de que lado os políticos estão.

Não se sabe se os torcedores organizados corintianos são culpados ou não, mas um garoto de 14 anos morreu. Os detidos vão prestar contas à justiça boliviana. Ela que decidirá soberanamente a culpabilidade dos elementos. Não será uma canetada ou pressão externa que vai mudar isso. As leis da Bolívia são diferentes da do Brasil. Se isso ocorresse aqui eles estariam livres, dada a pusilanimidade de nossa justiça e dos nossos legisladores que advogam em causa própria.

Gostaria que o nobre deputado fosse até a casa da mãe de Kevin Spada e prestasse topo o apoio da Câmara Federal brasileira à família do menino. Mas demagogicamente ele faz o caminho contrário.

Essa é a “cruzada” dos políticos contra a violência nos estádios. Estamos perdidos.

No entanto, a bizarrice não para por ai. A decisão definitiva da Conmebol do caso de Oruro contra  o Corinthians foi branda. 18 meses sem que a sua torcida compareça aos estádios adversários foi uma punição inócua e pouco efetiva. No mínimo os outros dois jogos em casa sem abnegados seria o ideal. No mínimo. Um castigo tem que doer no bolso dos dirigentes para que os mesmos possam controlar as suas torcidas financiadas.

Mas até mesmo em Tijuana se viram bandeiras corintianas no estádio. Juntado ao caso dos quatro torcedores que conseguiram entrar no Pacaembu por uma liminar, isso representou a desmoralização total da Conmebol e do seu comitê disciplinar. É um STJD que fala espanhol. Coisa para inglês ver. Não servirá para nada. A tática do “cafezinho” com o Nicolas Leoz continua.

Enquanto isso mais jogadores vão receber pedradas e laranjas podres protegidos por escudos de carabineiros. Eles são incapazes de conter a violência na América do Sul. A mixórdia continua.

MIXÓRDIA SUL AMERICANA

27/02/2013
torcida do Vézez barbariza: violência crescente

torcida do Vézez barbariza: violência crescente

 

Ontem vimos mais uma vez numa partida de Taça Libertadores da América um ato de selvageria. Desta vez os protagonistas foram os “hinchas” do Vélez Sarsfield da Argentina e do Peñarol de Montevidéu que brigaram no estádio Centenário e atiraram pedras uns nos outros deixando um saldo final de sete feridos e dois torcedores presos.

Depois de tudo o que aconteceu na semana passada, parece que não tem jeito. O barbarismo continua firme e forte no cone Sul.

Depois da morte do jovem boliviano Kevin Strada, a segurança dos estádios e a violência das torcidas organizadas sul americanas foi tema dos mais diversos canais midiáticos.

Alguns trataram o assunto com toda a seriedade que um caso desses necessita. Outros nem tanto. Numa situação grave desse tipo, o clubismo é só mais um adicional para a cafajestagem.

O buraco é mais embaixo. Bem mais profundo do que torcedores e mídia em geral enxergam. Os tristes fatos de Oruro foram apenas mais um caso da longa lista de violência e impunidade que permeou a América do Sul desde os anos 60.

A violência desmedida dos “barrabravas” ou dos “organizados” está encrustado no futebol sul americano. Os clubes mancomunados com esses elementos e seus cúmplices dirigentes nada fazem para deter esses marginais. Pelo contrário, muitos desses cartolas os incentivam.

Explica-se, que a maioria dos clubes de futebol da América do Sul são associações. Não existe um dono como Silvio Berlusconni ou Roman Abramovich que possam centralizar as suas decisões e diminuir o poder político das torcidas organizadas dentro do clube. Muitos desses torcedores são dirigentes ou até se tornaram presidentes do time.

Ou seja, muitos desses cartolas dependem da canalhada para fazer jogo político e se perpetuarem no poder. Isso é fato público e notório.

Exemplos mais latentas que os clubes de São Paulo não existem. A Mancha Alviverde agride jogadores do clube e nenhuma providência é tomada. Fizeram até uma “palestra motivacional” num hotel em Atibaia. Tudo debaixo das asas do presidente do Palmeiras.

A Independente do São Paulo intimida opositores que distribuem panfletos contra o Juvenal e a Gaviões da Fiel quebra aeroportos e incendeia estádios com a anuência catastrófica de nossas autoridades.

Na Argentina, a influência dos “barrabravas” no futebol portenho é algo assustador e preocupante. Até outubro de 2012, mais de 270 torcedores argentinos foram vitimados. Ninguém consegue deter a epidemia de violência que tomou conta do futebol argentino. Muitas de suas torcidas como a “La 12” do Boca Juniors são conhecidas por se tornarem verdadeiras associações criminosas. O livro do jornalista Gustavo Grabia sobre essa organizada argentina é apavorante e provoca calafrios.

Em Avellaneda o presidente do Independiente, Javier Cantero resolveu entrar numa guerra inglória contra os Diablos Rojos, os barrabravas de seu clube. Eliminou todos os privilégios que eles tinham como “mesada” e facilidade na compra de ingressos. Está sendo ameaçado de morte e até recebeu ameaça de bomba na sede do clube.

Javier Cantero: ameaças de morte dos próprios torcedores do clube

Javier Cantero: ameaças de morte dos próprios torcedores do clube

A cultura da impunidade que existe na América do Sul e nos torneios da Conmebol só piora a atual situação vigente.

Os torcedores mais velhos se recordam dos quebra paus homéricos entre argentinos, uruguaios e brasileiros nos anos 60. Isso faz parte do folclore futebolístico da América do Sul. Frases como “isso é Libertadores” demonstram a nossa anuência em relação à violência dentro e fora de campo, como se atirar objetos em campo e ver jogadores participarem de rinhas de UFC fosse algo normal.

Vamos citar apenas alguns exemplos de como a Conmebol é uma entidade banana, prolixa, incompetente e responsável por toda essa mixórdia.

Final da Copa Conmebol de 1997. O Atlético Mineiro goleia o Lanús na Argentina e garante o seu segundo título internacional. Contudo, os jogadores e dirigentes adversários não se conformam com o vareio e agridem covardemente o elenco do galo. O treinador Leão foi golpeado com uma barra de ferro e teve que fazer uma cirurgia de correção do maxilar.

Alguma punição da Conmebol ? Nenhuma

Quartas de final da Libertadores de 2004. Após obter a classificação, os jogadores do São Caetano tem que correr para dentro dos vestiários para não serem linchados pelos “hinchas” do América do México.

Alguma punição da Conmebol? Nenhuma.

Semifinal da Copa Mercosul de 1999 entre Peñarol e Flamengo. Num lance besta os atletas aurinegros partem para a briga contra o elenco carioca com a total leniência da polícia uruguaia. Os flamenguistas fogem para os vestiários para não serem massacrados.

Alguma punição da Conmebol? Nenhuma.

Esses são só alguns exemplos. Existem outros casos que podem ser relatados nessa link, mas ainda é pouco. A América do Sul é a terra de ninguém. Um imenso faroeste futebolístico.

Esperamos que essa nova comissão disciplinar puna seriamente todos os desmandos nos estádios sul americanos com o mesmo peso e a mesma medida. Que não surja um novo STJD que promulgue punições apenas por interesse político.

A punição ao Corinthians foi justa. Esperamos que todos os times sejam tratados com o mesmo rigor em casos graves como ocorreu na Bolívia na semana passada.

Mas isso não depende apenas da entidade sul americana. Os clubes também são responsáveis ao financiarem os marginais organizados. Tem que haver uma separação. Lugar de torcida é na arquibancada e não para servirem de capangas desse ou daquele diretor. Se alguém quiser fazer parte da vida política do clube que se associe.

Que os marginais sejam responsabilizados individualmente pelos crimes que cometem em estádios. Uma arena assim como a rua é um local público. Não há imunidade por ser torcedor. Cometeu um crime? Jaula!

Esperamos que o Vélez e o também o Peñarol sejam responsabilizados e punidos, assim como Corinthians e São Paulo na semana passada.

Daí sim, com o mesmo rigor a todos os participantes da Libertadores poderemos ver esperança de termos um torneio de melhor qualidade e livre da brutalidade genética que permeia o torneio desde a sua criação.

 ps- Quem quiser entender melhor as agruras  ea violência do futebol sul americano  sugiro assistir o programa “The real football factories” da ESPN.  Vejam principalmente os programas feitos na Argentina e do Brasil. Eles estão  disponíveis no Youtube.

EFEITO “PROGAGANDA ENGANOSA”

11/02/2013

orgulho verde

Uma imagem diz mais do que mil palavras…

AMOR À CAMISA? BARCA FURADA!

09/02/2013
Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

 

Este assunto já foi comentado sobre Paulo Henrique Ganso. Mas a repentina ida de Barcos para o Grêmio só reforça o pensamento corrente aqui neste blog.

Futebol é um esporte profissional. Jogador atua onde quer. Se um clube atrasa seu salário ou tem dificuldades financeiras para pagar um atleta, ele tem todo o direito de escolher outro time.

A frase “amor à camisa” é restrita apenas aos torcedores, não aos jogadores de futebol. Se isso fosse verdadeiro eles desfilariam pelos campos de graça, mas nem mesmo Juninho Pernambucano resistiu a crise financeira do Vasco da Gama e zarpou para outros mares.

Querem saber? Estão corretos.

Existem vários dirigentes pilantras que atrasam salários e direitos de imagem e demagogicamente usam as palavras “amor a camisa” para jogar o atleta contra a torcida.

Clube de futebol deve ser profissional. O resto é papo furado.

Existe uma troca. O time paga e o jogador joga o que sabe. Quanto maior a qualidade do profissional, mais ele recebe.

Não é assim em outras profissões?

Sim, sabemos que o futebol é um pouco diferente. O esporte agrega paixões, sentimentos contraditórios e situações ambíguas, mas o leitor pode experimentar ficar dois meses sem salários para sentir na pele as dificuldades de um jogador comum. E não citamos apenas Barcos e 3% dos times chamados da “elite”, mas todo o resto. A situação é brava.

O leitor pode questionar o que está colocado acima, mas o escriba deste blog não alimenta ilusões há muito tempo.

Não acredito em jogadores que beijam o escudo do time, que gravam vídeos dizendo que vão ficar no clube para depois ir embora dois meses depois e que falam que torcem para uma associação depois de jogar três anos na equipe rival.

Amor à camisa é algo relativo. Pode existir? Sim, vemos no Brasil e no mundo alguns exemplos, mas são raros. Existindo o respeito profissional de ambas as partes isso pode acontecer. Caso contrário observamos jogadores caindo de clube em clube adversário como Romário na década passada e Tiago Neves agora.

Quanto ao Palmeiras, só o tempo dirá se a troca foi benéfica. Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro não cheiram e nem fedem. Se Marco Antônio e Moreno viessem aí valeria a pena.

Lamentável o que o pai empresário do centroavante boliviano disse sobre o Palmeiras e Flamengo.

O Grêmio é um clube grande e está investindo muito para vencer a terceira Libertadores da sua história, mas não tem o mesmo mercado e torcida que Flamengo e Palmeiras.

São clubes mal administrados no passado, mas que trocaram de dirigentes e agora tentam se acertar. Se Moreno vira ídolo no Parque Antártica vai ter muito mais visibilidade que a reserva de Barcos e Vargas  no tricolor gaúcho.

Se o pai do Moreno fala em “fracasso”, o que dizer da pobre seleção da Bolívia? É essa a projeção que ele quer dar ao filho dele?

Santa contradição Batman!

BOLSA FUTEBOL

22/11/2012

O patrocínio de R$ 30 milhões de reais da Caixa Econômica Federal ao Corinthians gerou a revolta de muitos e principalmente de torcedores adversários que não viram seus respectivos times serem agraciados com o “mesadão” governamental.

O fato do Corinthians ter ganho um estádio de graça da prefeitura e do governo federal para a Copa do Mundo de 2014 somente piorou a visão daqueles que já consideraram o clube paulista o time do “Establishment” governamental. O ex-presidente corintiano Andrés Sanchez é filiado ao partido dos trabalhadores e tem corredores livres até o ex-presidente Lula, que apesar de hoje ser um mero civil, ainda tem muita influência política.

Mas o privilégio do Corinthians não é o único dentro da história do futebol brasileiro.

Vários outros clubes já ganharam a sua graninha apoiados pelo poder público. Algo que numa sociedade dita capitalista é algo bem contraditório.

Palmeiras e São Paulo tem seus CTS construídos em terrenos da prefeitura na Barra Funda em troca de permutas. Não pagaram nada por eles.

O São Paulo recebeu milhões de reais de uma lei de incentivo fiscal para melhorias no seu Centro de Treinamento de Cotia.

Ok, se tratava de uma lei federal e o tricolor paulista soube aproveitar dela muito bem, mas isso não deixa de ser dinheiro de nossos impostos.

O Flamengo foi patrocinado em quase duas décadas por uma empresa petrolífera estatal. O Vasco da Gama também ostenta em sua camisa uma companhia de energia pública em troca de generosos milhões de reais.

Internacional e Atlético Paranaense estão reformando os seus estádios para a Copa com a ajuda do BNDES. Um banco estatal.

Isso sem contar o benefício que todas as agremiações recebem da Timemania, loteria criada pelo governo para que os clubes paguem as suas enormes dívidas trabalhistas. Um achincalhe, pois na opinião governamental temos que financiar a roubalheira que os corruptos cartolas do futebol brasileiro cometeram em seus times.

Se um dirigente de futebol deixa enormes dívidas para comprar um iate ou um apartamento da Barra da Tijuca ele deveria ser preso e não ser auxiliado com dinheiro de nossos impostos.

Mas a presidente da República homologou o substitutivo da Lei Pelé que exime os cartolas da responsabilidade financeira de seus clubes. Agora pensam em criar a Timemania 2, já que a primeira foi um fracasso comercial.

Curioso… são os mesmos clubes que se dizem privados e que escondem balancetes anuais. Mas no apagar das luzes adoram receber dinheiro do governo. De que lado estão nossas autoridades?

O poder público deve zelar pelo “pão e circo” ou ajudar a população? Pelo jeito a primeira opção é a preferida, pois dão mais votos.

A cara de pau dos dirigentes é colossal. Em países sérios muitos desses times seriam enquadrados e não participariam de campeonatos até pagarem as suas dívidas. Muito menos receberiam qualquer benefício público sem antes serem duramente fiscalizados por órgãos governamentais.

Mas estamos no Brasil. O país do “jeitinho”. As leis não foram feitas para beneficiar o esporte em si diretamente, mas para ajudar o patrimônio privado dos clubes de futebol. Uma vergonha.

Nesse caso, ninguém é “inocente ou santo”. Todos os times de uma certa maneira ou outra já tiraram proveito do governo. Muitos jornalistas e torcedores tentam apaziguar essas vantagens indevidas mostrando os erros do passado de outras agremiações. Como se uma coisa justificasse a outra. Na verdade todos estão errados e continuam a proferir mau caratismo.

Afinal vivemos numa sociedade capitalista, os clubes são privados e dois mais dois são igual a quatro. Mas na visão distorcida de muitos cartolas a soma é igual a cinco.

No final quem sai perdendo somos nós com hospitais de péssima qualidade e escolas públicas putrefatas com professores desmotivados. Os dirigentes continuam a gastar milhões em maus investimentos e também em benefício pessoal para depois pedirem dinheiro com o pires na mão como se fossem clubes miseráveis da terceira divisão. Coitadinhos…

O futebol é privado, feito por clubes privados. Pela lógica de mercado deveriam procurar empresas privadas para financiarem os seus times. Quando o governo auxilia mandatários incompetentes e clubes de futebol com dinheiro, leis e outros benefícios eles só encobrem a bandalheira e atrapalham o próprio desenvolvimento do futebol. O cartola podre continua a roubar o clube e sua ingerência não é percebida pelo torcedor, financiado pelos milhões de reais do estado. Um círculo vicioso que não tem fim e que os políticos mentecaptos insistem em perpetuar. Uma aberração.