Archive for the ‘Mercado da Bola’ Category

DESNECESSÁRIO

30/04/2014

 

Aidar x Nobre: conflito dispensável

Quando abro as páginas dos jornais esportivos e assisto os programas da televisão vislumbro que está cada vez mais complicado acompanhar o esporte favorito dos brasileiros.
É muito difícil não ler certas notícias e ter uma imensa ânsia de vômito por tudo o que está acontecendo em nosso país e na nossa maior manifestação cultural.
Para começar quando vejo os tipos de dirigentes do futebol brasileiro que temos ( tanto de clubes como de federações e confederações ) se constata tristemente que o nobre esporte bretão em nossa pátria vai para um buraco bem profundo, sem previsão otimista para sair de lá por algum tempo.

Cartolas fazerem entrevistas coletivas e se digladiarem por causa de um jogador meia boca como Alan Kardec é o fim da picada.

Podemos dizer que tanto o São Paulo como o Palmeiras estão dignamente representados por seus antecessores e vão continuar com as trapalhadas deles.

Ao invés de se unir eles se afastam. Ao invés deles se fortificarem eles se enfraquecem.

Vemos estupefatos ambos os clubes e a mídia em geral discutir sobre o “fenômeno” Alan Kardec. Um atleta que foi destaque na série B e que nem teve a capacidade de ser reserva do Benfica.

Briga e polêmica absolutamente desnecessária e patética. Aidar não surpreende haja visto que ele foi o tal idealizador do terceiro mandato do Juvenal e também foi apoiado por ele na sua eleição. Mal assumiu a cadeira de presidente do São Paulo e já chutou a porta. Se esquece que o futuro presidente da CBF é um conselheiro emérito do Palestra e que um leopardo nunca perde as suas pintas.

Paulo Nobre que se revelava um dirigente diferenciado é mais do mesmo. O tal “administrador” virou um torcedor comum ao publicar uma nota sobre a coletiva de Aidar no mesmo dia. Incluiu uma passagem sobre o tal “jogo das barricas”, que na verdade era um festival muito comum entre os clubes na época já que a única forma dos times arrecadarem dinheiro no período era a bilheteria dos jogos. Não havia direitos de televisão, nem patrocínio na camisa e o marketing que vemos hoje não existia. Paulo Nobre voltou aos seus tempos de torcedor organizado e ignorou a história para soltar o verbo.

Ambos erraram.

Aidar foi desrespeitoso ao dizer que o Palmeiras se apequenou e Nobre se revela inocente ao retrucar.

A tão sonhada e falada Liga Independente?

Está morta e enterrada.

Se esse é o exemplo que temos de dirigentes de clubes é melhor que fique assim mesmo. Eles merecem a ferroada de sua própria incompetência.

 

ALICIAMENTO? JURA?

05/10/2013
Lucas Piazon e Oscar: alguém lembra de como eles foram parar no clube favorito do Bertolucci por favor?

Lucas Piazon e Oscar: alguém lembra de como eles foram parar no clube favorito do Bertolucci por favor?

 

Eu ia escrever algo sobre o tal “boicote” de alguns clubes contra o São Paulo Futebol Clube nas categorias de base, mas o texto de Gabriel Fuhrmann sobre o assunto  me fez desistir da ideia. Ali está praticamente tudo sobre o que eu penso. Quase todos os clubes do Brasil aliciam jovens valores. Eu escrevi TODOS. Nenhuma associação pode pegar o bastião da moral e reclamar algo sobre o assunto. O problema é que algumas categorias de base são mais competentes que as outras e a lei do mercado no Brasil funciona assim como no resto do mundo.  “Acordo de cavalheiros” realizado na porta dos fundos não funciona.  O que deve existir são leis elaboradas com a união dos clubes para impedir o aliciamento de seus jovens valores por empresários e cartolas muitas vezes sócios dos mesmos.  Aí que o bicho pega.  Vamos ao texto do Gabriel.

 

 

O Boicote da Hipocrisia

 

Por Gabriel Fuhrmann

 

Esse já está se tornando um assunto repetitivo no blog. Já é a segunda vez na semana que me vejo na obrigação de comentar os fatos e dar a minha visão.

Nesta quarta-feira dez clubes anunciaram que só participam da Copa São Paulo de Juniores caso o São Paulo seja excluído da competição. Estão entre eles Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, América-MG, Vitória, Sport e Coritiba. Além deles, Goiás e Figueirense já sinalizaram que devem participar, além da Ponte Preta, que se diz lesada no caso do goleiro Lucão.

Isso pra mim, desde o primeiro caso que começou a dar repercussão ao boicote, é um show de hipocrisia barata para tentar jogar a culpa do outro lado do muro. Eu entendo e concordo que deva haver mais diálogo entre os clubes, mas não é assim que funciona, não acho que o São Paulo é o grande vilão do futebol de base.

Embora dirigentes insistam que o São Paulo é o único clube que assedia jogadores sem contrato, desde que o acordo de cavalheiros foi firmado, isso não é verdade.

O Corinthians cogita fazer parte do boicote por causa do lateral/meia Bruno Dip, que trocou o alvinegro pelo tricolor antes de firmar seu primeiro contrato profissional. Pasmem: tem dirigente corintiano reclamando até da perda de Lucas Moura, há sete anos. Sendo que o jogador já explicou que deixou o Corinthians por falta de acerto com o clube, aos 14 anos de idade. Caso idêntico a dezenas que vemos por aí, inclusive no próprio São Paulo, que perdeu Vitor Hugo para o Santos por não ter alojamento para o jovem.

Eu tenho vários pontos que considero absurdos e que ao meu ver, mostram a total contradição deste grupo do boicote.

1º – O que o Vitória está fazendo aí?

É sério, quando vi o Vitória aderindo ao boicote comecei a pensar que era uma página fake da ESPN, algum blog de piadinha ou coisa do tipo, mas não, é real.

O Vitória ainda vai aparecer de novo nessa lista, mas por enquanto vamos focar em um único ponto: quantos jogadores do Bahia foram contratados pelo Vitória sem ressarcimento ao rival?

Bom, no total fica difícil dizer, mas só nos últimos três meses foram cinco, quatro menores de 16 anos: Caíque, Iuri, Carlos e Rafaelson. Que direito esse time tem de reclamar do São Paulo? E qual a diferença disso pro que faz o São Paulo? Bom, a diferença é que o Bahia teve uma crise interna, basicamente falando.

Mesmo assim, pra mim, o primeiro argumento deste grupo já caiu, pois só nisso, já está provado que o São Paulo não é o único que desrespeita o acordo, desde que ele foi firmado.

2º – “O São Paulo se aproveitou da fragilidade financeira do Vasco…”

Esse foi um dos pontos colocados por Renê Simões durante o caso Wellington Foguete, que deu início ao grupo do boicote. Aparentemente, ficar sem pagar o jogador pode, ele procurar outro lugar pra jogar é que é antiético.

Foguete, um dos principais jogadores da geração /96 e por muito tempo lateral titular da Seleção, estava há meses sem receber salários. Por conta disso entrou na justiça e conseguiu a liberação para atuar onde quisesse: quis atuar no São Paulo, onde inclusive tem uma forte concorrência com Auro pelo posto na lateral-direita.

Segundo Renê Simões, o São Paulo se aproveitou da fragilidade financeira do Vasco para contratar o jogador sem custo. ALICIAMENTO, para Renê.

Vamos por partes: você tem o direito de atrasar os salários do seu jogador, mas ele não tem direito de procurar outro lugar pra trabalhar? Levem em consideração que é infinitamente mais fácil um clube explorar um jogador, do que um jogador explorar um clube.

Voltando a falar do Vitória, alguém por favor me explique no que isso difere o São Paulo do clube baiano durante a contratação do lateral Álef, que também é parte da Seleção Brasileira?

O jovem, que jogava no Bahia, entrou contra o tricolor baiano na justiça, pois já não recebia FGTS há quatro meses seguidos. Junto com ele, saíram outros jogadores, incluindo o zagueiro Maracá. Os dois foram para o Vitória, sem ressarcimento ao Bahia.

Alguém por favor me explica a diferença entre esses dois casos: Foguete e Álef. Ressaltando que o caso envolvendo os rivais soteropolitanos é muito mais recente.

3º –  Me digam, por favor, quanto pagaram pelos seguintes jogadores…

Dá pra fazer uma lista com vários atletas, mas vou cortar muitos porque são anteriores ao acordo.

Só que ainda dá pra perguntar quanto o Botafogo pagou por Dankler, ex-Vitória. Ou o Palmeiras, que ficará neutro na conversa porque com certeza pagou uma boa quantia ao Campinas Esporte Clube para ter o volante /95 Carlos Madson.

Ou podemos perguntar ao Corinthians, que tem intenções de entrar no boicote, quanto pagou pelo zagueiro Altair, ex-Desportivo Brasil. (Sabemos que não pagou nada).

E meu ponto nesse caso é: só pode reclamar quem realmente cumpre o acordo e nisso não salva um sequer dos 40 times, entre série A e B do Brasileirão.

4º – Contactar o jogador antes e negociar com o clube depois, também é aliciamento

Conversando com muitos defensores do boicote, citei este tipo de caso e tive o prazer de ouvir a resposta que todos fazem isso. “Sempre foi assim, contratar o jogador, levar ele e depois forçar a negociação com o clube, é normal”. Poxa, mas eu achei que o acordo era justamente para evitar que agissem assim.

Então se você forçar o clube a negociar o jogador (como foi feito no caso Oscar, por exemplo) tudo bem, segundo os defensores.

Isso, pra mim, também é aliciamento. E isso todos fizeram recentemente, Fluminense, Vasco, Cruzeiro, Galo, Flamengo. Eu tinha entendido, sobre o acordo, que você tinha que falar com o clube quando tinha interesse em algum atleta, mas pelo jeito não é isso, se você der esmola depois, tudo bem.

Essa é uma prova cabal de que não se trata de ética, o problema aqui é meramente dinheiro. Não tem nada a ver com ética, não vamos nos enganar. Tanto é que os clubes aceitam as esmolas, como o Vasco aceitou a esmola dada pelo Atlético-PR por Mosquito e como a Ponte Preta aceitaria de braços abertos a esmola dada pelo São Paulo pelo goleiro Lucas.

5º – Não sou eu quem tem que melhorar, é quem é melhor que não pode competir comigo.

Cada vez mais sinto que isso está inserido na discussão. Não é o clube menor que tem que aprimorar o trabalho, é o clube mais estruturado que não pode competir com ele.

Porque pra mim não é possível que as pessoas achem que perder o Foguete pro São Paulo é mais importante do que um jogador de 14 anos morrer em campo por falta de departamento médico dentro do centro de treinamento.

“Como se os jogadores vivessem em uma casa para menores infratores”, essa é a percepção do ministério público sobre os centros de treinamento da base do Vasco. Mas o que importa para eles é que o Foguete rescindiu e foi pro São Paulo de graça ou seja, os valores estão distorcidos.

Fala sério, dos dez clubes, pelo menos metade deles não consegue nem pagar o elenco profissional em dia, quem dirá pagar o time de base. Eu não conseguiria dever para um funcionário e ainda cobrar que ele tenha uma espécie de fidelidade, que não vá procurar outro lugar ao fim de seu contrato ou na primeira oportunidade litigiosa, depois de passar meses sem receber.

Dois anos atrás, o Vasco tinha cinco jogadores na Seleção sub-15. A geração chegou no sub-17, a estrutura não melhorou e hoje o Vasco tem apenas um (Matheus Índio, já que Lorran não estava no sub-15 e Danilo foi vendido) e, segundo informações, só não perdeu esse porque decidiu manter em dia o salário de 13 jogadores, considerando todas as categorias e Índio deu a sorte de estar entre eles.

Antes de resolver problemas externos, os clubes deveriam resolver os dilemas internos, mas isso dá trabalho demais.

6º – Mais uma vez pegamos a granada e lançamos na direção errada

Os clubes continuam fazendo errado. Jogando uns contra os outros, em vez de jogar contra os empresários gananciosos.

Todos sabemos que o São Paulo e os outros clubes que aliciam (ou forçam negociação) não fizeram nada sozinhos. Isso é coisa de empresário, que busca o atleta e oferece aos clubes, para poder ganhar parte do jogador colocando ele em uma posição melhor.

Tanto sabemos, que a própria Ponte Preta, no caso do goleiro Lucão, alega que isso foi vingança de “intermediários”, vulgo, empresários.

O boicote deveria ser contra empresários, deveria ser contra a pessoa que coloca jogadores no Internacional, por coincidência colocou um são-paulino e um palmeirense lá. Que por uma mera coincidência é agente de todos os brasileiros do Chelsea, apenas coincidências.

Enfim, essas coincidências tem que começar a ser cortadas. Temos que atacar os empresários e não os clubes.

Encerrando os tópicos

Esse boicote é feito de muita hipocrisia e pouca vontade de trabalhar. Não sou fã de Geraldo e Juvenal Juvêncio, mas a culpa não é só deles. Eles tem muitos erros, mais erros de gestão interna do que externa. No entanto, de fato, o São Paulo não pode simplesmente ligar o “Nem ligo” (para não falar outro termo), é necessário que sim, os clubes conversem. Mesmo que, bem na verdade, o que os clubes do boicote querem seja dinheiro e não palavras.

E se todos fazem isso, por que escolheram o São Paulo?

Vi uma certa inveja em algumas declarações, como a de um dos líderes do boicote: “O São Paulo não forma, só rouba” – risos contidos da minha parte -. “Estamos cansados do São Paulo e sua soberba, de se intitular melhor clube e melhor estrutura”.

Fica claro nessas declarações que a postura do São Paulo incomoda mais do que as atitudes.

Acredito que entramos, inclusive, num sistema, não apenas de defender seu atleta, mas de tentar eliminar um concorrente visivelmente mais forte pelos jovens jogadores. Acordo de ética pode ser um eufemismo para um cartel, talvez, que visa eliminar a concorrência, no caso, uma concorrência visivelmente mais forte.

Mas eu concordo com o acordo, mesmo assim

Eu concordo com o acordo, mas vejo diversos problemas nisso. Quando os jogadores foram ouvidos sobre esse acordo? O que eles pensam do tal acordo?

Por exemplo, eliminamos o passe para que os atletas não fossem escravos (e inventamos os direitos econômicos para continuar a mesma palhaçada). Então, o jogador de 14 anos já é propriedade do clube? Acredito que muitos atletas não gostariam disso, pois dificultaria ainda mais as chances de um jovem ser testado em uma equipe de maior expressão, quando começa em algum time fora do eixo.

No entanto, também entendo que é “sacanagem” com o clube investir no garoto dos 11 aos 14 e ver ele sair sem receber nada, apenas porque um clube maior gostou do talento dele (que óbvio, tem todo o direito de querer ir).

O acordo de cavalheiros é uma boa pedida, mas só vai funcionar se todos quiserem fazer de verdade. Do jeito que está é só uma palhaçada, porque nenhum clube está cumprindo de verdade e ainda escolheram o São Paulo pra bater, por ter pego alguns jogadores mais importantes recentemente.

A discussão tem que ser mais ampla, tem que incluir mais coisas, como as obrigações internas dos clubes, que quando cumpridas, já diminuiriam muito esses casos.

Por exemplo, o Foguete não teria saído de graça do Vasco se a estrutura do time de São Januário fosse excelente e seus salários estivessem em dia.  Só que em nenhum momento o clube se preocupou em ficar a altura do seu grupo lotado de jogadores de Seleção e pagou o preço por isso.

Assim, como os clubes estão pagando o preço de cederem aos caprichos de empresários e da sua vontade incessante de tirar vantagem.

Eu concordo quando dizem que, se cada vez que um clube visivelmente mais forte quiser um jogador jovem ele for lá e pegar, sem ressarcimento, mataremos os clubes menores, mas o que acredito é que o boicote é hipócrita, pois os clubes que boicotam também praticam.

A grande diferença é que há mais conversa entre esses clubes. Conversas que o São Paulo não tem e há, muitas vezes, ressarcimento póstumo.

Enfim, como já falei muito tempo atrás, falta alguém puxar a rédia disso tudo. Uma tal CBF, que sempre foge quando o assunto é tomar posição e passar a organizar e desenvolver o futebol de base do país.

ATÉ BREVE GAROTO!

25/05/2013

neymar

Após idas e vindas, informações nebulosas e muita especulação está decidido: Neymar infelizmente vai deixar os campos brasileiros para brilhar na Europa.

Mais um craque que se vai e que apequena o futebol brasileiro.

Neymar foi um oásis num mar de mediocridade.

Surgiu tímido em 2009. Chamado por Vanderlei Luxemburgo com o pejorativo apelido de “filé de borboleta”.

Com o ex-treinador fora do caminho, o Santos trouxe Dorival Júnior e Neymar explodiu no ano seguinte com uma nova leva de meninos da Vila, que incluiu André, Ganso e o veterano mas ainda moleque Robinho. O Brasil se encantou com aquele garoto de corte moicano, que ousadamente deu um chapéu no corintiano Chicão com a bola parada. A Vila inteira riu e o zagueiro se enfureceu. Outros adversários viriam e outros chapéus também, mas com a bola rolando.

Os torcedores pediram a convocação dele para a Copa do Mundo, mas Dunga, o agente mór do pragmatismo do futebol brasileiro, não se sensibilizou com o encantamento e levou o seu exército de brucutus para a África do Sul. Perdeu a Copa do Mundo.

Ainda em 2010 seu sonho de vestir a amarelinha se materializou. Neymar se tornava ídolo do futebol brasileiro. Venceu a Copa do Brasil e no ano seguinte atingiu o seu ápice nos campos nacionais. Ajudou o Santos a vencer o bicampeonato paulista em cima do maior rival e foi o astro principal da conquista do tricampeonato da Libertadores da América. Algo que só o time de Pelé tinha conseguido em 1963. No Mundial, o camisa onze santista foi anulado pelo estratosférico time do Barcelona. Muitos duvidaram da sua capacidade. Mas os golaços e as lindas jogadas continuavam.

Em 2012 como não se lembrar no show de Neymar sobre o pobre lateral paraguaio Piris no Morumbi? Até o mais ranzinza são paulino sorriu ao ver ali um aspecto do futebol brasileiro que há muitos anos se julgava desaparecido.

Mas vieram a fama, as mulheres, as baladas, os patrocinadores e o futebol da joia santista começou a murchar. Na seleção a perda de medalha de ouro fez a torcida desconfiar de seu futebol mesmo que o jovem tenha sido o maior goleador do Brasil  nos últimos anos.

Num futebol recheado de Muricys, Roths, Abelões e afins não havia mais espaço para o talento santista crescer. Hora de amadurecer. Tempo de respirar novos ares e aprender novas filosofias.

Se o futebol brasileiro não estivesse dominado pelo pragmatismo tosco e exagerado talvez ainda haveria espaço para ele atuar sem se preocupar com as suas canelas e com as reclamações dos adeptos da cartilha dos pernas de pau. Mas isso é hipotético.

O que nós brasileiros temos a dizer a você Neymar é muito obrigado.

Seja feliz garoto, aproveite ao máximo. Boa sorte na sua nova empreitada.

Até breve. Que a sua “molecagem” nunca desapareça, pois ela não é apenas sua. Ela pertence a todos nós que gostamos de ver o verdadeiro futebol brasileiro.

EFEITO “PROGAGANDA ENGANOSA”

11/02/2013

orgulho verde

Uma imagem diz mais do que mil palavras…

AMOR À CAMISA? BARCA FURADA!

09/02/2013
Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

 

Este assunto já foi comentado sobre Paulo Henrique Ganso. Mas a repentina ida de Barcos para o Grêmio só reforça o pensamento corrente aqui neste blog.

Futebol é um esporte profissional. Jogador atua onde quer. Se um clube atrasa seu salário ou tem dificuldades financeiras para pagar um atleta, ele tem todo o direito de escolher outro time.

A frase “amor à camisa” é restrita apenas aos torcedores, não aos jogadores de futebol. Se isso fosse verdadeiro eles desfilariam pelos campos de graça, mas nem mesmo Juninho Pernambucano resistiu a crise financeira do Vasco da Gama e zarpou para outros mares.

Querem saber? Estão corretos.

Existem vários dirigentes pilantras que atrasam salários e direitos de imagem e demagogicamente usam as palavras “amor a camisa” para jogar o atleta contra a torcida.

Clube de futebol deve ser profissional. O resto é papo furado.

Existe uma troca. O time paga e o jogador joga o que sabe. Quanto maior a qualidade do profissional, mais ele recebe.

Não é assim em outras profissões?

Sim, sabemos que o futebol é um pouco diferente. O esporte agrega paixões, sentimentos contraditórios e situações ambíguas, mas o leitor pode experimentar ficar dois meses sem salários para sentir na pele as dificuldades de um jogador comum. E não citamos apenas Barcos e 3% dos times chamados da “elite”, mas todo o resto. A situação é brava.

O leitor pode questionar o que está colocado acima, mas o escriba deste blog não alimenta ilusões há muito tempo.

Não acredito em jogadores que beijam o escudo do time, que gravam vídeos dizendo que vão ficar no clube para depois ir embora dois meses depois e que falam que torcem para uma associação depois de jogar três anos na equipe rival.

Amor à camisa é algo relativo. Pode existir? Sim, vemos no Brasil e no mundo alguns exemplos, mas são raros. Existindo o respeito profissional de ambas as partes isso pode acontecer. Caso contrário observamos jogadores caindo de clube em clube adversário como Romário na década passada e Tiago Neves agora.

Quanto ao Palmeiras, só o tempo dirá se a troca foi benéfica. Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro não cheiram e nem fedem. Se Marco Antônio e Moreno viessem aí valeria a pena.

Lamentável o que o pai empresário do centroavante boliviano disse sobre o Palmeiras e Flamengo.

O Grêmio é um clube grande e está investindo muito para vencer a terceira Libertadores da sua história, mas não tem o mesmo mercado e torcida que Flamengo e Palmeiras.

São clubes mal administrados no passado, mas que trocaram de dirigentes e agora tentam se acertar. Se Moreno vira ídolo no Parque Antártica vai ter muito mais visibilidade que a reserva de Barcos e Vargas  no tricolor gaúcho.

Se o pai do Moreno fala em “fracasso”, o que dizer da pobre seleção da Bolívia? É essa a projeção que ele quer dar ao filho dele?

Santa contradição Batman!

NEY FRANCO: BOLA DENTRO!

05/07/2012

Ney Franco: é o novo técnico do São Paulo

Finalmente a diretoria são paulina parece ter dado razão à lucidez. Depois de muitos erros após a demissão de Muricy Ramalho, o tricolor deixa de lado as experiências catastróficas com Baresi, Carpegiani, Adílson Batista e Leão e joga as suas fichas no bom Ney Franco.

Franco era o treinador da seleção sub-20 campeão mundial com a categoria no ano passado e que classificou o Brasil para as Olimpíadas de Londres. No total foram cinco títulos com a camisa amarelinha. O treinador passou a ficar conhecido no Brasil depois de conquistar o campeonato mineiro com o Ipatinga e levá-lo às semifinais da Copa do Brasil eliminando o Palmeiras. Ganhou também mais dois estaduais com o Flamengo em 2007 e o Coritiba em 2010. Tem um título da série B com o Coritiba e outro da Copa do Brasil com o Flamengo em 2006.

Boa contratação. O técnico já trabalhou com Casemiro, Lucas e Bruno Uvini na base canarinho. Poderá formar um bom conjunto junto com o trabalho de Renê Simões nas categorias de base em Cotia como a diretoria tricolor tanto deseja.

Esperamos que os corneteiros de plantão e diretores “entendidos de futebol” não atrapalhem o trabalho do técnico. Formar uma escola  leva tempo e paciência. Que Franco tenha toda a tranquilidade para trabalhar e mostrar o seu potencial.

Depois de algumas bobagens no meio do caminho, parece que o tricolor acertou o rumo. Já estava na hora.

Bem vindo Ney Franco.

ps – o zagueiro do Goiás Rafael Tolói acaba de ser contratado pelo tricolor. Mais um bom reforço para o São Paulo para o campeonato brasileiro e para a Copa Sul Americana neste segundo semestre.

FIM DE CASO

01/06/2012

Ronaldinho Gaúcho no Flamengo: passagem mediocre

O casamento entre o Clube de Regatas Flamengo e Ronaldinho Gaúcho acabou. O atleta pediu a rescisão de seu contrato na justiça após alegar que o clube carioca não realizou os pagamentos de seu direito de imagem e também do seu salário.

Foi a crônica de um divórcio anunciado. Desde que o time da Gávea apostou em Ronaldinho Gaúcho no ano passado esse blog já alertava que a operação seria arriscada demais. O jogador já não era o mesmo desde 2006. Por causa de suas olheiras e cansaço pós baladas, a torcida do Barcelona não pensou duas vezes ao trocá-lo por Lionel Messi.

Na seleção brasileira a mesma situação se configurou. Desde a final da Copa das Confederações em 2005, Ronaldinho nunca mais teve grandes atuações. Dunga e Mano Menezes já tentaram “recuperá-lo”. Em vão. No Flamengo após um título carioca e um bom primeiro turno no campeonato brasileiro, os problemas começaram a aparecer.

Gaúcho foi acusado se sabotar o trabalho de Vanderlei Luxemburgo. A Traffic, empresa que ajudava no pagamento do salário do ex-craque pulou fora do barco e a tão decantada “entrada de recursos” dentro do clube nunca aconteceu. Ronaldinho Gaúcho aos poucos passou de Cinderela rubro-negra para uma abóbora podre.

Baladas e agitos do futebolista na fervorosa cidade do Rio de Janeiro passaram a dominar os notíciários. Atrasos, falta de comprometimento, partida medíocres. As vaias começaram a aparecer , mas o holerite dessa autêntica bomba ainda era caro. O Flamengo, sem ter como pagar o salário de Ronaldinho e seu empresário-mano Assis cometeu uma loucura ao bancar a conta sozinho. Mais uma das tantas trapalhadas que os cartolas rubro-negros acostumaram a fazer ao longo de sua história. Vide Kléber Leite e Edmundo Santos Silva.

O Flamengo é gigante, mas seus dirigentes tem a mentalidade de um caroço de azeitona. Faltou visão mercadológica para ver que Ronaldinho Gaúcho deixou de ser craque há algum tempo. Hoje ele se arrasta em campo sem grande compromisso ou motivação. A falta de pagamento de seus salários piorou a situação. Agora ao invés do time rubro-negro ter um lucro exorbitante com o “sucesso” de sua ex-prima dona, o Flamengo vai ter que conseguir a bagatela de R$ 40 milhões de reais.

Amorim: tentando justificar o injustificável

De nada adianta Patrícia Amorim gravar um vídeo para a internet para “convocar” a torcida do Flamengo. Dívida trabalhista no Brasil é coisa séria e o hexacampeão brasileiro vai ter que pagá-la cedo ou tarde. Triste ver que o clube de maior torcida do Brasil ainda tenha cartolas com a palavra AMADOR escrito em suas testas. Enquanto isso o politicamente correto e inoperante jogador vai ganhar a sua bufunfa e continuar a curtir as suas baladas, sem jogar absolutamente nada e viver de um passado que já foi glorioso.

O CAPÍTULO FINAL

30/05/2012

 

O São Paulo Futebol Clube publicou hoje uma nota em seu site em que esclarece que o atacante Oscar  rescindiu o seu contrato com o tricolor mediante o pagamento de uma multa de 15 milhões de reais.

É o fim da novela Oscar que durou longos trinta meses e que se iniciou com a briga jurídica do agora atacante do Internacional, mais os jogadores Lucas Piazon e Diogo.

Ambos alegaram irregularidade em seus contratos e tentaram sair do São Paulo sem pagar uma multa indenizatória por quebra de contrato. Os três se deram mal.

Ao contrário do que muitos jornalistas de renome alegaram os “mimadinhos” de Cotia não eram escravos. Muito menos eram pobres coitados que recebiam um salário de merda com uma mariola de gratificação.

Os atletas foram aliciados por empresários inescrupulosos que visaram usar o clube do Morumbi como cobaia. Oscar e seus agentes apostaram alto que poderiam sair do Morumbi sem pagar a multa, mas mediante a insistência do São Paulo em discordar da decisão ridícula da primeira instância feito por uma juíza, a máscara caiu. Oscar não era um coitadinho. Ele saiu do clube por dinheiro como ele próprio afirmou ao juiz Caputo Bastos.

Os três rebeldes de Cotia deram um passo maior que a perna e no final deram um tiro no próprio pé. Não se escuta nenhuma notícia de destaque para o lateral Diogo e o tal Lucas Piazon. Foram negociados pelo São Paulo depois de perderem as suas opacas ações na justiça do trabalho e não se fala mais neles. Piazon foi negociado para o Chelsea e ainda não explodiu no time de Roman Abramovich. Diogo está no Anderlech no “poderoso” futebol belga. Ambição demais mata e dissolve carreiras também.

Oscar, a nova escrava Isaura fake do futebol brasileiro teve que pagar a multa rescisória no final das contas. Não adiantou nada posar de injustiçado. As  leis do trabalho no Brasil não podem ser mudadas de uma hora para outra e servir os famigerados agentes de jogadores que buscam atalhos em brechas jurídicas. Foi o que eles acreditaram e no final ambos tiveram que matar o escorpião do bolso e soltar a graninha para a presidência são paulina.

Mais que uma vitória do São Paulo, a rescisão de Oscar representa um triunfo do futebol brasileiro. Agora os clubes terão  a segurança necessária para manter e formar seus atletas e os empresários vão pensar duas vezes antes de convencer os seus pupilos a fomentar saídas forçadas sem justificativa.

Parabéns ao São Paulo Futebol Clube pela insistência e luta. Apesar da falta de apoio dos outros clubes, entidades e de alguns membros da imprensa, o tricolor seguiu firme na batalha jurídica e conseguiu o seu objetivo. Uma das decisões mais importantes do futebol brasileiro nos últimos anos e que vai fazer o esporte crescer ainda mais.

No final, o futebol brasileiro venceu. Fim da novela.

OSCAR – O “POBRE” ESCRAVO

04/05/2012

O Ministro Guilherme Caputo Bastos do Tribunal Superior do Trabalho, determinou que Oscar seja liberado para jogar pelo Internacional nos próximos dias e passou a bola para o Tribunal Regional do Trabalho novamente para julgarem o caso no mês de maio.

Como justificativa da decisão, o magistrado usou a premissa da livre escolha das funções profissionais do trabalhador. Citou no despacho até a escravatura como argumento para liberar o atleta.

O caso Oscar ganha contornos jurídicos preocupantes a partir de agora. Se a decisão da liminar se manter e o jogador vencer a batalha contra o São Paulo FC será instituído o calote oficial e consequentemente será o começo do fim do futebol brasileiro.

Não valerá a pena investir em atletas na base, pois os mesmos poderão virar acólitos de um empresário que lhe darão 1 milhão e um carro importado para poderem sair do clube que o formou alegando problemas de salário e outras justificativas torpes.

Oscar, pobre coitado era um escravo no São Paulo Futebol Clube.

Magrinho…mirradinho… de dar pena….

Criado a pão velho com água, o atleta jamais foi educado enquanto esteve em Cotia. Passava fome e recebia dez chibatadas por mau comportamento todo o dia. Era muitas vezes amarrado ao tronco e deixado lá de sol a sol para servir de lição aos outros “escravinhos” do Morumbi.

Oscar não recebia aulas de inglês, era mal alimentado por um clube sem estrutura, que não tinha fisioterapeuta, psicólogo e recebia um parco salário de 100 reais por mês, uma mariola e apenas um bilhete de vale transporte.

Ao leitor que entendeu a ironia do texto acima é de espantar a total falta e preparo e de visão macro econômica do senhor Guilherme Caputo no caso. O São Paulo não é um clube “escravocrata” como pleiteia o magistrado e outros jornalistas renomados. O São Paulo formou Oscar e o atleta cuspiu na cara do clube, como um menino mimado cooptado por um empresário.

Ele tem todo o direito de jogar onde quiser. Mas que o faça pela porta da frente. Com honradez e hombridade e não como um menininho que se esconde atrás de um paletó de um advogado visando quebrar um contrato de trabalho sem pagar uma multa.

A decisão é provisória, mas se o atacante do Internacional conseguir sair do time do Morumbi sem gastar um tostão estará aberto um precedente perigoso e nada irá impedir um Neymar ou um Paulo Henrique Ganso de fazerem o mesmo. Afinal, empresário malandro é que não falta e jogador de futebol gosta de dinheiro, salvo é claro raras exceções.

Enquanto a merda estiver impregnando os corredores do Morumbi no “escravocrata” São Paulo estará tudo bem para alguns torcedores imbecis.

Alguns dizem que o São Paulo “está colhendo o que plantou”, já que já foi acusado muitas vezes de aliciar jogadores de outros clubes. Mas o caso aqui é muito mais complexo do que se imagina.

Se a vitória de Oscar se confirmar o esterco vai voar literalmente pelo ventilador e vai atingir todos os clubes do futebol brasileiro sem exceção. Contratos e mais contratos serão desfeitos com a mesma justificativa dada pelo atacante do Internacional.

Com quebras e quebras de direitos federativos de garotos pipocando pelos centros de formação, muitas das revelações de base irão mostrar a sua capacidade em times do exterior. Os clubes brasileiros não irão mais investir nas divisões de base, pois não valerá a pena formar atletas para os outros times e empresários pegaram na mão grande.

E os campos nacionais estarão cheios de brucutus sem talento. O nível técnico do futebol brasileiro vai cair e consequentemente a seleção brasileira vai dar vexame atrás de vexame. Libertadores? Nem pensar. Até times da Venezuela irão vencer os clubes brasucas.

Para terminar a tragédia que se anuncia, muitos jornalistas conhecidos na grande mídia irão perder o emprego porque o futebol no Brasil terá acabado.

Sugiro escreverem sobre a sociologia da escravatura no século XXI. Pode não vender porra nenhuma, mas dará uma senhora tese de mestrado…

E viva a liberdade! E também o calote!

O QUE? NÃO BRINCA! JURA?

11/01/2011

 

Ronaldinho Gaúcho no RJ: bom futebol ou baladas?

 

Um time que há uma década e meia  atrás teve uma amarga experiência em contratar superastros. Renato Gaúcho e seu gol de barriga em 1995 que o diga.

Um clube que ainda não se livrou das enormes dívidas deixadas por presidentes irresponsáveis e que até sairam algemados em praça publica.

Uma agremiação que demitiu o diretor de futebol e eterno ídolo porque o mesmo queria investir na estrutura do clube.

Um time que não terá o seu maior palco durante 2 anos e meio e que por consequência vai dar dinheiro ao seu maior rival, o Botafogo, “dono” do Engenhão.

Um clube que não vai disputar a Libertadores.

Senhores, esse é o Clube de Regatas Flamengo. Campeão Mundial em 1981 com quase todos os jogadores vindos da base.  Ele será o clube de Ronaldinho Gaúcho.

Patrícia Amorim prova que não aprendeu nada com os acertos e os erros do passado da maior torcida do Brasil.

Um milhão de reais por mês por Ronaldinho Gaúcho? No Rio de Janeiro? Hummmmm.

Vai valer a pena?

A enorme massa flamenguista espera que sim.

Mas se tratando de um jogador que se desinteressou da bola em prol das baladas é bom o torcedor rubro-negro abrir o olho.

Afinal Ronaldinho Gaúcho nunca foi Pelé. Nunca será Zico. Arrisco a dizer que será menos querido que Obina.

A sorte está lançada.

Patrícia Amorim colocou a faca no próprio pesçoco. 

Resta saber se o investimento  será uma furada. Porque se o ex-camisa 10 da seleção brasileira se desinteressou até de jogar no Barcelona e no Milan terá a mesma vontade no Flamengo?