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MIXÓRDIA SUL AMERICANA 2 – O RETORNO

19/04/2013
Luxemburgo: agressão covarde

Luxemburgo: agressão covarde

Gostaria de saber qual será a punição do vulgo Huachipato do Chile pelas agressões covardes ao técnico do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo na noite de ontem.

Independente da provocação com palavras é inadmissível que um time de futebol da primeira divisão de um país tenha o comportamento de uma associação de várzea.

Qual será a decisão do agora já patética e desacreditada Comissão Disciplinar da Conmebol?

Uma multa e um cafezinho com o Nicolás Leoz talvez?

O que aconteceu com os jogadores do Arsenal de Sarandi que bateram covardemente numa policial e arrebentaram os vestiários do estádio Independência na partida contra o Atlético Mineiro em Belo Horizonte?

Muitos jornalistas criticaram a postura dos seguranças dos São Paulo Futebol Clube depois da autêntica briga de foice que ocorreu nos vestiários do Morumbi no intervalo da final da Copa Sul Americana. Alguns chegaram a chamar a diretoria do clube de “cafajeste” pelos tristes acontecimentos na decisão da competição.

Mas hoje vemos que o problema comportamental de clubes sul americanos é lamentável. Alguns times literalmente apelam para a porradaria. São ajudados pela anuência e cumplicidade da Conmebol que permite de tudo um pouco nos campos da América do Sul.

Mas não se preocupem caros leitores. Xingar um péssimo árbitro é fato gravíssimo que dá direito a quatro jogos de suspensão.

Porém bicudar auxiliares, matar um adolescente, agredir uma mulher, destruir vestiários e pisar em treinadores no gramado são apenas “acidentes de percurso”. Não dá nada.

Triste Libertadores.

Triste Conmebol.

Horripilante Nicolás Leoz.

A mixórdia continua.

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EU NÃO ACREDITO EM BRUXAS, MAS…

10/04/2013

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O leitor do blog deve ter notado a ausência de novos posts nos últimos dias.

Realmente me ausentei de escrever qualquer assunto no blog, principalmente sobre futebol. A explicação será longa. Portanto se você não gosta de longas dissertações pode pular fora.

Escrever sobre esportes ou qualquer assunto relevante é um prazer para mim. Poderia estar fazendo outra coisa, mas a internet proporciona um canal de comunicação viável entre várias pessoas e incentiva o debate e discussões relevantes.

No entanto, nos últimas semanas não estou muito entusiasmado de escrever.

Não sou adepto das “teorias da conspiração”. Pelo contrário, eu sempre me recusei a acreditar que existe resultados arranjados e decisões de bastidores absurdas. Se isso ocorre para que ver futebol? Qual o propósito de assistir o seu time se as “cartas são marcadas”? Isso é coisa de sadomasoquista. Não faria o menor sentido.

No entanto, nas últimas semanas temos visto situações estranhas ocorrerem em volta do esporte bretão. Logo eu, o último dos moicanos em relação a desconfiança da arbitragem. Mas como diria um amigo meu, “bem vindo ao novo mundo”.

Não dá para confiar em entidades presididas por Nicolás Leoz, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Muito menos nos árbitros e nos chamados “julgadores disciplinares” dos mesmos. Isso é fato.

Agora vamos chegar ao ponto principal.

O São Paulo Futebol Clube foi literalmente assaltado no Pacaembu pelo árbitro colombiano Wilmar Roldan na partida contra o Arsenal de Sarandi. O pênalti que ele deu numa bola na mão foi um ato ridículo. O atacante Luis Fabiano reclamou e foi expulso pelo homem de preto depois que a partida terminou.

Luis Fabiano errou é verdade. Pela sua experiência como atleta profissional ele deveria ter seguido o seu rumo e não discutir com o árbitro já que a decisão já fora tomada meia hora antes. Um vestiário e uma água fria teriam melhores resultados terapêuticos contra a raiva. Mas Luis Fabiano é um “porra louca”. Sabe-se lá o que ele disse ao sujeito, mas a súmula do juizinho medíocre fez com que o centroavante são paulino ficasse quatro jogos suspenso. Um exagero apesar do atacante tricolor ser reincidente. Em toda a história da Libertadores e de outros torneios sul americanos atletas fizeram coisas bem piores e nem mesmo tomaram um gancho de 45 minutos. Vide a selvageria e a covardia dos jogadores do Arsenal que agrediram uma mulher no jogo contra o Atlético Mineiro no estádio Independência na semana passada. A punição ao centroavante titular do Morumbi foi exagerada.

Muitos torcedores são paulinos ironizaram a decisão nas redes sociais. “Melhor seria se tivesse matado o árbitro, pegava apenas um jogo”. Eles se referiram ao triste caso Kevin Spada e da punição branda da entidade em relação ao Corinthians e do escandaloso relacionamento de políticos brasileiros com as famigeradas torcidas organizadas. Até mesmo o ex-promotor e também ex-caçador de torcidas Fernando Capez é um dos defensores da libertação dos envolvidos na suspeita do assassinato do garoto boliviano. Tudo em troca de fervorosos votos nas eleições do ano que vem.

Porém, não estamos tratando aqui de “santinhos”, nem de presos políticos brasileiros dissidentes que resolveram ofender o presidente cocaleiro Evo Morales. O buraco é mais embaixo. Houve um assassinato. Mesmo que os 12 corintianos sejam inocentes eles tem que responder pela justiça boliviana que é soberana e totalmente independente do estado brasileiro.

Se os 12 torcedores não deverem nada estarão livres. A Bolívia não é uma ditadura.

Mas voltemos a Luis Fabiano.

Devido a muitas atitudes infantis do atleta o são paulino não sabe se o castigo imposto a ele é um desfalque ou um reforço. O atacante age com imaturidade dentro de campo. É um irresponsável. Não melhorou uma vírgula desde que voltou da Espanha. Nem mesmo a titularidade de uma Copa do Mundo fez seu controle psicológico melhorar. Ele continua o mesmo transloucado de sempre. Mas apesar de todas essas “qualidades” a punição da Conmebol foi severa demais.

Xingar o juiz pode dar quatro jogos de suspensão mas e chutar um auxiliar como o Elano fez na Sul Americana do ano passado? Para a Conmebol não há nenhum problema. Tanto que o meio campista continua livre, leve e solto pelos campos verdejantes do Rio Grande do Sul nessa Libertadores.

Elano: bicar o auxiliar não dá suspensão grave

Elano: para a Conmebol bicudar o auxiliar não dá suspensão grave

São dois pesos e duas medidas. A entidade sul americana age com rigor em um caso simples e mostra indiferença em outros fatos bem mais graves que envolvem agressões e até mortes.

Agora vem a pergunta: como vamos confiar na confederação de “Sir” Nicolás Leoz?

Desculpem mas não é possível.

A segunda facada veio quinze dias depois. O árbitro Leandro Bizzio Marinho marcou pênalti de Rogério Ceni em Alexandre Pato quase no final do jogo do clássico entre São Paulo e Corinthians pelo campeonato paulista.

Na minha opinião não houve pênalti. O arqueiro tricolor errou o tempo da bola e acertou o pé do atacante alvinegro sem a intenção de derrubá-lo. Pato veio por cima e quase quebrou o goleiro. Houve apenas uma solada . O atacante caiu de maduro e o árbitro entrou na onda. A marcação foi absurda.

Rogério Ceni e Pato: solada é pênalti

Rogério Ceni e Pato: solada é pênalti

No ano passado por coincidência, no mesmo clássico no Pacaembu houve um lance semelhante. O juiz acertadamente não deu falta.

Mas Bizzio interpretou de outra maneira. Ele deve ter ficado com medo de não aplicar a infração contra um time amplamente favorecido pela mídia e pelo atual governo. A caixa de ressonância e o medo da repercussão negativa de um lado falou mais alto no seu córtex cerebral. O futebol mais uma vez perdeu, pois a partida era muito bem disputada. O juiz interferiu no resultado.

Dois erros graves de arbitragem contra o mesmo clube em menos de 15 dias. Além de uma punição rigorosa e até inédita contra um dos seus principais jogadores.

Coincidência? Pode até ser. Mas o fraco futebol do São Paulo nos últimos meses não demonstrou que os erros dos árbitros e os julgamentos rigorosos de entidades são os únicos responsáveis pelos maus resultados na Taça Libertadores.

Porém isso não impede a real visão dos fatos. O tricolor do Morumbi foi garfado dentro e fora de campo. Independente da qualidade do time ou de se enfrentar adversários melhores, não se pode desvirtuar a essência do futebol.

Temos todo o direito de desconfiar da seriedade de certas instituições. Não ponho a mão no fogo por elas. Principalmente aquelas que adoram fazer negociata nos bastidores.

É como diz um ditado muito famoso na Espanha: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

Traduzindo para o bom português , eu não creio eu bruxas, mas que elas existem, existem.

PS – A brincadeira feita  acima é uma imitação de uma edição da revista Placar publicada em 1988. Nesse jogo o atual comentarista de arbitragem da Globo Renato Marsigla validou um gol impedido de Biro-Biro num majestoso decisivo realizado em 1988 pelo campeonato paulista. O tempo passa, mas certas coisas nunca mudam.

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AMOR À CAMISA? BARCA FURADA!

09/02/2013
Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

 

Este assunto já foi comentado sobre Paulo Henrique Ganso. Mas a repentina ida de Barcos para o Grêmio só reforça o pensamento corrente aqui neste blog.

Futebol é um esporte profissional. Jogador atua onde quer. Se um clube atrasa seu salário ou tem dificuldades financeiras para pagar um atleta, ele tem todo o direito de escolher outro time.

A frase “amor à camisa” é restrita apenas aos torcedores, não aos jogadores de futebol. Se isso fosse verdadeiro eles desfilariam pelos campos de graça, mas nem mesmo Juninho Pernambucano resistiu a crise financeira do Vasco da Gama e zarpou para outros mares.

Querem saber? Estão corretos.

Existem vários dirigentes pilantras que atrasam salários e direitos de imagem e demagogicamente usam as palavras “amor a camisa” para jogar o atleta contra a torcida.

Clube de futebol deve ser profissional. O resto é papo furado.

Existe uma troca. O time paga e o jogador joga o que sabe. Quanto maior a qualidade do profissional, mais ele recebe.

Não é assim em outras profissões?

Sim, sabemos que o futebol é um pouco diferente. O esporte agrega paixões, sentimentos contraditórios e situações ambíguas, mas o leitor pode experimentar ficar dois meses sem salários para sentir na pele as dificuldades de um jogador comum. E não citamos apenas Barcos e 3% dos times chamados da “elite”, mas todo o resto. A situação é brava.

O leitor pode questionar o que está colocado acima, mas o escriba deste blog não alimenta ilusões há muito tempo.

Não acredito em jogadores que beijam o escudo do time, que gravam vídeos dizendo que vão ficar no clube para depois ir embora dois meses depois e que falam que torcem para uma associação depois de jogar três anos na equipe rival.

Amor à camisa é algo relativo. Pode existir? Sim, vemos no Brasil e no mundo alguns exemplos, mas são raros. Existindo o respeito profissional de ambas as partes isso pode acontecer. Caso contrário observamos jogadores caindo de clube em clube adversário como Romário na década passada e Tiago Neves agora.

Quanto ao Palmeiras, só o tempo dirá se a troca foi benéfica. Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro não cheiram e nem fedem. Se Marco Antônio e Moreno viessem aí valeria a pena.

Lamentável o que o pai empresário do centroavante boliviano disse sobre o Palmeiras e Flamengo.

O Grêmio é um clube grande e está investindo muito para vencer a terceira Libertadores da sua história, mas não tem o mesmo mercado e torcida que Flamengo e Palmeiras.

São clubes mal administrados no passado, mas que trocaram de dirigentes e agora tentam se acertar. Se Moreno vira ídolo no Parque Antártica vai ter muito mais visibilidade que a reserva de Barcos e Vargas  no tricolor gaúcho.

Se o pai do Moreno fala em “fracasso”, o que dizer da pobre seleção da Bolívia? É essa a projeção que ele quer dar ao filho dele?

Santa contradição Batman!

RELATÓRIO MUNDIAL INTERCLUBES – PARTE 2

19/12/2012
Taça Intercontinental: a primeira disputa mundial entre clubes

Taça Intercontinental: a primeira disputa mundial entre clubes

Não demorou nem ao menos um dia.

A partir do momento em que Alessandro levantou a taça do bicampeonato mundial do Corinthians se reacendeu uma velha polêmica.

Mas como foi dito no post anterior sobre este assunto não vamos desmerecer títulos ou méritos de qualquer clube. Vamos simplesmente apresentar os fatos.

Impressionante como muitos torcedores e pasmem, até jornalistas usam e abusam de sofismas baratos.

Já levantamos o tema uma vez. Mas não custa nada retomá-lo novamente.

Em primeiro lugar tudo tem um início. Não se pode ignorar a história do futebol mundial.

Chamar a Copa Intercontinental de “Copa Jipe”, “Toyotão” e outros termos desqualificantes revelam ignorância, falta de bom senso e obscurantismo.

Afinal de contas a mesma chave ganha por Cássio no domingo passado foi dada a outros grandes campeões mundiais como Zico, Renato Gaúcho, Raí, Cerezo e Rogério Ceni.

Além disso perguntamos aos nobres torcedores qual o nome do estádio que o Corinthians jogou a primeira partida do Mundial Interclubes 2012? Estádio Toyota.

Grande ironia e santa hipocrisia. A mesma que abraça o oficialismo da Fifa em seus torneios mundiais e que rejeita os títulos nacionais do Santos e Palmeiras nos anos sessenta chancelados pela CBF há dois anos. Para o meu time é”oficial”, para os outros é “fax”. E durma-se com um ronco desses.

Zico, Renato, Raí, Cerezo, Ceni e Cássio: qual a diferença?

Zico, Renato, Raí, Cerezo, Ceni e Cássio: qual a diferença?

Não custa nada lembrar, a Copa Intercontinental foi criada para definir o melhor time do mundo na época. Anos sessenta, quando o poderio econômico e técnico do futebol estava restrito a América do Sul e Europa. Onde times da Ásia, África e Oceania não tinham desenvolvido um futebol competitivo o suficiente para fazer frente a grandes equipes dos dois tradicionais continentes. Por coincidência os únicos até agora que venceram a Copa do Mundo.

A Fifa não tinha dinheiro e nem capacidade de realizar um torneio e dar 1 milhão de reais ao medíocre Sanfrecce Hiroshima em caso de vitória numa partida de play-off como faz hoje. O mundo era outro. As circunstâncias eram diferentes.

A Copa Intercontinental nesse período foi o único torneio que definia o campeão do mundo de clubes. Bem mais tarde a Fifa assumiu as rédeas e incorporou o torneio ao seu Mundial em 2005, por coincidência com o mesmo patrocinador que galhofeiros desdenham.

Fifa que no guia oficial do Mundial Interclubes desse ano que mostra a história da Copa Intercontinental, seus respectivos campeões e como ela foi criada. O relatório cita todos os campeões e os resultados dessas partidas no seu guia oficial. Repito: guia oficial.

Se fosse mesmo um mero “amistoso” como muitos canibais da razão proferem, porque o torneio está citado no guia do Mundial Interclubes da entidade? Erro gráfico? Mera coincidência?

Quando fiz o primeiro post sobre o tema transbordaram acusações. Alguns me chamaram até de mentiroso por dizer que A Intercontinental tinha se fundido ao Mundial da Fifa.

Oras, então leia o relatório e inglês e observem bem o significa a palavra em inglês “merged”.

2005: a fusão.

2005: a fusão.

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Esclarecido?

Mas o pior dessas teorias oficialistas estapafúrdias é o total desprendimento em relação a história do futebol.

Fato gravíssimo. A Copa Intercontinental foi um dos torneios mais clássicos e emocionantes que o planeta já viu no esporte futebol. Desses campeões se consagraram timaços como o  Real Madrid de Puskas e Di Stéfano, Penarol de Spencer e Pedro Rocha, Santos de Pelé e Coutinho, Internazionale de Milão de Mazzola e Jair da Costa, Ajax de Cruyff e Neeskens, Bayer de Munique de Gerd Muller e Franz Beckenbauer e o Flamengo de Zico e Júnior.

Muitas dessas equipes se tornaram bases de seleções que se consagraram em Copas do Mundo como a Holanda e a Alemanha em 1974 além do Brasil de 1982.

Era  a época de ouro do futebol mundial. Nos anos 60, 70 e 80 o esporte viveu o seu apogeu técnico.  Nunca mais vimos tantas equipes de grande qualidade e  jogadores tão espetaculares. Hoje tudo se restringe a um feudo de equipes milionárias na Europa.  Nenhuma equipe brasileira que venceu o atual Mundial de Clubes passeou como o Milan em 2007 ou o Barcelona no ano passado.  Pelo contrário, ambos sofreram na primeira partida e depois derrotaram seus adversários europeus na decisão pelo mirrado placar de 1 x 0.  A diferença técnica hoje é abissal.

Alguns mentem descaradamente, desqualificando o torneio apenas pelo fato da nomenclatura “Intercontinental” não ser a mesma de “Mundial”. Como se houvesse alguma diferença relevante no termo. Na prática é a mesma coisa. O principal campeonato nacional brasileiro já se chamou Taça Brasil, Robertão, Taça de Ouro, Copa União e o vencedor sempre teve o status de campeão do país.

A grande maioria dos clubes que venceram a Taça Intercontinental se consideram campeões do mundo. Ao contrário do que muitos apregoam que o torneio é uma “invenção da imprensa brasileira”. Vamos ver alguns sites de clubes da Europa e América do Sul que argumentam claramente que a Taça Intercontinental é um torneio de cunho mundial.

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River Plate

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Borussia Dortmund

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Ajax Amsterdam

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Boca Juniors

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Nacional de Montevidéu

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Bayer de Munique

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Inter de Milão

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Já mostramos aqui o que grande parte da imprensa mundial pensa sobre o torneio. Porém é interessante saber o que pensam os jogadores a respeito da antiga competição.

Rabah Madjer foi um dos maiores ídolos da história do Futebol Clube do Porto. Os Dragões venceram o Peñarol do Uruguai debaixo de uma neve torrencial no dia 13 de dezembro de 1987 em Tóquio.

Interessante  o que ficou marcado na memória do artilheiro 25 anos depois e que foi tema de reportagem do site da Fifa.

Porto Campeão do Mundo

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Detalhe: Madjer é argelino. Poderia facilmente nem se importar com o fato do clube dele ter sido o primeiro ( e por enquanto único) time português a levantar um troféu mundial. Mas ele se considera campeão do mundo interclubes, assim como Pelé, Cruyff e tantos outros.  A tese de que o Intercontinental  é considerado um Mundial somente no Brasil cai fragorosamente por terra.

Muitos gostam de ver o passado com olhos do presente. Desconhecem que o antigo formato do Mundial Interclubes atraia um público consagrador, enchia estádios e arrebatava multidões.

200.000 pessoas no Maracanã para ver a partida Santos x Milan, numa das maiores partidas de um clube brasileiro em toda a história do futebol mundial.

Estádios como o San Siro, Santiafo Bernabeu, Centenário, El Cilindro, La Bombonera, Old Traford completamente abarrotados.

Mais de 170 países do mundo inteiro ligados na final das disputas mundiais no Japão.

Não se pode simplesmente ignorar os fatos.

São emoções reais, concretas vividas pelo torcedor e pelos atletas que suaram sangue, derramaram lágrimas e se doaram ferozmente e até exageradamente pela disputa desta taça. Alguém acredita que essas emoções irão morrer com o poder de uma canetada? Certamente que não.

Ninguém tem o direito de suprimir a real emoção do torcedor. Nem desmistificar a história atrás de uma poltrona acolchoada de um dirigente gagá e peidorreiro.

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Santos x Milan: quase 200.000 pessoas numa partida antológica

Santos x Milan em 1963: quase 200.000 pessoas numa partida antológica

A Fifa reconhece o título Intercontinental como um torneio mundial. A entidade chama a competição de torneio predecessor. Em outros termos, uma competição que já ocorria antes. Isso é claro em várias reportagens de seu site oficial na disputa dos mundiais patrocinados por ela desde 2005.

Vamos a alguns exemplos?

Em 2009 o Barcelona venceu o Estudiantes de La Plata por 2 x 1 e pela primeira vez em sua história se sagrou campeão mundial.

A Fifa poderia deixar passar que essa foi a primeira e única aventura da equipe catalã em um mundial de clubes, mas observem o que ela escreveu a respeito das primeiras tentativas do Barça em se tornar senhor do planeta.

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Pois é pessoal, título mundial. E o site coloca as derrotas do Barcelona em 1992 e em 2006 no mesmo patamar. Se fosse um mero “amistoso de luxo” como muitos transloucados afirmam porque ele foi citado no site?

Em 2010 a reportagem sobre a final entre Internazionale de Milão e Mazembe é bem esclarecedora.

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Interdemilão

Opa!. Não uma, nem duas, mas três conquistas. No site da Fifa!  E os próprios Nerazzurris se intitulam merecidamente como três vezes campeões do mundo.

Não é uma teoria infundada desse nobre escriba, mas é algo consagrado e repetido pela imprensa do mundo inteiro. Vejam o Olé da Argentina que cita todos os “campeones del mondo”. Repetindo “todos”.

http://www.ole.com.ar/futbol-internacional/campeones_0_829717255.html

A pergunta que fazemos a alguma pessoas é a seguinte. A imprensa  e os  torcedores do mundo inteiro estão errados? Fomos terrivelmente enganados ao longo desses anos?

Imprensa: relatando os fatos

Imprensa: relatando os fatos

Lógico que não. Se por um lado a Fifa decreta o oficialismo de seu torneio por outro a entidade consagra e cita constantemente a competição anterior. Uma relação dúbia e esquizofrênica bem típica da política  era Blatter, mas que nada altera a emoção de uma vitória e as lágrimas de uma derrota.

ZH - Gremio Campeao do Mundo 1983

A partida abaixo é a decisão por pênaltis do Mundial Interclubes de 1988 entre PSV Eindhoven e o Nacional de Montevidéu. Depois de um empate emocionante no tempo normal e na prorrogação por 2 x 2 vemos e sentimos a emoção dos 22 jogadores na derradeira decisão. Nervos a flor da pele e uma narração apaixonada e típica daqueles que aos poucos se sentem um pouco mais perto do paraíso, mesmo que por breves instantes.

 

Nacional Campeão do Mundo 1988

 

A alegria dos uruguaios e a lágrima derramada pelo arqueiro holandês Van Breukelen são a maior resposta a aqueles que insistem em passar uma borracha no passado ou fazerem piadinhas hipócritas e mentecaptas.

Alguns podem até tentar.

Mas jamais irão tirar a emoção daqueles que se sentiram o toque da glória dentro dos gramados num passado não muito distante.

O HOMEM QUE DÁ BOM DIA A CAVALO

18/09/2011

Frase do padroeiro de Kinshasa, Celso Roth na semana passada.

“O São Paulo é uma equipe que está ganhando os jogos e às vezes não mostra muito o por quê. Se vocês (jornalistas) acompanharem os jogos do São Paulo vocês verão isso”

Depois desse momento de “ternura” do treinador gremista descobrimos a resposta do porquê do São Paulo ganhar jogos.

A resposta é fácil. O tricolor paulista  está bem colocado na tabela do brasileiro porque ganha de quatro.

Enquanto isso o time dirigido por Roth APANHA de quatro.

 

Quem fala demais…

NOITE DE TORMENTAS

05/05/2011

Cuca: descontrolado

A trágica desclassificação de quatro times brasileiros para as quartas de final da Taça Libertadores da América será alvo de muitas explicações e teorias por parte da imprensa. Mas os jogos de ontem não dão margem a qualquer explicação lógica. O futebol que já nos deu muitos exemplos em sua história, não permite isso.

O blog já alertou em seu “Resumo da Ópera” uma melhor preparação dos clubes fora do eixo Brasil/Argentina nessa edição do torneio. Não bastava apenas ter um time “raçudo” ou “guerreiro” formado por jogadores dispensados de outros clubes. Foi o caso do Grêmio. Um clube que sente a ausência de Fábio Rockenback não pode ter qualquer pretensão de ganhar uma Libertadores. O Grêmio era um time fraco e foi desclassificado por um clube melhor estruturado dentro de campo.

O Fluminense acumulou problemas desde o início da temporada. Mesmo com Muricy, o tricolor das laranjeiras definhava com problemas extra campo. O time campeão brasileiro não se acertou e se classificou bravamente no “bico do corvo” contra o Argentino Juniors. Nas oitavas, o Flu fez um jogo mequetrefe contra o Libertad, mas achou dois gols quase no final do jogo e acreditou que em Assuncion a classificação estaria garantida. Não estava.

O Fluminense entrou em campo com a mesma disposição tática errada que usou no Engenhão e tomou um vareio de bola do time paraguaio. O clube carioca, nervoso e sem reação poderia perfeitamente segurar friamente a derrota de 1 x 0 e conseguir a classificação. Mas o Libertad fez mais dois gols quase no final do jogo e encerrou a heróica e breve passagem do Fluminense na Libertadores 2011.

O atual campeão do torneio, o Internacional foi derrotado pelo Penarol em pleno estádio Beira-Rio. Está certo. O Penarol é um time com muito mais tradição que o clube de Falcão, mas o futebol uruguaio não anda muito bem das pernas nos últimos anos. Como explicar uma derrota acachapante dessas dentro de seus próprios domínios?

São os estaduais? Talvez. Clubes que jogam a Libertadores da América devem abandonar as disputas regionais sem qualquer remorso. Tanto Fluminense quanto o Internacional colocaram o time titular várias vezes em várias partidas dos campeonatos estaduais. O colorado acabou de vir de uma disputa acirrada num clássico Gre-nal. Faturou a “imprescindível” Taça Farroupilha e se desgastou na partida que mais lhe interessava.

O Fluminense com um elenco picotado não se esqueceu de disputar o campeonato carioca. O Santos jogou com o time titular na semifinal do campeonato paulista contra o São Paulo. Depois viajou horas de avião para jogar contra o América do México em Querétaro. Agora o peixe joga a final do estadual contra o seu maior rival e terá que viajar novamente para Manizales para enfrentar o Once Caldas.

Muricy reclama do calendário, mas a culpa não é dos dirigentes que projetam as datas das partidas. O problema é a prioridade que cada clube. Não dá para assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. O Independiente de Avellaneda cansou de ganhar Libertadores jogando com o time reserva pelo campeonato argentino. O Santos resolveu ganhar os dois torneios por responsabilidade do próprio Muricy. Se não fosse o goleiro Rafael talvez hoje o Brasil não tivesse nenhum clube nas quartas de final da competição sul americana. O que é mais importante para o Santos? Conquistar mais um campeonato paulista ou faturar a terceira Libertadores de sua história? Se eu fosse o Muricy eu escolheria a segunda opção. Ou seja, time reserva na final do campeonato paulista.

Mas o futebol, como já salientamos, não tem nenhuma lógica e não é uma ciência exata. Vejam o Cruzeiro, melhor campanha da primeira fase da Libertadores e ex-favorito ao título. O clube fez a cartilha certinha. Colocou os reservas na semifinal do campeonato mineiro e jogou inteiro contra o Once Caldas podendo até perder de 1 x 0. A raposa perdeu de dois gols do clube de pior campanha da Libertadores e está fora. O que se pode dizer? O que se pode teorizar disso? Que o futebol assim como a nossa vã filosofia é algo que temos muito que aprender.

Cuca, que vergonha. Um treinador de futebol jamais deve perder a cabeça como ele fez. O espírito “Kleber” baixou no técnico cruzeirense. Deve ser a sina de sempre perder para o Once Caldas na Libertadores. A primeira foi pela semifinal do torneio em 2004 treinando o São Paulo. Cuca fresca da próxima vez.

A SÍNDROME “FLORENTINO PÉREZ”

07/01/2011

R. Gaúcho: vale a pena se endividar por ele?

2008. O São Paulo Futebol Clube  contrata o artilheiro Adriano da Internazionale  por empréstimo por 6 meses. O intuito? Ter um craque de nível de seleção brasileira, títulos e marketing de camisas estourando nas lojas oficiais.  Mas Adriano não consegue fugir dos problemas. Conhece as baladas paulistanas e até mesmo abandona o treino.  Resultado? Uma participação média e insatisfatória.

2009. O Corinthians contrata Ronaldo, o maior artilheiro da história das Copas  e faz sucesso com títulos e patrocínios exorbitantes. A maioria dos lucros são para pagar o alto  salário do atleta. Com o tempo Ronaldo perde a sua luta contra o peso e as seguidas contusões. O investimento vai se tornando um fardo. Mas o marketing e a exploração da imagem continua. Bom para o Ronaldo e para a marca Corinthians. Ruim para o torcedor que não o vê praticamente em campo.

2011. A bola da vez é Ronaldinho Gaúcho. Quatro grandes clubes quebrados do futebol brasileiro tentam possuir o direito federativo do meia. O Flamengo que ainda paga pelas seguidas más adminstrações desde os anos noventa quer despejar mihões pelo seu futebol. Isso num período em que o Rio de Janeiro ficará sem o Maracanã até 2013.  O Palmeiras, que tem problemas para pagar o direito de imagem de alguns atletas está com um estádio semidestruído e com uma enorme dúvida se a Arena sairá do papel ou não.  Até mesmo o principal patrocinador do clube, a Traffic, está cobrando dívidas da diretoria palestrina que não consegue se entender.

O Grêmio, recém saído de uma enorme crise financeira depois da má sucedida parceria com a ISL quer reaver um jogador que saiu pelas portas dos fundos do clube.  Quer pagar um preço que moralmente nem deveria tentar pelo fato de Ronaldinho Gaúcho ter cometido uma bobagem ao abandonar o tricolor gaúcho sem que o clube ganhasse um tostão de início. Precisou apelar para a Fifa para ter algum ganho. Vale a pena se matar por ele? A diretoria gremista acha que sim, mas uma parte da torcida acha que não.

O fato é que as cifras do futebol mundial estão se tornando cada vez mais inverossímeis. As contas milionárias não fecham num mundo em crise. A econômia da maioria dos países está  em franca queda tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. É  uma loucura que os clubes brasileiros fazem no momento.  Alguns dirigentes enbasbacados pegam os números do “espetáculo do crescimento” do ex-presidente e confiam que podem manter um atleta com salários astronômicos.  A justificativa? Mais venda de camisas, mais exposição da marca do clube, mais venda de ingressos e é claro, títulos a rodo. É a sindrome “Florentino Pérez” que toma conta da mente dos cartolas brasileiros.

Desde o sucesso de Ronaldo no Corinthians em 2009, muitos clubes tentam repetir a fórmula para que a exposição da mídia seja a principal força motriz do clube. Talvez Ronaldo seja a exceção à regra pelo fato de ser um jogador fora de série, mas que apresenta agora problemas físicos graves e que limitaram bastante o seu futebol.

Todo esse montante que os clubes  desejam investir em atletas veteranos e decadentes deveria  ser usado na formação das categorias de base dos clubes. O times brasileiros deveriam se esforçar e se unirem para mudar vários pontos da atual lei Pelé, que tornou o jogador de futebol um mero títere de empresários inescrupulosos. O clube mal consegue formar um atleta e já tem a sua “jóias” aliciadas por clubes europeus, árábes e outros centros menos expressivos  em busca de “pé de obras” mais baratos. Esse verdadeiro tráfico velado deveria mudar imediatamente. Não é possível que um atleta como Felipe Coutinho saia tão cedo do Brasil por uma quantia tão insignificante.

Mas o futebol brasileiro é uma velha vítima dos cartolas incompetentes e beijadores de mãos dos presidentes das federações e confederações. Os mesmos que só pensam em dinheiro ao tranformarem torneios sub 18 em vitrine para empresários. A falta de visão e a ausência de solidariedade dos clubes entre si são responsáveis pelo atual estado de decadência dos campos nacionais. Enquanto as agremiações forem desunidas o futebol brasileiro continuará na UTI. E o torcedor vai acreditar que a aquisição de um jogador veterano que futuramente vai quebrar o seu clube será a solução de seus problemas.

Ronaldinho foi um bom jogador. Espero que volte a ser o mesmo atleta de antes de 2006 que encantou a todos. Mas o que se espera é que os clubes gastem seu dinheiro e seu esforço na formação de outros Ronaldinhos e que se dediquem ao máximo para mantê-los.  Caso contrário o governo vai ter que criar outra “Timemania” para sanar as dívidas fiscais dos dirigentes irresponsáveis que mesmo depois de quebrarem seus clubes continuam a gastar mais do que arrecadam.  Os lucros podem crescer mas as dívidas ainda estão no balanço anual das receitas clubísticas. Quem vai pagar essa conta?

O EFEITO FELIPÃO

13/08/2010

Renato Gaúcho: a aposta messiânica da torcida gremista

Nessa semana após a chegada de Renato Portaluppi ou Renato Gaúcho para dirigir o Grêmio de Porto Alegre surgiu uma dúvida que paira nas entranhas do futebol brasileiro. Não estamos valorizando demais os treinadores e nos esquecendo de situações mais importantes na formação de um time? Renato chegou como um messias junto a torcida do tricolor gaúcho. Um ex-ídolo como jogador que foi campeão mundial com o clube agora chega com o desafio de mudar a constrangedora situação do time que ocupa a zona do rebaixamento nesse campeonato brasileiro.

Como se o ex-atacante agora como treinador com apenas um toque de mão pudesse fazer com que seus atletas joguem como ele em seus anos áureos de Grêmio, Flamengo,Cruzeiro e Fluminense.

Uma situação complicada já que o Grêmio não é uma usina de grandes jogadores, assim como a grande maioria dos times brasileiros que disputam a série A e B, tem elencos formados por jogadores “meia-boca”. Craques de verdade no Brasil são poucos, em parte devido a imensa sangria de jovens revelações que se mudam para qualquer centro estrangeiro como Emirados Árabes ou Uzbequistão. Com todos esses fatores não se consegue ver porque um treinador brasileiro se valorizou tanto.

É um absurdo que um treinador brasileiro cobre um salário de mais de quinhentos mil reais a um clube de futebol. É algo totalmente fora da atual realidade nacional. Os clubes do país não são um modelo de administração bem sucedida. Pelo contrário, se afundam cada vez mais em dívidas buscando e até mesmo repatriando atletas que vendeu anteriormente para times de fora. O Palmeiras  é um exemplo. Vendeu Kléber e Valdívia para depois recomprá-los por um preço igual ou maior. Que receita aguenta um prejuízo desse porte?

Se pergunta, o que um treinador brasileiro fez no planeta para cobrar setecentos mil reais de salário a um clube do país? Por acaso existe algum técnico da terra brasilis que se consagrou em gramados europeus? Não, não vejo nenhum. Felipão foi uma exceção e fez sucesso na seleção portuguesa. Mesmo assim não conseguiu ser campeão da Euro jogando em casa. Fracassou no futebol inglês e ficou incógnito durante um bom tempo no futebol uzbeque. Luxemburgo, considerando por muito tempo o melhor treinador do Brasil teve uma passagem pífia no Real Madrid com todos aqueles atletas galáticos.

Paulo Autuori e Abel Braga, sempre lembrados quando um time brasileiro entra em crise, estão no obscuro e desconhecido futebol árabe. Por que não estão treinando uma Juventus de Turim ou pelo menos um Valência da Espanha? Pagam menos por lá ou ambos não tem ambição profissional? Ou pior, não são nem lembrados pelos times europeus? Será que eles são tão “bons” assim como nós pensamos? A figura do “super técnico” é cada vez mais valorizada pelos clubes brasileiros. Um erro grave, já que não há feiticeiro que faça milagres. Até Telê Santana sofria com Beto Fuscão quando treinava o Palmeiras e passou aperto com um certo Pedro Luiz no São Paulo.

Os clubes precisam investir na formação da base e garantir atletas mais técnicos e comprometidos com uma filosofia de jogo. Acima de tudo tem a obrigação de resguardar e proteger as suas jovens promessas para que não sejam levadas imediatamente pelos sanguessugas europeus, ávidos em um pé de obra barato. Por que não se faz um omelete sem fazer os ovos. Nenhum treinador, nem mesmo um Rinus Michaels resistiria a um bando de pernas de pau sob seu comando. Os treinadores brasileiros pegaram carona da supervalorização de craques e como eles até são geridos por empresários, não em busca de um crescimento profissional, mas apenas no lucro e no time que paga mais. A falta de bons atletas valoriza e cria um verdadeiro messianismo em torno da figura do treinador.

Quem paga por isso é o futebol brasileiro que dá cifras astronômicas a um técnico de “ponta” mas que se esquece de investir em sua formação. Afinal a partida é decidida, salva raras exceções, pelos jogadores que estão dentro do gramado. Do jeito que a coisa anda é melhor dar o colete para o técnico. Vai que ele resolve usar os seus “superpoderes” e sozinho consiga driblar os onze adversários até fazer o gol? Esse sim talvez valesse uns 5 milhões por mês…

NÃO CHUTA MAIS NO GOL!

07/12/2009

Vejam o vídeo e tirem as suas próprias conclusões. Claro. O torcedor vai ver 10.000 motivos para justificar a derrota do seu clube, mas o que foi falado entre os jogadores do Grêmio nesse vídeo não deixa a menor dúvida da “enorme vontade” do tricolor gaúchona partida de ontem.

E pensar que vários jornalsitas falaram da “dignidade” do Grêmio ontem”

Uahuhauahauhauahauaha!

Por pouco não apanharam no aeroporto da própria torcida. Lamentável. Profundamente lamentável essas atitudes de dirigentes torcedores.

O Flamengo não tem nada a ver com isso. Afinal se ele estivesse na mesma situação do Inter e dependesse do Vasco da Gama ele iria dançar. Se bem que o clube cruz maltino agiu com dignidade e tirou o São Paulo da disputa do brasileiro  em 1992 abrindo o caminho para o penta do Flamengo.

O futebol está ficando uma porcaria  Os torcedores estão passando dos limites. Pedir pro próprio time perder? Entregar o jogo só pro adversário não vencer?

Graças a Deus Inter, São Paulo e Palmeiras perderam pra eles mesmos. A dependência de resultados de seus adversários é meio subjetiva.Mas Corinthians e Grêmio agiram como times pequenos. Nem mesmo o Taquaritinga teria uma atitude tão nojenta e pequena.

Cadê o “imortal” de Lara? Cadê o Grêmio de Hugo de Leon e Renato Gaúcho? Cadê o Grêmio da Batalha dos Aflitos?

Ele se apequenou ontem.

PAPAI NOEL É AZUL

05/12/2009

Grêmio decide não escalar Victor e Souza e pega o Flamengo com time misto

O Grêmio vai encarar o Flamengo, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, com um time formado por apenas  três atletas do time-base da equipe na competição. Nove jogadores estão fora da partida deste domingo no Maracanã: Victor, Réver, Rafael Marques, Fábio Rochemback, Souza, Tcheco, Perea, Jonas e Maxi López.

Fonte – globoesporte.com

Nota do blog – E aí torcedor colorado? Você ainda acredita em papai noel?