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O STJD TEM QUE ACABAR

16/12/2013
torcedores da Lusa se desesperam: mais um dia negro na história do futebol brasileiro

torcedores da Lusa se desesperam: mais um dia negro na história do futebol brasileiro

Depois da “39º Rodada” do campeonato brasileiro jogada pelo STJD chegamos às seguintes constatações.

– Se o STJD fosse um tribunal de verdade, a entidade não teria o mínimo direito de condenar a Portuguesa sem a apresentação devida de provas. Mas foi o que a entidade fez.  Nenhuma das (fracas) argumentações foram  levadas em consideração.

– O Fluminense não era parte interessada mas enviou o seu advogado.

– É a terceira “salvação” do clube carioca pela porta dos fundos. Uma vergonha para a sua torcida e o futebol brasileiro.

– Se Corinthians ou Flamengo estivessem no lugar da Portuguesa, o resultado não teria sido o mesmo. Por motivos óbvios.

– Por último, o STJD não tem razão de existir.

– Enquanto essa herança maldita continuar, o futebol brasileiro sempre sairá perdendo. A confusão está armada. Duvido muito que a Portuguesa deixe isso barato. Justiça comum e paralisação do campeonato brasileiro de 2014 à vista.

O TEATRO DOS VAMPIROS

14/12/2013
Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

No dia 24 de Novembro de 2013, o jogador Héverton da Portuguesa foi expulso de campo na partida contra o Bahia.

Se o jogo fosse num campeonato italiano, o atleta da Lusa cumpriria automaticamente a medida imposta pelo tribunal de penas. Ficaria apenas uma partida fora e voltaria na rodada seguinte para ajudar os seus companheiros.

Mas Héverton infelizmente atua no Brasil.

Local em que atletas de futebol são tratados como criminosos em julgamentos e tribunais como se tivessem realizado um assalto a mão armada.

O atleta da Lusa foi julgado posteriormente e com o atraso típico e leniente de todos os nossos tribunais. Héverton foi penalizado com dois jogos numa sexta ao fechar do expediente. Segundo o time paulista, houve uma falha de comunicação do advogado Osvaldo Sestário que representa a Portuguesa e o clube não foi notificado da sentença.

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Sestário: ele comunicou a punição ou não?

O atleta entrou em campo na última rodada no Domingo e por causa de 15 minutos todo o trabalho de um clube de futebol pode ruir como um castelo de areia.

Escandaloso para não dizer patético.

Difícil acreditar que a Portuguesa tenha agido de má-fé. Especialmente um clube que luta todo o ano com as próprias pernas sem ajuda de tribunais ou mídia para não cair.

Novamente os protagonistas não são os atletas que atuam dentro dos gramados, mas sim os desembargadores e auditores. Os mesmos de sempre ou os filhos dos mesmos que usam os tribunais para impor o medo e os seus arrogantes sofismas jurídicos.

O problema não é o Fluminense, nem a Portuguesa. O erro é o STJD existir.

Se o tribunal desportivo brasileiro desaparecer da face da Terra, Héverton teria cumprido sua pena de 1 jogo e fim de papo. Nada de julgamentos e holofotes para se julgar o óbvio.

A confusão está formada. Se a Portuguesa for rebaixada um imenso oceano de esterco vai tomar conta do futebol brasileiro como em 1999, 2000 e 2005.

Infelizmente no Brasil é cada um por si. Se os clubes fossem mais unidos eles teriam que se rebelar contra outra “virada de mesa” vergonhosa para o futebol brasileiro. Algo que julgávamos extinto e enterrado num passado sombrio.

Mas lá vem o STJD outra vez aplicar a mão pesada da “lei” contra um clube do estado de São Paulo. Mão que não usou em diversas oportunidades em escândalos muito mais vergonhosos como uma partida entre Fortaleza e CRB pela série C em 2011.

A solução para esta palhaçada terminar é bem simples. A formação da Liga de Clubes do Futebol Brasileiro, a extinção do STJD e a formação de um Tribunal de Penas.

Mas o individualismo prevalece e a confusão está armada… de novo.

Se a Portuguesa for rebaixada, as coisas não ficarão baratas.  O clube do Canindé vai recorrer na justiça comum. Está no seu direito.

O teatro dos vampiros está armado. Todos sabem o que vai acontecer, mas esperam inertes o banho de sangue.

Ou seja, a queda desvairada e vergonhosa da Associação Portuguesa de Desportos.

Tudo porque se insiste se gastar tempo e dinheiro para se julgar um mero pontapé. Algo óbvio e que seria feito num Tribunal de Penas em 5 minutos, sem advogados ou promotores.

Porém numa república cartorária e burocrática instalada tradicionalmente desde os tempos de D. João VI, o Brasil vai assistir mais uma vez o paletó e a gravata prevalecer sobre a chuteira.

Simplesmente pavoroso.

2014 não poderia começar melhor para o país sede da Copa do Mundo.

Uma virada de mesa disfarçada de medida legal, como nos bons e velhos tempos.

Os Zveiters mudam, mas as coisas continuam as mesmas.

PONTO FINAL

17/11/2013

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Logo após a confirmação do terceiro título brasileiro do Cruzeiro, as redes sociais e parte da imprensa questionaram se a Taça Brasil de 1966 ganha pelo time de Belo Horizonte poderia ser considerado um título brasileiro.

Antes da polêmica das oficializações por parte de Ricardo Teixeira em 2010 o blog já abria um espaço para a discussão do tema.

Tivemos muitas dúvidas a respeito até porque não tínhamos um embasamento histórico e nem documental da época para concordar com a homologação dos títulos antes de 1971, que foram realizados numa espécie de acordo político, já que a Globo e a CBF pressionaram os clubes para a assinatura de direitos individuais de TV.

Porém, temos que fazer justiça. O pedido dos clubes vencedores da Taça Brasil e do Robertão vieram muito antes do imbróglio entre o Clube dos 13 e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira. O maquiavélico cartola mór usou o que tinha como moeda de troca. Não foi uma atitude das mais nobres, mas no final se fez justiça.

Sim caros internautas. Se antes o blog não tinha a certeza total sobre a homologação das conquistas da Taça Brasil e do Robertão, hoje não temos a menor dúvida de afirmar que existem campeões brasileiros desde 1959. O Bahia foi o primeiro campeão brasileiro e não o Clube Atlético Mineiro.

Mudamos de ideia a respeito do tema. Lemos livros, jornais e opiniões sobre o assunto a favor ou contra. O principal trabalho que nos fez alterar a nossa linha de pensamento foi o Dossiê sobre a unificação dos títulos brasileiros escritos pelo jornalista Odir Cunha e José Carlos Peres.

Muitos questionam a veracidade do trabalho de Odir simplesmente pelo fato dele ser um santista declarado e praticamente, um historiador não oficial do clube. A confirmação dos títulos beneficiaria principalmente o seu time de coração mas…alto lá. Quem mandou o Santos ter um time espetacular e que até hoje é considerado um dos maiores esquadrões que o planeta já conheceu?

Além disso, o Palmeiras também “ganhou” mais quatro títulos. A exemplo do alvinegro praiano, ambos os clubes tem 8 brasileiros no total. Por que Odir faria isso apenas para beneficiar o seu clube de coração se um rival também ganharia a vantagem? O que houve foi um estudo e um reconhecimento da história do futebol brasileiro. Simples.

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Vamos colocar os pontos colocados no livro e que são bastante admissíveis na nossa opinião.

– O Brasil é praticamente um continente. O país tem uma área vasta de 8,5 milhões de quilômetros. Nos anos sessenta era muito complicado um time andar de avião todas as semanas para disputar um campeonato brasileiro como é feito nos dias de hoje. Os clubes não tinham tanto dinheiro. A economia industrial em larga escala começava a dar os seus primeiro passos.

– Por isso os principais campeonatos da época eram os estaduais, que hoje são incipientes. Sim, caros colegas! Vencer o campeonato paulista ou carioca era muito mais importante na época que disputar um título nacional e até vejam vocês…jogar a Taça Libertadores!!!

– Com a criação da Libertadores em 1960, a CBD foi obrigada a que criar um torneio nacional um ano antes chamado de Taça Brasil com grupos regionalizados e que cruzariam com vencedores de outras chaves nas fases seguintes até surgir o campeão e representante brasileiro no torneio em 1960.

-Não havia mais nenhuma disputa nacional para definir este representante. A Taça Brasil era o único torneio nacional da época e portanto pode ser considerado um campeonato brasileiro sem a menor dúvida.

-O próprio presidente da CBD na ocasião afirmou que havia criado um campeonato brasileiro de clubes. Batom na cueca. Se o próprio João Havelange atestou isso não há como abrir espaço para discussão.

Além disso existe um fator preponderante nessa história toda. O papel do regime militar nos anos setenta.

No governo barra pesada do general Emílio Garrastazu Médici houve uma enorme massificação de propaganda de massas. Se iniciava ali a “era do Brasil grande”, no nacionalismo exacerbado pelos meios de massa e o futebol, principal esporte nacional não poderia ficar de fora.

Em 1971 foi criado o “campeonato nacional” e se esqueceu praticamente de tudo o que fora feito de 1959 para cá. Os campeonatos nacionais surgidos num Brasil democrático e que pertenceram a era de ouro do futebol brasileiro tiveram que ser suprimidos, assim como qualquer possibilidade de volta à democracia.

O campeonato nacional de 1971 era simplesmente uma continuação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mas quando o regime militar passou a tomar conta do futebol tudo se alterou.

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

Os clubes que em 1971 eram 20 aumentavam a cada ano na década de setenta. Era a época do Brasil transamazônico. Times de todos os estados passaram a ser convidados sem o menor critério técnico, apenas ajudar a Aliança Renovadora Nacional a ganhar votos e influências nessas regiões.

O torneio tinha virado um “brasileirão” de fato. Inchado, soberbo e que servia como máquina de propaganda do regime militar.

Taça Brasil? Santos? Juscelino? Pelé? Jânio?Goulart? Eram coisas do passado.

Talvez por isso alguns brasileiros tenham ficado tão reticentes quando se falou em reconhecer os títulos do passado em 2010. Fomos lobotomizados pela propaganda militar. Acreditamos piamente que o Campeonato Brasileiro de 1971 foi o primeiro nacional de fato. Mas o fato único e notório foi que houveram campeões nacionais antes do Galo em partidas históricas e emocionantes.

Não é possível digitar o botão de “delete” e começar tudo de novo como um programa de Windows. Por muito tempo a torcida e a imprensa alimentada também pela questão das rivalidades entre as torcidas acreditaram que a Taça Brasil fosse um torneio “menor”. Talvez pelo ineditismo e pela importância dos regionais no passado.

Mas o tempo passou e essas conquistas foram ganhado contornos lendários. Nenhum torcedor do Bahia vai esquecer de 1959, assim como nenhum torcedor cruzeirense vai mandar 1966 para o limbo. O abnegado santista sempre se recordará do amplo domínio do time de Pelé e Coutinho na década de sessenta e seus cinco títulos nacionais seguidos. Claro, se um clube vence o Boca Juniors dentro de La Bombonera numa decisão de Libertadores e ganha de Benfica ou Milan num mundial de clubes, como negar que esse time é o melhor do Brasil? Por seis vezes o Peixe deixou isso bem claro.

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

Contudo, na era do ódio gerado pelas redes sociais muitos torcedores de outras equipes e jornalistas contestaram a homologação das conquistas. Uma delas foi de que a Taça do Brasil era semelhante a atual Copa do Brasil.

Semelhante sim, porém não igual. A Taça Brasil até 1967 era o único torneio nacional entre clubes de todo o Brasil enquanto a Copa do Brasil foi criada para ser o segundo maior torneio em importância no país em 1989.

Ricardo Teixeira elaborou o torneio para igualar o sucesso das copas europeias como a Copa do Rei da Espanha. Absolutamente nada a ver com a antiga Taça Brasil. Apesar dela ser lembrada.

Como foi dito na postagem sobre os mundiais interclubes, os torneios mudam de nome, mas não a importância do que eles realmente significam. A Taça Brasil não era igual ao campeonato de pontos corridos de hoje e nem dos confusos e inconstantes torneios dos anos setenta e oitenta, mas o único torneio nacional daquele tempo e portanto era um campeonato brasileiro. O significado e a importância são equivalentes.

Outros torneios pelo mundo mudaram de nome, Bundesliga, Premier League. Mas jamais os campeões anteriores desses torneios deixaram de ser reconhecidos como campeões nacionais. Por que no Brasil teria que ser diferente?

Por que teríamos que renegar e não reconhecer um glorioso passado?

O reconhecimento desses títulos que vieram de uma forma despudorada já deveriam ser oficializados há muito tempo. Bahia, Palmeiras, Santos, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense não “ganharam” brasileiros a mais. Eles já o haviam vencido no passado. Eles não tiraram a conquista de ninguém. Flamengo e São Paulo continuam hexacampeões. O Corinthians continua penta. O Internacional é tricampeão e a história do futebol brasileiro segue o seu rumo.

Se lamenta apenas que Ricardo Teixeira tenha usado esses clubes como massa de manobra para defender seus interesses e pedir para que os presidentes exibissem as miniaturas da horrível taça pós moderna que parece um latão retorcido.

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Nem era necessário exibir medalhinhas. Bastava mostrar os troféus da Taça Brasil e da Taça de Prata e reconhecer os torneios. Apenas respeitar o que os atletas e profissionais da época fizeram. Se praticou uma política nojenta e desnecessária, mas a razão prevaleceu.

Portanto, para este blog a história do campeonato brasileiro começa em 1959. Não porque Ricardo Teixeira reconheceu esses títulos tardiamente.

Simplesmente porque estes esquadrões lendários conquistaram esses títulos há muito tempo quase esquecidos pela falta de televisão e de informação. Felizmente o resgate chegou a tempo para enriquecer o nosso esporte mais amado.

A história do futebol brasileiro não foi reescrita. Ela foi sim engrandecida apesar de todos os pesares.

Ponto final.

LIBERTADORES – QUARTAS DE FINAL – IDA

25/05/2013

Fluminense 0 x 0 Olímpia

FUTEBOL VAGABUNDO

Wellington Nem: má jornada

Wellington Nem: má jornada

Se existe um time a ser estudado no Brasil essa equipe é o Fluminense.

É um caso de análise psiquiátrica profunda.

Um time milionário, com um bom elenco e que lamentavelmente atua como um clube da terceira divisão do Rio de Janeiro.

Na campanha do título brasileiro, o Flu jogou grande parte da campanha com um estilo pragmático, frio e sem sal. O time fazia um gol e se segurava atrás. Estilo Abelão de ser. Um dos discípulos do “Muricybol”.

Na quarta em São Januário, o tricolor carioca se preocupou mais em não tomar o gol do que fazer. O Olímpia ficou na dele e adorou o 0 x 0 em São Januário. Foi para isso que o Fluminense praticamente abdicou do título carioca. Para ter atuações bisonhas como a de quarta-feira?

O que Abel Braga tem fazer agora é deixar seu time fazer o que sabe de melhor: atacar. Na capital paraguaia o clube carioca vai ter que deixar esse futebol comodista e vagabundo de lado se quiser se classificar para as semifinais. Em Assunção não vai ter moleza.

Real Garcilaso 1 x 3 Santa Fe

É SANTA FE! NÃO INDEPENDIENTE!

Cuero comemora: Santa Fe com um pé na semifinal

Cuero comemora: Santa Fe com um pé na semifinal

O Santa Fe detonou o peruano Real Garcilaso dentro da casa do adversário por 3 x 1. Um grande resultado do time de Bogotá e que praticamente garante a classificação inédita do Expresso Vermelho para a semifinal da Libertadores. Depois de derrotarem o milionário time de Vanderlei Luxemburgo a equiper colombiana se torna a grande sensação dessa Libertadores da América.

O problema é quando ouvimos notícias e lemos alguns jornais aqui no Brasil. Alguns veículos insistem em chamar o clube de Independiente de Santa Fe, como se o mesmo fosse uma imitação barata do clube argentino que mais venceu Libertadores até agora.

Mas as coisas não são bem assim. Na Colômbia ninguém chama o clube primeiro pelo nome de “Independiente” e sim somente pela alcunha de Santa Fe. O termo “Independiente” faz parte do nome oficial do clube, o que é comum a vários times do mundo.

Aqui no Brasil ninguém chama o Palmeiras de “Sociedade Palmeiras” ou o Flamengo de “Regatas Flamengo”.

Santa Fe é o nome popular, conhecido pela população colombiana e que é um dos times de maior torcida da capital, Bogotá e que tem grande rivalidade com os Milionários.

Quem quiser conhecer melhor esses dois times assistam esse programa abaixo. E aprendam de uma vez por todas é Santa Fe, não Independiente!

Tijuana 2 x 2 Atlético-MG

OSSO DURO DE ROER

Gilberto Silva: sufoco na fronteira

Gilberto Silva: sufoco na fronteira

O time de Belo Horizonte  começou muito mal a partida na fronteira do México com os Estados Unidos. Começou perdendo de 2 x 0 e por pouco dificultou a sua grande campanha nessa Taça Libertadores. Porém o time mineiro conseguiu se adaptar rápido ao gramado sintético e teve uma grande recuperação no segundo tempo. Diego Tardelli diminuiu e Luan já nos descontos fez o gol milagroso de empate. O Galo passou sufoco mas se saiu bem. Em casa terá todas as chances para chegar à semifinal. Porém, a equipe mexicana mostrou muitas qualidades nessa Libertadores.

Ao contrário do que muitos times por lá fizeram, os “Xolos” estão priorizando o torneio sul americano. Quebraram a invencibilidade do Corinthians e eliminaram o Palmeiras dentro da casa do adversário. Todo cuidado é pouco. No Tijuana o Douglas não joga. No Horto, o Atlético vai ter que jogar o que sabe para passar de fase.

Boca Juniors 0 x 0 Newell´s Old Boys

EMPATE SEM SAL

Riquelme: anulado pela defesa leprosa

Riquelme: anulado pela defesa leprosa

O Boca que faz uma campanha bisonha no Torneio Final bem que tentou sufocas os “leprosos” usando a velha mística de “La Bombonera”. Porém o Newell´s mostrou porque é o atual líder da competição portenha. Os comandados de Gerardo Martino marcaram muito bem todas as jogadas de ataque da equipe Xeneize. Riquelme tentou furar o cerco mas teve poucas oportunidades. Apesar da posse e de maior volume de jogo o Boca não conseguiu traduzir isso em gols no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Newell´s melhorou ainda mais a marcação. Não se intimidou com o barulho do estádio e por pouco não fez um golaço numa linda virada de Scocco. Sem o árbitro Carlos Amarilla fica difícil o Boca obter alguma vantagem. A decisão ficou para o estádio “Colosso Del Parque” em Rosário. Os “leprosos” tem tudo para irem a semifinal e conquistar o título que escapou de suas mãos em 1988 e 1992. Ao Boca, resta atuar como franco atirador e mais uma vez chegar perto da tão sonhada sétima conquista da Libertadores e se tornar definitivamente o “ El Rey de Copas”, mas os tempos são outros.

RELATÓRIO MUNDIAL INTERCLUBES – PARTE 2

19/12/2012
Taça Intercontinental: a primeira disputa mundial entre clubes

Taça Intercontinental: a primeira disputa mundial entre clubes

Não demorou nem ao menos um dia.

A partir do momento em que Alessandro levantou a taça do bicampeonato mundial do Corinthians se reacendeu uma velha polêmica.

Mas como foi dito no post anterior sobre este assunto não vamos desmerecer títulos ou méritos de qualquer clube. Vamos simplesmente apresentar os fatos.

Impressionante como muitos torcedores e pasmem, até jornalistas usam e abusam de sofismas baratos.

Já levantamos o tema uma vez. Mas não custa nada retomá-lo novamente.

Em primeiro lugar tudo tem um início. Não se pode ignorar a história do futebol mundial.

Chamar a Copa Intercontinental de “Copa Jipe”, “Toyotão” e outros termos desqualificantes revelam ignorância, falta de bom senso e obscurantismo.

Afinal de contas a mesma chave ganha por Cássio no domingo passado foi dada a outros grandes campeões mundiais como Zico, Renato Gaúcho, Raí, Cerezo e Rogério Ceni.

Além disso perguntamos aos nobres torcedores qual o nome do estádio que o Corinthians jogou a primeira partida do Mundial Interclubes 2012? Estádio Toyota.

Grande ironia e santa hipocrisia. A mesma que abraça o oficialismo da Fifa em seus torneios mundiais e que rejeita os títulos nacionais do Santos e Palmeiras nos anos sessenta chancelados pela CBF há dois anos. Para o meu time é”oficial”, para os outros é “fax”. E durma-se com um ronco desses.

Zico, Renato, Raí, Cerezo, Ceni e Cássio: qual a diferença?

Zico, Renato, Raí, Cerezo, Ceni e Cássio: qual a diferença?

Não custa nada lembrar, a Copa Intercontinental foi criada para definir o melhor time do mundo na época. Anos sessenta, quando o poderio econômico e técnico do futebol estava restrito a América do Sul e Europa. Onde times da Ásia, África e Oceania não tinham desenvolvido um futebol competitivo o suficiente para fazer frente a grandes equipes dos dois tradicionais continentes. Por coincidência os únicos até agora que venceram a Copa do Mundo.

A Fifa não tinha dinheiro e nem capacidade de realizar um torneio e dar 1 milhão de reais ao medíocre Sanfrecce Hiroshima em caso de vitória numa partida de play-off como faz hoje. O mundo era outro. As circunstâncias eram diferentes.

A Copa Intercontinental nesse período foi o único torneio que definia o campeão do mundo de clubes. Bem mais tarde a Fifa assumiu as rédeas e incorporou o torneio ao seu Mundial em 2005, por coincidência com o mesmo patrocinador que galhofeiros desdenham.

Fifa que no guia oficial do Mundial Interclubes desse ano que mostra a história da Copa Intercontinental, seus respectivos campeões e como ela foi criada. O relatório cita todos os campeões e os resultados dessas partidas no seu guia oficial. Repito: guia oficial.

Se fosse mesmo um mero “amistoso” como muitos canibais da razão proferem, porque o torneio está citado no guia do Mundial Interclubes da entidade? Erro gráfico? Mera coincidência?

Quando fiz o primeiro post sobre o tema transbordaram acusações. Alguns me chamaram até de mentiroso por dizer que A Intercontinental tinha se fundido ao Mundial da Fifa.

Oras, então leia o relatório e inglês e observem bem o significa a palavra em inglês “merged”.

2005: a fusão.

2005: a fusão.

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Esclarecido?

Mas o pior dessas teorias oficialistas estapafúrdias é o total desprendimento em relação a história do futebol.

Fato gravíssimo. A Copa Intercontinental foi um dos torneios mais clássicos e emocionantes que o planeta já viu no esporte futebol. Desses campeões se consagraram timaços como o  Real Madrid de Puskas e Di Stéfano, Penarol de Spencer e Pedro Rocha, Santos de Pelé e Coutinho, Internazionale de Milão de Mazzola e Jair da Costa, Ajax de Cruyff e Neeskens, Bayer de Munique de Gerd Muller e Franz Beckenbauer e o Flamengo de Zico e Júnior.

Muitas dessas equipes se tornaram bases de seleções que se consagraram em Copas do Mundo como a Holanda e a Alemanha em 1974 além do Brasil de 1982.

Era  a época de ouro do futebol mundial. Nos anos 60, 70 e 80 o esporte viveu o seu apogeu técnico.  Nunca mais vimos tantas equipes de grande qualidade e  jogadores tão espetaculares. Hoje tudo se restringe a um feudo de equipes milionárias na Europa.  Nenhuma equipe brasileira que venceu o atual Mundial de Clubes passeou como o Milan em 2007 ou o Barcelona no ano passado.  Pelo contrário, ambos sofreram na primeira partida e depois derrotaram seus adversários europeus na decisão pelo mirrado placar de 1 x 0.  A diferença técnica hoje é abissal.

Alguns mentem descaradamente, desqualificando o torneio apenas pelo fato da nomenclatura “Intercontinental” não ser a mesma de “Mundial”. Como se houvesse alguma diferença relevante no termo. Na prática é a mesma coisa. O principal campeonato nacional brasileiro já se chamou Taça Brasil, Robertão, Taça de Ouro, Copa União e o vencedor sempre teve o status de campeão do país.

A grande maioria dos clubes que venceram a Taça Intercontinental se consideram campeões do mundo. Ao contrário do que muitos apregoam que o torneio é uma “invenção da imprensa brasileira”. Vamos ver alguns sites de clubes da Europa e América do Sul que argumentam claramente que a Taça Intercontinental é um torneio de cunho mundial.

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River Plate

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Borussia Dortmund

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Ajax Amsterdam

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Boca Juniors

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Nacional de Montevidéu

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Bayer de Munique

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Inter de Milão

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Já mostramos aqui o que grande parte da imprensa mundial pensa sobre o torneio. Porém é interessante saber o que pensam os jogadores a respeito da antiga competição.

Rabah Madjer foi um dos maiores ídolos da história do Futebol Clube do Porto. Os Dragões venceram o Peñarol do Uruguai debaixo de uma neve torrencial no dia 13 de dezembro de 1987 em Tóquio.

Interessante  o que ficou marcado na memória do artilheiro 25 anos depois e que foi tema de reportagem do site da Fifa.

Porto Campeão do Mundo

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Detalhe: Madjer é argelino. Poderia facilmente nem se importar com o fato do clube dele ter sido o primeiro ( e por enquanto único) time português a levantar um troféu mundial. Mas ele se considera campeão do mundo interclubes, assim como Pelé, Cruyff e tantos outros.  A tese de que o Intercontinental  é considerado um Mundial somente no Brasil cai fragorosamente por terra.

Muitos gostam de ver o passado com olhos do presente. Desconhecem que o antigo formato do Mundial Interclubes atraia um público consagrador, enchia estádios e arrebatava multidões.

200.000 pessoas no Maracanã para ver a partida Santos x Milan, numa das maiores partidas de um clube brasileiro em toda a história do futebol mundial.

Estádios como o San Siro, Santiafo Bernabeu, Centenário, El Cilindro, La Bombonera, Old Traford completamente abarrotados.

Mais de 170 países do mundo inteiro ligados na final das disputas mundiais no Japão.

Não se pode simplesmente ignorar os fatos.

São emoções reais, concretas vividas pelo torcedor e pelos atletas que suaram sangue, derramaram lágrimas e se doaram ferozmente e até exageradamente pela disputa desta taça. Alguém acredita que essas emoções irão morrer com o poder de uma canetada? Certamente que não.

Ninguém tem o direito de suprimir a real emoção do torcedor. Nem desmistificar a história atrás de uma poltrona acolchoada de um dirigente gagá e peidorreiro.

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Santos x Milan: quase 200.000 pessoas numa partida antológica

Santos x Milan em 1963: quase 200.000 pessoas numa partida antológica

A Fifa reconhece o título Intercontinental como um torneio mundial. A entidade chama a competição de torneio predecessor. Em outros termos, uma competição que já ocorria antes. Isso é claro em várias reportagens de seu site oficial na disputa dos mundiais patrocinados por ela desde 2005.

Vamos a alguns exemplos?

Em 2009 o Barcelona venceu o Estudiantes de La Plata por 2 x 1 e pela primeira vez em sua história se sagrou campeão mundial.

A Fifa poderia deixar passar que essa foi a primeira e única aventura da equipe catalã em um mundial de clubes, mas observem o que ela escreveu a respeito das primeiras tentativas do Barça em se tornar senhor do planeta.

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Pois é pessoal, título mundial. E o site coloca as derrotas do Barcelona em 1992 e em 2006 no mesmo patamar. Se fosse um mero “amistoso de luxo” como muitos transloucados afirmam porque ele foi citado no site?

Em 2010 a reportagem sobre a final entre Internazionale de Milão e Mazembe é bem esclarecedora.

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Opa!. Não uma, nem duas, mas três conquistas. No site da Fifa!  E os próprios Nerazzurris se intitulam merecidamente como três vezes campeões do mundo.

Não é uma teoria infundada desse nobre escriba, mas é algo consagrado e repetido pela imprensa do mundo inteiro. Vejam o Olé da Argentina que cita todos os “campeones del mondo”. Repetindo “todos”.

http://www.ole.com.ar/futbol-internacional/campeones_0_829717255.html

A pergunta que fazemos a alguma pessoas é a seguinte. A imprensa  e os  torcedores do mundo inteiro estão errados? Fomos terrivelmente enganados ao longo desses anos?

Imprensa: relatando os fatos

Imprensa: relatando os fatos

Lógico que não. Se por um lado a Fifa decreta o oficialismo de seu torneio por outro a entidade consagra e cita constantemente a competição anterior. Uma relação dúbia e esquizofrênica bem típica da política  era Blatter, mas que nada altera a emoção de uma vitória e as lágrimas de uma derrota.

ZH - Gremio Campeao do Mundo 1983

A partida abaixo é a decisão por pênaltis do Mundial Interclubes de 1988 entre PSV Eindhoven e o Nacional de Montevidéu. Depois de um empate emocionante no tempo normal e na prorrogação por 2 x 2 vemos e sentimos a emoção dos 22 jogadores na derradeira decisão. Nervos a flor da pele e uma narração apaixonada e típica daqueles que aos poucos se sentem um pouco mais perto do paraíso, mesmo que por breves instantes.

 

Nacional Campeão do Mundo 1988

 

A alegria dos uruguaios e a lágrima derramada pelo arqueiro holandês Van Breukelen são a maior resposta a aqueles que insistem em passar uma borracha no passado ou fazerem piadinhas hipócritas e mentecaptas.

Alguns podem até tentar.

Mas jamais irão tirar a emoção daqueles que se sentiram o toque da glória dentro dos gramados num passado não muito distante.

TETRACAMPEÃO (1970-1984-2010-2012)

12/11/2012

Fred celebra: o Fluminense é tetracampeão brasileiro

Após vencer o Palmeiras por 3 x 2 ontem na ensolarada e distante Presidente Prudente, o Fluminense conquistou o seu quarto título brasileiro numa campanha arrasadora. A melhor de todos os campeonatos de pontos corridos realizados desde 2003.

O tricolor carioca venceu o torneio não com um mas com dois pés nas costas. Melhor ataque, melhor defesa, dez pontos na frente do segundo colocado até a antepenúltima rodada e com o virtual artilheiro da competição. Fred com 19 gols.

São números incontestáveis que tornam o clube das Laranjeiras o melhor time do Brasil na atualidade. Lembremos que o Fluzão foi campeão estadual com duas vitórias na final contra o rival Botafogo e que os comandados de Abel Braga fizeram a melhor campanha da primeira fase da Libertadores vencendo o Boca Juniors dentro de La Bombonera. Mas por causa de um gol de Santiago Silva no final de um jogo eliminatório foram desclassificados na bacia das almas, deixando o caminho livre para o Corinthians.

O bom ritmo de jogo mostrado na competição sul americana não arrefeceu no campeonato brasileiro. Pelo contrário, o Fluminense sempre seguiu na cola do líder Atlético Mineiro e na primeira oportunidade que teve abocanhou a liderança no segundo turno para nunca mais sair do primeiro lugar numa campanha impecável.

Abel Braga formou um sistema sólido no meio campo e defesa. Algo muito comum nos seus times. Nem era necessário. Com um elenco que se dá ao luxo de ter reservas como como Rafael Sobis e o titular da seleção colombiana Valência, o esquema cauteloso do treinador chegou a irritar. Mas houve momentos de extremo brilhantismo. Nem vamos falar de Deco, que passou a maior parte do tempo no estaleiro, mas que quando foi usado foi fundamental no bom desempenho da equipe.

Jean e Edinho deram estabilidade e força no meio campo. Gum e Leandro Eusébio campeões nacionais em 2010 repetiram a dose e formaram uma sólida e estável parede na zaga. Mas foi no gol que o Fluminense encontrou o seu principal jogador na defesa. O goleiro Diego Cavalieri começou muito mal no clube nos seus primeiros jogos pós-Europa. Mas aos poucos, o arqueiro foi ganhando a confiança da torcida tricolor. Nesse campeonato brasileiro pegou tudo e mais um pouco. Foi o melhor goleiro da competição e já é candidato a vaga de titular da seleção brasileira ainda destronada desde a má fase de Júlio César.

Wellington Nem, vindo de Xerém mostrou um futebol dinâmico e técnico. Se era uma promessa hoje é uma realidade. Fred, o principal jogador do clube e desse campeonato brasileiro de 2012 deixou as suas seguidas contusões para trás. Com um ritmo de jogo afinado mostrou todo o seu potencial. Somente Mano Menezes não enxerga o óbvio. O camisa 9 das Laranjeiras seria titular em qualquer seleção do planeta. Em suma, um timaço.

Enfim apesar de alguns erros de arbitragem sempre comum a todos os times desse campeonato brasileiro, o título do Fluminense é inquestionável. Com um elenco estrelar o time revela uma grande expectativa e pode almejar alvos mais altos no ano que vem. Quem sabe ser o terceiro time carioca a faturar uma Taça Libertadores. Mas isso ainda é cedo para discutir. O importante agora é que no Brasil, não tem para ninguém. O tricolor das Laranjeiras é o maior do país em 2012.

SEMANA PARA SÃO PAULINO TORRAR O SALÁRIO

29/10/2012

O São Paulo caminha firme na disputa de uma das vagas da Pré-Libertadores pelo campeonato brasileiro. Pela Copa Sul Americana conseguiu chegar às quartas de final depois de um empate suado contra o LDU genérico do Equador.

À partir da próxima semana o torcedor são paulino vai ter que preparar a carteira. Vem aí duas partidas de arrepiar o cabelo do sovaco.

O São Paulo vai enfrentar o líder Fluminense no Morumbi. O clube carioca, virtual tetracampeão brasileiro em virtude de sua excelente campanha tem um elenco forte, com nomes como Fred, Deco ,o espetacular goleiro Diego Cavalieri, além da maior revelação do campeonato brasileiro deste ano, Wellington Nem.

O São Paulo com Luis Fabiano, Lucas e Rogério Ceni faz uma boa campanha no torneio nacional.  O clube paulista tem boas chances de  se classificar para a Pré-Libertadores e chegar entre os quatro primeiros.

Uma grande partida. Talvez a maior prova de fogo do tricolor das laranjeiras. Se a equipe de Abel Braga vencer o São Paulo fora de casa estará com uma mão na taça. Mas se o tricolor paulista vencer vai colocar água no chope do adversário exatamente como o Fluminense fez em 2008 quando empatou com o São Paulo no Morumbi, adiando o Hexa Brasileiro para a cidade de Brasília na rodada seguinte.

Em suma um jogaço que promete.

Na quarta-feira seguinte, o São Paulo recebe a Universidad do Chile pelo jogo de volta da Copa Sul Americana no Pacaembu. O conhecido time da “La U” é o último campeão do torneio. Comandados pelo visionário Jorge Sampaoli, a Universidad mostrou o futebol mais vistoso da América do Sul no ano passado. Apesar de não contar mais com o brilhante atacante Vargas e outros jogadores de 2011, a partida terá muitos atrativos pelo clube chileno ter um esquema mais ofensivo, diferente de muitas outras equipes do cone Sul.

Outra novidade é a volta do tricolor paulista ao Pacaembu. Palco de muitas glórias do São Paulo Futebol Clube. Apesar do radicalismo dos torcedores mais fanáticos, o Pacaembu não é apenas o local do Corinthians e sim de vários times da capital do estado. O tricolor é um dos maiores vencedores do estádio. Corinthians, Palmeiras, Santos, Portuguesa e até o São Caetano tem histórias de glórias no estádio mais charmoso da cidade.

Portanto vai ser muito bom ver o São Paulo atuar novamente no lugar onde se tem o nome de um ex-presidente são paulino. Fora as facilidades de localização e transporte para a torcida. Chega de atuar na grotesca Arena Barueri e ficar preso no congestionamento da Castelo Branco além de pagar um polpudo pedágio.

Semana que vem é hora do torcedor são paulino tirar o escorpião do bolso e torrar o salário. Adiar a festa do Fluminense e ir para a semifinal da Copa Sul Americana são dois grandes atrativos não só para os adeptos do tricolor mais querido do planeta, mas também das pessoas que adoram ver um bom futebol.

O ÚLTIMO RESQUÍCIO DA DITADURA

24/10/2012

 

Depois de vinte anos de um regime autoritário e sangrento, o regime militar se findou no ano de 1985 com a eleição indireta do civil Tancredo Neves para a presidência da república. Muitas instituições viciadas pelos anos de chumbo e pelos carimbos de censores demoraram anos para se recuperar como o cinema, teatro e outras manifestações culturais. Hoje, elas deram a volta por cima e respiram os ares da livre expressão.

No entanto, uma instituição resiste aos ventos do tempo e mantém resquícios muitos fortes de características despóticas adquiridos durante o regime de 1964. Essa instituição infelizmente é o esporte mais amado pelos brasileiros: o futebol.

A maior paixão nacional hoje mantém atos imperiosos, paternalistas e ditatoriais. Em quase 35 anos da abertura democrática brasileira os atletas se mantem mais alienados que nunca. O sindicato de jogadores tem uma participação quase que irrisória nas grandes questões que envolvem o esporte bretão.

Futebolistas de grande prestígio são obrigados a fazer verdadeira maratonas entre a seleção brasileira e seus clubes, com direito a jatinho para chegar rapidamente aos jogos e se desgastar desnecessariamente por causa de amistosos contra as seleções do Azerbaidjão ou de Madagascar.

No entanto, os jogadores, principais interessados nessa questão não se manifestam. Eles tem medo de serem punidos e discriminados pelos seus clubes. A escala sobe. Os times morrem de medo dos presidentes de federações estaduais até chegar no topo da pirâmide representado pela CBF.

CBF liderada hoje por José Maria Marin, um ex-político ligado a extinta Arena, partido que sustentou a democracia de araque da ditadura militar por anos. Em outras federações estaduais não será difícil encontrar figuras ligadas a uma permanência quase infinita no poder.

O regime do futebol brasileiro é ditatorial como no governo iniciado pelo general Castelo Branco. Os jogadores não tem direito ao voto. Estatutos e leis são descumpridos nas eleições e dão mais poder às esclerosadas federações estaduais que os clubes. A democracia passa longe da sede da Confederação Brasileira. Velhos e caducos vícios se mantém num círculo pedante e interminável.

Para piorar existe ainda o STJD. Um tribunal que julga as mais insanas punições e que agora quer restringir o direito constitucional da livre manifestação e do pensamento. No último domingo a irônica torcida do Atlético Mineiro fez um mosaico com as cores do Fluminense escrito CBF de cabeça para baixo.

A manifestação original e bem humorada foi um protesto pelas seguidas falhas de arbitragem que ajudaram o time carioca a se manter na liderança da competição. No entanto o procurador do STJD Paulo Schmitt, não enxergou com bons olhos o recado da torcida do Galo. Denunciou o ocorrido e quer a interdição do estádio Independência.

Um ato indecoroso, totalmente descabível num país dito democrático. Nenhum esporte está acima das leis e da Constituição apesar de muitos desembargadores pensarem ao contrário.

O STJD de longe não é o melhor exemplo de justiça em nosso país. Pelo contrário. Já vimos decisões absurdas como tirar pontos de um time quando o regulamento não permitia. Outro caso surreal foi a volta repentina das férias de seus desembargadores apenas para colocar Edmundo na final do brasileiro de 1997 e outras barbaridades que num país conscientizado paralisaria o campeonato até o tribunal ser extinto.

Mas estamos no Brasil, o país da cultura patronal, do “sim senhor”. Do “ É dando é que se recebe”.

Com urgência é necessário democratizar as federações esportivas. Obrigá-las a ter eleições constantes e contar principalmente com o voto dos atletas, principais interessados nas mudanças que o esporte pode lhes proporcionar. Acabar com o STJD e adotar um tribunal de penas é outra solução viável para que o futebol respire ares verdadeiros de um país livre e sem repressão.

O nosso amado esporte, por causa dos velhos cartolas é um dos últimos símbolos da ditadura. Um baluarte maligno em que jogadores e treinadores não podem ter opinião, nem ao menos comemorar um gol efusivamente com emoção à flor da pele com o risco de tomar um cartão amarelo de um árbitro robotizado e imbecil. Um tapa na cara de um país que se livrou de repressores com farda cinco estrelas e que agora se vê vítima de decisões retrógradas de um soprador de apito que veste amarelo.

A chefia de José Maria Marin ao comando da CBF é  um dos maiores símbolos de que o futebol ainda  não acompanhou a evolução política brasileira. Pelo contrário, ele regrediu e voltou a um tenebroso passado. Um período que nós não queremos que retorne nunca mais.

FÉLIX MIÉLLI VENERANDO (1937-2012)

25/08/2012

Félix

A MESMA HISTÓRIA DE SEMPRE

24/05/2012

Rafael Moura lamenta: faltou inteligência ao Flu

O Fluminense perdeu uma grande oportunidade de voltar a disputar uma semifinal de Libertadores. Ontem contra um Boca Juniors assustado e muito inferior aos grandes times dos anos 2000, o time carioca repetiu os mesmos erros emocionais que sempre desclassificam os clubes brasileiros na competição sul americana e foi eliminado nos momentos finais com um gol tolo do “el tanque” Santiago Silva, que de tão ruim só fez figuração no Corinthians quando atuou por aqui.

O Boca hoje é um time muito inferior tecnicamente aos times que faturaram a América em 2000, 2001, 2003 e 2007. O time xeneize ainda depende Riquelme, que já podemos tratar como um atleta veterano e Schiavi que também já está a ponto de pendurar as chuteiras. No mais, vemos um centroavante careca e obeso que é uma verdadeira piada. Mas a camisa argentina pesou na disputa contra o Fluminense e isso numa Libertadores da América é fatal.

A mitificação insana do Boca e aquelas máximas que é difícil ganhar em La Bombonera pesaram nos atletas do tricolor carioca.

O clube das Laranjeiras tinha tudo para vencer. Apesar das grandes ausências de Deco e Fred o clube ainda tinha uma gama de jovens e bons jogadores. Mas o nervosismo e aquele velho “cagaço” brazuca, que sempre ocorre quando um time brasileiro enfrenta um argentino aconteceu de novo. Apesar da vantagem inicial de Thiago Carleto ainda na primeira etapa, o Fluminense não teve nervos para aumentar o placar e Rafael Moura não conseguiu colocar a boa dentro das redes. Pior que a perda de gols foi a falta de preparo psicológico para administrar o 1 x 0 e pelo menos levar a decisão para os penais.

Diego Cavalieri é um goleiro muito mais preparado que o boquense Orión. Mas o time carioca não pensou coletivamente o e quis fazer o segundo gol milagroso quase no final do jogo e bastou um contra ataque e um toque de Riquelme para que o Boca Juniors empatasse e que o silêncio e os soluços no Engenhão começassem a se manifestar. Me perdoem os mais educados mas que senhora CAGADA!

Lamentável a postura do Fluminense em todos os aspectos. Faltou cabeça e sangue frio diante de um time claramente inferior, mas que teve inteligência. Aliás, essa é a grande diferença da escola portenha para a brasileira. Os brasileiros são emotivos demais e isso atrapalha. A bola pesa e os argentinos são frios, práticos e inteligentes nas horas derradeiras. Por isso ao longo da história vemos times “hermanos” até tecnicamente inferiores desclassificarem clubes brasileiros. A história é velha desde os anos sessenta do século passado e se repetiu mais uma vez ontem no estádio João Havelange.

Fluminense, o que você fez?