Archive for the ‘Flamengo’ Category

LIGA JÁ!

22/01/2014

22.01.2014 - liga já

A confusão está instalada.

Com a chuva de liminares que certamente os torcedores da Portuguesa vão usar contra a CBF, o campeonato brasileiro de 2014 organizado pela entidade está seriamente ameaçado.

Porém, o que pode se configurar um problema pode se tornar a solução.

Basta a mandatária mór do futebol brasileiro afirmar que não tem condições de organizar o torneio para que os clubes assumem as rédeas e criem a tão sonhada e por enquanto utópica liga.

O escabroso caso da Portuguesa de Desportos provocou muitas discussões jurídicas referentes a validade ou não da decisão do inútil STJD.

Para mim o caso está bem claro. Existe uma lei federal superior chamada de Estatuto do Torcedor.

Os dirigentes da Lusa bobearam feio ao não prestarem atenção ao julgamento de Héverton. Terceirizar vínculos advocatícios certamente é uma medida bastante arriscada já que o profissional contratado tem poucos vínculos clubísticos com os contratantes. Os dirigentes da Portuguesa afirmaram que Osvaldo Sestario não comunicou devidamente a punição. Contudo, na coluna do jornalista Lauro Jardim da revista Veja foi comprovado que o advogado telefonou com os cartolas do time paulista após o julgamento do atleta e a Portuguesa recebeu um fax do STJD comunicando o resultado.

Quem está com a razão?

O problema é que a relaxada e imperial CBF não comunicou a decisão em sua página e a Portuguesa vai usar essa medida jurídica para impugnar a medida do STJD.

O Estatuto do Torcedor é uma lei superior a todas as instâncias dos tribunais esportivos e jamais foi devidamente respeitado em todos os seus quesitos como a CBF e vários clubes demonstraram. O apaixonado pelo futebol ainda é tratado como um lixo nos estádios.

Está na hora de levarem o futebol brasileiro mais a sério. Fica a lição para que a CBF tenha no mínimo um bom web designer para atualizar os seus dados como a lei federal profere.

A medida legal existe e a Portuguesa tem toda a razão de usá-la contra a organização comandada por José Maria Marin. A entidade tem que zelar pelos seus associados e não usar a velha tática “ eu não tenho nada a ver com isso”.

É uma tática hipócrita e asquerosa.

O fato é que a Confederação Brasileira vai ter muitos problemas para organizar o seu campeonato.

É uma boa hora dos clubes assumirem as rédeas.

Entretanto existem alguns contratempos. Um deles é que os cartolas dos times são em alguns casos piores do que os dirigentes da CBF.

A grande maioria dos presidentes só quer o melhor para si e a associação comandada por eles. Não desejamo bem comum. Vide a confusão que acarretou a implosão do Clube dos 13 causado por Andrés Sanchez do Corinthians e os clubes do Rio de Janeiro

Outro exemplo dessa falta de união dos clubes é ver o escritório de advogacia de um candidato a presidente do São Paulo defender a CBF contra as liminares do Flamengo e da Portuguesa.

Falta ética e respeito. A tal Liga que poderia ser a tábua de salvação dos times do Brasil não passa por enquanto de uma mera utopia.

Ainda dá tempo dos cartolas  se conscientizarem. A hora é agora. Melhor oportunidade de usurpar o campeonato das mãos de José Maria Marie não há.

Liga já ou a Copa João Havelange 2.

A luz ou as trevas.

A bola agora estão nas mãos e nos pés dos clubes.

Que o bom senso prevaleça.

BOLSA FUTEBOL

22/11/2012

O patrocínio de R$ 30 milhões de reais da Caixa Econômica Federal ao Corinthians gerou a revolta de muitos e principalmente de torcedores adversários que não viram seus respectivos times serem agraciados com o “mesadão” governamental.

O fato do Corinthians ter ganho um estádio de graça da prefeitura e do governo federal para a Copa do Mundo de 2014 somente piorou a visão daqueles que já consideraram o clube paulista o time do “Establishment” governamental. O ex-presidente corintiano Andrés Sanchez é filiado ao partido dos trabalhadores e tem corredores livres até o ex-presidente Lula, que apesar de hoje ser um mero civil, ainda tem muita influência política.

Mas o privilégio do Corinthians não é o único dentro da história do futebol brasileiro.

Vários outros clubes já ganharam a sua graninha apoiados pelo poder público. Algo que numa sociedade dita capitalista é algo bem contraditório.

Palmeiras e São Paulo tem seus CTS construídos em terrenos da prefeitura na Barra Funda em troca de permutas. Não pagaram nada por eles.

O São Paulo recebeu milhões de reais de uma lei de incentivo fiscal para melhorias no seu Centro de Treinamento de Cotia.

Ok, se tratava de uma lei federal e o tricolor paulista soube aproveitar dela muito bem, mas isso não deixa de ser dinheiro de nossos impostos.

O Flamengo foi patrocinado em quase duas décadas por uma empresa petrolífera estatal. O Vasco da Gama também ostenta em sua camisa uma companhia de energia pública em troca de generosos milhões de reais.

Internacional e Atlético Paranaense estão reformando os seus estádios para a Copa com a ajuda do BNDES. Um banco estatal.

Isso sem contar o benefício que todas as agremiações recebem da Timemania, loteria criada pelo governo para que os clubes paguem as suas enormes dívidas trabalhistas. Um achincalhe, pois na opinião governamental temos que financiar a roubalheira que os corruptos cartolas do futebol brasileiro cometeram em seus times.

Se um dirigente de futebol deixa enormes dívidas para comprar um iate ou um apartamento da Barra da Tijuca ele deveria ser preso e não ser auxiliado com dinheiro de nossos impostos.

Mas a presidente da República homologou o substitutivo da Lei Pelé que exime os cartolas da responsabilidade financeira de seus clubes. Agora pensam em criar a Timemania 2, já que a primeira foi um fracasso comercial.

Curioso… são os mesmos clubes que se dizem privados e que escondem balancetes anuais. Mas no apagar das luzes adoram receber dinheiro do governo. De que lado estão nossas autoridades?

O poder público deve zelar pelo “pão e circo” ou ajudar a população? Pelo jeito a primeira opção é a preferida, pois dão mais votos.

A cara de pau dos dirigentes é colossal. Em países sérios muitos desses times seriam enquadrados e não participariam de campeonatos até pagarem as suas dívidas. Muito menos receberiam qualquer benefício público sem antes serem duramente fiscalizados por órgãos governamentais.

Mas estamos no Brasil. O país do “jeitinho”. As leis não foram feitas para beneficiar o esporte em si diretamente, mas para ajudar o patrimônio privado dos clubes de futebol. Uma vergonha.

Nesse caso, ninguém é “inocente ou santo”. Todos os times de uma certa maneira ou outra já tiraram proveito do governo. Muitos jornalistas e torcedores tentam apaziguar essas vantagens indevidas mostrando os erros do passado de outras agremiações. Como se uma coisa justificasse a outra. Na verdade todos estão errados e continuam a proferir mau caratismo.

Afinal vivemos numa sociedade capitalista, os clubes são privados e dois mais dois são igual a quatro. Mas na visão distorcida de muitos cartolas a soma é igual a cinco.

No final quem sai perdendo somos nós com hospitais de péssima qualidade e escolas públicas putrefatas com professores desmotivados. Os dirigentes continuam a gastar milhões em maus investimentos e também em benefício pessoal para depois pedirem dinheiro com o pires na mão como se fossem clubes miseráveis da terceira divisão. Coitadinhos…

O futebol é privado, feito por clubes privados. Pela lógica de mercado deveriam procurar empresas privadas para financiarem os seus times. Quando o governo auxilia mandatários incompetentes e clubes de futebol com dinheiro, leis e outros benefícios eles só encobrem a bandalheira e atrapalham o próprio desenvolvimento do futebol. O cartola podre continua a roubar o clube e sua ingerência não é percebida pelo torcedor, financiado pelos milhões de reais do estado. Um círculo vicioso que não tem fim e que os políticos mentecaptos insistem em perpetuar. Uma aberração.

PIPOQUEIRO É O CARALHO!

30/07/2012

Aos pseudo torcedores que chamaram Luis Fabiano de “pipoqueiro”, a resposta foi dada ontem no estádio do Morumbi.

Dois gols, 145 tentos pelo tricolor paulista. Um dos maiores artilheiros da história do clube e que superou o lendário Leônidas da Silva.

É pouco? O maior goleador do São Paulo no ano.

“Ah, mas ele não ganhou nenhum título pelo São Paulo”.

Mentira, conquistou um Rio-São Paulo, torneio que o tricolor nunca havia vencido.

Uma parte da torcida tenta associar sucesso a títulos.

Um dos maiores ídolos da história tricolor, Roberto Dias venceu um único campeonato paulista.

Vários outros jogadores fizeram história em seus clubes, mas por um momentos de azar não tiveram a oportunidade de levantar uma taça. Rivelino foi um deles.

John Stockton. Jogador norte americano, nunca venceu uma liga norte americana com o Utah Jazz, mas nem por isso deixou de ser um dos maiores armadores da história do basquete e não foi impedido de entrar no hall da fama do esporte. Será que alguém o chamou de “pipoqueiro”?

O torcedor de futebol necessita ser um pouco mais racional e observar o time. Nas três vezes que Luis Fabiano atuou pelo tricolor a defesa era uma lástima. Alguém lembra de Júlio Santos, Jean, e Gustavo Nery? Rhodolfo, Edson Silva, Paulo Miranda e João Felipe são melhores que eles?

Luis Fabiano não é um gênio, mas é fundamental num time irregular como o São Paulo. Ontem no Morumbi vimos um exemplo disso.

Mas se aquela torcida organizada quiser trocá-lo pelo “Zé da Esquina”, o clone do Rondon, é só dar a dica para o Juvenal…

FIM DE CASO

01/06/2012

Ronaldinho Gaúcho no Flamengo: passagem mediocre

O casamento entre o Clube de Regatas Flamengo e Ronaldinho Gaúcho acabou. O atleta pediu a rescisão de seu contrato na justiça após alegar que o clube carioca não realizou os pagamentos de seu direito de imagem e também do seu salário.

Foi a crônica de um divórcio anunciado. Desde que o time da Gávea apostou em Ronaldinho Gaúcho no ano passado esse blog já alertava que a operação seria arriscada demais. O jogador já não era o mesmo desde 2006. Por causa de suas olheiras e cansaço pós baladas, a torcida do Barcelona não pensou duas vezes ao trocá-lo por Lionel Messi.

Na seleção brasileira a mesma situação se configurou. Desde a final da Copa das Confederações em 2005, Ronaldinho nunca mais teve grandes atuações. Dunga e Mano Menezes já tentaram “recuperá-lo”. Em vão. No Flamengo após um título carioca e um bom primeiro turno no campeonato brasileiro, os problemas começaram a aparecer.

Gaúcho foi acusado se sabotar o trabalho de Vanderlei Luxemburgo. A Traffic, empresa que ajudava no pagamento do salário do ex-craque pulou fora do barco e a tão decantada “entrada de recursos” dentro do clube nunca aconteceu. Ronaldinho Gaúcho aos poucos passou de Cinderela rubro-negra para uma abóbora podre.

Baladas e agitos do futebolista na fervorosa cidade do Rio de Janeiro passaram a dominar os notíciários. Atrasos, falta de comprometimento, partida medíocres. As vaias começaram a aparecer , mas o holerite dessa autêntica bomba ainda era caro. O Flamengo, sem ter como pagar o salário de Ronaldinho e seu empresário-mano Assis cometeu uma loucura ao bancar a conta sozinho. Mais uma das tantas trapalhadas que os cartolas rubro-negros acostumaram a fazer ao longo de sua história. Vide Kléber Leite e Edmundo Santos Silva.

O Flamengo é gigante, mas seus dirigentes tem a mentalidade de um caroço de azeitona. Faltou visão mercadológica para ver que Ronaldinho Gaúcho deixou de ser craque há algum tempo. Hoje ele se arrasta em campo sem grande compromisso ou motivação. A falta de pagamento de seus salários piorou a situação. Agora ao invés do time rubro-negro ter um lucro exorbitante com o “sucesso” de sua ex-prima dona, o Flamengo vai ter que conseguir a bagatela de R$ 40 milhões de reais.

Amorim: tentando justificar o injustificável

De nada adianta Patrícia Amorim gravar um vídeo para a internet para “convocar” a torcida do Flamengo. Dívida trabalhista no Brasil é coisa séria e o hexacampeão brasileiro vai ter que pagá-la cedo ou tarde. Triste ver que o clube de maior torcida do Brasil ainda tenha cartolas com a palavra AMADOR escrito em suas testas. Enquanto isso o politicamente correto e inoperante jogador vai ganhar a sua bufunfa e continuar a curtir as suas baladas, sem jogar absolutamente nada e viver de um passado que já foi glorioso.

ACABOU A MOLEZA!

14/04/2012

Vagner Love lamenta a desclassificação: fracasso

Ultimamente os meios de comunicação e seus comentaristas de auditório afirmam que a Taça Libertadores da América é uma baba, que os adversários são fracos e os times brasileiros “passeiam na competição”.

De fato, se compararmos os resultados nos anos setenta e oitenta para cá, a situação dos clubes brasucas melhorou bastante, mas dizer que o torneio é a “baba do bode” e que é pior do que o campeonato paulista é brincadeira de mau gosto.

Alguns periodistas brasileiros distribuem arrogância e falta de conhecimento com essas afirmações.

“Ah, mas o Brasil foi o país que mais venceu a competição nos últimos anos”, Verdade, mas isso não significa que os outros clubes de outros países não possam evoluir. Desde o ano passado os tais “times intermediários” da Libertadores tem dado um pouco de trabalho para o país pentacampeão do mundo.

Dos seis times classificados para a Libertadores no ano passado, somente o Santos conseguiu chegar à final. O Corinthians caiu ante o “todo poderoso” Tolima ainda na pré. O “copeiro” Grêmio não resistiu a Universidad Católica e o Internacional foi derrotado em pleno Beira-Rio diante do “decadente” Penarol.

Nessa Libertadores, o Fluminense derrotou o Boca dentro do temido estádio La Bombonera. Foi o que bastou para que o time argentino fosse considerado fraco e sem a mesma pegada dos anos 2000. Mas na partida de volta no Engenhão…pimba! Os xeneizes meteram dois a zero e provaram que estão mais vivos que nunca. O castelo de encantos do “invencível e invicto” Fluminense desmoronou.

Anteontem, vimos o Flamengo, clube de maior torcida do Brasil ser desclassificado ainda na primeira fase. O Mengo com estrelas do porte de David, Vagner Love e Ronaldino Gaúcho. Atletas milionários que recebem pagamentos comparáveis aos elencos do Emelec, Lanús e Olímpia. O futebol apresentado pelo time rubro-negro, no entanto foi de salário mínimo. O futebol e a determinação que o Flamengo deveria ter desde a primeira partida chegou tarde demais.

A soberba pode ter sido um fator importante. “Vamos demitir o Luxa, que está criando caso com Ronaldinho Gaúcho. Contratem o “paizão” Joel porque na primeira fase vai ser uma moleza”. Não foi. Faltou planejamento e visão técnica para observar como os outros clubes do grupo da Libertadores jogavam. Afinal de contas, não estavam confrontando o Bonsucesso.

O Olímpia já venceu três vezes a Libertadores. Por si só não é uma moleza pois é um time de tradição no torneio. Internacionalmente tem mais títulos que o próprio Flamengo. O Lanús é um clube em crescimento na Argentina. Na última década faturou um campeonato nacional e sempre tem dado trabalho aos grandes portenhos, além de participar mais ativamente de competições internacionais. O Emelec como se viu é um clube ousado, que não tem medo de atacar e foi premiado nos dois últimos jogos por sua determinação.

Vamos tirar toda a confusão e o mau gerenciamento do time flamenguista nos últimos meses, a falta de cabeça fria para administrar as vaidades pessoais, as baladas e o comprometimento risível de algumas estrelas. Não existiu a preocupação de ver que do outro lado do campo também existia um time.

O resultado é que o Flamengo agora vai assistir a Libertadores na TV. Vai observar seus maiores rivais continuarem na competição e o pior: vai ter que pagar mais de milhão de reais por mês para o Ronaldinho Gaúcho jogar o “imprescindível” campeonato carioca.

O LANCE LÊ O BLOG DO ABDUL?

09/02/2012

Impressionante que a principal matéria no site do Lancenet tenha saído um dia depois de post “Falta de Memória”. O assunto é o mesmo: Ronaldinho Gaúcho. Será que agora estamos pautando o principal jornal esportivo do país? Rssss. Brincadeira. No jornalismo as coincidências são muito comuns. É só ver a capa da Veja e da Época dessa semana sobre o dono do Facebook. Enfim, leiam com mais alguns detalhes os problemas enfrentados pela contratação de Ronaldinho Gaúcho no Flamengo.

RESULTADO DA PARCERIA FLA/RONALDINHO É UM FRACASSO

Ronaldinho e Ronaldo: mesmos projetos, resultados diferentes

A bem-sucedida estratégia do Corinthians ao contratar Ronaldo, em 2009, inspirou o Flamengo, dois anos depois, a repatriar Ronaldinho Gaúcho do Milan. Mas está cada vez mais claro que os resultados, fora das quatro linhas, são bem diferentes entre os xarás.

Os problemas na Gávea minaram as possibilidades de aumento substancial de receitas, algo que o Fenômeno ajudou a alavancar no Timão. O rompimento com a Traffic, parceira do projeto, terça-feira, pôs final aos planos iniciais de transformar R10 em craque também na área de marketing.

Enquanto a parceria Ronaldo/Corinthians bateu todos os recordes em verbas conseguidas com patrocinadores e continua gerando receitas até hoje, o Flamengo ainda não definiu como irá acertar os R$ 4,5 milhões de salários atrasados e precisa mostrar garantias aos advogados de Ronaldinho de como arcará sozinho com os R$ 1,2 milhão de salário nos próximos meses.

O valor é o maior pago exclusivamente por um clube a um atleta no futebol brasileiro. Neymar, que embolsa R$ 3 milhões por mês, tem a maior parte dos vencimentos provenientes de patrocinadores, após um acertado projeto de carreira feito pelo Santos.

No Fla, a imagem de Ronaldinho não alavancou a marca do clube. E muito por culpa do próprio atleta. Em vários eventos institucionais, como o patrocínio da Unicef e o lançamento da nova camisa, o camisa 10 não apareceu e ignorou as ações de marketing.

Situação totalmente diferente do que aconteceu no Corinthians, já que Ronaldo foi peça fundamental no aumento de sócios, bilheteria, ações sociais, e, logicamente, obtenção de novos patrocinadores. O Fenômeno abocanhou cerca de 40% dos valores na verba de patrocínio, numa receita recorde de R$ 48 milhões.

– O Ronaldo é carismático, o Ronaldinho precisa de atuações espetaculares para gerar interesse. Não dá para comparar. O Ronaldinho teve altos e baixos. Ele explicitamente gostava da noite e o clube não tem um marketing adequado – analisou José Carlos Brunoro, especialista em marketing esportivo.

Leia mais no LANCENET! http://www.lancenet.com.br/minuto/Resultados-parceria-FlaRonaldinho-fracasso_0_642535998.html#ixzz1lsz0F0K7

FALTA DE MEMÓRIA

08/02/2012

Patrícia Amorim: outra presidente, mesmos erros

A chamada “pindaíba” parece que chegou ao cofre dos grandes clubes brasileiros.

O Flamengo tem dificuldades monstruosas para pagar o salário de Ronaldinho Gaúcho. Sua aparente parceira, a Traffic de J. Hawiila não está cumprindo o acordo que possibilita a manutenção dos ganhos do camisa 10 rubro-negro.

O atleta chegou a gávea depois de um escândaloso leilão promovido pelo agente de Ronaldinho, o seu irmão Assis. Depois do deslumbramento da sua chegada ao ninho flamenguista, o futebolista não trouxe os lucros que o time carioca tanto esperava. No mesmo dia do lançamento da nova camisa rubro-negra, o meia atacante gaúcho lançou uma marca de camisas personalizadas que leva o seu nome. Na apresentação de uma empresa de pilhas todos os jogadores flamenguistas entraram em campo com a estrelinha do mundial de 1981 piscando como luzinhas de natal. Adivinha quem foi o único jogador que não entrou em campo com a estrela piscante. O patrocinador deve ter “adorado”. Se Patrícia Amorim esperava obter um lucro monstruoso com Ronaldinho Gaúcho deu com os burros n´água.

Na carona do sucesso de Ronaldo no Corinthians ela não percebeu que o acordo do atacante com o clube paulistano foi praticamente o de uma sociedade. Mas o deslumbramento prevaleceu. Contratar um jogador de nome, mesmo que o futebol dele não seja mais o mesmo de anos atrás virou a fórmula de sucesso para muitos clubes brasileiros.

Contrate um craque decadente + maior torcida + patrocinadores = sucesso e lucro.

Mas algo deu errado na conta. O meia atacante continuou o mesmo festeiro de sempre desde os tempos de Barcelona e Milan. O  seu futebol, ainda com resquícios de sua grande fase no clube catalão não foi suficiente para deixar o Flamengo na situação que Patrícia Amorim esperava, principalmente na parte financeira.  Dentro de campo um título estadual ( que convenhamos, hoje não é grande coisa) e uma classificação suada para a Libertadores. Muito pouco para um time que investiu milhões na contratação de um bom elenco.

Às vezes podemos parecer chatos quando batemos na mesma tecla ou lembramos aos internautas o que escrevemos anteriormente. Não somos Nostradamus ou temos um dom de prever o futuro, mas o blog tem orgulho de ter algo que a maioria dos dirigentes do futebol brasileiro não tem: memória.

Ronaldinho Gaúcho: na pista

Muitos desprezam ou não ligam para vários conceitos de história. E não escrevo apenas sobre a matéria que alguns acham “chata pra caramba” na escola, mas sobre o conceito global do termo. A história caso não saibam é uma arma que o cidadão deve levar em consideração para aprender sobre erros e acertos do passado e principalmente como lidar com eles no futuro.

Ao que parece,  alguns grandes clubes do futebol brasileiro nunca aprendem. O  próprio time rubro negro é um exemplo. Depois do malfadado “time dos sonhos” de Kléber Leite em 1995 e o mau gerenciamento do presidente Edmundo Santos e Silva com uma parceira de investimentos nebulosa, o rubro-negro carioca comete os mesmos erros do passado.

Amorim rateia o time campeão da Copa São Paulo para comprar Vagner Love da Rússia.  Como presidente ela deveria ser a primeira a saber que o time de maior sucesso da história do clube foi formado na Gávea e não com atletas comprados a rodo a preços milionários.  Mesmo com dívidas e com atraso no salário de jogadores, os dirigentes com os olhos vendados pela vaidade afirmam que o futebol brasileiro será um poço de petróleo prestes a jorrar. Mas por enquanto a desorganização continua a mesma.

Em outros clubes, a situação é semelhante. O Santos prestes a completar 100 anos dissolveu todo o time de futebol feminino e também o de Futsal que acabou de ser campeão da liga nacional. Pode não parecer, mas bancar o salário de Neymar está ficando caro.

LAOR: fim do Futsal e das sereias para adequar as finanças

O Cruzeiro deixado às traças pelos Perrela também tem dificuldade para pagar o salário de seus jogadores. O jogadores do Vasco protestaram contra o clube e não vão concentrar pelo atraso do pagamento do décimo terceiro.

Enfim, os clubes e os dirigentes deslumbrados devem ter percebido que acabar com o Clube dos 13 foi um péssimo negócio. Talvez agora com dívidas atoladas até o pescoço os presidentes dos times devem ter se tocado da imensa besteira que fizeram ao se submeterem aos caprichos de Ricardo Teixeira e assinarem um contrato individual com a Globo e se sujeitar a duras regras como a de não poder adquirir cotas adiantadas.  As agremiações estão de mãos atadas até 2014.

Melhor não esperar pelo dinheiro dos times europeus porque eles também estão em crise e com dívidas quase bilionárias.

O fato é que os clubes estão na lama por culpa de seus próprios cartolas sem falta de visão política e principalmente mercadológica. São amadores pois pensam primeiro em seus times e outros interesses em prol de uma coletividade que certamente vai beneficiar a todos.

Estamos em 2012. Muitos jornalistas alertam sobre isso desde o século passado.

Voltemos ao comentário inicial: usem e treinem a memória, parte importante do nosso cérebro.  O Flamengo não fez isso e depois de dezessete anos demitiu o mesmo técnico porque ele bateu de frente com os privilégios dos astros badalados do clube. O fato voltou a acontecer no mesmo lugar e praticamente na mesma situação.  Não, Luxemburgo passa longe de uma convenção de frades capuchinhos, mas a sua demissão prova que se as pessoas não aprendem com os erros do passado os repetem  no futuro. Uma densa e desagradável rotina dentro do futebol brasileiro.

A LUTA PELO PENTA

28/11/2011

Vasco x Corinthians: quem será pentacampeão brasileiro?

Uma década depois de terem protagonizado a decisão do Mundial Interclubes da Fifa em 2000, Corinthians e Vasco mais uma vez decidem um título. Dessa vez ambos os times alvinegros jogam para alcançarem a sua quinta conquista no campeonato brasileiro.

O Corinthians depois de fazer um mata-mata vexatório na pré-Libertadores contra o inexpressivo Tolima da Colômbia, se recuperou e conseguiu chegar a final do campeonato paulista, mas não resistiu ao talento de Ganso e Neymar. No Brasileiro a equipe comanda por Tite esteve quase todo o campeonato na liderança. Oscilou no final do segundo turno, mas se recuperou e voltou a ganhar fôlego. Sem ter um destaque individual supremo como o Santos, o time do Parque São Jorge aposta na aplicação tática do treinador Tite e no desempenho de ótimos meio campistas como Alex, Danilo e bons atacantes como Liédson e Emerson Sheik. A defesa é outro ponto forte. Não há atletas excepcionais mas bastante esforçados como Leandro Castan e Paulo André. A apenas um ponto do título brasileiro o Corinthians tem tudo para faturar a quinta taça.

O Vasco é a melhor surpresa desse torneio. Mesmo que não conquiste o título no domingo que vem, a campanha em toda a temporada 2011 foi histórica pra o clube da Colina. Rebaixado para a Série B em 2008, o time carioca sofreu o pão que o diabo amassou desde que fatores externos começaram a prejudicar o desempenho vascaíno nas competições. A primeira década de 2000 foi um autêntico desastre com apenas um único título carioca em 2003 e o bordão “eterno vice” aclamado pelas torcidas adversárias. Mas no ínicio desse ano, depois de um vexatório início de campeonato estadual, algo mudou. E essa mudança teve um nome: Ricardo Gomes.

Depois de ser dispensado do São Paulo o treinador assumiu o time cruz maltino e logo se viu uma mudança brutal no comportamento tático e técnico da equipe. A vinda de veteranos como Felipe e Juninho Pernambucano completaram o quadro. O clube passou a jogar bem e atletas renegados em outros clubes como Eder Luiz e Diego Souza começaram a ter boas apresentações. Veio o título da Copa do Brasil e no segundo turno do campeonato brasileiro, o Vasco passou de mero figurante a aspirante ao título. Mas no meio do caminho aconteceu algo lamentável para o clube: Ricardo Gomes teve um acidente vascular cerebral no meio de um clássico contra o Flamengo. Parecia que o time ia afundar, mas pelo contrário, o time da cruz de malta se recuperou magistralmente com o auxiliar Cristovão e chegou na última rodada na disputa pelo título.

Ambas as equipes foram a que menos oscilaram nessa equilibrada edição do brasileiro. Ambos enfrentam os seus clássicos rivais na derradeira e última rodada. O que torna imprevisível qualquer tipo de previsão. Mas ao observar os times de Palmeiras e Flamengo, o Corinthians é o time que tem maior chance de botar a mão na taça.

Primeiro, porque o Palmeiras é um time bem pior que o Flamengo. A vitória de ontem contra o desinteressado e vergonhoso São Paulo não serve como parâmetro. Segundo, porque o clube do Parque Antártica não tem mais nenhuma pretensão no torneio, a não ser pela velha rivalidade. O Flamengo ainda tem uma vaga na Libertadores para disputar. Terceiro, porque o Vasco fará uma viagem até Santiago para tentar chegar a final da Copa Sul Americana contra o Universidad do Chile. Uma partida complicadíssima e que vai desgastar os atletas cariocas.

O futebol é um esporte totalmente inesperado. Muitos fatores podem ajudar ou atrapalhar ambos os times na conquista do título. Chuva, torcida, campo, pressão externa, ação de cartolas, amarelada dos jogadores entre vários exemplos que vimos ao longo da história. Mas com uma análise fria dos números a possibilidade maior é que a taça do brasileiro fique mesmo em São Paulo. Mas isso é só uma análise. Será que algum torcedor vascaíno vai gostar de ver os torcedores do Flamengo gritarem “vice de novo”? É complicado e imprevisível.

Números são apenas números. Tanto Corinthians como Vasco se conseguirem o objetivo, merecerão o título com todos os méritos. O clube paulista pela sua regularidade e o Vasco pela bela história de superação. Qual dos dois será penta? Façam suas apostas.

RESUMO DA ÓPERA – 25/11/2011

25/11/2011

Peço desculpas aos leitores e amigos (posso considerá-los como tal) que tem o costume de acessar o meu blog.

Faz algum tempo que não realizo alguma postagem por aqui. Passo por um momento muito delicado na minha vida tanto profissional quanto sentimental. Realmente não tive nenhuma inspiração para escrever algo no blog. Comparando estou meio como parte da Europa hoje (crise brava) e o meu time também não ajuda nem um pouco(rsss). Mas como diz o célebre ditado gaúcho “Só não está morto quem peleia”, eis-me aqui novamente com mais um Resumo da Ópera.

Precipitação – O leitor está cansado de ouvir discussões sobre mais um episódio do vice-presidente de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg. O mesmo sugeriu que o Palmeiras entregasse as faixas de campeões para o Corinthians na última rodada do campeonato caso o clube alvinegro vencesse o torneio no próximo domingo. Dada a situação atual do time de Felipão se deu a impressão que Rosenberg mais uma vez usou de suas galhofas para tentar diminuir o rival.

Mas existe uma coisa muito importante em toda essa falação que ocupou boa parte das discussões dos veículos de comunicação esportivos: o Corinthians precisa vencer o Figueirense no próximo domingo. A julgar pela posição do clube catarinense e pela grande campanha da esquadra do time dirigido por Jorginho parece que a tarefa do clube do Parque São Jorge não será nada fácil. O Figueira ainda disputa uma das vagas da Libertadores e vai tentar usar de todos os artifícios para ser o primeiro clube de Florianópolis a disputar o maior torneio continental da América do Sul. Se o Corinthians se der mal na capital catarinense, a fala do cartola alvinegro vai se voltar contra ele na última e derradeira rodada. Para os palmeirenses tirar o título do Corinthians irá valer como um título.

Mesi x Neymar: sem salto alto a partida acontecerá

Precipitação II – Outro assunto que já deu nos nervos é a “final do Mundial Interclubes” entre Santos e Barcelona. Novamente os mesmos erros e precipitações se repetem. Ambos os clubes vão enfrentar outros adversários na semifinal. Será que o exemplo do Mazembe no ano passado não foi suficiente? Lembramos que o torneio é um mata-mata total, ou seja pode acontecer de tudo em noventa minutos. Às vezes o esquema de uma equipe não encaixa no dia e….adeus. Claro, que uma possível final entre Santos e Barcelona seria maravilhoso para o mundo do futebol, mas hoje em dia não pode se bobear com sonhos aleatórios. Ano passado o Inter de Porto Alegre sonhou alto demais e pagou caro por isso. Fica a lição.

Teixeira e Sanchez: estreitando relações

Desnecessário – A nomeação de André Sanchez como diretor de seleções por Ricardo Teixeira veio na pior hora possível, a duas rodadas do final do campeonato brasileiro. A julgar por todos os benefícios que André Sanchez e o Corinthians tem ganho da CBF e dos políticos cara de pau, a indignação de Vasco e Fluminense é plenamente justificável. Teixeira não é bobo. Sabe que Sanchez tem amigos influentes no PT, inclusive do ex-presidente Lula e que isso poderá assegurar a sua sobrevida até a abertura da Copa de 2014. A cafajestagem dos dirigentes brasileiros é tamanha que eles nem escondem mais os acordos escusos que fazem nos escritórios acarpetados.

A nomeação foi um presente pelo trabalho de presidente corintiano em desmobilizar o clube dos 13. Essa é a deixa para que o presidente do Corinthians assuma o posto de mandatário mór da CBF quando Teixeira deixar o cargo. Lembro que ambos estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. O anúncio do novo emprego de Sanchez veio em péssima hora. Se acontecer algum erro grave de arbitragem nessas duas últimas rodadas, as acusações de favorecimento vão se multiplicar. Lembremos que Emerson Sheik teve o efeito suspensivo efetivado pelo asqueroso STJD. Mais um capítulo podre na história do futebol brasileiro.

Escândalo atrás de escândalo – E falando em podridão o mais recente escândalo da Copa do Mundo de 2014 ( a mais cara da história) envolve políticos e obras de mobilidade urbana em Cuiabá. Denúncias do Jornal “O Estado de São Paulo” afirmam que a fraude já chega na casa dos 700 milhões de reais ( praticamente dois estádios da Juventus de Turim). O mais assustador foi que a tramóia teria o aval do Ministro das Cidades, Mário Negromonte. Impressionante como o governo Dilma “despreza” Ricardo Teixeira não? Qualquer presidente digno teria dado um chute nos fundilhos de Joseff Blatter e sua quadrilha. Mas no Brasil o que vale é a aparência e não a essência. Gostaria de saber quais as providências a digníssima presidente vai tomar em relação ao caso. Ao julgar pela sua substituição “seis por meia dúzia” no Ministério dos Esportes a roubalheira vai continuar solta.

Maracaná é do povo? Que nada. Em breve o estádio construido com o nosso dinheiro será dado para uma empresa privada

Mas a maior podridão vem do Estado do Rio de Janeiro. O Maracanã foi destruído dando lugar a uma moderna Arena faraônica nos moldes da Fifa. Custo? Mais de 1 bilhão de reais. Financiamento? Público é claro. Dinheiro gasto com o suór de nossos impostos e sacrifícios. O que vai acontecer com o estádio depois do Mundial? VAI SER PRIVATIZADO! Isso mesmo. O governador Sérgio Cabral quer abrir uma licitação para que estádio tenha uma concessão. Uma das empresas do bilionário Eike Batista já se mobiliza para vencer a licitação.

Me pergunto até que ponto vai a avareza de certos empresários brasileiros. Apesar de terem o PIB de muitos países do mundo, os mesmos não querem gastar um centavo de suas empresas na construção de estádios mas querem capitalizar todos os lucros. Me pergunto se Flamengo, Vasco e Fluminense irão concordar com isso, principalmente se eles tiverem que pagar aluguel para pagar algo construído com o dinheiro público. Parece piada mas não é. Que tal a Flamengo e Fluminense gerirem o estádio nos mesmos moldes que Inter e Milan fazem com o San Siro em Milão? Não é mais justo do que dar o estádio de mão beijada para “empreendedores” que não constroem nada, mas que querem ganhar tudo?

Brasil, o país dos canalhas.

Freddie Mercury e Eric Karr no panteão dos deuses – semana faz vinte anos que o saudoso vocalista do Queen Freddie Mercury nos deixou. Por coincidência, no mesmo dia em 1991 faleceu também o segundo baterista da história do Kiss, Eric Karr. A ambos a nossa modesta homenagem.

Ps – Post corrigido. O leitor Wilson advertiu que o Criciúma  foi o primeiro e  por enquanto único time de Santa Catarina a disputar a Libertadores. Tirando as ofensas do internauta obrigado pela informação.

VERGONHA!

27/10/2011

Marlos caido: a cara do atual São Paulo

De todos os participantes brasileiros classificados para a Copa Sul Americana, somente o Vasco da Gama conseguiu passar para as quartas de final do torneio.

Na fase internacional da competição, que se iniciou nas oitavas, Botafogo, Flamengo e São Paulo foram derrotados e agora somente poderão se preocupar com as últimas sete rodadas do campeonato brasileiro.

A pergunta que se faz a alguns desses times é a seguinte: se for para dar esses verdadeiros vexames contra times insignificantes da América do Sul para que esses clubes, considerados grandes aqui no Brasil participam do torneio?

Deixem a vaga para times que saibam honrar as suas camisas e que não poupem os seus principais atletas.

O Flamengo na semana passada jogou com um desinteresse gritante contra A Universidad do Chile e foi humilhado em casa por 4 x 0. Parecia que os rubro negros estavam ali só para comparecer e nada mais. Muitos jogadores afirmam que não tiraram o pé. Os torcedores e a imprensa duvidam. Resultado, o time de maior torcida do Brasil não vence um torneio internacional desde 1999.

O Botafogo conseguiu ser goleado pelo Independiente “genérico” da Colômbia pelo placar de 4 x 1. O time da estrela solitária realizou uma partida horrenda no Engenhão e não conseguiu sair do empate. O clube carioca além de ser humilhado na Colômbia, tomou olé de um esperto cachorrinho que invadiu o gramado. Mais um clube brasuca que na desculpa de “poupar” jogadores foi derrotado por um time meia boca e deu vexame internacional.

Botafogo é goleado na Colômbia: olé até do cachorro

O time de General Severiano não disputa uma Libertadores desde 1996. O único título sul americano que tem é a Copa Conmebol de 1993 há quase vinte anos. Não é possível que um presidente de clube resolva ignorar um torneio que além de prestígio e vaga na Libertadores concede dinheiro ao vencedor. Que mentalidade fechada e intransigente é essa?

O São Paulo também não escapou de uma atuação vexatória e horrenda contra o São Caetano do Paraguai, o “poderoso” Libertad. Mas diferente de seus pares brasileiros, o tricolor paulista não poupou ninguém e nem foi desclassificado por mero desinteresse na competição e sim pela incapacidade técnica e tática de seu time. Em casa, o tricolor paulista fez uma partida sofrível e só venceu por causa de um gol salvador de Luis Fabiano.

No acanhado estádio Nicolás Leoz em Assuncion, o São Paulo repetiu as péssimas atuações dos últimos embates e foi derrotado por um time considerado tecnicamente inferior, mas que teve muita raça, vontade e disciplina tática. Nem mesmo a vinda do técnico Leão acordou os preguiçosos atletas do time do Morumbi. A derrota, apesar do gol irregular dos paraguaios no segundo tempo foi justa.

O único time brasileiro que se sobressaiu do torneio foi o Vasco da Gama que goleou o boliviano Aurora por 8 x 3. Em Cochabamba o clube carioca foi contaminado pela mentalidade de que a “Sul Americana não vale nada” e botou o time reserva. Tomou uma sacolada de 3 x 1. Em casa, para não dar vexame fez o dever de casa. Resta saber até quando o Vasco vai manter essa postura. Afinal o clube de São Januário é líder do campeonato brasileiro e terá jogos difíceis no torneio. Por estar já classificado para a Libertadores do ano que vem, provavelmente vai adotar a mesma solução dos times brasileiros que já disseram adeus ao torneio. Ou seja, a prioridade será “caseira”.

O Vasco goleia o modesto Aurora: lição de casa

Mais uma vez o futebol brasileiro poderá passar em branco nessa Copa Sul Americana. Lembremos que nos anos sessenta, setenta e oitenta, os brasileiros tinham quase o mesmo tipo de mentalidade imbecil referente a Taça Libertadores. Resultado: quando acordaram os argentinos tinham 20 títulos na frente. No atual torneio da Conmebol, os “hermanos” já venceram cinco vezes contra apenas um único título do Internacional de Porto Alegre em 2008.

Pouco para um futebol pentacampeão do mundo. Os times brasileiros precisam descer do pedestal da arrogância e levar a Copa Sul Americana a sério. Não é uma Taça Libertadores é verdade, mas dá dinheiro e um certo prestígio internacional. O modesto Arnenal de Sarandi não reclamou quando venceu o torneio em 2007. Por que os clubes grandes brasileiros soltam tantas bravatas a respeito da competição? Se não querem participar deem a vaga para outro time. Melhor do que passar vexame e colocar o futebol brasileiro na berlinda ao perder para clubes menores da América do Sul.