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PONTO FINAL

17/11/2013

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Logo após a confirmação do terceiro título brasileiro do Cruzeiro, as redes sociais e parte da imprensa questionaram se a Taça Brasil de 1966 ganha pelo time de Belo Horizonte poderia ser considerado um título brasileiro.

Antes da polêmica das oficializações por parte de Ricardo Teixeira em 2010 o blog já abria um espaço para a discussão do tema.

Tivemos muitas dúvidas a respeito até porque não tínhamos um embasamento histórico e nem documental da época para concordar com a homologação dos títulos antes de 1971, que foram realizados numa espécie de acordo político, já que a Globo e a CBF pressionaram os clubes para a assinatura de direitos individuais de TV.

Porém, temos que fazer justiça. O pedido dos clubes vencedores da Taça Brasil e do Robertão vieram muito antes do imbróglio entre o Clube dos 13 e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira. O maquiavélico cartola mór usou o que tinha como moeda de troca. Não foi uma atitude das mais nobres, mas no final se fez justiça.

Sim caros internautas. Se antes o blog não tinha a certeza total sobre a homologação das conquistas da Taça Brasil e do Robertão, hoje não temos a menor dúvida de afirmar que existem campeões brasileiros desde 1959. O Bahia foi o primeiro campeão brasileiro e não o Clube Atlético Mineiro.

Mudamos de ideia a respeito do tema. Lemos livros, jornais e opiniões sobre o assunto a favor ou contra. O principal trabalho que nos fez alterar a nossa linha de pensamento foi o Dossiê sobre a unificação dos títulos brasileiros escritos pelo jornalista Odir Cunha e José Carlos Peres.

Muitos questionam a veracidade do trabalho de Odir simplesmente pelo fato dele ser um santista declarado e praticamente, um historiador não oficial do clube. A confirmação dos títulos beneficiaria principalmente o seu time de coração mas…alto lá. Quem mandou o Santos ter um time espetacular e que até hoje é considerado um dos maiores esquadrões que o planeta já conheceu?

Além disso, o Palmeiras também “ganhou” mais quatro títulos. A exemplo do alvinegro praiano, ambos os clubes tem 8 brasileiros no total. Por que Odir faria isso apenas para beneficiar o seu clube de coração se um rival também ganharia a vantagem? O que houve foi um estudo e um reconhecimento da história do futebol brasileiro. Simples.

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Vamos colocar os pontos colocados no livro e que são bastante admissíveis na nossa opinião.

– O Brasil é praticamente um continente. O país tem uma área vasta de 8,5 milhões de quilômetros. Nos anos sessenta era muito complicado um time andar de avião todas as semanas para disputar um campeonato brasileiro como é feito nos dias de hoje. Os clubes não tinham tanto dinheiro. A economia industrial em larga escala começava a dar os seus primeiro passos.

– Por isso os principais campeonatos da época eram os estaduais, que hoje são incipientes. Sim, caros colegas! Vencer o campeonato paulista ou carioca era muito mais importante na época que disputar um título nacional e até vejam vocês…jogar a Taça Libertadores!!!

– Com a criação da Libertadores em 1960, a CBD foi obrigada a que criar um torneio nacional um ano antes chamado de Taça Brasil com grupos regionalizados e que cruzariam com vencedores de outras chaves nas fases seguintes até surgir o campeão e representante brasileiro no torneio em 1960.

-Não havia mais nenhuma disputa nacional para definir este representante. A Taça Brasil era o único torneio nacional da época e portanto pode ser considerado um campeonato brasileiro sem a menor dúvida.

-O próprio presidente da CBD na ocasião afirmou que havia criado um campeonato brasileiro de clubes. Batom na cueca. Se o próprio João Havelange atestou isso não há como abrir espaço para discussão.

Além disso existe um fator preponderante nessa história toda. O papel do regime militar nos anos setenta.

No governo barra pesada do general Emílio Garrastazu Médici houve uma enorme massificação de propaganda de massas. Se iniciava ali a “era do Brasil grande”, no nacionalismo exacerbado pelos meios de massa e o futebol, principal esporte nacional não poderia ficar de fora.

Em 1971 foi criado o “campeonato nacional” e se esqueceu praticamente de tudo o que fora feito de 1959 para cá. Os campeonatos nacionais surgidos num Brasil democrático e que pertenceram a era de ouro do futebol brasileiro tiveram que ser suprimidos, assim como qualquer possibilidade de volta à democracia.

O campeonato nacional de 1971 era simplesmente uma continuação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mas quando o regime militar passou a tomar conta do futebol tudo se alterou.

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

Os clubes que em 1971 eram 20 aumentavam a cada ano na década de setenta. Era a época do Brasil transamazônico. Times de todos os estados passaram a ser convidados sem o menor critério técnico, apenas ajudar a Aliança Renovadora Nacional a ganhar votos e influências nessas regiões.

O torneio tinha virado um “brasileirão” de fato. Inchado, soberbo e que servia como máquina de propaganda do regime militar.

Taça Brasil? Santos? Juscelino? Pelé? Jânio?Goulart? Eram coisas do passado.

Talvez por isso alguns brasileiros tenham ficado tão reticentes quando se falou em reconhecer os títulos do passado em 2010. Fomos lobotomizados pela propaganda militar. Acreditamos piamente que o Campeonato Brasileiro de 1971 foi o primeiro nacional de fato. Mas o fato único e notório foi que houveram campeões nacionais antes do Galo em partidas históricas e emocionantes.

Não é possível digitar o botão de “delete” e começar tudo de novo como um programa de Windows. Por muito tempo a torcida e a imprensa alimentada também pela questão das rivalidades entre as torcidas acreditaram que a Taça Brasil fosse um torneio “menor”. Talvez pelo ineditismo e pela importância dos regionais no passado.

Mas o tempo passou e essas conquistas foram ganhado contornos lendários. Nenhum torcedor do Bahia vai esquecer de 1959, assim como nenhum torcedor cruzeirense vai mandar 1966 para o limbo. O abnegado santista sempre se recordará do amplo domínio do time de Pelé e Coutinho na década de sessenta e seus cinco títulos nacionais seguidos. Claro, se um clube vence o Boca Juniors dentro de La Bombonera numa decisão de Libertadores e ganha de Benfica ou Milan num mundial de clubes, como negar que esse time é o melhor do Brasil? Por seis vezes o Peixe deixou isso bem claro.

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

Contudo, na era do ódio gerado pelas redes sociais muitos torcedores de outras equipes e jornalistas contestaram a homologação das conquistas. Uma delas foi de que a Taça do Brasil era semelhante a atual Copa do Brasil.

Semelhante sim, porém não igual. A Taça Brasil até 1967 era o único torneio nacional entre clubes de todo o Brasil enquanto a Copa do Brasil foi criada para ser o segundo maior torneio em importância no país em 1989.

Ricardo Teixeira elaborou o torneio para igualar o sucesso das copas europeias como a Copa do Rei da Espanha. Absolutamente nada a ver com a antiga Taça Brasil. Apesar dela ser lembrada.

Como foi dito na postagem sobre os mundiais interclubes, os torneios mudam de nome, mas não a importância do que eles realmente significam. A Taça Brasil não era igual ao campeonato de pontos corridos de hoje e nem dos confusos e inconstantes torneios dos anos setenta e oitenta, mas o único torneio nacional daquele tempo e portanto era um campeonato brasileiro. O significado e a importância são equivalentes.

Outros torneios pelo mundo mudaram de nome, Bundesliga, Premier League. Mas jamais os campeões anteriores desses torneios deixaram de ser reconhecidos como campeões nacionais. Por que no Brasil teria que ser diferente?

Por que teríamos que renegar e não reconhecer um glorioso passado?

O reconhecimento desses títulos que vieram de uma forma despudorada já deveriam ser oficializados há muito tempo. Bahia, Palmeiras, Santos, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense não “ganharam” brasileiros a mais. Eles já o haviam vencido no passado. Eles não tiraram a conquista de ninguém. Flamengo e São Paulo continuam hexacampeões. O Corinthians continua penta. O Internacional é tricampeão e a história do futebol brasileiro segue o seu rumo.

Se lamenta apenas que Ricardo Teixeira tenha usado esses clubes como massa de manobra para defender seus interesses e pedir para que os presidentes exibissem as miniaturas da horrível taça pós moderna que parece um latão retorcido.

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Nem era necessário exibir medalhinhas. Bastava mostrar os troféus da Taça Brasil e da Taça de Prata e reconhecer os torneios. Apenas respeitar o que os atletas e profissionais da época fizeram. Se praticou uma política nojenta e desnecessária, mas a razão prevaleceu.

Portanto, para este blog a história do campeonato brasileiro começa em 1959. Não porque Ricardo Teixeira reconheceu esses títulos tardiamente.

Simplesmente porque estes esquadrões lendários conquistaram esses títulos há muito tempo quase esquecidos pela falta de televisão e de informação. Felizmente o resgate chegou a tempo para enriquecer o nosso esporte mais amado.

A história do futebol brasileiro não foi reescrita. Ela foi sim engrandecida apesar de todos os pesares.

Ponto final.

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CRUZEIRO TRICAMPEÃO E O FIM DA TEORIA DA “ESPANHOLIZAÇÃO” DO FUTEBOL BRASILEIRO

14/11/2013
Cruzeiro: terceiro título incontestável

Cruzeiro: tricampeão brasileiro

O Cruzeiro venceu o Vitória da Bahia por 3 x 1 e conquistou o seu terceiro título brasileiro.

16 pontos na frente do vice-líder Atético Paranaense.

Depois de rodadas na frente somente uma desgraça monstruosa tiraria o título da Toca da Raposa.

Os torcedores do clube celeste de Minas Gerais encomendam as faixas de tricampeão brasileiro com rodadas de antecedência. Quatro partidas antes do término da competição, a confirmação da conquista chegou ontem no estádio Barradão em Salvador.

O título do campeonato brasileiro de 2013, dez anos depois da geração de Alex e 47 anos após a antológica vitória de Dirceu Lopes e Tostão em 1966 pode não ter sido espetacular como nos dois torneios nacionais anteriores ganhos pela Raposa.

Porém, em 2013 não há como negar que o Cruzeiro foi a melhor equipe do torneio com um futebol ofensivo, dinâmico e insinuante num elenco em que não havia gênios, mas atletas experientes que já haviam sentido o gosto da taça nacional como Borges, William e Dagoberto, além do surpreendente campeonato de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro.  O zagueiro Dedé que deixou o título brasileiro escapar de suas mãos em 2011 com o Vasco, agora finalmente pode beijar a taça de campeão. A sua ida para Belo Horizonte se revelou uma ótima escolha para a sua carreira.

Além disso, o time comandado pelo ex-atleticano Marcelo Oliveira se deu ao privilégio de ter “reservas de luxo” como os meios campos Tinga e Júlio Baptista.  O Cruzeiro fez um campeonato brasileiro brilhante. Depois que conseguiu a liderança do torneio jamais deixou o primeiro lugar.

cruzeiro tricampeão 2

William: mais um brasileiro do currículo

Com o vencedor do brasileiro definido se esvai uma das teses produzidas por parte da imprensa esportiva brasileira: o da “espanholização” do futebol brasileiro em que Flamengo e Corinthians fariam os papéis de Real Madrid e Barcelona no Brasil. Tudo devido a teoria firmada de que os clubes mais populares do país se tornariam imbatíveis por receberem maiores cotas de TV e contarem com um enorme contingente de clientes torcedores.

Ops! Desculpem aí. Um time de Minas Gerais venceu o principal título nacional.

Não se pode controlar o sucesso e a incompetência. O Atlético Paranaense que estava na série B no ano passado tem grandes chances de ser o vice campeão brasileiro. A vaga da Libertadores está garantida. O Goiás que também frequentou a segunda divisão em 2012 luta para chegar entre os quatro primeiros.

Corinthians e Flamengo estão no limbo do torneio. O Fluminense que foi o campeão brasileiro no ano passado corre um sério risco de ser rebaixado.

Como se percebe o futebol brasileiro é bem diferente e muito mais volátil do que o rotineiro esporte bretão praticado em terras espanholas. Os 13 chamados “grandes” daqui tem torcidas enormes e apaixonadas que sustentam a estrutura desses clubes. Lembremos que o Brasil é praticamente um continente e a Espanha é no máximo do tamanho do estado de São Paulo.

Quando se observa essas constatações fica complicado comparar a paixão do torcedor do Santa Cruz com o abnegado do Levante por exemplo. O Brasil tem uma cultura e uma diversidade futebolística muito maior do que a Espanha.

Quantos campeões mundiais interclubes o Brasil tem? Quantos deles levaram um título continental em comparação aos espanhóis? Nem é necessário citar o Brasil no caso. Basta ver quantos clubes argentinos conquistaram a glória máxima em comparação ao Real e Barcelona.

Portanto a tese Cosme Rímoli de “espanholização do futebol brasileiro” acabou de ir para o saco na noite de ontem.

Os dois maiores clubes de Minas Gerais conquistaram os principais títulos do ano. Vai sobrar emoção da Libertadores do ano que vem.

Somente lembrando aos incautos internautas que o termo “espanholização” somente deve ser usado na situação abaixo. Se é que vocês me entendem… 🙂

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O resto é conversa fiada para boi, vaca e um rebanho inteiro dormir.

Parabéns à Raposa tricampeã brasileira e  um imenso e retumbante  viva  para os pontos corridos.

O EFEITO CHURRASCADA

14/10/2013
Morumbi e Independência: novas cenas de horror

Morumbi e Independência: novas cenas de horror

Ontem num domingo que poderia ser de festa vimos novas demonstrações de imbecilidade de torcedores organizados.

No Morumbi, a principal torcida organizada do clube brigou com a polícia no intervalo do clássico entre o São Paulo e o Corinthians.

No estádio Independência os abnegados de aluguel do Cruzeiro ( que são líderes do campeonato brasileiro, pasmem!) se espancaram em cenas lamentáveis de pugilato e MMA. Imaginem se eles estivessem na parte de baixo da tabela.

Não adianta. Enquanto não morrer 100 pessoas de uma vez nenhuma autoridade vai tomar uma providência necessária.

A lei está aí. O código penal também. Chega de tratar brigas de marginais como conflito entre moleques. Cadeia neles.

Mas às vésperas da Copa do Mundo no Brasil ano que vem nada será feito.

A pergunta que fazemos é a seguinte. E aí Juvenal? Vai dar churrasco pra organizada hoje?

A responsabilidade dessas cenas horripilantes é da turba de selvagens, mas elas poderiam ser evitadas se não houvesse a cumplicidade dos dirigentes de futebol.

Alguns deles deveriam responder processo por financiar e incentivar o crescimento dessas torcidas nos estádios.

Curioso é ver o presidente do Corinthians,Mário Gobbi pedir punição exemplar ao São Paulo.

Logo ele que fez das tripas coração para libertar 12 corintianos suspeitos de terem assassinado um rapaz na Bolívia. Inclusive com ajuda do governo federal e do Itamaraty. Como se os mesmos fossem santos imaculados pela pureza.

Quando saíram da cadeia o que alguns deles fizeram depois? Foram flagrados brigando no estádio nacional de Brasília.

O Corinthians perdeu o mando por causa de seus torcedores brigões, mas ao invés de acatar a pena e responsabilizar os seus torcedores como fez corajosamente o presidente do Coritiba em 2009, o que o sujeito faz?

Fala em perseguição do STJD e recorre das penas.

No final disso tudo são os cartolas pelegos e a inércia e cumplicidade das autoridades as responsáveis pelas tristes cenas que vemos nas arenas brasileiras. Nunca um termo foi tão adequado para a atual situação. Arenas, locais de brigas, de sangue, de horror do circo romano transportado para os dias atuais.

O STJD punirá os clubes com a perda de mando. Não fará mais que a sua obrigação.

Mas a justiça e o Ministério Público, além da senhorita Rousseff e do senhor Alckmin também deveriam se empenhar em mudar o quadro dos estádios brasileiros. Marginais devem ser presos. Brigões não devem frequentar o estádio. A polícia ter que ser melhor preparada e churrascos com a organizada não devem ser mais realizados.

Fica a pergunta. Se a polícia preza tanto a segurança nas praças como bombas de fabricação caseira conseguem entrar dentro dos estádios e serem lançadas contra os torcedores adversários?

Aqui no Brasil da impunidade isso é considerado briguinha de bar.

Em países mais civilizados é terrorismo.

RESUMO DA ÓPERA 23/05/2013

23/05/2013

Olá leitores. Por causa de um modem quebrado fiquei duas semanas sem poder escrever no blog. Bem, com tudo arrumado poderemos comentar o que aconteceu durante esses dias turbulentos. O resultado? O maior “Resumo da Ópera” de todos os tempos aqui no blog.

As Loucuras do Rei Juvenal

Juvenal: coletiva vergonhosa

Juvenal: coletiva vergonhosa

Todos os internautas que acompanham o meu blog estão cansados de saber que não morro de amores pelo presidente do São Paulo, o intragável Juvenal Juvêncio. O golpe estatutário foi a confirmação de uma ditadura medonha que se apoderou do clube e agora constatamos as trágicas consequências dos conselheiros adotarem um cartola caudilho.

Na semana passada o cidadão afastou 7 jogadores logo após a humilhante eliminação contra o Galo na pior campanha do São Paulo na história da Libertadores.

Os culpados? Atletas que acabaram de se recuperar de graves contusões e outros que mal foram aproveitados no time titular neste primeiro semestre.

Outro imenso atestado de “genialidade” do cartola tricolor, que covardemente aponta “culpados” como se o Cañete tivesse culpa do Lúcio ser um zagueiro transloucado e do Nei Franco sempre colocar o Douglas. Ao expor desnecessariamente alguns jogadores, Juvenal deu uma aula de anti marketing esportivo e desvalorizou o próprio produto.

A atitude de Juvêncio, claramente demagógica é uma imensa piada de mau gosto e revela porque o tricolor paulista perdeu o baluarte do pioneirismo para outros clubes do futebol brasileiro. Como previmos, o terceiro mandato do atual presidente são paulino se tornou um desastre e o torcedor são paulino vai ter que aturar muitas besteiras até Abril de 2014 infelizmente.

O Trio de Ferro Dançou na América

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Depois da eliminação do São Paulo na Libertadores, mas dois times do chamado “Trio de Ferro” de São Paulo também não conseguiram passar para as quartas de final da Libertadores.

O Palmeiras com um time limitadíssimo chegou até longe na competição. Sem nenhuma grande estrela e contando apenas com atletas dedicados e esforçados, o clube do Parque Antártica tinha chance de superar os estreantes do Tijuana. Mas uma falha grotesca do goleiro Bruno pôs tudo a perder. O time de Gilson Kleina que já era mediano, não teve a capacidade de reagir. Somente “raça” e “sangue nos olhos” não ajudam a vencer uma partida de futebol. É necessário também aprender a chutar, a dar passes precisos e ter um pouco de talento. Caso contrário, que se monte uma equipe de atletismo e não um time de futebol. A triste realidade da série B chegou de vez ao Verdão. Que saia dessa com dignidade a partir de agora.

Bruno: frango avassalador

Bruno: frango avassalador

O Corinthians, atual campeão do mundo foi eliminado pelo Boca Juniors na Taça Libertadores da América. Em parte porque fez uma péssima partida no estádio La Bombonera no jogo de ida. Porém na volta, o responsável pela desclassificação alvinegra se chama Carlos Amarilla. O árbitro, considerado um dos melhores da América do Sul deixou de dar dois pênaltis para os comandados de Tite. Para piorar os auxiliares Cárlos Cáceres e Rodney Aquino marcaram impedimentos absurdos que alijaram o clube paulista na partida. Riquelme num lindo lance encobriu Cássio e marcou o primeiro gol. O espetacular Paulinho empatou, mas o conhecido estilo de jogo do Boca de Bianchi prevaleceu. Não há muito mais o que comentar. Até porque o resultado foi artificial e o árbitro interferiu descaradamente.

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Isso é ponto pacífico no blog desde o ano passado. As arbitragens da América do Sul são péssimas e estão prejudicando os clubes brasileiros em demasia. O Corinthians foi mais uma vítima da incompetência dos sopradores de apito da Conmebol.

Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Para Que?

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

A não convocação de Kaká e Ronaldinho Gaúcho para a Copa das Confederações repercutiu. Muitos torcedores e jornalistas não entenderam o porque dos dois atletas não estarem na lista que vai ao torneio de Junho já que ambos tem experiência de sobra se tratando da camisa canarinho.

Porém não é preciso fazer uma análise profunda e descobrir porque ambos não foram relacionados por Scolari.

Ronaldinho Gaúcho teve uma grande fase na seleção brasileira de 2002 até 2005. Depois da Copa de 2006 o seu futebol degringolou e o atual jogador do Atlético Mineiro se mostrou um atleta baladeiro e desinteressado em atuar com a camisa do Brasil. Com atuações medonhas, o prestígio dele com o treinador Dunga decaiu depois do fracasso na Copa da Alemanha. Nem mesmo a “carteirada” que Ricardo Teixeira deu na Olimpíada de Beijing fez o futebol de Gaúcho melhorar. O resultado é que ele não foi chamado para a Copa de 2010 e seu comportamento fechou as portas da Europa para ele. Mesmo voltando a jogar bola no Brasil depois de uma passagem turbulenta pelo Flamengo, Ronaldinho Gaúcho foi convocado para a seleção e continuou com a mesma apatia e falta de liderança. Scolari o convocou para o amistoso contra a Inglaterra e não gostou nada do que viu. Talvez seja um recado velado ao atleta. Talvez não. Conhecendo o modo de pensar de Felipão pode ser que os dias de Ronaldinho Gaúcho com a camisa da seleção estejam definitivamente acabados.

Kaká teve uma grande fase no Milan em 2007. Ajudou a equipe Rossoneri a faturar o quarto título mundial e foi escolhido o melhor jogador do mundo no mesmo ano. Mas parou por aí. Kaká, a exemplo de Gaúcho também alternou bons e maus momentos com a seleção. Não foi um primor nas duas copas que disputou em 2006 e 2010 e atualmente é reserva no Real Madrid sem repetir as grandes atuações do passado. Kaká também parece não se preocupar com a sua carreira na parte técnica e sim financeira. Tanto faz se ele poderia atuar no Brasil e melhorar seu futebol para voltar a seleção. O bom mesmo é ficar na reserva do Real e continuar a ganhar milhões de euros. Kaká perdeu o foco.

As seguidas contusões e a atuações pífias no Real atrapalharam uma possível convocação.

Isso significa que os dois estão descartados? Provavelmente. Talvez Scolari esteja fazendo um teste de fogo para os novatos, talvez não. Mas é impossível saber o que se passa dentro da cabeça do treinador gaúcho.

Lembremos que ele deixou de convocar Alex com quem trabalhou no Palmeiras para chamar Edílson para a Copa de 2002 . O mesmo que fez as provocantes embaixadinhas na final do campeonato paulista de 1999 e que inclusive foi xingado por Scolari numa palestra captada pelo microfone de repórteres. Vai entender…

Finais dos Campeonatos Estaduais

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Num dos campeonatos paulistas mais desinteressantes de todos os tempos, venceu o time com melhor capacidade. O torneio foi se arrastando ao longo de 3 meses com poucos jogos relevantes e fracasso vergonhoso de público. Os estaduais são cadáveres insepultos do futebol brasileiro e pelo andar da carruagem os bizarros cartolas continuarão a atrapalhar o calendário como zumbis do Walking Dead.

O Corinthians chegou a final na base do banho maria, pois se preocupou mais com a Taça Libertadores. O Santos de Muricy, mal se sabe como foi para a decisão pois tinha um time limitado e com um Neymar pouco inspirado e irritado pelas badalações em torno da sua vida profissional e privada.

No primeiro jogo no Pacaembu, o treinador santista abusou do “Muricybol “e colocou Marcos Assunção para fechar o meio de campo e aproveitar as bolas paradas como é do feitio de todos os clubes dirigidos pelo Muricy.

Porém, o Corinthians deu um banho no Santos. Não fosse o goleiro Rafael o Peixe teria saído de São Paulo com uma goleada. O alvinegro da capital deu um banho tático e Paulinho atuou monstruosamente. Neymar foi anulado. Na Vila na segunda partida da decisão, não foi muito diferente. Apesar do ímpeto inicial e do gol de Cícero, o Corinthians controlou as ações da partida. Danilo empatou logo em seguida e teve toda a tranquilidade para afastar as investidas santistas até o apito final. Destaque negativo para as lamentáveis cenas de pancadaria realizado pela Polícia Militar antes do início do jogo. Às vésperas de uma Copa das Confederações é lamentável que ainda se veja momentos escabrosos assim.

É o vigésimo sétimo titulo paulista do time do Parque São Jorge. O maior campeão paulista do século passado e por enquanto deste centenário também. O Santos não fez nada de relevante durante todo o torneio para repetir o feito do Paulistano, por enquanto o único time que conseguiu faturar o tetracampeonato paulista. O troféu está em boas mãos.

Quanto aos outros estaduais não houve maiores novidades.

Botafogo: título de cabo a rabo.

Botafogo: título de cabo a rabo.

O Botafogo ganhou de braçada no Rio. Em parte porque Vasco e Flamengo enfrentam sérios problemas administrativos e o Fluminense quase pedia pelo amor de Deus para não participar da competição. Ponto para a postura de Clarence Seedorf que jogou no time da estrela solitária como se fosse um garoto e estivesse atuando no sub-20 do Ajax. Um profissionalismo invejável e que serve de exemplo para muitos garotinhos mimados a leite com pera que se alastram como peste no futebol brasileiro.

Em Minas… Ah! Que novidade… A final foi entre Atlético Mineiro e Cruzeiro. Deu Galo, bicampeão mineiro.

Em Goiás…deu Goiás.

No Ceará…deu Ceará.

No Rio Grande do Sul deu Internacional. O primeiro título de clube do treinador Dunga e que a exemplo do Botafogo ganhou de braçada o título do Gauchão. Ponto negativo para o badalado Grêmio de Vanderlei Luxemburgo que apesar de fazer contratações milionárias não conseguiu chegar à final dos dois turnos.

Dunga: primeiro título regional

Dunga: primeiro título regional

No Paraná outra super novidade (Modo Irônico Ligado). O Coritiba ganhou o seu quarto título estadual seguido em cima de seu maior rival. Nem tanto, pois estranhamente o presidente Mauro Celso Petraglia fez o time do Atlético Paranaense atuar no torneio com seu  Sub-20.

Agora me falem qual o propósito de deixar o time titular encostado e não pegar ritmo de jogo para o campeonato brasileiro que começa na semana que vem?

Será que Petraglia esconde um super time para o torneio nacional? Teremos um novo Barcelona jogando no Sul do país? Aguardemos.

Na terra de todos os santos, o Vitória conquistou o torneio estadual. Mas não precisava humilhar tanto o Esporte Clube Bahia. No primeiro jogo da decisão um histórico 7 x 3. Isso porque nas fases anteriores o rubro negro já havia metido 5 x 1 na Arena Fonte Nova. Fora a chuva de caxirolas em outra derrota do tricolor baiano por 2 x 1.

Se antes dos anos oitenta o Bahia era o time hegemônico no estado, hoje a situação é bem diferente. A partir dos anos noventa o Leão da Barra começou a equilibrar as conquistas pau a pau com o seu adversário. Porém a partir dos anos 2000 o Vitória começou a prevalecer no estado. São 9 títulos do rubro negro contra apenas dois do Tricolor de Aço.

Em tempo, não sou contra o fim dos estaduais. Apenas defendo que se diminuam as datas dos mesmos. Campeonatos desinteressantes e semimortos não podem se arrastar por 3 meses como se tivessem a mesma importância do passado.

O glamour desses torneios virou história. Insistir em reviver algo que não pode ser repetido é um imenso atestado de burrice, atraso e teimosia.

A BADERNA NA ORGANIZAÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO

27/08/2012

Fala pessoal. Um dos nosso mais proeminentes parceiros de blogagens, Aguinaldo Rodrigues agora tem um vlog.

O assunto? A confusão no clássico mineiro na última rodada do brasileirão.

Argumentações tão plausíveis  que é praticamente  impossível não compartilhá-las.  Vejam e também prestigiem o blog do Guina.

http://www.guinasp10.blogspot.com.br

Aqui não tem Ibope, mas tem o olho a olho.

Alô SportV ! Olha o cara aí.

FALTA DE MEMÓRIA

08/02/2012

Patrícia Amorim: outra presidente, mesmos erros

A chamada “pindaíba” parece que chegou ao cofre dos grandes clubes brasileiros.

O Flamengo tem dificuldades monstruosas para pagar o salário de Ronaldinho Gaúcho. Sua aparente parceira, a Traffic de J. Hawiila não está cumprindo o acordo que possibilita a manutenção dos ganhos do camisa 10 rubro-negro.

O atleta chegou a gávea depois de um escândaloso leilão promovido pelo agente de Ronaldinho, o seu irmão Assis. Depois do deslumbramento da sua chegada ao ninho flamenguista, o futebolista não trouxe os lucros que o time carioca tanto esperava. No mesmo dia do lançamento da nova camisa rubro-negra, o meia atacante gaúcho lançou uma marca de camisas personalizadas que leva o seu nome. Na apresentação de uma empresa de pilhas todos os jogadores flamenguistas entraram em campo com a estrelinha do mundial de 1981 piscando como luzinhas de natal. Adivinha quem foi o único jogador que não entrou em campo com a estrela piscante. O patrocinador deve ter “adorado”. Se Patrícia Amorim esperava obter um lucro monstruoso com Ronaldinho Gaúcho deu com os burros n´água.

Na carona do sucesso de Ronaldo no Corinthians ela não percebeu que o acordo do atacante com o clube paulistano foi praticamente o de uma sociedade. Mas o deslumbramento prevaleceu. Contratar um jogador de nome, mesmo que o futebol dele não seja mais o mesmo de anos atrás virou a fórmula de sucesso para muitos clubes brasileiros.

Contrate um craque decadente + maior torcida + patrocinadores = sucesso e lucro.

Mas algo deu errado na conta. O meia atacante continuou o mesmo festeiro de sempre desde os tempos de Barcelona e Milan. O  seu futebol, ainda com resquícios de sua grande fase no clube catalão não foi suficiente para deixar o Flamengo na situação que Patrícia Amorim esperava, principalmente na parte financeira.  Dentro de campo um título estadual ( que convenhamos, hoje não é grande coisa) e uma classificação suada para a Libertadores. Muito pouco para um time que investiu milhões na contratação de um bom elenco.

Às vezes podemos parecer chatos quando batemos na mesma tecla ou lembramos aos internautas o que escrevemos anteriormente. Não somos Nostradamus ou temos um dom de prever o futuro, mas o blog tem orgulho de ter algo que a maioria dos dirigentes do futebol brasileiro não tem: memória.

Ronaldinho Gaúcho: na pista

Muitos desprezam ou não ligam para vários conceitos de história. E não escrevo apenas sobre a matéria que alguns acham “chata pra caramba” na escola, mas sobre o conceito global do termo. A história caso não saibam é uma arma que o cidadão deve levar em consideração para aprender sobre erros e acertos do passado e principalmente como lidar com eles no futuro.

Ao que parece,  alguns grandes clubes do futebol brasileiro nunca aprendem. O  próprio time rubro negro é um exemplo. Depois do malfadado “time dos sonhos” de Kléber Leite em 1995 e o mau gerenciamento do presidente Edmundo Santos e Silva com uma parceira de investimentos nebulosa, o rubro-negro carioca comete os mesmos erros do passado.

Amorim rateia o time campeão da Copa São Paulo para comprar Vagner Love da Rússia.  Como presidente ela deveria ser a primeira a saber que o time de maior sucesso da história do clube foi formado na Gávea e não com atletas comprados a rodo a preços milionários.  Mesmo com dívidas e com atraso no salário de jogadores, os dirigentes com os olhos vendados pela vaidade afirmam que o futebol brasileiro será um poço de petróleo prestes a jorrar. Mas por enquanto a desorganização continua a mesma.

Em outros clubes, a situação é semelhante. O Santos prestes a completar 100 anos dissolveu todo o time de futebol feminino e também o de Futsal que acabou de ser campeão da liga nacional. Pode não parecer, mas bancar o salário de Neymar está ficando caro.

LAOR: fim do Futsal e das sereias para adequar as finanças

O Cruzeiro deixado às traças pelos Perrela também tem dificuldade para pagar o salário de seus jogadores. O jogadores do Vasco protestaram contra o clube e não vão concentrar pelo atraso do pagamento do décimo terceiro.

Enfim, os clubes e os dirigentes deslumbrados devem ter percebido que acabar com o Clube dos 13 foi um péssimo negócio. Talvez agora com dívidas atoladas até o pescoço os presidentes dos times devem ter se tocado da imensa besteira que fizeram ao se submeterem aos caprichos de Ricardo Teixeira e assinarem um contrato individual com a Globo e se sujeitar a duras regras como a de não poder adquirir cotas adiantadas.  As agremiações estão de mãos atadas até 2014.

Melhor não esperar pelo dinheiro dos times europeus porque eles também estão em crise e com dívidas quase bilionárias.

O fato é que os clubes estão na lama por culpa de seus próprios cartolas sem falta de visão política e principalmente mercadológica. São amadores pois pensam primeiro em seus times e outros interesses em prol de uma coletividade que certamente vai beneficiar a todos.

Estamos em 2012. Muitos jornalistas alertam sobre isso desde o século passado.

Voltemos ao comentário inicial: usem e treinem a memória, parte importante do nosso cérebro.  O Flamengo não fez isso e depois de dezessete anos demitiu o mesmo técnico porque ele bateu de frente com os privilégios dos astros badalados do clube. O fato voltou a acontecer no mesmo lugar e praticamente na mesma situação.  Não, Luxemburgo passa longe de uma convenção de frades capuchinhos, mas a sua demissão prova que se as pessoas não aprendem com os erros do passado os repetem  no futuro. Uma densa e desagradável rotina dentro do futebol brasileiro.

QUEM É O CULPADO?

07/10/2011

Juan e Montijo: festival de acertos e erros em Minas

Afinal de contas o que está acontecendo com o São Paulo Futebol Clube?

Quarta -feira na partida contra o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro o treinador Adílson Batista fez tudo aquilo que a torcida queria.  Colocou Rivaldo de titular do começo ao fim. Mesmo caso aplicado a Luis Fabiano Clemente.  Deixou Casemiro na reserva. Jogou com dois volantes.  O time foi agressivo. Não ficou na defesa e fez boas jogadas. Teve até um pênalti inexistente a seu favor e desperdiçou.

A culpa é então de Dagoberto?

Não. O atacante, por incrível que pareça vive a sua melhor fase em quatro anos no time.

É a torcida “modinha”? Com três recordes de público do brasileirão que não serão superados? Hummm. Acho que não.

Juvenal Juvêncio? Com o pagamento dos salários e luvas em dia e até generosos bichos no vestiário? Fala sério!

A responsabilidade então é de Rogério Ceni? Depois da partida que ele fez contra o Flamengo alguém tem coragem de falar alguma coisa?

Carlinhos Paraíba? Um cara que se esforça noventa minutos do jogo e faz o seu “feijão com arroz” direitinho? Não posso colocá-lo como responsável. Afinal de contas Juvenal Juvêncio já contratou volantes “consagrados” como Eduardo Costa e Cléber Santana e ambos não fizeram nem 10% do que o Paraíba faz pelo time hoje. Até mesmo Denílson, o “jogador de seis meses” está se saindo bem pior que o Carlinhos na meia cancha. Em menos de 1 mês o jogador emprestado do Arsenal já tomou dois vermelhos.

Será a defesa? Ué! Mas João Felipe não era chamado de “Blacknbauer”? E Rodholfo “Frankstein” não resolveu os problemas na retaguarda são paulina?

Talvez os pontos fracos sejam as laterais. Juan mostrou porque não teve cacife para ser titular do São Paulo desde que veio das divisões de base do clube e saiu pela primeira vez. Mas tem um pequeno problema. Juan fez um gol contra o Cruzeiro. Portanto ajudou mais do que atrapalhou.

A lateral direita? Virou um problema crônico. Mas vamos raciocinar…

Cicinho e Ilsinho. Os dois últimos grandes laterais direitos que o São Paulo teve voltaram ao clube há pouco tempo e ambos decepcionaram, sejam pelas seguidas contusões ou pelas suas fracas atuações. Jean é volante. Lembremos que ele joga improvisado na lateral pois foi o atleta que se adaptou melhor à posição. Mas ele tem um grave defeito: não sabe chutar. E lateral que tem esse “pequeno defeito” não pode ficar na ala. Mas se ele está no improviso não pode ser considerado culpado pelo time todo.

Então quem vamos culpar? Quem vamos responsabilizar por esses resultados imbecis e pontos bestialmente perdidos dentro e fora de casa?

Estamos falando de um esporte chamado futebol. Um dos únicos e talvez o único em que o time mais fraco pode vencer o mais forte. Talvez falte ao time um pouco mais de atenção. Um pouco mais de dedicação, alma e sorte talvez ajude.

Porque tirando tudo isso o São Paulo não é melhor, mas também não é pior do que muitos times desse campeonato brasileiro.

Como canta Almir Sater. É tocar o barco e seguir em frente. Prestar mais atenção, se concentrar na partida e colocar um pouco de óleo na engrenagem para detonar os jogos restantes. O resto a natureza cuida.

Não dá para responsabilizar ninguém por enquanto depois do que foi visto na quarta-feira. Afinal o Adílson Batista seguiu a cartilha da torcida são paulina  e a merda aconteceu mesmo assim.

Futebol, eita esporte danado…

CAMPEÕES BRASILEIROS OU NÃO?

24/11/2010

A nomenclatura importa mais que o valor do título?

Bahia, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras e Santos recentemente fizeram uma espécie de “dossiê”junto a CBF para que os títulos da Taça Brasil (disputada de 1959 a 1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (ou Robertão e Taça de Prata) sejam reconhecidos como títulos brasileiros.

Confesso que tenho muitas dúvidas a respeito da reivindicação desses clubes. Portanto não esperem uma opinião definida desse blogueiro, porque nesse caso, estou na turma do muro. Afinal, porque eles querem algo que efetivamente eles já tem? Sim, porque a Taça Brasil e o Robertão eram os maiores torneios nacionais da época e tinham o mesmo valor de um campeonato brasileiro hoje. Qual a diferença? A nomenclatura? Isso não é desvalorizar algo que foi ganho no passado?

Pesquisei na internet e achei o blog do Odir Cunha. Um dos maiores historiadores do futebol brasileiro e santista de coração. O jornalista foi um dos responsáveis pela pesquisa e realizou o dossiê entregue para a CBF. Suas justificativas para uma homologação desses títulos são bastante plausíveis, mas algumas questões deixam muitas dúvidas. Por exemplo, é justo declarar um time “campeão brasileiro” tendo feito apenas quatro jogos como o Santos fez em 1963? Em 1967 e 1968 teríamos então dois campeões brasileiros já que a Taça Brasil e o Robertão foram disputados nesses anos? O Palmeiras então seria uma espécie de campeão de “Torneio Apertura e Clausura” em 1967 porque venceu ambas as disputas?

Muitos podem achar a questão bem simples, mas isso é um pepino nas mãos da CBF. Se ela reconhecer os times vencedores antes de 1971 como campeões brasileiros ela imediatamente vai estar dando aval ao título do Flamengo em 1987. Conquista que a entidade estupidamente não reconhece até hoje. A CBF vai comprar um briga jurídica pesada e bem feia com o clube de maior torcida do Brasil.

Há algumas semanas fiz um post sobre a Copa Intercontinental disputada antes da Fifa patrocinar a disputa. Afirmei que não se muda o passado e a história por causa de canetadas ou chancelas oficiais. Bem, pau que bate em Chico bate em Francisco. O futebol brasileiro começou bem antes de 1971 e temos vários exemplos de outros países em que campeões foram reconhecidos por títulos conquistados no passado como a Inglaterra e a Itália. Talvez o reconhecimento desses times como campeões brasileiros resgatem um passado glorioso no futebol brasileiro.

Na minha opinião “oficializar” ou não esses títulos não fará a menor diferença e não mudará absolutamente nada do que esses times já gloriosamente conquistaram. Santos e Palmeiras tem 9 títulos nacionais cada um. O Cruzeiro seis, O Fluminense três. O Bahia dois. O nome não importa. Os títulos estão lá para sempre e ninguém pode tirar o mérito deles e nem o seu passado. Se querem colocar o nome “brasileiro” em seus títulos tudo bem, pois isso não vai mudar absolutamente nada do que já foi feito pelos seus craques dentro do campo.