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RESUMO DA ÓPERA 23/05/2013

23/05/2013

Olá leitores. Por causa de um modem quebrado fiquei duas semanas sem poder escrever no blog. Bem, com tudo arrumado poderemos comentar o que aconteceu durante esses dias turbulentos. O resultado? O maior “Resumo da Ópera” de todos os tempos aqui no blog.

As Loucuras do Rei Juvenal

Juvenal: coletiva vergonhosa

Juvenal: coletiva vergonhosa

Todos os internautas que acompanham o meu blog estão cansados de saber que não morro de amores pelo presidente do São Paulo, o intragável Juvenal Juvêncio. O golpe estatutário foi a confirmação de uma ditadura medonha que se apoderou do clube e agora constatamos as trágicas consequências dos conselheiros adotarem um cartola caudilho.

Na semana passada o cidadão afastou 7 jogadores logo após a humilhante eliminação contra o Galo na pior campanha do São Paulo na história da Libertadores.

Os culpados? Atletas que acabaram de se recuperar de graves contusões e outros que mal foram aproveitados no time titular neste primeiro semestre.

Outro imenso atestado de “genialidade” do cartola tricolor, que covardemente aponta “culpados” como se o Cañete tivesse culpa do Lúcio ser um zagueiro transloucado e do Nei Franco sempre colocar o Douglas. Ao expor desnecessariamente alguns jogadores, Juvenal deu uma aula de anti marketing esportivo e desvalorizou o próprio produto.

A atitude de Juvêncio, claramente demagógica é uma imensa piada de mau gosto e revela porque o tricolor paulista perdeu o baluarte do pioneirismo para outros clubes do futebol brasileiro. Como previmos, o terceiro mandato do atual presidente são paulino se tornou um desastre e o torcedor são paulino vai ter que aturar muitas besteiras até Abril de 2014 infelizmente.

O Trio de Ferro Dançou na América

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Depois da eliminação do São Paulo na Libertadores, mas dois times do chamado “Trio de Ferro” de São Paulo também não conseguiram passar para as quartas de final da Libertadores.

O Palmeiras com um time limitadíssimo chegou até longe na competição. Sem nenhuma grande estrela e contando apenas com atletas dedicados e esforçados, o clube do Parque Antártica tinha chance de superar os estreantes do Tijuana. Mas uma falha grotesca do goleiro Bruno pôs tudo a perder. O time de Gilson Kleina que já era mediano, não teve a capacidade de reagir. Somente “raça” e “sangue nos olhos” não ajudam a vencer uma partida de futebol. É necessário também aprender a chutar, a dar passes precisos e ter um pouco de talento. Caso contrário, que se monte uma equipe de atletismo e não um time de futebol. A triste realidade da série B chegou de vez ao Verdão. Que saia dessa com dignidade a partir de agora.

Bruno: frango avassalador

Bruno: frango avassalador

O Corinthians, atual campeão do mundo foi eliminado pelo Boca Juniors na Taça Libertadores da América. Em parte porque fez uma péssima partida no estádio La Bombonera no jogo de ida. Porém na volta, o responsável pela desclassificação alvinegra se chama Carlos Amarilla. O árbitro, considerado um dos melhores da América do Sul deixou de dar dois pênaltis para os comandados de Tite. Para piorar os auxiliares Cárlos Cáceres e Rodney Aquino marcaram impedimentos absurdos que alijaram o clube paulista na partida. Riquelme num lindo lance encobriu Cássio e marcou o primeiro gol. O espetacular Paulinho empatou, mas o conhecido estilo de jogo do Boca de Bianchi prevaleceu. Não há muito mais o que comentar. Até porque o resultado foi artificial e o árbitro interferiu descaradamente.

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Isso é ponto pacífico no blog desde o ano passado. As arbitragens da América do Sul são péssimas e estão prejudicando os clubes brasileiros em demasia. O Corinthians foi mais uma vítima da incompetência dos sopradores de apito da Conmebol.

Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Para Que?

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

A não convocação de Kaká e Ronaldinho Gaúcho para a Copa das Confederações repercutiu. Muitos torcedores e jornalistas não entenderam o porque dos dois atletas não estarem na lista que vai ao torneio de Junho já que ambos tem experiência de sobra se tratando da camisa canarinho.

Porém não é preciso fazer uma análise profunda e descobrir porque ambos não foram relacionados por Scolari.

Ronaldinho Gaúcho teve uma grande fase na seleção brasileira de 2002 até 2005. Depois da Copa de 2006 o seu futebol degringolou e o atual jogador do Atlético Mineiro se mostrou um atleta baladeiro e desinteressado em atuar com a camisa do Brasil. Com atuações medonhas, o prestígio dele com o treinador Dunga decaiu depois do fracasso na Copa da Alemanha. Nem mesmo a “carteirada” que Ricardo Teixeira deu na Olimpíada de Beijing fez o futebol de Gaúcho melhorar. O resultado é que ele não foi chamado para a Copa de 2010 e seu comportamento fechou as portas da Europa para ele. Mesmo voltando a jogar bola no Brasil depois de uma passagem turbulenta pelo Flamengo, Ronaldinho Gaúcho foi convocado para a seleção e continuou com a mesma apatia e falta de liderança. Scolari o convocou para o amistoso contra a Inglaterra e não gostou nada do que viu. Talvez seja um recado velado ao atleta. Talvez não. Conhecendo o modo de pensar de Felipão pode ser que os dias de Ronaldinho Gaúcho com a camisa da seleção estejam definitivamente acabados.

Kaká teve uma grande fase no Milan em 2007. Ajudou a equipe Rossoneri a faturar o quarto título mundial e foi escolhido o melhor jogador do mundo no mesmo ano. Mas parou por aí. Kaká, a exemplo de Gaúcho também alternou bons e maus momentos com a seleção. Não foi um primor nas duas copas que disputou em 2006 e 2010 e atualmente é reserva no Real Madrid sem repetir as grandes atuações do passado. Kaká também parece não se preocupar com a sua carreira na parte técnica e sim financeira. Tanto faz se ele poderia atuar no Brasil e melhorar seu futebol para voltar a seleção. O bom mesmo é ficar na reserva do Real e continuar a ganhar milhões de euros. Kaká perdeu o foco.

As seguidas contusões e a atuações pífias no Real atrapalharam uma possível convocação.

Isso significa que os dois estão descartados? Provavelmente. Talvez Scolari esteja fazendo um teste de fogo para os novatos, talvez não. Mas é impossível saber o que se passa dentro da cabeça do treinador gaúcho.

Lembremos que ele deixou de convocar Alex com quem trabalhou no Palmeiras para chamar Edílson para a Copa de 2002 . O mesmo que fez as provocantes embaixadinhas na final do campeonato paulista de 1999 e que inclusive foi xingado por Scolari numa palestra captada pelo microfone de repórteres. Vai entender…

Finais dos Campeonatos Estaduais

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Num dos campeonatos paulistas mais desinteressantes de todos os tempos, venceu o time com melhor capacidade. O torneio foi se arrastando ao longo de 3 meses com poucos jogos relevantes e fracasso vergonhoso de público. Os estaduais são cadáveres insepultos do futebol brasileiro e pelo andar da carruagem os bizarros cartolas continuarão a atrapalhar o calendário como zumbis do Walking Dead.

O Corinthians chegou a final na base do banho maria, pois se preocupou mais com a Taça Libertadores. O Santos de Muricy, mal se sabe como foi para a decisão pois tinha um time limitado e com um Neymar pouco inspirado e irritado pelas badalações em torno da sua vida profissional e privada.

No primeiro jogo no Pacaembu, o treinador santista abusou do “Muricybol “e colocou Marcos Assunção para fechar o meio de campo e aproveitar as bolas paradas como é do feitio de todos os clubes dirigidos pelo Muricy.

Porém, o Corinthians deu um banho no Santos. Não fosse o goleiro Rafael o Peixe teria saído de São Paulo com uma goleada. O alvinegro da capital deu um banho tático e Paulinho atuou monstruosamente. Neymar foi anulado. Na Vila na segunda partida da decisão, não foi muito diferente. Apesar do ímpeto inicial e do gol de Cícero, o Corinthians controlou as ações da partida. Danilo empatou logo em seguida e teve toda a tranquilidade para afastar as investidas santistas até o apito final. Destaque negativo para as lamentáveis cenas de pancadaria realizado pela Polícia Militar antes do início do jogo. Às vésperas de uma Copa das Confederações é lamentável que ainda se veja momentos escabrosos assim.

É o vigésimo sétimo titulo paulista do time do Parque São Jorge. O maior campeão paulista do século passado e por enquanto deste centenário também. O Santos não fez nada de relevante durante todo o torneio para repetir o feito do Paulistano, por enquanto o único time que conseguiu faturar o tetracampeonato paulista. O troféu está em boas mãos.

Quanto aos outros estaduais não houve maiores novidades.

Botafogo: título de cabo a rabo.

Botafogo: título de cabo a rabo.

O Botafogo ganhou de braçada no Rio. Em parte porque Vasco e Flamengo enfrentam sérios problemas administrativos e o Fluminense quase pedia pelo amor de Deus para não participar da competição. Ponto para a postura de Clarence Seedorf que jogou no time da estrela solitária como se fosse um garoto e estivesse atuando no sub-20 do Ajax. Um profissionalismo invejável e que serve de exemplo para muitos garotinhos mimados a leite com pera que se alastram como peste no futebol brasileiro.

Em Minas… Ah! Que novidade… A final foi entre Atlético Mineiro e Cruzeiro. Deu Galo, bicampeão mineiro.

Em Goiás…deu Goiás.

No Ceará…deu Ceará.

No Rio Grande do Sul deu Internacional. O primeiro título de clube do treinador Dunga e que a exemplo do Botafogo ganhou de braçada o título do Gauchão. Ponto negativo para o badalado Grêmio de Vanderlei Luxemburgo que apesar de fazer contratações milionárias não conseguiu chegar à final dos dois turnos.

Dunga: primeiro título regional

Dunga: primeiro título regional

No Paraná outra super novidade (Modo Irônico Ligado). O Coritiba ganhou o seu quarto título estadual seguido em cima de seu maior rival. Nem tanto, pois estranhamente o presidente Mauro Celso Petraglia fez o time do Atlético Paranaense atuar no torneio com seu  Sub-20.

Agora me falem qual o propósito de deixar o time titular encostado e não pegar ritmo de jogo para o campeonato brasileiro que começa na semana que vem?

Será que Petraglia esconde um super time para o torneio nacional? Teremos um novo Barcelona jogando no Sul do país? Aguardemos.

Na terra de todos os santos, o Vitória conquistou o torneio estadual. Mas não precisava humilhar tanto o Esporte Clube Bahia. No primeiro jogo da decisão um histórico 7 x 3. Isso porque nas fases anteriores o rubro negro já havia metido 5 x 1 na Arena Fonte Nova. Fora a chuva de caxirolas em outra derrota do tricolor baiano por 2 x 1.

Se antes dos anos oitenta o Bahia era o time hegemônico no estado, hoje a situação é bem diferente. A partir dos anos noventa o Leão da Barra começou a equilibrar as conquistas pau a pau com o seu adversário. Porém a partir dos anos 2000 o Vitória começou a prevalecer no estado. São 9 títulos do rubro negro contra apenas dois do Tricolor de Aço.

Em tempo, não sou contra o fim dos estaduais. Apenas defendo que se diminuam as datas dos mesmos. Campeonatos desinteressantes e semimortos não podem se arrastar por 3 meses como se tivessem a mesma importância do passado.

O glamour desses torneios virou história. Insistir em reviver algo que não pode ser repetido é um imenso atestado de burrice, atraso e teimosia.

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EIS O PALMEIRAS!

12/07/2012

Marcos Assunção: depois de muitas porradas, o título

Eis o Palmeiras, um time limitado tecnicamente, sem grandes estrelas em campo e  com bastidores complicados em que o presidente, conselheiros e diretores querem se matar a cada minuto.

Eis o Palmeiras,  um clube que desde 1973 não vence um título nacional sem a ajuda de um patrocinador forte como a Parmalat, que nos anos noventa colocou o Palestra no caminho das vitórias novamente.

Eis o Palmeiras, que há 14 anos não sabe o que é conquistar um título nacional e que viveu apenas um alívio de um título da série B em 2003 e um campeonato paulista de 2008 na última década.

Eis o Palmeiras, que mesmo com todos esses problemas e sofrimentos dos últimos anos, conquistou a Copa do Brasil pela segunda vez em sua história contra o Coritiba  na noite de ontem.

Eis o Palmeiras, maior campeão nacional de todos os tempos com quatro campeonatos brasileiros, dois Robertões, duas Taças Brasil e duas Copas do Brasil.

Eis o Palmeiras de Felipão, um treinador vitorioso e guerreiro que tirou leite de pedra e fez seu time vencer um torneio invicto, quando muitos apostavam que não passariam  nem da segunda fase.

Eis o Palmeiras, que joga algo muito parecido com futebol, que depende apenas de uma  bola parada, manjada por muitos adversários, mas que mesmo assim não foi foi detida.

Eis o Palmeiras do capitão Marcos Assunção, a única e verdadeira estrela numa constelação de gladiadores vencidos e pseudo craques chilenos, que aguentou porrada durante dois anos e meio e ontem levou o seu clube de volta ao caminho das vitórias.

Eis o Palmeiras,  retornando à sua grandeza, enfim campeão.

VANTAGEM PALESTRINA

06/07/2012

Valdívia: gol e expulsão infantil

O primeiro jogo da final da Copa do Brasil tinha tudo para dar errado para o Palmeiras. Tinha…

Desde 2010 com a volta de Luiz Felipe Scolari ao clube o time alviverde tem sido uma “equipe de uma jogada só” com a bola parada de Marcos Assunção. O Palestra joga alguma coisa parecida com futebol atualmente. Não lembra de longe dos times de Felipão na década de noventa. Falar em academia então com esse time atual é até sacrilégio.

No primeiro tempo da Arena Barueri o Coritiba foi o dono do primeiro tempo. Sem Henrique suspenso e sem o atacante Barcos, a defesa palmeirense fazia lambanças e a equipe cometia erros infantis. O Coxa deitou e rolou e perdeu um gols inacreditáveis graças também a grande atuação do goleiro Bruno.

Parecia que a festa da torcida palmeirense iria desandar. Mas no futebol a camisa pesa demais em momentos decisivos. Mesmo com um time superior estrategicamente os jogadores do Coritiba não aproveitaram as chances derradeiras e cometer deslizes no arremate num time dirigido por um técnico “copeiro” como Scolari é verdadeiro suicídio.

Felipão orienta : estrela

Numa bola parada cobrada por Marcos Assunção (que novidade!) a defesa paranaense cometeu um pênalti infantil, num “agarra-agarra” típico do futebol brasileiro. O árbitro interpretou como falta e Valdívia fez uma bela cobrança deslocando o goleiro Vanderlei até para fora da foto.

O tento paulista abalou o entusiasmo dos paranaenses. No segundo tempo, Felipão arrumou a defesa e o Coritiba foi engolido pela forte marcação palmeirense. Em outra falta cobrada por Marcos Assunção, o ex-palestrino Lincoln desviou e o atento Thiago Heleno tocou de cabeça para aumentar a festa do time da casa. 2 x 0 e o desespero do coxa branca aumentou.

Valdívia que havia feito primeiro tempo cheio de tremeliques e atuações dignas de um ator canastrão voltou a dar o seu “showzinho”. Tomou um cartão amarelo imbecil após ameaçar dar uma bolada no adversário e na segunda etapa foi expulso por uma falta descabida no meio campo. Está fora da final em Curitiba.

Marcelo Oliveira colocou o veterano meio campista Theco na tentativa de quebrar o domínio da marcação palmeirense no meio campo. Mas a retaguarda paulista continuou firme e segura. O árbitro Wilton Sampaio ainda deixou de marcar um pênalti claro no camisa quinze paranaense, o que poderia aliviar o Coritiba no jogo da volta.

Em suma o Palmeiras aproveitou as suas poucas chances, teve a sorte da má pontaria adversária, da grande atuação de seu goleiro e ainda foi beneficiado com a incompetência do árbitro. Depois de dar o título da Copa do Brasil em 1998, o treinador Scolari está perto de repetir o feito no clube 14 anos depois com um time voluntarioso, sem craques, sem dinheiro e com conselheiros que lhe querem ver pelas costas . O Coxa? Se borrou mais uma vez numa final de Copa do Brasil.

Vamos admitir. Esse Felipão é foda mesmo.

COXA MAIS UMA VEZ

21/06/2012

Emerson abre o placar: Coxa na final pela segunda vez

O ano era 2003. O São Paulo era alvo de gozações e piadas por parte dos torcedores adversários por não conseguir vencer torneio de mata-mata. A defesa e o meio de campo eram um desastre. Luis Fabiano, principal atacante da equipe provocou a fúria da torcida por sua falta de gols em momentos decisivos e foi chamado de “pipoqueiro”. Outro proeminente jogador, vindo das categorias de base do tricolor também virou o alvo dos abnegados são paulinos que duvidaram da sua capacidade de jogar futebol.

Após a conquistas da libertadores, do mundial e do tricampeonato brasileiro, a força dos tiradores de sarro e dos cornetas perdeu o rumo.

Mas passados exatos nove anos, parece que os mesmos problemas existentes em 2003 se repetem. Luis Fabiano voltou e ainda é chamado de “pipoqueiro”, Lucas que veio das categorias de base como o Kaká também tem seu talento questionado pelos torcedores. Se antes o são paulino se desesperava com o “trio parado e duro” Émerson, Jean e Júlio Santos, agora o torcedor assiste horrorizado uma defesa com Paulo Miranda, Rhodolfo Frankstein e Edson Silva. Zagueiros que não conseguem marcar um jogador de 1,65 de altura.

A vitória do Coritiba foi justa. Não há o que discutir já que o tricolor realizou novamente uma péssima partida num jogo de ida dentro do Morumbi com uma vitória magra de 1 x 0. Fora de seus domínios não jogou absolutamente nada e foi elminado.

No ano passado contra o rebaixado Avaí pela Copa do Brasil e o fraco Libertad pela Sul Americana, a história foi absolutamente a mesma. Jogo modorrento, 1 x 0  no Morumbi e paulada fora de casa.

O Coxa Branca fez a parte dele. Com tranquilidade e ajudados pela insipiente marcação paulista no meio de campo, o time verde e branco dominou o jogo na parte tática sem abusar do individualismo. A exemplo da primeira partida no estádio do Morumbi, o Coritba utilizou as laterais para furar a retaguarda tricolor. Em dois cruzamentos para a área dois gols de cabeça que fulminaram a pretensão tricolor de vencer a sua primeira Copa do Brasil.

O esquema de Marcelo Oliveira se sobrepôs as individualidades das estrelas são paulinas. Lucas abusou da fome e Luis Fabiano ficou estático. O meio campo com Cícero e Casemiro é fraco. O time paranaense conseguiu explorar bem as falhas são paulinas e está na final da Copa do Brasil pela segunda vez consecutiva. Com méritos, pois o futebol é um esporte coletivo e não uma constelação de “craques” individualistas. Mais uma vez isso foi provado na noite de ontem.

QUANDO NASCE UM CRAQUE

15/06/2012

Lucas: decisivo na vitória tricolor ontem

Um grande jogador não surge de uma hora para outra. Ao contrário do que muitos podem pensar são raros os momentos em que um futebolista se consagra sem antes ter comido o pão que o diabo amassou. Craque não nasce da noite para o dia, nem é resultado de um show de mágica de David Copperfield ou Mister M. O craque se molda, se torna.

Ontem no Morumbi na semifinal da Copa do Brasil vimos um bom exemplo disso. O São Paulo Futebol Clube jogava uma partida bisonha contra o disciplinado Coritiba do treinador Marcelo Oliveira. Até os 30 minutos do primeiro tempo, o clube paranaense dominou todas as ações do jogo. O meio campo do tricolor não funcionou. Cícero estava patético em campo, Casemiro talvez por não estar acostumado a ver o Morumbi lotado e com a pressão de um jogo decisivo em suas costas literalmente “amarelou”.

O torcedor são paulino mais atento poderia jurar que Casemiro jogava “borrado” nas calças dada o peso que sentia dentro de campo. Parecia que o time coxa branca iria aprontar uma enorme decepção aos mais de quarenta mil torcedores presentes no estádio. Luis Fabiano, principal estrela tricolor no ataque não conseguia marcar seus gols. Furava bolas incríveis e cabeceava tragicamente nas traves malditas do arqueiro coritibano Vanderlei.  Parecia estar contaminado pela “síndrome de David”.

Quase nada funcionava na engrenagem montada pelo “professor” Leão. Quase..

O torcedor que é acostumado a ver futebol sempre escuta dizer que é na hora do aperto que o craque aparece. Ele é o chamado“cara”, o sujeito que não tem medo quando a bola vai aos seus pés num momento difícil. Pois é.

Quase na metade do primeiro tempo o time são paulino descobriu Lucas na ponta direita e o garoto colocou fogo no jogo com arrancadas rápidas e dribles desconcertantes. O panorama da peleja havia mudado. O Coritiba já não ousava atacar mais a retaguarda paulista como antes. Havia alguém com quem se preocupar.

Todo o time tricolor parecia atuar com chuteiras de chumbo, menos Lucas. O garoto chamou a responsabilidade para si. Não se omitiu, tomou porrada, correu, procurou o gol e deu dois passes milimétricos desperdiçados por Luis Fabiano. Para piorar o pavoroso zagueiro Paulo Miranda cometeu uma falta estúpida e foi expulso deixando o São Paulo com um jogador a menos. Logo em seguida, o Coritiba mandou uma bola no travessão. Um empate àquela altura já era lucro para o São Paulo.

Mas Lucas era um oásis no mar de mediocridade são paulino. O camisa sete não desistiu e numa jogada magistral driblou a retaguarda coritibana invadiu a área adversária e deu um toque que entrou no canto do arqueiro coxa branca quase no final do jogo. O Morumbi explodiu. O tricolor paulista mesmo com um atleta a menos vencia o jogo, graças a grande noite de um jogador que antes era até contestado por alguns, como Raí, Dario Pereira e Careca foram.

Assim nascem os craques, não em propagandas de televisão ou dançinhas afetadas. O bom jogador se molda com sangue, suor, técnica e entrega dentro de campo. Ainda é cedo para chamar Lucas de craque? Talvez.

Mas se você torcedor ver o camisa sete se consagrar com a camisa da seleção e ser eleito o melhor do mundo no futuro se lembre do jogo de ontem. Poderá ter sido o dia em que mais um craque se formou no futebol brasileiro.

Torcedor… esse irracional!

07/12/2009

torcedores do coxa arrebentam tudo: amor e ódio levados ao extremo

Já dizia o super técnico italiano Arrigo Sacchi: “futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes”.

Lendo essa maravilhosa frase eu não consigo entender como um torcedor de futebol chega ao limite extremo de sua paixão.

Ontem vimos dois exemplos. O primeiro o quebra quebra generalizado da torcida do coxa após o empate do Coritiba contra o Fluminense e o seu posterior rebaixamento.  O segundo em menos de 4 anos.

Oras! O Coxa pediu por aquilo. Fez um primeiro turno até razoável, mas foi caindo pelas tabelas no segundo e  mostrou um péssimo futebol. Contra o Fluminense, que vinha de uma grande arrancada, o time paranaense não conseguiu impor o seu ritimo em casa e foi rebaixado.

Mas o torcedor não olha pelo lado racional da coisa. É triste ter o time rebaixado no ano de seu centenário? Sem dúvida. Mas bola pra frente! Até mesmo o todo poderoso Milan, tetracampeão do mundo já frequentou a segundona italiana por duas vezes. Muita calma nessa hora. Com planejamento e  um bom time o coxa vai dar a volta por cima novamente.

É um clube grande. Com estrutura, torcida e tradição. Não precisava a própria torcida ter arrebentado o seu próprio patrimônio. Agora o STJD vai interditar o Couto Pereira e o clube paranaense vai ser ainda mais prejudicado pela irracionalidade de sua torcida.

Nada justitifica o torcedor colocar o amor ao clube acima dele próprio e da sua família. Os feridos da tarde de ontem que o digam.  O que era só uma partida de futebol,  se transformou num campo de batalha.  O que era só uma diversão se tornou uma tragédia. O amor incondicional se tornou um ódio  desmedido e irracional.

O segundo exemplo desse amor cego são os torcedores de Grêmio e Corinthians. Se bem que quase todos os fãs de todos os clubes agem da mesma maneira.

Mas pedir descaradamente para que seu próprio clube perca para prejudicar um adversário é o ato mais irracional  de todos. A rivalidade é mais forte que o bem estar do seu clube? E o pior que tem dirigente babaca que embarca nessa conversa de doido e faz coro com os incautos. Não importa que seu time perca todo o espírito esportivo. O que importa é ferrar o seu adversário. Não importa que seu time se apequene e se torne mesquinho. A rivalidade acima do esporte.

Falta de vergonha na cara! Isso sim.

Como disse em posts anteriores. O futebol tá se tornando desagradável  e chato. Qualquer palavra mal falada desperta ódio e ranger de dentes. Ninguém mais pode falar um “ai” que vira motivo pra palestra motivacional de treinador adversário com direito a recorte de jornal no vestiário.

A torcida embarca nessa e o resultado disso está no que vimos no Couto Pereira ontem. Muitos torcedores feridos. Muitas mães e esposas aflitas. E por que? Por causa de 22 homens correndo atrás de uma bola.Pelo amor de Deus!

Arrigo Sacchi estava mais do que certo.