Archive for the ‘Corinthians’ Category

CONSCIÊNCIA PESADA

17/03/2014
Corinthians: mau início  precipitou a eliminação

Corinthians: mau início precipitou a eliminação

O técnico Mano Menezes errou feio ao dar indiretas sutis sobre a derrota do São Paulo em casa diante do Ituano e que selou a eliminação do Corinthians no Campeonato Paulista de 2014.

Hummmm. Mas a derrota do tricolor paulista para a equipe de Itu foi fundamental para que o time do Parque São Jorge fosse desclassificado?

Evidentemente que não.

O timão não venceu seis jogos seguidos. Não ganhou nenhum clássico e dependia única e exclusivamente dele para se classificar para a próxima fase. Empatou com a Penapolense que vinha de quatro derrotas seguidas. Não teve competência e nem futebol para tal feito e a culpa é do São Paulo?

A fala de Mano Menezes e de Romarinho são análises muito simplistas e que desviam o foco da incompetência e pusilanimidade do time nesse início de temporada.

O Corinthians não se classificou porque jogou mal. Se o São Paulo “entregou” ou não a partida contra o Ituano nunca iremos saber realmente. A verdade é que depender de um arqui rival para se classificar é algo ridículo.

Cada um na sua. Se você não teve a capacidade de superar os seus problemas não coloque a culpa no lombo dos outros.

A fala do treinador corintiano foi boçal.

Ao contrário do que Mano Menezes insinua a consciência do São Paulo vai muito bem obrigado.  No entanto, a do presidente corintiano Mario Gobbi é que deve estar pesada por trocar o vencedor Tite por ele.

AMARGA ROTINA

07/02/2014
Organizada do Corinthians invade o CT do clube: o horror

Organizada do Corinthians invade o CT do clube: o horror

A violência no futebol brasileiro se torna uma amarga rotina nos últimos meses.

Desta vez a vítima da vez foram os jogadores do Corinthians que tiveram o seu CT invadido por “torcedores organizados”.

Guerrero, o jogador que fez o gol mais importante da história do clube foi esganado por um grupelho de marginais. Outros tiveram que se esconder para não serem roubados e agredidos pela horda de bárbaros.

Em menos de um semestre já discutimos este assunto em duas oportunidades.

Cansa, pois é um assunto chato. Contudo, não custa repetir.

A direção do Corinthians está colhendo o que plantou. Mario Gobbi não tem coragem de fazer o que seu colega cruzeirense realizou nos últimos meses.

Os anos de financiamentos para a torcida organizada e seu posterior usufruto como instrumento político clubístico interno estão cobrando a sua dívida. Os torcedores de aluguel se acham acima do bem e do mal.

Afinal como culpá-los? Eles tem assistência jurídica e ajuda de parlamentares até quando aprontam em lugares como a Bolívia…

Sem a ação forte e implacável das autoridades junto às associações, agressões, emboscadas e invasões a centro de treinamentos se repetirão. Os atos de violência desses grupos se tornarão insuportáveis.

Em suma, é impossível parar a ação dessas organizações com os dirigentes de clubes que temos.

Hipócritas, covardes, lenientes e até cúmplices, eles não tem a coragem para fazer o que é necessário. Extirpar os bandoleiros e os irracionais.

Lugar de torcida é no estádio e não no centro de treinamento. Muito menos para “tocar o terror” pro causa de apenas 4 jogos de uma pré-temporada muito mal feita no futebol brasileiro. Algo já tradicional e que o grupo “Bom Senso” quer acabar, mas a caduca CBF insiste em continuar até o Marin virar uma múmia egípcia.

No meio desse mar de imundice se deve parabenizar a atitude dos jogadores corintianos que expressaram na sua carta de repúdio tudo o que o presidente do clube não teve o culhão de falar.

Infelizmente ainda é muito pouco. Uma nota de rodapé de um site oficial não vai afastar os trogloditas dos campos de futebol.

Prisão, leis mais severas e punição exemplar dos agressores sim. Sem as chamadas “facilidades” e “escapes jurídicos” que a confusa lei brasileira insiste tanto em nos afrontar e que libera assassinos e estupradores a cada Natal ou apenas cinco anos depois de um crime.

A impunidade causada pela letargia política e a falta de ação mais enérgica dos clubes de futebol contra esses grupos causa um efeito cascata e que piora o barbarismo nos estádios.

Por isso as medidas do presidente cruzeirense Gilvan Pinho Tavares devem ser aplaudidas e imitadas.

Sua conduta contra as organizadas do time mineiro diferenciam aqueles que prejudicam a instituição dos verdadeiros torcedores da raposa. Os clientes que realmente pagam e sustentam o clube.

No dito futebol profissional, o torcedor deve ser tratado com respeito e como um potencial consumidor. Não como gado. O afastamento e medidas que limitam o espectro vil das organizadas atrai um tipo diferente e mais rentável de torcedor.

Muitos afirmam que a limitação das torcidas profissionais acabaria com o espetáculo nos estádios.

Perguntamos. Que tipo de espetáculo? Aquele que vimos na quarta-feira passada no Pacaembu?

Gritos de incentivos, canções e o agito de bandeiras não é de exclusividade das torcidas organizadas. Quem disse que elas tem o monopólio da simples virtude de “torcer”?

Está na hora da justiça, clubes, governos e sociedade civil se unirem contra este mal. Se os times fizerem vista grossa como pretendem, veremos mais uma vez o futebol ser visto nas páginas policiais ao invés dos cadernos esportivos.

Chega da covardia dos políticos e dos cartolas.

Acabem com a violência no futebol agora antes que seja tarde demais.

O EFEITO CHURRASCADA

14/10/2013
Morumbi e Independência: novas cenas de horror

Morumbi e Independência: novas cenas de horror

Ontem num domingo que poderia ser de festa vimos novas demonstrações de imbecilidade de torcedores organizados.

No Morumbi, a principal torcida organizada do clube brigou com a polícia no intervalo do clássico entre o São Paulo e o Corinthians.

No estádio Independência os abnegados de aluguel do Cruzeiro ( que são líderes do campeonato brasileiro, pasmem!) se espancaram em cenas lamentáveis de pugilato e MMA. Imaginem se eles estivessem na parte de baixo da tabela.

Não adianta. Enquanto não morrer 100 pessoas de uma vez nenhuma autoridade vai tomar uma providência necessária.

A lei está aí. O código penal também. Chega de tratar brigas de marginais como conflito entre moleques. Cadeia neles.

Mas às vésperas da Copa do Mundo no Brasil ano que vem nada será feito.

A pergunta que fazemos é a seguinte. E aí Juvenal? Vai dar churrasco pra organizada hoje?

A responsabilidade dessas cenas horripilantes é da turba de selvagens, mas elas poderiam ser evitadas se não houvesse a cumplicidade dos dirigentes de futebol.

Alguns deles deveriam responder processo por financiar e incentivar o crescimento dessas torcidas nos estádios.

Curioso é ver o presidente do Corinthians,Mário Gobbi pedir punição exemplar ao São Paulo.

Logo ele que fez das tripas coração para libertar 12 corintianos suspeitos de terem assassinado um rapaz na Bolívia. Inclusive com ajuda do governo federal e do Itamaraty. Como se os mesmos fossem santos imaculados pela pureza.

Quando saíram da cadeia o que alguns deles fizeram depois? Foram flagrados brigando no estádio nacional de Brasília.

O Corinthians perdeu o mando por causa de seus torcedores brigões, mas ao invés de acatar a pena e responsabilizar os seus torcedores como fez corajosamente o presidente do Coritiba em 2009, o que o sujeito faz?

Fala em perseguição do STJD e recorre das penas.

No final disso tudo são os cartolas pelegos e a inércia e cumplicidade das autoridades as responsáveis pelas tristes cenas que vemos nas arenas brasileiras. Nunca um termo foi tão adequado para a atual situação. Arenas, locais de brigas, de sangue, de horror do circo romano transportado para os dias atuais.

O STJD punirá os clubes com a perda de mando. Não fará mais que a sua obrigação.

Mas a justiça e o Ministério Público, além da senhorita Rousseff e do senhor Alckmin também deveriam se empenhar em mudar o quadro dos estádios brasileiros. Marginais devem ser presos. Brigões não devem frequentar o estádio. A polícia ter que ser melhor preparada e churrascos com a organizada não devem ser mais realizados.

Fica a pergunta. Se a polícia preza tanto a segurança nas praças como bombas de fabricação caseira conseguem entrar dentro dos estádios e serem lançadas contra os torcedores adversários?

Aqui no Brasil da impunidade isso é considerado briguinha de bar.

Em países mais civilizados é terrorismo.

SUPREMACIA CORINTIANA

18/07/2013
Danilo ergue a Recopa: doce rotina em 2 anos

Danilo ergue a Recopa: doce rotina em 2 anos

O Corinthians derrotou o São Paulo por 2 x 0 e conquistou a primeira Recopa Sul Americana da sua história. É o quarto titulo internacional do “bando de loucos”.  Desde que o clube do Parque São Jorge se organizou de verdade os títulos tem sido constantes. Virou rotina. Daqui para a frente o Corinthians sempre será um time a figurar entre os candidatos ao título de qualquer competição da América do Sul. O time alvinegro transpôs a barreira internacional.

O ótimo elenco e o esquema sólido do treinador Tite prevaleceram novamente. A vitória no Morumbi há 15 dias já havia tranquilizado o elenco. Ontem, contra um fragilizado São Paulo foi só manter o ritmo. A diferença entre os dois times no momento é abissal.

A partida se revelou fácil demais para os alvinegros. Foi como bater em bêbado. O Corinthians tem um elenco muito superior a todos os outros grandes no estado e é um dos melhores do Brasil na atualidade.

Não seria o São Paulo de Douglas, Juan e Lúcio entre outros perebas que iriam mudar o placar adverso. O treinador são paulino Paulo Autuori até que tentou reforçar o meio de campo, mas não dá para alterar a incompetência e a mediocridade.

Desde 2000, ainda com Raí , o São Paulo não vence o seu maior rival em disputas eliminatórias. . São seis mata-matas perdidos para o Corinthians depois da virada do século.

Nem podemos chamar mais isso de rivalidade.

Já virou “Bullying”.

O Corinthians confirma a sua supremacia. Mais um título na imensa sala de troféus do Parque São Jorge. O quinto em dois anos.

Resultado da competência de um clube que desde o rebaixamento em 2007 enxergou o seu verdadeiro potencial, venceu desafios, foi ousado e hoje simplesmente colhe os frutos de um excelente trabalho.

Se o Corinthians antes era mau exemplo ontem, hoje é referência.

O time do Parque São Jorge nadou de braçada e ficou com mais um troféu.

Ps – Apesar do título da Recopa ser apenas uma “cereja de bolo” é inadmissível que a Conmebol marque a decisão desse título nas vésperas de uma final de Libertadores. Um autêntico atestado de burrice e falta de noção somado ao fato que uma emissora de televisão que tem como slogan “A Globo é Brasil” regionalizar a sua programação só para encher a grade. Como se o Atlético Mineiro fosse um clube de outro país. Entretenimento porco e mambembe.

RESUMO DA ÓPERA 23/05/2013

23/05/2013

Olá leitores. Por causa de um modem quebrado fiquei duas semanas sem poder escrever no blog. Bem, com tudo arrumado poderemos comentar o que aconteceu durante esses dias turbulentos. O resultado? O maior “Resumo da Ópera” de todos os tempos aqui no blog.

As Loucuras do Rei Juvenal

Juvenal: coletiva vergonhosa

Juvenal: coletiva vergonhosa

Todos os internautas que acompanham o meu blog estão cansados de saber que não morro de amores pelo presidente do São Paulo, o intragável Juvenal Juvêncio. O golpe estatutário foi a confirmação de uma ditadura medonha que se apoderou do clube e agora constatamos as trágicas consequências dos conselheiros adotarem um cartola caudilho.

Na semana passada o cidadão afastou 7 jogadores logo após a humilhante eliminação contra o Galo na pior campanha do São Paulo na história da Libertadores.

Os culpados? Atletas que acabaram de se recuperar de graves contusões e outros que mal foram aproveitados no time titular neste primeiro semestre.

Outro imenso atestado de “genialidade” do cartola tricolor, que covardemente aponta “culpados” como se o Cañete tivesse culpa do Lúcio ser um zagueiro transloucado e do Nei Franco sempre colocar o Douglas. Ao expor desnecessariamente alguns jogadores, Juvenal deu uma aula de anti marketing esportivo e desvalorizou o próprio produto.

A atitude de Juvêncio, claramente demagógica é uma imensa piada de mau gosto e revela porque o tricolor paulista perdeu o baluarte do pioneirismo para outros clubes do futebol brasileiro. Como previmos, o terceiro mandato do atual presidente são paulino se tornou um desastre e o torcedor são paulino vai ter que aturar muitas besteiras até Abril de 2014 infelizmente.

O Trio de Ferro Dançou na América

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Depois da eliminação do São Paulo na Libertadores, mas dois times do chamado “Trio de Ferro” de São Paulo também não conseguiram passar para as quartas de final da Libertadores.

O Palmeiras com um time limitadíssimo chegou até longe na competição. Sem nenhuma grande estrela e contando apenas com atletas dedicados e esforçados, o clube do Parque Antártica tinha chance de superar os estreantes do Tijuana. Mas uma falha grotesca do goleiro Bruno pôs tudo a perder. O time de Gilson Kleina que já era mediano, não teve a capacidade de reagir. Somente “raça” e “sangue nos olhos” não ajudam a vencer uma partida de futebol. É necessário também aprender a chutar, a dar passes precisos e ter um pouco de talento. Caso contrário, que se monte uma equipe de atletismo e não um time de futebol. A triste realidade da série B chegou de vez ao Verdão. Que saia dessa com dignidade a partir de agora.

Bruno: frango avassalador

Bruno: frango avassalador

O Corinthians, atual campeão do mundo foi eliminado pelo Boca Juniors na Taça Libertadores da América. Em parte porque fez uma péssima partida no estádio La Bombonera no jogo de ida. Porém na volta, o responsável pela desclassificação alvinegra se chama Carlos Amarilla. O árbitro, considerado um dos melhores da América do Sul deixou de dar dois pênaltis para os comandados de Tite. Para piorar os auxiliares Cárlos Cáceres e Rodney Aquino marcaram impedimentos absurdos que alijaram o clube paulista na partida. Riquelme num lindo lance encobriu Cássio e marcou o primeiro gol. O espetacular Paulinho empatou, mas o conhecido estilo de jogo do Boca de Bianchi prevaleceu. Não há muito mais o que comentar. Até porque o resultado foi artificial e o árbitro interferiu descaradamente.

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Isso é ponto pacífico no blog desde o ano passado. As arbitragens da América do Sul são péssimas e estão prejudicando os clubes brasileiros em demasia. O Corinthians foi mais uma vítima da incompetência dos sopradores de apito da Conmebol.

Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Para Que?

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

A não convocação de Kaká e Ronaldinho Gaúcho para a Copa das Confederações repercutiu. Muitos torcedores e jornalistas não entenderam o porque dos dois atletas não estarem na lista que vai ao torneio de Junho já que ambos tem experiência de sobra se tratando da camisa canarinho.

Porém não é preciso fazer uma análise profunda e descobrir porque ambos não foram relacionados por Scolari.

Ronaldinho Gaúcho teve uma grande fase na seleção brasileira de 2002 até 2005. Depois da Copa de 2006 o seu futebol degringolou e o atual jogador do Atlético Mineiro se mostrou um atleta baladeiro e desinteressado em atuar com a camisa do Brasil. Com atuações medonhas, o prestígio dele com o treinador Dunga decaiu depois do fracasso na Copa da Alemanha. Nem mesmo a “carteirada” que Ricardo Teixeira deu na Olimpíada de Beijing fez o futebol de Gaúcho melhorar. O resultado é que ele não foi chamado para a Copa de 2010 e seu comportamento fechou as portas da Europa para ele. Mesmo voltando a jogar bola no Brasil depois de uma passagem turbulenta pelo Flamengo, Ronaldinho Gaúcho foi convocado para a seleção e continuou com a mesma apatia e falta de liderança. Scolari o convocou para o amistoso contra a Inglaterra e não gostou nada do que viu. Talvez seja um recado velado ao atleta. Talvez não. Conhecendo o modo de pensar de Felipão pode ser que os dias de Ronaldinho Gaúcho com a camisa da seleção estejam definitivamente acabados.

Kaká teve uma grande fase no Milan em 2007. Ajudou a equipe Rossoneri a faturar o quarto título mundial e foi escolhido o melhor jogador do mundo no mesmo ano. Mas parou por aí. Kaká, a exemplo de Gaúcho também alternou bons e maus momentos com a seleção. Não foi um primor nas duas copas que disputou em 2006 e 2010 e atualmente é reserva no Real Madrid sem repetir as grandes atuações do passado. Kaká também parece não se preocupar com a sua carreira na parte técnica e sim financeira. Tanto faz se ele poderia atuar no Brasil e melhorar seu futebol para voltar a seleção. O bom mesmo é ficar na reserva do Real e continuar a ganhar milhões de euros. Kaká perdeu o foco.

As seguidas contusões e a atuações pífias no Real atrapalharam uma possível convocação.

Isso significa que os dois estão descartados? Provavelmente. Talvez Scolari esteja fazendo um teste de fogo para os novatos, talvez não. Mas é impossível saber o que se passa dentro da cabeça do treinador gaúcho.

Lembremos que ele deixou de convocar Alex com quem trabalhou no Palmeiras para chamar Edílson para a Copa de 2002 . O mesmo que fez as provocantes embaixadinhas na final do campeonato paulista de 1999 e que inclusive foi xingado por Scolari numa palestra captada pelo microfone de repórteres. Vai entender…

Finais dos Campeonatos Estaduais

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Num dos campeonatos paulistas mais desinteressantes de todos os tempos, venceu o time com melhor capacidade. O torneio foi se arrastando ao longo de 3 meses com poucos jogos relevantes e fracasso vergonhoso de público. Os estaduais são cadáveres insepultos do futebol brasileiro e pelo andar da carruagem os bizarros cartolas continuarão a atrapalhar o calendário como zumbis do Walking Dead.

O Corinthians chegou a final na base do banho maria, pois se preocupou mais com a Taça Libertadores. O Santos de Muricy, mal se sabe como foi para a decisão pois tinha um time limitado e com um Neymar pouco inspirado e irritado pelas badalações em torno da sua vida profissional e privada.

No primeiro jogo no Pacaembu, o treinador santista abusou do “Muricybol “e colocou Marcos Assunção para fechar o meio de campo e aproveitar as bolas paradas como é do feitio de todos os clubes dirigidos pelo Muricy.

Porém, o Corinthians deu um banho no Santos. Não fosse o goleiro Rafael o Peixe teria saído de São Paulo com uma goleada. O alvinegro da capital deu um banho tático e Paulinho atuou monstruosamente. Neymar foi anulado. Na Vila na segunda partida da decisão, não foi muito diferente. Apesar do ímpeto inicial e do gol de Cícero, o Corinthians controlou as ações da partida. Danilo empatou logo em seguida e teve toda a tranquilidade para afastar as investidas santistas até o apito final. Destaque negativo para as lamentáveis cenas de pancadaria realizado pela Polícia Militar antes do início do jogo. Às vésperas de uma Copa das Confederações é lamentável que ainda se veja momentos escabrosos assim.

É o vigésimo sétimo titulo paulista do time do Parque São Jorge. O maior campeão paulista do século passado e por enquanto deste centenário também. O Santos não fez nada de relevante durante todo o torneio para repetir o feito do Paulistano, por enquanto o único time que conseguiu faturar o tetracampeonato paulista. O troféu está em boas mãos.

Quanto aos outros estaduais não houve maiores novidades.

Botafogo: título de cabo a rabo.

Botafogo: título de cabo a rabo.

O Botafogo ganhou de braçada no Rio. Em parte porque Vasco e Flamengo enfrentam sérios problemas administrativos e o Fluminense quase pedia pelo amor de Deus para não participar da competição. Ponto para a postura de Clarence Seedorf que jogou no time da estrela solitária como se fosse um garoto e estivesse atuando no sub-20 do Ajax. Um profissionalismo invejável e que serve de exemplo para muitos garotinhos mimados a leite com pera que se alastram como peste no futebol brasileiro.

Em Minas… Ah! Que novidade… A final foi entre Atlético Mineiro e Cruzeiro. Deu Galo, bicampeão mineiro.

Em Goiás…deu Goiás.

No Ceará…deu Ceará.

No Rio Grande do Sul deu Internacional. O primeiro título de clube do treinador Dunga e que a exemplo do Botafogo ganhou de braçada o título do Gauchão. Ponto negativo para o badalado Grêmio de Vanderlei Luxemburgo que apesar de fazer contratações milionárias não conseguiu chegar à final dos dois turnos.

Dunga: primeiro título regional

Dunga: primeiro título regional

No Paraná outra super novidade (Modo Irônico Ligado). O Coritiba ganhou o seu quarto título estadual seguido em cima de seu maior rival. Nem tanto, pois estranhamente o presidente Mauro Celso Petraglia fez o time do Atlético Paranaense atuar no torneio com seu  Sub-20.

Agora me falem qual o propósito de deixar o time titular encostado e não pegar ritmo de jogo para o campeonato brasileiro que começa na semana que vem?

Será que Petraglia esconde um super time para o torneio nacional? Teremos um novo Barcelona jogando no Sul do país? Aguardemos.

Na terra de todos os santos, o Vitória conquistou o torneio estadual. Mas não precisava humilhar tanto o Esporte Clube Bahia. No primeiro jogo da decisão um histórico 7 x 3. Isso porque nas fases anteriores o rubro negro já havia metido 5 x 1 na Arena Fonte Nova. Fora a chuva de caxirolas em outra derrota do tricolor baiano por 2 x 1.

Se antes dos anos oitenta o Bahia era o time hegemônico no estado, hoje a situação é bem diferente. A partir dos anos noventa o Leão da Barra começou a equilibrar as conquistas pau a pau com o seu adversário. Porém a partir dos anos 2000 o Vitória começou a prevalecer no estado. São 9 títulos do rubro negro contra apenas dois do Tricolor de Aço.

Em tempo, não sou contra o fim dos estaduais. Apenas defendo que se diminuam as datas dos mesmos. Campeonatos desinteressantes e semimortos não podem se arrastar por 3 meses como se tivessem a mesma importância do passado.

O glamour desses torneios virou história. Insistir em reviver algo que não pode ser repetido é um imenso atestado de burrice, atraso e teimosia.

ESTRANHA COINCIDÊNCIA

11/04/2013
CT da Barra Funda: a prefeitura não quer mais a concessão

CT da Barra Funda: a prefeitura não quer mais a concessão

A Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores da Cidade de São Paulo emitiu um parecer favorável para que os CT´s do São Paulo Futebol Clube e da Sociedade Esportiva Palmeiras não tenham as suas concessões renovadas ao término dos contratos. A dos São Paulo irá expirar em 2022. A do Palmeiras em 60 anos.

Os locais serão incorporados a um “parque urbano” que será construído no local.

Os 16 vereadores que participaram dessa decisão foram estes:

Andrea Matarazzo – PSDB

Dalton Silvano – PV

Nabil Bonduki – PT

Nelo Rodolfo – PMDB

Paulo Frange – PTB

Toninho Paiva – PR

Adilson Amadeu – PTB

Jair Tatto – PT

Milton Leite – DEM

Paulo Fiorilo – PT

Ricardo Nunes –PMDB

Wadih Mutran – PP

Temos aí alguns nomes conhecidos. Entre eles o vereador Toninho Paiva, que há alguns anos fez declarações impertinentes à ex-primeira dama da capital Nicéia Camargo. Paiva usa a Zona Leste como uma espécie de feudo político. Mutran fez parte da tropa de elite que defendeu o prefeito Celso Pitta, um dos piores prefeitos que a cidade já teve, de acusações de corrupção. O jornal Folha de São Paulo constatou que seu patrimônio do político aumentou o dobro de R$ 1, 9 milhões para R$ 3,8 milhões sem maiores explicações.

Quando vemos  essas “eminências pardas” nesse tipo de projeto devemos desconfiar abertamente.

Essa súbita “ cidadania ecológica” de vereadores que nunca demonstraram tal interesse no assunto é de fazer o cidadão paulistano ficar com a pulga atrás da orelha.

Porém, ao folhear o Jornal Folha de São Paulo  vimos uma reportagem muito interessante publicada ontem no mesmo dia da promulgação desse “parecer”. Vejam abaixo.

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Ora, que interessante. A prefeitura e os seus nobres vereadores aprovaram a construção de prédios comerciais e moradias no bairro da Barra Funda. Uma grande preocupação “ecológica” com a cidade de São Paulo sem dúvida, já que a aparição de novas edificações não devem trazer poluição, trânsito e outras dificuldades. Imagina! Isso é intriga da oposição… aliás….que oposição?

Vejam no mapa que a região demarcada para as construções desses edifícios  ficam entre a Rua Turiaçu e a Marginal Tietê. Entre elas a Avenina Marquês de São Vicente.

Por acaso onde se localizam os Ct´s de São Paulo e Palmeiras?

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Bingo! Mas que coincidência não é mesmo?

Agora perguntamos se os vereadores estão mesmo interessados no bem estar dos cidadãos ou só querem mais uma vez favorecer a especulação imobiliária construindo um parque para valorizar as construções em torno e fazer um executivo fazer o seu cooper diário.

Os políticos da cidade de São Paulo pensam que nós somos idiotas? A quem os parlamentares paulistanos querem favorecer realmente?

Parque? Preocupação com a ecologia? Ah Ah Ah Ah! Que piada!

A mesma coisa se diz da tal Inspeção Veicular sendo que a frota de carros da cidade de São Paulo cresce vertiginosamente sem o devido controle dos “nobres” vereadores. Uma hipocrisia e cara de pau sem tamanho.

Já discutimos aqui o uso de concessões de terrenos públicos para clubes de futebol. Não vamos repeti-los. Porém é inegável que se vende facilidades a alguns times e grandes dificuldades a outros nas questões de ordem jurídica e pública. Vide a tortuosa construção da Arena Palmeiras e da grande facilidade que se faz o Itaquerão. Dois pesos, duas medidas.

Muitos dos vereadores que votaram para a revogação da lei 11.774/85  são ligados ao Corinthians. Ambos não tiveram essa mesma rigidez na construção do CT Joaquim Grava que permanecerá com a responsabilidade do time do Parque São Jorge até 2078.

Sabemos que nenhum time de futebol deveria usar terrenos públicos para a construção de estádios, ct´s ou qualquer coisa que seja.

Porém se discute aqui se as justificativas da revogação dessa lei são plausíveis. Pelo passado dos vereadores que participaram desse parecer e também pela aprovação desse projeto que facilita a especulação imobiliária na região, os fatos dizem que não. A relação é no mínimo duvidosa. Se tiver que haver rigidez, que seja para todos.

O cidadão paulistano deve fiscalizar severamente a Câmara Municipal. Por esses atos muitos dos políticos que lá estão desonram o seus mandatos há anos. São sempre os mesmos. Lembremos que a democracia não termina quando o cidadão aperta o botão da urna eletrônica. A cobrança deve ser diária, incessante e interminável. Ou então esses elementos que dizem nos “representar” farão a festa. Olho neles pessoal!

EU NÃO ACREDITO EM BRUXAS, MAS…

10/04/2013

teje preso

O leitor do blog deve ter notado a ausência de novos posts nos últimos dias.

Realmente me ausentei de escrever qualquer assunto no blog, principalmente sobre futebol. A explicação será longa. Portanto se você não gosta de longas dissertações pode pular fora.

Escrever sobre esportes ou qualquer assunto relevante é um prazer para mim. Poderia estar fazendo outra coisa, mas a internet proporciona um canal de comunicação viável entre várias pessoas e incentiva o debate e discussões relevantes.

No entanto, nos últimas semanas não estou muito entusiasmado de escrever.

Não sou adepto das “teorias da conspiração”. Pelo contrário, eu sempre me recusei a acreditar que existe resultados arranjados e decisões de bastidores absurdas. Se isso ocorre para que ver futebol? Qual o propósito de assistir o seu time se as “cartas são marcadas”? Isso é coisa de sadomasoquista. Não faria o menor sentido.

No entanto, nas últimas semanas temos visto situações estranhas ocorrerem em volta do esporte bretão. Logo eu, o último dos moicanos em relação a desconfiança da arbitragem. Mas como diria um amigo meu, “bem vindo ao novo mundo”.

Não dá para confiar em entidades presididas por Nicolás Leoz, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Muito menos nos árbitros e nos chamados “julgadores disciplinares” dos mesmos. Isso é fato.

Agora vamos chegar ao ponto principal.

O São Paulo Futebol Clube foi literalmente assaltado no Pacaembu pelo árbitro colombiano Wilmar Roldan na partida contra o Arsenal de Sarandi. O pênalti que ele deu numa bola na mão foi um ato ridículo. O atacante Luis Fabiano reclamou e foi expulso pelo homem de preto depois que a partida terminou.

Luis Fabiano errou é verdade. Pela sua experiência como atleta profissional ele deveria ter seguido o seu rumo e não discutir com o árbitro já que a decisão já fora tomada meia hora antes. Um vestiário e uma água fria teriam melhores resultados terapêuticos contra a raiva. Mas Luis Fabiano é um “porra louca”. Sabe-se lá o que ele disse ao sujeito, mas a súmula do juizinho medíocre fez com que o centroavante são paulino ficasse quatro jogos suspenso. Um exagero apesar do atacante tricolor ser reincidente. Em toda a história da Libertadores e de outros torneios sul americanos atletas fizeram coisas bem piores e nem mesmo tomaram um gancho de 45 minutos. Vide a selvageria e a covardia dos jogadores do Arsenal que agrediram uma mulher no jogo contra o Atlético Mineiro no estádio Independência na semana passada. A punição ao centroavante titular do Morumbi foi exagerada.

Muitos torcedores são paulinos ironizaram a decisão nas redes sociais. “Melhor seria se tivesse matado o árbitro, pegava apenas um jogo”. Eles se referiram ao triste caso Kevin Spada e da punição branda da entidade em relação ao Corinthians e do escandaloso relacionamento de políticos brasileiros com as famigeradas torcidas organizadas. Até mesmo o ex-promotor e também ex-caçador de torcidas Fernando Capez é um dos defensores da libertação dos envolvidos na suspeita do assassinato do garoto boliviano. Tudo em troca de fervorosos votos nas eleições do ano que vem.

Porém, não estamos tratando aqui de “santinhos”, nem de presos políticos brasileiros dissidentes que resolveram ofender o presidente cocaleiro Evo Morales. O buraco é mais embaixo. Houve um assassinato. Mesmo que os 12 corintianos sejam inocentes eles tem que responder pela justiça boliviana que é soberana e totalmente independente do estado brasileiro.

Se os 12 torcedores não deverem nada estarão livres. A Bolívia não é uma ditadura.

Mas voltemos a Luis Fabiano.

Devido a muitas atitudes infantis do atleta o são paulino não sabe se o castigo imposto a ele é um desfalque ou um reforço. O atacante age com imaturidade dentro de campo. É um irresponsável. Não melhorou uma vírgula desde que voltou da Espanha. Nem mesmo a titularidade de uma Copa do Mundo fez seu controle psicológico melhorar. Ele continua o mesmo transloucado de sempre. Mas apesar de todas essas “qualidades” a punição da Conmebol foi severa demais.

Xingar o juiz pode dar quatro jogos de suspensão mas e chutar um auxiliar como o Elano fez na Sul Americana do ano passado? Para a Conmebol não há nenhum problema. Tanto que o meio campista continua livre, leve e solto pelos campos verdejantes do Rio Grande do Sul nessa Libertadores.

Elano: bicar o auxiliar não dá suspensão grave

Elano: para a Conmebol bicudar o auxiliar não dá suspensão grave

São dois pesos e duas medidas. A entidade sul americana age com rigor em um caso simples e mostra indiferença em outros fatos bem mais graves que envolvem agressões e até mortes.

Agora vem a pergunta: como vamos confiar na confederação de “Sir” Nicolás Leoz?

Desculpem mas não é possível.

A segunda facada veio quinze dias depois. O árbitro Leandro Bizzio Marinho marcou pênalti de Rogério Ceni em Alexandre Pato quase no final do jogo do clássico entre São Paulo e Corinthians pelo campeonato paulista.

Na minha opinião não houve pênalti. O arqueiro tricolor errou o tempo da bola e acertou o pé do atacante alvinegro sem a intenção de derrubá-lo. Pato veio por cima e quase quebrou o goleiro. Houve apenas uma solada . O atacante caiu de maduro e o árbitro entrou na onda. A marcação foi absurda.

Rogério Ceni e Pato: solada é pênalti

Rogério Ceni e Pato: solada é pênalti

No ano passado por coincidência, no mesmo clássico no Pacaembu houve um lance semelhante. O juiz acertadamente não deu falta.

Mas Bizzio interpretou de outra maneira. Ele deve ter ficado com medo de não aplicar a infração contra um time amplamente favorecido pela mídia e pelo atual governo. A caixa de ressonância e o medo da repercussão negativa de um lado falou mais alto no seu córtex cerebral. O futebol mais uma vez perdeu, pois a partida era muito bem disputada. O juiz interferiu no resultado.

Dois erros graves de arbitragem contra o mesmo clube em menos de 15 dias. Além de uma punição rigorosa e até inédita contra um dos seus principais jogadores.

Coincidência? Pode até ser. Mas o fraco futebol do São Paulo nos últimos meses não demonstrou que os erros dos árbitros e os julgamentos rigorosos de entidades são os únicos responsáveis pelos maus resultados na Taça Libertadores.

Porém isso não impede a real visão dos fatos. O tricolor do Morumbi foi garfado dentro e fora de campo. Independente da qualidade do time ou de se enfrentar adversários melhores, não se pode desvirtuar a essência do futebol.

Temos todo o direito de desconfiar da seriedade de certas instituições. Não ponho a mão no fogo por elas. Principalmente aquelas que adoram fazer negociata nos bastidores.

É como diz um ditado muito famoso na Espanha: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

Traduzindo para o bom português , eu não creio eu bruxas, mas que elas existem, existem.

PS – A brincadeira feita  acima é uma imitação de uma edição da revista Placar publicada em 1988. Nesse jogo o atual comentarista de arbitragem da Globo Renato Marsigla validou um gol impedido de Biro-Biro num majestoso decisivo realizado em 1988 pelo campeonato paulista. O tempo passa, mas certas coisas nunca mudam.

desabafo05

MIXÓRDIA SUL AMERICANA

27/02/2013
torcida do Vézez barbariza: violência crescente

torcida do Vézez barbariza: violência crescente

 

Ontem vimos mais uma vez numa partida de Taça Libertadores da América um ato de selvageria. Desta vez os protagonistas foram os “hinchas” do Vélez Sarsfield da Argentina e do Peñarol de Montevidéu que brigaram no estádio Centenário e atiraram pedras uns nos outros deixando um saldo final de sete feridos e dois torcedores presos.

Depois de tudo o que aconteceu na semana passada, parece que não tem jeito. O barbarismo continua firme e forte no cone Sul.

Depois da morte do jovem boliviano Kevin Strada, a segurança dos estádios e a violência das torcidas organizadas sul americanas foi tema dos mais diversos canais midiáticos.

Alguns trataram o assunto com toda a seriedade que um caso desses necessita. Outros nem tanto. Numa situação grave desse tipo, o clubismo é só mais um adicional para a cafajestagem.

O buraco é mais embaixo. Bem mais profundo do que torcedores e mídia em geral enxergam. Os tristes fatos de Oruro foram apenas mais um caso da longa lista de violência e impunidade que permeou a América do Sul desde os anos 60.

A violência desmedida dos “barrabravas” ou dos “organizados” está encrustado no futebol sul americano. Os clubes mancomunados com esses elementos e seus cúmplices dirigentes nada fazem para deter esses marginais. Pelo contrário, muitos desses cartolas os incentivam.

Explica-se, que a maioria dos clubes de futebol da América do Sul são associações. Não existe um dono como Silvio Berlusconni ou Roman Abramovich que possam centralizar as suas decisões e diminuir o poder político das torcidas organizadas dentro do clube. Muitos desses torcedores são dirigentes ou até se tornaram presidentes do time.

Ou seja, muitos desses cartolas dependem da canalhada para fazer jogo político e se perpetuarem no poder. Isso é fato público e notório.

Exemplos mais latentas que os clubes de São Paulo não existem. A Mancha Alviverde agride jogadores do clube e nenhuma providência é tomada. Fizeram até uma “palestra motivacional” num hotel em Atibaia. Tudo debaixo das asas do presidente do Palmeiras.

A Independente do São Paulo intimida opositores que distribuem panfletos contra o Juvenal e a Gaviões da Fiel quebra aeroportos e incendeia estádios com a anuência catastrófica de nossas autoridades.

Na Argentina, a influência dos “barrabravas” no futebol portenho é algo assustador e preocupante. Até outubro de 2012, mais de 270 torcedores argentinos foram vitimados. Ninguém consegue deter a epidemia de violência que tomou conta do futebol argentino. Muitas de suas torcidas como a “La 12” do Boca Juniors são conhecidas por se tornarem verdadeiras associações criminosas. O livro do jornalista Gustavo Grabia sobre essa organizada argentina é apavorante e provoca calafrios.

Em Avellaneda o presidente do Independiente, Javier Cantero resolveu entrar numa guerra inglória contra os Diablos Rojos, os barrabravas de seu clube. Eliminou todos os privilégios que eles tinham como “mesada” e facilidade na compra de ingressos. Está sendo ameaçado de morte e até recebeu ameaça de bomba na sede do clube.

Javier Cantero: ameaças de morte dos próprios torcedores do clube

Javier Cantero: ameaças de morte dos próprios torcedores do clube

A cultura da impunidade que existe na América do Sul e nos torneios da Conmebol só piora a atual situação vigente.

Os torcedores mais velhos se recordam dos quebra paus homéricos entre argentinos, uruguaios e brasileiros nos anos 60. Isso faz parte do folclore futebolístico da América do Sul. Frases como “isso é Libertadores” demonstram a nossa anuência em relação à violência dentro e fora de campo, como se atirar objetos em campo e ver jogadores participarem de rinhas de UFC fosse algo normal.

Vamos citar apenas alguns exemplos de como a Conmebol é uma entidade banana, prolixa, incompetente e responsável por toda essa mixórdia.

Final da Copa Conmebol de 1997. O Atlético Mineiro goleia o Lanús na Argentina e garante o seu segundo título internacional. Contudo, os jogadores e dirigentes adversários não se conformam com o vareio e agridem covardemente o elenco do galo. O treinador Leão foi golpeado com uma barra de ferro e teve que fazer uma cirurgia de correção do maxilar.

Alguma punição da Conmebol ? Nenhuma

Quartas de final da Libertadores de 2004. Após obter a classificação, os jogadores do São Caetano tem que correr para dentro dos vestiários para não serem linchados pelos “hinchas” do América do México.

Alguma punição da Conmebol? Nenhuma.

Semifinal da Copa Mercosul de 1999 entre Peñarol e Flamengo. Num lance besta os atletas aurinegros partem para a briga contra o elenco carioca com a total leniência da polícia uruguaia. Os flamenguistas fogem para os vestiários para não serem massacrados.

Alguma punição da Conmebol? Nenhuma.

Esses são só alguns exemplos. Existem outros casos que podem ser relatados nessa link, mas ainda é pouco. A América do Sul é a terra de ninguém. Um imenso faroeste futebolístico.

Esperamos que essa nova comissão disciplinar puna seriamente todos os desmandos nos estádios sul americanos com o mesmo peso e a mesma medida. Que não surja um novo STJD que promulgue punições apenas por interesse político.

A punição ao Corinthians foi justa. Esperamos que todos os times sejam tratados com o mesmo rigor em casos graves como ocorreu na Bolívia na semana passada.

Mas isso não depende apenas da entidade sul americana. Os clubes também são responsáveis ao financiarem os marginais organizados. Tem que haver uma separação. Lugar de torcida é na arquibancada e não para servirem de capangas desse ou daquele diretor. Se alguém quiser fazer parte da vida política do clube que se associe.

Que os marginais sejam responsabilizados individualmente pelos crimes que cometem em estádios. Uma arena assim como a rua é um local público. Não há imunidade por ser torcedor. Cometeu um crime? Jaula!

Esperamos que o Vélez e o também o Peñarol sejam responsabilizados e punidos, assim como Corinthians e São Paulo na semana passada.

Daí sim, com o mesmo rigor a todos os participantes da Libertadores poderemos ver esperança de termos um torneio de melhor qualidade e livre da brutalidade genética que permeia o torneio desde a sua criação.

 ps- Quem quiser entender melhor as agruras  ea violência do futebol sul americano  sugiro assistir o programa “The real football factories” da ESPN.  Vejam principalmente os programas feitos na Argentina e do Brasil. Eles estão  disponíveis no Youtube.

LANCE OPINA : NÃO BASTA PUNIR O CORINTHIANS

22/02/2013

do jornal Lance

É absurdo tratar a morte do jovem torcedor boliviano como caso isolado, uma mera fatalidade. Não é. Assim como o vândalo que apontou o rojão para a torcida adversária sem medir as consequências de seu ato está muito longe de ser o único culpado dessa história.

A atitude do torcedor (ou torcedores) que provocou a morte do rapaz é indesculpável. Como tantas outras que geram violência nos estádios – felizmente sem vítimas fatais. É impossível ignorar, contudo, que outros responsáveis pela tragédia de Oruro sequer estavam ali.

Eles habitam os gabinetes refrigerados da Conmebol, das confederações da América do Sul. A politicagem dessa gente, o jogo baixo do poder, a tolerância cúmplice com todo tipo de atitude antiesportiva que alimentam esse tipo de barbárie. Para não contrariar aliados e perpetuar-se no poder, a cartolagem latina sempre se calou, fechou os olhos para o que deveria tratar com mão firme.

A Libertadores é a Copa do Vale Tudo. É a Copa da Impunidade. Das garrafas e pilhas lançadas sobre os jogadores na cobrança de escanteio aos ônibus depredados próximos aos estádios; dos tumultos em vestiários antes e depois do jogo ao confronto de torcidas, tudo é visto como “normal”. Inclusive pelos clubes, e por parte da mídia. “Isso é Libertadores!”, quantas vezes você não ouviu essa expressão em tom ufanista?

Isso não pode ser mais a Libertadores, que ninguém se iluda.

O futebol sul-americano tem de mudar. Passar por limpeza, sacudir o mofo entranhado em suas estruturas. Apesar de todas as mazelas de governos populistas, poucas regiões do mundo têm crescido tanto quanto a América Latina. E o esporte tem de acompanhar esse processo.

Este LANCE! já demonstrou, em série de matérias, o abismo que separa, na organização e nas cifras, a Libertadores da Liga dos Campeões. Abismo que só pode ser reduzido com moralização, decisões transparentes e profissionais, indispensáveis para atrair a confiança de público, investidores e patrocinadores.

Na Europa, como mostrou o LANCE!Net nesta quinta-feira, os dois times seriam punidos. O clube da casa, por não organizar a segurança, perderia mandos entre outras penas. O visitante poderia ser excluído da competição por vários anos.

Mas, para chegar-se a tanto, criou-se condições de segurança, investiu-se em equipamentos e práticas capazes de assegurar a paz nos estádios, criou-se um conjunto sólido e transparente de normas e exigências a serem cumpridas.

A dura punição imposta ao Corinthians, com a proibição de público em seus jogos por 60 dias, pode representar uma mudança de postura do lado de cá. É uma pena forte, mas racional. Falar em banir o campeão do mundo dessa Libertadores, pelo ato estúpido de um ou mais vândalos, era ação casuístico, movido pelo calor da tragédia e não por bom senso ou princípios morais e jurídicos que norteiam o futebol daqui.

Mas punir não basta. O que a Conmebol precisa – e não é com Nicolas Leóz e seu bando que vai conseguir – é criar e fazer cumprir uma legislação rigorosa e sustentada, um código de conduta ética e disciplinar que efetivamente mude a cara dos campeonatos que organiza. À Fifa cabe intervir para assegurar isso. Uma decisão séria, algo que funcione de verdade, às claras, e não seja, como esse Tribunal recentemente criado parece, apenas uma instância para acomodar interesses e continuar a jogar sujeira para baixo do tapete.

Nota do blog: Reproduzi a opinião do Lance no blog porque concordei com tudo o que foi escrito. Seria inútil dar mais uma avaliação sobre o assunto.  O tema sobre a violência de um grupelho de torcedores organizados já foi escrito aqui. Curiosamente a postagem foi uma das lidas recentemente depois dos tristes fatos ocorridos em Oruro. Ela foi escrita há dois anos. Prova de que desde lá , os governos, as  autoridades futebolísticas e os clubes de futebol  continuam a tratar a violência nos estádios como um mero assunto secundário.

A TERRA É DOS LOUCOS

16/12/2012
Alessandro levanta a taça: Corinthians bicampeão mundial

Alessandro levanta a taça: Corinthians bicampeão mundial

O Corinthians venceu o Chelsea de Londres por 1 x 0 e conquistou pela segunda vez o título de campeão do mundo.

O clube paulista entrou com a mesma garra e aplicação tática que o fez vencer a Libertadores no meio desse ano.

O time inglês, emergente no futebol internacional e recheado de estrelas sentiu o peso da camisa alvinegra e seus 20.000 torcedores que apoiaram o time nos 90 minutos. Uma demonstração de fé e adoração que o Mundial Interclubes nunca vira em sua história.

Como se esperara o Corinthians começou marcando a saída de bola inglesa. Os volantes azuis foram abafados pelo esquema de Tite, que deixaram a retaguarda inglesa livre para os contra ataques. Porém Emerson e Guerrero não estavam calibrados na pontaria. Tiveram boas chances mas desperdiçaram as oportunidades.

Ao Chelsea restou os lançamentos e as bolas altas e paradas. Num escanteio Cássio operou um milagre ao defender um chute dentro da área do zagueiro Cahil. Não seria a única intervenção do arqueiro alvinegro. Mais tarde o meio campista Moses acertou uma bola colocada, íntegra, quase fatal. Cássio pulou e defendeu milagrosamente a jogada trocando as mãos. O Chelsea pressionava, mas parava na aplicação do Corinthians e na noite feliz de seu guarda redes.

Cássio: gigante na decisão

Cássio: gigante na decisão

Na segunda etapa, o ímpeto e a disciplina do time corintiano continuaram firmes. Sem desespero, os alvinegros cadenciaram a bola, cortaram as principais armas inglesas e levaram o treinador Rafa Benitez ao desespero.

O Corinthians nascido em 1910 por um grupo de operários no Bom Retiro, sempre foi conhecido no mundo do futebol brasileiro por ser um time de raça, de superação em momentos difíceis como nos 23 anos de fila e o título paulista de 1977 feito por um gol de Basílio.

Hoje, no gelado estádio de Yokohama um atleta fez um gol histórico. Talvez o tento mais importante da história do clube. Seu nome resume bem o que representa toda a nação corintiana: Guerrero.

Numa jogada prensada, a bola subiu na cabeça do camisa nove corintiano e foi morrer nas redes de Peter Cech. Um gol chorado como é do feitio do clube mais popular de São Paulo e que mostrou toda a superioridade do time paulista dentro de campo. O esforçado e valente clube sul americano deixava o bilionário time do Chelsea de joelhos.

Rafa Benítez: incrédulo

Rafa Benítez: incrédulo

Rafa Benitez se desesperou de vez e cometeu o erro de colocar o mirrado e indeciso Oscar no lugar de Moses. O Corinthians passou a cadenciar o jogo e atuou de forma densa, tranquila, quase imperial. Os minutos passavam e o desespero dos “blues” aumentava.

As bolas altas passaram a ser a última e derradeira arma do esquadrão azul, mas a defesa e o meio campo corintianos tiravam todas com uma fibra impressionante. Chicão, Paulo André e Fábio Santos foram monstros na retaguarda do Parque São Jorge. Quase ao final da partida o consagrado centroavante Fernando Torres ficou de frente para o gigante de amarelo que defendeu a bola com os pés . Nenhuma  passaria mais.

O árbitro turco pede a bola, apita o final de jogo e milhões de corações corintianos explodem de alegria.

Corinthians bicampeão do mundo.

São Paulo vai ficar pequena para tanta festa.

Curiosidades –

– Desde que a Fifa voltou a patrocinar o Mundial em 2005 é a terceira vez que um clube brasileiro vence o torneio. E nas três vezes o placar foi de 1 x 0.

– Não é a primeira vez que um clube inglês perde por 1 x 0 com uma grande atuação do goleiro adversário tendo o espanhol  Benítez como treinador. Lembra de 2005 Rafa?

– O Corinthians quebrou um incômodo tabu de cinco anos. Desde 2006 um time da América do Sul não vencia um duelo contra os europeus. Agora contando todos os títulos do Mundial de Clubes desde os anos 60 o número de conquistas está empatad0. 26 taças para cada continente.

– Com a vitória corintiana o Brasil é o país que mais tem títulos mundiais interclubes. 10 no total.