Archive for the ‘Copa do Brasil’ Category

PREVISÃO CERTEIRA

02/12/2012

burro

Até que demorou um pouquinho, mas a nossa previsão feita no ano passado se mostrou certeira. A pergunta que se faz no momento é a seguinte…

Onde estão os jornalistas “baba ovos” que apoiaram a extensão da Copa do Brasil até o final do ano?

A “poderosa” e atrapalhada Confederação Brasileira de Futebol emitiu um comunicado em que avisou que o São Paulo não poderá participar da Copa do Brasil em 2013 se vencer a Sul Americana em 2012 devido a falta de datas.

Fantástico! Sensacional!

O São Paulo pode ser punido pela sua própria competência, enquanto times que forem desclassificados da Pré-Libertadores ou da competição em si serão beneficiados.

Em suma , os vencedores poderão ser prejudicados e os perdedores agraciados.

Gênios!

Não vou escrever mais nada. Apenas leiam o post que escrevi em 2011 que apresenta uma solução bem simples para o caso.

Se for pra mudar a regra desse autêntico lixo de calendário, que ele continuasse o mesmo.

Mas não, a CBF tem que alterar tudo e fazer o esterco feder ainda mais.

Outra questão. Quem a entidade vai enviar para disputar o segundo maior torneio da América do Sul no ano que vem? Times da série B?

Tem certas coisas que nunca mudam no comando do futebol brasileiro. Incompetência é uma delas.

E tem carinha que aplaude…

EIS O PALMEIRAS!

12/07/2012

Marcos Assunção: depois de muitas porradas, o título

Eis o Palmeiras, um time limitado tecnicamente, sem grandes estrelas em campo e  com bastidores complicados em que o presidente, conselheiros e diretores querem se matar a cada minuto.

Eis o Palmeiras,  um clube que desde 1973 não vence um título nacional sem a ajuda de um patrocinador forte como a Parmalat, que nos anos noventa colocou o Palestra no caminho das vitórias novamente.

Eis o Palmeiras, que há 14 anos não sabe o que é conquistar um título nacional e que viveu apenas um alívio de um título da série B em 2003 e um campeonato paulista de 2008 na última década.

Eis o Palmeiras, que mesmo com todos esses problemas e sofrimentos dos últimos anos, conquistou a Copa do Brasil pela segunda vez em sua história contra o Coritiba  na noite de ontem.

Eis o Palmeiras, maior campeão nacional de todos os tempos com quatro campeonatos brasileiros, dois Robertões, duas Taças Brasil e duas Copas do Brasil.

Eis o Palmeiras de Felipão, um treinador vitorioso e guerreiro que tirou leite de pedra e fez seu time vencer um torneio invicto, quando muitos apostavam que não passariam  nem da segunda fase.

Eis o Palmeiras, que joga algo muito parecido com futebol, que depende apenas de uma  bola parada, manjada por muitos adversários, mas que mesmo assim não foi foi detida.

Eis o Palmeiras do capitão Marcos Assunção, a única e verdadeira estrela numa constelação de gladiadores vencidos e pseudo craques chilenos, que aguentou porrada durante dois anos e meio e ontem levou o seu clube de volta ao caminho das vitórias.

Eis o Palmeiras,  retornando à sua grandeza, enfim campeão.

VANTAGEM PALESTRINA

06/07/2012

Valdívia: gol e expulsão infantil

O primeiro jogo da final da Copa do Brasil tinha tudo para dar errado para o Palmeiras. Tinha…

Desde 2010 com a volta de Luiz Felipe Scolari ao clube o time alviverde tem sido uma “equipe de uma jogada só” com a bola parada de Marcos Assunção. O Palestra joga alguma coisa parecida com futebol atualmente. Não lembra de longe dos times de Felipão na década de noventa. Falar em academia então com esse time atual é até sacrilégio.

No primeiro tempo da Arena Barueri o Coritiba foi o dono do primeiro tempo. Sem Henrique suspenso e sem o atacante Barcos, a defesa palmeirense fazia lambanças e a equipe cometia erros infantis. O Coxa deitou e rolou e perdeu um gols inacreditáveis graças também a grande atuação do goleiro Bruno.

Parecia que a festa da torcida palmeirense iria desandar. Mas no futebol a camisa pesa demais em momentos decisivos. Mesmo com um time superior estrategicamente os jogadores do Coritiba não aproveitaram as chances derradeiras e cometer deslizes no arremate num time dirigido por um técnico “copeiro” como Scolari é verdadeiro suicídio.

Felipão orienta : estrela

Numa bola parada cobrada por Marcos Assunção (que novidade!) a defesa paranaense cometeu um pênalti infantil, num “agarra-agarra” típico do futebol brasileiro. O árbitro interpretou como falta e Valdívia fez uma bela cobrança deslocando o goleiro Vanderlei até para fora da foto.

O tento paulista abalou o entusiasmo dos paranaenses. No segundo tempo, Felipão arrumou a defesa e o Coritiba foi engolido pela forte marcação palmeirense. Em outra falta cobrada por Marcos Assunção, o ex-palestrino Lincoln desviou e o atento Thiago Heleno tocou de cabeça para aumentar a festa do time da casa. 2 x 0 e o desespero do coxa branca aumentou.

Valdívia que havia feito primeiro tempo cheio de tremeliques e atuações dignas de um ator canastrão voltou a dar o seu “showzinho”. Tomou um cartão amarelo imbecil após ameaçar dar uma bolada no adversário e na segunda etapa foi expulso por uma falta descabida no meio campo. Está fora da final em Curitiba.

Marcelo Oliveira colocou o veterano meio campista Theco na tentativa de quebrar o domínio da marcação palmeirense no meio campo. Mas a retaguarda paulista continuou firme e segura. O árbitro Wilton Sampaio ainda deixou de marcar um pênalti claro no camisa quinze paranaense, o que poderia aliviar o Coritiba no jogo da volta.

Em suma o Palmeiras aproveitou as suas poucas chances, teve a sorte da má pontaria adversária, da grande atuação de seu goleiro e ainda foi beneficiado com a incompetência do árbitro. Depois de dar o título da Copa do Brasil em 1998, o treinador Scolari está perto de repetir o feito no clube 14 anos depois com um time voluntarioso, sem craques, sem dinheiro e com conselheiros que lhe querem ver pelas costas . O Coxa? Se borrou mais uma vez numa final de Copa do Brasil.

Vamos admitir. Esse Felipão é foda mesmo.

COXA MAIS UMA VEZ

21/06/2012

Emerson abre o placar: Coxa na final pela segunda vez

O ano era 2003. O São Paulo era alvo de gozações e piadas por parte dos torcedores adversários por não conseguir vencer torneio de mata-mata. A defesa e o meio de campo eram um desastre. Luis Fabiano, principal atacante da equipe provocou a fúria da torcida por sua falta de gols em momentos decisivos e foi chamado de “pipoqueiro”. Outro proeminente jogador, vindo das categorias de base do tricolor também virou o alvo dos abnegados são paulinos que duvidaram da sua capacidade de jogar futebol.

Após a conquistas da libertadores, do mundial e do tricampeonato brasileiro, a força dos tiradores de sarro e dos cornetas perdeu o rumo.

Mas passados exatos nove anos, parece que os mesmos problemas existentes em 2003 se repetem. Luis Fabiano voltou e ainda é chamado de “pipoqueiro”, Lucas que veio das categorias de base como o Kaká também tem seu talento questionado pelos torcedores. Se antes o são paulino se desesperava com o “trio parado e duro” Émerson, Jean e Júlio Santos, agora o torcedor assiste horrorizado uma defesa com Paulo Miranda, Rhodolfo Frankstein e Edson Silva. Zagueiros que não conseguem marcar um jogador de 1,65 de altura.

A vitória do Coritiba foi justa. Não há o que discutir já que o tricolor realizou novamente uma péssima partida num jogo de ida dentro do Morumbi com uma vitória magra de 1 x 0. Fora de seus domínios não jogou absolutamente nada e foi elminado.

No ano passado contra o rebaixado Avaí pela Copa do Brasil e o fraco Libertad pela Sul Americana, a história foi absolutamente a mesma. Jogo modorrento, 1 x 0  no Morumbi e paulada fora de casa.

O Coxa Branca fez a parte dele. Com tranquilidade e ajudados pela insipiente marcação paulista no meio de campo, o time verde e branco dominou o jogo na parte tática sem abusar do individualismo. A exemplo da primeira partida no estádio do Morumbi, o Coritba utilizou as laterais para furar a retaguarda tricolor. Em dois cruzamentos para a área dois gols de cabeça que fulminaram a pretensão tricolor de vencer a sua primeira Copa do Brasil.

O esquema de Marcelo Oliveira se sobrepôs as individualidades das estrelas são paulinas. Lucas abusou da fome e Luis Fabiano ficou estático. O meio campo com Cícero e Casemiro é fraco. O time paranaense conseguiu explorar bem as falhas são paulinas e está na final da Copa do Brasil pela segunda vez consecutiva. Com méritos, pois o futebol é um esporte coletivo e não uma constelação de “craques” individualistas. Mais uma vez isso foi provado na noite de ontem.

QUANDO NASCE UM CRAQUE

15/06/2012

Lucas: decisivo na vitória tricolor ontem

Um grande jogador não surge de uma hora para outra. Ao contrário do que muitos podem pensar são raros os momentos em que um futebolista se consagra sem antes ter comido o pão que o diabo amassou. Craque não nasce da noite para o dia, nem é resultado de um show de mágica de David Copperfield ou Mister M. O craque se molda, se torna.

Ontem no Morumbi na semifinal da Copa do Brasil vimos um bom exemplo disso. O São Paulo Futebol Clube jogava uma partida bisonha contra o disciplinado Coritiba do treinador Marcelo Oliveira. Até os 30 minutos do primeiro tempo, o clube paranaense dominou todas as ações do jogo. O meio campo do tricolor não funcionou. Cícero estava patético em campo, Casemiro talvez por não estar acostumado a ver o Morumbi lotado e com a pressão de um jogo decisivo em suas costas literalmente “amarelou”.

O torcedor são paulino mais atento poderia jurar que Casemiro jogava “borrado” nas calças dada o peso que sentia dentro de campo. Parecia que o time coxa branca iria aprontar uma enorme decepção aos mais de quarenta mil torcedores presentes no estádio. Luis Fabiano, principal estrela tricolor no ataque não conseguia marcar seus gols. Furava bolas incríveis e cabeceava tragicamente nas traves malditas do arqueiro coritibano Vanderlei.  Parecia estar contaminado pela “síndrome de David”.

Quase nada funcionava na engrenagem montada pelo “professor” Leão. Quase..

O torcedor que é acostumado a ver futebol sempre escuta dizer que é na hora do aperto que o craque aparece. Ele é o chamado“cara”, o sujeito que não tem medo quando a bola vai aos seus pés num momento difícil. Pois é.

Quase na metade do primeiro tempo o time são paulino descobriu Lucas na ponta direita e o garoto colocou fogo no jogo com arrancadas rápidas e dribles desconcertantes. O panorama da peleja havia mudado. O Coritiba já não ousava atacar mais a retaguarda paulista como antes. Havia alguém com quem se preocupar.

Todo o time tricolor parecia atuar com chuteiras de chumbo, menos Lucas. O garoto chamou a responsabilidade para si. Não se omitiu, tomou porrada, correu, procurou o gol e deu dois passes milimétricos desperdiçados por Luis Fabiano. Para piorar o pavoroso zagueiro Paulo Miranda cometeu uma falta estúpida e foi expulso deixando o São Paulo com um jogador a menos. Logo em seguida, o Coritiba mandou uma bola no travessão. Um empate àquela altura já era lucro para o São Paulo.

Mas Lucas era um oásis no mar de mediocridade são paulino. O camisa sete não desistiu e numa jogada magistral driblou a retaguarda coritibana invadiu a área adversária e deu um toque que entrou no canto do arqueiro coxa branca quase no final do jogo. O Morumbi explodiu. O tricolor paulista mesmo com um atleta a menos vencia o jogo, graças a grande noite de um jogador que antes era até contestado por alguns, como Raí, Dario Pereira e Careca foram.

Assim nascem os craques, não em propagandas de televisão ou dançinhas afetadas. O bom jogador se molda com sangue, suor, técnica e entrega dentro de campo. Ainda é cedo para chamar Lucas de craque? Talvez.

Mas se você torcedor ver o camisa sete se consagrar com a camisa da seleção e ser eleito o melhor do mundo no futuro se lembre do jogo de ontem. Poderá ter sido o dia em que mais um craque se formou no futebol brasileiro.

OS ACOMODADOS QUE MUDEM

14/06/2012

Por muito tempo ouvi falar que a torcida do São Paulo era relaxada, acomodada e que só comparecia ao estádio na final. Sempre que alguém vinha com esse argumento eu rebatia e demonstrava as dificuldades que o torcedor tricolor tinha ao chegar ao seu próprio estádio.

Porém meus conceitos mudaram com o passar do tempo. Ao ver os comentários da postagem do blogueiro Daniel Perrone sobre a partida semifinal da Copa do Brasil contra o Coritiba, meus temores se confirmaram. A torcida do São Paulo é mesmo acomodada e precisa mudar muito o seu comportamento se quiser ajudar o time.

As justificativas esfarrapadas do torcedor tricolor são sempre as mesmas. Estacionamentos caros, flanelinhas, dificuldades de comprar ingressos, saída tardia do emprego e da faculdade, o cachorro precisa passear…etc.

Ok, não vamos negar que os problemas entorno do Morumbi existem. Não há um estacionamento adequado na região. Quando o estádio são paulino foi construído os dirigentes da época não puderam prever que a cidade cresceria tanto e que tivéssemos mais tarde uma frota monstruosa de veículos.

Hoje vemos terrenos clandestinos e “estacionamentos” perto do estádio que cobram às vezes o triplo do que o torcedor paga no ingresso. No shopping Butantã existe um espaço destinado a carros em dias de jogos no Morumbi em que o torcedor é literalmente assaltado. Eles cobram de R$ 50,00 a R$ 100 reais na maior cara de pau e com a vista grossa de nossas autoridades municipais. Não sei como funciona a autorização de estacionamentos na capital, mas é nítido e claro que essa cobrança é ilegal e fere o estatuto do consumidor.

Mas o Brasil é o país dos abutres. Onde há a oportunidade sempre tem um canalha oportunista para lhe cobrar algo indevido quando não há saída. As ruas são públicas e o cidadão tem o direito de estacionar seu carro onde quiser sem pagar nada a ninguém, mas são usurpados desse direito por criminosos vagabundos, fichados na policia e que ameaçam riscar seu carro se você não lhe der cinquenta reais.

Isso para mim é crime além de ferir o seu direito constitucional de ir e vir. Mas voltemos ao ponto central dessa postagem.

Apesar de todos esses problemas e a falta de iniciativa de governantes bunda moles na conclusão das obras da estação São Paulo-Morumbi na linha amarela, é inadmissível que o torcedor são paulino não vá a casa tricolor hoje com a desculpa de que “ o time não é bom” ou “ a Copa do Brasil é um torneio fraco porque bom mesmo é a Libertadores”.

Sinto informar a esse torcedor, mas nem sempre o São Paulo FC poderá contar com um super time para que vossa senhoria seja honrado e resolva no auge de sua beleza sentar na arquibancada do Morumbi. Se dependêssemos desse tipo de torcedor Tecão, Bezerra, Antenor e Chicão jamais teriam sido campeões brasileiros em 1977.

Tampouco o tricolor poderá frequentar a Taça Libertadores da América todos os anos pois temos outros times grandes no Brasil, que as vezes formam equipes melhores que a do tricolor. As coisas são assim pois a vida é cíclica

O que faz um clube ser grande não é a capacidade de formar “super times” e sim a paixão de sua torcida. Quando esse ardor arrefece o clube sente essa indiferença e segue o mesmo ritmo.

A Copa do Brasil é um torneio nacional importante no calendário brasileiro. O vencedor além de ganhar a taça assegura uma vaga para a Taça Libertadores, justamente o torneio que o são paulino diz mais gostar. Com o agravante no caso que o tricolor NUNCA venceu a competição, sendo o único clube grande do estado na “fila” por esse torneio.

Isso é motivo o suficiente para lotar o Morumbi independente das dificuldades, pois jogos decisivos desse naipe serão raros. Não quer pagar o estacionamento? Vá de ônibus ou metrô. Com certeza desembolsará menos de seu precioso dinheiro . O jogo começa as 21 horas. Dá tempo para voltar pra casa.

Tem dificuldades para comprar o ingresso? Existe uma coisa chamada internet. Você nem precisa passar pela bilheteria.

Está muito frio? Veste uma jaqueta ou casaco.

Não gosta do Juvenal Juvêncio? Eu também, mas não torço por ele e sim pelo São Paulo Futebol Clube.

O jogo vai passar na TV? O time precisa ouvir seu grito dentro de campo e não numa saleta fechada em que só a tua mãe ou esposa vai ter que te aguentar. Deixe elas verem “Avenida Brasil” em paz ou as levem junto para o Morumba.

Em suma não existe justificativa pro torcedor são paulino não ir ao estádio hoje.

A situação é a seguinte caro torcedor do mais querido. Crie vergonha na cara e tira a bunda da cadeira. Mudem de postura porque torcer não é apenas apoiar o time quando ele está no auge, mas sim nos momentos difíceis e complicados também.

Racionalizar muito à vezes atrapalha e futebol é paixão.

Afinal amor não se justifica, apenas se sente.

PAULADA NA “CACILDAS”

24/05/2012

Luis Fabiano comemora: cadê a crise?

Apesar de todas as últimas notícias negativas e polêmicas criadas por blogueiros e pseudo jornalistas mal intencionados, o São Paulo conseguiu se classificar para as semifinais da Copa do Brasil e vai enfrentar o bom time do Coritiba na próxima fase.

Se alguém dentro ou fora do Morumbi quis implantar  a tal “crise” com uma possível eliminação do São Paulo na competição, se deu mal. O tricolor esteve longe de jogar um bom futebol. Repetiu até alguns erros da “pane” contra o Botafogo pelo campeonato brasileiro, mas o time de Leão fez o dever de casa e arrancou em empate contra o fraco Goiás, que pela série B tomou uma sapecada do América do Rio Grande do Norte por 5 x 2 no último fim de semana.

Sim, acreditem. O São Paulo passou sufoco pelo fraco Goiás, que conseguiu marcar o seu gol ao fazer uma pressão monstro e ganhar o meio campo são paulino. Com a sonolência da meia cancha paulista, o time verde e branco não tardou a marcar o seu gol com Ricardo Goulart. Mas a alegria dos esmeraldinos que vestiam a bandeira de seu estado durou pouco. O são paulino Jadson fez uma boa jogada na entrada da área e empatou num belo petardo. Golaço.

Com a bola no fundo de suas redes, o time da casa recebeu uma ducha de água gelada. Com o critério de gol fora, o Goiás teria que marcar mais três gols, já que perdeu por 2 x 0 na primeira partida no Morumbi. A partir daí o jogo virou um mero amistoso. O São Paulo apesar de seus erros se tranquilizou e a vontade dos goianos esmoreceu. O tricolor bandeirante atuou com tranquilidade e até fez mais um gol com Bruno Cortez, o primeiro dele com a camisa são paulina e despachou de vez qualquer chance do time da casa eliminá-lo. Nem o tento de falta do lateral Egídio tomado numa desviada da barreira ameaçou a classificação são paulina.

A tal chamada “crise” tão decantada em prosa e verso pelos veículos de comunicação ainda não aconteceu. Talvez seja um mero alarme falso. Cuca? Continua no Atlético Mineiro. Inclusive ele foi campeão estadual há poucas semanas e não se tem notícias que o Alexandre Kalil o tenha demitido.

Dunga? Ao que parece o ex-técnico da seleção brasileira quer recomeçar a sua carreira na Europa. Mais precisamente na Fiorentina. E o São Paulo? Vai muito bem obrigado. Semifinalista nas duas competições que disputou até agora. Ou seja, o tricolor ficou no mínimo entre os quatro primeiros. Para super clubes com elencos biliardários como Barcelona e Real Madrid pode não ser muito, mas para um time em formação como o São Paulo é uma ótima notícia.

Erros aconteceram. O time está ainda longe de seu potencial, mas dá para melhorar e muito sem zunido no ouvido ou boatos implantados. Claro que a responsabilidade dessa “crise” não é de 100% da imprensa. Juvenal Juvêncio, Leco e Adalberto Batista fazem uma força danada para que os urubus de plantão do jornalismo façam a festa, mas o pessoal exagerou no teclado com as boatarias nessa semana. Isso foi notório. Só não enxerga quem não quer.

No entanto não é jornalista que entra em campo ou chuta uma bola. Muito menos arma um esquema tático. O São Paulo não ligou para as “Cacildas” de aluguel e seguiu em frente para o bem do futebol.

Agora o tricolor enfrenta o Coritiba, tricampeão paranaense e vice campeão da Copa do Brasil no ano passado. Um time consistente treinado pelo bom técnico Marcelo Oliveira. Uma pedreira que pode atrapalhar o São Paulo na busca do título inédito de campeão da Copa do Brasil.

Quanto as “Cacildas”… Bem….

Ficaram chupando o dedo.

 

 

PODER ABSOLUTO

04/05/2012

Já diz o ditado que o “poder absoluto corrompe absolutamente”. A história nos mostrou que pessoas que se julgam acima do bem e do mal causaram as maiores catástrofes da humanidade.  Tarquínio, Sula, Nero, Átila, Hitler, Mao, Pol Pot, Pinochet, Milosevic… a lista é longa. Seus atos justificam as palavras escritas na primeira frase.

Dentro do microcosmo do futebol brasileiro temos outros grandes exemplos. Quem não se lembra de cartolas que por anos se perpetuaram no poder e no final deixaram os seus clubes na pindaíba? Bom, não vamos relembrar deles no momento, mas apenas falar de um que nasceu na cidade interiorana de Santa Rosa do Viterbo: Juvenal Juvêncio.

A última grande idéia do dirigente são paulino foi a de sacar o zagueiro Paulo Miranda há poucas horas do atleta atuar contra a Ponte Preta no estádio Moisés Lucarelli pela Copa do Brasil, competição que o tricolor do Morumbi nunca venceu ( o único grande do estado bandeirante que nunca faturou a competição).

Genial!

Uma atitude digna de arrancar aplausos e lágrimas tamanha a ousadia,  esperteza e a grande capacidade do cartola tricolor de ver futebol.

Sensacional. Quer dizer que depois de uma eliminação para o Santos  a culpa e a responsabilidade é de apenas de Paulo Miranda.

Pois é. Ele não conseguiu marcar o “medíocre e perna de pau” Neymar. Como se Lucas não tivesse pipocado mais uma vez em um jogo decisivo, Denis ter tomado um frango e Jadson não ter jogado nada.

Agora vem a pergunta. Quem no ano passado contratou o zagueiro agora responsabilizado pelas tragédias do tricolor? Pois é pessoal! Foi o Juvenal! E ele encheu a boca para dizer que estava contratando um belo reforço!

Ué! Ele não presta mais? Descobriu isso agora?

Mas o tal do Juju não entendia de futebol? Pelo jeito está caduco.

Jadson, um atleta que custou  uma fortuna  também não compareceu em campo na quarta-feira. Curioso, pelo fato do meio campista ser um dos jogadores mais caros e aclamados pelo presidente são paulino na sua contratação e que por causa de uma derrota para o Santos, perfeitamente normal pelas circustâncias da partida ser responsabilizado dessa maneira.

O resultado dessa merda toda? O time sentiu o baque  e o esquema tático de Leão teve que ser alterado e o time só não foi goleado pela Ponte Preta porque Denis pegou até o mosquito da dengue. Já pensaram se tivessem tirado o goleiro também?

O São Paulo estava no caminho certo como foi dito em postagens anteriores. A estrutura do time estava em construção e uma derrota para o atual  campeão da Libertadores e bicampeão paulista não pode ter como resultado uma autêntica “caça às bruxas”.

O tricolor jogava bem e contra o Santos não deu vexame, mas o craque do peixe  arrebentou no jogo. Não tinha um gênio do lado são paulino e a derrota foi normal. Simples.

Mas lá vem Juvenal, que se julga dono do clube e  com a total aprovação dos conselheiros e diretores “cumpadis”  interfe de maneira cafajeste no  trabalho do Leão. Os 12 jogos invictos do tricolor? Não valeram nada.

Um desastre. Mas não é esse o único exemplo da adminstração inoperante do chefão são paulino.

O programa sócio torcedor tinha 30 mil torcedores e  caiu vertiginosamente pela metade. O site está abandonado e desatualizado. Uma vergonha para um time que tem a terceira maior torcida do Brasil.

Patrocínio master? Nem pensar. Juvenal contratou até o Roberto Justus, mas até agora nada de concreto.

Mas a última é de doer o coração. A justiça autorizou a entrada da polícia no Morumbi para procurar a malfadada “Taça das Bolinhas”. É o fim da picada. Por causa da falta de ética de Juvenal Juvêncio a sede social pode ser invadida pelas autoridades. Situação vexatória para um time das glórias do São Paulo Futebol Clube. Nem nos piores momentos de Bastos Neto e Paulo Amaral se viu coisa igual.

Muitos torcedores irão discordar dessa coluna. Irão dizer que o patrimônio líquido do clube aumentou, que vai ter cobertura no Morumbi, que Cotia é um exemplo para os clubes do Brasil, etc.

Mas um clube não é moldado apenas pelo quanto tem em sua caixa registradora, mas sim pela alma de sua torcida.

Juvenal é um dirigente que pouco se lixa para a opinião dos torcedores e que tomou medidas absurdas nos últimos anos.

Teremos que aguentar esse cidadão até Abril de 2014. Isso se os conselheiros vitalícios não quiserem estender o mandato dele mais uma vez.

Talvez a solução não seja tirar Paulo Miranda e Jadson e sim substituir o presidente do São Paulo.

Porque o atual já passou do prazo de validade e já faz algum tempo.

QUE COISA FEIA!

08/03/2012

O São Paulo venceu o Independente de Tucuruí por 1 x 0 em sua estréia pela Copa do Brasil.

Um resultado decepcionante não pela vitória bulímica, mas pelo sonolento futebol apresentado. O que se viu no estádio do Mangueirão foi um show de horrores. Passes errados, falta de criatividade do meio campo, o individualismo seboso de Lucas e as já tradicionais falhas da defesa.

Não fosse o erro catastrófico de arbitragem o clube paraense poderia ter tido melhor sorte.

Desde a derrota no clássico para o Corinthians se percebe que o tricolor é uma equipe irregular. Talvez a mais inconstante e mais fraca dos quatro grandes clubes paulistas atualmente.

O time está em formação e tem vários atletas no estaleiro, mas se percebe uma letargia incômoda no elenco. O São Paulo ainda não engrenou este ano e nem fez uma grande apresentação. Vencer times modestos no campeonato paulista não é parâmetro hoje em dia. A invencibilidade dos grandes no torneio regional bandeirante fala por si.

Na terceira partida que interessava ao clube esse ano mais uma apresentação sofrível. É louvável a vontade dos atletas paraenses em jogar a partida de suas vidas e dar o sangue em campo. Mas é inadmissível que um clube como o tricolor paulista, que tem o quíntuplo do orçamento de seu adversário realize uma partida tão medonha e pueril.

Enfim, o Sampa vai ter que melhorar muito se quiser ver a cor do troféu da Copa do Brasil pela primeira vez em sua história. Por enquanto a esquadra de Leão não convence nem o mais fanático e apaixonado torcedor.

O “MIGUÉ”

06/12/2011

A CBF muda o calendário: decisão absolutista

A CBF mudou a Copa do Brasil em 2013.

Para que até os times que participam da Taça Libertadores entrem no torneio, a competição foi estendida até o final do ano. Por incrível que pareça muita gente e os mesmos jornalistas “baba ovos” de sempre gostaram da ídéia.  Acham que o calendário nacional vai mudar para “melhor”.

Vamos analisar o seguinte: Como isso vai melhorar se três competições (Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul Americana) serão disputadas ao mesmo tempo?

Quais serão os critérios de classificação para o torneio sul-americano? E os clubes grandes que não conseguirem se classificar para a Libertadores vão gostar de ver seus rivais na moleza já classificados para as oitavas de final? Que legal hein? O Grêmio disputar o rala e rola desde o inicio viajando para partes distantes do país e depois verá seu arqui-rival na moleza porque se classificou para a Libertadores. Santa falta de critério Batman.

Dizem que Ricardo Teixeira inventou esse lance porque o Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores este ano e só pode disputar o campeonato paulista durante quase todo o primeiro semestre.

Oras, que culpa tem os outros clubes que o time paulista perdeu para o XV de Piracicaba da Colômbia? Por causa disso vão bagunçar o calendário brasileiro de novo? Vão se danar.

Por que a CBF não conversa com a Conmebol e muda o calendário da Copa Sul Americana junto com a Libertadores? Na Europa a Champions League é disputada paralelamente com a Liga Europa e não se tem notícias que uma competição atrapalha a outra. Em outros tempos, existiam até três torneios (Copa UEFA, Recopa, Copa dos Campeões) e todas tinham sucesso e prestígio.

Mas como foi bem noticiado nas mídias sociais, a Globo perdeu os direito da Libertadores e Sul Americana para o canal Fox (pelo menos lá fora eles não conseguem ter monopólio). Ou seja, a grade de programação dos jogos da quarta ficariam vazias.

Nada como um Ricardo Teixeira para colocar uma Copa do Brasil até o final do ano e preencher essa lacuna não?

Mas para os clubes brasileiros, estas mudanças não terão a menor graça e nem o grande benefício dito por muitos por aí. Essa alteração é uma autêntica merda, porque apresenta desigualdades, beneficia poucos em detrimento de muitos e bagunça novamente todo o calendário brasileiro.

Não se surpreendam que os mesmos que exaltaram essa mudança chula serão os mesmos que vão descer a lenha no torneio mais tarde. Mas a CBF é assim. Toma medidas sem consultar os clubes e as federações internacionais. São decisões de um rei absolutista. Um autêntico “migué” furado e que vai trazer mais confusão do que alguma vantagem.

Quer mudar legal? Bastaria colocar a Sul Americana junto com a Libertadores e a Copa do Brasil no segundo semestre com todos os clubes grandes. Mas a cartolada gosta de complicar.

Mas por enquanto, os dirigentes submissos e os bobos da corte continuarão a fazer vista grossa, bater palmas e chacoalhar os colares. O futebol brasileiro hoje é uma monarquia de terceira categoria.