Archive for the ‘Copa 2014’ Category

A COPA DA AMÉRICA

27/06/2014

 

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brasileiros e argentinos: Deus queira que eles encerrem a Copa no dia 13 de Junho

Antes de tudo quero me desculpar aos leitores do blog por minha ausência. O meu trabalho e vida pessoal andam meio atribulados. Não estou tendo muito tempo para escrever no blog. Nem pude acompanhar a Copa muito bem devido a estes fatos, mas não poderia deixar de dar um pitaco sobre o vigésimo mundial de futebol.

A Copa do Mundo no Brasil foi surpreendente. Por enquanto o melhor torneio dos últimos 20 anos. Uma grande média de gols, público recorde e times ofensivos. Devido a todos os problemas de estádios  superfaturados e atrasos das obras de mobilidade e na organização do Mundial se esperava o pior, mas não foi o que aconteceu, pelo menos dentro de campo.

A Copa também mostrou uma nova faceta do nobre esporte bretão para o mundo. Finalmente o resto do planeta viu o porque do continente americano ser um dos maiores quando se trata de bola no pé.

Quem diria, a nobre América é a principal protagonista desse mundial.

Ninguém em sã consciência imaginaria um Mineirão abarrotado de camisas amarelas que não fosse o da torcida brasileira, mas ledo engano as vestimentas pertenciam aos fãs da Colômbia que transformaram o estádio mineiro num El Campím.

Mesma coisa se pode dizer do Maracanã com as torcidas chilena e argentina que abarrotaram com suas cores o principal estádio deste mundial nas partidas de suas seleções e que em alto e bom espanhol incentivaram os seus times com seus cantos e rimas antes somente presentes em La Bombonera., Monumental de Nunez e no estádio nacional de Santiago.

 

A torcida mexicana com sua alegria característica foi capaz de ofuscar os gritos da torcida brasileira em Fortaleza e literalmente tomarem a Arena de Recife como sua. Algo que nunca foi visto em nenhum mundial realizado no continente.

Mais surpreendente ainda é ver os norte americanos pararem para ver jogos da Copa do Mundo, torcendo fervorosamente pela sua equipe exatamente igual a nós brasileiros. Até mesmo o presidente do Estados Unidos Barack Obama vê o Mundial de “soccer” como um exemplo de união de sua nação. Quando imaginaríamos que isso iria acontecer um dia num país que tem uma bola oval como principal esporte? O futebol cresce por lá e se torna uma força. Daqui há alguns anos os Estados Unidos não serão mais meros coadjuvantes e sim protagonistas com a bola no pé.

 

americanos comemoram a classificação: o "soccer" ganha fãs

americanos comemoram a classificação: o “soccer” ganha fãs

Força de toda a América do Sul, Central e do Norte representada pelos seus times. Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai, Costa Rica, Argentina e Estados Unidos classificados para as oitavas despachando europeus favoritos como Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal. Nunca tanto países da América haviam tido tantos times na segunda fase de uma Copa. Tanto que teremos dois duelos sul-americanos nas oitavas e outro nas quartas. Quem sabe uma final entre essas equipes. O que seria absolutamente inesquecível e fenomenal para o futebol.

Por isso essa não é apenas a Copa do Mundo do Brasil. É uma Copa da América. É um mundial do continente achado por Colombo e que mostra para velha Europa uma velha frase dita em diversos estádios. “Si, se puede”! O futebol moderno pode ter sido criado no velho continente. Ele pode ter os melhores e mais milionários times. Os torneios mais caros e mais badalados, mas perdoem os fãs da escola europeia, nós americanos temos muito mais ardor, alegria e paixão.

 

 

 

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JOSEPH BLATTER VAI PÓ CARALHO!

23/11/2013

 

Parece ser fake, mas mesmo assim foi a narração do ano.

 

ESQUIZOFRENIA

25/04/2013
Vargas marca um golaço:vaias no Mineirão

Vargas marca um golaço:vaias no Mineirão

O que faz um torcedor sair de sua casa para ver um jogo da seleção brasileira reserva?

Sim, porque é mais do que óbvio de que nem metade do time que empatou ontem com o Chile  será titular em Junho de 2014 na Copa que será realizada aqui.

Além disso, é consenso de que o Brasil comandado por Parreira e Felipão dificilmente fará partidas espetaculares nos gramados dado o pragmatismo que ambos os treinadores seguiram em suas carreiras.

O torcedor brasileiro é movido pela falsa ilusão do que a camisa canarinho ainda representa. A seleção não dá mais show e  não realiza mais espetáculos como em 1958, 1962, 1970 ou 82. A mística prevalece, mas a verdade hoje em dia é bem diferente.

Distante da realidade futebol brasileiro ela vaia incansavelmente a equipe canarinho. Grita “olé” quando o adversário está com a bola e chama a principal joia brasileira dos últimos tempos de “pipoqueiro”, sendo que o mesmo cobrou um escanteio preciso para o primeiro gol de Réver e  marcou os segundo depois de uma bela troca de passes entre Jadson e Alexandre Pato.

Uma injustiça. Não se pode colocar toda a carga de responsabilidade de uma Copa do Mundo num jovem de 21 anos. Neymar tem muito a evoluir, assim como o time brasileiro.

Me recuso a analisar uma partida amistosa marcada em cima da hora com um time B e que fez no máximo um único treino leve com jogadores totalmente focados nas disputas de seus clubes.

Mesmo assim, o torcedor brasileiro agiu com má-fé. Se tornou um chato de galocha. Um esquizofrenico de primeira linha. Uma multidão bipolar que exclama “sou brasileiro com muito orgulho e muito amor” num momento para soltar vaias escabrosas cinco minutos depois contra um time canarinho reserva e despretensioso. Uma torcida exigente demais com uma esquadra nitidamente desentrosada feita em cima da hora como num catadão de várzea.

Dou razão para o jornalista Flávio Prado da rádio Jovem Pan. O brasileiro não gosta de futebol,  ele adora “festinha”. Muitas famílias entraram na onda e pagaram ingresso esperando ver Mozart.

Assistiram a um baile funk. Ontem não teve festa ou goleada e nem poderia.

A verdadeira seleção brasileira só vai atuar realmente contra a Inglaterra no Maracanã e na Copa das Confederações. Com mais treinos e mais entrosamento poderemos saber quem é realmente o Brasil de Felipão 2.0. Uma seleção de verdade ou um amontoado de jogadores que vestem uma camisa verde e amarela.

CHUTE NO TRASEIRO DELE!

24/04/2013
Valcke beija Teixeira: sua adoração por monarcas e ditadores vem de longa data.

Valcke beija Teixeira: sua adoração por monarcas e ditadores vem de longa data.

“Vou dizer algo que é maluco, mas menos democracia às vezes é melhor para organizar uma Copa do Mundo. Quando há um chefe de estado forte, que pode decidir, assim como Putin poderá ser em 2018, é mais fácil para nós, organizadores, que um país como a Alemanha, onde é preciso negociar em diferentes níveis. A principal dificuldade que temos é quando entramos em um país onde a estrutura política é dividida, como no Brasil, em três níveis: federal, estadual e municipal. São pessoas diferentes, movimentos diferentes, interesses diferentes. É difícil organizar uma Copa nessas condições.”

Qualquer dirigente de futebol por mais que demonstre apreço por ditadores ( não é senhor Marin?), jamais falaria uma malignidade dessas, mas são bazófias nada surpreendentes quando se trata do boçal secretário-geral da Fifa Jérôme Valcke.

Sem dúvida fazer uma Copa do Mundo num país com uma ditadura velada como a Rússia (Free Pussy Riot!) e uma monarquia absolutista religiosa como o Catar é muito mais fácil.

Pouco importa que houve fortes acusações de compra de votos nesses países e que a Fifa nada tenha feito para investigá-las, muito pelo contrário. Até mesmo uma funcionária contratada pela federação e que fazia parte de um comitê anticorrupção abandonou o barco segundo ela, por falta de apoio e sabotagem da própria entidade.

Mas para quem foi amigo do peito de Ricardo Teixeira a frase é até explicável.

Valcke diz isso porque em ditaduras deve ser mais fácil desalojar pessoas, derrubar escolas e destruir a história de um país por causa de um mísero estacionamento. Não há compromisso com o público e nem se deve dar satisfação à toda sociedade civil. Cláusula plena de todo país livre.

Por suposto, concluímos que o Brasil ainda não é um mar de democracia tanto apregoado pois fez tudo isso e muito mais barbaridades para fazer as Arenas multiuso de que tão iguais, são estupidamente desinteressantes como o próprio fanfarrão francês.

Talvez não seja difícil organizar uma Copa em países democráticos. Complicado é realizá-la com pessoas  como “Monsieur” Valcke. Que o diga a Mastercard, que confiou nele e foi vítima de armação do dirigente.

Nunca a Fifa foi tão repugnante como agora.

Sem dúvida é o cartola que merece um belo chute no traseiro.

MARACANÃ: ESCAMBO PÓS-MODERNO

16/04/2013
Maracanã: 100% de investimento público entregue de graça para a iniciativa privada

Maracanã: 100% de investimento público entregue de graça para a iniciativa privada

O ex-gigantesco Maracanã, palco da final da Copa 2014 é sem dúvida o estádio que mais gera polêmicas desde que foi escolhido para ser uma das sedes da competição da Fifa.

A sede da final do Mundial de 50 ser escolhida para uma nova decisão do mundial de seleções 64 anos depois era uma decisão óbvia. O Maraca sempre foi um dos maiores templos do futebol mundial, palco de partidas e times inesquecíveis.

A modernização do estádio para comportar as exigências absurdas da Fifa é um retrato fidedigno da grande balbúrdia governamental que infelizmente se alastra em nosso país.

Nós salientamos que não temos nada contra as chamadas “concessões”. Privatizar mesmo que veladamente um estádio de futebol é algo necessário pois o governo não tem capital suficiente para sustentar arenas colossais. O estado deve se preocupar com outros fatores como saúde, educação, etc.

Porém, o que se faz atualmente no Maracanã é um escândalo de proporções bíblicas. Um desrespeito ao cidadão brasileiro que paga metade do seu salário em impostos durante todos os anos.

Governantes como o sr. Sérgio Cabral Filho deveriam ser presos por tanta desonradez pública e cara de pau.

Não temos nada contra o capitalismo. Muito pelo contrário. Mas não devemos admitir em nenhuma hipótese esse disfarce, esse embuste, este falso capitalismo que o governador do Rio de Janeiro tenta nos enfiar goela abaixo.

Afinal de contas o que o sr. Eike Batista produz de efetivo? Ele construiu algo sem ajuda governamental como a Microsoft? A Apple? A General Motors?

No Brasil empresário bem sucedido virou sinônimo daquele que consegue benesses governamentais e não produz nem 50% do que diz ter. Disfarça e incendeia números escandalosamente. Mas a matemática é exata e cruel. Hoje vemos que o Sr. Eike não figura nem entre os 20 primeiros mais ricos do mundo. A lógica é cruel. Produção = lucro. Disfarce e ostentação = prejuízo.

Se a Odebretch e a IMX realmente fossem capitalistas elas gastariam boa parte do seu dinheiro na reconstrução do Maracanã. Formariam uma real parceria público-privada com seu patrimônio financeiro envolvido. Teriam todo o direito de empresariar o estádio, como será feito inclusive na Arena do Grêmio e do Palmeiras.

Mas o que essas empresinhas fazem? Esperam o governo estadual investir quase 1 bilhão de reais do NOSSO dinheiro no Maracanã para depois da mão grande vencerem uma licitação praticamente casada e faturar uma grana alta sem ter investido em absolutamente nada.

Pois é amigos. Esse é o conceito de “falso capitalismo”. Muitas empresas vivem de mamar nas tetas governamentais e não investem em praticamente nada. Querem ganhar muito e gastar pouco. Um grande negócio. Em países como o Brasil a festa é garantida. Em qualquer nação decente do planeta essa “licitação” seria considerada um crime federal, mas não vivemos num país realmente democrático. Os pusilânimes governantes fazem o que querem. Agradam os seus compadres e financiadores eleitorais.

513 anos se passaram e os índios continuam a serem expulsos de suas moradias. De Cabral a Cabral ,a pérfida simbiose entre governantes e “empresários” chegados continua. Quem perde é a população que assiste estupefata uma escola e um parque aquático serem demolidos para que o carro de uma autoridade velhaca e peidorreira da Fifa entre no estádio sem ser incomodada. Um escambo pós-moderno.

O Maracanã nunca precisou de estacionamentos. Já discutimos aqui a mobilidade urbana dos estádios. Mas Cabral e companhia atendem a todas as exigências dos velhinhos da federação internacional. Se ajoelham para os poderosos e mostram a bunda para os oprimidos.

Independente de como será a Copa de 2014 a mácula da construção dos estádios brasileiros está consolidada. O legado para o Brasil é triste. O Maracanã lindo e reformado pela segunda vez em menos de 10 anos é um firme e bisonho exemplo de que os brasileiros ainda tem muito o que aprender quando socam o maldito dedo na urna eletrônica.

O Maraca é nosso, apenas no custo. A alegria no final ficará por conta deles.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

07/02/2013
Rooney comemora: o Brasil perde em Wembley

Rooney comemora: o Brasil perde em Wembley

 

 

O Brasil perdeu para a Inglaterra por 2 x 1 na reestreia de Luis Felipe Scolari como treinador em New Wembley.

O time canarinho com um novo técnico, desentrosado e com apenas um treino não teria condições de impor seu ritmo contra a boa equipe inglesa já ajustada. Mas apesar desse fato ser considerado um atenuante, o torcedor brasileiro ficou preocupado com algumas considerações..

1 – A falta de um meio campo criativo na seleção. Ramires e Paulinho ficaram presos na marcação inglesa. Oscar também estava com a sintonia defeituosa e preso no lado direito, apesar de boas jogadas. Neymar, Luis Fabiano e Fred ficaram isolados na frente.

2- Ronaldinho Gaúcho não atua bem pela seleção desde 2005. Dunga, Mano Menezes e agora Felipão deram oitocentas chances a ele e seu grande futebol do passado não reapareceu. Apesar da experiência em Copas ser válida é temeroso que um atleta de ponta tenha perdido a vontade e a capacidade de transformar uma partida. O desentrosamento do time ajudou é verdade, mas o pênalti perdido pelo camisa 10 da seleção mostra que o mesmo ainda não se recuperou totalmente de sua má fase.

3 – Neymar por enquanto é um coadjuvante na seleção brasileira. Atuando pelo Brasil o atacante jamais repetiu as grandes atuações que teve pelo Santos. Nunca chegou ao nível de desequilibrar uma partida, apesar de ter feito muitos gols na era Mano Menezes. Ontem o atleta santista teve novamente uma participação apagada. Muitos torcedores já tem dúvidas se Neymar merece uma grande badalação em torno de seu nome, já que ele coleciona fracassos como a perda da Copa América e das Olimpíadas. Mas a pressão da torcida e da imprensa nesse caso é exagerada. O jogador tem somente 21 anos. Tem muito a aprender. Todo o peso do mundo e a responsabilidade de um título não pode ser colocado somente em cima dele. Principalmente numa seleção brasileira onde só os melhores atuam. Sim, por enquanto Neymar é um “craque de clube”, mas lembremos que Messi não fez nenhum gol na Copa do Mundo passada e ainda perdeu um título sul americano em casa. Muita água ainda vai rolar.

4 – Foi surreal ver Theo Walcott transformar o lateral Adriano num mero “João” com seus dribles na ponta direita. Nos 30 anos da morte de Garrincha jamais poderíamos pensar que a Inglaterra fosse impor um jogo mais técnico e bonito do que a seleção brasileira. Os ingleses fizeram tabelas e lançamentos precisos. Gerard colocava a bola no pé de seus companheiros a vários metros de distância e o Brasil assitia a tudo como uma esquadra capenga.

5 – Ao ver jogos como França x Alemanha , Suécia x Argentina e Espanha x Uruguai, constatamos que existe uma enorme diferença de entrosamento dessas seleções em relação ao Brasil. Óbvio que eles estão há mais tempo atuando em virtude das eliminatórias. Mas é impressionante ver o nível técnico dos times europeus. É temerário que estejamos a 1 ano do Mundial e que o Brasil tenha que recomeçar do zero em relação a essas equipes.

6 – Ainda é cedo para malhar o time canarinho. Pelo menos agora o Brasil não fará mais partidas inúteis contra times como o Gabão para enganar o torcedor. Os amistosos e a Copa das Confederações serão um belo panorama de como estará a seleção brasileira. O tempo é pouco, mas lembremos que em 2001 Felipão era o técnico. Havia perdido para Honduras e meses depois levou o Brasil ao seu quinto título mundial.

A NOVA “VELHA” SOLUÇÃO

30/11/2012
Scolari: a volta do comandante

Scolari: a volta do comandante

O suspense não durou muito tempo. Desde a demissão de Mano Meneses era batom na cueca que Luiz Felipe Scolari voltaria novamente à seleção brasileira. O anúncio previsto em Janeiro foi adiantado um mês.

Mas surpreendente foi a volta de Carlos Alberto Parreira para a coordenação técnica, o que dá a seleção um gosto de comida requentada. Algo que você já comeu, gostou mas depois de um tempo enjoou e guardou na geladeira.

Sim, Parreira é um treinador especial. Foi campeão do mundo sendo o técnico mais massacrado da história do futebol brasileiro em 1993 e teve uma dignidade imperial ao levantar a taça Fifa no estádio Rose Bowl sem qualquer tipo de revanchismo e afirmando “ela é de vocês”. Confesso que me emocionei com a cena. Parreira foi digno. Ganhou meu respeito como profissional depois daquilo.

Mas o tempo passou e novamente ele foi chamado para dirigir uma das melhores seleções que o Brasil já teve no papel em 2006. Fracassou, assim como todas as seleções estrangeiras que ele dirigiu em Copas do Mundo. Agora volta a CBF como coordenador técnico depois de dizer que estava aposentado definitivamente. Não dá para entender, mas ter um cara como ele na retaguarda foi uma senhora sacada.

No final a inovação de contratar Mano Menezes, que na verdade era para ter acontecido com Muricy, não deu resultado. Se apostou na nova “velha” solução.

Scolari apesar de quase ser uma unanimidade por conquistar o penta em 2002 já não é o mesmo treinador há tempos. Depois de comandar a seleção portuguesa ele enfrentou o boicote de jogadores do Chelsea e sumiu no Uzbequistão. Voltou para o Palmeiras, mais turrão e impaciente com a imprensa. Conquistou a Copa do Brasil, mas foi considerado um dos maiores responsáveis pelo segundo rebaixamento do clube. Não deixa de ser uma dura verdade.

No entanto numa Copa disputada em casa, não dá para abrir mão da experiência de Scolari. Ela será fundamental. No final vai acontecer o que todos nós já adivinhávamos. Os “cobras criadas” da Copa passada serão chamados junto com alguns jovens promissores para a Copa das Confederações e o Mundial de 2014. A situação será totalmente diferente da era Mano Menezes. Quem quiser jogar a Copa do Mundo terá de mostrar serviço. Acabou a farra e as partidas circenses itinerantes para empresários e agentes de técnicos faturarem uma grana com convocações absurdas. Terminou também a aporrinhação de vermos a intragável figura de Andrés Sanchez na CBF.

Fecharam o circo. A seleção voltou. Agora é pra valer.

FULECO: MAIS UMA CAGADA DA FIFA

26/11/2012

1. Fuleco

Fuleco é um apelido para o ânus.
O mesmo que cú.

Vai tomar no fuleco!
fuleco de bêbado não tem dono.
Quem tem fuleco tem medo
Passarinho que come pedra sabe o fuleco que tem.
fuleco não tem acento.

Vamos falar a verdade. Para essa escândalosa  Copa no Brasil, o nome do mascote é bem apropriado. Fora o simbolo do mundial que parece uma pessoa colocando a mão na cabeça de vergonha.

Brasil, o país da piada pronta!

REVOLUÇÃO

25/11/2012

Guardiola: um dos candidatos a vaga deixada por Mano

Os rumores de que Pepe Guardiola pode assumir a seleção brasileira são consistentes. O próprio treinador catalão já deu o sinal verde. Se Marin tiver boa vontade o ex-técnico do Barcelona pode ser o primeiro estrangeiro a dirigir a seleção brasileira em sua história em uma Copa do Mundo.

Antes, o Brasil já teve um estrangeiro no comando do escrete canarinho. Era Filpo Núñes , histórico técnico da primeira academia do Palmeiras. O time alviverde representou a seleção brasileira na vitória de 3 x 0 contra o Uruguai no Mineirão. Mas foi apenas uma partida. Nunca o Brasil teve um comandante “gringo” de forma contínua.

Muitos treinadores brasileiros vão chiar e torcer o nariz se Guardiola for escolhido, mas a pergunta que muitos torcedores fazem é… por que não?

A vinda do ex-técnico do Barcelona seria uma verdadeira revolução no futebol brasileiro infestado de treinadores retranqueiros e covardes taticamente.

Muricy, Tite, Dunga, Mano Menezes, Abel, Celso Roth são exemplos de técnicos que vencem baseados nos resultados. Não priorizam o toque de bola e a tática ofensiva. Luis Felipe Scolari apesar de seu imenso carisma com os jogadores, também abusa do estilo defensivo. São crias da conquista de Parreira em 1994. O que eles poderiam acrescentar hoje dirigindo a seleção brasileira?

Absolutamente nada.

Luxemburgo é um dos únicos comandantes que podemos considerar “da clássica  escola brasileira”, mas seus problemas extra campo extrapolam e atrapalham uma possível escolha dele como técnico do Brasil.  A experiência dele em 2000 não trás boas lembranças ao torcedor.

Desde 1982 o futebol brasileiro passou por uma transformação. A derrota para a Itália na Copa da Espanha foi um marco e serviu como bode expiatório carimbando a falsa teoria  de que “futebol bonito não vence”. Desde lá,  os treinadores brasucas começaram a mudar seus conceitos já com o próprio Telê Santana em 1986 que colocou Alemão e Elzo de volantes titulares priorizando o meio campo. O Mundial da Itália foi o auge do besteirol futebolístico brasileiro com a seleção de Lazaroni fazendo feio na Copa de 1990 com seus falsos líberos.

A conquista de Parreira em 1994 serviu como uma ufanista justificativa de que teríamos de jogar feio para vencer uma Copa do Mundo. Os campos brasileiros começaram a se infestar de volantes de contenção e brucutus. Treinadores passaram a priorizar o aspecto defensivo e raras vezes vimos times encantarem o Brasil e jogar a nossa verdadeira escola em sua essência. São Paulo em 1992 e 1993, Palmeiras em 1994 e 1996, Corinthians de 1998 a 2000, Cruzeiro em 2003 e Santos em 2010 foram as exceções, mas para quem acompanha o futebol brasileiro desde a era de ouro no final dos anos cinquenta e começo dos anos setenta, não resta a menor dúvida que ele mudou para pior.

A possível chegada de Pepe Guardiola pode representar uma verdadeira revolução no futebol brasileiro. Seria uma recuperação de nossas principais características e que fizeram a seleção canarinho ser conhecida no mundo todo por sua beleza, ousadia, espetáculo e principalmente competitividade.

O Brasil voltaria a ser Brasil dentro de casa numa Copa do Mundo. Não há melhor cenário para que a equipe verde amarela recupere a paixão do seu torcedor tão calejada pelos seguidos desmandos da cartolagem brasileira.

A nossa escola foi desvirtuada por técnicos poltrões que tem Ferraris em suas mãos e as dirigiram como um carro de motor 1.0.

Guardiola pode devolver o futebol brasileiro em seu devido lugar. Retomar a nossa tão falada e vencedora escola. Seria uma contratação espetacular e um tiro certeiro da CBF.

Esperamos que esse sonho não seja uma mera especulação e se concretize.

PERDEU MANO!

23/11/2012

Mano Menezes: demitido

Hoje em reunião na alta cúpula da CBF na Federação Paulista de Futebol aconteceu uma verdadeira notícia bomba: Mano Menezes não é mais o técnico da seleção brasileira.

Por tudo o que o presidente Marin anunciava, Menezes estaria garantido até a final da Copa das Confederações no ano que vem. Após a partida contra a Argentina em La Bombonera, a CBF não quis pagar para ver. Apesar do título do medíocre “Superclássico das Américas” a entidade mandou o bilhete azul para o treinador.

Em 33 partidas as seleção de Mano venceu 21 partidas, empatou seis vezes e foi derrotada em apenas seis oportunidades. A seleção sob o seu comando dava sinais de bom futebol após uma boa estreia contra os Estados Unidos, mas o desempenho da seleção azedou com o passar dos jogos. Com Mano Menezes, o Brasil uma campanha bisonha na Copa América e não conseguiu quebrar a “maldição do ouro” nas Olimpíadas deste ano. Mesmo com um time melhor que o México, a equipe brasileira foi derrotada pela falta de conjunto.

Mano Menezes fez testes em demasia (chamou mais de 100 jogadores) e teve o azar de pegar a seleção brasileira numa entressafra. O conjunto e o tão falado “padrão de jogo” nunca aconteceu no time canarinho e nem poderia, dado o calendário absurdo que a CBF impõe a equipe pentacampeã do mundo a cada ano.

O treinador gaúcho está longe de ser um treinador medíocre. Muito pelo contrário. Provou o seu valor com títulos em clubes como o Grêmio e Corinthians, mas ainda falta cacife e bagagem para aguentar  a monstruosidade  de ser técnico de uma seleção brasileira. Mano falhou em montar uma equipe consistente e forte para 2014. A pressão no ano que vem e na Copa será avassaladora pois mais um fracasso em casa será um desastre para os cartolas da CBF. Mano havia perdido o rumo. Quis agradar todo mundo e acabou enfurecendo a maioria.

A seleção brasileira precisa de experiência e vigor. Felipão é o candidato número 1 ao cargo. Será surpreendente se vermos no comando nomes como Tite e Muricy, pois são tão retranqueiros e conservadores e inexperientes quanto Mano. Será como trocar seis por meia dúzia.

Scolari só não será treinador da seleção se não quiser. Mas em ano de Copa das Confederações e uma Copa do Mundo qual será o louco que recusará um desafio histórico desse porte?

A pífia era Mano Menezes terminou hoje e a esperança do Hexacampeonato mundial se renova.