Archive for the ‘Copa 2010’ Category

AMOR!

14/07/2010

Vejam vocês como as ruas de Montevideu ficaram depois que a seleção uruguaia, quarta colocada no Mundial chegou à capital. Ruas abarrotadas de gente e a recuperação de um orgulho que há muito tempo não sei via por lá. Como explicar isso?

Amor. Simplesmente amor.  O time uruguaio devolveu o orgulho para o seu povo jogando o seu futebol caracteristico. Sem invenções, sem convicções idiotas ou coerências de ocasião. Talvez por isso essa pequena nação, com uma população menor do que a cidade de São Paulo tenha recebido o seu time com tanto carinho e emoção.

Espero que em 2014 o Brasil nos devolva esse orgulho que foi esquecido por treinadores amantes do futebol chato e de estagiários que ao invés de treinar o time adequadamente preferiram brigar com jornalistas e mostrar toda a sua frustração rancorosa.

Que o rancor e o ódio sejam deixados de lado daqui a quatro anos. Que prevaleça a nossa arte, a nossa escola e a força de nosso povo, que anda adormecido perante as falcatruas de nossos  governantes. Que tenhamos mais amor por nós mesmos como uma grande nação.

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O MUNDO É DA FÚRIA!

13/07/2010

Espanha 1 x 0 Holanda

Casillas levanta a taça Fifa: Espanha campeã do mundo.

A Espanha com seu belo futebol é a melhor seleção do planeta. Depois de uma estreia desastrosa quando a equipe espanhola perdeu da Suíça por 1 x 0 a “Fúria Roja” retornou ao caminho das vitórias sempre jogando o seu belo futebol com passes precisos e posse de bola constante até o arremate final de seus atacantes. Mesmo com a sua maior estrela Fernando Torres jogando baleado, os espanhóis tinham um elenco de sobra para fazer uma campanha vitoriosa sem se esquecer do seu estilo de jogo que foi vitorioso com Luis Aragones na Euro 2008.

Depois de uma vitória espetacular contra a Alemanha nas semifinais, se esperava que a Espanha repetisse a façanha contra os esforçados e “pragmáticos” holandeses. De fato, durante os quinze minutos iniciais, a Fúria jogou o mesmo futebol clássico que a consagrou. Com toques precisos os holandeses foram envolvidos pelo meio campo espanhol e para frear o ímpeto de David Villa e seus companheiros os laranjas quiseram parar a Espanha na base da porrada.

Os meio campistas holandeses concentraram o jogo no meio campo e passaram a distribuir pontapés a torto e a direito. De Jong deu uma entrada criminosa em Xabi Alonso e merecia ser expulso mas ele contou com a benevolênciaa do árbitro inglês Howard Webb que deixou a pancadaria comer solta. Cada enxadada de Van Bommel era uma minhoca e a Espanha irritada com a dura e apelativa marcação dos Países Baixos resolveu entrar na onda e a bater igualmente. O jogo foi se tornando feio, duro e viril levando a crer que a disputa de terceiro lugar entre alemães e uruguaios se encaixaria melhor em uma final de Copa do Mundo.

De Jong acerta Xabi Alonso: A Holanda esqueceu de jogar futebol

No segundo tempo os ânimos continuaram exaltados. A Holanda que já jogava um futebol totalmente adverso as suas convicções futebolísticas lembrou muito o destempero da violenta partida contra Portugal em 2006. Se esqueceu completamente de jogar futebol e partiu literalmente para a ignorância. Quando conseguiu jogar um pouco de bola Sneidjer deixou Robben na cara do gol em duas oportunidades ambas defendidas magistralmente pelo arqueiro espanhol Casillas, o melhor goleiro da Copa e de fato o melhor goleiro do planeta na atualidade. Desculpe ao Júlio César, mas o que faltou ao arqueiro brasileiro na falha bisonha contra a Holanda sobrou no goleiro espanhol na final: boa colocação, experiência e sangue frio.

O jogo foi para a prorrogação e o treinador holandês Bert Van Marwijk fez a maior cagada de sua vida. Tirou De Jong e colocou o péssimo Van der Vaart. A dura marcação holandesa afrouxou e a Espanha passou a tomar conta do meio de campo e a organizar as jogadas. Sem Haitiga expulso no final da segunda etapa, a Holanda passou a assistir a Fúria jogar o seu jogo de toques e infiltrações constantes. O “bate e volta” da defesa laranja continuou até que Torres, passou para Fábregas que viu Iniesta livre. O meio campo espanhol bateu firme e fez praticamente um gol de “morte súbita”. Com poucos minutos para reagir a Holanda se desesperou e a Espanha tachada de “amarelona” por muitos anos por não ficar nem entre os quatro primeiros de um mundial desde 1950, finalmente conquista a sua primeira Copa do Mundo.

Iniesta : gol histórico

Um título mais do que merecido a uma seleção que ao contrário do Brasil, não abriu mão de sua principal característica em prol de uma conquista. O “futebol de resultados” foi o grande derrotado nessa Copa do Mundo. O Brasil que se esqueceu  de sua escola em troca de um futebol militarizado e coerente de seu treinador e repetiu a campanha da “festiva” seleção de 2006 caindo nas quartas-de-final. A Holanda que jogou um futebol duro e até certo ponto bocejante não conseguiu o seu tão almejado título mundial e mais uma vez foi vice campeã. Se em 1974 e 1978 caiu por jogar bonito, em 2010 foi derrotada por jogar um futebol eficiente, mas tosco. Azar o deles e sorte do futebol. Quem joga bonito também ganha para a tristeza dos treinadores adeptos do carrinho, do pivô, da falsa coerência e da covardia.

Viva a “La Roja”, campeã do mundo pela primeira vez na história.

BRAVA CELESTE, VIVA A ALEMANHA!

13/07/2010

Alemanha 3 x 2 Uruguai

Alemães celebram : segundo bronze seguido em Mundiais.

Ninguém daria 10 centavos para apostar que o Uruguai iria longe nessa Copa. Uma seleção que quase caiu na repescagem após um arriscado empate em 1 x 1 contra a Costa Rica no estádio Centenário veio para o Mundial com o rótulo de “seleção decadente” e com previsões sombrias na classificação no Grupo 1. No entanto a celeste cresceu depois do empate contra a França do bisonho Domenech.

Fez uma grande primeira fase e derrotou os donos da casa e o México. Nas oitavas passou pela Coréia do Sul e por Gana. Está certo, teve uma caminho bem mais fácil que seus irmãos sul americanos que trombaram com Holanda, Espanha e Alemanha.  Mas para uma nação que desde 1970 não chegava entre os quatro primeiros a façanha foi enorme. E o Uruguai resgatou o seu futebol e a sua velha “charrua” nessa Copa da África do Sul.

Nas semifinais um jogo digno apesar da derrota e na disputa de terceiro lugar, mais uma grande partida dos uruguaios que jogaram com raça e dedicação apesar de suas limitações técnicas. A Alemanha foi um pouco melhor e mesmo com uma equipe recheada de  alguns  reservas impôs o seu jogo ajudados pela volta  de Thomas Müller, uma das revelações dessa Copa do Mundo.  Schweinsteiger no meio de campo se revelou um monstro.

A sacada de Joachiw Low de tirá-lo do ataque para colocá-lo no meio campo foi uma de suas melhores idéias.  O jogo foi aberto com as suas equipes querendo a vitoria. Uma das melhores partidas do mundial e se não fosse o goleirinho Muslera,  a celeste não teria ficado em quarto lugar pela terceira vez em mundiais ( O Uruguai repetiu as colocações de 1954 e 1970).

A Alemanha repetiu os feitos de 1934, 1970 e 2006 e ficou com a medalha de bronze.  Os dois times provaram que poderiam perfeitamente terem feito a final, mas por detalhes e uma certa dose de inexperiência pesou contra na semi.  Mas ambas as seleções  saem de cabeça erguida e a certeza de que fizeram um ótimo mundial.

ESPANHA x HOLANDA – INIMIGAS HISTÓRICAS

09/07/2010

Apesar de Holanda e Espanha ser um confronto inédito em Copas do Mundo os dois países se conhessem muito bem, aliás, guerrearam entre si. Sim caros amigos saibam que os Países Baixos (pronúncia correta do país e não Holanda, que é uma região rica e influente ) obteve a sua independência depois de lutar uma guerra  de praticamente 80 anos contra os espanhóis.

E a coisa não foi uma simples guerrinha não. Foi uma disputa violenta e duradoura. Vejam mais no link do  Wikipedia.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Oitenta_Anos

É claro que no futebol todas essas questões são postas em segundo plano. Mas isso não deixa de ser mais um fator para apimentar a final de domingo.

ONDE ESTÁ A “AMARELONA”?

09/07/2010

Espanha 1 x 0 Alemanha

Neuer olha a bola no fundo da rede: a "Fúria" vai para a sua primeira final

A seleção espanhola conseguiu superar o forte contra ataque germânico e venceu a Alemanha por 1 x 0 no estádio de Durban. A “Fúria” repetiu o feito da final da Euro 2008 e pelo mesmo placar. Antes da partida se iniciar tudo indicava que a situação seria diferente. Afinal a Alemanha tinha um time renovado e rápido nos contra golpes. Algo que poderia deixar desesperados  os atletas espanhóis apreciadores do bom toque de bola e do domínio territorial.

Mas depois do apito do árbitro Viktor Kassai soou no estádio Moses Mabhida vimos exatamente uma repetição da final da Euro. A Espanha com o talento individual dos seus jogadores tocou a bola com talento e ficou o maior tempo com a posse de bola sem se desgarrar do meio campo e da defesa. Os alemães não tiveram outra alternativa a não ser olhar e marcar Xavi e Iniesta enquanto os mesmos dominavam a posse de bola e faziam o famoso “Panzer” alemão perder  a energia.

A aposta da Espanha foi alta e arriscada. O seu jogo é bonito de se ver mas o time é muito preciosista nas finalizações e seus atacantes demoram muito a chutar ao gol. Os alemães por pouco não colocaram água na Paeja espanhola quando Kroos ficou livre e Casillas defendeu o seu chute. O gol veio na hora certa com uma cabeçada certeira do criticado zagueiro Puyol que vem fazendo uma grande Copa até aqui.

A Alemanha então caiu na sua própria arapuca e teve que dar o seu contra ataque aos espanhoís que só não aumentaram o placar graças ao egoísmo do garoto Pedro que não deu a bola para Fernando Torres na entrada da área. A vitória da Espanha, apesar da contagem mínima foi a demosntração que a melhor geração do futebol espanhol não veio a Copa para brincar e que o rótulo de “amarelona” é definitivamente uma coisa do passado independente de eles serem campeões ou não.

Teremos uma final inédita e eletrizante entre Holanda e Espanha no domingo e uma repetição de um jogo de terceiro lugar no sábado. Alemanha e Uruguai já jogaram essa disputa em 1970 e voltarãoa repetí-la esse ano. Mas os finalistas representam a nova ordem do futebol mundial.  Holanda e Espanha tem de tudo para fazer uma final histórica e memorável. Aguardemos.

A TERCEIRA FINAL DA LARANJA

09/07/2010

Holanda 3 x 2 Uruguai

Sneidjer aponta : a Holanda vai para a final pela terceira vez na história


A Holanda com seu futebol de resultados conseguiu ir a sua terceira final de Copa do Mundo.  Não que ela não merecesse. Pelo contrário. Afinal é a única equipe que fez 100% de aproveitamento em todos os jogos.  Recorde que nem mesmo a laranja mecânica de Cruyff conseguiu em 1974 já que antes de ir para final contra a Alemanha os holandeses haviam empatado contra a Suécia na primeira fase. Outra coincidência é de que a Holanda passou por dois times sul americanos a exemplo de sua antecessora no mundial da Alemanha que venceu Uruguai, Argentina e Brasil.

Os holandeses podem também estabelecer outro recorde. Se vencerem a final no domingo a Holanda será a primeira seleção campeã  européia a vencer todos os seus jogos, algo que NUNCA aconteceu em vitórias nos tempos normais sem prorrogação ou pênaltis.

O que levou a essa Holanda a mudar tanto a sua caracteristica de jogo e ajogar um futebol chamado de “pragmático” como o Brasil de 1994? Talvez a derrota para a Rússia de Arshavin dois anos atrás pela Euro 2008.

Todos lembram que a Holanda fez partidas brilhantes e goleou a Itália e a França com um futebol vistoso e ofensivo. Porém nas quartas do torneio europeu de seleções  essa caracteristica foi engolida pelo contra ataque russo. Hoje vemos que a mudança de Van Basten por Bert Van Marwuk teve efeitos positivos. Os jogadores holandeses não mudaram muito de dois anos pra cá mas seu esquema tático sim.  A equipe holandesa está bem mais cautelosa e não ataca freneticamente como antes. Depende de momentos inspiradores de Sneijder e de Robben.  Como  o Brasil dependia de Romário e Bebeto na Copa de 94.

Contra o Uruguai essa “cozinha” deu certo novamente. A defesa holandesa estava bem arrumada e seus dois maiores jogadores fizeram a diferença na partida. A celeste, cansada, e com a ausência de Suarez e Lugano não teve forças para combater  a posse de bola holandesa.  O Uruguai lutou como pode mas não pode vencer um time melhor taticamente e chegou ao seu limite técnico e físico.

A Holanda agora tenta o título mundial inédito apostando em um esquema totalmente diferente da Copa que a consagrou em 1974. Julga que como o Brasil em 1994 não basta apenas dar show e perder. É preciso vencer e finalmente  soltar o grito de campeão  que ficou preso há 32 anos.

Troféu Jason Voorhees – Vai para Martin Cáceres do Uruguai. Deu uma verdadeira “bicicleta assassina” no pobre defensor holandês de Zeeuw que caiu desacordado na hora. Que pancada!

EU SOU DA AMÉRICA DO SUL!

06/07/2010

Indenpendente de rivalidades futebolísticas  torço para que nós representantes desse continente sofrido  e castigado chegue a final da Copa do Mundo.  Não deu para o Brasil e nem  para os nossos “hermanos” e  o Paraguai da maravilhosa Larrisa Riquelme.

Deixo aqui essa grande composição de Márcio Borges, Fernando Brant e Lô Borges “Para Lennon e McCartney” na inesquecível voz de Elis Regina.  Vamos torcer para o que os arrogantes laranjas sejem espremidos hoje.

VAI CELESTE!!!

AS SEMIFINAIS

04/07/2010

Uruguai x Holanda

As duas equipes ja se enfrentaram em uma única ocasião pela  Copa do Mundo. O confronto foi um marco pois foi nele que se viu a primeira atuação da laranja mecânica comandada por Yohan Cruyff. A Holanda venceu por 2 x0 e percebam no vídeo que o Uruguai de Pablo Forlán (pai do artilheiro  Diego Forlán) mal saiu do meio campo durante todo o jogo.  Era o inicio da maior revolução tática do futebol mundial.

Alemanha x Espanha

O histórico em Copas do Mundo não é muito favorável a “Fúria” quando se trata de confrontos com os germânicos em Copa do Mundo.

Em 1966 as duas equipes se enfrentaram pela primeira vez em mundiais pelo Grupo 2 e deu Alemanha, 2 x 1.

Em 1982 em casa outra vez o placar de 2 x 1 se repetiu para os alemães. Era o Grupo B da segunda fase e quem vencesse a chave com 3 times iria para a semifinal. Foi a única vitória no Grupo e a Alemanha se classificou após espanhóis e ingleses ficarem no 0 x 0.

Em 1994 um empate pelo Grupo C da Copa dos EUA em 1994 no escaldante sol de Chcago.

A “FÚRIA” QUEBRA UM TABU

04/07/2010

Espanha 1 x 0 Paraguai

David Villa: a estrela do artilheiro brilha mais uma vez

Finalmente a seleção espanhola consegue escapar da “madição das quartas”, depois de várias  eliminações em mundiais anteriores. Pela primeira vez a “Fúria” vai para uma semifinal de Copa do Mundo e pela segunda vez fica entre os quatro primeiros desde 1950, em que não houve uma semifinal e sim um quadrangular de turno único vencido pelo Uruguai (putz, olha a celeste aí de novo).

Mas o caminho para que o time de Vicente Del Bosque ultrapassasse essa etapa não foi nada fácil como se imaginava. O técnico do Paraguai  Gerardo Martino decidiu trocar seis peças no confronto contra os espanhóis já que os guaranis não foram bem contra a seleção japonesa apesar da classificação.

Por muito pouco o Paraguai não venceu. Martino deu um nó tático em Del Bosque e o manjado futebol de toque de bola dos espanhois encontrou uma marcação dura e virgorosa. O atacante Fernando Torres mais uma vez fez um a partida apagada e a Espanha repetiu o futebol de jogos passados com muito toque de bola e poucas finalizações ao gol. Os paraguaios marcavam em linha e tentavam supreender no contra ataque.  Em alguns lances quase Casillas foi supreendido dada a fragilidade de Puyol e o estilo “atrapalhado” de Piqué.

O zagueiro espanhol segurou efusivamente o paraguaio Barreto e o juiz marcou pênalti. Cardoso, artilheiro do campeonato português com 23 gols, tinha tudo para se consagrar e deixar os guaranis em vantagem, mas aí brilhou a estrela do goleiro Casillas que defendeu a  péssima e nervosa cobrança. Logo em seguida foi a vez dos espanhois terem uma penalidade a seu favor. Mas Xavi Alonso, depois de acertar a primeira vez, errou a segunda cobrança  já que o primeiro penal foi invalidado pelo juiz.

Tudo indicava que a “maldição das quartas” iria se repetir para os espanhóis, mas dois jogadores de uma geração promissora da “Fúria” trataram de ruir esse muro supersticioso. Iniesta fez uma linda jogada e David Villa marcou o único gol da partida tornando-se o artilheiro da Copa com 5 gols. O Paraguai tentou um último suspiro mas Casillas novamente salvou a pátria.  A Espanha reedita a final da Euro 2008 contra a Alemanha na semifinal e os paraguaios voltam para casa com a sensação do dever cumprido.

BLITZKRIEG – O CHOCOLATE ALEMÃO

04/07/2010

Alemanha 4 x 0 Argentina


alemães se amontoam após terceiro gol: "os panzers" fazem mais uma vítima

A partida que vimos ontem de manhã no estádio Green Point  na cidade do Cabo não foi uma seleção alemã e sim um tanque Panzer  que atropelou e humilhou o time da Argentina. Todas as previsões catastróficas de que a defesa portenha não resistiria ao assédio alemão se confirmaram. A retaguarda argentina foi uma mãe, um pai e um avô para os abenegados do treinador Joachim Low. A exemplo do trágico jogo contra a Inglaterra, os alemães armaram um esquema em que os seus contra ataques rápidos e mortais deixaram o time de Maradona de calças curtas.

O gol ne Thomas Müller logo de ínicio foi uma ducha de água fria para a equipe argentina, que  foi obrigada e empatar o jogo e a expor a sua defesa aos rápidos  contra ataques alemães e ao talento de Bastian Schweinsteiger. Os atacantes Messi, Tevez e Higuain foram muito bem marcados e não conseguiram desenvolver uma única jogada perigosa ao gol de Neuer.

O medíocre meio campista  Mascherano não conseguiu segurar a Blitzkrieg alemã que passou pela  defesa argentina como manteiga nos 3 gols restantes. Miroslav Klose fez mais dois tentos e está a dois de superar o recorde de Ronaldo. E que partida fizeram Ozil,  Schweinsteiger e Müller.

Os nossos “hermanos” mais uma vez não conseguem passar para as semifinais de uma  Copa. Desde 1990 a Argentina não sabe o que é ficar entre os quatro primeiros e o “melhor do mundo” Messi não conseguiu repetir nos gramados da África do Sul,  o  seu sucesso no Barcelona.

Messi copiou o fracasso dos “herdeiros de Maradona”, Ortega, Riquelme e Pablo Aimar nos mundiais anteriores. Os argentinos, como sempre,  são supervalorizados, mas seus jogadores deixam muito a desejar quando os jogos são para valer.

Quanto aos alemães eles se transformaram em favoritos absloutos para vencer o seu quarto título mundial. É disparada a melhor seleção do torneio e que tem jovens valores que aliam disciplina, técnica e tática numa velocidade absurda. Vai ser muito difícil parar os alemães, que chegam a sua terceira semifinal seguida em Copas. Nenhuma outra seleção, nem mesmo o Brasil ficou tanto entre as quatro melhores seleções do planeta por tantas vezes. Segurem-se que esse tanque “Panzer” vai fazer mais vítimas.