Archive for the ‘Cartolada’ Category

FORA DA REALIDADE

10/03/2015
torcida são paulina protesta: diretoria abusa do preço dos ingressos

torcida são paulina protesta: diretoria abusa do preço dos ingressos

 

O vice-presidente de futebol do São Paulo Ataíde Gil Guerreiro soltou cobras e lagartos contra a torcida tricolor pelo comparecimento de “apenas” 18.000 torcedores no jogo contra o Corinthians.

É rir para não chorar.

Caro Ataíde, 18.000 pessoas foi muito.

É uma tremenda bobagem comparar o desempenho financeiro dos estádios de Corinthians e Palmeiras com o Morumbi.

A torcida tricolor é verdade, anda desmotivada pelo rendimento medíocre da equipe em clássicos.

Mas o atroz planejamento dessa nova diretoria ajudou muito a esvaziar o Morumbi.

Aumentar o ingresso a 120 reais na Libertadores e fazer uma improvisada e atrapalhada troca de operadora de ingressos não foram as melhores escolhas e colaboraram para afastar o abnegado são paulino.

Ataíde Gil Guerreiro se esquece que o São Paulo teve uma grande média de público no campeonato brasileiro nos últimos anos. Afirmar que o torcedor é culpado por mais uma fase medíocre da equipe é tapar o sol com a peneira. Afinal de contas não é o torcedor são paulino que ganha milhares de reais e perde da Ponte Preta , Penapolense e Bragantino não é mesmo?

O Corinthians passa por um processo de retomada desde o rebaixamento de 2007. A torcida corintiana que é enorme está ajudando muito nesse caso. Porém se vê cada vez menos “povão” no Itaquerão. É o preço da elitização do futebol brasileiro.

O Palmeiras está aproveitando o entusiasmo da torcida com o seu novo e belo estádio. Um motivo mais do que suficiente para encher a sua arena.

Porém, existem dois fatores preponderantes nos dois casos. Os planos de sócio torcedor das duas equipes são melhores e mais organizados do que os dos são paulinos pois contam com programas de fidelização que praticamente obrigam o cidadão a assistir a jogos menores para ganhar pontos e poder ver partidas mais importantes.

Não se vê nada disso no programa do São Paulo ainda.

Outro fato é a facilidade de transporte em Itaquera e na Barra Funda com metrô perto dos locais dos jogos. O Morumbi ainda carece dessa facilidade, pois devido a lerdeza da administração Alckmin, a estação da via amarela São Paulo-Morumbi só ficará pronta em 2018 e olhe lá. Nenhum torcedor inteligente e com responsabilidade gastaria mais de 100 reais num estacionamento clandestino ou pagaria 120 reais de ingresso em detrimento da comida para seus filhos.

Existem prioridades e o Brasil está em uma recessão econômica.

Falta visão da realidade a Ataíde e a outros cartolas do futebol brasileiro.

Não somos um país rico. O povo continua rebolando no almoço para pagar a janta.

Talvez se observasse por fora e visse todas as dificuldades pelo qual o fã de futebol passa, um cartola não emitisse um rosário de lambanças.

O problema é que antigamente os diretores são paulinos trabalhavam muito e falavam pouco.

Hoje em dia eles se justificam todos os dias.

Complicado.

LIGA JÁ!

22/01/2014

22.01.2014 - liga já

A confusão está instalada.

Com a chuva de liminares que certamente os torcedores da Portuguesa vão usar contra a CBF, o campeonato brasileiro de 2014 organizado pela entidade está seriamente ameaçado.

Porém, o que pode se configurar um problema pode se tornar a solução.

Basta a mandatária mór do futebol brasileiro afirmar que não tem condições de organizar o torneio para que os clubes assumem as rédeas e criem a tão sonhada e por enquanto utópica liga.

O escabroso caso da Portuguesa de Desportos provocou muitas discussões jurídicas referentes a validade ou não da decisão do inútil STJD.

Para mim o caso está bem claro. Existe uma lei federal superior chamada de Estatuto do Torcedor.

Os dirigentes da Lusa bobearam feio ao não prestarem atenção ao julgamento de Héverton. Terceirizar vínculos advocatícios certamente é uma medida bastante arriscada já que o profissional contratado tem poucos vínculos clubísticos com os contratantes. Os dirigentes da Portuguesa afirmaram que Osvaldo Sestario não comunicou devidamente a punição. Contudo, na coluna do jornalista Lauro Jardim da revista Veja foi comprovado que o advogado telefonou com os cartolas do time paulista após o julgamento do atleta e a Portuguesa recebeu um fax do STJD comunicando o resultado.

Quem está com a razão?

O problema é que a relaxada e imperial CBF não comunicou a decisão em sua página e a Portuguesa vai usar essa medida jurídica para impugnar a medida do STJD.

O Estatuto do Torcedor é uma lei superior a todas as instâncias dos tribunais esportivos e jamais foi devidamente respeitado em todos os seus quesitos como a CBF e vários clubes demonstraram. O apaixonado pelo futebol ainda é tratado como um lixo nos estádios.

Está na hora de levarem o futebol brasileiro mais a sério. Fica a lição para que a CBF tenha no mínimo um bom web designer para atualizar os seus dados como a lei federal profere.

A medida legal existe e a Portuguesa tem toda a razão de usá-la contra a organização comandada por José Maria Marin. A entidade tem que zelar pelos seus associados e não usar a velha tática “ eu não tenho nada a ver com isso”.

É uma tática hipócrita e asquerosa.

O fato é que a Confederação Brasileira vai ter muitos problemas para organizar o seu campeonato.

É uma boa hora dos clubes assumirem as rédeas.

Entretanto existem alguns contratempos. Um deles é que os cartolas dos times são em alguns casos piores do que os dirigentes da CBF.

A grande maioria dos presidentes só quer o melhor para si e a associação comandada por eles. Não desejamo bem comum. Vide a confusão que acarretou a implosão do Clube dos 13 causado por Andrés Sanchez do Corinthians e os clubes do Rio de Janeiro

Outro exemplo dessa falta de união dos clubes é ver o escritório de advogacia de um candidato a presidente do São Paulo defender a CBF contra as liminares do Flamengo e da Portuguesa.

Falta ética e respeito. A tal Liga que poderia ser a tábua de salvação dos times do Brasil não passa por enquanto de uma mera utopia.

Ainda dá tempo dos cartolas  se conscientizarem. A hora é agora. Melhor oportunidade de usurpar o campeonato das mãos de José Maria Marie não há.

Liga já ou a Copa João Havelange 2.

A luz ou as trevas.

A bola agora estão nas mãos e nos pés dos clubes.

Que o bom senso prevaleça.

O FIM DA ESCURIDÃO

30/12/2013

30.12.2013.juvenal

Nunca se viu uma temporada tão trágica para o São Paulo Futebol Clube. O ano de 2013 foi a confirmação de  quase todas as horrendas previsões feitas aqui. Por pouco e graças a Deus ( e a Muricy) uma única não se concretizou: o São Paulo não foi rebaixado, mas faltou pouco.

Durante um certo tempo até parei de escrever sobre o clube no blog. Não queria dar uma carga de negatividade a mais num período tão ruim. Além disso “cornetar” o time mais atrapalha do que ajuda.

Não há a menor dúvida, 2013 foi o mais bisonho da história do tricolor paulista. Uma campanha trágica e humilhante na Libertadores, nenhuma vitória em clássicos, desclassificação no campeonato paulista e na Recopa para o maior rival, uma excursão malfadada na Europa ( em que se perdeu até para um time japonês), atletas desinteressados, brigas e jogadores “estrelinhas” e irresponsáveis como Lúcio e Luis Fabiano.  Para complementar um quase rebaixamento para a série B do campeonato brasileiro e uma desclassificação humilhante para a recém rebaixada Ponte Preta pela Copa Sul Americana. Além disso, um malfadado churrasco com a torcida organizada dentro da sede que terminou em brigas e agressões a torcedores comuns. Conflitos e pressões que já ocorriam dentro do Morumbi por parte d0s brucutus contra os insatisfeitos abnegados são paulinos.  Aqueles que verdadeiramente torcem e sustentam o clube.

Porém nada poderia mais triste período de 2013  ao vermos a pior contratação do clube no último e neste século: Douglas.

Foi um turbilhão. Um ano caótico e que levaria muitos clubes grandes à bancarrota futebolística.

Foi o fim de feira abjeto de Juvenal Juvêncio, quase semelhante ao ano de 1990 e que deixou o time em um estado lastimável. A história se repetiu, mas não por falta de aviso. Desde 2010 nós e muitos outros torcedores e blogueiros alertávamos que o “golpe do terceiro mandato” seria horroroso para uma instituição que por muito tempo pregou a democracia para escolher os seus representantes.

A prorrogação da presidência do atual mandatário atrasou o clube. O pioneirismo foi abandonado. A arrogância e a demissão de profissionais renomados deixou claro que o São Paulo Futebol Clube era de Juvenal Juvêncio e  de ninguém mais. Os iludidos conselheiros entregaram o clube nas mãos de uma pessoa só. Um ato torpe e irresponsável para 15 milhões de almas tricolores.

O resultado está aí. Não é preciso escrever mais nada.

O mês de Abril de 2014 chegará. O prazo final para que o São Paulo se livre desse inferno e arrume todas as besteiras cometidas pelo senhor de Santa Rosa do Viterbo. Carlos Miguel Aidar ou Kalil Rocha Abdalla. Não importa. Ambos os candidatos são melhores do que Juvêncio em todos os quesitos. A democracia vai voltar. Teremos uma verdadeira eleição e não uma aclamação vergonhosa.

A escuridão está perto do fim torcedor são paulino. Aguardem até Abril de 2014. Até lá temos que nos contentar com a venda de jogadores médios como Aloísio e a vinda de perebas medíocres como em 2009,2010,2011, 2012 e 2013. Não se pode esperar mais nada de Juvenal Juvêncio. Apenas que seu agonizante mandato termine.

Que a torcida, conselheiros e dirigentes são paulinos nunca mais se esqueçam de 2013 para que ele não se repita nunca mais na história do Morumbi.

O STJD TEM QUE ACABAR

16/12/2013
torcedores da Lusa se desesperam: mais um dia negro na história do futebol brasileiro

torcedores da Lusa se desesperam: mais um dia negro na história do futebol brasileiro

Depois da “39º Rodada” do campeonato brasileiro jogada pelo STJD chegamos às seguintes constatações.

– Se o STJD fosse um tribunal de verdade, a entidade não teria o mínimo direito de condenar a Portuguesa sem a apresentação devida de provas. Mas foi o que a entidade fez.  Nenhuma das (fracas) argumentações foram  levadas em consideração.

– O Fluminense não era parte interessada mas enviou o seu advogado.

– É a terceira “salvação” do clube carioca pela porta dos fundos. Uma vergonha para a sua torcida e o futebol brasileiro.

– Se Corinthians ou Flamengo estivessem no lugar da Portuguesa, o resultado não teria sido o mesmo. Por motivos óbvios.

– Por último, o STJD não tem razão de existir.

– Enquanto essa herança maldita continuar, o futebol brasileiro sempre sairá perdendo. A confusão está armada. Duvido muito que a Portuguesa deixe isso barato. Justiça comum e paralisação do campeonato brasileiro de 2014 à vista.

O TEATRO DOS VAMPIROS

14/12/2013
Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

No dia 24 de Novembro de 2013, o jogador Héverton da Portuguesa foi expulso de campo na partida contra o Bahia.

Se o jogo fosse num campeonato italiano, o atleta da Lusa cumpriria automaticamente a medida imposta pelo tribunal de penas. Ficaria apenas uma partida fora e voltaria na rodada seguinte para ajudar os seus companheiros.

Mas Héverton infelizmente atua no Brasil.

Local em que atletas de futebol são tratados como criminosos em julgamentos e tribunais como se tivessem realizado um assalto a mão armada.

O atleta da Lusa foi julgado posteriormente e com o atraso típico e leniente de todos os nossos tribunais. Héverton foi penalizado com dois jogos numa sexta ao fechar do expediente. Segundo o time paulista, houve uma falha de comunicação do advogado Osvaldo Sestário que representa a Portuguesa e o clube não foi notificado da sentença.

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Sestário: ele comunicou a punição ou não?

O atleta entrou em campo na última rodada no Domingo e por causa de 15 minutos todo o trabalho de um clube de futebol pode ruir como um castelo de areia.

Escandaloso para não dizer patético.

Difícil acreditar que a Portuguesa tenha agido de má-fé. Especialmente um clube que luta todo o ano com as próprias pernas sem ajuda de tribunais ou mídia para não cair.

Novamente os protagonistas não são os atletas que atuam dentro dos gramados, mas sim os desembargadores e auditores. Os mesmos de sempre ou os filhos dos mesmos que usam os tribunais para impor o medo e os seus arrogantes sofismas jurídicos.

O problema não é o Fluminense, nem a Portuguesa. O erro é o STJD existir.

Se o tribunal desportivo brasileiro desaparecer da face da Terra, Héverton teria cumprido sua pena de 1 jogo e fim de papo. Nada de julgamentos e holofotes para se julgar o óbvio.

A confusão está formada. Se a Portuguesa for rebaixada um imenso oceano de esterco vai tomar conta do futebol brasileiro como em 1999, 2000 e 2005.

Infelizmente no Brasil é cada um por si. Se os clubes fossem mais unidos eles teriam que se rebelar contra outra “virada de mesa” vergonhosa para o futebol brasileiro. Algo que julgávamos extinto e enterrado num passado sombrio.

Mas lá vem o STJD outra vez aplicar a mão pesada da “lei” contra um clube do estado de São Paulo. Mão que não usou em diversas oportunidades em escândalos muito mais vergonhosos como uma partida entre Fortaleza e CRB pela série C em 2011.

A solução para esta palhaçada terminar é bem simples. A formação da Liga de Clubes do Futebol Brasileiro, a extinção do STJD e a formação de um Tribunal de Penas.

Mas o individualismo prevalece e a confusão está armada… de novo.

Se a Portuguesa for rebaixada, as coisas não ficarão baratas.  O clube do Canindé vai recorrer na justiça comum. Está no seu direito.

O teatro dos vampiros está armado. Todos sabem o que vai acontecer, mas esperam inertes o banho de sangue.

Ou seja, a queda desvairada e vergonhosa da Associação Portuguesa de Desportos.

Tudo porque se insiste se gastar tempo e dinheiro para se julgar um mero pontapé. Algo óbvio e que seria feito num Tribunal de Penas em 5 minutos, sem advogados ou promotores.

Porém numa república cartorária e burocrática instalada tradicionalmente desde os tempos de D. João VI, o Brasil vai assistir mais uma vez o paletó e a gravata prevalecer sobre a chuteira.

Simplesmente pavoroso.

2014 não poderia começar melhor para o país sede da Copa do Mundo.

Uma virada de mesa disfarçada de medida legal, como nos bons e velhos tempos.

Os Zveiters mudam, mas as coisas continuam as mesmas.

MACACADAS, PUSILANIMIDADE E MALANDRAGENS

20/11/2013

macacos

Este blogueiro que vos escreve deve confessar.

Havia feito um post detonando a Associação Atlética Ponte Preta no caso “Moisés Lucarelli” em que o presidente Márcio Della Volpe acusou o São Paulo de mesquinharia simplesmente porque o time do Morumbi pediu que a regra fosse cumprida pela semifinal da Copa Sul Americana.

De fato, a casa do time preto e branco de Campinas não comporta 20.000 pessoas como pede o regulamento.

Se houvesse um pouco de bom senso não haveria problema nenhum do tricolor atuar a segunda partida por lá, porém “regras são regras”.

Será?

Quando observamos este item nas regras constatamos a capacidade mínima de 20.000 pessoas já estava valendo nas oitavas de final!

Regulamento: por que a Conmebol não cumpre o que escreve?

Regulamento: por que a Conmebol não cumpre o que escreve?

Então porque raios o Deportivo Pasto e o Vélez atuaram num estádio com capacidade comprovadamente menor no interior paulista?

Por que a Conmebol fez vista grossa também ao Libertad que pode jogar em seu acanhado estádio de 10.000 pessoas no Paraguai?

A regra é uma só, ou ela serve para todos ou se joga a mesma na lata do lixo.

É inadmissível que a entidade crie o regimento da competição e depois não cumpra o determinado para realizar política barata com os clubes em momentos decisivos.

O Vélez não poderia ter atuado no Moisés Lucarelli, mas a Conmebol fez vista grossa. Pelas regras nem o Itagui teria que jogar no estádio Nicolás Leoz, mas deram um “jeitinho”. Premissa básica de toda nação sul americana.

Ninguém é santo nessa história. A “pobre” Ponte Preta “injustiçada pelo eixo do mal da capital” foi a mesma que negou ingressos para a torcida do São Paulo no campeonato brasileiro. Motivo: falta de segurança. Se não podia, porque agora é permitido?

A solução no caso seria bem simples, mas o individualismo reinante nos clubes do futebol brasileiro prevalece. Bastava o Guarani ceder o seu estádio, pois o Brinco de Ouro tem uma capacidade maior que o seu adversário campineiro. Solidariedade com um time coirmão da cidade não seria de todo o mal, mas a rivalidade irracional e intrínseca falou mais alto. Quem paga é o torcedor que vira massa de manobra na mão dos cartolas incompetentes.

É cada um por si. O São Paulo quer valer o seu direito assim como a Ponte. Ambos não estão errados. A culpa é da irresponsabilidade dos cartolas da Conmebol que confundem seus associados e não conseguem fazer cumprir o que escrevem.

Em tempo. Veremos o Libertad do Paraguai atuando no estádio Defensores del Chaco contra o Lanús no seu minúsculo estádio. Por que a regra é imposta para uns e  totalmente ignorada para outros? Com a palavra a “rigorosa” Confederação Sul Americana de Futebol.

PONTO FINAL

17/11/2013

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Logo após a confirmação do terceiro título brasileiro do Cruzeiro, as redes sociais e parte da imprensa questionaram se a Taça Brasil de 1966 ganha pelo time de Belo Horizonte poderia ser considerado um título brasileiro.

Antes da polêmica das oficializações por parte de Ricardo Teixeira em 2010 o blog já abria um espaço para a discussão do tema.

Tivemos muitas dúvidas a respeito até porque não tínhamos um embasamento histórico e nem documental da época para concordar com a homologação dos títulos antes de 1971, que foram realizados numa espécie de acordo político, já que a Globo e a CBF pressionaram os clubes para a assinatura de direitos individuais de TV.

Porém, temos que fazer justiça. O pedido dos clubes vencedores da Taça Brasil e do Robertão vieram muito antes do imbróglio entre o Clube dos 13 e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira. O maquiavélico cartola mór usou o que tinha como moeda de troca. Não foi uma atitude das mais nobres, mas no final se fez justiça.

Sim caros internautas. Se antes o blog não tinha a certeza total sobre a homologação das conquistas da Taça Brasil e do Robertão, hoje não temos a menor dúvida de afirmar que existem campeões brasileiros desde 1959. O Bahia foi o primeiro campeão brasileiro e não o Clube Atlético Mineiro.

Mudamos de ideia a respeito do tema. Lemos livros, jornais e opiniões sobre o assunto a favor ou contra. O principal trabalho que nos fez alterar a nossa linha de pensamento foi o Dossiê sobre a unificação dos títulos brasileiros escritos pelo jornalista Odir Cunha e José Carlos Peres.

Muitos questionam a veracidade do trabalho de Odir simplesmente pelo fato dele ser um santista declarado e praticamente, um historiador não oficial do clube. A confirmação dos títulos beneficiaria principalmente o seu time de coração mas…alto lá. Quem mandou o Santos ter um time espetacular e que até hoje é considerado um dos maiores esquadrões que o planeta já conheceu?

Além disso, o Palmeiras também “ganhou” mais quatro títulos. A exemplo do alvinegro praiano, ambos os clubes tem 8 brasileiros no total. Por que Odir faria isso apenas para beneficiar o seu clube de coração se um rival também ganharia a vantagem? O que houve foi um estudo e um reconhecimento da história do futebol brasileiro. Simples.

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Vamos colocar os pontos colocados no livro e que são bastante admissíveis na nossa opinião.

– O Brasil é praticamente um continente. O país tem uma área vasta de 8,5 milhões de quilômetros. Nos anos sessenta era muito complicado um time andar de avião todas as semanas para disputar um campeonato brasileiro como é feito nos dias de hoje. Os clubes não tinham tanto dinheiro. A economia industrial em larga escala começava a dar os seus primeiro passos.

– Por isso os principais campeonatos da época eram os estaduais, que hoje são incipientes. Sim, caros colegas! Vencer o campeonato paulista ou carioca era muito mais importante na época que disputar um título nacional e até vejam vocês…jogar a Taça Libertadores!!!

– Com a criação da Libertadores em 1960, a CBD foi obrigada a que criar um torneio nacional um ano antes chamado de Taça Brasil com grupos regionalizados e que cruzariam com vencedores de outras chaves nas fases seguintes até surgir o campeão e representante brasileiro no torneio em 1960.

-Não havia mais nenhuma disputa nacional para definir este representante. A Taça Brasil era o único torneio nacional da época e portanto pode ser considerado um campeonato brasileiro sem a menor dúvida.

-O próprio presidente da CBD na ocasião afirmou que havia criado um campeonato brasileiro de clubes. Batom na cueca. Se o próprio João Havelange atestou isso não há como abrir espaço para discussão.

Além disso existe um fator preponderante nessa história toda. O papel do regime militar nos anos setenta.

No governo barra pesada do general Emílio Garrastazu Médici houve uma enorme massificação de propaganda de massas. Se iniciava ali a “era do Brasil grande”, no nacionalismo exacerbado pelos meios de massa e o futebol, principal esporte nacional não poderia ficar de fora.

Em 1971 foi criado o “campeonato nacional” e se esqueceu praticamente de tudo o que fora feito de 1959 para cá. Os campeonatos nacionais surgidos num Brasil democrático e que pertenceram a era de ouro do futebol brasileiro tiveram que ser suprimidos, assim como qualquer possibilidade de volta à democracia.

O campeonato nacional de 1971 era simplesmente uma continuação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mas quando o regime militar passou a tomar conta do futebol tudo se alterou.

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

Os clubes que em 1971 eram 20 aumentavam a cada ano na década de setenta. Era a época do Brasil transamazônico. Times de todos os estados passaram a ser convidados sem o menor critério técnico, apenas ajudar a Aliança Renovadora Nacional a ganhar votos e influências nessas regiões.

O torneio tinha virado um “brasileirão” de fato. Inchado, soberbo e que servia como máquina de propaganda do regime militar.

Taça Brasil? Santos? Juscelino? Pelé? Jânio?Goulart? Eram coisas do passado.

Talvez por isso alguns brasileiros tenham ficado tão reticentes quando se falou em reconhecer os títulos do passado em 2010. Fomos lobotomizados pela propaganda militar. Acreditamos piamente que o Campeonato Brasileiro de 1971 foi o primeiro nacional de fato. Mas o fato único e notório foi que houveram campeões nacionais antes do Galo em partidas históricas e emocionantes.

Não é possível digitar o botão de “delete” e começar tudo de novo como um programa de Windows. Por muito tempo a torcida e a imprensa alimentada também pela questão das rivalidades entre as torcidas acreditaram que a Taça Brasil fosse um torneio “menor”. Talvez pelo ineditismo e pela importância dos regionais no passado.

Mas o tempo passou e essas conquistas foram ganhado contornos lendários. Nenhum torcedor do Bahia vai esquecer de 1959, assim como nenhum torcedor cruzeirense vai mandar 1966 para o limbo. O abnegado santista sempre se recordará do amplo domínio do time de Pelé e Coutinho na década de sessenta e seus cinco títulos nacionais seguidos. Claro, se um clube vence o Boca Juniors dentro de La Bombonera numa decisão de Libertadores e ganha de Benfica ou Milan num mundial de clubes, como negar que esse time é o melhor do Brasil? Por seis vezes o Peixe deixou isso bem claro.

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

Contudo, na era do ódio gerado pelas redes sociais muitos torcedores de outras equipes e jornalistas contestaram a homologação das conquistas. Uma delas foi de que a Taça do Brasil era semelhante a atual Copa do Brasil.

Semelhante sim, porém não igual. A Taça Brasil até 1967 era o único torneio nacional entre clubes de todo o Brasil enquanto a Copa do Brasil foi criada para ser o segundo maior torneio em importância no país em 1989.

Ricardo Teixeira elaborou o torneio para igualar o sucesso das copas europeias como a Copa do Rei da Espanha. Absolutamente nada a ver com a antiga Taça Brasil. Apesar dela ser lembrada.

Como foi dito na postagem sobre os mundiais interclubes, os torneios mudam de nome, mas não a importância do que eles realmente significam. A Taça Brasil não era igual ao campeonato de pontos corridos de hoje e nem dos confusos e inconstantes torneios dos anos setenta e oitenta, mas o único torneio nacional daquele tempo e portanto era um campeonato brasileiro. O significado e a importância são equivalentes.

Outros torneios pelo mundo mudaram de nome, Bundesliga, Premier League. Mas jamais os campeões anteriores desses torneios deixaram de ser reconhecidos como campeões nacionais. Por que no Brasil teria que ser diferente?

Por que teríamos que renegar e não reconhecer um glorioso passado?

O reconhecimento desses títulos que vieram de uma forma despudorada já deveriam ser oficializados há muito tempo. Bahia, Palmeiras, Santos, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense não “ganharam” brasileiros a mais. Eles já o haviam vencido no passado. Eles não tiraram a conquista de ninguém. Flamengo e São Paulo continuam hexacampeões. O Corinthians continua penta. O Internacional é tricampeão e a história do futebol brasileiro segue o seu rumo.

Se lamenta apenas que Ricardo Teixeira tenha usado esses clubes como massa de manobra para defender seus interesses e pedir para que os presidentes exibissem as miniaturas da horrível taça pós moderna que parece um latão retorcido.

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Nem era necessário exibir medalhinhas. Bastava mostrar os troféus da Taça Brasil e da Taça de Prata e reconhecer os torneios. Apenas respeitar o que os atletas e profissionais da época fizeram. Se praticou uma política nojenta e desnecessária, mas a razão prevaleceu.

Portanto, para este blog a história do campeonato brasileiro começa em 1959. Não porque Ricardo Teixeira reconheceu esses títulos tardiamente.

Simplesmente porque estes esquadrões lendários conquistaram esses títulos há muito tempo quase esquecidos pela falta de televisão e de informação. Felizmente o resgate chegou a tempo para enriquecer o nosso esporte mais amado.

A história do futebol brasileiro não foi reescrita. Ela foi sim engrandecida apesar de todos os pesares.

Ponto final.

O MAILING DO MAL

24/07/2013

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A série de trapalhadas da diretoria tricolor parece não ter fim.

Como se não bastasse a pior série de derrotas do clube e o patético episódio do churrasco nesta semana, vimos um fato que para muitos pode ser considerado um ato insignificante, mas que na verdade se configura numa ação grave e de proporções desastrosas para o clube.

Sócios Torcedores do São Paulo Futebol Clube receberam no seus respectivos e-mails uma “carta” da principal torcida organizada do São Paulo. Nela, se lê uma mensagem em que o grupo tenta inutilmente se justificar pelos atos do fim de semana. Na mensagem também há ataques gratuitos ao candidato da oposição Marco Aurélio Cunha.

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O fato de receber uma mensagem eletrônica da organizada do São Paulo já se configura em algo estranho, mas piora gravemente quando vemos o endereço do remetente do e-mail. O próprio endereço oficial do clube.

Muitos sócio torcedores com medo de seus dados terem sido violados a favor da torcida organizada cancelaram seus programas. Outros o fizeram por pura indignação pelo ato em si (segundo a ESPN, a perda foi de 2000 sócios em 20 dias).

Após os indecorosos episódios do final de semana na derrota contra o Cruzeiro e do churrasco do Juvenal ficou bem claro para alguns que a torcida organizada é apoiada pela atual diretoria, que faz uso político da mesma em várias ações. Inclusive vista grossa.

Muitos sócio torcedores se sentiram violados e já pensam em processar o clube.

Segundo o twitter do repórter da ESPN André Plihal houve uma enxurrada de cancelamentos no mesmo dia.

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Um ato “bem profissional” de um clube dito diferenciado.

O São Paulo se justificou dizendo que a ação foi um “erro de funcionário” e que tudo será apurado.

Pois bem, é de praxe dizer algo dessa maneira.

Todavia, o ato mais grave e que demonstra bem o momento atual do clube se revelou nas horas seguintes.

O clube não emitiu uma única nota oficial ou e-mail para os associados pedindo desculpas ou sequer explicou o que realmente aconteceu a quem mais interessava: o seu próprio torcedor.

Um incrível senso de humildade.

Deixaram tudo a Deus dará. Como se isso fosse uma “besteira qualquer”.

Não foi.

O São Paulo perdeu dinheiro e pode ser processado se a quebra do mailing dos associados e a consequente violação da privacidade dos torcedores for comprovada.

A pergunta que se deve fazer é a seguinte.

Onde está o profissionalismo no clube?

Por que as pessoas que comandam a instituição preferem dar voz a uma torcida organizada e que já foi alvo de várias investigações do MP do que priorizar o torcedor que paga mensalmente o clube?

Se o objetivo era prejudicar Marco Aurélio Cunha o efeito foi reverso.

Os sacripantas que cometeram esse ato vil só danificaram a única coisa que eles jamais deveriam afetar.

A imagem do próprio São Paulo Futebol Clube.

Santo amadorismo Batman!

IMAGENS DO PATÉTICO CHURRASCO DO JUVENAL ONTEM

22/07/2013

Fonte:Esporte Interativo

Imagens da confusão entre Juvenal Juvêncio e os oposicionistas do São Paulo.

Nele se vê claramente alguns membros da torcida organizada protegendo Juvenal como uma espécie  de  guarda pretoriana.

Se observa  a face de alguns associados assustados  com o discurso intimidatório.

Uma desses elementos coloca a seguinte frase.

“- O São Paulo está ruim, mas nóis tá bom”.

Esclarecedor.

No vídeo Juvenal discute com oposicionistas e até associados do clube.

“Pega esses caras” profere aos seguranças, seguido do coro dos puxa sacos de  “ei, ei, ei, Juvenal é o nosso rei”.

Rei????

Galera, depois der verem esse vídeo é preciso explicar alguma coisa?

A crise é muito grave e se espalha por todos os cantos do clube.

Tudo graças a uma administração patética e desastrosa.

A que ponto o tricolor chegou?

O TRISTE RETRATO DE UMA DITADURA

21/07/2013
Rogério Ceni desolado com o "show" de Luan: vergonha no Morumbi

Rogério Ceni desolado com o “show” de Luan: vergonha no Morumbi

Ontem, dia 20 de Julho de 2013 se viu uma das partidas mais vergonhosas da história do São Paulo Futebol Clube dentro do estádio Cicero Pompeu de Toledo.

O tricolor do Morumbi repetiu os velhos erros de jogos anteriores e foi goleado pelo Cruzeiro por 3 x 0.

Não há mais muito a dizer sobre a presidência nefasta do clube , de seus diretores corredores de Porshe e alguns jogadores que envergonham a camisa tricampeã mundial. Tudo o que se vê atualmente já foi citado neste blog. Seria chover no molhado.

Se o rebaixamento era algo intangível hoje, ele se revela uma ameaça real e concreta nos próximos meses.

Se o São Paulo continuar nessa triste toada a série B é logo ali.

Time grande não cai? Cai sim.

Hoje num campeonato de pontos corridos consolidado basta ter um presidente incompetente e um bando de diretores e conselheiros acólitos que dizem amém ao rei louco.

Mas o vexame não terminou após o apito do árbitro Héber Roberto Lopes.

Durante o vareio de bola cruzeirense a verdadeira torcida do São Paulo começou a gritar “Fora Juvenal”.

As facções organizadas carnavalescas se calaram e não acompanharam o coro dos revoltosos.

Pior que a sua omissão foi a ação da Gestapo de JJ na saída do estádio.

Torcedores comuns foram impedidos pelos soldados do general de gritar algo contra a diretoria.

A facção organizada assumiu os gritos e dirigiram o seu alvo contra os jogadores e ao candidato da oposição Marco Aurélio Cunha. Algo claramente arranjado.

Hoje, depois de uma derrota retumbante e a pior série de insucessos da história do clube, Juvenal Juvêncio organiza um churrasco no melhor estilo “pão e circo” romano.

Segundo relatos, o mandatário está acompanhado de torcedores organizados que fazem a sua segurança pessoal e que perseguem os apoiadores de Marco Aurélio Cunha.

Juvenal que tenta a todo custo controlar as chapas das próximas eleições colocando dois paus mandados nas duas vagas possíveis e eleger o seu parvo sucessor.

Triste retrato de um clube que já foi democrático.

O São Paulo Futebol Clube vive hoje a sua pior crise institucional seja dentro ou fora de campo.

O torcedor tricolor está vivendo uma ditadura, pura e simples.

Nada surpreendente para quem já foi  deputado estadual nos anos de chumbo.

Ontem, “os responsáveis” pelo comando do mais querido sujaram o manto branco de tantas glórias. Cuspiram numa tradição de quase 80 anos.

Hoje o que vemos em campo e fora dele não é mais o time de uma nação de 15 milhões de pessoas.

É uma associação comandada por um pequeno grupo de pessoas alienadas que se julgam acima do bem e do mal.

A honra e o respeito se foram maculados pela arrogância senil.

Sobraram a vergonha, a patifaria e  a canalhice.

Rogério Ceni merecia coisa melhor no final de sua brilhante carreira.

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