Archive for the ‘Campeonato Paulista’ Category

FORA DA REALIDADE

10/03/2015
torcida são paulina protesta: diretoria abusa do preço dos ingressos

torcida são paulina protesta: diretoria abusa do preço dos ingressos

 

O vice-presidente de futebol do São Paulo Ataíde Gil Guerreiro soltou cobras e lagartos contra a torcida tricolor pelo comparecimento de “apenas” 18.000 torcedores no jogo contra o Corinthians.

É rir para não chorar.

Caro Ataíde, 18.000 pessoas foi muito.

É uma tremenda bobagem comparar o desempenho financeiro dos estádios de Corinthians e Palmeiras com o Morumbi.

A torcida tricolor é verdade, anda desmotivada pelo rendimento medíocre da equipe em clássicos.

Mas o atroz planejamento dessa nova diretoria ajudou muito a esvaziar o Morumbi.

Aumentar o ingresso a 120 reais na Libertadores e fazer uma improvisada e atrapalhada troca de operadora de ingressos não foram as melhores escolhas e colaboraram para afastar o abnegado são paulino.

Ataíde Gil Guerreiro se esquece que o São Paulo teve uma grande média de público no campeonato brasileiro nos últimos anos. Afirmar que o torcedor é culpado por mais uma fase medíocre da equipe é tapar o sol com a peneira. Afinal de contas não é o torcedor são paulino que ganha milhares de reais e perde da Ponte Preta , Penapolense e Bragantino não é mesmo?

O Corinthians passa por um processo de retomada desde o rebaixamento de 2007. A torcida corintiana que é enorme está ajudando muito nesse caso. Porém se vê cada vez menos “povão” no Itaquerão. É o preço da elitização do futebol brasileiro.

O Palmeiras está aproveitando o entusiasmo da torcida com o seu novo e belo estádio. Um motivo mais do que suficiente para encher a sua arena.

Porém, existem dois fatores preponderantes nos dois casos. Os planos de sócio torcedor das duas equipes são melhores e mais organizados do que os dos são paulinos pois contam com programas de fidelização que praticamente obrigam o cidadão a assistir a jogos menores para ganhar pontos e poder ver partidas mais importantes.

Não se vê nada disso no programa do São Paulo ainda.

Outro fato é a facilidade de transporte em Itaquera e na Barra Funda com metrô perto dos locais dos jogos. O Morumbi ainda carece dessa facilidade, pois devido a lerdeza da administração Alckmin, a estação da via amarela São Paulo-Morumbi só ficará pronta em 2018 e olhe lá. Nenhum torcedor inteligente e com responsabilidade gastaria mais de 100 reais num estacionamento clandestino ou pagaria 120 reais de ingresso em detrimento da comida para seus filhos.

Existem prioridades e o Brasil está em uma recessão econômica.

Falta visão da realidade a Ataíde e a outros cartolas do futebol brasileiro.

Não somos um país rico. O povo continua rebolando no almoço para pagar a janta.

Talvez se observasse por fora e visse todas as dificuldades pelo qual o fã de futebol passa, um cartola não emitisse um rosário de lambanças.

O problema é que antigamente os diretores são paulinos trabalhavam muito e falavam pouco.

Hoje em dia eles se justificam todos os dias.

Complicado.

AH PALMEIRAS….

31/03/2014
Bruno César lamenta: mais um vexame palestrino

Bruno César lamenta: mais um vexame palestrino

 

A sina da Sociedade Esportiva Palmeiras contra times pequenos tem se revelado trágica nos últimos anos. Depois de derrotas doídas e desclassificações históricas como XV de Jáu, Inter de Limeira, Bragantino, Novorizontino, Santo André, ASA de Arapiraca e Paulista de Jundiaí  se esperava que no ano do centenário essa triste sina iria acabar e que Palmeiras e Santos iriam fazer uma grande final revivendo os velhos duelos dos anos 60.

 

Lembremos que última decisão entre os dois maiores campeões nacionais de São Paulo aconteceu no super campeonato paulista de 1959.  O Palmeiras tinha tudo para chegar a decisão. A gestão empresarial de Paulo Nobre e seu fiel escudeiro, o competente José Carlos Brunoro se revelou bem diferente dos desastrosos comandos anteriores do Palestra. Tudo estava encaixado. O que aconteceu?

 

Não dá para explicar como o Ituano, um time com menor orçamento e com uma torcida insignificante possa ter chegado a final. Suor, dedicação, jogo único, etc. Tudo pode ter colaborado para que tenhamos uma final menos atrativa do estadual paulista em 2014.  O Palmeiras bobeou. Teve o azar das contusões de suas principais peças como Alan Kardec e Valdívia, vítimas dos brucutus medíocres dos times do interior com seus esquemas fechados, baseados nos contra ataques.

 

Armadilha mais do que conhecida, mas que os times grandes caem como roedores numa ratoeira. É complicado jogar contra um time pequeno com atletas que lutam por um lugar ao sol.  Não dá para bobear. Sem Valdívia e Alan Kardec o time se igualou na mediocridade,mas poderia superar pela raça e pela vontade. Não conseguiu.

 

Se antes víamos grandes esquadrões no interior paulista como Ponte Preta, Guarani, Inter de Limeira e Bragantino hoje, vemos equipes sazonais caipiras que por um lance de sorte ou azar vão para uma final. Onde está o Santo André de 2010? Ou o Guarani de 2012?  E o Paulista campeão da Copa do Brasil em 2005 hoje rebaixado para a série A-2 do estadual?

Nada contra as equipes do interior. Apenas fica a percepção de que o futebol brasileiro mudou um pouco para pior. Se tivéssemos um grande esquadrão em campo….mas não é o caso.

 

O Santos por pouco não dançou contra a Penapolense.  Tem a sorte de ter um treinador como Osvaldo de Oliveira que praticamente fez os dois gols que levaram o peixe a sua sexta final consecutiva.

 

Com a definição de que os dois jogos finais serão no Pacaembu, o campeão já é conhecido. Só um azar muito grande tira a faixa de campeão do Santos.  O roteiro já é conhecido.O time pequeno só vai para a final para fazer dois jogos contra o time grande na capital e deixar os cidadãos da sua pacata cidade para chupando o dedo.

 

Em suma, uma merda de decisão em que o time de Itu não tem nem o direito de jogar na sua própria casa.

 

Nesse sentido, melhor seria ter o Palmeiras como adversário.

 

Ah Palmeiras…

 

 

FIM DE FEIRA

27/03/2014
Rodrigo Caio perde o pênalti: mais uma eliminação

Rodrigo Caio perde o pênalti: mais uma eliminação

 

 

Depois da partida de ontem pelo Morumbi em que o São Paulo foi eliminado pela Penapolense mil coisas se passaram pela cabeça deste blogueiro.

Oitocentas palavras impublicáveis por motivos óbvios.

Contudo, a realidade é uma só. O São Paulo não mereceu se classificar. Nem poderia pela campanha irregular que realizou na competição e um futebol medíocre durante todo o torneio. Se passasse pela Penapolense certamente iria sucumbir a adversários mais bem organizados nas semifinais.

Lembremos que “medíocre” na acepção da palavra não quer dizer algo ruim e sim na média. Nada excepcional.

A toada é longa. Vem desde a trágica temporada de 2013 e que ainda ecoa no Morumbi por motivos que já cansamos de citar aqui. Não vale a pena enumerá-los pela centésima quinta vez.

O elenco do São Paulo não é primoroso. Alguns jogadores não tem a mínima capacidade técnica para serem atletas de um clube como o tricolor paulista. Outros recebem salários de linha europeia e não justificam o ganho com um futebol tosco, travado e boçal.

O resultado de tudo isso é mais uma eliminação no campeonato estadual. Desde o começo do século, o São Paulo conquistou um único título paulista em 14 anos. Está ficando para trás em relação aos seus adversários em números de conquistas. Se o bem montado Santos vencer a competição, o tricolor será ultrapassado e ficará como quarto maior vencedor na disputa de troféus estaduais em relação aos seus rivais.

O fim de feira perfeito para o terceiro mandato trágico de Juvenal Juvêncio. O blog não queria tocar no nome desse senhor, mas não teve jeito. Afinal de contas foi ele que trocou a raça de Aloísio Boi Bandido pela elegância nada sutil de Ademílson.

Já vai tarde.

 

 

CONSCIÊNCIA PESADA

17/03/2014
Corinthians: mau início  precipitou a eliminação

Corinthians: mau início precipitou a eliminação

O técnico Mano Menezes errou feio ao dar indiretas sutis sobre a derrota do São Paulo em casa diante do Ituano e que selou a eliminação do Corinthians no Campeonato Paulista de 2014.

Hummmm. Mas a derrota do tricolor paulista para a equipe de Itu foi fundamental para que o time do Parque São Jorge fosse desclassificado?

Evidentemente que não.

O timão não venceu seis jogos seguidos. Não ganhou nenhum clássico e dependia única e exclusivamente dele para se classificar para a próxima fase. Empatou com a Penapolense que vinha de quatro derrotas seguidas. Não teve competência e nem futebol para tal feito e a culpa é do São Paulo?

A fala de Mano Menezes e de Romarinho são análises muito simplistas e que desviam o foco da incompetência e pusilanimidade do time nesse início de temporada.

O Corinthians não se classificou porque jogou mal. Se o São Paulo “entregou” ou não a partida contra o Ituano nunca iremos saber realmente. A verdade é que depender de um arqui rival para se classificar é algo ridículo.

Cada um na sua. Se você não teve a capacidade de superar os seus problemas não coloque a culpa no lombo dos outros.

A fala do treinador corintiano foi boçal.

Ao contrário do que Mano Menezes insinua a consciência do São Paulo vai muito bem obrigado.  No entanto, a do presidente corintiano Mario Gobbi é que deve estar pesada por trocar o vencedor Tite por ele.

RESUMO DA ÓPERA 23/05/2013

23/05/2013

Olá leitores. Por causa de um modem quebrado fiquei duas semanas sem poder escrever no blog. Bem, com tudo arrumado poderemos comentar o que aconteceu durante esses dias turbulentos. O resultado? O maior “Resumo da Ópera” de todos os tempos aqui no blog.

As Loucuras do Rei Juvenal

Juvenal: coletiva vergonhosa

Juvenal: coletiva vergonhosa

Todos os internautas que acompanham o meu blog estão cansados de saber que não morro de amores pelo presidente do São Paulo, o intragável Juvenal Juvêncio. O golpe estatutário foi a confirmação de uma ditadura medonha que se apoderou do clube e agora constatamos as trágicas consequências dos conselheiros adotarem um cartola caudilho.

Na semana passada o cidadão afastou 7 jogadores logo após a humilhante eliminação contra o Galo na pior campanha do São Paulo na história da Libertadores.

Os culpados? Atletas que acabaram de se recuperar de graves contusões e outros que mal foram aproveitados no time titular neste primeiro semestre.

Outro imenso atestado de “genialidade” do cartola tricolor, que covardemente aponta “culpados” como se o Cañete tivesse culpa do Lúcio ser um zagueiro transloucado e do Nei Franco sempre colocar o Douglas. Ao expor desnecessariamente alguns jogadores, Juvenal deu uma aula de anti marketing esportivo e desvalorizou o próprio produto.

A atitude de Juvêncio, claramente demagógica é uma imensa piada de mau gosto e revela porque o tricolor paulista perdeu o baluarte do pioneirismo para outros clubes do futebol brasileiro. Como previmos, o terceiro mandato do atual presidente são paulino se tornou um desastre e o torcedor são paulino vai ter que aturar muitas besteiras até Abril de 2014 infelizmente.

O Trio de Ferro Dançou na América

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Depois da eliminação do São Paulo na Libertadores, mas dois times do chamado “Trio de Ferro” de São Paulo também não conseguiram passar para as quartas de final da Libertadores.

O Palmeiras com um time limitadíssimo chegou até longe na competição. Sem nenhuma grande estrela e contando apenas com atletas dedicados e esforçados, o clube do Parque Antártica tinha chance de superar os estreantes do Tijuana. Mas uma falha grotesca do goleiro Bruno pôs tudo a perder. O time de Gilson Kleina que já era mediano, não teve a capacidade de reagir. Somente “raça” e “sangue nos olhos” não ajudam a vencer uma partida de futebol. É necessário também aprender a chutar, a dar passes precisos e ter um pouco de talento. Caso contrário, que se monte uma equipe de atletismo e não um time de futebol. A triste realidade da série B chegou de vez ao Verdão. Que saia dessa com dignidade a partir de agora.

Bruno: frango avassalador

Bruno: frango avassalador

O Corinthians, atual campeão do mundo foi eliminado pelo Boca Juniors na Taça Libertadores da América. Em parte porque fez uma péssima partida no estádio La Bombonera no jogo de ida. Porém na volta, o responsável pela desclassificação alvinegra se chama Carlos Amarilla. O árbitro, considerado um dos melhores da América do Sul deixou de dar dois pênaltis para os comandados de Tite. Para piorar os auxiliares Cárlos Cáceres e Rodney Aquino marcaram impedimentos absurdos que alijaram o clube paulista na partida. Riquelme num lindo lance encobriu Cássio e marcou o primeiro gol. O espetacular Paulinho empatou, mas o conhecido estilo de jogo do Boca de Bianchi prevaleceu. Não há muito mais o que comentar. Até porque o resultado foi artificial e o árbitro interferiu descaradamente.

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Isso é ponto pacífico no blog desde o ano passado. As arbitragens da América do Sul são péssimas e estão prejudicando os clubes brasileiros em demasia. O Corinthians foi mais uma vítima da incompetência dos sopradores de apito da Conmebol.

Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Para Que?

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

A não convocação de Kaká e Ronaldinho Gaúcho para a Copa das Confederações repercutiu. Muitos torcedores e jornalistas não entenderam o porque dos dois atletas não estarem na lista que vai ao torneio de Junho já que ambos tem experiência de sobra se tratando da camisa canarinho.

Porém não é preciso fazer uma análise profunda e descobrir porque ambos não foram relacionados por Scolari.

Ronaldinho Gaúcho teve uma grande fase na seleção brasileira de 2002 até 2005. Depois da Copa de 2006 o seu futebol degringolou e o atual jogador do Atlético Mineiro se mostrou um atleta baladeiro e desinteressado em atuar com a camisa do Brasil. Com atuações medonhas, o prestígio dele com o treinador Dunga decaiu depois do fracasso na Copa da Alemanha. Nem mesmo a “carteirada” que Ricardo Teixeira deu na Olimpíada de Beijing fez o futebol de Gaúcho melhorar. O resultado é que ele não foi chamado para a Copa de 2010 e seu comportamento fechou as portas da Europa para ele. Mesmo voltando a jogar bola no Brasil depois de uma passagem turbulenta pelo Flamengo, Ronaldinho Gaúcho foi convocado para a seleção e continuou com a mesma apatia e falta de liderança. Scolari o convocou para o amistoso contra a Inglaterra e não gostou nada do que viu. Talvez seja um recado velado ao atleta. Talvez não. Conhecendo o modo de pensar de Felipão pode ser que os dias de Ronaldinho Gaúcho com a camisa da seleção estejam definitivamente acabados.

Kaká teve uma grande fase no Milan em 2007. Ajudou a equipe Rossoneri a faturar o quarto título mundial e foi escolhido o melhor jogador do mundo no mesmo ano. Mas parou por aí. Kaká, a exemplo de Gaúcho também alternou bons e maus momentos com a seleção. Não foi um primor nas duas copas que disputou em 2006 e 2010 e atualmente é reserva no Real Madrid sem repetir as grandes atuações do passado. Kaká também parece não se preocupar com a sua carreira na parte técnica e sim financeira. Tanto faz se ele poderia atuar no Brasil e melhorar seu futebol para voltar a seleção. O bom mesmo é ficar na reserva do Real e continuar a ganhar milhões de euros. Kaká perdeu o foco.

As seguidas contusões e a atuações pífias no Real atrapalharam uma possível convocação.

Isso significa que os dois estão descartados? Provavelmente. Talvez Scolari esteja fazendo um teste de fogo para os novatos, talvez não. Mas é impossível saber o que se passa dentro da cabeça do treinador gaúcho.

Lembremos que ele deixou de convocar Alex com quem trabalhou no Palmeiras para chamar Edílson para a Copa de 2002 . O mesmo que fez as provocantes embaixadinhas na final do campeonato paulista de 1999 e que inclusive foi xingado por Scolari numa palestra captada pelo microfone de repórteres. Vai entender…

Finais dos Campeonatos Estaduais

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Num dos campeonatos paulistas mais desinteressantes de todos os tempos, venceu o time com melhor capacidade. O torneio foi se arrastando ao longo de 3 meses com poucos jogos relevantes e fracasso vergonhoso de público. Os estaduais são cadáveres insepultos do futebol brasileiro e pelo andar da carruagem os bizarros cartolas continuarão a atrapalhar o calendário como zumbis do Walking Dead.

O Corinthians chegou a final na base do banho maria, pois se preocupou mais com a Taça Libertadores. O Santos de Muricy, mal se sabe como foi para a decisão pois tinha um time limitado e com um Neymar pouco inspirado e irritado pelas badalações em torno da sua vida profissional e privada.

No primeiro jogo no Pacaembu, o treinador santista abusou do “Muricybol “e colocou Marcos Assunção para fechar o meio de campo e aproveitar as bolas paradas como é do feitio de todos os clubes dirigidos pelo Muricy.

Porém, o Corinthians deu um banho no Santos. Não fosse o goleiro Rafael o Peixe teria saído de São Paulo com uma goleada. O alvinegro da capital deu um banho tático e Paulinho atuou monstruosamente. Neymar foi anulado. Na Vila na segunda partida da decisão, não foi muito diferente. Apesar do ímpeto inicial e do gol de Cícero, o Corinthians controlou as ações da partida. Danilo empatou logo em seguida e teve toda a tranquilidade para afastar as investidas santistas até o apito final. Destaque negativo para as lamentáveis cenas de pancadaria realizado pela Polícia Militar antes do início do jogo. Às vésperas de uma Copa das Confederações é lamentável que ainda se veja momentos escabrosos assim.

É o vigésimo sétimo titulo paulista do time do Parque São Jorge. O maior campeão paulista do século passado e por enquanto deste centenário também. O Santos não fez nada de relevante durante todo o torneio para repetir o feito do Paulistano, por enquanto o único time que conseguiu faturar o tetracampeonato paulista. O troféu está em boas mãos.

Quanto aos outros estaduais não houve maiores novidades.

Botafogo: título de cabo a rabo.

Botafogo: título de cabo a rabo.

O Botafogo ganhou de braçada no Rio. Em parte porque Vasco e Flamengo enfrentam sérios problemas administrativos e o Fluminense quase pedia pelo amor de Deus para não participar da competição. Ponto para a postura de Clarence Seedorf que jogou no time da estrela solitária como se fosse um garoto e estivesse atuando no sub-20 do Ajax. Um profissionalismo invejável e que serve de exemplo para muitos garotinhos mimados a leite com pera que se alastram como peste no futebol brasileiro.

Em Minas… Ah! Que novidade… A final foi entre Atlético Mineiro e Cruzeiro. Deu Galo, bicampeão mineiro.

Em Goiás…deu Goiás.

No Ceará…deu Ceará.

No Rio Grande do Sul deu Internacional. O primeiro título de clube do treinador Dunga e que a exemplo do Botafogo ganhou de braçada o título do Gauchão. Ponto negativo para o badalado Grêmio de Vanderlei Luxemburgo que apesar de fazer contratações milionárias não conseguiu chegar à final dos dois turnos.

Dunga: primeiro título regional

Dunga: primeiro título regional

No Paraná outra super novidade (Modo Irônico Ligado). O Coritiba ganhou o seu quarto título estadual seguido em cima de seu maior rival. Nem tanto, pois estranhamente o presidente Mauro Celso Petraglia fez o time do Atlético Paranaense atuar no torneio com seu  Sub-20.

Agora me falem qual o propósito de deixar o time titular encostado e não pegar ritmo de jogo para o campeonato brasileiro que começa na semana que vem?

Será que Petraglia esconde um super time para o torneio nacional? Teremos um novo Barcelona jogando no Sul do país? Aguardemos.

Na terra de todos os santos, o Vitória conquistou o torneio estadual. Mas não precisava humilhar tanto o Esporte Clube Bahia. No primeiro jogo da decisão um histórico 7 x 3. Isso porque nas fases anteriores o rubro negro já havia metido 5 x 1 na Arena Fonte Nova. Fora a chuva de caxirolas em outra derrota do tricolor baiano por 2 x 1.

Se antes dos anos oitenta o Bahia era o time hegemônico no estado, hoje a situação é bem diferente. A partir dos anos noventa o Leão da Barra começou a equilibrar as conquistas pau a pau com o seu adversário. Porém a partir dos anos 2000 o Vitória começou a prevalecer no estado. São 9 títulos do rubro negro contra apenas dois do Tricolor de Aço.

Em tempo, não sou contra o fim dos estaduais. Apenas defendo que se diminuam as datas dos mesmos. Campeonatos desinteressantes e semimortos não podem se arrastar por 3 meses como se tivessem a mesma importância do passado.

O glamour desses torneios virou história. Insistir em reviver algo que não pode ser repetido é um imenso atestado de burrice, atraso e teimosia.

EU NÃO ACREDITO EM BRUXAS, MAS…

10/04/2013

teje preso

O leitor do blog deve ter notado a ausência de novos posts nos últimos dias.

Realmente me ausentei de escrever qualquer assunto no blog, principalmente sobre futebol. A explicação será longa. Portanto se você não gosta de longas dissertações pode pular fora.

Escrever sobre esportes ou qualquer assunto relevante é um prazer para mim. Poderia estar fazendo outra coisa, mas a internet proporciona um canal de comunicação viável entre várias pessoas e incentiva o debate e discussões relevantes.

No entanto, nos últimas semanas não estou muito entusiasmado de escrever.

Não sou adepto das “teorias da conspiração”. Pelo contrário, eu sempre me recusei a acreditar que existe resultados arranjados e decisões de bastidores absurdas. Se isso ocorre para que ver futebol? Qual o propósito de assistir o seu time se as “cartas são marcadas”? Isso é coisa de sadomasoquista. Não faria o menor sentido.

No entanto, nas últimas semanas temos visto situações estranhas ocorrerem em volta do esporte bretão. Logo eu, o último dos moicanos em relação a desconfiança da arbitragem. Mas como diria um amigo meu, “bem vindo ao novo mundo”.

Não dá para confiar em entidades presididas por Nicolás Leoz, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Muito menos nos árbitros e nos chamados “julgadores disciplinares” dos mesmos. Isso é fato.

Agora vamos chegar ao ponto principal.

O São Paulo Futebol Clube foi literalmente assaltado no Pacaembu pelo árbitro colombiano Wilmar Roldan na partida contra o Arsenal de Sarandi. O pênalti que ele deu numa bola na mão foi um ato ridículo. O atacante Luis Fabiano reclamou e foi expulso pelo homem de preto depois que a partida terminou.

Luis Fabiano errou é verdade. Pela sua experiência como atleta profissional ele deveria ter seguido o seu rumo e não discutir com o árbitro já que a decisão já fora tomada meia hora antes. Um vestiário e uma água fria teriam melhores resultados terapêuticos contra a raiva. Mas Luis Fabiano é um “porra louca”. Sabe-se lá o que ele disse ao sujeito, mas a súmula do juizinho medíocre fez com que o centroavante são paulino ficasse quatro jogos suspenso. Um exagero apesar do atacante tricolor ser reincidente. Em toda a história da Libertadores e de outros torneios sul americanos atletas fizeram coisas bem piores e nem mesmo tomaram um gancho de 45 minutos. Vide a selvageria e a covardia dos jogadores do Arsenal que agrediram uma mulher no jogo contra o Atlético Mineiro no estádio Independência na semana passada. A punição ao centroavante titular do Morumbi foi exagerada.

Muitos torcedores são paulinos ironizaram a decisão nas redes sociais. “Melhor seria se tivesse matado o árbitro, pegava apenas um jogo”. Eles se referiram ao triste caso Kevin Spada e da punição branda da entidade em relação ao Corinthians e do escandaloso relacionamento de políticos brasileiros com as famigeradas torcidas organizadas. Até mesmo o ex-promotor e também ex-caçador de torcidas Fernando Capez é um dos defensores da libertação dos envolvidos na suspeita do assassinato do garoto boliviano. Tudo em troca de fervorosos votos nas eleições do ano que vem.

Porém, não estamos tratando aqui de “santinhos”, nem de presos políticos brasileiros dissidentes que resolveram ofender o presidente cocaleiro Evo Morales. O buraco é mais embaixo. Houve um assassinato. Mesmo que os 12 corintianos sejam inocentes eles tem que responder pela justiça boliviana que é soberana e totalmente independente do estado brasileiro.

Se os 12 torcedores não deverem nada estarão livres. A Bolívia não é uma ditadura.

Mas voltemos a Luis Fabiano.

Devido a muitas atitudes infantis do atleta o são paulino não sabe se o castigo imposto a ele é um desfalque ou um reforço. O atacante age com imaturidade dentro de campo. É um irresponsável. Não melhorou uma vírgula desde que voltou da Espanha. Nem mesmo a titularidade de uma Copa do Mundo fez seu controle psicológico melhorar. Ele continua o mesmo transloucado de sempre. Mas apesar de todas essas “qualidades” a punição da Conmebol foi severa demais.

Xingar o juiz pode dar quatro jogos de suspensão mas e chutar um auxiliar como o Elano fez na Sul Americana do ano passado? Para a Conmebol não há nenhum problema. Tanto que o meio campista continua livre, leve e solto pelos campos verdejantes do Rio Grande do Sul nessa Libertadores.

Elano: bicar o auxiliar não dá suspensão grave

Elano: para a Conmebol bicudar o auxiliar não dá suspensão grave

São dois pesos e duas medidas. A entidade sul americana age com rigor em um caso simples e mostra indiferença em outros fatos bem mais graves que envolvem agressões e até mortes.

Agora vem a pergunta: como vamos confiar na confederação de “Sir” Nicolás Leoz?

Desculpem mas não é possível.

A segunda facada veio quinze dias depois. O árbitro Leandro Bizzio Marinho marcou pênalti de Rogério Ceni em Alexandre Pato quase no final do jogo do clássico entre São Paulo e Corinthians pelo campeonato paulista.

Na minha opinião não houve pênalti. O arqueiro tricolor errou o tempo da bola e acertou o pé do atacante alvinegro sem a intenção de derrubá-lo. Pato veio por cima e quase quebrou o goleiro. Houve apenas uma solada . O atacante caiu de maduro e o árbitro entrou na onda. A marcação foi absurda.

Rogério Ceni e Pato: solada é pênalti

Rogério Ceni e Pato: solada é pênalti

No ano passado por coincidência, no mesmo clássico no Pacaembu houve um lance semelhante. O juiz acertadamente não deu falta.

Mas Bizzio interpretou de outra maneira. Ele deve ter ficado com medo de não aplicar a infração contra um time amplamente favorecido pela mídia e pelo atual governo. A caixa de ressonância e o medo da repercussão negativa de um lado falou mais alto no seu córtex cerebral. O futebol mais uma vez perdeu, pois a partida era muito bem disputada. O juiz interferiu no resultado.

Dois erros graves de arbitragem contra o mesmo clube em menos de 15 dias. Além de uma punição rigorosa e até inédita contra um dos seus principais jogadores.

Coincidência? Pode até ser. Mas o fraco futebol do São Paulo nos últimos meses não demonstrou que os erros dos árbitros e os julgamentos rigorosos de entidades são os únicos responsáveis pelos maus resultados na Taça Libertadores.

Porém isso não impede a real visão dos fatos. O tricolor do Morumbi foi garfado dentro e fora de campo. Independente da qualidade do time ou de se enfrentar adversários melhores, não se pode desvirtuar a essência do futebol.

Temos todo o direito de desconfiar da seriedade de certas instituições. Não ponho a mão no fogo por elas. Principalmente aquelas que adoram fazer negociata nos bastidores.

É como diz um ditado muito famoso na Espanha: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

Traduzindo para o bom português , eu não creio eu bruxas, mas que elas existem, existem.

PS – A brincadeira feita  acima é uma imitação de uma edição da revista Placar publicada em 1988. Nesse jogo o atual comentarista de arbitragem da Globo Renato Marsigla validou um gol impedido de Biro-Biro num majestoso decisivo realizado em 1988 pelo campeonato paulista. O tempo passa, mas certas coisas nunca mudam.

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GOLS, FRASES E UMA TORCIDA FUMEGANTE

18/03/2013
Jadson: vitória e..vaias?

Jadson: vitória e…vaias?

 

Essa frase já foi parafraseada no blog, mas não custa repeti-la, principalmente pelo momento em que o São Paulo Futebol Clube vive hoje.

“Naquele país, quando se perde o treinador é chamado de Besta. Quando vence, de Bestial”.

O falecido treinador carioca Oto Glória atribuiu essa frase a sua passagem pelo futebol português nos anos 60.

Porém, as palavras se encaixam perfeitamente numa ex-colônia portuguesa, quase cinquenta anos depois.

Um treinador no Brasil passa de “gênio” a “anta” em 1 minuto. Inacreditável.

Mais precisamente no Morumbi onde o líder do campeonato paulista São Paulo Futebol Clube venceu o Oeste por 3 x 2. Mesmo assim Ney Franco foi chamado de burro por não ter colocado Paulo Henrique Ganso no segundo tempo.

Vamos ser sinceros. Às vezes, torcedor é muito chato e exigente além da conta.

Abnegado brasileiro é imediatista e babão. Acha que em 1 mês se forma uma espécie de Brasil de 82 a cada esquina e não é muito bem assim que as coisas acontecem. Muito pelo contrário, até pelas condições de estrutura e treinamento atuais que os clubes dão aos seus atletas. Mas isso é outra história.

Vamos ao Ney.

No ano passado, o atual treinador são paulino classificou o time para a Libertadores e fez o clube ser o melhor no segundo turno do brasileiro, além de dar ao tricolor do Morumbi o primeiro título da Sul Americana de sua história.

“Ah, mas o São Paulo conquistou a série B da Copa Libertadores”.

Não gênio, o tricolor conquistou os segundo título mais importante da América do Sul. Coisa que nem Corinthians e Palmeiras conseguiram. Pode não ser uma Libertadores mas é um campeonato difícil de vencer e merece ser valorizado.

Entretanto ,eis que em apenas três meses vemos um time carrancudo, um centroavante birrento e um ex-capitão de seleção brasileira que se comporta como um moleque mimado, apesar de ter ganhado um carro importado quando foi contratado.

Ney Franco: de "genial" a "burro" em apenas 3 meses

Ney Franco: de “genial” a “burro” em apenas 3 meses

O Ney está errado em alguns conceitos? Certamente, mas ele não é o único responsável.

No post do jogo contra o Arsenal de Sarandi constatamos os problemas, mas não pedimos a cabeça do técnico.

Isso seria um ato senil, infantil e precipitado por parte da diretoria são paulina. Mais um treinador demitido? Um bom trabalho de seis meses jogado no lixo?

A diretoria poderia se mexer e contratar dois laterais melhores. Já resolveria grande parte do problema. Ah! Também poderia parar de pressionar o treinador para colocar o Ganso em campo, mesmo que o jogador ainda não esteja 100% apto a participar de uma partida de futebol. Sabemos que o problema do Ganso era físico e agora é psicológico. Ainda falta confiança e adaptação.

Mas vamos repetir. Não dá para fazer “testes de laboratório” em Libertadores. Joga quem estiver melhor. No momento até o Cañete atua melhor que o camisa oito são paulino.

Pode ser que em 1 ano Ganso esteja fazendo o gol do título no Brasil na Copa do Mundo, mas agora ele não correspondeu a expectativa. Mas devido as graves contusões que ele teve e a recente mudança de ares, isso é até uma coisa natural.

Vide Dario Pereira, Pedro Rocha, Careca e…Raí. Eles não viraram ídolos da noite para o dia.

Em suma, em Libertadores o time tem que estar 100% inteiro e não remendado e meia boca.

Outra situação insuportável é ouvir que “Libertadores é obrigação”. Não caros amigos. Ganhar o torneio sul americano seria obrigação se o time fizesse a final contra o Coquimbo no Morumbi. A situação agora é bem complicada. O time depende de duas vitórias para se classificar e mesmo que consiga vai penar para chegar a uma final pois está fazendo uma má campanha e poderá decidir seus jogos fora de casa.

Se alcançar a meta, ótimo. Mas se fracassar não será o fim do mundo como muitos apregoam. Bola para frente. O grupo 3 é complicado com um vice-campeão brasileiro e um campeão argentino. Fora a altitude devastadora de La Paz.

 

Libertadores é obrigação? nem tanto...

Libertadores é obrigação? nem tanto…

 

A diretoria são paulina foi pega com as calças curtas. Achou que a chave da Libertadores ia ser a “baba da baba” e desistiu do chileno Vargas ( que está fazendo número num Grêmio cheio de atacantes). Não se empenhou em encontrar um bom lateral no lugar de Douglas que substituiu o improvidado e contundido Paulo Miranda. Deu no que deu. Faltou visão e estratégia.

Mas colocar todos os problemas nas costas do Ney Franco é bobagem. Ele realizou um bom trabalho e passa por um momento complicado. Mesmo que os resultados sejam negativos ele não pode ser crucificado.

Se Felipão tivesse sido mandado embora depois de perder uma Copa América para Honduras, a seleção brasileira teria vencido a Copa de 2002?

Ney Franco não é um gênio, muito menos um burro, mas o seu currículo no futebol fala por si. Merece crédito, mesmo que não classifique o São Paulo na Libertadores.

Loucura? Pode ser, mas ninguém vira besta da noite para o dia, muito menos bestial. Os treinadores erram e acertam. Simples assim.

A CARTILHA DOS PERNAS DE PAU

01/02/2013

Cartillha cópia

 

 

Há alguns anos o futebol brasileiro está sendo regido e dominado por um estranho “código de ética” dos jogadores dentro de campo.

Nessa espécie de “cartilha”, dribles, desconcertantes e jogadas de efeito são considerados “humilhação”, “falta de respeito”, “tripudiar o adversário”, entre outras frases feitas e politicamente corretas.

É a chamada cartilha dos pernas de pau.

Aquela que privilegia apenas os meio campistas e zagueiros brucutus , que não tendo a mesma técnica e capacidade dos jogadores mais badalados ficam nervosinhos quando levam uma caneta embaixo das pernas, ou quando são chapelados por um talentoso camisa dez.

Como meu avô dizia, “se não aguenta bebe leite”.

Esse chororô insuportável como o do atacante Nunes do Botafogo de Ribeirão Preto é que transforma o esporte numa coisa chata, burocrática e sem sal.

Não gostou do chapéu do Neymar senhor Nunes? Então é melhor ser padeiro, taxista, empresário, médico ou advogado. Porque futebol você já mostrou que não manja nada.

Drible faz parte das quatro linhas. Não consta em nenhum estatuto ou regra de que seja proibido pela Fifa. É do esporte como todos os outros. Existem os gênios, os bons, os ruins e os péssimos. Se Deus não te deu o dom, não adianta esbravejar. Siga o seu caminho com respeito e dignidade.

Em meus áureos tempos de futebolista amador já tomei chapéu, bola embaixo das pernas entre outras jogadas que podem ser consideradas “humilhantes”, mas nunca tive vontade de quebrar ou levar algum adversário para a o ortopedista.

Em qualquer esporte do mundo sempre haverá um cara melhor do que você. No basquete existem os tocos e as enterradas dos americanos, mas nenhum atleta adversário vai ficar alterado se isso acontecer. Se puder faça igual, ou tente defender de maneira limpa.

Neymar é mil vezes melhor do que o reclamão Nunes. Assim como Garrincha, Didi, Pelé e Rivelino que fizeram o futebol brasileiro ser conhecido no mundo todo pela sua beleza e técnica. Justamente porque existem os craques e também os “Joões” como o nosso amado Mané chamava suas vítimas em campo.

As juras de ódio de Nunes ao atacante santista mostram o quanto o futebol brasileiro mudou ao longo desses 25 anos. A moral é totalmente inversa. Se antes tínhamos um técnico como Telê Santana que pedia para seus jogadores recuperar a bola lealmente, hoje vemos treinadores medíocres que ficam coléricos ao menor sinal de drible adversário. Esses chamados “professores” mandam bater, chegar junto e até xingam como foi o caso do técnico do Ituano Roberto Fonseca ao mesmo Neymar na partida de ontem.

Em todas as profissões a história é a mesma. Os medíocres não conseguem ganhar por capacidade e apelam para o grito numa lógica Shakespeariana como foi escrito no ensaio “Ricardo III”.

Nessa obra foi retratada a história de um monarca feio, corcunda e um dos últimos na linha sucessória da Inglaterra. Ambicioso ele mandou desaparecer seus dois sobrinhos sucessores do trono para se tornar rei e por fim não conseguiu manter seu poder. Foi derrotado por sua inabilidade política. Deu um passo maior que as perna.

Ibra: ao ser driblado ele sorri

Ibra: ao ser driblado ele sorri

No futebol brasileiro a mediocridade ganha força, nessa lei abstrata instituída por zagueiros carniceiros e inábeis volantes. Temos aí diversos corcundas da bola. Ambiciosos, mas que não tem a capacidade e nem o jeito para fazerem o seu futebol melhorar.

Ao invés disso proferem ódio e bravatas.

Mas há ainda esperança nesse esporte tão amado chamado futebol. Alias, adorado justamente por causa dos golaços, das jogadas de efeito e dos dribles.

Na França o consagrado atacante sueco Slatan Ibrahmovic levou uma caneta humilhante no meio das pernas do zagueiro camaronês Chedjou. Mas ao invés de correr atrás bufando como um equino e dar uma entrada violenta pelo chamado “desrespeito” o centroavante do Paris Saint Germain simplesmente sorri. Quem dera todos os jogadores do mundo tivessem esse espírito esportivo e a compreensão da verdadeira natureza do futebol.

Enquanto isso vemos no Brasil a proliferação de mandamentos absurdos. Incentivados por jogadores e treinadores inexpressivos. Eternos perdedores e escravos do pragmatismo, que no auge de suas derrotas acachapantes devem olhar para o banco e gritar:

“Meu cavalo, meu reino por um cavalo”.

NERO E O FUTEBOL

14/11/2012

Muitos que acessam o blog diariamente já ouviram falar de um tal de Nero Cláudio César Augusto Germânico ou para os mais íntimos Lucio Domício Enobardo.

O sujeito foi um dos tiranos mais insanos que o império Romano já conheceu. Matou a mãe, assassinou a mulher com um chute e era metido a ator. Em resumo ele era um tremendo de um canalha sanguinário.

Mas apesar de muitas acusações contra ele ao longo da história muitas coisas se revelaram infundadas. Por exemplo o colossal incêndio de Roma em 64 D.C.

A maioria de todos nós acreditamos mesmo por entrelinhas que foi Nero o grande causador da destruição da cidade. Que no auge das chamas, ele se inspirou e tocou arpa enquanto Roma ardia no fogaréu. Uma lenda que se espalhou ao longo da história e se tornou verdadeira após séculos e séculos. Vejam o filme “Quo Vadis” para conferir, junto com a maravilhosa interpretação de Sir Peter Ustinov, o melhor Nero do cinema até hoje.

Mas fontes históricas revisionistas seguem outro caminho. Nero não incendiou Roma. Pelo contrário, ele nem estava na capital do Império no dia do incêndio. Quando soube da tragédia, imediatamente se dirigiu para Roma para ajudar a população. Doou dinheiro do tesouro para os afetados e abriu as portas do palácio imperial para ajudar os desabrigados. O povo adorava Nero, mas ele era odiado pela elite romana por cobrar impostos muito altos na reconstrução na cidade.

Mais tarde, essa mesma elite conspirou para eliminá-lo cansada dos excessos extravagantes do imperador. Os patrícios difamaram e potencializaram todos os crimes de Nero, que ficou conhecido na história como um pária, um imperador maligno. Anos depois, pela ótica cristã que começou a dominar a idade média, Nero ficou se tornou uma espécie de anticristo por perseguir os cristãos e culpá-los pelo incêndio, além de ter ordenado a morte dos principais líderes da igreja primitiva da época.

Mesmo não tendo queimado Roma, a história persistiu por séculos e séculos. A mentira se tornou verdade como o canalha nazista do Goebbles afirmara e todos nós associamos o incêndio de Roma com o imperador Nero. A fama é tanta que o nome do imperador romano virou até nome de um programa de computador que grava DVDS e “queima” mídias. Era um tremendo de um filha da puta? Certamente! Porém, não foi ele que colocou Roma em chamas.

Onde eu quero chegar com essa história e o que ela tem a ver com o título da postagem? Que porra de viagem é essa?

Bem, em todos as épocas da história existiram escribas pagos ou filósofos contratados apenas para contar “parte” de uma história, ou até mesmo mentir sobre ela. Demonizar ou falar mal de opositores era algo comum. Com Nero não foi diferente. Até no Egito antigo vemos lápides propositalmente arrancadas para apagar o passado de governantes. Até mesmo Jesus Cristo sofreu com isso após a sua morte.

Mas vamos ao futebol. Lá estava eu escrevendo uma coluna para meu blog quando analiso qual artigo foi o mais lido na semana. Me surpreendo quando vejo que o post “ A maior farsa do futebol paulista em todos os tempos” fica em primeiro lugar disparado.

O artigo foi postado em 2009. Foi uma das primeiras colunas depois da “refundação” do blog do Abdul. Por que estava em primeiro lugar? Dei uma analisada e … surpresa! Um cidadão que posta num blog chamado de “credibilidade” e de grande audiência afirmou que o São Paulo foi rebaixado em 1990 num post de dias atrás.

Não vou fazer propaganda do sujeito. Os leitores mais atentos devem saber quem é, mas o fato é que mais uma vez se usou da fanfarronice para inventar uma teoria pessoal. O elemento manipulou o seu prestígio junto ao internauta para espalhar uma excrecência.

Baseada em que? Se já foi mais do que provado por jornalistas muitos mais renomados que ele de que o tal “rebaixamento” do São Paulo foi pura invenção de torcedores adversários? Isso é notícia velha. Acabada e enterrada.

Não havia descenso em 1990. Quatro times vindos da Divisão Especial não poderiam disputar a segundona novamente e vários outros pontos  foram abordados no post desse blog. Não vou repeti-los. Leiam ou vejam os três vídeos abaixo que desmontam qualquer argumentação baseada em “achismo”.

 

 

 

 

Não há nenhum documento oficial ou regulamento da Federação Paulista de Futebol que fale em descenso no campeonato paulista de 1990. Se alguém quiser insistir nisso fique a vontade. Estamos numa democracia. Cada um dá o murro na faca que quiser. Vai doer, mas fazer o que? Tem mané para tudo.

Felizmente temos a internet para contrabalancear as mentiras que certas pessoas insistem em transformar em verdades, mesmo tendo as provas documentais e testemunhais na sua frente. Paciência. Fico muito feliz se saber que a postagem que eu escrevi está sendo lida novamente até para dar embasamento as pessoas que primam pelo correto.

Com isso vai ser difícil os escribas pós-modernos divulgarem asneiras no seu teclado..

Pobre Nero. Não havia internet na época para defendê-lo. Se existisse talvez a barra do ex-imperador romano não pesasse tanto. A mentira dita muita vezes se torna verdade? Na era digital a mentira escrita várias vezes te faz passar vergonha.

Porque hoje não temos apenas um “escriba oficial do império”. Temos vários escritores, prontos para defender o seu ponto de vista e rebater ferozmente qualquer asneira proferida.

“Achismo” pode ser até aceito por parte de torcedores. Isso faz parte da rivalidade. Porém jornalista tem o dever de pesquisar e dizer a verdade, ou pelo menos apresentar fatos e jogar a dúvida para que o próprio leitor tenha a sua opinião formada.

O resto são teorias furadas como uma canção horrível. Não é Nero?

OS ESTADUAIS FALIRAM

26/10/2012

Marin e Marco Polo: coluio e calendário bagunçado

Há anos se discute o mau gerenciamento da CBF no calendário do futebol brasileiro. Os jogos da seleção  fora das datas Fifa e a ida constante de jogadores para partidas “monumentais” contra seleções do Gabão e China, desfalcam os clubes, desgastam os atletas e prejudicam o andamento técnico do próprio torneio organizado pela entidade. A CBF atua contra o seu próprio produto.

Tudo isso para favorecer os seus pares nas federações estaduais. Ontem o Conselho Arbitral da Federação Paulista decidiu que campeonato paulista terá quatro meses de duração. A competição se inicia em janeiro e terminará no mês de maio.

Infelizmente somente a cartolada ainda não percebeu que os campeonatos estaduais são torneios que perderam o seu velho prestígio ao longo dos anos.

O mundo mudou, o país também. Se as dimensões continentais do Brasil favoreciam a disputa de torneios regionais no passado, hoje com toda a modernidade, tecnologia e desenvolvimento que a nação teve, outros torneios como a Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Libertadores e Sul Americana dão mais prestígio aos clubes e satisfação às suas torcidas.

Os campeonatos estaduais devem continuar, mas não no formato de hoje. Melhor seria se tivessem no máximo um ou dois meses de duração, com torneios e grupos eliminatórios estilo Copa do Mundo. Assim sobrariam mais datas para que a CBF ajustasse os amistosos da seleção em jogos Fifa e pudesse paralisar o campeonato brasileiro sem prejudicar os clubes nacionais que cedem atletas ao selecionado canarinho.

O que se fez com o Santos Futebol Clube foi um crime. O alvinegro da Vila Belmiro paga milhões para Neymar atuar com a camisa do peixe. No entanto, o atleta joga pouco pelo seu clube para atuar na seleção brasileira. Esse ano, entre amistosos, treinos e torneios como a Olimpíada, o camisa onze deixou de participar de partidas importantes pelo Santos. Resultado, o time perdeu fôlego e o principal atleta do Brasil na atualidade não conseguiu render cem por cento.

Esse ano vimos um Neymar totalmente extenuado na Libertadores e na reta final de campeonato brasileiro. O Santos saiu prejudicado. Outros clubes como o São Paulo sentem a falta de rendimento de Lucas. Tudo pela temporada estafante e mal planejada pela CBF que em coluio com as federações estaduais permitem que um torneio regional tenha quatro meses de duração.

Hoje os campeonatos estaduais estão falidos, sem exceção. Se antes muitos times preferiam ganhar o campeonato paulista do que vencer a Libertadores, hoje a situação é totalmente inversa.

As equipes do interior de São Paulo viraram verdadeiros “clubes sanguessugas”. Dependem da renda de dois jogos em casa contra os times grandes para bancar os seus elencos durante um semestre. Majoram absurdamente o preço dos ingressos quando jogam contra Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos.

No entanto quando jogam entre si os clubes chamados “caipiras” não levam nem 2000 pessoas aos seus estádios, mesmo com o preço normalizado.

No Rio de Janeiro um modelo bem sucedido e curto de disputa do estadual acaba de ser alterado pela Federação Carioca. Além de mais datas, o campeonato carioca inchou.

É a falência total do modelo atual dos torneios regionais. Não adianta forçar a barra. Os campeonatos estaduais estão falidos. Somente as federações não aceitam o fato. São teimosas e intransigentes. Tempos gloriosos do passado não irão mais voltar.

Vinte e três datas com partidas contra times como Penapolense,Olaria,e Atlético Sorocaba é perda de tempo e dinheiro. Os clubes grandes do Brasil pagam para jogar as competições estaduais porque a torcida não vai assistir jogos de baixo nível técnico. O borderô das equipes ficam zeradas.

Embora todos esses problemas sejam mostrados os campeonatos estaduais nesse formato longo vão continuar por muito tempo. A estrutura viciada do futebol brasileiro não permite mudanças radicais e os clubes morrem de medo de romper com os cartolas, desunidos e incompetentes que são.

Por incrível que pareça a Federação Paulista paga muito melhor os seus times do que a Conmebol. Enquanto isso não se alterar, a situação permanecerá a mesma, pois no futebol quem manda é o dinheiro. Se Nicolas Leoz tirar o escorpião do bolso, quem sabe.

Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol agora tem mais prestígio que nunca. Além de ocupar a vice presidência da CBF, o mandatário ainda ganhou o cargo de membro executivo da Fifa. É o sucessor natural de José Maria Marin no comando do futebol brasileiro. O dirigente ganhou mais poder com a renúncia de Ricardo Teixeira.

Como se vê a questão ainda está longe de terminar e vai piorar ainda mais com a Copa do Brasil estendida para o ano todo em 2013, com Libertadores, Brasileiro e Sul Americana.

Enfim, no futebol brasileiro não há nada ruim que não possa piorar.