Archive for the ‘Campeonato Brasileiro’ Category

LIGA JÁ!

22/01/2014

22.01.2014 - liga já

A confusão está instalada.

Com a chuva de liminares que certamente os torcedores da Portuguesa vão usar contra a CBF, o campeonato brasileiro de 2014 organizado pela entidade está seriamente ameaçado.

Porém, o que pode se configurar um problema pode se tornar a solução.

Basta a mandatária mór do futebol brasileiro afirmar que não tem condições de organizar o torneio para que os clubes assumem as rédeas e criem a tão sonhada e por enquanto utópica liga.

O escabroso caso da Portuguesa de Desportos provocou muitas discussões jurídicas referentes a validade ou não da decisão do inútil STJD.

Para mim o caso está bem claro. Existe uma lei federal superior chamada de Estatuto do Torcedor.

Os dirigentes da Lusa bobearam feio ao não prestarem atenção ao julgamento de Héverton. Terceirizar vínculos advocatícios certamente é uma medida bastante arriscada já que o profissional contratado tem poucos vínculos clubísticos com os contratantes. Os dirigentes da Portuguesa afirmaram que Osvaldo Sestario não comunicou devidamente a punição. Contudo, na coluna do jornalista Lauro Jardim da revista Veja foi comprovado que o advogado telefonou com os cartolas do time paulista após o julgamento do atleta e a Portuguesa recebeu um fax do STJD comunicando o resultado.

Quem está com a razão?

O problema é que a relaxada e imperial CBF não comunicou a decisão em sua página e a Portuguesa vai usar essa medida jurídica para impugnar a medida do STJD.

O Estatuto do Torcedor é uma lei superior a todas as instâncias dos tribunais esportivos e jamais foi devidamente respeitado em todos os seus quesitos como a CBF e vários clubes demonstraram. O apaixonado pelo futebol ainda é tratado como um lixo nos estádios.

Está na hora de levarem o futebol brasileiro mais a sério. Fica a lição para que a CBF tenha no mínimo um bom web designer para atualizar os seus dados como a lei federal profere.

A medida legal existe e a Portuguesa tem toda a razão de usá-la contra a organização comandada por José Maria Marin. A entidade tem que zelar pelos seus associados e não usar a velha tática “ eu não tenho nada a ver com isso”.

É uma tática hipócrita e asquerosa.

O fato é que a Confederação Brasileira vai ter muitos problemas para organizar o seu campeonato.

É uma boa hora dos clubes assumirem as rédeas.

Entretanto existem alguns contratempos. Um deles é que os cartolas dos times são em alguns casos piores do que os dirigentes da CBF.

A grande maioria dos presidentes só quer o melhor para si e a associação comandada por eles. Não desejamo bem comum. Vide a confusão que acarretou a implosão do Clube dos 13 causado por Andrés Sanchez do Corinthians e os clubes do Rio de Janeiro

Outro exemplo dessa falta de união dos clubes é ver o escritório de advogacia de um candidato a presidente do São Paulo defender a CBF contra as liminares do Flamengo e da Portuguesa.

Falta ética e respeito. A tal Liga que poderia ser a tábua de salvação dos times do Brasil não passa por enquanto de uma mera utopia.

Ainda dá tempo dos cartolas  se conscientizarem. A hora é agora. Melhor oportunidade de usurpar o campeonato das mãos de José Maria Marie não há.

Liga já ou a Copa João Havelange 2.

A luz ou as trevas.

A bola agora estão nas mãos e nos pés dos clubes.

Que o bom senso prevaleça.

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CRUZEIRO TRICAMPEÃO E O FIM DA TEORIA DA “ESPANHOLIZAÇÃO” DO FUTEBOL BRASILEIRO

14/11/2013
Cruzeiro: terceiro título incontestável

Cruzeiro: tricampeão brasileiro

O Cruzeiro venceu o Vitória da Bahia por 3 x 1 e conquistou o seu terceiro título brasileiro.

16 pontos na frente do vice-líder Atético Paranaense.

Depois de rodadas na frente somente uma desgraça monstruosa tiraria o título da Toca da Raposa.

Os torcedores do clube celeste de Minas Gerais encomendam as faixas de tricampeão brasileiro com rodadas de antecedência. Quatro partidas antes do término da competição, a confirmação da conquista chegou ontem no estádio Barradão em Salvador.

O título do campeonato brasileiro de 2013, dez anos depois da geração de Alex e 47 anos após a antológica vitória de Dirceu Lopes e Tostão em 1966 pode não ter sido espetacular como nos dois torneios nacionais anteriores ganhos pela Raposa.

Porém, em 2013 não há como negar que o Cruzeiro foi a melhor equipe do torneio com um futebol ofensivo, dinâmico e insinuante num elenco em que não havia gênios, mas atletas experientes que já haviam sentido o gosto da taça nacional como Borges, William e Dagoberto, além do surpreendente campeonato de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro.  O zagueiro Dedé que deixou o título brasileiro escapar de suas mãos em 2011 com o Vasco, agora finalmente pode beijar a taça de campeão. A sua ida para Belo Horizonte se revelou uma ótima escolha para a sua carreira.

Além disso, o time comandado pelo ex-atleticano Marcelo Oliveira se deu ao privilégio de ter “reservas de luxo” como os meios campos Tinga e Júlio Baptista.  O Cruzeiro fez um campeonato brasileiro brilhante. Depois que conseguiu a liderança do torneio jamais deixou o primeiro lugar.

cruzeiro tricampeão 2

William: mais um brasileiro do currículo

Com o vencedor do brasileiro definido se esvai uma das teses produzidas por parte da imprensa esportiva brasileira: o da “espanholização” do futebol brasileiro em que Flamengo e Corinthians fariam os papéis de Real Madrid e Barcelona no Brasil. Tudo devido a teoria firmada de que os clubes mais populares do país se tornariam imbatíveis por receberem maiores cotas de TV e contarem com um enorme contingente de clientes torcedores.

Ops! Desculpem aí. Um time de Minas Gerais venceu o principal título nacional.

Não se pode controlar o sucesso e a incompetência. O Atlético Paranaense que estava na série B no ano passado tem grandes chances de ser o vice campeão brasileiro. A vaga da Libertadores está garantida. O Goiás que também frequentou a segunda divisão em 2012 luta para chegar entre os quatro primeiros.

Corinthians e Flamengo estão no limbo do torneio. O Fluminense que foi o campeão brasileiro no ano passado corre um sério risco de ser rebaixado.

Como se percebe o futebol brasileiro é bem diferente e muito mais volátil do que o rotineiro esporte bretão praticado em terras espanholas. Os 13 chamados “grandes” daqui tem torcidas enormes e apaixonadas que sustentam a estrutura desses clubes. Lembremos que o Brasil é praticamente um continente e a Espanha é no máximo do tamanho do estado de São Paulo.

Quando se observa essas constatações fica complicado comparar a paixão do torcedor do Santa Cruz com o abnegado do Levante por exemplo. O Brasil tem uma cultura e uma diversidade futebolística muito maior do que a Espanha.

Quantos campeões mundiais interclubes o Brasil tem? Quantos deles levaram um título continental em comparação aos espanhóis? Nem é necessário citar o Brasil no caso. Basta ver quantos clubes argentinos conquistaram a glória máxima em comparação ao Real e Barcelona.

Portanto a tese Cosme Rímoli de “espanholização do futebol brasileiro” acabou de ir para o saco na noite de ontem.

Os dois maiores clubes de Minas Gerais conquistaram os principais títulos do ano. Vai sobrar emoção da Libertadores do ano que vem.

Somente lembrando aos incautos internautas que o termo “espanholização” somente deve ser usado na situação abaixo. Se é que vocês me entendem… 🙂

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O resto é conversa fiada para boi, vaca e um rebanho inteiro dormir.

Parabéns à Raposa tricampeã brasileira e  um imenso e retumbante  viva  para os pontos corridos.

O EMPRESÁRIO DO DOUGLAS

03/10/2013

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Existem certas coisas na vida que são complicadas de explicar.

Uma delas é como um jogador que não passa, não corre, não marca, não faz gols e que toma dribles desconcertantes dos adversários pode ser titular de um time como o São Paulo.

Douglas sem dúvida é um dos piores jogadores da história do clube. Disparado o atleta mais bisonho do tricolor nos últimos 40 anos.

No entanto, os treinadores passam e todos se encantam com ele, o colocando de titular e testando a sua “polivalência”.

Até mesmo o comentarista Caio Ribeiro caiu no conto do Douglas.

Ontem na Vila Belmiro vimos todo o futebol que esse jogador pode mostrar. O gol incrível e pateticamente perdido, as avenidas do lado direito são paulino….,etc.

Até mesmo o veterano Léo tirou uma casquinha.

Mas devemos dar um parabéns no meio dessa tragédia toda.

O empresário do Douglas.

O cara deve ser um verdadeiro mágico para convencer dirigentes e técnicos de que o seu protegido é um jogador de futebol.

Ô lábia boa.

Alguém tem o telefone do cara? Preciso vender um Gol 91 pelo preço de uma Ferrari. Com esse cara eu tenho certeza que eu consigo.

O TRISTE RETRATO DE UMA DITADURA

21/07/2013
Rogério Ceni desolado com o "show" de Luan: vergonha no Morumbi

Rogério Ceni desolado com o “show” de Luan: vergonha no Morumbi

Ontem, dia 20 de Julho de 2013 se viu uma das partidas mais vergonhosas da história do São Paulo Futebol Clube dentro do estádio Cicero Pompeu de Toledo.

O tricolor do Morumbi repetiu os velhos erros de jogos anteriores e foi goleado pelo Cruzeiro por 3 x 0.

Não há mais muito a dizer sobre a presidência nefasta do clube , de seus diretores corredores de Porshe e alguns jogadores que envergonham a camisa tricampeã mundial. Tudo o que se vê atualmente já foi citado neste blog. Seria chover no molhado.

Se o rebaixamento era algo intangível hoje, ele se revela uma ameaça real e concreta nos próximos meses.

Se o São Paulo continuar nessa triste toada a série B é logo ali.

Time grande não cai? Cai sim.

Hoje num campeonato de pontos corridos consolidado basta ter um presidente incompetente e um bando de diretores e conselheiros acólitos que dizem amém ao rei louco.

Mas o vexame não terminou após o apito do árbitro Héber Roberto Lopes.

Durante o vareio de bola cruzeirense a verdadeira torcida do São Paulo começou a gritar “Fora Juvenal”.

As facções organizadas carnavalescas se calaram e não acompanharam o coro dos revoltosos.

Pior que a sua omissão foi a ação da Gestapo de JJ na saída do estádio.

Torcedores comuns foram impedidos pelos soldados do general de gritar algo contra a diretoria.

A facção organizada assumiu os gritos e dirigiram o seu alvo contra os jogadores e ao candidato da oposição Marco Aurélio Cunha. Algo claramente arranjado.

Hoje, depois de uma derrota retumbante e a pior série de insucessos da história do clube, Juvenal Juvêncio organiza um churrasco no melhor estilo “pão e circo” romano.

Segundo relatos, o mandatário está acompanhado de torcedores organizados que fazem a sua segurança pessoal e que perseguem os apoiadores de Marco Aurélio Cunha.

Juvenal que tenta a todo custo controlar as chapas das próximas eleições colocando dois paus mandados nas duas vagas possíveis e eleger o seu parvo sucessor.

Triste retrato de um clube que já foi democrático.

O São Paulo Futebol Clube vive hoje a sua pior crise institucional seja dentro ou fora de campo.

O torcedor tricolor está vivendo uma ditadura, pura e simples.

Nada surpreendente para quem já foi  deputado estadual nos anos de chumbo.

Ontem, “os responsáveis” pelo comando do mais querido sujaram o manto branco de tantas glórias. Cuspiram numa tradição de quase 80 anos.

Hoje o que vemos em campo e fora dele não é mais o time de uma nação de 15 milhões de pessoas.

É uma associação comandada por um pequeno grupo de pessoas alienadas que se julgam acima do bem e do mal.

A honra e o respeito se foram maculados pela arrogância senil.

Sobraram a vergonha, a patifaria e  a canalhice.

Rogério Ceni merecia coisa melhor no final de sua brilhante carreira.

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A CRISE, TINTIN POR TINTIN!

11/07/2013
Aloísio e Luis Fabiano lamentam: crise no Morumbi

Aloísio e Luis Fabiano lamentam: crise no Morumbi

Algumas vezes nós simplesmente cansamos de tocar no mesmo assunto e bater na mesma tecla.

Porém alguns fantasmas sempre voltam. Por mais que tentemos nos livrar deles é inevitável que eles nos assombrem novamente.

Domingo no Morumbi, 11 mil são paulinos assistiram a um filme de terror. Ontem novamente no estádio Cícero Pompeu de Toledo contra o “poderoso” Bahia, que tomou de 7 do maior rival este ano, vimos a segunda parte dessa autêntica tortura.

No final de semana, o São Paulo massacrou o quase sub-20 do Santos no primeiro tempo. Perdeu um caminhão de gols graças a displicência de Luis Fabiano e a inoperância sutil de Osvaldo.

Parecia que o tricolor iria reagir depois da desastrosa primeira partida da Recopa contra o Corinthians. Os erros da decisão de quarta-feira retrasada se repetiram no último final de semana.

O São Paulo tomou o primeiro gol e desmoronou.

Se tornou um arremedo de time. Uma parva lembrança uma camisa antes respeitada.

O segundo tento do ex-são paulino Cícero confirmou a tragédia anunciada.

Ontem contra o Bahia mais uma derrota. A quarta seguida no Morumbi. Nunca o mais querido perdeu tanto em seu próprio estádio.

A culpa não era de Ney Franco, assim como não era de Muricy, Ricardo Gomes e nem será de Paulo Autuori se ele fracassar nessa sua nova empreitada.

Assim como todos os outros técnicos que passaram a trabalhar no São Paulo desde 2009.

Esta crise aparentemente interminável tem vários nomes.

Será até redundância escrever sobre isso já que alertávamos sobre o que iria acontecer desde 2011.

O torcedor está cansado de conhecer este assunto, mas vamos adicionar fatos novos.

Juvenal e o nefasto episódio da Taça de Bolinhas: arrogância e desrespeito

Juvenal e o nefasto episódio da Taça de Bolinhas: arrogância e desrespeito

Juvenal Juvêncio – O Imperador Palpatine do Morumbi

Como previmos o “golpe estatutário” ( que teve apoio da maioria do Conselho do clube) revelou-se um erro de proporções épicas.

Juvenal Juvêncio estendeu ilegalmente o seu mandato e ampliou o seu poder dentro do clube.

Instituiu um regime de terror “Natu Nobilis” psicológico no Morumbi. Demitiu bons profissionais como Carlinhos Neves, Luiz Rosan e o consagrado Doutor Turíbio Leite de Barros. Marco Aurélio Cunha foi isolado das decisões importantes e pediu o boné.

Sobraram os lambe botas que nunca alertavam Juvenal sobre a sua má conduta dentro do clube e o desrespeito às outras agremiações como no caso da “Taça de Bolinhas” contra o Flamengo. Instalou-se a soberba, a falta de respeito e a calamidade institucional.

Juvenal foi um dos melhores dirigentes do São Paulo quando era apenas um mero subalterno. Contudo, quando ganhou poder revelou-se um administrador medíocre. O seu primeiro mandato que se iniciou em 1989 terminou melancolicamente. Agora novamente o fim de feira terrível se anuncia.

Sob o comando de Juvenal ,o São Paulo foi tricampeão brasileiro. Seria patético não colocar méritos no dirigente nessas três conquistas. Afinal, ele manteve Muricy a ferro e fogo quando muitos conselheiros e cornetas queriam ver o treinador pelas costas.

Mas devemos deixar uma situação bem clara. Juvenal herdou uma ótima estrutura construída pelo falecido presidente Marcelo Portugal Gouveia e foi incapaz de mantê-la durante os anos seguintes.

Se o mandatário são paulino tivesse tido a dignidade de cumprir o seu mandato até 2011 a história dele no São Paulo seria outra. Teria recuperado a péssima primeira impressão que ficou no seu primeiro biênio que culminou num décimo quinto lugar no campeonato paulista de 1990. Mas o bichinho do poder o mordeu. Depois do “golpe” e de todos os desmandos, o caldo azedou.

O São Paulo sempre funcionou com democracia. O tricolor do Morumbi conquistou os seus maiores títulos quando houve alternância de poder. Novas ideias e novos rumos sempre foram a mola propulsora do clube.

Antes de Juvenal, Laudo Natel havia sido o último presidente a estender o seu mandato. Era uma época de exceção. Natel foi o principal responsável pela construção do Morumbi e o time ficou 13 anos sem conquistar um título relevante. Era preciso controlar as finanças. Não havia espaço para dirigentes malucos e gastadores. Natel, um dos diretores do Bradesco e um bom gestor financeiro era necessário naqueles tempos de vacas magras.

Depois de Natel e do término do Morumbi a democracia no clube se restabeleceu. Os títulos e boas campanhas vieram a rodo.

Com a amarga alteração estatutária, o clube se paralisou. A gestão antes inovadora se mumificou e envelheceu como as rugas do seu principal mandatário. Nem mesmo as reformas do Morumbi o salvaram. Deu azar em algumas contratações e foi péssimo em outras confiando no seu ultrapassado instinto futebolístico.

A lista de jogadores que fracassaram no clube nesses últimos quatro anos dá volta ao redor do Morumbi. Podemos citar alguns como Leo Lima, Carlinhos Paraíba, Marlos, Edson Ratinho, Rodrigo Souto, Fernandão, Cléber Santana, Eduardo Costa… A lista é enorme e quase interminável num período de quatro anos.

Entretanto, a situação mais grave foi a cultura da soberba que se instalou em frente a Praça Roberto Gomes Pedrosa. O profissionalismo endeusado no clube virou apenas uma obrigação comum. Os jogadores perderam o encanto com o time e agem apenas como meros profissionais de uma empresa estatal. Jogam, recebem o salário e que se dane o resto. Não há identidade dos atletas com a instituição e torcida. Apenas usam o ainda bom nome do clube como um trampolim. Uma ponte para para alcançar o futebol europeu ou a seleção brasileira.

Jogadores – Um senhor problema

Alguns jogadores são a mola propulsora dessa atual crise são paulina. Por mais que sejam atletas consagrados em algum momento é impossível não notar a total falta de sincronia deles com o futebol que eles mesmos jogavam no passado. Há outros problemas que vamos citar aqui.

Volantes Marcadores – Conceitos do Passado

Denílson e Wellington são duas peças importantes num esquema de futebol. São dois autênticos “ladrões” e marcadores. Aqueles “volantes de contenção” ( termo odioso) tradicionais dos anos 90 pós Copa 94. Porém a qualidade vai até a página 2. No futebol de hoje é fundamental que os meios campistas também saibam tocar bem a bola e armar jogadas. Alguns fazem até gols. No São Paulo não existe este tipo de jogador.

Claro que um “cão de guarda” às vezes é necessário. Até o Barcelona se dá ao luxo de ter um Mascherano, mas pra que dois atletas com as mesmas características? Isso mata o meio de campo tricolor que se torna burocrático e pouco competitivo.

Lúcio – O capitão de araque do Morumbi

Se esperava muito mais de um atleta campeão de quase tudo pela seleção brasileira e que atuou por anos na Europa por clubes consagrados do velho mundo.

Lúcio já começou errado no clube. Foi contratado pela diretoria para “liderar” o elenco são paulino na Libertadores. De fato, ele comandou o elenco, mas de uma maneira bem negativa quando bancou o garoto mimado num jogo do torneio sul americano e foi infantilmente expulso no primeiro jogo das oitavas contra o Atlético Mineiro. O defensor não é o mesmo zagueiro seguro e firme de tempos passados. Lúcio falha constantemente, principalmente nas bolas altas. Mesmo sendo um defensor alto, o atleta não tem mais o mesmo reflexo ou senso de colocação de antigamente. O jogador se enquadra bastante o arquétipo de funcionário de empresa estatal. Ele está lá só pra receber o salário e jogar. Uma mera obrigação. Parece que seus anseios são mais importantes que as dificuldades internas do clube.

Luis Fabiano: nova expulsão no São Paulo

Luis Fabiano: nova expulsão no São Paulo

Luis Fabiano – Mimado, Marrento e Paralisado

Não justifica o salário que recebe do tricolor. Outro jogador mimado e que se acha maior que a camisa que veste. Quando voltou para o São Paulo se esperava muito mais dele. A torcida o apoiou, mas o atleta continuou a ser expulso e a fazer bobagens em campo. Ontem levou o cartão vermelho pela centésima quinta vez. O futebolista não amadureceu na parte disciplinar e pior, parece não estar indo bem na parte física e técnica, além de ficar parado em campo e não se movimentar. Luis Fabiano não tem mais o mesmo reflexo. Perde gols a rodo e costuma ser facilmente “encaixotado” pelas defesas adversárias.

O centroavante parece estar alheio as críticas. Nunca pediu desculpas a torcida pelas péssimas apresentações e pelas exclusões infantis. Pelo contrário, se acha a última bolacha do pacote e discute com os seus companheiros sendo que o mesmo não os ajuda. Surge aí uma novas falha da diretoria. Ao invés de dar bronca e cobrar devidamente o jogador internamente, Juvenal Juvêncio faz jogo duplo na imprensa. Passa a mão na cabeça do jogador e depois ameaça vendê-lo. Qual jogador irá correr e “dar o sangue” para um presidente assim? Imagina… se ele faz marra para os repórteres … Mais fácil ligar o botãozinho do “Que Se Dane”.

Ganso: fracas atuações colocam seu talento em dúvida

Ganso: fracas atuações colocam seu talento em dúvida

Ganso – O Craque Sem Nunca ter Sido

Todos os brasileiros que gostam de um bom futebol se lembram perfeitamente do primeiro semestre de 2010.

Nele um atleta chamado Paulo Henrique Ganso encantou o Brasil.

Parecia que nasceria ali finalmente o clássico camisa 10 brasileiro. O “número 1 ” que Zagalo tanto queria para a Copa de 1998, mas que não tinha conseguido.

O atleta paraense arrebentou no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. A sua convocação para a Copa do Mundo de 2010 foi cogitada e pedida por muitos que viam nele o armador ideal.

Ganso além de sua visão de jogo primorosa, ainda fazia gols. Parecia que seguiria os passos consagrados de seu companheiro Neymar.

Parecia…

O camisa 11 santista continuou a seguir o caminho do estrelato e o brilho de Paulo Henrique foi se apagando com as seguidas e graves contusões.

Entre uma volta e outra no Santos sempre se esperaria que o camisa 10 recuperaria o seu bom futebol. Em algumas vezes ele mostrou serviço, em outras não. Brigou com a diretoria praiana e foi vendido ao São Paulo a peso de ouro. Uma das contratações mais caras do futebol brasileiro.

Juvenal arriscou o pescoço e muito.

Ganso nunca fez uma partida primorosa no Morumbi. Nem a troca de clube colocou novos rumos na carreira do futebolista. Permaneceu indolente como nos seus últimos dias no Santos e também na seleção brasileira onde a sua postura “cagando e andando” foi bastante criticada.

Não se sabe ainda a verdadeira extensão da gravidade de suas contusões e se elas afetaram o seu desempenho durante esses quatros anos. Porém se sabe que Ganso nunca mais foi o mesmo. Ele não consegue armar como antes. Raramente dá passes preciosos e ainda tem a concorrência de Jadson que atua na mesma posição que a dele. Está bem claro que ambos não podem jogar juntos.

A ida para o São Paulo poderia representar um sopro e renovar a sua carreira. Mas suas pálidas e vergonhosas atuações fazem os dirigentes do São Paulo ficarem com a pulga atrás da orelha.

Será que jogamos um caminhão de dinheiro na lata do lixo? Se perguntam.

Ganso parece um paciente em coma. Choques e chacoalhadas não o fazem acordar num momento crítico em sua carreira. Se antes ele era um dos nomes quase certos para a Copa de 2014, hoje a simples menção de seu nome na seleção brasileira é uma piada.

Acomodado? Bichado? Mal Adaptado? Cada vez mais a previsão sombria do blog do Redator Bipolar se confirma. Ganso parece um jogador dos anos 60. Está parado no tempo e no espaço. Hiberna em berço esplêndido.

Ganso quer brilhar no futuro em grandes clubes da Europa. Está sonhando acordado. Se o meia continuar com essas atuações não jogará nem entre os reservas do Málaga.

Rogério Ceni: hora de pensar no sucessor

Rogério Ceni: hora de pensar no sucessor

Rogério Ceni – O Mito Hesitante

O camisa 01 é o maior goleiro da história do São Paulo Futebol Clube e também um dos melhores da sua posição em toda a história do futebol.

Mas isso não significa que o mesmo está livre das críticas. Nem o isenta da responsabilidade de ser um dos personagens deste mau momento.

Rogério Ceni tem falhado e muito. Não se sabe se por causa da idade ou das graves contusões que sofreu nos últimos anos, contudo está na hora do goleiro ter um pouco mais de consciência e preparar o terreno para o seu sucessor.

Ninguém é eterno. Nenhum jogador pode ser maior que clube. Ceni tem a obrigação de ter consciência disso.

Zetti a teve quando deixou o terreno livre para Rogério ser titular absoluto em 1996.

Este fato não significa uma aposentadoria forçada . Apenas paralisar o ímpeto de atuar em todos os jogos e todos os minutos só para bater recordes. Isso não é necessário.

Rogério Ceni já mostrou ao futebol tudo o que representa.

Porém tudo tem um começo e tem um fim. Como já foi escrito e temos que reafirmar nenhum jogador pode ser mais importante que o clube e sua torcida.

Renovação Total – Um Novo Caminho

A crise do São Paulo é de novas ideias, novos rumos, nova filosofia e também um novo time.

A palavra que se deve usar é renovação e também reconstrução. De dirigentes, de jogadores, de absolutamente TUDO.

Se os conselheiros insistirem em manter os quadros dessa diretoria arcaica e mumificada, o torcedor são paulino só vai ter uma direção para olhar.

O fundo do poço.

Porém, se tomarem vergonha na cara e mudarem esse estilo ditatorial de boutique que aí está, o abnegado tricolor pode esperar dias muito melhores.

360 GRAUS

22/11/2012

Torcedora se desespera: o Palmeiras é rebaixado novamente

Não teve jeito. Pela segunda vez em dez anos o Palmeiras vai disputar a série B do Campeonato Brasileiro. Uma surpresa, pois há seis meses o verdão faturou o título da Copa do Brasil, um dos principais torneios do país.

Mais surpreendente ainda que um elenco mais forte que Ponte Preta, Portuguesa e Sport e Coritiba tenha sucumbido a segunda divisão ainda na antepenúltima rodada.

Mas como foi escrito anteriormente, um campeonato de pontos corridos com vinte clubes onde exageradamente quatro times caem sempre vai ter um clube grande no abismo. Basta se preparar mal.

O Palmeiras priorizou a Copa do Brasil, venceu, fez festa e esqueceu do brasileiro. Quando acordou era tarde demais.

O Palestra sofre com graves problemas internos. Situação e oposição não se entendem. Não há unidade dentro do clube. Desde que Felipão voltou ele reclamou dos diretores e das fofocas de vestiário. Nem a vinda de César Sampaio aplacou os vazamentos. O clima ficou insuportável com as derrotas seguidas e o treinador pediu o boné. Quando um dos maiores treinadores da história do clube deixa o clube logo depois de vencer um título importante vemos o quanto é grave a crise interna da instituição.

Sempre houve conflitos internos históricos na rua Turuiassu, mas dessa vez a “civil guerra fria” nos corredores do clube ganhou ares de antropofagia com ameaças de morte e arremessos de cadeiras. Até mesmo parte de torcida entrou na onda com suas agressões a jogadores e arroubos de fúria na arquibancada. Graças a ela o time do Parque Antártica teve que jogar fora de casa quando o time precisava de mais apoio e motivação.

O Palmeiras precisa passar por uma grande revolução interna se quiser voltar a ser um time de grandes conquistas e escapar de vexames. Primeiro se livrar dos dirigentes incompetentes, emocionais e irracíveis que frequentam aqueles corredores. Segundo, deixar de ser refém da torcida organizada que queima o pavilhão do clube, quebra troféus, agride e expulsa jogadores. Terceiro democratizar o clube com as eleições diretas e motivar a quarta maior torcida do país.

Uma autoanálise profunda é necessária. Uma nova mentalidade expansionista e democrática deve ser instituída e fincada na alma de cada palestrino. Caso contrário o círculo vicioso vai continuar como ocorreu há dez anos no primeiro descenso do clube. Mudanças foram prometidas, “salvadores da pátria” foram eleitos, mas tudo continuou na mesma. Um giro trágico de 360 graus. Uma volta tortuosa que o palmeirense não quer sofrer nunca mais.

REBAIXAMENTO, UMA REALIDADE

12/11/2012

Pameiras: a beira do segundo rebaixamento

Atenção a todos os times que disputam os campeonatos brasileiros da série A, B e C. Fiquem de olho. Se por acaso vocês não formarem elencos competitivos com um mínimo de planejamento o seu destino será o descenso.

Hoje no futebol brasileiro, com a vinda do campeonato de pontos corridos, o panorama mudou. Se antes tínhamos as tradicionais “viradas de mesa” com direito a estouro de champanhe com gosto de água sanitária por parte de cartolas inescrupulosos, a situação atual não permite tal malandragem.

Ou seja, se o seu time vai mal amigo, ele vai cair mesmo. Não importa a cor ou quanto grande ele seja. Rebaixamento é puro critério técnico e matemático. Perdeu ou empatou muito? Rua. Simples assim.

Desde que o sistema de pontos corridos foi adotado em 2003, muitos times grandes sentiram o gosto amargo da série B. Grêmio, Vasco, Corinthians, Botafogo, Fluminense, Bahia e  Atlético Mineiro já foram para a segunda divisão. Flamengo e Cruzeiro por muito pouco também não entraram no hall de rebaixados. Dos chamados “grandes” apenas cinco ainda não frequentaram a série B.

Rebaixamento de equipes tradicionais do futebol brasileiro virou rotina. Isso poderia ser considerado anormal, mas não é. Isso é o reflexo do mau momento desses times e da sua falta de planejamento, além da formação de elencos ruins. Muitas esquadras fortes no mundo já experimentaram o gosto amargo da divisão de acesso. River Plate, Manchester United, Juventus, o campeoníssimo Saint Etteine da França… a lista é surpreendente.

Hoje vemos o Palmeiras agonizar nesse campeonato brasileiro.

Este que vos escreve há pouco tempo não acreditava que o campeão da Copa do Brasil deste ano pudesse disputar a série B ano que vem. Os maus resultados do time alviverde falaram por si. 19 derrotas num universo de 38 rodadas é um convite descarado para o rebaixamento. Infelizmente, o segundo descenso do Palmeiras em dez anos parece inevitável. Só um milagre daqueles bem fortes podem salvar o verdão da degola.

Mas o torcedor não deve encarar isso como uma tragédia grega. Aquela que faz o sujeito pular pela janela ou entrar de frente de um trem de metrô na Barra Funda.

Nada disso. É necessário dizer que temos no Brasil 14 times chamados de grandes, fora os intermediários ou “semi-grandes”, que podem não ter o mesmo número de torcedores dos clubes top, mas tem uma torcida local fortíssima e tradicional.

Isso mostra o quanto o campeonato brasileiro é difícil num universo de apenas 20 times e quatro vagas para o patíbulo. Quatro times rebaixados num campeonato de vinte clubes é um exagero. Em outros campeonatos como o Espanhol, Italiano, Inglês e Alemão são três as vagas para a segundona. Se no tradicional ditado afirma que “três é demais”, imaginem quatro.

Portanto o rebaixamento de times grandes será rotineiro daqui para a frente. Algo normal numa competição muito bem disputada. O Palmeiras investiu mal. Acreditou em péssimos jogadores como Luan e trouxe de volta refugos como Correa e Obina. Um pedido eloquente de queda para a segunda divisão. Apesar das qualidades incomensuráveis do artilheiro Barcos e da dedicação ferrenha de Marcos Assunção, o resto da nau palmeirense tem marinheiros inexperientes e de primeira viagem. Nem citarei Valdívia para poupar os olhos dos leitores desse blog com palavras de baixo calão.

Mas nada de desespero ou pichar os muros do Parque Antártica. Muito menos queimar a loja do clube. Isso não é papel de torcedor e sim de canalhas. Só piora a pressão terrível do time ao invés de melhorá-lo. Se o Palmeiras sair da degola ótimo. Mas se for rebaixado nada de quebrar a sede e jogar troféus na lata do lixo. O torcedor brasileiro ainda não está acostumado com esta realidade nova em que nosso futebol está  livre de aracupas jurídicas que causam viradas de mesa. O time é ruim? ele vai cair. Não há disposição contrária.

A segunda divisão hoje não é uma punição igual à descida  para o inferno, apenas a consequência de um período ruim. Muitos times grandes vieram da série B e se recuperaram brilhantemente. O Grêmio eternizou uma partida da segundona ( a batalha dos Aflitos)  e não tem a menor vergonha disso. Depois de subirem em 2005, os gaúchos chegaram à final da Copa Libertadores com jogadores do naipe de Sandro Gaúcho. Atlético Mineiro, Vasco e Corinthians voltaram a primeira divisão e não consta que ambos estão piores agora do que há alguns anos. Venceram títulos. Recuperaram a confiança de sua torcida e nunca deixaram de ser grandes.

Ao torcedor menos acostumado um aviso. Hoje o problema não é descer para a série B, mas sim continuar nela. E se cair duas vezes é motivo para torcedor querer matar dirigentes incompetentes olhem um time italiano por exemplo. Caiu duas vezes, subiu e se recuperou vencendo três títulos mundiais depois. O nome do clube? Milan.

Torcedores do Palmeiras, se o milagre não vir se mirem nos bons exemplos. Continuem torcendo sem crise e votem melhor em seus dirigentes. Bola para a frente. O clube terá eleições diretas. Os cartolas paspalhões terão vida curta em seus  cargos.

Ainda é possível a salvação? Sim, mas nada de angústia. Como diz a música de Ivan Lins, “desesperar jamais”.

TETRACAMPEÃO (1970-1984-2010-2012)

12/11/2012

Fred celebra: o Fluminense é tetracampeão brasileiro

Após vencer o Palmeiras por 3 x 2 ontem na ensolarada e distante Presidente Prudente, o Fluminense conquistou o seu quarto título brasileiro numa campanha arrasadora. A melhor de todos os campeonatos de pontos corridos realizados desde 2003.

O tricolor carioca venceu o torneio não com um mas com dois pés nas costas. Melhor ataque, melhor defesa, dez pontos na frente do segundo colocado até a antepenúltima rodada e com o virtual artilheiro da competição. Fred com 19 gols.

São números incontestáveis que tornam o clube das Laranjeiras o melhor time do Brasil na atualidade. Lembremos que o Fluzão foi campeão estadual com duas vitórias na final contra o rival Botafogo e que os comandados de Abel Braga fizeram a melhor campanha da primeira fase da Libertadores vencendo o Boca Juniors dentro de La Bombonera. Mas por causa de um gol de Santiago Silva no final de um jogo eliminatório foram desclassificados na bacia das almas, deixando o caminho livre para o Corinthians.

O bom ritmo de jogo mostrado na competição sul americana não arrefeceu no campeonato brasileiro. Pelo contrário, o Fluminense sempre seguiu na cola do líder Atlético Mineiro e na primeira oportunidade que teve abocanhou a liderança no segundo turno para nunca mais sair do primeiro lugar numa campanha impecável.

Abel Braga formou um sistema sólido no meio campo e defesa. Algo muito comum nos seus times. Nem era necessário. Com um elenco que se dá ao luxo de ter reservas como como Rafael Sobis e o titular da seleção colombiana Valência, o esquema cauteloso do treinador chegou a irritar. Mas houve momentos de extremo brilhantismo. Nem vamos falar de Deco, que passou a maior parte do tempo no estaleiro, mas que quando foi usado foi fundamental no bom desempenho da equipe.

Jean e Edinho deram estabilidade e força no meio campo. Gum e Leandro Eusébio campeões nacionais em 2010 repetiram a dose e formaram uma sólida e estável parede na zaga. Mas foi no gol que o Fluminense encontrou o seu principal jogador na defesa. O goleiro Diego Cavalieri começou muito mal no clube nos seus primeiros jogos pós-Europa. Mas aos poucos, o arqueiro foi ganhando a confiança da torcida tricolor. Nesse campeonato brasileiro pegou tudo e mais um pouco. Foi o melhor goleiro da competição e já é candidato a vaga de titular da seleção brasileira ainda destronada desde a má fase de Júlio César.

Wellington Nem, vindo de Xerém mostrou um futebol dinâmico e técnico. Se era uma promessa hoje é uma realidade. Fred, o principal jogador do clube e desse campeonato brasileiro de 2012 deixou as suas seguidas contusões para trás. Com um ritmo de jogo afinado mostrou todo o seu potencial. Somente Mano Menezes não enxerga o óbvio. O camisa 9 das Laranjeiras seria titular em qualquer seleção do planeta. Em suma, um timaço.

Enfim apesar de alguns erros de arbitragem sempre comum a todos os times desse campeonato brasileiro, o título do Fluminense é inquestionável. Com um elenco estrelar o time revela uma grande expectativa e pode almejar alvos mais altos no ano que vem. Quem sabe ser o terceiro time carioca a faturar uma Taça Libertadores. Mas isso ainda é cedo para discutir. O importante agora é que no Brasil, não tem para ninguém. O tricolor das Laranjeiras é o maior do país em 2012.

SEMANA PARA SÃO PAULINO TORRAR O SALÁRIO

29/10/2012

O São Paulo caminha firme na disputa de uma das vagas da Pré-Libertadores pelo campeonato brasileiro. Pela Copa Sul Americana conseguiu chegar às quartas de final depois de um empate suado contra o LDU genérico do Equador.

À partir da próxima semana o torcedor são paulino vai ter que preparar a carteira. Vem aí duas partidas de arrepiar o cabelo do sovaco.

O São Paulo vai enfrentar o líder Fluminense no Morumbi. O clube carioca, virtual tetracampeão brasileiro em virtude de sua excelente campanha tem um elenco forte, com nomes como Fred, Deco ,o espetacular goleiro Diego Cavalieri, além da maior revelação do campeonato brasileiro deste ano, Wellington Nem.

O São Paulo com Luis Fabiano, Lucas e Rogério Ceni faz uma boa campanha no torneio nacional.  O clube paulista tem boas chances de  se classificar para a Pré-Libertadores e chegar entre os quatro primeiros.

Uma grande partida. Talvez a maior prova de fogo do tricolor das laranjeiras. Se a equipe de Abel Braga vencer o São Paulo fora de casa estará com uma mão na taça. Mas se o tricolor paulista vencer vai colocar água no chope do adversário exatamente como o Fluminense fez em 2008 quando empatou com o São Paulo no Morumbi, adiando o Hexa Brasileiro para a cidade de Brasília na rodada seguinte.

Em suma um jogaço que promete.

Na quarta-feira seguinte, o São Paulo recebe a Universidad do Chile pelo jogo de volta da Copa Sul Americana no Pacaembu. O conhecido time da “La U” é o último campeão do torneio. Comandados pelo visionário Jorge Sampaoli, a Universidad mostrou o futebol mais vistoso da América do Sul no ano passado. Apesar de não contar mais com o brilhante atacante Vargas e outros jogadores de 2011, a partida terá muitos atrativos pelo clube chileno ter um esquema mais ofensivo, diferente de muitas outras equipes do cone Sul.

Outra novidade é a volta do tricolor paulista ao Pacaembu. Palco de muitas glórias do São Paulo Futebol Clube. Apesar do radicalismo dos torcedores mais fanáticos, o Pacaembu não é apenas o local do Corinthians e sim de vários times da capital do estado. O tricolor é um dos maiores vencedores do estádio. Corinthians, Palmeiras, Santos, Portuguesa e até o São Caetano tem histórias de glórias no estádio mais charmoso da cidade.

Portanto vai ser muito bom ver o São Paulo atuar novamente no lugar onde se tem o nome de um ex-presidente são paulino. Fora as facilidades de localização e transporte para a torcida. Chega de atuar na grotesca Arena Barueri e ficar preso no congestionamento da Castelo Branco além de pagar um polpudo pedágio.

Semana que vem é hora do torcedor são paulino tirar o escorpião do bolso e torrar o salário. Adiar a festa do Fluminense e ir para a semifinal da Copa Sul Americana são dois grandes atrativos não só para os adeptos do tricolor mais querido do planeta, mas também das pessoas que adoram ver um bom futebol.

INTERDIÇÃO

20/10/2012

Vila Belmiro: interditada até segunda ordem

O caso Vila Belmiro continua rendendo manchetes.

Ontem o presidente do Tribunal Superior de Justiça Desportiva, Flávio Zveiter interditou a Vila Belmiro por tempo indeterminado até que o Santos apresente novos laudos que comprovem  novas saídas para ambulâncias.

José Maria Marin, presidente da CBF foi pego de surpresa com as perguntas de repórteres sobre o fato num evento do Comitê Organizador Local para a Copa de 2014. Alegou “desconhecimento” do ocorrido e anunciou a criação de uma Comissão de Vistoria para averiguar possíveis falhas nos estádios brasileiros.

Pois é senhor Marin. Por que somente o senhor tomou essas medidas somente agora?

Amadorismo. Irresponsabilidade.

O Santos fez o velho “jogo de empurra”. Em uma nota oficial acusou os órgãos oficiais de não alertarem o clube para a necessidade de se ter uma rampa de acesso. Como se o próprio clube não tivesse uma parcela de responsabilidade nisso já que é sabido que em todos os estádios do campeonato brasileiro existem locais para a passagem de ambulâncias.

Alguns torcedores santistas vociferaram em redes sociais em comentários na internet. Falam em “perseguição do filho do Zveiter”. Vamos falar do processo de capitanias hereditárias no STJD depois. Vamos relevar alguns fatos importantes.

Muitos santistas depois desse episódio passaram a ofender gratuitamente membros de outras torcidas por causa do assunto. Os que mais sofreram foram os corintianos com frases como:

“ Como é que um torcedor que não tem estádio vem falar da Vila Belmiro”?

Deixando as provocações entre torcidas de lado vamos analisar os números friamente.

O Corinthians, apesar de muitas disposições contrárias sempre teve um estádio.

Ele se chama Alfredo Schürig, mais conhecido como  Fazendinha. Se localiza no Tatuapé, zona leste de São Paulo.

Agora vem a constatação espantosa.

O estádio do Corinthians tem uma capacidade maior que a Vila Belmiro. 18.000 pessoas contra 16.800 do estádio Urbano Caldeira.

Aí se vê a grande ironia. O torcedor santista ironiza um corintiano sendo que o estádio do peixe tem menor capacidade de público que o do Corinthians.

Não é uma senhora contradição?

Fazendinha: mais capacidade de público que a Vila

A Vila Belmiro é pequena demais para um time como o Santos. A sua torcida cresce a cada dia graças as suas últimas conquistas e da geração Robinho/Neymar.

Em uma pesquisa recente realizada pela empresa Stochos Sports & Entertainment foi constatado o crescimento da torcida do alvinegro praiano. Segundo o órgão, o Santos já tem mais fãs que o Palmeiras no interior do Estado de São Paulo.

Muitos podem contestar a pesquisa, mas é público e notório que a torcida santista aumentou nos últimos anos. A própria cidade de São Paulo tem muito mais adeptos do time praiano que a maior cidade do litoral paulista.

A diretoria alvinegra, seu presidente e outros mandatários que virão terão de avaliar seriamente esses números daqui para a frente com responsabilidade. É inevitável que o Santos passe a tratar o assunto “novo estádio”com mais seriedade. Estudos já estão sendo feitos, mas apenas divagações e possibilidades. Nada concreto.

Em tempos de reformas do Morumbi, a construção da Arena Palestra e do Itaquerão é bom o clube da Baixada reavaliar os seus conceitos e não perder a oportunidade do crescimento de seus torcedores e sócios ( que já são quase duas vezes maiores que a capacidade da Vila Belmiro).

Caso contrário o Santos irá perder o trem da história e uma grande oportunidade de crescer junto com  seus novos adeptos.