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DESNECESSÁRIO

30/04/2014

 

Aidar x Nobre: conflito dispensável

Quando abro as páginas dos jornais esportivos e assisto os programas da televisão vislumbro que está cada vez mais complicado acompanhar o esporte favorito dos brasileiros.
É muito difícil não ler certas notícias e ter uma imensa ânsia de vômito por tudo o que está acontecendo em nosso país e na nossa maior manifestação cultural.
Para começar quando vejo os tipos de dirigentes do futebol brasileiro que temos ( tanto de clubes como de federações e confederações ) se constata tristemente que o nobre esporte bretão em nossa pátria vai para um buraco bem profundo, sem previsão otimista para sair de lá por algum tempo.

Cartolas fazerem entrevistas coletivas e se digladiarem por causa de um jogador meia boca como Alan Kardec é o fim da picada.

Podemos dizer que tanto o São Paulo como o Palmeiras estão dignamente representados por seus antecessores e vão continuar com as trapalhadas deles.

Ao invés de se unir eles se afastam. Ao invés deles se fortificarem eles se enfraquecem.

Vemos estupefatos ambos os clubes e a mídia em geral discutir sobre o “fenômeno” Alan Kardec. Um atleta que foi destaque na série B e que nem teve a capacidade de ser reserva do Benfica.

Briga e polêmica absolutamente desnecessária e patética. Aidar não surpreende haja visto que ele foi o tal idealizador do terceiro mandato do Juvenal e também foi apoiado por ele na sua eleição. Mal assumiu a cadeira de presidente do São Paulo e já chutou a porta. Se esquece que o futuro presidente da CBF é um conselheiro emérito do Palestra e que um leopardo nunca perde as suas pintas.

Paulo Nobre que se revelava um dirigente diferenciado é mais do mesmo. O tal “administrador” virou um torcedor comum ao publicar uma nota sobre a coletiva de Aidar no mesmo dia. Incluiu uma passagem sobre o tal “jogo das barricas”, que na verdade era um festival muito comum entre os clubes na época já que a única forma dos times arrecadarem dinheiro no período era a bilheteria dos jogos. Não havia direitos de televisão, nem patrocínio na camisa e o marketing que vemos hoje não existia. Paulo Nobre voltou aos seus tempos de torcedor organizado e ignorou a história para soltar o verbo.

Ambos erraram.

Aidar foi desrespeitoso ao dizer que o Palmeiras se apequenou e Nobre se revela inocente ao retrucar.

A tão sonhada e falada Liga Independente?

Está morta e enterrada.

Se esse é o exemplo que temos de dirigentes de clubes é melhor que fique assim mesmo. Eles merecem a ferroada de sua própria incompetência.