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A ERA DA INSANIDADE

25/02/2014

25.04

 

 

 

Pois é pessoal.

Nós até tentamos escrever um pouco sobre esporte por aqui, mas está difícil devido aos últimos acontecimentos.

Um santista morreu estupidamente por conflitos entre as famigeradas e impunes torcidas uniformizadas.

Márcio Toledo de Barros, membro da Torcida Jovem do Santos, esperava tranquilamente o ônibus para voltar para sua casa.

Foi atacado covardemente por um grupo rival de são paulinos que o assassinaram com barras de ferro e pedras.

Nem mesmo nos tempos das cavernas temos relatos de atos tão vis e bárbaros.

A situação é totalmente insustentável. Já apontamos soluções e alternativas para que este estado de barbárie não se perpetue.

A polícia e o MP fizeram a sua parte quando prenderam marginais do Vasco e Atlético Paranaense que tocaram o terror em Santa Catarina pela última rodada do campeonato brasileiro de 2013.

Na semana passada, marginais que invadiram o CT do Corinthians foram presos.

Apesar do esforço, as ações ainda não surtem o efeito necessário para deter estes covardes. A justiça solta os brucutus porque não existe uma legislação forte e que puna com rigor esses atos criminosos.

O país necessita de uma legislação penal e civil específica para lidar com este problema. Porém, os projetos estão parados na câmara dos deputados. Um acinte e uma ofensa a todos nós brasileiros nas vésperas de uma Copa do Mundo em território nacional.

No podre governo de Dilma Rousseff os deputados pouco se importam com o cidadão brasileiro. Estamos jogados às traças com um código penal arcaico e totalmente ultrapassado que favorece os bandidos e os corruptos. Veja o quanto custou colocar na cadeia os criminosos do mensalão.

Enquanto isso José Maria Marin e seus seguidores ditam as indolentes regras dentro do futebol nacional. Para eles que se dane o Estatuto do Torcedor e suas leis. Compreensível para quem foi um político da ditadura militar e se julga acima do bem e do mal.

A Copa terá um público totalmente diferente nos estádios pelo alto custo dos ingressos. Porém, passada a competição, os velhos problemas vão continuar e com um detalhe: a maioria dos estádios não terá fosso e nem separações que impeçam a parte marginal da torcida de invadir o campo ou barbarizar o local dos abnegados adversários.

O problema é bem mais grave do que se pensa. A exigência de uma legislação específica para o futebol e um Código Penal mais duro é de importância suprema para o Brasil.

Caso contrário, os atos de violência desmedida continuarão como previmos em postagens anteriores. A sociedade civil e principalmente os jogadores de futebol devem tomar uma atitude enérgica contra esses acéfalos.

O que aconteceu no domingo não foi uma briga de bar. Nem mesmo um encontro entre turmas para ver quem bate mais.

Ocorreu um homicídio comandados por um grupo de covardes. Nada mais, nada menos. Que a polícia encontre esses bandidos e os façam cumprir o rigor da lei. Vestir a camisa de uma torcida não dá aval e nem imunidade para eles.

Eles são assassinos e lugar de homicida é atrás das grades.

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AMARGA ROTINA

07/02/2014
Organizada do Corinthians invade o CT do clube: o horror

Organizada do Corinthians invade o CT do clube: o horror

A violência no futebol brasileiro se torna uma amarga rotina nos últimos meses.

Desta vez a vítima da vez foram os jogadores do Corinthians que tiveram o seu CT invadido por “torcedores organizados”.

Guerrero, o jogador que fez o gol mais importante da história do clube foi esganado por um grupelho de marginais. Outros tiveram que se esconder para não serem roubados e agredidos pela horda de bárbaros.

Em menos de um semestre já discutimos este assunto em duas oportunidades.

Cansa, pois é um assunto chato. Contudo, não custa repetir.

A direção do Corinthians está colhendo o que plantou. Mario Gobbi não tem coragem de fazer o que seu colega cruzeirense realizou nos últimos meses.

Os anos de financiamentos para a torcida organizada e seu posterior usufruto como instrumento político clubístico interno estão cobrando a sua dívida. Os torcedores de aluguel se acham acima do bem e do mal.

Afinal como culpá-los? Eles tem assistência jurídica e ajuda de parlamentares até quando aprontam em lugares como a Bolívia…

Sem a ação forte e implacável das autoridades junto às associações, agressões, emboscadas e invasões a centro de treinamentos se repetirão. Os atos de violência desses grupos se tornarão insuportáveis.

Em suma, é impossível parar a ação dessas organizações com os dirigentes de clubes que temos.

Hipócritas, covardes, lenientes e até cúmplices, eles não tem a coragem para fazer o que é necessário. Extirpar os bandoleiros e os irracionais.

Lugar de torcida é no estádio e não no centro de treinamento. Muito menos para “tocar o terror” pro causa de apenas 4 jogos de uma pré-temporada muito mal feita no futebol brasileiro. Algo já tradicional e que o grupo “Bom Senso” quer acabar, mas a caduca CBF insiste em continuar até o Marin virar uma múmia egípcia.

No meio desse mar de imundice se deve parabenizar a atitude dos jogadores corintianos que expressaram na sua carta de repúdio tudo o que o presidente do clube não teve o culhão de falar.

Infelizmente ainda é muito pouco. Uma nota de rodapé de um site oficial não vai afastar os trogloditas dos campos de futebol.

Prisão, leis mais severas e punição exemplar dos agressores sim. Sem as chamadas “facilidades” e “escapes jurídicos” que a confusa lei brasileira insiste tanto em nos afrontar e que libera assassinos e estupradores a cada Natal ou apenas cinco anos depois de um crime.

A impunidade causada pela letargia política e a falta de ação mais enérgica dos clubes de futebol contra esses grupos causa um efeito cascata e que piora o barbarismo nos estádios.

Por isso as medidas do presidente cruzeirense Gilvan Pinho Tavares devem ser aplaudidas e imitadas.

Sua conduta contra as organizadas do time mineiro diferenciam aqueles que prejudicam a instituição dos verdadeiros torcedores da raposa. Os clientes que realmente pagam e sustentam o clube.

No dito futebol profissional, o torcedor deve ser tratado com respeito e como um potencial consumidor. Não como gado. O afastamento e medidas que limitam o espectro vil das organizadas atrai um tipo diferente e mais rentável de torcedor.

Muitos afirmam que a limitação das torcidas profissionais acabaria com o espetáculo nos estádios.

Perguntamos. Que tipo de espetáculo? Aquele que vimos na quarta-feira passada no Pacaembu?

Gritos de incentivos, canções e o agito de bandeiras não é de exclusividade das torcidas organizadas. Quem disse que elas tem o monopólio da simples virtude de “torcer”?

Está na hora da justiça, clubes, governos e sociedade civil se unirem contra este mal. Se os times fizerem vista grossa como pretendem, veremos mais uma vez o futebol ser visto nas páginas policiais ao invés dos cadernos esportivos.

Chega da covardia dos políticos e dos cartolas.

Acabem com a violência no futebol agora antes que seja tarde demais.