Archive for dezembro \30\UTC 2013

O FIM DA ESCURIDÃO

30/12/2013

30.12.2013.juvenal

Nunca se viu uma temporada tão trágica para o São Paulo Futebol Clube. O ano de 2013 foi a confirmação de  quase todas as horrendas previsões feitas aqui. Por pouco e graças a Deus ( e a Muricy) uma única não se concretizou: o São Paulo não foi rebaixado, mas faltou pouco.

Durante um certo tempo até parei de escrever sobre o clube no blog. Não queria dar uma carga de negatividade a mais num período tão ruim. Além disso “cornetar” o time mais atrapalha do que ajuda.

Não há a menor dúvida, 2013 foi o mais bisonho da história do tricolor paulista. Uma campanha trágica e humilhante na Libertadores, nenhuma vitória em clássicos, desclassificação no campeonato paulista e na Recopa para o maior rival, uma excursão malfadada na Europa ( em que se perdeu até para um time japonês), atletas desinteressados, brigas e jogadores “estrelinhas” e irresponsáveis como Lúcio e Luis Fabiano.  Para complementar um quase rebaixamento para a série B do campeonato brasileiro e uma desclassificação humilhante para a recém rebaixada Ponte Preta pela Copa Sul Americana. Além disso, um malfadado churrasco com a torcida organizada dentro da sede que terminou em brigas e agressões a torcedores comuns. Conflitos e pressões que já ocorriam dentro do Morumbi por parte d0s brucutus contra os insatisfeitos abnegados são paulinos.  Aqueles que verdadeiramente torcem e sustentam o clube.

Porém nada poderia mais triste período de 2013  ao vermos a pior contratação do clube no último e neste século: Douglas.

Foi um turbilhão. Um ano caótico e que levaria muitos clubes grandes à bancarrota futebolística.

Foi o fim de feira abjeto de Juvenal Juvêncio, quase semelhante ao ano de 1990 e que deixou o time em um estado lastimável. A história se repetiu, mas não por falta de aviso. Desde 2010 nós e muitos outros torcedores e blogueiros alertávamos que o “golpe do terceiro mandato” seria horroroso para uma instituição que por muito tempo pregou a democracia para escolher os seus representantes.

A prorrogação da presidência do atual mandatário atrasou o clube. O pioneirismo foi abandonado. A arrogância e a demissão de profissionais renomados deixou claro que o São Paulo Futebol Clube era de Juvenal Juvêncio e  de ninguém mais. Os iludidos conselheiros entregaram o clube nas mãos de uma pessoa só. Um ato torpe e irresponsável para 15 milhões de almas tricolores.

O resultado está aí. Não é preciso escrever mais nada.

O mês de Abril de 2014 chegará. O prazo final para que o São Paulo se livre desse inferno e arrume todas as besteiras cometidas pelo senhor de Santa Rosa do Viterbo. Carlos Miguel Aidar ou Kalil Rocha Abdalla. Não importa. Ambos os candidatos são melhores do que Juvêncio em todos os quesitos. A democracia vai voltar. Teremos uma verdadeira eleição e não uma aclamação vergonhosa.

A escuridão está perto do fim torcedor são paulino. Aguardem até Abril de 2014. Até lá temos que nos contentar com a venda de jogadores médios como Aloísio e a vinda de perebas medíocres como em 2009,2010,2011, 2012 e 2013. Não se pode esperar mais nada de Juvenal Juvêncio. Apenas que seu agonizante mandato termine.

Que a torcida, conselheiros e dirigentes são paulinos nunca mais se esqueçam de 2013 para que ele não se repita nunca mais na história do Morumbi.

RETROSPECTIVA 2013 – OS MELHORES DO ANO ( E OS PIORES TAMBÉM)

30/12/2013

Antes de mais nada, um feliz ano novo para todos os leitores do blog. O trágico ano de 2013 acabou ( menos para os torcedores mineiros). Para não deixar passar a tradição em branco aqui vão os melhores e os piores de 2013. Lembremos que a lista é estritamente pessoal e pode ser discutida sem o menor problema.

Time do ano – Bayer de Munique

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O clube alemão bateu na trave em 2010 no ano passado quando deu azar e perdeu uma final dentro de casa para um retrancado e medíocre Chelsea. Porém este ano não teve para ninguém. Com os cinco principais títulos do ano, o Bayer de Munique merecidamente conquistou a alcunha de melhor time do planeta ao vencer a Champions League contra o rival Borussia Dortmund e tranquilamente abocanhar o Mundial de Clubes. Se o Bayer não lembra a excelência do Barcelona de 2011, muitos dos conceitos do atual treinador Pepe Guardiola foram misturados com a eficiência alemã. Um jogo mais vertical e definidor sem muitos toques de bola. O próprio Barça sentiu isso na pele em dois jogos das semifinais da Champions. O badalado time catalão foi massacrado fora e dentro de casa. O rei está morto. Viva o rei.

Jogador do ano – Cristiano Ronaldo

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O centroavante português está em estado de graça e vive a sua melhor fase da carreira. Artilheiro incontestável do Real Madrid, o atacante evoluiu tanto taticamente como tecnicamente. Sua experiência e espírito de liderança foram fundamentais para que a seleção portuguesa se classificasse para a Copa do Mundo. Nos play-offs contra a Suécia pela repescagem o “marrento” atleta chamou a responsabilidade para si e fez gols decisivos. Apesar da estupidez de Joseff Blatter, dificilmente o português não será escolhido o melhor do mundo este ano. Se isso não acontecer terá sido uma das grandes injustiças do futebol moderno.

Melhor técnico – Jupp Heynckes

Jupp Heynckes

Ano passado, o Bayer já apresentava uma proposta mais direta e eficiente que os tradicionais “dois toques” do Barcelona. O Bayer era mais mortífero, vertical e eficiente e os resultados não tardaram a chegar. O título da Champions League depois da “tragédia de Munique” no ano passado, foi a premiação suprema de Jupp Heynckes que se aposentou do futebol. Mas não sem antes faturar o titulo de treinador do ano.

Melhor goleiro – Victor

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O melhor goleiro de 2013 poderia ser Manuel Neuer outra vez. Porém não se viu no arqueiro alemão nenhum dos milagres apresentados pelo arqueiro do Atlético Mineiro. Se o Galo de Minas tem uma Libertadores no currículo deve mais de 80 % ao seu camisa 1. Seus milagres em momentos cruciais levaram o time de Ronaldinho Gaúcho a um título inédito de sua história. O Mundial não veio, mas a pífia campanha brasileira no Marrocos não apagou o brilho e as defesas de Victor. Mais um “santo” no futebol nacional.

Melhor seleção – Brasil

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Vamos fazer um pequeno exercício para não falarem que cometemos uma injustiça. Qual era a seleção mais badalada no momento? Espanha. Qual foi o único time que derrotou a “Fúria” na final num torneio oficial da Fifa? O Brasil. Então a seleção canarinho mesmo sendo um time sazonal e ainda em formação é a melhor seleção do ano. Surpreendente? Pelos últimos resultados da seleção brasileira sim, mas nunca se deve subestimar uma tradição campeã do mundo por cinco vezes. 2013 passou. Ano que vem é outra história. Oxalá a nossa seleção mantenha o mesmo ritmo até a decisão do dia 13 de Julho de 2014.

Melhor time brasileiro – Atlético Mineiro

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O principal rival do Atlético poderia estar facilmente nesta lista. Porém o Atlético Mineiro conquistou uma Libertadores e faturou o campeonato mineiro. Não é só o resultado que conta, mas também o modo que se joga. O Galo jogou um futebol mais clássico e técnico do que seu rival. Portanto mesmo que o Cruzeiro tenha sido no campo o melhor time do Brasil, a taça aqui no blog do Abdul é do Galo. Por pouco, mas é.

Melhor jogador brasileiro – Éverton Ribeiro

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O jogador do Cruzeiro sobrou nesse campeonato brasileiro. Suas boas e regulares atuações foram fundamentais para que o Cruzeiro faturasse o seu terceiro título brasileiro. Veja o golaço que o atleta fez contra o Santos no segundo turno e tirem as suas dúvidas. É craque? Falta muito, mas sobrou eficiência.

Técnico brasileiro do ano – Marcelo Oliveira

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O treinador já tinha ganho um destaque em anos anteriores com um belo trabalho no Coritiba. Ainda em 2012 foi contratado pelo Cruzeiro e mostrou que o seu sucesso no time paranaense não veio por acaso. Já no campeonato estadual o time azul fez uma boa campanha, mas foi vice. No campeonato brasileiro manteve a base e um time sólido ganhou corpo. O título veio com três rodadas de antecedência. A premiação de um trabalho e a glória de um dos raros treinadores do futebol brasileiro que não segue ao pé da letra a cartilha do pragmatismo.

Pior técnico – Vanderlei Luxemburgo

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Fracassos e mais fracassos. Essa tem sido a triste rotina de um dos maiores vencedores da história do futebol brasileiro. Um treinador que só se sustenta hoje pelo currículo e nada mais. O que aconteceu com Vanderlei Luxemburgo? O técnico não conseguiu nem chegar a decisão do campeonato gaúcho com o Grêmio e foi peça fundamental na má campanha do Fluminense que levou o clube carioca a mais um rebaixamento ( que não se concretizou graças a ajuda do imoral STJD).

A pergunta que fica é a seguinte. Luxemburgo é um treinador decadente ou apenas está em má fase? Ele foi superado? Por que os jogadores não o suportam mais? Uma incógnita que o levou a ser o pior treinador de 2013.

Mico do ano – Barcelona 8 x 0 Santos

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Para encerrar com chave de ouro e brindar a venda de Neymar para o time catalão, ambos os clubes resolveram marcar dois amistosos. No primeiro realizado no Camp Nou o peixe sofreu uma das mais humilhantes e inacreditáveis goleadas de sua história. Um Santos desarrumado e cheio de garotos foi direto ao covil dos lobos. A derrota quase custou a presidência de Luis Álvaro Oliveira Ribeiro.

A imprensa noticiou a goleada com espanto. Os torcedores rivais se deliciaram e os cartolas se acusaram mutuamente pela responsabilidade de marcar um jogo numa situação tão desfavorável ao clube praiano.

Porém, o vexame maior não foi a goleada em si mas a covardia dos dirigentes santistas em marcar a partida de volta contra o Barcelona no Brasil.

O Santos Futebol Clube representa uma das instituições mais representativas quando se fala no futebol brasileiro.

É uma vergonha que a diretoria de um clube bicampeão do mundo se borre nas calças com medo do Barcelona, como se o Santos não conseguisse vencê-lo. Não existe time imbatível.

Que o Santos perca ou vença de meio a zero o Barcelona, mas que marque o amistoso e não tenha medo de enfrentar os times de fora. É o fim da picada do futebol brasileiro.

Troféu Jason Voorhess – Torcidas organizadas brasileiras

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Neste ano não teve para ninguém. As famigeradas torcidas organizadas se superaram na truculência e na bestialidade. Atos imbecis que não podem ser comparados nem com os animais, pois seria uma ofensa a eles. Desde a agressão de jogadores no aeroporto, passando pela morte de uma criança por um sinalizador e terminando com brigas entre brucutus nos estádios, o troféu Jason Voorhess vai merecidamente para os homens das cavernas travestidos de torcedores. Nunca um troféu esteve em tão boas ( ou péssimas?)  mãos.

A HISTÓRIA QUE NUNCA SE APAGARÁ

24/12/2013

24.12.2013sopara

Todo o final de ano é a mesma coisa.

Quando o árbitro apita o final do Mundial Interclubes lá vem os oficialistas de boteco querendo desqualificar a Copa Intercontinental e desmerecer as conquistas dos clubes que a venceram com chavões vazios e  mantras repetitivos.

Alguns deles –

“Copa Intercontinental é Mundial? Só no Brasil!”

“Os Europeus não ligam para o Mundiais”.

“Os times que venceram os Intercontinentais não se consideram “campeões do mundo”.

A resposta?

Site da Fifa. A postagem foi publicada no mesmo dia da final do Mundial Interclubes em que se destaca as duas conquistas anteriores do time alemão em 1976 e 2001.

24.12.2013-site fifa

http://www.fifa.com/clubworldcup/news/newsid=2248557/index.html

Fim de jogo em Marrakech. O Bayer conquista o Mundial da Fifa e a torcida bávara abre um bandeirão em que a Taça Intercontinental e o atual troféu da entidade são destacados em conjunto com o escudo do time no meio. Para eles a Intercontinental também é um título do mundo. Pois é…”só no Brasil” não?

23.12.2013-bandeirão

Site oficial do Bayer de Munique, minutos depois do time ter vencido o Raja Casablanca por 2 x 0 e conquistado o seu terceiro título mundial. Para quem não sabe alemão, recomendo o Google Translator.

24.12.2013.site

https://www.fcbayern.de/de/spiele/spielberichte/2013/spielbericht-klub-wm-finale-fc-bayern-raja-casablanca-211213.php

Como sempre escrevemos, tudo tem um começo e uma história. Aos que tentam passar a borracha no glorioso futebol do passado os nossos sinceros pêsames. A história do futebol mundial é poderosa, encantadora e maravilhosa. Ninguém poderá apagá-la.

Esclarecido?

Joinha Procêis.

joinha

HEROÍNAS

24/12/2013
O Brasil é campeão mundial de Handebol Feminino: título antológico

O Brasil é campeão mundial de Handebol Feminino: título antológico

Não seremos hipócritas. O blog do Abdul nunca noticiou uma única vírgula sobre Handebol em seus oito anos de existência.

Isso já foi escrito durante as Olimpíadas de Londres. O Brasil é o país da monocultura esportiva. Nenhuma grande emissora transmitiu a partida final ontem, nem em canais por assinatura. Apenas o inovador “Esporte Interativo” acompanhou a aventura brasileira na Sérvia.

Justamente por isso, por vencerem uma Copa do Mundo num país em que seu esporte é relegado apenas a colégios e faculdades, que o feito das meninas brasileiras deve ser enaltecido.

A prova definitiva de que um trabalho, quando levado a sério, pode apresentar resultados altamente positivos.

Com humildade a Confederação Brasileira de Handebol trouxe um técnico estrangeiro. Motivo de ojeriza de muitos, mas que revelam que nós brasileiros devemos sempre aprender com os melhores. Um trabalho árduo que deu uma imensa alegria ao esporte brasileiro.

Parabéns meninas, que o handebol cresça e que não seja mais um caso isolado como tantas outras modalidades que trouxeram campeões, mas que não fizeram herdeiros.

Que o exemplo dessas heroínas seja seguido e copiado para que o Brasil se torne definitivamente uma potência olímpica com trabalho, suor e dedicação.

Valeu garotas!

TRICAMPEÃO COM UM PÉ NAS COSTAS (1976-2001-2013)

21/12/2013
Lahn levanta a taça: o Bayer conquista o mundo pela terceira vez

Lahn levanta a taça: o Bayer conquista o mundo pela terceira vez

Foi a decisão de mundial interclubes mais chata, monótona e previsível de todos os tempos. O roteiro já estava firmado. O desfecho altamente esperado.

O Bayer de Munique se sagrou tricampeão mundial em cima da sensação Raja Casablanca por 2 x 0 no Stade de Marrakesh em Marrocos. O time bávaro teve todos o domínio das ações durante quase todo o jogo.

Ao contrário do bufão Atlético Mineiro, o time alemão levou a decisão a sério. O Bayer atuou com firmeza marcando desde o campo marroquino e não deu muitas chances para o adversário criar jogadas no primeiro tempo. A seriedade foi logo premiada com um gol do zagueiro brasileiro Dante logo os seis minutos da primeira etapa. O clima de empolgação do estádio de Marrakech se arrefeceu e o elenco do Raja Casablanca percebeu que já havia ido longe demais no Mundial Interclubes.

Guardiola: o técnico é o maior vencedor de mundiais interclubes da história (2009,2011,2013)

Guardiola: o técnico é o maior vencedor de mundiais interclubes da história (2009,2011,2013)

Vencer o Clube Atlético Mineiro foi a glória máxima da história do clube local. A realidade bateu forte nos primeiros minutos da decisão. Não havia como derrotar o campeão da Liga dos Campeões da Europa. O Bayer de Munique se impôs e mostrou que o mundo mais uma ver era dele. O segundo gol de Thiago Alcântara deixou bem claro que os alemães jogavam em ritmo de treino.

Dante: pelo menos um brasileiro ficou com a taça

Dante: pelo menos um brasileiro ficou com a taça

A partida começou a ficar monótona e sonolenta. O Bayer tocava a bola e segurava o jogo até o apito final. O Raja, ao contrário, dava o seu máximo, mas ainda era pouco. O time da casa quase marcou dois gols em vacilos de Neuer e Dante no segundo tempo quando o time alemão já puxava o freio de mão. Entretanto, nem as poucas falhas europeias mostraram que o Raja poderia fazer um milagre em seus domínios. O vice campeonato ficou de bom tamanho.

Depois da final de hoje, muitos questionam o atual formato do Mundial da Fifa e lamentam o Bayer não ter enfrentado o Atlético Mineiro. O que poderia ter sido uma partida bem melhor dada a tradição dos dois clubes. Porém o futebol é apaixonante justamente pelo imprevisível. O time brasileiro não foi competente o suficiente para chegar à final. O Raja Casablanca mereceu chegar a decisão.

Vexame brasileiro? Não. Incompetência técnica e tática? Sim.

O Bayer completa um ano histórico e esplendoroso em sua história. Nunca um clube alemão havia conquistado os cinco principais títulos da temporada. O início do domínio mundial que havia passado de raspão num jogo de muito azar contra o Chelsea no ano passado agora é realidade 1 ano depois. Sinal de que a eficiência alemã sempre dá resultado com um belo trabalho e muita persistência.

Bem vindo ao clube dos tricampeões mundiais Bayer de Munique.

PRA LÁ DE MARRAKECH

18/12/2013
O Raja está na final do Mundial Interclubes: com as bênçãos de Alá.

O Raja está na final do Mundial Interclubes: com as bênçãos de Alá.

Muitos brasileiros poderão considerar que a derrota do Atlético Mineiro frente ao Raja Casablanca foi uma autêntica “vergonha mundial” já que o time brasileiro vem de uma das maiores escolas de futebol do planeta.

Contudo a partida vista hoje em Marrakech revelou outro fato.

A equipe marroquina atuou com muito mais coração. Os africanos foram mais focados e se dedicaram de corpo e alma com uma força impressionante. O Atlético Mineiro bem que tentou usar o seu tradicional jogo com Ronaldinho Gaúcho e Tardelli na armação e com Fernandinho e Jô como atacantes de área.

Porém Tardelli mal pegou na bola dada a marcação cerrada do time verde. Ronaldinho Gaúcho fez uma média atuação, Jô não acertou a pontaria nenhuma vez e Fernandinho é um péssimo atacante. Se Kalil pensou que ele substituiria Bernard com a mesma eficiência deu com os burros na água.

O lateral El Hachimi fez uma partida estupenda. Não deixou os atacantes brasileiros pensarem no que fazer com a bola. Quando conseguiam furar o cerco eram bloqueados pela forte retaguarda do time da casa. Benlamaalem e Oulhaj foram dois monstros em campo. A forte marcação e a inoperância de Fernandinho e Tardelli sobrecarregaram o meio de campo atleticano. Os contra ataques do Raja se revelaram mortais e fulminantes. Num deles o Raja abriu o placar com Moutaouali.

Jô: apagado pela marcação marroquina

Jô: apagado pela marcação marroquina

O sistema de jogo da equipe mineira estava totalmente corrompido. Por sorte Ronaldinho Gaúcho que estava apagado no jogo fez um golaço de falta e empatou o jogo, mas o Galo se acomodou. O time marroquino continuou a dar trabalho e conseguiu um pênalti mandrake quase no final de jogo após mais um contra ataque e um erro grotesco da defesa atleticana. Era o fim do sonho. O terceiro gol do Raja foi a pá de cal. O fracasso de uma equipe que jogou sem revelar o seu grande potencial desde o início da partida. O time de Minas não foi nem sombra do elenco que conquistou a América este ano.

O Raja Casablanca deu um show. Desde o início do Mundial Interclubes da Fifa vem surpreendendo e mostrando a força do futebol africano. Marrocos, terra de Just Fontaine que é até hoje o maior artilheiro de uma única edição de Copa do Mundo com 13 gols. Marrocos, a primeira equipe africana a passar para a segunda fase de uma Copa do Mundo.

Marrocos que agora surpreende o planeta com o Raja Casablanca, digno e merecido finalista do Mundial Interclubes. A segunda equipe da África a conquistar a vaga na final diante de um time brasileiro. A segunda equipe vencedora do torneio local a ir para uma final de um mundial a exemplo do Corinthians em 2000.

Vergonha? Vexame? Não há como ter. O mundo evolui e o futebol também. Os africanos foram superiores e inteligentes taticamente e vão dar trabalho ao Bayer de Munique.

Ronaldinho Gaúcho: mais um fracasso em Mundiais Interclubes

Ronaldinho Gaúcho: mais um fracasso em Mundiais Interclubes

Agora os brasileiros e outros times sul americanos vão ter que parar para pensar na tradicional “final antecipada” com os europeus. Agora o Mundial começa bem antes. Lição que ainda não foi muito bem digerida pelos times brasucas dada a imensa dificuldade que eles encontram na primeira partida da semifinais. São Paulo, Inter e Corinthians que o digam.

Que os brasileiros se preparem não apenas para um jogo e sim para dois como o campeão da Champions League fez brilhantemente ontem.

Com a vitória marroquina o terceiro título mundial do Bayer é “barbada”?

Sinceramente depois de hoje se tem sérias dúvidas. Porém o adversário teve todos os méritos para estar lá. Um feito histórico para o futebol da África.

PASSEIO BÁVARO

18/12/2013
Bayer vai a final do Mundial: passeio no Marrocos

Bayer vai a final do Mundial: passeio no Marrocos

O Bayer de Munique como era de se esperar passeou ontem no gramado do estádio estádio nacional de Agadir no Marrocos. A primeira semifinal do Mundial de Clubes da Fifa de 2013 serviu como um jogo treino dada a superioridade técnica do time europeu. O time chinês do Guangzhou Evergrande nem fez sombra ou levou perigo ao gol de Neuer.

Foi uma vitória tranquila do time alemão que chega a decisão e tentará o seu terceiro título mundial.

Novamente uma equipe europeia passa sem dificuldades na semifinal do mundial da Fifa. Desde 2005, quando o formato atual foi estabelecido pela entidade, os europeus só tiveram vitórias tranquilas antes da final do torneio.

18.12.2013lippi

o consagrado Marcello Lippi: retranca inútil

Ontem, o Bayer colocou o time chinês na roda. Com toques de bola e velocidade a equipe bávara envolveu o adversário com imensa facilidade. O Ghangzhou comandado pelo consagrado Marcello Lippi se fechou como pode, mas não conseguiu segurar as investidas certeiras de Ribery, Tony Kroos, Lahn e Gotze. Muriqui e Conca mal conseguiram tocar na bola.

O gol era uma questão de tempo e aos 39 minutos do primeiro tempo, Ribery abriu o placar numa falha do goleiro chinês Zeng. A partir do tento europeu ao time o esquema defensivo do Guangzhou desmoronara. O croata Mandzukic ampliou e praticamente garantiu a vitória do Bayer. A segundo etapa foi uma mera formalidade. O Bayer continuou a procurar o gol com mais tranquilidade e Gotze certou um belo chute que fechou as pretensões chinesas e levou o Bayer à final do Mundial Interclubes.

Agora é esperar o vencedor de Atlético Mineiro e Raja Casablanca. Uma partida muito mais dura para o postulante sul americano. Será a terceira decisão de mundial interclubes do técnico Pepe Guardiola. Se vencer será o treinador com maior número de títulos mundiais interclubes da história.

O STJD TEM QUE ACABAR

16/12/2013
torcedores da Lusa se desesperam: mais um dia negro na história do futebol brasileiro

torcedores da Lusa se desesperam: mais um dia negro na história do futebol brasileiro

Depois da “39º Rodada” do campeonato brasileiro jogada pelo STJD chegamos às seguintes constatações.

– Se o STJD fosse um tribunal de verdade, a entidade não teria o mínimo direito de condenar a Portuguesa sem a apresentação devida de provas. Mas foi o que a entidade fez.  Nenhuma das (fracas) argumentações foram  levadas em consideração.

– O Fluminense não era parte interessada mas enviou o seu advogado.

– É a terceira “salvação” do clube carioca pela porta dos fundos. Uma vergonha para a sua torcida e o futebol brasileiro.

– Se Corinthians ou Flamengo estivessem no lugar da Portuguesa, o resultado não teria sido o mesmo. Por motivos óbvios.

– Por último, o STJD não tem razão de existir.

– Enquanto essa herança maldita continuar, o futebol brasileiro sempre sairá perdendo. A confusão está armada. Duvido muito que a Portuguesa deixe isso barato. Justiça comum e paralisação do campeonato brasileiro de 2014 à vista.

O TEATRO DOS VAMPIROS

14/12/2013
Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

Héverton: rebaixamento por causa de 15 minutos de jogo

No dia 24 de Novembro de 2013, o jogador Héverton da Portuguesa foi expulso de campo na partida contra o Bahia.

Se o jogo fosse num campeonato italiano, o atleta da Lusa cumpriria automaticamente a medida imposta pelo tribunal de penas. Ficaria apenas uma partida fora e voltaria na rodada seguinte para ajudar os seus companheiros.

Mas Héverton infelizmente atua no Brasil.

Local em que atletas de futebol são tratados como criminosos em julgamentos e tribunais como se tivessem realizado um assalto a mão armada.

O atleta da Lusa foi julgado posteriormente e com o atraso típico e leniente de todos os nossos tribunais. Héverton foi penalizado com dois jogos numa sexta ao fechar do expediente. Segundo o time paulista, houve uma falha de comunicação do advogado Osvaldo Sestário que representa a Portuguesa e o clube não foi notificado da sentença.

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Sestário: ele comunicou a punição ou não?

O atleta entrou em campo na última rodada no Domingo e por causa de 15 minutos todo o trabalho de um clube de futebol pode ruir como um castelo de areia.

Escandaloso para não dizer patético.

Difícil acreditar que a Portuguesa tenha agido de má-fé. Especialmente um clube que luta todo o ano com as próprias pernas sem ajuda de tribunais ou mídia para não cair.

Novamente os protagonistas não são os atletas que atuam dentro dos gramados, mas sim os desembargadores e auditores. Os mesmos de sempre ou os filhos dos mesmos que usam os tribunais para impor o medo e os seus arrogantes sofismas jurídicos.

O problema não é o Fluminense, nem a Portuguesa. O erro é o STJD existir.

Se o tribunal desportivo brasileiro desaparecer da face da Terra, Héverton teria cumprido sua pena de 1 jogo e fim de papo. Nada de julgamentos e holofotes para se julgar o óbvio.

A confusão está formada. Se a Portuguesa for rebaixada um imenso oceano de esterco vai tomar conta do futebol brasileiro como em 1999, 2000 e 2005.

Infelizmente no Brasil é cada um por si. Se os clubes fossem mais unidos eles teriam que se rebelar contra outra “virada de mesa” vergonhosa para o futebol brasileiro. Algo que julgávamos extinto e enterrado num passado sombrio.

Mas lá vem o STJD outra vez aplicar a mão pesada da “lei” contra um clube do estado de São Paulo. Mão que não usou em diversas oportunidades em escândalos muito mais vergonhosos como uma partida entre Fortaleza e CRB pela série C em 2011.

A solução para esta palhaçada terminar é bem simples. A formação da Liga de Clubes do Futebol Brasileiro, a extinção do STJD e a formação de um Tribunal de Penas.

Mas o individualismo prevalece e a confusão está armada… de novo.

Se a Portuguesa for rebaixada, as coisas não ficarão baratas.  O clube do Canindé vai recorrer na justiça comum. Está no seu direito.

O teatro dos vampiros está armado. Todos sabem o que vai acontecer, mas esperam inertes o banho de sangue.

Ou seja, a queda desvairada e vergonhosa da Associação Portuguesa de Desportos.

Tudo porque se insiste se gastar tempo e dinheiro para se julgar um mero pontapé. Algo óbvio e que seria feito num Tribunal de Penas em 5 minutos, sem advogados ou promotores.

Porém numa república cartorária e burocrática instalada tradicionalmente desde os tempos de D. João VI, o Brasil vai assistir mais uma vez o paletó e a gravata prevalecer sobre a chuteira.

Simplesmente pavoroso.

2014 não poderia começar melhor para o país sede da Copa do Mundo.

Uma virada de mesa disfarçada de medida legal, como nos bons e velhos tempos.

Os Zveiters mudam, mas as coisas continuam as mesmas.

A REDUNDANTE VIOLÊNCIA

14/12/2013
Jornal Marca destaca a violência em Joinville: vergonha mundial

Jornal Marca destaca a violência em Joinville: vergonha mundial

Não se passaram nem dois meses da postagem “O Efeito Churrascada” e novamente vimos atos de selvageria e brutalidade protagonizados pelas torcidas organizadas no último final de semana.

Já está ficando chato, para não dizer redundante o assunto referente a violência nos estádios.

Nem é preciso repetir o que já foi escrito por aqui. Estamos carecas de saber os motivos que trazem esses marginais à tona.

Não vamos mais analisar o que já foi destrinchado há vários anos.

antiga arena romana? UFC? guerra no Iraque? Não, apenas um estádio de futebol no Brasil

antiga arena romana? UFC? guerra no Iraque? Não, apenas um estádio de futebol no Brasil

Passou da hora das autoridades eleitas pela população agirem com rigor.

Lugar de bandido, brigão e vagabundo é na jaula, não num estádio de futebol.

Por pouco pessoas não morreram ao vivo no estádio do Joinville. Faltou muito pouco graças a incompetência de todos os envolvidos. Do Atlético Paranaense, do Vasco, da CBF, do Ministério Público e da Polícia de Santa Catarina.

Uma aberração.

Até quando?