CRUZEIRO TRICAMPEÃO E O FIM DA TEORIA DA “ESPANHOLIZAÇÃO” DO FUTEBOL BRASILEIRO

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Cruzeiro: terceiro título incontestável

Cruzeiro: tricampeão brasileiro

O Cruzeiro venceu o Vitória da Bahia por 3 x 1 e conquistou o seu terceiro título brasileiro.

16 pontos na frente do vice-líder Atético Paranaense.

Depois de rodadas na frente somente uma desgraça monstruosa tiraria o título da Toca da Raposa.

Os torcedores do clube celeste de Minas Gerais encomendam as faixas de tricampeão brasileiro com rodadas de antecedência. Quatro partidas antes do término da competição, a confirmação da conquista chegou ontem no estádio Barradão em Salvador.

O título do campeonato brasileiro de 2013, dez anos depois da geração de Alex e 47 anos após a antológica vitória de Dirceu Lopes e Tostão em 1966 pode não ter sido espetacular como nos dois torneios nacionais anteriores ganhos pela Raposa.

Porém, em 2013 não há como negar que o Cruzeiro foi a melhor equipe do torneio com um futebol ofensivo, dinâmico e insinuante num elenco em que não havia gênios, mas atletas experientes que já haviam sentido o gosto da taça nacional como Borges, William e Dagoberto, além do surpreendente campeonato de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro.  O zagueiro Dedé que deixou o título brasileiro escapar de suas mãos em 2011 com o Vasco, agora finalmente pode beijar a taça de campeão. A sua ida para Belo Horizonte se revelou uma ótima escolha para a sua carreira.

Além disso, o time comandado pelo ex-atleticano Marcelo Oliveira se deu ao privilégio de ter “reservas de luxo” como os meios campos Tinga e Júlio Baptista.  O Cruzeiro fez um campeonato brasileiro brilhante. Depois que conseguiu a liderança do torneio jamais deixou o primeiro lugar.

cruzeiro tricampeão 2

William: mais um brasileiro do currículo

Com o vencedor do brasileiro definido se esvai uma das teses produzidas por parte da imprensa esportiva brasileira: o da “espanholização” do futebol brasileiro em que Flamengo e Corinthians fariam os papéis de Real Madrid e Barcelona no Brasil. Tudo devido a teoria firmada de que os clubes mais populares do país se tornariam imbatíveis por receberem maiores cotas de TV e contarem com um enorme contingente de clientes torcedores.

Ops! Desculpem aí. Um time de Minas Gerais venceu o principal título nacional.

Não se pode controlar o sucesso e a incompetência. O Atlético Paranaense que estava na série B no ano passado tem grandes chances de ser o vice campeão brasileiro. A vaga da Libertadores está garantida. O Goiás que também frequentou a segunda divisão em 2012 luta para chegar entre os quatro primeiros.

Corinthians e Flamengo estão no limbo do torneio. O Fluminense que foi o campeão brasileiro no ano passado corre um sério risco de ser rebaixado.

Como se percebe o futebol brasileiro é bem diferente e muito mais volátil do que o rotineiro esporte bretão praticado em terras espanholas. Os 13 chamados “grandes” daqui tem torcidas enormes e apaixonadas que sustentam a estrutura desses clubes. Lembremos que o Brasil é praticamente um continente e a Espanha é no máximo do tamanho do estado de São Paulo.

Quando se observa essas constatações fica complicado comparar a paixão do torcedor do Santa Cruz com o abnegado do Levante por exemplo. O Brasil tem uma cultura e uma diversidade futebolística muito maior do que a Espanha.

Quantos campeões mundiais interclubes o Brasil tem? Quantos deles levaram um título continental em comparação aos espanhóis? Nem é necessário citar o Brasil no caso. Basta ver quantos clubes argentinos conquistaram a glória máxima em comparação ao Real e Barcelona.

Portanto a tese Cosme Rímoli de “espanholização do futebol brasileiro” acabou de ir para o saco na noite de ontem.

Os dois maiores clubes de Minas Gerais conquistaram os principais títulos do ano. Vai sobrar emoção da Libertadores do ano que vem.

Somente lembrando aos incautos internautas que o termo “espanholização” somente deve ser usado na situação abaixo. Se é que vocês me entendem…🙂

Ellen-Roche-1

O resto é conversa fiada para boi, vaca e um rebanho inteiro dormir.

Parabéns à Raposa tricampeã brasileira e  um imenso e retumbante  viva  para os pontos corridos.

6 Respostas to “CRUZEIRO TRICAMPEÃO E O FIM DA TEORIA DA “ESPANHOLIZAÇÃO” DO FUTEBOL BRASILEIRO”

  1. Thrasher_SPFC Says:

    O Cruzeiro ganhou merecidamente. Ganhou porque tem um time e elenco muito forte, mas também pela incompetência e “amarelice” dos adversários.

    Acho que a tal de “espanholização” do futebol brasileiro, em termos de futebol jogado, e grandiosidade dos times não é possível. Como você mesmo discorreu muito bem em seu texto, muito bem escrito por sinal, são muitos times grandes, e que tem títulos brasileiros. Tem representatividade também em termos de torcida. Até mesmo os times que não tem títulos, tem torcidas fanáticas, que apoiam o time incondicionalmente.

    Os times do norte e nordeste tem torcidas enormes e que acompanham os times fortemente. São fanáticos. Eu moro em Fortaleza e vejo a paixão dos torcedores do Fortaleza e Ceará, a rivalidade e tudo mais. Assim como os times do Pará, de Pernambuco, Bahia, entre outros.

    Quando se fala em “espanholização”, creio que querem dizer a tentativa, vã, dos meios de comunicação de massa, em empurrar goela abaixo os 2 times de maiores torcidas. Sabidos serem os falidos e os travecos beijoqueiros. Mas se você analisar bem no quesito título, que é o principal na minha opinião, outros times são muito mais vitoriosos. Alguns do eixo Rio-SP, e até mesmo fora dele. São Paulo (o maior de todos), santos, cruzeiro, grêmio, inter. Além disso, ainda tem grandes torcidas.

    O pessoal do RS e MG, ficam com complexo de vira-latas, sempre querendo chamar o eixo Rio-SP de eixo do mal. Pra mim os times do RS e o cruzeiro são maiores do que qualquer um do Rio, e maior do que os travecos e porquinhas. Gostei do post. Parabéns.

    E com realização à outra “espanholização” citada… essa é espetacular e bem vinda. O exemplo mostrado na foto é uma maravilha.

    Abraço

  2. Marcelo Abdul Says:

    Ah Ah Ah. Sem dúvida. Foi a primeira pessoa que eu pensei para dar exemplo sobre essa outra “espanholização”. Essa mulher é espetacular. Você colocou um ponto importante. Dificilmente vamos ter no Rio Grande do Sul um fenômeno semelhante ao do Nordeste antigamente por exemplo. Sim, por lá há torcedores de outros times do Sudeste mas a grande maioria ou é Inter ou Grêmio. Atualmente no Nordeste existe um movimento discriminando torcedores locais de outros clubes do Sudeste. Existe isso em Goiás e no Pará também. Como se falar em “espanholização” num cenário desses? Acho que essa tentativa de “empurrar” os times de maiores torcidas goela abaixo provoca o efeito contrário. Ela alimenta o fanatismo e o regionalismo. Vira o “eu contra todos”. Hoje a televisão não é mais o único meio de comunicação. A internet está aí. A divulgação é bem mais rápida e dinâmica. Enquanto a Globo passa um jogo do Flamengo ou do Corinthians na TV, 100 mil caras detonam os times nas redes sociais.

  3. qwert Says:

    Ahhhh,Ellen, além de tudo é tricolor.

    Quase esqueci, muito bom texto.

  4. Marcelo Abdul Says:

    Verdade. Ellen é tricolor. Mais perfeita ainda. Valeu Qwert.

  5. Lina Says:

    kkkkkkk

  6. Marcelo Abdul Says:

    Gostou da “espanholização” né Lina? Ah Ah Ah

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