Archive for novembro \25\UTC 2013

A LEI É PARA TODOS!

25/11/2013

charge mensaleios

José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares presos políticos?

Faz-me rir.

Como, quando e onde se os mesmos foram enjaulados por corrupção num regime democrático em que o governo do partido deles infelizmente comanda os destinos de nossa nação?

Marcos Valério, Simone Vasconcelos, Cristiano Paz e o agora fugitivo Henrique Pizzolato não eram petistas de carteirinha pelo que se saiba, mas ambos também foram alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal. Eles são presos políticos também ou apenas participantes de um dos maiores esquemas de compra de votos que o país já presenciou?

Lembremos que o evangélico Bispo Rodrigues, os petebistas Roberto Jéferson e Romeu Queiroz não deixaram de passar pelo crivo da legislação criminal.

Sim amigos, a lei não faz distinção religiosa ou partidária.

Cometeu um crime? Jaula! Deveria ser assim sempre. Raramente vemos um delinquente do colarinho branco atrás das grades no Brasil e quando finalmente isso ocorre constatamos horrorizados uma verborragia escatológica e irracional de alguns intelectualóides psicopatas.

Verdadeiros Catões ensandecidos que acreditam na sua aura megalomaníaca, mas que se revela mesquinha e torpe.

Alguém lembra dos petistas num passado não muito distante?

Eram os mesmos que pregavam “ética na política” e ao menor sinal de corrupção do governo Collor e Fernando Henrique vociferavam discursos a favor da moralidade. Ambos davam entrevistas alegremente e usavam os microfones para destilar todo o seu esterco político.

Foram contra o colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves, não assinaram a Constituição de 1988 e chamaram o plano real de “eleitoreiro”, além de criticarem ferozmente as privatizações em que praticamente todos os brasileiros se beneficiaram.

Se dependêssemos do PT ainda estaríamos fazendo fila para ganhar uma linha na antiga Telesp. O radicalismo pesou nas sucessivas derrotas eleitorais e tiveram que amainar o seu discurso como lobos em peles de cordeiro.

O Brasil acreditou nessas figuras e o tragicômico Luis Inácio Lula da Silva foi eleito.

Quando a máscara caiu em 2005 todos os brasileiros passaram a ver o que o PT realmente era.

Um covil de cordeiros “caga regra” recheada de cães maliciosos e corruptos.

Todos os envolvidos no pavoroso escândalo do Mensalão tiveram amplo direito de defesa no STF. Seus caros advogados, alguns pagos com o nosso dinheiro protelaram decisões e atrasaram o processo com inúmeros recursos judiciais que só existem no Brasil.

Ainda tem a cara de pau de dizerem que são presos políticos?

Não são.

Dirceu e Genuíno desonram aqueles que foram presos na ditadura militar e morreram nos porões do Dops.

Abusam de bravatas e chavões baratos para justificar a prisão deles como se roubar o dinheiro público fosse algo menor.

Não “companheiros”.

Vocês não são presos políticos. São bandidos comuns como qualquer outro estelionatário.

A democracia em nosso país chegou e ironicamente vocês se tornaram aquilo que vocês sempre apontaram o dedo.

A lei é para todos. Desde o sujeito que rouba uma galinha até para um ex-guerrilheiro que lutou contra a ditadura militar. Não importa quem vocês sejam ou quem tenham sido. Ser de “esquerda” não lhe dá nenhuma aura de moralidade ou imunidade sagrada. Muito pelo contrário. Stalin, Mao, Fidel Castro e Pol Pot que o digam. Assassinos cruéis e genocidas desalmados.

Não adianta levantarem o braço com o punho cerrado como fazem a horda de fanáticos irracionais. Nem abusarem de sofismas e chavões baratos enterrados com o muro de Berlim em 1989.

Vocês estão no limbo da história como os pedaços das cercanias do portão de Brandenburgo.

Que o falso moralismo público petista e suas figuras grotescas sejam apenas um sopro do passado e que tenhamos verdadeiros políticos comprometidos com o bem estar de nossa população.

“Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.”

Abraham Lincoln

1117

24/11/2013

Guedex_20131122B

Rogério Ceni se torna hoje o jogador de futebol que mais vezes atuou por um clube na história do futebol. Parabéns capitão!

Para quem quiser conhecer os números de um dos maiores e mais revolucionários arqueiros do futebol mundial acessem este link no site oficial do São Paulo e baixem o arquivo em PDF.

http://www.saopaulofc.net/media/82348/M1TO1117.pdf

JOSEPH BLATTER VAI PÓ CARALHO!

23/11/2013

 

Parece ser fake, mas mesmo assim foi a narração do ano.

 

MACACADAS, PUSILANIMIDADE E MALANDRAGENS

20/11/2013

macacos

Este blogueiro que vos escreve deve confessar.

Havia feito um post detonando a Associação Atlética Ponte Preta no caso “Moisés Lucarelli” em que o presidente Márcio Della Volpe acusou o São Paulo de mesquinharia simplesmente porque o time do Morumbi pediu que a regra fosse cumprida pela semifinal da Copa Sul Americana.

De fato, a casa do time preto e branco de Campinas não comporta 20.000 pessoas como pede o regulamento.

Se houvesse um pouco de bom senso não haveria problema nenhum do tricolor atuar a segunda partida por lá, porém “regras são regras”.

Será?

Quando observamos este item nas regras constatamos a capacidade mínima de 20.000 pessoas já estava valendo nas oitavas de final!

Regulamento: por que a Conmebol não cumpre o que escreve?

Regulamento: por que a Conmebol não cumpre o que escreve?

Então porque raios o Deportivo Pasto e o Vélez atuaram num estádio com capacidade comprovadamente menor no interior paulista?

Por que a Conmebol fez vista grossa também ao Libertad que pode jogar em seu acanhado estádio de 10.000 pessoas no Paraguai?

A regra é uma só, ou ela serve para todos ou se joga a mesma na lata do lixo.

É inadmissível que a entidade crie o regimento da competição e depois não cumpra o determinado para realizar política barata com os clubes em momentos decisivos.

O Vélez não poderia ter atuado no Moisés Lucarelli, mas a Conmebol fez vista grossa. Pelas regras nem o Itagui teria que jogar no estádio Nicolás Leoz, mas deram um “jeitinho”. Premissa básica de toda nação sul americana.

Ninguém é santo nessa história. A “pobre” Ponte Preta “injustiçada pelo eixo do mal da capital” foi a mesma que negou ingressos para a torcida do São Paulo no campeonato brasileiro. Motivo: falta de segurança. Se não podia, porque agora é permitido?

A solução no caso seria bem simples, mas o individualismo reinante nos clubes do futebol brasileiro prevalece. Bastava o Guarani ceder o seu estádio, pois o Brinco de Ouro tem uma capacidade maior que o seu adversário campineiro. Solidariedade com um time coirmão da cidade não seria de todo o mal, mas a rivalidade irracional e intrínseca falou mais alto. Quem paga é o torcedor que vira massa de manobra na mão dos cartolas incompetentes.

É cada um por si. O São Paulo quer valer o seu direito assim como a Ponte. Ambos não estão errados. A culpa é da irresponsabilidade dos cartolas da Conmebol que confundem seus associados e não conseguem fazer cumprir o que escrevem.

Em tempo. Veremos o Libertad do Paraguai atuando no estádio Defensores del Chaco contra o Lanús no seu minúsculo estádio. Por que a regra é imposta para uns e  totalmente ignorada para outros? Com a palavra a “rigorosa” Confederação Sul Americana de Futebol.

PONTO FINAL

17/11/2013

reconhecimento03

Logo após a confirmação do terceiro título brasileiro do Cruzeiro, as redes sociais e parte da imprensa questionaram se a Taça Brasil de 1966 ganha pelo time de Belo Horizonte poderia ser considerado um título brasileiro.

Antes da polêmica das oficializações por parte de Ricardo Teixeira em 2010 o blog já abria um espaço para a discussão do tema.

Tivemos muitas dúvidas a respeito até porque não tínhamos um embasamento histórico e nem documental da época para concordar com a homologação dos títulos antes de 1971, que foram realizados numa espécie de acordo político, já que a Globo e a CBF pressionaram os clubes para a assinatura de direitos individuais de TV.

Porém, temos que fazer justiça. O pedido dos clubes vencedores da Taça Brasil e do Robertão vieram muito antes do imbróglio entre o Clube dos 13 e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira. O maquiavélico cartola mór usou o que tinha como moeda de troca. Não foi uma atitude das mais nobres, mas no final se fez justiça.

Sim caros internautas. Se antes o blog não tinha a certeza total sobre a homologação das conquistas da Taça Brasil e do Robertão, hoje não temos a menor dúvida de afirmar que existem campeões brasileiros desde 1959. O Bahia foi o primeiro campeão brasileiro e não o Clube Atlético Mineiro.

Mudamos de ideia a respeito do tema. Lemos livros, jornais e opiniões sobre o assunto a favor ou contra. O principal trabalho que nos fez alterar a nossa linha de pensamento foi o Dossiê sobre a unificação dos títulos brasileiros escritos pelo jornalista Odir Cunha e José Carlos Peres.

Muitos questionam a veracidade do trabalho de Odir simplesmente pelo fato dele ser um santista declarado e praticamente, um historiador não oficial do clube. A confirmação dos títulos beneficiaria principalmente o seu time de coração mas…alto lá. Quem mandou o Santos ter um time espetacular e que até hoje é considerado um dos maiores esquadrões que o planeta já conheceu?

Além disso, o Palmeiras também “ganhou” mais quatro títulos. A exemplo do alvinegro praiano, ambos os clubes tem 8 brasileiros no total. Por que Odir faria isso apenas para beneficiar o seu clube de coração se um rival também ganharia a vantagem? O que houve foi um estudo e um reconhecimento da história do futebol brasileiro. Simples.

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Cruzeiro vencedor da Taça Brasil em 1966: o primeiro brasileiro do clube

Vamos colocar os pontos colocados no livro e que são bastante admissíveis na nossa opinião.

– O Brasil é praticamente um continente. O país tem uma área vasta de 8,5 milhões de quilômetros. Nos anos sessenta era muito complicado um time andar de avião todas as semanas para disputar um campeonato brasileiro como é feito nos dias de hoje. Os clubes não tinham tanto dinheiro. A economia industrial em larga escala começava a dar os seus primeiro passos.

– Por isso os principais campeonatos da época eram os estaduais, que hoje são incipientes. Sim, caros colegas! Vencer o campeonato paulista ou carioca era muito mais importante na época que disputar um título nacional e até vejam vocês…jogar a Taça Libertadores!!!

– Com a criação da Libertadores em 1960, a CBD foi obrigada a que criar um torneio nacional um ano antes chamado de Taça Brasil com grupos regionalizados e que cruzariam com vencedores de outras chaves nas fases seguintes até surgir o campeão e representante brasileiro no torneio em 1960.

-Não havia mais nenhuma disputa nacional para definir este representante. A Taça Brasil era o único torneio nacional da época e portanto pode ser considerado um campeonato brasileiro sem a menor dúvida.

-O próprio presidente da CBD na ocasião afirmou que havia criado um campeonato brasileiro de clubes. Batom na cueca. Se o próprio João Havelange atestou isso não há como abrir espaço para discussão.

Além disso existe um fator preponderante nessa história toda. O papel do regime militar nos anos setenta.

No governo barra pesada do general Emílio Garrastazu Médici houve uma enorme massificação de propaganda de massas. Se iniciava ali a “era do Brasil grande”, no nacionalismo exacerbado pelos meios de massa e o futebol, principal esporte nacional não poderia ficar de fora.

Em 1971 foi criado o “campeonato nacional” e se esqueceu praticamente de tudo o que fora feito de 1959 para cá. Os campeonatos nacionais surgidos num Brasil democrático e que pertenceram a era de ouro do futebol brasileiro tiveram que ser suprimidos, assim como qualquer possibilidade de volta à democracia.

O campeonato nacional de 1971 era simplesmente uma continuação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mas quando o regime militar passou a tomar conta do futebol tudo se alterou.

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

propaganda nos anos de chumbo: o futebol não ficou de fora

Os clubes que em 1971 eram 20 aumentavam a cada ano na década de setenta. Era a época do Brasil transamazônico. Times de todos os estados passaram a ser convidados sem o menor critério técnico, apenas ajudar a Aliança Renovadora Nacional a ganhar votos e influências nessas regiões.

O torneio tinha virado um “brasileirão” de fato. Inchado, soberbo e que servia como máquina de propaganda do regime militar.

Taça Brasil? Santos? Juscelino? Pelé? Jânio?Goulart? Eram coisas do passado.

Talvez por isso alguns brasileiros tenham ficado tão reticentes quando se falou em reconhecer os títulos do passado em 2010. Fomos lobotomizados pela propaganda militar. Acreditamos piamente que o Campeonato Brasileiro de 1971 foi o primeiro nacional de fato. Mas o fato único e notório foi que houveram campeões nacionais antes do Galo em partidas históricas e emocionantes.

Não é possível digitar o botão de “delete” e começar tudo de novo como um programa de Windows. Por muito tempo a torcida e a imprensa alimentada também pela questão das rivalidades entre as torcidas acreditaram que a Taça Brasil fosse um torneio “menor”. Talvez pelo ineditismo e pela importância dos regionais no passado.

Mas o tempo passou e essas conquistas foram ganhado contornos lendários. Nenhum torcedor do Bahia vai esquecer de 1959, assim como nenhum torcedor cruzeirense vai mandar 1966 para o limbo. O abnegado santista sempre se recordará do amplo domínio do time de Pelé e Coutinho na década de sessenta e seus cinco títulos nacionais seguidos. Claro, se um clube vence o Boca Juniors dentro de La Bombonera numa decisão de Libertadores e ganha de Benfica ou Milan num mundial de clubes, como negar que esse time é o melhor do Brasil? Por seis vezes o Peixe deixou isso bem claro.

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

jornais da época: Santos bicampeão brasileiro. Por que mudaram?

Contudo, na era do ódio gerado pelas redes sociais muitos torcedores de outras equipes e jornalistas contestaram a homologação das conquistas. Uma delas foi de que a Taça do Brasil era semelhante a atual Copa do Brasil.

Semelhante sim, porém não igual. A Taça Brasil até 1967 era o único torneio nacional entre clubes de todo o Brasil enquanto a Copa do Brasil foi criada para ser o segundo maior torneio em importância no país em 1989.

Ricardo Teixeira elaborou o torneio para igualar o sucesso das copas europeias como a Copa do Rei da Espanha. Absolutamente nada a ver com a antiga Taça Brasil. Apesar dela ser lembrada.

Como foi dito na postagem sobre os mundiais interclubes, os torneios mudam de nome, mas não a importância do que eles realmente significam. A Taça Brasil não era igual ao campeonato de pontos corridos de hoje e nem dos confusos e inconstantes torneios dos anos setenta e oitenta, mas o único torneio nacional daquele tempo e portanto era um campeonato brasileiro. O significado e a importância são equivalentes.

Outros torneios pelo mundo mudaram de nome, Bundesliga, Premier League. Mas jamais os campeões anteriores desses torneios deixaram de ser reconhecidos como campeões nacionais. Por que no Brasil teria que ser diferente?

Por que teríamos que renegar e não reconhecer um glorioso passado?

O reconhecimento desses títulos que vieram de uma forma despudorada já deveriam ser oficializados há muito tempo. Bahia, Palmeiras, Santos, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense não “ganharam” brasileiros a mais. Eles já o haviam vencido no passado. Eles não tiraram a conquista de ninguém. Flamengo e São Paulo continuam hexacampeões. O Corinthians continua penta. O Internacional é tricampeão e a história do futebol brasileiro segue o seu rumo.

Se lamenta apenas que Ricardo Teixeira tenha usado esses clubes como massa de manobra para defender seus interesses e pedir para que os presidentes exibissem as miniaturas da horrível taça pós moderna que parece um latão retorcido.

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Luis Álvaro, e Palaia cobertos de medalhas: show desnecessário

Nem era necessário exibir medalhinhas. Bastava mostrar os troféus da Taça Brasil e da Taça de Prata e reconhecer os torneios. Apenas respeitar o que os atletas e profissionais da época fizeram. Se praticou uma política nojenta e desnecessária, mas a razão prevaleceu.

Portanto, para este blog a história do campeonato brasileiro começa em 1959. Não porque Ricardo Teixeira reconheceu esses títulos tardiamente.

Simplesmente porque estes esquadrões lendários conquistaram esses títulos há muito tempo quase esquecidos pela falta de televisão e de informação. Felizmente o resgate chegou a tempo para enriquecer o nosso esporte mais amado.

A história do futebol brasileiro não foi reescrita. Ela foi sim engrandecida apesar de todos os pesares.

Ponto final.

CRUZEIRO TRICAMPEÃO E O FIM DA TEORIA DA “ESPANHOLIZAÇÃO” DO FUTEBOL BRASILEIRO

14/11/2013
Cruzeiro: terceiro título incontestável

Cruzeiro: tricampeão brasileiro

O Cruzeiro venceu o Vitória da Bahia por 3 x 1 e conquistou o seu terceiro título brasileiro.

16 pontos na frente do vice-líder Atético Paranaense.

Depois de rodadas na frente somente uma desgraça monstruosa tiraria o título da Toca da Raposa.

Os torcedores do clube celeste de Minas Gerais encomendam as faixas de tricampeão brasileiro com rodadas de antecedência. Quatro partidas antes do término da competição, a confirmação da conquista chegou ontem no estádio Barradão em Salvador.

O título do campeonato brasileiro de 2013, dez anos depois da geração de Alex e 47 anos após a antológica vitória de Dirceu Lopes e Tostão em 1966 pode não ter sido espetacular como nos dois torneios nacionais anteriores ganhos pela Raposa.

Porém, em 2013 não há como negar que o Cruzeiro foi a melhor equipe do torneio com um futebol ofensivo, dinâmico e insinuante num elenco em que não havia gênios, mas atletas experientes que já haviam sentido o gosto da taça nacional como Borges, William e Dagoberto, além do surpreendente campeonato de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro.  O zagueiro Dedé que deixou o título brasileiro escapar de suas mãos em 2011 com o Vasco, agora finalmente pode beijar a taça de campeão. A sua ida para Belo Horizonte se revelou uma ótima escolha para a sua carreira.

Além disso, o time comandado pelo ex-atleticano Marcelo Oliveira se deu ao privilégio de ter “reservas de luxo” como os meios campos Tinga e Júlio Baptista.  O Cruzeiro fez um campeonato brasileiro brilhante. Depois que conseguiu a liderança do torneio jamais deixou o primeiro lugar.

cruzeiro tricampeão 2

William: mais um brasileiro do currículo

Com o vencedor do brasileiro definido se esvai uma das teses produzidas por parte da imprensa esportiva brasileira: o da “espanholização” do futebol brasileiro em que Flamengo e Corinthians fariam os papéis de Real Madrid e Barcelona no Brasil. Tudo devido a teoria firmada de que os clubes mais populares do país se tornariam imbatíveis por receberem maiores cotas de TV e contarem com um enorme contingente de clientes torcedores.

Ops! Desculpem aí. Um time de Minas Gerais venceu o principal título nacional.

Não se pode controlar o sucesso e a incompetência. O Atlético Paranaense que estava na série B no ano passado tem grandes chances de ser o vice campeão brasileiro. A vaga da Libertadores está garantida. O Goiás que também frequentou a segunda divisão em 2012 luta para chegar entre os quatro primeiros.

Corinthians e Flamengo estão no limbo do torneio. O Fluminense que foi o campeão brasileiro no ano passado corre um sério risco de ser rebaixado.

Como se percebe o futebol brasileiro é bem diferente e muito mais volátil do que o rotineiro esporte bretão praticado em terras espanholas. Os 13 chamados “grandes” daqui tem torcidas enormes e apaixonadas que sustentam a estrutura desses clubes. Lembremos que o Brasil é praticamente um continente e a Espanha é no máximo do tamanho do estado de São Paulo.

Quando se observa essas constatações fica complicado comparar a paixão do torcedor do Santa Cruz com o abnegado do Levante por exemplo. O Brasil tem uma cultura e uma diversidade futebolística muito maior do que a Espanha.

Quantos campeões mundiais interclubes o Brasil tem? Quantos deles levaram um título continental em comparação aos espanhóis? Nem é necessário citar o Brasil no caso. Basta ver quantos clubes argentinos conquistaram a glória máxima em comparação ao Real e Barcelona.

Portanto a tese Cosme Rímoli de “espanholização do futebol brasileiro” acabou de ir para o saco na noite de ontem.

Os dois maiores clubes de Minas Gerais conquistaram os principais títulos do ano. Vai sobrar emoção da Libertadores do ano que vem.

Somente lembrando aos incautos internautas que o termo “espanholização” somente deve ser usado na situação abaixo. Se é que vocês me entendem… 🙂

Ellen-Roche-1

O resto é conversa fiada para boi, vaca e um rebanho inteiro dormir.

Parabéns à Raposa tricampeã brasileira e  um imenso e retumbante  viva  para os pontos corridos.