O DUELO PRETO E BRANCO DA AMÉRICA

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Atlético Mineiro e Olímpia decidirão a Taça Libertadores da América amanhã em Assunção na primeira partida da finalíssima de 2013.

É o duelo de um time tradicional e copeiro contra um grande time brasileiro, que pela primeira vez em sua história irá disputar a final do maior torneio da América do Sul.

Porém, o Galo de Minas Gerais tem um certo favoritismo. Não só pelo seu grande futebol nesse primeiro semestre como também pela qualidade de seus jogadores. Entre eles Ronaldinho Gaúcho, o excelente defensor Réver e o dinâmico Bernard.

O Olímpia vai para sua sétima final de Libertadores. O clube paraguaio é um dos maiores bichos papões da competição. Contudo, “El Decano” enfrenta uma enorme crise financeira. Há meses seus jogadores não recebem salário. Mesmo com todas as adversidades “el rey de copas” faz uma brilhante campanha. Eliminou o campeão brasileiro Fluminense e só perde para o Atlético Mineiro como time mais ofensivo.

Olímpia: time encaixado e competente

Olímpia: time encaixado e competente

Os paraguaios conseguiram a classificação depois de um duelo equilibrado contra o Santa Fe. Nunca um time colombiano atacou tanto. Graças ao arqueiro uruguaio Martín Silva e a vitória em casa, o clube campeão do mundo em 1979, obteve o direito de ir para a decisão. Um time cascudo e que conhece o caminho das pedras.

O Olímpia foi campeão da Libertadores em três oportunidades. Nelas conseguiu o título jogando a última partida fora de casa. É o único time do Paraguai que alcançou títulos internacionais. Um grande desafio para o time brasileiro.

O Atlético Mineiro sempre teve várias oportunidades de vencer várias taças ao longo de sua história. Porém a equipe mineira sempre parou no meio do caminho em várias oportunidades, apesar de sua enorme tradição e de ser o primeiro campeão brasileiro da era dos “campeonatos nacionais” (antes da reunificação dos títulos pela CBF em 2011).

O Galo viu seu arquirrival Cruzeiro ser o dono do pedaço quando o assunto era Libertadores. A torcida alvinegra sempre foi alvo de gozações e de brincadeiras por parte dos adversários azuis com o apelido provocativo de “flanelinhas”.

Hoje as brincadeiras sumiram.

cruzeirenses com flanelas: as brincadeiras sumiram.

cruzeirenses com flanelas: as brincadeiras sumiram.

O Atlético está na final da Libertadores pela primeira vez, mas já conquistou dois títulos sul-americanos. O Galo foi o primeiro clube campeão da extinta Taça Conmebol em 1992 e voltou a faturar a competição em 1997 num dos jogos mais tumultuados da história do futebol sul-americano.

Porém o Atlético Mineiro nunca conseguiu chegar muito perto da joia da coroa: a Taça Libertadores da América. As coisas mudaram.

Depois de péssimas administrações passadas, o presidente Alexandre Kalil colocou o time nos eixos. Investiu ainda mais na já boa estrutura do clube que tem o melhor Centro de Treinamento do Brasil: a cidade do Galo. Trouxe Carlinhos Neves, um dos maiores preparadores físicos do Brasil.

O cartola fez contratações pontuais com jogadores vindos de outros grandes centros como o goleiro Victor, Junior César os irmãos Richarlyson e Alecssandro. Surpreendeu pela ousadia ao contratar um duvidoso Ronaldinho Gaúcho que havia feito uma péssima temporada no Flamengo. Este ano trouxe de volta o volante Josué, campeão no Goiás, São Paulo e no Wolfsburg da Alemanha.

Mas foi o agora R49 que trouxe a alegria de volta aos torcedores atleticanos.

Ronaldinho Gaúcho: a volta do bom futebol

Ronaldinho Gaúcho: a volta do bom futebol

Em Minas o futebol do ex-melhor do mundo voltou a sorrir. Junto com revelações como Réver e o atacante Bernard, o time de BH fez uma ótima campanha do campeonato brasileiro e ficou com o segundo lugar. No ano seguinte começou estonteante na Libertadores goleando adversários como o Arsenal e São Paulo no estádio Independência mostrando um futebol dinâmico e ofensivo. A cara do emotivo e supersticioso técnico Cuca.

Depois das oitavas de final o Atlético contou também com a muralha chamada Victor. O arqueiro defendeu um pênalti no último minuto contra o Tijuana e garantiu a classificação para a semifinais.

Na fase seguinte brilhou de novo na partida de volta contra o campeão argentino Newell´s Old Boys.

Agora mais uma página do livro ainda incompleto do Galo começa a ser escrita. O clube brasileiro tem um ligeiro favoritismo, mas em Libertadores da América isso é irrelevante. Ainda mais quando se tem um adversário tradicional e competente do outro lado.

Em suma um duelo de gigantes.

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