O GIGANTE ACORDOU

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Brasil: tetracampeão da Copa das Confederações

Brasil: tetracampeão da Copa das Confederações

Nem o mais fanático Pacheco poderia prever o que aconteceu no Maracanã no último domingo.

Os “meninos do Brasil” deram um verdadeiro baile na consagrada e ex-favorita Espanha com uma goleada de gente grande. Foram sonoros e humilhantes 3 x 0 com direito a “olé” e uma exibição estupenda de Fred e Neymar.

O Brasil conquistou seguidamente a sua terceira Copa das Confederações e a quarta ao longo da história da competição. Isso numa época em que o torneio de preparação se tornou importante e um belo aperitivo para os mundiais da Fifa.

A seleção brasileira entrou no jogo na ponta dos cascos. Logo que o árbitro Bjorn Kuipers soou o apito se viu uma disposição hercúlea do time da casa em anular a principal jogada da “La Roja “: a posse de bola e as trocas constantes de passes. O Brasil sufocou a equipe campeã do mundo a exemplo da partida do Bayer de Munique contra o Barcelona no duelo das semifinais da Champions e realizou uma “blitz” incansável e desafiadora. Deu certo.

Espanha: atordoada com o atropelamento

Espanha: atordoada com o atropelamento

Impossível não perceber ali o trabalho do coordenador técnico Carlos Alberto Parreira. Se notou pequenas minúcias táticas na partida que só poderiam ter sido realizadas por um grande trabalho e estudo. Com a conhecida motivação de Scolari a cozinha não poderia ter ficado melhor.

Logo no começo de jogo, numa bola alçada na área Fred fez o primeiro gol deitado, na raça. O Maracanã lotado quase desabou. A Espanha estava atordoada com o gancho de esquerda. Não conseguiu se recuperar com todo o clima causado pela esfuziante torcida.

Fred: partida magistral

Fred: partida magistral

Neymar, “aquele que nunca jogava na seleção brasileira” mostrou aos espanhóis o caminho do inferno e marcou o segundo gol no final do segundo tempo. Onde estariam os consagrados Iniesta, Xavi , Pedro e Fernando Torres? Ninguém sabe e ninguém viu.

O show continuou na segunda etapa. Após uma bela troca de passes Fred marcou o terceiro e mostrou aos espanhóis que no Maracanã novo ou velho quem manda é a seleção brasileira. Fim de jogo. Brasil Tetracampeão. Um time que era o vigésimo segundo lugar da Fifa mostra ao mundo que está vivo e que é um dos favoritos ao titulo da Copa do Mundo do ano que vem.

MUITA CALMA NESSA HORA

O Brasil apresentou uma evolução. Isso é inegável, mas o desafio da Copa do Mundo será infinitivamente maior. Peguem essa Copa das Confederações e multipliquem por quatro.

O torneio será outro e as circunstâncias também.

A Copa das Confederações não é um termômetro para a Copa do Mundo. Vide o que aconteceu nas duas últimas edições. Brasil, Argentina e Estados Unidos foram finalistas e ficaram no meio do caminho em 2006 e 2010.

Portanto nada de entusiasmo. O time ainda está longe do ideal apesar de ter vencido um selecionado praticamente imbatível há três anos.

A esquadra brasuca não pode se deslumbrar com o que aconteceu no último domingo. Foi uma das maiores partidas da história da seleção brasileira, mas morreu por aí. Ficou no passado.

Porém sempre existem os revanchistas. Aqueles que botam o dedo na cara de jornalistas e profissionais mais críticos numa conquista como essa, como se os mesmos tivessem a obrigação de “babar ovo” para as mensagens ultra nacionalistas dos cartolas e de jogadores consagrados do passado que hoje não passam de meros perebas quando o assunto é cidadania.

Neymar: quem disse que ele não joga na seleção mesmo?

Neymar: quem disse que ele não joga na seleção mesmo?

Não se pode criticar os protestos e aqueles que pedem “hospitais padrão Fifa”.

A política faz parte do esporte, mas ela nunca conseguiu entrar dentro de campo ou numa quadra, por mais que tentasse.

A Itália foi bicampeã mundial em 1934 e 1938 sobre a efigie de Mussolini. O ditador italiano terminou seus dias fuzilado e pendurado pelo próprio povo. Mas a squadra azzurra dos anos 30 continua a ser reverenciada até hoje.

A cortina de ferro do leste europeu caiu e está enterrada, mas todos lembram do time de ouro da Hungria em 1954.

Garastazzu Médici não passa de uma lembrança negra na história do Brasil, mas a seleção brasileira de 1970 é considerada por muitos como a maior de todos os tempos.

Mário Kempes, campeão do mundo pela Argentina em 1978 é homenageado com seu nome batizando um estádio de futebol na Argentina. O ditador sanguinário Jorge Rafael Videla morreu no ostracismo, preso e condenado pelos seus bárbaros crimes.

Por mais que governantes tentem usar o esporte como massa de manobra o efeito de “conformar” a população é pouco efetivo.

O povo sabe separar o joio do trigo. Nesses quinze dias turbulentos vimos o exemplo disso. A fúria explodiu nas ruas e cartazes de apoio a seleção apareciam nos estádios.

A presidente Dilma Rousseff que faz parte de um partido corrupto e que gastou escandalosamente bilhões de reais para esta Copa do Mundo tomou uma sonora vaia no estádio Mané Garrincha. Seep Blatter, o faraó multinacional também não escapou do escrutínio da plebe. Ambos perderam o coração dos torcedores e nem poderia deixar de ser diferente. Eles são apenas personagens patéticos com síndrome de magnanimidade. Não passam de meros coadjuvantes dentro do esporte.

A seleção brasileira e o futebol são os únicos que merecem sentir a verdadeira emoção do povo. Os políticos e os cartolas que se danem.

Valeu rapaziada!

# OGiganteAcordou

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