VAMOS FALAR SOBRE A SELEÇÃO

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a jovem seleção brasileira: no caminho certo

a jovem seleção brasileira: no caminho certo

Quanta diferença…

Depois de passar quase oito anos refém de um dirigente sem escrúpulos e transformado num circo itinerante, o time do Brasil parece ter acertado os eixos com a volta de Luis Felipe Scolari.

Sim, temos um time. A seleção brasileira também tem um esquema e prova que o caminho para a renovação é possível se a CBF levar as coisas a sério.

Situação totalmente contrária nas vésperas da Copa do Mundo de 2006 quando a seleção brasileira deixou se contaminar pelas festinhas em Weggis, pelo oba oba e pelos acordos comerciais de Ricardo Teixeira.

Uma grande geração de futebolistas foi desperdiçada. Kaká, Adriano, Ronaldinho Gaúcho e Juninho Pernambucano mereciam algo mais do que serem eliminados nas quartas de final contra a França. O desastre da Alemanha passou mas a seleção continuou o seu caminho tortuoso.

Veio o militarismo de Dunga e o seu rancor contra a imprensa. O bom trabalho e conquistas foram eclipsados na África do Sul quando o treinador convocou uma leva de compadres meio campistas e resolveu brigar com repórteres nas coletivas. A derrota para a Holanda foi a gota d´água e o gaúcho foi mandado embora.

Veio Mano Menezes e as coisas só pioraram. Ricardo Teixeira havia tornado o Brasil num Harlem Globetrotters “fake” do futebol mundial. O Brasil realizava amistosos fora de casa, em Londres contra seleções de baixa expressão. Atendia a pedidos de ditadores para atuar em partidas bisonhas contra equipes como o Gabão. Convocações inexplicadas e jogadas empresariais afastaram a seleção brasileira de seu torcedor. Ela havia virado um pastiche de si mesma. Uma piada de imenso mau gosto.

A corda apertou para o ex-presidente da CBF que fugiu do Brasil deixando a entidade nas mãos de Marin, outro dirigente nefasto mas que teve o bom senso de demitir o incipiente Mano Menezes e trazer dois campeões do mundo de volta.

Era tudo que o Brasil precisava.

A seleção brasileira é um time “cabaço”, mas está ganhando uma experiência virtuosa nos últimos meses. Sem amistosos contra time medíocres e com embates contra grandes equipes, a esquadra nacional vai ganhando fôlego.

A campanha da Copa das Confederações prova que na seleção brasileira é fundamental uma organização plena e um trabalho sério feito por pessoas competentes.

Felipão, apesar de ter seus métodos questionados, já provou várias vezes que é capaz de trazer o Brasil de volta aos braços de sua torcida.

Conseguiu. Independente do resultado de domingo na final contra a Espanha, o Brasil já está fazendo o seu torcedor deixar a raiva de lado e torcer novamente pelo time canarinho.

No “vestibulinho” da Copa das Confederações o jovem time brasileiro já foi aprovado.

Agora virá o exame final em 2014. O time tem muito a evoluir ainda mas está no caminho certo para apagar todas as bobagens que foram feitas nos últimos anos e trazer o Brasil onde ele nunca jamais deveria ter saído. No topo do futebol mundial.

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