“ESQUEMA” PARMALAT

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Palmeiras: 20 anos do fim da agonia

Palmeiras: 20 anos do fim da agonia

Hoje é um dia muito especial para os palmeirenses de todo o Brasil. Se comemora o fim de um incômodo jejum de quase 17 anos que terminou do dia 12 de Junho de 1993.

O Palmeiras tinha um timaço que incluía Roberto Carlos, Mazinho, César Sampaio, Antônio Carlos, Edmundo, Zinho e Evair.

Um dos maiores times do Palestra de todos os tempos, que derrotou o Corinthians por 4 x 0 numa partida incontestável.

Mesmo assim, 20 anos depois algumas vozes ainda insistem em dizer que aquele título foi “roubado” pelo árbitro José Aparecido de Oliveira.

Nada pode ser mais hilário.

Depois de tanto tempo, o chororô continua. O Palmeiras tinha um verdadeiro esquadrão. Engoliu o Corinthians no segundo jogo da final e estava totalmente concentrado depois da provocação de Viola na primeira partida quando o atacante imitou um porco após marcar o único tento da partida.

Quando o apito assoou na peleja decisiva se viu um Palestra disposto a dar o sangue pelo titulo depois de tantos anos de lamentos, derrotas humilhantes e gozações dos adversários.

O Corinthians não teve a menor chance dentro de campo e as expulsões e cartões foram totalmente justos.

Muitos reclamam da entrada de Edmundo em Paulo Sérgio, mas Aparecido errou também ao expulsar Tonhão que foi vítima de uma cabeçada simulada do goleiro Ronaldo. Ou seja, o árbitro errou para os dois lados. Creditar uma derrota de 4 x 0 a uma arbitragem é mascarar a própria incompetência. O Corinthians tomou uma lavada de uma equipe muito superior e que viria a conquistar mais um Campeonato Paulista no ano seguinte ( com pontos corridos) e dois Campeonatos Brasileiros.

Nascia ali um time lendário, que dominou o futebol brasileiro por quase uma década.

Muitos torcedores adversários creditam essas vitórias a uma teoria da conspiração chamada jocosamente de “Esquema Parmalat”.

Sou obrigado a concordar com eles. E vamos agora aqui desnudar toda a história desse cabuloso “golpe” no futebol brasileiro (como diria um saudoso apresentador palestrino, parem as máquinas!).

Uma multinacional italiana faz parceria com um time brasileiro.

Compra uma porrada de bons jogadores.

Traz um jovem e promissor técnico em ascensão.

Coloca um gestor no clube e impede que os problemas internos se misturem com a equipe de futebol.

Esquema montado.

Graças a ele, os cânticos de parabéns e as contagens das torcidas rivais  eram coisa do passado e a incômoda fila palmeirense não completou a maioridade.

O resto é conversa mole para boi dormir.

4 Respostas to ““ESQUEMA” PARMALAT”

  1. everson freitas Says:

    abdul discordo de vc pois estava no estádio naquele jogo e o árbitro estava flagrantemente tendencioso contra o corinthians primeira entrada do zagueiro henrique normal para uma final cartão amarelo, ora sabemos que em final de campeonato naquela época o paulista valia muito, geralmente os árbitros são mais condencendentes em relação a disciplina, mas 3 jogadores do corinthians expulsos ,quando numa final de campeonato 3 jogadores são expulsos a entrada do edmundo foi muito mais dolosa que dos jogadores expulsos do corinthians, ora o tonhão foi expulso em um momento que o jogo já estava decidido, não vamos ser inocentes sabemos que os bastidores do futebol é sórdido haja vista o que aconteceu na libertadores atual não só contra o corinthians mas todos os times brasileiros e olha que aquele palmeiras não precisava disto porque era um time espetacular mas que o árbitro favoreceu o palmeiras não há duvida tanto que logo depois ele foi excluido do quadro de arbitragem.

  2. Marcelo Abdul Says:

    Eu não achei tendencioso. O Henrique que já tinha fama de ser um zagueiro casca grossa deu uma entrada que mereceu o amarelo. O que eu vi naquela final foi um Palmeiras vibrante, com um time muito superior individualmente e um Corinthians limitado. O volume de jogo do Palmeiras foi impressionante.

  3. Eu gosto é do futebol | Segue o Jogo Says:

    […] desfavor toda vez que enfrentávamos os agora favoritos a tudo (o que, olhando restrospectivamente, não deve ter passado de coincidência engendrada pelos deuses do futebol). A derrota vinha sempre muito mais amarga do que devia. Descia menos redonda que a legítima […]

  4. Marcelo Abdul Says:

    Belo texto. Reflete aquilo que pensamos sobre o nosso futebol de maneira lúcida e contundente. Abraços.

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