INCONTESTÁVEL

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Ronaldinho Gaúcho: massacre no Independência

Ronaldinho Gaúcho: massacre no Independência

O Atlético Mineiro goleou o São Paulo por 4 x 1 na partida de volta das oitavas de final da Libertadores 2013.

Foi uma das maiores vitórias da história do time de Belo Horizonte e a derrota mais humilhante do tricolor paulista na Taça Libertadores.

Após o resultado adverso dentro do Morumbi por 2 x 1, se esperava um galo mais precavido e fechado no estádio Independência. Mas contrariando as expectativas o time de Cuca encurralou o São Paulo no campo de defesa do adversário e fez uma pressão monstruosa logo no início de jogo.

Ronaldinho Gaúcho após uma cobrança de falta chutou a bola no travessão de Rogério Ceni como um prenúncio do que estava por vir. Não demorou muito e Jô abriu o marcador aos 20 minutos num chute mortífero após uma bela jogada pela direita.

As coisas para o time paulista pioravam. O Atlético Mineiro marcava impiedosamente e impedia a criação de Ganso e Jadson que isolaram Luis Fabiano na frente. A troca do contundido Osvaldo pelo falso polivalente Douglas se revelou uma escolha desastrosa do técnico Ney Franco. O tricolor não conseguiu reagir e o time da casa dominava a peleja com imensa tranquilidade.

No segundo tempo o treinador são paulino mudou. Tirou Paulo Miranda e colocou o estreante Silvinho. O time abriu de vez e começou o show do galo. Numa falha grotesca de Edson Silva, o atacante Jô entrou livre na área e tocou no meio das pernas de Rogério Ceni. Atlético 2 x 0.

O São Paulo se abalou de vez. Com a classificação para as quartas indo literalmente para o ralo, o time se desestabilizou completamente. Ronaldinho Gaúcho e companhia dominaram por completo o meio campo e o tricolor paulista só fazia número. Em um recuo bisonho de Tolói, Diego Tardelli chegou antes de Rogério Ceni e sepultou de vez qualquer pretensão são paulina de classificação.

Mas o show não podia parar. Depois de vencer uma disputa com o atabalhoado Wellington, Ronaldinho Gaúcho numa de suas melhores partidas desde que voltou ao Brasil deu um toque para Jô olhando para o lado. O atacante colocou a bola na rede e completou o massacre. Nem o gol de honra inútil de Luis Fabiano aliviou a derrota acachapante.

O time do Morumbi terminara a Libertadores de 2013 com uma das piores campanhas de sua história com cinco derrotas, um empate e apenas duas vitórias. Das quatro disputas contra o galo de Minas, perdeu três.

O Atlético que terminou a primeira fase como a esquadra de melhor campanha, confirmou o seu favoritismo e caminha a passos largos para uma campanha inesquecível. Que o Tijuana e o Palmeiras se cuidem. O Atlético Mineiro está atropelando nessa Libertadores.

2 Respostas to “INCONTESTÁVEL”

  1. Edilson Lira Says:

    Caro Abdul…

    Texto perfeito!
    Gostaria de dar a minha opinião, pois acho que estamos diante de um momento crucial dentro do conceito do que é o futebol atual.
    O princípio holandês da compactação e movimentação das equipes que tardiamente “engatinha” no futebol brasileiro está fazendo a tônica.
    O pioneiro Corinthians deu a dica, o Atlético está aperfeiçoando colocando mais técnica e fazendo-o mais “vistosamente”, enquanto os “teimosos” estão e vão continuar sofrendo no confronto contra essas equipes.

    Não dá para jogar em pé de igualdade com essas equipes quando o seu ataque se encontra na meia-lua e sua linha de defesa na sua intermediária, ou quase na sua própria meia-lua. O espaçamento entre as linhas de ataque e de defesa do São Paulo propiciou a ineficiência contra um “desinteressado” Corinthians na semifinal do Paulista e um interessadíssimo Atlético-MG na Libertadores. É um buraco que, contra essas equipes, não tem volante que consiga cobrir por mais que corra. Em muitos momentos, ficou bem nítido. Na tentativa de troca de passes numa retomada de bola eram três jogadores do São Paulo tentando uma saída entre seis, sete do Corinthians/Atlético-MG.

    Eu só não entendo como é que o Ney Franco, experiente, e já há um bom tempo no comando do São Paulo não percebeu isso.

    Não há mais como voltar atrás. Não se pode jogar num espaçamento superior a 25, 30 metros entre as linhas de ataque e defesa, como o Barcelona ensinou e o Bayern está desenvolvendo. Os que iniciaram este trabalho antes, estão com uma vantagem imensa. Ainda muitos “massacres” acontecerão.

    Aos que ainda não perceberam, só existem 2 alternativas:

    1) Se apressarem para entrar neste conceito o quanto antes e conscientizar seus jogadores de que o antigo espaçamento torna o futebol IMPRATICÁVEL;

    2) Projetar o que seria o futebol do futuro, voltando 39 anos no tempo. Sim, porque a tendência é esse espaçamento DIMINUIR AINDA MAIS, como a Holanda que, muitas vezes, colocavam seus 10 jogadores para marcar na altura do círculo central, sem tempo para o adversário respirar, quanto mais pensar… o Uruguai que o diga…

    Ah… E o São Paulo também!

  2. Marcelo Abdul Says:

    Obrigado Edilson. Num time como o São Paulo fica complicado realizar essa tendência. Temos dois meias que dificilmente ocupam espaço e dois volantes das antigas. Aqueles que o Felipão adora e não sabem dar um passe preciso. Futebol de destruição no meio campo é um conceito ultrapassado. Hoje todos marcam e ocupam os espaços. Mal esperam a bola chegar no meio para ocorrer um duelo. Por isso se diz que o futebol atual não precisa de centroavantes, o que é uma meia verdade pois o Mario Gomez é um atacante de ofício. A diferença é que ele não fica parado na meia lua como o Luis Fabiano esperando a bola derradeira.

    Todos nós vimos o que aconteceu no futebol nos últimos anos. O Barcelona aperfeiçou a sua escola holandesa iniciada com o Rinuls Michaels em 1974 e adotou um conceito que chegou no auge em 2011 naquela partida histórica em Wembley e no sapeca iá iá no Santos no Mundial Interclubes. A Espanha que tem como base o Barcelona copiou esse conceito e hoje é a melhor seleção do século XXI.

    O Borussia e o Bayer aperfeiçoaram essa filosofia impondo um jogo mais físico e dinâmico. O futebol evolui e aqui os treinadores ainda insistem na filosofia gaúcha conservadora. Veja os últimos treinadores da seleção. Dunga, Mano Meneses e agora Scolari. Ambos com conhecimentos atrasados e ditatoriais sobre futebol. O esporte é sempre uma arte em evolução.

    Não vislumbro pelo menos agora uma mudança em nosso principal esporte. Principalmente quando vemos um Muricy ganhando títulos com esse maldito futebol de resultados. Algo penoso e que tem como arma principal a bola parada. Tite e agora o Cuca mudaram um pouco isso. Acho que Tite ainda tem um ranço conservador em seus métodos. Cuca é um liberal completo. Espero sinceramente que ele tenha sucesso e mude esse marasmo que toma conta do futebol brasileiro.

    Quanto ao São Paulo acho difícil impor esses conceitos para o tipo de jogadores que nós temos. Teria que mudar muita coisa para se atingir um nível de excelência. Douglas joga de cabeça baixa e não sabe passar uma bola direito. Mesmo assim o treinador teimosamente insiste com ele.

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