Archive for maio \26\UTC 2013

GUEDEX SENSACIONAL!

26/05/2013

A charge traduz e muito o que a torcida são paulina pensa das duas figuras.

Guedex_20130523A

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ATÉ BREVE GAROTO!

25/05/2013

neymar

Após idas e vindas, informações nebulosas e muita especulação está decidido: Neymar infelizmente vai deixar os campos brasileiros para brilhar na Europa.

Mais um craque que se vai e que apequena o futebol brasileiro.

Neymar foi um oásis num mar de mediocridade.

Surgiu tímido em 2009. Chamado por Vanderlei Luxemburgo com o pejorativo apelido de “filé de borboleta”.

Com o ex-treinador fora do caminho, o Santos trouxe Dorival Júnior e Neymar explodiu no ano seguinte com uma nova leva de meninos da Vila, que incluiu André, Ganso e o veterano mas ainda moleque Robinho. O Brasil se encantou com aquele garoto de corte moicano, que ousadamente deu um chapéu no corintiano Chicão com a bola parada. A Vila inteira riu e o zagueiro se enfureceu. Outros adversários viriam e outros chapéus também, mas com a bola rolando.

Os torcedores pediram a convocação dele para a Copa do Mundo, mas Dunga, o agente mór do pragmatismo do futebol brasileiro, não se sensibilizou com o encantamento e levou o seu exército de brucutus para a África do Sul. Perdeu a Copa do Mundo.

Ainda em 2010 seu sonho de vestir a amarelinha se materializou. Neymar se tornava ídolo do futebol brasileiro. Venceu a Copa do Brasil e no ano seguinte atingiu o seu ápice nos campos nacionais. Ajudou o Santos a vencer o bicampeonato paulista em cima do maior rival e foi o astro principal da conquista do tricampeonato da Libertadores da América. Algo que só o time de Pelé tinha conseguido em 1963. No Mundial, o camisa onze santista foi anulado pelo estratosférico time do Barcelona. Muitos duvidaram da sua capacidade. Mas os golaços e as lindas jogadas continuavam.

Em 2012 como não se lembrar no show de Neymar sobre o pobre lateral paraguaio Piris no Morumbi? Até o mais ranzinza são paulino sorriu ao ver ali um aspecto do futebol brasileiro que há muitos anos se julgava desaparecido.

Mas vieram a fama, as mulheres, as baladas, os patrocinadores e o futebol da joia santista começou a murchar. Na seleção a perda de medalha de ouro fez a torcida desconfiar de seu futebol mesmo que o jovem tenha sido o maior goleador do Brasil  nos últimos anos.

Num futebol recheado de Muricys, Roths, Abelões e afins não havia mais espaço para o talento santista crescer. Hora de amadurecer. Tempo de respirar novos ares e aprender novas filosofias.

Se o futebol brasileiro não estivesse dominado pelo pragmatismo tosco e exagerado talvez ainda haveria espaço para ele atuar sem se preocupar com as suas canelas e com as reclamações dos adeptos da cartilha dos pernas de pau. Mas isso é hipotético.

O que nós brasileiros temos a dizer a você Neymar é muito obrigado.

Seja feliz garoto, aproveite ao máximo. Boa sorte na sua nova empreitada.

Até breve. Que a sua “molecagem” nunca desapareça, pois ela não é apenas sua. Ela pertence a todos nós que gostamos de ver o verdadeiro futebol brasileiro.

O HERMES HOLANDÊS

25/05/2013
Robben comemora:  partida heróica

Robben comemora: partida heróica

O personagem da decisão na temporada 2012-2013 da Champions League não é o badalado Schweinsteiger e nem o polonês goleador Lewandowski . O protagonista é um atacante careca de um metro e oitenta.

Arjen Robben surgido no futebol holandês, lembra os velhos pontas do passado que sempre traziam terror as zagas adversárias.

Versátil e com uma boa velocidade, Robben se destacou na seleção de seu país e foi contratado pelo Bayer de Munique.

Porém o carequinha tinha um péssimo defeito. Finalizava mal nas horas decisivas.

Na decisão da Copa do Mundo de 2010 perdeu um gol feito na cara do arqueiro Casillas. Na final da Champions do ano passado perdeu um pênalti na prorrogação e foi considerado um dos culpados pela chamada “tragédia de Munique”, onde o Bayer perdeu a decisão dentro de casa para um medíocre e “italiano” Chelsea.

Aqui mesmo neste blog, Robben ganhou o pejorativo apelido de “pipoqueiro voador”, dada a sua grande velocidade e suas desastrosas finalizações.

Hoje, na partida derradeira da Champions League o roteiro parecia se repetir. O jogo começou eletrizante com um domínio do Borussia e de grandes defesas do arqueiro Nauer. Contudo, passada a blitz do time amarelo, o Bayer equilibrou as ações e Robben perdeu três gols feitos.

Parecia que o incômodo carma iria se repetir. O seu rosto denunciava o imensa fardo que o camisa 10 do Bayer carregava em sua alma.

Mas o holandês não se entregou a mediocridade.

Eis o exemplo de um homem que foge das adversidades e constrói o seu próprio destino.

Ele não faz birrinha com a diretoria e a torcida do seu clube, muito menos responsabiliza o árbitro para disfarçar a sua própria incompetência.

Robben luta. Corre como um maluco desventurado sempre levando perigo à defesa adversária. Foi assim durante toda a disputa. Perdeu gols no passado? Perdeu gols agora? Bola para a frente. A insistência deu resultado e numa tabela com Ribery, o atacante holandês deixou Mandzukic livre para a abrir o placar para o time de Munique.

Mas o zagueiro Dante, um dos preferidos de Felipão (Deus nos ajude) comete um pênalti estúpido e o Borussia empata. A muralha amarela explode e faz a torcida bávara lembrar da trágica partida do ano passado. Será que o todo poderoso Bayer de Munique vai sucumbir de novo? Será que o esquadrão vermelho será vice novamente depois de 2010 e 2012?

A partida é acirrada. Weidenfeller faz grandes defesas. O Borussia ameaça nos contra ataques. O relógio vai andando e tudo indica que teremos uma prorrogação na primeira final alemã da Europa.

Mas Robben desafia o destino mais uma vez.

Aos 43 minutos quase no final de jogo ele entra dentro da área adversária, tabela com Ribery que o deixa livre para tocar a bola rasteira no fundo das redes do Borussia.

Robben explode de emoção e a torcida do Bayer comemora junto com ele.

Eis a diferença que separa os homens comuns do imortais. Está demonstrado o que um sopro de dedicação pode fazer a um atleta que era reserva de Tony Kross e era vaiado pela torcida.

Robben fugiu do óbvio, da mediocridade, dos carimbos e dos rótulos.

O destino conspirou a seu favor? Talvez. Mas como diz uma frase “ a sorte  ajuda os audaciosos”.

O Bayer Munique levanta a taça: quinto título europeu

O Bayer de Munique levanta a taça: quinto título europeu

O atacante construiu o seu próprio caminho. Não se prendeu ao passado. Pelo contrário, olhou para o presente e o Bayer de Munique conquista a Europa pela quinta vez e tentará o terceiro título mundial no Marrocos em Dezembro. Iguala o Liverpool e se torna um dos maiores vencedores do futebol do velho continente.

De vilão a herói. Eis o que o apaixonante futebol nos proporciona. Os deuses jogaram seus dados, mas Robben como um Hermes mitológico contrariou todos os estigmas.

Parabéns Bayer de Munique. Parabéns Arjen Robben.

A Europa é vermelha mais uma vez.

É HOJE!

25/05/2013

Jerseys of German football clubs Bayern

Duas das maiores forças do futebol alemão nos últimos anos. Os únicos times germânicos campeões mundiais de clubes. O Bayer em 1976 e 2001. O Borussia em 1997.

Se antes o domínio germânico na Europa estava restrito a sua seleção hoje vemos uma nova história sendo escrita.

Nos clubes quem também manda é a Alemanha

Nunca dois times desse país disputaram o maior título da Europa.

Os bávaros tentam esquecer a tragédia de terem perdido em casa para o retrancado Chelsea no ano passado.

O time do Vale do Ur tenta conquistar o seu segundo título europeu e se estabelecer de vez como uma das maiores potências do futebol europeu vencendo um dos seus maiores rivais.

É pega pra capar.

Imperdível!

LIBERTADORES – QUARTAS DE FINAL – IDA

25/05/2013

Fluminense 0 x 0 Olímpia

FUTEBOL VAGABUNDO

Wellington Nem: má jornada

Wellington Nem: má jornada

Se existe um time a ser estudado no Brasil essa equipe é o Fluminense.

É um caso de análise psiquiátrica profunda.

Um time milionário, com um bom elenco e que lamentavelmente atua como um clube da terceira divisão do Rio de Janeiro.

Na campanha do título brasileiro, o Flu jogou grande parte da campanha com um estilo pragmático, frio e sem sal. O time fazia um gol e se segurava atrás. Estilo Abelão de ser. Um dos discípulos do “Muricybol”.

Na quarta em São Januário, o tricolor carioca se preocupou mais em não tomar o gol do que fazer. O Olímpia ficou na dele e adorou o 0 x 0 em São Januário. Foi para isso que o Fluminense praticamente abdicou do título carioca. Para ter atuações bisonhas como a de quarta-feira?

O que Abel Braga tem fazer agora é deixar seu time fazer o que sabe de melhor: atacar. Na capital paraguaia o clube carioca vai ter que deixar esse futebol comodista e vagabundo de lado se quiser se classificar para as semifinais. Em Assunção não vai ter moleza.

Real Garcilaso 1 x 3 Santa Fe

É SANTA FE! NÃO INDEPENDIENTE!

Cuero comemora: Santa Fe com um pé na semifinal

Cuero comemora: Santa Fe com um pé na semifinal

O Santa Fe detonou o peruano Real Garcilaso dentro da casa do adversário por 3 x 1. Um grande resultado do time de Bogotá e que praticamente garante a classificação inédita do Expresso Vermelho para a semifinal da Libertadores. Depois de derrotarem o milionário time de Vanderlei Luxemburgo a equiper colombiana se torna a grande sensação dessa Libertadores da América.

O problema é quando ouvimos notícias e lemos alguns jornais aqui no Brasil. Alguns veículos insistem em chamar o clube de Independiente de Santa Fe, como se o mesmo fosse uma imitação barata do clube argentino que mais venceu Libertadores até agora.

Mas as coisas não são bem assim. Na Colômbia ninguém chama o clube primeiro pelo nome de “Independiente” e sim somente pela alcunha de Santa Fe. O termo “Independiente” faz parte do nome oficial do clube, o que é comum a vários times do mundo.

Aqui no Brasil ninguém chama o Palmeiras de “Sociedade Palmeiras” ou o Flamengo de “Regatas Flamengo”.

Santa Fe é o nome popular, conhecido pela população colombiana e que é um dos times de maior torcida da capital, Bogotá e que tem grande rivalidade com os Milionários.

Quem quiser conhecer melhor esses dois times assistam esse programa abaixo. E aprendam de uma vez por todas é Santa Fe, não Independiente!

Tijuana 2 x 2 Atlético-MG

OSSO DURO DE ROER

Gilberto Silva: sufoco na fronteira

Gilberto Silva: sufoco na fronteira

O time de Belo Horizonte  começou muito mal a partida na fronteira do México com os Estados Unidos. Começou perdendo de 2 x 0 e por pouco dificultou a sua grande campanha nessa Taça Libertadores. Porém o time mineiro conseguiu se adaptar rápido ao gramado sintético e teve uma grande recuperação no segundo tempo. Diego Tardelli diminuiu e Luan já nos descontos fez o gol milagroso de empate. O Galo passou sufoco mas se saiu bem. Em casa terá todas as chances para chegar à semifinal. Porém, a equipe mexicana mostrou muitas qualidades nessa Libertadores.

Ao contrário do que muitos times por lá fizeram, os “Xolos” estão priorizando o torneio sul americano. Quebraram a invencibilidade do Corinthians e eliminaram o Palmeiras dentro da casa do adversário. Todo cuidado é pouco. No Tijuana o Douglas não joga. No Horto, o Atlético vai ter que jogar o que sabe para passar de fase.

Boca Juniors 0 x 0 Newell´s Old Boys

EMPATE SEM SAL

Riquelme: anulado pela defesa leprosa

Riquelme: anulado pela defesa leprosa

O Boca que faz uma campanha bisonha no Torneio Final bem que tentou sufocas os “leprosos” usando a velha mística de “La Bombonera”. Porém o Newell´s mostrou porque é o atual líder da competição portenha. Os comandados de Gerardo Martino marcaram muito bem todas as jogadas de ataque da equipe Xeneize. Riquelme tentou furar o cerco mas teve poucas oportunidades. Apesar da posse e de maior volume de jogo o Boca não conseguiu traduzir isso em gols no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Newell´s melhorou ainda mais a marcação. Não se intimidou com o barulho do estádio e por pouco não fez um golaço numa linda virada de Scocco. Sem o árbitro Carlos Amarilla fica difícil o Boca obter alguma vantagem. A decisão ficou para o estádio “Colosso Del Parque” em Rosário. Os “leprosos” tem tudo para irem a semifinal e conquistar o título que escapou de suas mãos em 1988 e 1992. Ao Boca, resta atuar como franco atirador e mais uma vez chegar perto da tão sonhada sétima conquista da Libertadores e se tornar definitivamente o “ El Rey de Copas”, mas os tempos são outros.

RESUMO DA ÓPERA 23/05/2013

23/05/2013

Olá leitores. Por causa de um modem quebrado fiquei duas semanas sem poder escrever no blog. Bem, com tudo arrumado poderemos comentar o que aconteceu durante esses dias turbulentos. O resultado? O maior “Resumo da Ópera” de todos os tempos aqui no blog.

As Loucuras do Rei Juvenal

Juvenal: coletiva vergonhosa

Juvenal: coletiva vergonhosa

Todos os internautas que acompanham o meu blog estão cansados de saber que não morro de amores pelo presidente do São Paulo, o intragável Juvenal Juvêncio. O golpe estatutário foi a confirmação de uma ditadura medonha que se apoderou do clube e agora constatamos as trágicas consequências dos conselheiros adotarem um cartola caudilho.

Na semana passada o cidadão afastou 7 jogadores logo após a humilhante eliminação contra o Galo na pior campanha do São Paulo na história da Libertadores.

Os culpados? Atletas que acabaram de se recuperar de graves contusões e outros que mal foram aproveitados no time titular neste primeiro semestre.

Outro imenso atestado de “genialidade” do cartola tricolor, que covardemente aponta “culpados” como se o Cañete tivesse culpa do Lúcio ser um zagueiro transloucado e do Nei Franco sempre colocar o Douglas. Ao expor desnecessariamente alguns jogadores, Juvenal deu uma aula de anti marketing esportivo e desvalorizou o próprio produto.

A atitude de Juvêncio, claramente demagógica é uma imensa piada de mau gosto e revela porque o tricolor paulista perdeu o baluarte do pioneirismo para outros clubes do futebol brasileiro. Como previmos, o terceiro mandato do atual presidente são paulino se tornou um desastre e o torcedor são paulino vai ter que aturar muitas besteiras até Abril de 2014 infelizmente.

O Trio de Ferro Dançou na América

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Riquelme: o carrasco do Brasil na Libertadores

Depois da eliminação do São Paulo na Libertadores, mas dois times do chamado “Trio de Ferro” de São Paulo também não conseguiram passar para as quartas de final da Libertadores.

O Palmeiras com um time limitadíssimo chegou até longe na competição. Sem nenhuma grande estrela e contando apenas com atletas dedicados e esforçados, o clube do Parque Antártica tinha chance de superar os estreantes do Tijuana. Mas uma falha grotesca do goleiro Bruno pôs tudo a perder. O time de Gilson Kleina que já era mediano, não teve a capacidade de reagir. Somente “raça” e “sangue nos olhos” não ajudam a vencer uma partida de futebol. É necessário também aprender a chutar, a dar passes precisos e ter um pouco de talento. Caso contrário, que se monte uma equipe de atletismo e não um time de futebol. A triste realidade da série B chegou de vez ao Verdão. Que saia dessa com dignidade a partir de agora.

Bruno: frango avassalador

Bruno: frango avassalador

O Corinthians, atual campeão do mundo foi eliminado pelo Boca Juniors na Taça Libertadores da América. Em parte porque fez uma péssima partida no estádio La Bombonera no jogo de ida. Porém na volta, o responsável pela desclassificação alvinegra se chama Carlos Amarilla. O árbitro, considerado um dos melhores da América do Sul deixou de dar dois pênaltis para os comandados de Tite. Para piorar os auxiliares Cárlos Cáceres e Rodney Aquino marcaram impedimentos absurdos que alijaram o clube paulista na partida. Riquelme num lindo lance encobriu Cássio e marcou o primeiro gol. O espetacular Paulinho empatou, mas o conhecido estilo de jogo do Boca de Bianchi prevaleceu. Não há muito mais o que comentar. Até porque o resultado foi artificial e o árbitro interferiu descaradamente.

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Carlos Amarilla: arbitragem vergonhosa

Isso é ponto pacífico no blog desde o ano passado. As arbitragens da América do Sul são péssimas e estão prejudicando os clubes brasileiros em demasia. O Corinthians foi mais uma vítima da incompetência dos sopradores de apito da Conmebol.

Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Para Que?

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

Kaká e Ronaldinho Gaúcho: preteridos

A não convocação de Kaká e Ronaldinho Gaúcho para a Copa das Confederações repercutiu. Muitos torcedores e jornalistas não entenderam o porque dos dois atletas não estarem na lista que vai ao torneio de Junho já que ambos tem experiência de sobra se tratando da camisa canarinho.

Porém não é preciso fazer uma análise profunda e descobrir porque ambos não foram relacionados por Scolari.

Ronaldinho Gaúcho teve uma grande fase na seleção brasileira de 2002 até 2005. Depois da Copa de 2006 o seu futebol degringolou e o atual jogador do Atlético Mineiro se mostrou um atleta baladeiro e desinteressado em atuar com a camisa do Brasil. Com atuações medonhas, o prestígio dele com o treinador Dunga decaiu depois do fracasso na Copa da Alemanha. Nem mesmo a “carteirada” que Ricardo Teixeira deu na Olimpíada de Beijing fez o futebol de Gaúcho melhorar. O resultado é que ele não foi chamado para a Copa de 2010 e seu comportamento fechou as portas da Europa para ele. Mesmo voltando a jogar bola no Brasil depois de uma passagem turbulenta pelo Flamengo, Ronaldinho Gaúcho foi convocado para a seleção e continuou com a mesma apatia e falta de liderança. Scolari o convocou para o amistoso contra a Inglaterra e não gostou nada do que viu. Talvez seja um recado velado ao atleta. Talvez não. Conhecendo o modo de pensar de Felipão pode ser que os dias de Ronaldinho Gaúcho com a camisa da seleção estejam definitivamente acabados.

Kaká teve uma grande fase no Milan em 2007. Ajudou a equipe Rossoneri a faturar o quarto título mundial e foi escolhido o melhor jogador do mundo no mesmo ano. Mas parou por aí. Kaká, a exemplo de Gaúcho também alternou bons e maus momentos com a seleção. Não foi um primor nas duas copas que disputou em 2006 e 2010 e atualmente é reserva no Real Madrid sem repetir as grandes atuações do passado. Kaká também parece não se preocupar com a sua carreira na parte técnica e sim financeira. Tanto faz se ele poderia atuar no Brasil e melhorar seu futebol para voltar a seleção. O bom mesmo é ficar na reserva do Real e continuar a ganhar milhões de euros. Kaká perdeu o foco.

As seguidas contusões e a atuações pífias no Real atrapalharam uma possível convocação.

Isso significa que os dois estão descartados? Provavelmente. Talvez Scolari esteja fazendo um teste de fogo para os novatos, talvez não. Mas é impossível saber o que se passa dentro da cabeça do treinador gaúcho.

Lembremos que ele deixou de convocar Alex com quem trabalhou no Palmeiras para chamar Edílson para a Copa de 2002 . O mesmo que fez as provocantes embaixadinhas na final do campeonato paulista de 1999 e que inclusive foi xingado por Scolari numa palestra captada pelo microfone de repórteres. Vai entender…

Finais dos Campeonatos Estaduais

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Corinthians:hegemonia em São Paulo

Num dos campeonatos paulistas mais desinteressantes de todos os tempos, venceu o time com melhor capacidade. O torneio foi se arrastando ao longo de 3 meses com poucos jogos relevantes e fracasso vergonhoso de público. Os estaduais são cadáveres insepultos do futebol brasileiro e pelo andar da carruagem os bizarros cartolas continuarão a atrapalhar o calendário como zumbis do Walking Dead.

O Corinthians chegou a final na base do banho maria, pois se preocupou mais com a Taça Libertadores. O Santos de Muricy, mal se sabe como foi para a decisão pois tinha um time limitado e com um Neymar pouco inspirado e irritado pelas badalações em torno da sua vida profissional e privada.

No primeiro jogo no Pacaembu, o treinador santista abusou do “Muricybol “e colocou Marcos Assunção para fechar o meio de campo e aproveitar as bolas paradas como é do feitio de todos os clubes dirigidos pelo Muricy.

Porém, o Corinthians deu um banho no Santos. Não fosse o goleiro Rafael o Peixe teria saído de São Paulo com uma goleada. O alvinegro da capital deu um banho tático e Paulinho atuou monstruosamente. Neymar foi anulado. Na Vila na segunda partida da decisão, não foi muito diferente. Apesar do ímpeto inicial e do gol de Cícero, o Corinthians controlou as ações da partida. Danilo empatou logo em seguida e teve toda a tranquilidade para afastar as investidas santistas até o apito final. Destaque negativo para as lamentáveis cenas de pancadaria realizado pela Polícia Militar antes do início do jogo. Às vésperas de uma Copa das Confederações é lamentável que ainda se veja momentos escabrosos assim.

É o vigésimo sétimo titulo paulista do time do Parque São Jorge. O maior campeão paulista do século passado e por enquanto deste centenário também. O Santos não fez nada de relevante durante todo o torneio para repetir o feito do Paulistano, por enquanto o único time que conseguiu faturar o tetracampeonato paulista. O troféu está em boas mãos.

Quanto aos outros estaduais não houve maiores novidades.

Botafogo: título de cabo a rabo.

Botafogo: título de cabo a rabo.

O Botafogo ganhou de braçada no Rio. Em parte porque Vasco e Flamengo enfrentam sérios problemas administrativos e o Fluminense quase pedia pelo amor de Deus para não participar da competição. Ponto para a postura de Clarence Seedorf que jogou no time da estrela solitária como se fosse um garoto e estivesse atuando no sub-20 do Ajax. Um profissionalismo invejável e que serve de exemplo para muitos garotinhos mimados a leite com pera que se alastram como peste no futebol brasileiro.

Em Minas… Ah! Que novidade… A final foi entre Atlético Mineiro e Cruzeiro. Deu Galo, bicampeão mineiro.

Em Goiás…deu Goiás.

No Ceará…deu Ceará.

No Rio Grande do Sul deu Internacional. O primeiro título de clube do treinador Dunga e que a exemplo do Botafogo ganhou de braçada o título do Gauchão. Ponto negativo para o badalado Grêmio de Vanderlei Luxemburgo que apesar de fazer contratações milionárias não conseguiu chegar à final dos dois turnos.

Dunga: primeiro título regional

Dunga: primeiro título regional

No Paraná outra super novidade (Modo Irônico Ligado). O Coritiba ganhou o seu quarto título estadual seguido em cima de seu maior rival. Nem tanto, pois estranhamente o presidente Mauro Celso Petraglia fez o time do Atlético Paranaense atuar no torneio com seu  Sub-20.

Agora me falem qual o propósito de deixar o time titular encostado e não pegar ritmo de jogo para o campeonato brasileiro que começa na semana que vem?

Será que Petraglia esconde um super time para o torneio nacional? Teremos um novo Barcelona jogando no Sul do país? Aguardemos.

Na terra de todos os santos, o Vitória conquistou o torneio estadual. Mas não precisava humilhar tanto o Esporte Clube Bahia. No primeiro jogo da decisão um histórico 7 x 3. Isso porque nas fases anteriores o rubro negro já havia metido 5 x 1 na Arena Fonte Nova. Fora a chuva de caxirolas em outra derrota do tricolor baiano por 2 x 1.

Se antes dos anos oitenta o Bahia era o time hegemônico no estado, hoje a situação é bem diferente. A partir dos anos noventa o Leão da Barra começou a equilibrar as conquistas pau a pau com o seu adversário. Porém a partir dos anos 2000 o Vitória começou a prevalecer no estado. São 9 títulos do rubro negro contra apenas dois do Tricolor de Aço.

Em tempo, não sou contra o fim dos estaduais. Apenas defendo que se diminuam as datas dos mesmos. Campeonatos desinteressantes e semimortos não podem se arrastar por 3 meses como se tivessem a mesma importância do passado.

O glamour desses torneios virou história. Insistir em reviver algo que não pode ser repetido é um imenso atestado de burrice, atraso e teimosia.

INCONTESTÁVEL

09/05/2013
Ronaldinho Gaúcho: massacre no Independência

Ronaldinho Gaúcho: massacre no Independência

O Atlético Mineiro goleou o São Paulo por 4 x 1 na partida de volta das oitavas de final da Libertadores 2013.

Foi uma das maiores vitórias da história do time de Belo Horizonte e a derrota mais humilhante do tricolor paulista na Taça Libertadores.

Após o resultado adverso dentro do Morumbi por 2 x 1, se esperava um galo mais precavido e fechado no estádio Independência. Mas contrariando as expectativas o time de Cuca encurralou o São Paulo no campo de defesa do adversário e fez uma pressão monstruosa logo no início de jogo.

Ronaldinho Gaúcho após uma cobrança de falta chutou a bola no travessão de Rogério Ceni como um prenúncio do que estava por vir. Não demorou muito e Jô abriu o marcador aos 20 minutos num chute mortífero após uma bela jogada pela direita.

As coisas para o time paulista pioravam. O Atlético Mineiro marcava impiedosamente e impedia a criação de Ganso e Jadson que isolaram Luis Fabiano na frente. A troca do contundido Osvaldo pelo falso polivalente Douglas se revelou uma escolha desastrosa do técnico Ney Franco. O tricolor não conseguiu reagir e o time da casa dominava a peleja com imensa tranquilidade.

No segundo tempo o treinador são paulino mudou. Tirou Paulo Miranda e colocou o estreante Silvinho. O time abriu de vez e começou o show do galo. Numa falha grotesca de Edson Silva, o atacante Jô entrou livre na área e tocou no meio das pernas de Rogério Ceni. Atlético 2 x 0.

O São Paulo se abalou de vez. Com a classificação para as quartas indo literalmente para o ralo, o time se desestabilizou completamente. Ronaldinho Gaúcho e companhia dominaram por completo o meio campo e o tricolor paulista só fazia número. Em um recuo bisonho de Tolói, Diego Tardelli chegou antes de Rogério Ceni e sepultou de vez qualquer pretensão são paulina de classificação.

Mas o show não podia parar. Depois de vencer uma disputa com o atabalhoado Wellington, Ronaldinho Gaúcho numa de suas melhores partidas desde que voltou ao Brasil deu um toque para Jô olhando para o lado. O atacante colocou a bola na rede e completou o massacre. Nem o gol de honra inútil de Luis Fabiano aliviou a derrota acachapante.

O time do Morumbi terminara a Libertadores de 2013 com uma das piores campanhas de sua história com cinco derrotas, um empate e apenas duas vitórias. Das quatro disputas contra o galo de Minas, perdeu três.

O Atlético que terminou a primeira fase como a esquadra de melhor campanha, confirmou o seu favoritismo e caminha a passos largos para uma campanha inesquecível. Que o Tijuana e o Palmeiras se cuidem. O Atlético Mineiro está atropelando nessa Libertadores.