CRÍTICA – HOMEM DE FERRO 3 OU SIMPLESMENTE “TONY STARK”

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A terceira parte do filme Homem de Ferro não poderia ser mais decepcionante para os fãs do personagem.

Não que o filme não garanta a diversão do público do cinema. Mas a película do herói da Marvel foi feita exatamente para isso, para garantir o entretenimento de quem nunca acompanhou o personagem nas histórias em quadrinhos.

O problema é que até nisso o filme perdeu a roda.

Robert Downey Jr sem dúvida é um ator de primeira linha. Graças ao carisma e ao talento do ator norte americano, o personagem virou top entre os fãs da Marvel capitaneados por figuras como o Hulk e o Homem Aranha. O espetacular filme dos Vingadores criou grandes expectativas para a terceira parte do Homem de Ferro.

Mas o filme é totalmente anticlímax da aventura do supergrupo.

Todos nós vimos o trailer. Um supervilão de verdade como o Mandarim interpretado pelo vencedor do Oscar, Ben Kingsley. A mansão de Tony Stark destruída. Um aspecto sombrio e de revanche descomunal…enfim..nada disso aconteceu. O resultado foi altamente decepcionante.

Tenho uma bronca muito grande de atores que aparecem mais que os super heróis em filmes de super-heróis. É um vício incessante da Marvel Comics que ocorre desde o primeiro filme do Homem Aranha em 2001. Mesmo que os heróis sejam mascarados, lá está o rostinho bonito no cartaz dos filmes como se o Capitão América pudesse viver desmascarado como o Cris Evans.

Os mais analíticos dirão: “Ah, mas Robert Downey Jr deu vida ao personagem e na realidade ambos são uma coisa só.” Em termos, quem lê quadrinhos de super-heróis sabe o que eu estou tentando mostrar.

Por exemplo, nessa nova aventura do Homem de Ferro, a figura do latinha perdeu o cargo para Tony Stark.

Sim, o alter ego é que segura as pontas durante todo o filme. Até mesmo a voz robotizada que dava um clima legal ao vingador desapareceu.

O filme não deveria se chamar Homem de Ferro 3 e sim “Tony Stark”. Seria mais justo e transparente com os fãs do personagem. Além disso da metade para a frente a obra se perde em piadas em demasia, furos gritantes no roteiro e exageros típicos de filmes de ação e que devem ter o devido cuidado e decupagem do diretor.

O Mandarim que para quem não está familiarizado com a saga do Homem de Ferro nas páginas de revistas é o principal inimigo do protagonista.

E não é um cara qualquer. Stark quase foi para o saco várias vezes por causa do “mardito”.

Homem de Titânio esquecido na trilogia dos cinemas: não se fazem mais vilões como antigamente

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Porém, o que foi feito com ele nesse filme foi algo tosco, babaca e lamentável. Uma falsa originalidade e um autêntico estelionato cinematográfico. Outro vilão interpretado por Guy Pearce também não convence. Pearce estranhamente está com um ar canastrão. Aliás o universo de super vilões ferrados que o Homem de Ferro tem nos quadrinhos não se traduz com a mesma exatidão no cinema. Tirando Obadiah Stane e o “Monge de Ferro” na primeira aventura, o resto não fez nem sombra ou ameaça ao bom e velho Stark. Como exemplo,   o Dínamo Escarlate e o Homem de Titânio.

Para terminar a troca de Jon Fraveau por Shane Black na direção se revelou uma péssima ideia.

Em suma, um filme para se divertir e descartar como uma embalagem de chocolate.

A palavra certa para o filme é desperdício.

Desperdício de tempo, paciência e da chance se se fazer um grande filme.

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