ESQUIZOFRENIA

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Vargas marca um golaço:vaias no Mineirão

Vargas marca um golaço:vaias no Mineirão

O que faz um torcedor sair de sua casa para ver um jogo da seleção brasileira reserva?

Sim, porque é mais do que óbvio de que nem metade do time que empatou ontem com o Chile  será titular em Junho de 2014 na Copa que será realizada aqui.

Além disso, é consenso de que o Brasil comandado por Parreira e Felipão dificilmente fará partidas espetaculares nos gramados dado o pragmatismo que ambos os treinadores seguiram em suas carreiras.

O torcedor brasileiro é movido pela falsa ilusão do que a camisa canarinho ainda representa. A seleção não dá mais show e  não realiza mais espetáculos como em 1958, 1962, 1970 ou 82. A mística prevalece, mas a verdade hoje em dia é bem diferente.

Distante da realidade futebol brasileiro ela vaia incansavelmente a equipe canarinho. Grita “olé” quando o adversário está com a bola e chama a principal joia brasileira dos últimos tempos de “pipoqueiro”, sendo que o mesmo cobrou um escanteio preciso para o primeiro gol de Réver e  marcou os segundo depois de uma bela troca de passes entre Jadson e Alexandre Pato.

Uma injustiça. Não se pode colocar toda a carga de responsabilidade de uma Copa do Mundo num jovem de 21 anos. Neymar tem muito a evoluir, assim como o time brasileiro.

Me recuso a analisar uma partida amistosa marcada em cima da hora com um time B e que fez no máximo um único treino leve com jogadores totalmente focados nas disputas de seus clubes.

Mesmo assim, o torcedor brasileiro agiu com má-fé. Se tornou um chato de galocha. Um esquizofrenico de primeira linha. Uma multidão bipolar que exclama “sou brasileiro com muito orgulho e muito amor” num momento para soltar vaias escabrosas cinco minutos depois contra um time canarinho reserva e despretensioso. Uma torcida exigente demais com uma esquadra nitidamente desentrosada feita em cima da hora como num catadão de várzea.

Dou razão para o jornalista Flávio Prado da rádio Jovem Pan. O brasileiro não gosta de futebol,  ele adora “festinha”. Muitas famílias entraram na onda e pagaram ingresso esperando ver Mozart.

Assistiram a um baile funk. Ontem não teve festa ou goleada e nem poderia.

A verdadeira seleção brasileira só vai atuar realmente contra a Inglaterra no Maracanã e na Copa das Confederações. Com mais treinos e mais entrosamento poderemos saber quem é realmente o Brasil de Felipão 2.0. Uma seleção de verdade ou um amontoado de jogadores que vestem uma camisa verde e amarela.

3 Respostas to “ESQUIZOFRENIA”

  1. daniel punisher Says:

    Onde Assina?

  2. guina Says:

    Um triste e verdadeiro relato sobre o “torcedor” brasileiro. O pior é que não temos técnico, muito menos treinador. Perfeito como sempre, Abdul.

  3. Marcelo Abdul Says:

    Eu estou odiando essa versão Felipão 2.0. Mas pelo passado dele ainda boto uma fé. Mesmo dessa maneira ele fez o Palmeiras ganhar a Copa do Brasil. O Scolari tira leite de pedra. Isso é inegável.

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