ESTRANHA COINCIDÊNCIA

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CT da Barra Funda: a prefeitura não quer mais a concessão

CT da Barra Funda: a prefeitura não quer mais a concessão

A Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores da Cidade de São Paulo emitiu um parecer favorável para que os CT´s do São Paulo Futebol Clube e da Sociedade Esportiva Palmeiras não tenham as suas concessões renovadas ao término dos contratos. A dos São Paulo irá expirar em 2022. A do Palmeiras em 60 anos.

Os locais serão incorporados a um “parque urbano” que será construído no local.

Os 16 vereadores que participaram dessa decisão foram estes:

Andrea Matarazzo – PSDB

Dalton Silvano – PV

Nabil Bonduki – PT

Nelo Rodolfo – PMDB

Paulo Frange – PTB

Toninho Paiva – PR

Adilson Amadeu – PTB

Jair Tatto – PT

Milton Leite – DEM

Paulo Fiorilo – PT

Ricardo Nunes –PMDB

Wadih Mutran – PP

Temos aí alguns nomes conhecidos. Entre eles o vereador Toninho Paiva, que há alguns anos fez declarações impertinentes à ex-primeira dama da capital Nicéia Camargo. Paiva usa a Zona Leste como uma espécie de feudo político. Mutran fez parte da tropa de elite que defendeu o prefeito Celso Pitta, um dos piores prefeitos que a cidade já teve, de acusações de corrupção. O jornal Folha de São Paulo constatou que seu patrimônio do político aumentou o dobro de R$ 1, 9 milhões para R$ 3,8 milhões sem maiores explicações.

Quando vemos  essas “eminências pardas” nesse tipo de projeto devemos desconfiar abertamente.

Essa súbita “ cidadania ecológica” de vereadores que nunca demonstraram tal interesse no assunto é de fazer o cidadão paulistano ficar com a pulga atrás da orelha.

Porém, ao folhear o Jornal Folha de São Paulo  vimos uma reportagem muito interessante publicada ontem no mesmo dia da promulgação desse “parecer”. Vejam abaixo.

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Ora, que interessante. A prefeitura e os seus nobres vereadores aprovaram a construção de prédios comerciais e moradias no bairro da Barra Funda. Uma grande preocupação “ecológica” com a cidade de São Paulo sem dúvida, já que a aparição de novas edificações não devem trazer poluição, trânsito e outras dificuldades. Imagina! Isso é intriga da oposição… aliás….que oposição?

Vejam no mapa que a região demarcada para as construções desses edifícios  ficam entre a Rua Turiaçu e a Marginal Tietê. Entre elas a Avenina Marquês de São Vicente.

Por acaso onde se localizam os Ct´s de São Paulo e Palmeiras?

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Bingo! Mas que coincidência não é mesmo?

Agora perguntamos se os vereadores estão mesmo interessados no bem estar dos cidadãos ou só querem mais uma vez favorecer a especulação imobiliária construindo um parque para valorizar as construções em torno e fazer um executivo fazer o seu cooper diário.

Os políticos da cidade de São Paulo pensam que nós somos idiotas? A quem os parlamentares paulistanos querem favorecer realmente?

Parque? Preocupação com a ecologia? Ah Ah Ah Ah! Que piada!

A mesma coisa se diz da tal Inspeção Veicular sendo que a frota de carros da cidade de São Paulo cresce vertiginosamente sem o devido controle dos “nobres” vereadores. Uma hipocrisia e cara de pau sem tamanho.

Já discutimos aqui o uso de concessões de terrenos públicos para clubes de futebol. Não vamos repeti-los. Porém é inegável que se vende facilidades a alguns times e grandes dificuldades a outros nas questões de ordem jurídica e pública. Vide a tortuosa construção da Arena Palmeiras e da grande facilidade que se faz o Itaquerão. Dois pesos, duas medidas.

Muitos dos vereadores que votaram para a revogação da lei 11.774/85  são ligados ao Corinthians. Ambos não tiveram essa mesma rigidez na construção do CT Joaquim Grava que permanecerá com a responsabilidade do time do Parque São Jorge até 2078.

Sabemos que nenhum time de futebol deveria usar terrenos públicos para a construção de estádios, ct´s ou qualquer coisa que seja.

Porém se discute aqui se as justificativas da revogação dessa lei são plausíveis. Pelo passado dos vereadores que participaram desse parecer e também pela aprovação desse projeto que facilita a especulação imobiliária na região, os fatos dizem que não. A relação é no mínimo duvidosa. Se tiver que haver rigidez, que seja para todos.

O cidadão paulistano deve fiscalizar severamente a Câmara Municipal. Por esses atos muitos dos políticos que lá estão desonram o seus mandatos há anos. São sempre os mesmos. Lembremos que a democracia não termina quando o cidadão aperta o botão da urna eletrônica. A cobrança deve ser diária, incessante e interminável. Ou então esses elementos que dizem nos “representar” farão a festa. Olho neles pessoal!

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