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CRÍTICA – HOMEM DE FERRO 3 OU SIMPLESMENTE “TONY STARK”

27/04/2013

Homem-de-Ferro-3-poster-01

A terceira parte do filme Homem de Ferro não poderia ser mais decepcionante para os fãs do personagem.

Não que o filme não garanta a diversão do público do cinema. Mas a película do herói da Marvel foi feita exatamente para isso, para garantir o entretenimento de quem nunca acompanhou o personagem nas histórias em quadrinhos.

O problema é que até nisso o filme perdeu a roda.

Robert Downey Jr sem dúvida é um ator de primeira linha. Graças ao carisma e ao talento do ator norte americano, o personagem virou top entre os fãs da Marvel capitaneados por figuras como o Hulk e o Homem Aranha. O espetacular filme dos Vingadores criou grandes expectativas para a terceira parte do Homem de Ferro.

Mas o filme é totalmente anticlímax da aventura do supergrupo.

Todos nós vimos o trailer. Um supervilão de verdade como o Mandarim interpretado pelo vencedor do Oscar, Ben Kingsley. A mansão de Tony Stark destruída. Um aspecto sombrio e de revanche descomunal…enfim..nada disso aconteceu. O resultado foi altamente decepcionante.

Tenho uma bronca muito grande de atores que aparecem mais que os super heróis em filmes de super-heróis. É um vício incessante da Marvel Comics que ocorre desde o primeiro filme do Homem Aranha em 2001. Mesmo que os heróis sejam mascarados, lá está o rostinho bonito no cartaz dos filmes como se o Capitão América pudesse viver desmascarado como o Cris Evans.

Os mais analíticos dirão: “Ah, mas Robert Downey Jr deu vida ao personagem e na realidade ambos são uma coisa só.” Em termos, quem lê quadrinhos de super-heróis sabe o que eu estou tentando mostrar.

Por exemplo, nessa nova aventura do Homem de Ferro, a figura do latinha perdeu o cargo para Tony Stark.

Sim, o alter ego é que segura as pontas durante todo o filme. Até mesmo a voz robotizada que dava um clima legal ao vingador desapareceu.

O filme não deveria se chamar Homem de Ferro 3 e sim “Tony Stark”. Seria mais justo e transparente com os fãs do personagem. Além disso da metade para a frente a obra se perde em piadas em demasia, furos gritantes no roteiro e exageros típicos de filmes de ação e que devem ter o devido cuidado e decupagem do diretor.

O Mandarim que para quem não está familiarizado com a saga do Homem de Ferro nas páginas de revistas é o principal inimigo do protagonista.

E não é um cara qualquer. Stark quase foi para o saco várias vezes por causa do “mardito”.

Homem de Titânio esquecido na trilogia dos cinemas: não se fazem mais vilões como antigamente

Homem de Titânio esquecido na trilogia dos cinemas: não se fazem mais vilões como antigamente

Porém, o que foi feito com ele nesse filme foi algo tosco, babaca e lamentável. Uma falsa originalidade e um autêntico estelionato cinematográfico. Outro vilão interpretado por Guy Pearce também não convence. Pearce estranhamente está com um ar canastrão. Aliás o universo de super vilões ferrados que o Homem de Ferro tem nos quadrinhos não se traduz com a mesma exatidão no cinema. Tirando Obadiah Stane e o “Monge de Ferro” na primeira aventura, o resto não fez nem sombra ou ameaça ao bom e velho Stark. Como exemplo,   o Dínamo Escarlate e o Homem de Titânio.

Para terminar a troca de Jon Fraveau por Shane Black na direção se revelou uma péssima ideia.

Em suma, um filme para se divertir e descartar como uma embalagem de chocolate.

A palavra certa para o filme é desperdício.

Desperdício de tempo, paciência e da chance se se fazer um grande filme.

ESQUIZOFRENIA

25/04/2013
Vargas marca um golaço:vaias no Mineirão

Vargas marca um golaço:vaias no Mineirão

O que faz um torcedor sair de sua casa para ver um jogo da seleção brasileira reserva?

Sim, porque é mais do que óbvio de que nem metade do time que empatou ontem com o Chile  será titular em Junho de 2014 na Copa que será realizada aqui.

Além disso, é consenso de que o Brasil comandado por Parreira e Felipão dificilmente fará partidas espetaculares nos gramados dado o pragmatismo que ambos os treinadores seguiram em suas carreiras.

O torcedor brasileiro é movido pela falsa ilusão do que a camisa canarinho ainda representa. A seleção não dá mais show e  não realiza mais espetáculos como em 1958, 1962, 1970 ou 82. A mística prevalece, mas a verdade hoje em dia é bem diferente.

Distante da realidade futebol brasileiro ela vaia incansavelmente a equipe canarinho. Grita “olé” quando o adversário está com a bola e chama a principal joia brasileira dos últimos tempos de “pipoqueiro”, sendo que o mesmo cobrou um escanteio preciso para o primeiro gol de Réver e  marcou os segundo depois de uma bela troca de passes entre Jadson e Alexandre Pato.

Uma injustiça. Não se pode colocar toda a carga de responsabilidade de uma Copa do Mundo num jovem de 21 anos. Neymar tem muito a evoluir, assim como o time brasileiro.

Me recuso a analisar uma partida amistosa marcada em cima da hora com um time B e que fez no máximo um único treino leve com jogadores totalmente focados nas disputas de seus clubes.

Mesmo assim, o torcedor brasileiro agiu com má-fé. Se tornou um chato de galocha. Um esquizofrenico de primeira linha. Uma multidão bipolar que exclama “sou brasileiro com muito orgulho e muito amor” num momento para soltar vaias escabrosas cinco minutos depois contra um time canarinho reserva e despretensioso. Uma torcida exigente demais com uma esquadra nitidamente desentrosada feita em cima da hora como num catadão de várzea.

Dou razão para o jornalista Flávio Prado da rádio Jovem Pan. O brasileiro não gosta de futebol,  ele adora “festinha”. Muitas famílias entraram na onda e pagaram ingresso esperando ver Mozart.

Assistiram a um baile funk. Ontem não teve festa ou goleada e nem poderia.

A verdadeira seleção brasileira só vai atuar realmente contra a Inglaterra no Maracanã e na Copa das Confederações. Com mais treinos e mais entrosamento poderemos saber quem é realmente o Brasil de Felipão 2.0. Uma seleção de verdade ou um amontoado de jogadores que vestem uma camisa verde e amarela.

CHUTE NO TRASEIRO DELE!

24/04/2013
Valcke beija Teixeira: sua adoração por monarcas e ditadores vem de longa data.

Valcke beija Teixeira: sua adoração por monarcas e ditadores vem de longa data.

“Vou dizer algo que é maluco, mas menos democracia às vezes é melhor para organizar uma Copa do Mundo. Quando há um chefe de estado forte, que pode decidir, assim como Putin poderá ser em 2018, é mais fácil para nós, organizadores, que um país como a Alemanha, onde é preciso negociar em diferentes níveis. A principal dificuldade que temos é quando entramos em um país onde a estrutura política é dividida, como no Brasil, em três níveis: federal, estadual e municipal. São pessoas diferentes, movimentos diferentes, interesses diferentes. É difícil organizar uma Copa nessas condições.”

Qualquer dirigente de futebol por mais que demonstre apreço por ditadores ( não é senhor Marin?), jamais falaria uma malignidade dessas, mas são bazófias nada surpreendentes quando se trata do boçal secretário-geral da Fifa Jérôme Valcke.

Sem dúvida fazer uma Copa do Mundo num país com uma ditadura velada como a Rússia (Free Pussy Riot!) e uma monarquia absolutista religiosa como o Catar é muito mais fácil.

Pouco importa que houve fortes acusações de compra de votos nesses países e que a Fifa nada tenha feito para investigá-las, muito pelo contrário. Até mesmo uma funcionária contratada pela federação e que fazia parte de um comitê anticorrupção abandonou o barco segundo ela, por falta de apoio e sabotagem da própria entidade.

Mas para quem foi amigo do peito de Ricardo Teixeira a frase é até explicável.

Valcke diz isso porque em ditaduras deve ser mais fácil desalojar pessoas, derrubar escolas e destruir a história de um país por causa de um mísero estacionamento. Não há compromisso com o público e nem se deve dar satisfação à toda sociedade civil. Cláusula plena de todo país livre.

Por suposto, concluímos que o Brasil ainda não é um mar de democracia tanto apregoado pois fez tudo isso e muito mais barbaridades para fazer as Arenas multiuso de que tão iguais, são estupidamente desinteressantes como o próprio fanfarrão francês.

Talvez não seja difícil organizar uma Copa em países democráticos. Complicado é realizá-la com pessoas  como “Monsieur” Valcke. Que o diga a Mastercard, que confiou nele e foi vítima de armação do dirigente.

Nunca a Fifa foi tão repugnante como agora.

Sem dúvida é o cartola que merece um belo chute no traseiro.

DE QUATRO, DE NOVO?

24/04/2013
Lewandowski: noite de gala

Lewandowski: noite de gala

Paul Breitner, ex-jogador da Alemanha e campeão do mundo em 1974 foi tachado de “arrogante” ao defender num programa da ESPN Brasil que  a Bundesliga era o maior  campeonato nacional do mundo.

Hoje todos nós sabemos o porque. A exemplo do seus compatriotas ontem, o Borussia Dortmund arrasou um milionário time espanhol, no caso, o Real Madrid por 4 x 1. No duelo Alemanha x Espanha nessa semifinal da Champions League está 8 x 1 para o clubes germânicos no total. Ainda teremos as partidas de volta. No futebol tudo é possível e inacreditável, mas tudo indica que teremos pela primeira vez na história uma final entre times da Alemanha no maior torneio europeu de clubes. Um fato inédito, já que os clubes da região não dominam completamente a Europa como faz a sua forte e tradicional seleção.

Na peleja de hoje, vimos semelhanças com a partida de terça-feira. Uma pressão interminável do time do Vale do Ur contra os comandados de José Mourinho. O polonês Robert Lewandowski marcou o primeiro tento logo de início aos 10 minutos. Mas ao contrário do Barcelona, o Real soube controlar as ações e chegar ao gol do empate de Cristiano Ronaldo numa falha terrível do zagueiro Hummels. Se esperava uma partida mais equilibrada e que o filme de ontem não se repetisse.

Porém, Lewandowski estava com o capeta no corpo. No segundo tempo, o Borussia não deu trégua aos merengues e o artilheiro marcou o segundo gol na noite. O desespero madrilenho aumentava e a equipe do excelente treinador Jürgen Klopp buscava o tento ardorosamente e obrigava ao arqueiro Diego López a fazer grandes defesas. Lewandowiski não perdoou e marcou o terceiro. A noite era do Borussia que até teve um pênalti inexistente marcado. Mais uma vez o polonês conferiu e completou a noite com quatro gols. Fato inédito numa semifinal de Liga dos Campeões da Europa.

Mesmo que nenhum dos dois times alemães consigam ir a final (algo que pode se julgar quase impossível) é inevitável constatar que o equilibrado futebol germânico mostra a sua força. Com um campeonato com cotas igualitárias e times financeiramente sanados é possível montar uma boa esquadra e humilhar elencos milionários como foi feito ontem e hoje. A diferença de euros dos clubes espanhóis para os alemães é considerável, mas dinheiro não significa domínio. Montar uma equipe cheia de estrelas não é a fórmula ideal suprema para conquistar títulos.

O futebol alemão, quase soberano quando se trata de seleções nacionais, agora mostra a sua força também nos clubes, independente dos resultados da semana que vem.

Com o chamado “Fair Play” financeiro da UEFA, agora os bilionários times ingleses mantidos por magnatas  e os dois espanhóis que predominam exageradamente  na sua liga vão ter que se acostumar com isso.

O FINAL DE UM CICLO

24/04/2013
Müller comemora: o Bayer humilha o Barcelona

Müller comemora: o Bayer humilha o Barcelona

Todo o planeta imaginava que a partida entre o atual vice-campeão europeu Bayer de Munique e o Barcelona seria um autêntico “pega para capar”. Um jogo difícil de duas grandes e tradicionais equipes do velho continente. Ambas com quatro títulos cada uma.

No entanto, não foi nada disso o que ocorreu. Os bávaros massacraram o time catalão com uma humilhante goleada de 4 x 0 e estão com um pé na final da Champions League.

Somente um milagre salva os comandados de Tito Vilanova e companhia.

Há cerca de três anos, o Barcelona encantava o mundo com sua técnica, seu toque de bola e na sua estrela maior, o argentino Messi.

Mas no futebol nada é eterno. Principalmente na era globalizada, as coisas mudam mais rapidamente do que imaginamos.

O treinador do Barça já não é mais Pepe Guardiola. Algumas peças mudaram e principalmente o jogo da equipe ficou manjado. O mundo sabe como o clube atua. Não é novidade para ninguém. Outros times se adaptaram ao esquema. Outros até o aperfeiçoaram.

O futebol é cíclico e hoje a bola da vez é o Bayer de Munique.

Por uma imensa bobeira, o time alemão perdeu o título da Liga dos Campeões dentro de casa para o medíocre Chelsea. Já era para ter levado a taça no ano passado.

Hoje, o time é muito mais bem preparado, coeso, forte fisicamente e disciplinado na parte tática, tanto no ataque como na defesa.

Os alemães não deram nenhuma chance A Messi, Iniesta e Xavi. Foi um autêntico bombardeio do inicio ao fim. Uma “blitzgrieg” impiedosa que deixou a retaguarda catalã atônita, principalmente nas bolas aéreas. Os “baixinhos” do Barça não tiveram chance e ainda foram prejudicados por erros da arbitragem no segundo gol irregular de Mario Gomez.

Bem que o Barcelona tentou impor o seu ritmo, mas como um panzer destruidor, o ataque do Bayer arrebentou o esquema de Tito Vilanova. A rapidez de Robben e a eficiência do atacante Thomas Muller foram imprescindíveis na goleada alemã.

Messi, baleado por causa de uma contusão não pode render nem 50% do que sabia. Mas nem os outros atletas do Barcelona brilharam. Eles não tiveram nenhuma chance. Foi uma das maiores humilhações do time catalão na sua era de ouro.

A goleada sofrida representa o início do fim de um ciclo. O Barcelona foi o maior time do início do século 21, mas tudo termina. Nenhum clube, por mais eficiente que seja ,consegue manter sua supremacia por muito tempo. Foi assim com o Real Madrid de Puskas, o Santos de Pelé, o Ajax de Cruyff ,o Milan de Van Basten e Gullit e o São Paulo de Raí e Müller.

O Barcelona entrou para a história do futebol e agora estará nos sonhos e na memória do seu torcedor. A vida segue e outros times  deixarão sua marca. Talvez o próprio Barcelona em outra oportunidade. Mas a derrota de Munique ontem foi o maior exemplo de como o futebol pode ser acolhedor e cruel ao mesmo tempo.

JUCA KFOURI E O RECALQUE

21/04/2013

recalque-aqui-bate-e-volta

Sábado, 20 de Abril de 2013. Uma tarde fria em São Paulo. Um belo dia para aproveitar o fim de semana e ir para o cinema, assistir a um bom filme para depois jantar num restaurante agradável na capital paulista.

Para os chamados jornalistas esportivos uma boa pedida. Já que não havia muitas partidas interessantes para se comentar no modorrento campeonato paulista de futebol. Vôlei? A Superliga já acabou. Basquete? Humm. Ninguém comenta. Não adianta. O ideal seria aproveitar o Outono paulistano e as belezas gastronômicas e culturais da cidade.

Entretanto o jornalista Juca Kfouri ficou em casa e no alto de seu laptop soltou essa pérola ontem.

http://blogdojuca.uol.com.br/2013/04/pastor-ceni/

Em primeiro lugar, não há torcedor que não respeite o trabalho do senhor Kfouri. Muitas de suas reportagens fizeram história no jornalismo brasileiro. Suas opiniões sempre contundentes e também ácidas foram um oásis num deserto de profissionais “chapas brancas” que nós vemos por aí.

No entanto, Juca pisou na bola. Quis achar pêlo em ovo ao expor dubiamente e com uma pérfida malícia, o discurso de Rogério Ceni nos vestiários do Morumbi antes da partida derradeira contra o Atlético Mineiro na quarta passada. Levou ema enxurrada de críticas em seus comentários e com razão.

O boca a boca nas redes sociais foi trágico e a tentativa de consertar a má repercussão de sua postagem piorou a situação. A emenda ficou pior que o soneto. O texto seguinte jactou arrogância e até rancor pelas monstruosas críticas pesadas que recebeu. Algo perfeitamente normal que ocorre num país onde ainda se constrói uma democracia.

http://blogdojuca.uol.com.br/2013/04/pequena-aula-de-interpretacao-de-texto/

Qualquer um tem todo o direito de criticar quem quiser, mas também deve suportar a carga do debate contrário depois.

O próprio título “Aula de Interpretação de Texto” já revela uma certa prepotência referente ao leitores do seu blog como se a imensa maioria deles fossem analfabetos funcionais e não entendessem realmente o que o texto sobre Ceni quis dizer, ou seja, grande parte dos internautas. Entre eles Marco Aurélio Cunha que é médico, vereador e também criticou a postagem do sociólogo em seu Facebook. Um profissional que não deve entender muito de “interpretação de texto” não é verdade?

Ainda nessa justificativa, Kfouri chamou os fãs do goleiro de “Cenistas”,como se todos os fãs do jogador fossem uma horda de fanáticos religiosos homens bomba. No entanto, as críticas negativas  causadas pelo seu texto vieram de todos os lados, até de corintianos e palmeirenses que não tem a menor admiração pelo arqueiro tricolor.

Rogério Ceni é um mito para os são paulinos pela carreira que ele construiu dentro do clube. Mas ele é um ser humano como todos nós. Tem virtudes e também defeitos. Todos sabemos disso.

Porém, a carga negativa dos leitores do blog veio justamente porque o sociólogo criticou um momento positivo tentando transformá-lo em algo torpe e asqueroso. Achou chifre em cabeça de cavalo.

Bem, perdoe-nos discordar de seu texto senhor Kfouri. Houve uma crítica velada ao discurso do goleiro sim. Juca colocou o pronome “vocês” como defeito, como se Ceni fosse um individualista marrento que se julga superior até mesmo a seus companheiros. A simples citação do nome “Feliciano” provocou a ira dos são paulinos nas redes sociais. Mas o jornalista não deve ter visto o resto da fala em que o goleiro usou as palavras “nosso” e “a gente” e nem mesmo deve ter observado o pós-jogo em que o goleiro presenteia e exalta o seu companheiro de time Paulo Henrique Ganso com uma camiseta.

Realmente, um senhor exemplo de pessoa individualista…

Como dizia a minha avó. “Se não aguenta bebe leite”.

Juca Kfouri, apesar de ser um profissional consagrado também profere bravatas no dia a dia. Ninguém está imune ao erro. Nem mesmo ele.

O jornalista escreveu bobagem. Se não tem coragem para admitir, pelo menos tenha a capacidade de manter o que penejou, sem se justificar depois com uma nota mais ridícula ainda.

O problema é que uma opinião dessas dá margens a imensas interpretações dos mais exaltados. De que ele é “corintiano”, “petista”, “tucano”, “marciano”, entre outros.

No entanto, a preferência clubística do jornalista ou política pouco tem a ver com a triste crítica de ontem.

Juca Kfouri somente pisou no tomate, escorregou e ao tentar limpar a barra se sujou mais ainda.

O jornalista sentiu o peso da democracia em sem blog, pois ninguém é obrigado a concordar com tudo com o que ele escreve como se o mesmo fosse um oráculo de Delfos.

Todos nós temos o direito de rebater uma opinião contrária. Quem é jornalista há anos deve ser o primeiro a saber disso.

Simples assim.

AVANTASIA – SLEEPWALKING

20/04/2013

Linda canção do novo trabalho do Avantasia “The Mistery of Time”.  Grande dueto do incansável Tobias Sammet com Cloud Yang. Espetacular. Confiram!

 

MIXÓRDIA SUL AMERICANA 2 – O RETORNO

19/04/2013
Luxemburgo: agressão covarde

Luxemburgo: agressão covarde

Gostaria de saber qual será a punição do vulgo Huachipato do Chile pelas agressões covardes ao técnico do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo na noite de ontem.

Independente da provocação com palavras é inadmissível que um time de futebol da primeira divisão de um país tenha o comportamento de uma associação de várzea.

Qual será a decisão do agora já patética e desacreditada Comissão Disciplinar da Conmebol?

Uma multa e um cafezinho com o Nicolás Leoz talvez?

O que aconteceu com os jogadores do Arsenal de Sarandi que bateram covardemente numa policial e arrebentaram os vestiários do estádio Independência na partida contra o Atlético Mineiro em Belo Horizonte?

Muitos jornalistas criticaram a postura dos seguranças dos São Paulo Futebol Clube depois da autêntica briga de foice que ocorreu nos vestiários do Morumbi no intervalo da final da Copa Sul Americana. Alguns chegaram a chamar a diretoria do clube de “cafajeste” pelos tristes acontecimentos na decisão da competição.

Mas hoje vemos que o problema comportamental de clubes sul americanos é lamentável. Alguns times literalmente apelam para a porradaria. São ajudados pela anuência e cumplicidade da Conmebol que permite de tudo um pouco nos campos da América do Sul.

Mas não se preocupem caros leitores. Xingar um péssimo árbitro é fato gravíssimo que dá direito a quatro jogos de suspensão.

Porém bicudar auxiliares, matar um adolescente, agredir uma mulher, destruir vestiários e pisar em treinadores no gramado são apenas “acidentes de percurso”. Não dá nada.

Triste Libertadores.

Triste Conmebol.

Horripilante Nicolás Leoz.

A mixórdia continua.

FÉ!

18/04/2013
Rogério Ceni vibra: o São Paulo está nas oitavas

Rogério Ceni vibra: o São Paulo está nas oitavas

Há cerca de 15 dias o São Paulo Futebol Clube estava eliminado da Taça Libertadores segundo 99,9% da crítica especializada. Para muitos deles Rogério Ceni estava velho e precisava pensar seriamente em se aposentar. O tricolor do Morumbi era um time sem alma. Sua principal contratação na temporada de 23 milhões de reais não jogava nada. Era “enganação” segundo alguns.

O Atlético Mineiro sem dúvida era favorito. A equipe de Belo Horizonte faz uma campanha arrebatadora no torneio. Venceu cinco jogos. Ganhou 15 pontos. Atua com brilhantismo e com Ronaldinho Gaúcho voltando aos seus velhos tempos. O São Paulo acumulava 3 derrotas. Não jogava bem, ajudado também por péssimas arbitragens e também pelor azar de chutar bolas na trave e obter uma punição inexplicável da Conmebol contra Luis Fabiano. Tudo jogava contra o clube tricampeão mundial.

Mas o derradeiro jogo era no Morumbi. O torneio se chama Libertadores e enfrentar um time com três títulos e grandes campanhas nessa competição é dose para qualquer adversário, mesmo que o time segundo alguns, capengasse.

A torcida não caiu na armadilha. Comprou a briga. Fez campanha nas redes sociais. Botou fé e 50 mil são paulinos encheram o estádio batendo o recorde de público da competição. Fato mais uma vez omitido pela imprensa.

O time entendeu o recado e mordido pelas críticas pesadas das última semanas jogou com raça, amor e profissionalismo.

Ronaldinho Gaúcho bem que tentou atuar mas não conseguiu. Wellington e Denílson não permitiram que o ex-melhor jogador do mundo brilhasse.

Rafael Tolói e Lúcio foram dois monstros da retaguarda. Tiraram todas as bolas alçadas na área. Perfeitos na cobertura e na saída de bola. Não cometeram nenhuma lambança e Rogério Ceni não sujou o belo uniforme azul. O esquema de Ney Franco anulou o Galo. Sobrou espaço no ataque para que Aloísio “Boi Bandido” e Osvaldo infernizassem a vida do ótimo Réver e companhia.

Ganso, pela primeira vez brilhou no meio de campo são paulino. Sem Jadson suspenso, o camisa 8 teve espaço de sobra no setor de criação. Distribuiu bolas, cadenciou o jogo. Marcou com vigor e deu um passe magistral que resultou no segundo s gol  são paulino.

O primeiro tempo foi tenso, disputado, jogado a cada dividida. No segundo o pênalti de Leonardo Silva sobre o esforçado Aloísio fez o Morumbi explodir de emoção.

E lá foi o “velho”, “acabado” Rogério Ceni colocar a bola na cal. Ainda contundido, bateu concentrado no canto de Victor. Foi o seu décimo quarto gol em Libertadores. Maior artilheiro são paulino na competição em toda a sua história. 50 mil almas vermelhas, brancas e pretas comemoram. O Arsenal de Sarandi fazia a sua parte na Argentina. O São Paulo conseguia o que muitos julgavam impossível.

Cuca tentou mudar o panorama e ainda eliminar o São Paulo com um empate. Colocou o atacante Alecssandro mas desguarneceu o meio campo. O tricolor tomou conta do jogo e Ademílson depois de uma bela jogada de Ganso e Osvaldo fechou o duelo com o segundo gol. Com a vitória do time argentino sobre o The Strongest, o tricolor se classificou na raspa do tacho. Estava quase morto, mas ressuscitou na competição.

Ronaldinho Gaúcho: anulado

Ronaldinho Gaúcho: anulado

O São Paulo acreditou, a sua torcida bancou e hoje o cenário é completamente diferente. Os torcedores adversários que galhofavam na semana passada se calaram. Os críticos sumiram. As afirmações jocosas se transformaram em elogios.

Entenderam porque o São Paulo é o clube da fé?

Se muitos não compreenderam eles acabaram de ter uma bela demonstração na partida de ontem.

O tricolor do Morumbi é um dos gigantes da América e jamais pode ser subestimado.

“O melhor time do Brasil” entendeu amargamente esse recado.

A fé move montanhas e também transforma uma torcida e um time de futebol.

Agora segurem o São Paulo.

ALYSON AVENUE – WHEN DREAMS FALL APART

16/04/2013

 

Anette Olzon é uma grande cantora. É muito difícil substituir uma “diva” como Tarja Turunen, mas ela mandou bem no Nightwish enquanto pode. Quando ela integrava o Alyson Avenue ela também detonou.  AOR de primeira qualidade.