GOLS, FRASES E UMA TORCIDA FUMEGANTE

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Jadson: vitória e..vaias?

Jadson: vitória e…vaias?

 

Essa frase já foi parafraseada no blog, mas não custa repeti-la, principalmente pelo momento em que o São Paulo Futebol Clube vive hoje.

“Naquele país, quando se perde o treinador é chamado de Besta. Quando vence, de Bestial”.

O falecido treinador carioca Oto Glória atribuiu essa frase a sua passagem pelo futebol português nos anos 60.

Porém, as palavras se encaixam perfeitamente numa ex-colônia portuguesa, quase cinquenta anos depois.

Um treinador no Brasil passa de “gênio” a “anta” em 1 minuto. Inacreditável.

Mais precisamente no Morumbi onde o líder do campeonato paulista São Paulo Futebol Clube venceu o Oeste por 3 x 2. Mesmo assim Ney Franco foi chamado de burro por não ter colocado Paulo Henrique Ganso no segundo tempo.

Vamos ser sinceros. Às vezes, torcedor é muito chato e exigente além da conta.

Abnegado brasileiro é imediatista e babão. Acha que em 1 mês se forma uma espécie de Brasil de 82 a cada esquina e não é muito bem assim que as coisas acontecem. Muito pelo contrário, até pelas condições de estrutura e treinamento atuais que os clubes dão aos seus atletas. Mas isso é outra história.

Vamos ao Ney.

No ano passado, o atual treinador são paulino classificou o time para a Libertadores e fez o clube ser o melhor no segundo turno do brasileiro, além de dar ao tricolor do Morumbi o primeiro título da Sul Americana de sua história.

“Ah, mas o São Paulo conquistou a série B da Copa Libertadores”.

Não gênio, o tricolor conquistou os segundo título mais importante da América do Sul. Coisa que nem Corinthians e Palmeiras conseguiram. Pode não ser uma Libertadores mas é um campeonato difícil de vencer e merece ser valorizado.

Entretanto ,eis que em apenas três meses vemos um time carrancudo, um centroavante birrento e um ex-capitão de seleção brasileira que se comporta como um moleque mimado, apesar de ter ganhado um carro importado quando foi contratado.

Ney Franco: de "genial" a "burro" em apenas 3 meses

Ney Franco: de “genial” a “burro” em apenas 3 meses

O Ney está errado em alguns conceitos? Certamente, mas ele não é o único responsável.

No post do jogo contra o Arsenal de Sarandi constatamos os problemas, mas não pedimos a cabeça do técnico.

Isso seria um ato senil, infantil e precipitado por parte da diretoria são paulina. Mais um treinador demitido? Um bom trabalho de seis meses jogado no lixo?

A diretoria poderia se mexer e contratar dois laterais melhores. Já resolveria grande parte do problema. Ah! Também poderia parar de pressionar o treinador para colocar o Ganso em campo, mesmo que o jogador ainda não esteja 100% apto a participar de uma partida de futebol. Sabemos que o problema do Ganso era físico e agora é psicológico. Ainda falta confiança e adaptação.

Mas vamos repetir. Não dá para fazer “testes de laboratório” em Libertadores. Joga quem estiver melhor. No momento até o Cañete atua melhor que o camisa oito são paulino.

Pode ser que em 1 ano Ganso esteja fazendo o gol do título no Brasil na Copa do Mundo, mas agora ele não correspondeu a expectativa. Mas devido as graves contusões que ele teve e a recente mudança de ares, isso é até uma coisa natural.

Vide Dario Pereira, Pedro Rocha, Careca e…Raí. Eles não viraram ídolos da noite para o dia.

Em suma, em Libertadores o time tem que estar 100% inteiro e não remendado e meia boca.

Outra situação insuportável é ouvir que “Libertadores é obrigação”. Não caros amigos. Ganhar o torneio sul americano seria obrigação se o time fizesse a final contra o Coquimbo no Morumbi. A situação agora é bem complicada. O time depende de duas vitórias para se classificar e mesmo que consiga vai penar para chegar a uma final pois está fazendo uma má campanha e poderá decidir seus jogos fora de casa.

Se alcançar a meta, ótimo. Mas se fracassar não será o fim do mundo como muitos apregoam. Bola para frente. O grupo 3 é complicado com um vice-campeão brasileiro e um campeão argentino. Fora a altitude devastadora de La Paz.

 

Libertadores é obrigação? nem tanto...

Libertadores é obrigação? nem tanto…

 

A diretoria são paulina foi pega com as calças curtas. Achou que a chave da Libertadores ia ser a “baba da baba” e desistiu do chileno Vargas ( que está fazendo número num Grêmio cheio de atacantes). Não se empenhou em encontrar um bom lateral no lugar de Douglas que substituiu o improvidado e contundido Paulo Miranda. Deu no que deu. Faltou visão e estratégia.

Mas colocar todos os problemas nas costas do Ney Franco é bobagem. Ele realizou um bom trabalho e passa por um momento complicado. Mesmo que os resultados sejam negativos ele não pode ser crucificado.

Se Felipão tivesse sido mandado embora depois de perder uma Copa América para Honduras, a seleção brasileira teria vencido a Copa de 2002?

Ney Franco não é um gênio, muito menos um burro, mas o seu currículo no futebol fala por si. Merece crédito, mesmo que não classifique o São Paulo na Libertadores.

Loucura? Pode ser, mas ninguém vira besta da noite para o dia, muito menos bestial. Os treinadores erram e acertam. Simples assim.

Uma resposta to “GOLS, FRASES E UMA TORCIDA FUMEGANTE”

  1. daniel punisher Says:

    Onde assina?

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