“LAMPIONS LEAGUE” – UM EXEMPLO

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Copa do Nordeste

 

Enquanto São Paulo e Palmeiras empatavam no Morumbi num modorrento 0 x 0 pelo Campeonato Paulista, 30.000 pessoas acompanharam a decisão da Copa do Nordeste entre Asa de Arapiraca e Campinense.

Depois de ter sido sumariamente e covardemente limado do calendário brasileiro no início da década passada pela CBF, a Copa do Nordeste voltou com força em 2013. De longe é o maior e melhor torneio do país nesse primeiro semestre.

Os estaduais estão falidos. São cadáveres insepultos. O recorde de público no Engenhão na decisão da Taça Guanabara não representa a salvação do torneio do Rio de Janeiro. Na maioria das partidas, o estádio do Botafogo ficou vazio, assim como a maioria de praças em quase todo o Brasil.

A “Lampions League” dá uma lição ao resto do país. Mostra como deve ser um torneio. Datas curtas e eliminação de jogos menos importantes como Penapolense contra Atlético Sorocaba. Nada contra essas equipes, mas a própria torcida dessas cidades não comparece ao estádio para prestigiar as suas equipes em jogos de menor atrativo. Qual o clube que pode se sustentar assim?

É cada vez mais nítido que os torneios estaduais diminuíram de importância ao longo dos anos. Só os cartolas não enxergam. Ou melhor, eles percebem, mas para manter a estrutura arcaica do futebol brasileiro, a CBF aceita que as Federações votantes e ainda influentes opinem sobre o esporte. Um desastre.

Mas o leitor deve se perguntar: então o blogueiro defende que os estaduais sejam extintos?

A resposta é não. Mas eles devem ser ajustados.

Estaduais devem ser torneios de tiro curto, com chaves de grupos e que devem durar um ou dois meses no máximo. Assim teríamos partidas mais emocionantes e que realmente interessariam o torcedor. Dezenove rodadas para decidir os oito primeiros colocados como é feito no campeonato bandeirante é uma piada de mau gosto. Um mau agouro. Uma tortura sem sim.

O torcedor não é besta. Ele não vai ao estádio para ver jogos com um calendário arrastado. Não existe atração nesse tipo de formato. Nem é interessante para os próprios clubes que colocam reservas em campo e não disputam as partidas com o mesmo entusiasmo de um brasileiro ou uma Libertadores. Não há competitividade nesse sistema maluco inventado pelo Del Nero.

Além disso sobrariam datas para a seleção jogar com todos os titulares e não incomodar os clubes. O campeonato nacional poderia ser paralisado enquanto o Brasil atuasse, já que sobrariam datas.

Enfim falta coerência e bom senso aos cartolas do baixo Equador.

Enquanto isso no ensolarado Nordeste os estádios batem recordes de público. Os clubes ganham dinheiro e prestígio. Sucesso absoluto.

Um exemplo para o futebol brasileiro.

2 Respostas to ““LAMPIONS LEAGUE” – UM EXEMPLO”

  1. Edilson Lira Says:

    Só tem um problema, Abdul. Exatamente por ser um bom exemplo é que essa raça de del Nero e Marin não vão seguir isso. As atitudes deles como cartolas mostram que eles odeiam os bons exemplos…

  2. Marcelo Abdul Says:

    Verdade. Mais mau exemplo que defender a ditadura como eles fizeram impossível.

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