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RESUMO DA ÓPERA – 19/03/2013

19/03/2013

Seis Por Meia Dúzia

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Nos últimos meses o jornalista Juca Kfouri tem feito uma campanha incessante contra o atual presidente da CBF e do COL da Copa 2014, José Maria Marin. O dirigente que foi deputado da Arena nos anos de chumbo está sendo acusado de ter “dedurado” o jornalista Vladimir Herzog para os militares num discurso na Assembléia Legislativa. Dias depois o profissional apareceu morto no DOI-CODI num dos assassinatos mais chocantes e covardes da história recente do Brasil. Até uma petição do filho de Herzog contra o ex-governador biônico de São Paulo está circulando na internet.

Marin na presidência da CBF e do COL é uma aberração, mas como foi escrito aqui quando o Ricardo Teixeira renunciou, o problema não é a chefia da entidade e sim a estrutura da mesma. Se Marin deixar o cargo quem são seus sucessores naturais? Marco Polo Del Nero e Fernando Sarney. Mudará algo? Certamente que não. Marin representa tudo do que há de mais atrasado no futebol brasileiro. Porém, apenas se trocará seis por meia dúzia mais uma vez. Cabe aos clubes e aos atletas uma atitude drástica para mudarmos esse círculo vicioso. Mas os mesmos estão interessados? Aparentemente não…

O PT Foge do Pânico

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No programa Pânico desse domingo vimos uma matéria do repórter Vesgo e de Wellington Muniz ( vulgo Ceará) na festa de 10 anos de poder do partido dos trabalhadores. O tema era o julgamento e a condenação de petistas no Supremo Tribunal Federal no caso do “Mensalão”. Parece inacreditável, mas os humoristas fizeram perguntas eloquentes e mortíferas a respeito do tema confrontando abertamente os envolvidos no caso como o sr. Delúbio Soares e José Dirceu. Os petistas como sempre se esquivaram, enrolaram e fugiram como galinhas assustadas.

Impressionante como o discurso fanático, atrasado, babaca e robotizado de alguns militantes se esvai rapidamente quando os mesmos são pressionados com perguntas duras e verdadeiras. Parabéns ao Ceará e ao Vesgo. Fizeram o dever que jornalistas da grande mídia não tiveram coragem de realizar.

Vejam o vídeo e confiram –  http://paniconaband.band.uol.com.br/videos.asp?id=14324399

Itaquerão – Chantagem Barata

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O ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez ameaçou tirar o estádio do Corinthians da Copa do Mundo caso o dinheiro do BNDES para que o dinheiro quite os custos da Odebrecht.

O ex-dirigente está usando de chantagem barata. Quer acelerar o processo de construção da arena e pressiona o governo federal querendo passar por cima de análises financeiras do banco que deseja garantias da empreiteira “amiga”do Lula  para liberar o dinheiro.

Sabemos que tudo isso é uma farsa bem montada. O Itaquerão vai ficar completo antes da Copa. Depois de todos os favorecimentos e abusos da legislação que a construção desse estádio provocou na cidade, dificilmente a obra deixará de ser favorecida. Apenas se cumprirão trâmites burocráticos legais. Uma desculpa para que o gasto de dinheiro público fique mais “bonitinho” nesse caso. As obras da Arena Corinthians estão bem adiantadas. Sanchez joga verde para colher maduro.

Mas caso a cobrança do BNDES seja de fato verdadeira a solução é bem simples. Basta o Corinthians pagar o dinheiro. Não é o clube mais rico do Brasil e também um dos mais abastados do mundo?  Nada mais justo que o clube financie o seu próprio estádio.  De graça amigão? Sem nenhum custo?  Que moleza hein?

Em tempo, São Paulo e Palmeiras estão enfrentado enormes dificuldades burocráticas legais para reformarem os seus estádios.

É como se diz: “como é bom ser amigo do rei”.

RAPOSA DA MOLÉSTIA!

18/03/2013
Ricardo Dias levanta a taça: titulo inédito para o futebol paraibano

Ricardo Dias levanta a taça: titulo inédito para o futebol paraibano

 

O melhor torneio regional do Brasil terminou ontem.

O Campinense venceu o Asa de Arapiraca por 2 x 0 e conquistou a Copa do Nordeste, ou como foi brilhantemente apelidado pelo escritor Xico Sá a “Lampions League”.

É a primeira vez que um time da Paraíba conquista um título inter regional em sua história. O maior feito do futebol paraibano até aqui.

A “Raposa do Nordeste” passou por clubes tradicionais da região como Santa Cruz,Sport e Fortaleza e tirou a taça do tradicional eixo Bahia-Pernambuco, os maiores vencedores do torneio até então.

Uma pena que o torneio não tenha tido uma maior divulgação em âmbito nacional. Uma competição o desse porte deve servir de exemplo para todo o país. A cobertura da mídia da competição aqui no Sudeste foi simplesmente ridícula.

Datas curtas, clubes tradicionais da região e com apenas 16 participantes. Quem dera todos os torneios estaduais e regionais fossem assim.

O futebol brasileiro daria um salto de qualidade.

Esperamos que nem a CBF e nem as podres federações estaduais se metam em tentar desqualificar o torneio, como foi feito em 2004.

Parabéns também ao ASA de Arapiraca por pela grande campanha.

Avante Raposa, o Campinense é o novo dono do Nordeste.

GOLS, FRASES E UMA TORCIDA FUMEGANTE

18/03/2013
Jadson: vitória e..vaias?

Jadson: vitória e…vaias?

 

Essa frase já foi parafraseada no blog, mas não custa repeti-la, principalmente pelo momento em que o São Paulo Futebol Clube vive hoje.

“Naquele país, quando se perde o treinador é chamado de Besta. Quando vence, de Bestial”.

O falecido treinador carioca Oto Glória atribuiu essa frase a sua passagem pelo futebol português nos anos 60.

Porém, as palavras se encaixam perfeitamente numa ex-colônia portuguesa, quase cinquenta anos depois.

Um treinador no Brasil passa de “gênio” a “anta” em 1 minuto. Inacreditável.

Mais precisamente no Morumbi onde o líder do campeonato paulista São Paulo Futebol Clube venceu o Oeste por 3 x 2. Mesmo assim Ney Franco foi chamado de burro por não ter colocado Paulo Henrique Ganso no segundo tempo.

Vamos ser sinceros. Às vezes, torcedor é muito chato e exigente além da conta.

Abnegado brasileiro é imediatista e babão. Acha que em 1 mês se forma uma espécie de Brasil de 82 a cada esquina e não é muito bem assim que as coisas acontecem. Muito pelo contrário, até pelas condições de estrutura e treinamento atuais que os clubes dão aos seus atletas. Mas isso é outra história.

Vamos ao Ney.

No ano passado, o atual treinador são paulino classificou o time para a Libertadores e fez o clube ser o melhor no segundo turno do brasileiro, além de dar ao tricolor do Morumbi o primeiro título da Sul Americana de sua história.

“Ah, mas o São Paulo conquistou a série B da Copa Libertadores”.

Não gênio, o tricolor conquistou os segundo título mais importante da América do Sul. Coisa que nem Corinthians e Palmeiras conseguiram. Pode não ser uma Libertadores mas é um campeonato difícil de vencer e merece ser valorizado.

Entretanto ,eis que em apenas três meses vemos um time carrancudo, um centroavante birrento e um ex-capitão de seleção brasileira que se comporta como um moleque mimado, apesar de ter ganhado um carro importado quando foi contratado.

Ney Franco: de "genial" a "burro" em apenas 3 meses

Ney Franco: de “genial” a “burro” em apenas 3 meses

O Ney está errado em alguns conceitos? Certamente, mas ele não é o único responsável.

No post do jogo contra o Arsenal de Sarandi constatamos os problemas, mas não pedimos a cabeça do técnico.

Isso seria um ato senil, infantil e precipitado por parte da diretoria são paulina. Mais um treinador demitido? Um bom trabalho de seis meses jogado no lixo?

A diretoria poderia se mexer e contratar dois laterais melhores. Já resolveria grande parte do problema. Ah! Também poderia parar de pressionar o treinador para colocar o Ganso em campo, mesmo que o jogador ainda não esteja 100% apto a participar de uma partida de futebol. Sabemos que o problema do Ganso era físico e agora é psicológico. Ainda falta confiança e adaptação.

Mas vamos repetir. Não dá para fazer “testes de laboratório” em Libertadores. Joga quem estiver melhor. No momento até o Cañete atua melhor que o camisa oito são paulino.

Pode ser que em 1 ano Ganso esteja fazendo o gol do título no Brasil na Copa do Mundo, mas agora ele não correspondeu a expectativa. Mas devido as graves contusões que ele teve e a recente mudança de ares, isso é até uma coisa natural.

Vide Dario Pereira, Pedro Rocha, Careca e…Raí. Eles não viraram ídolos da noite para o dia.

Em suma, em Libertadores o time tem que estar 100% inteiro e não remendado e meia boca.

Outra situação insuportável é ouvir que “Libertadores é obrigação”. Não caros amigos. Ganhar o torneio sul americano seria obrigação se o time fizesse a final contra o Coquimbo no Morumbi. A situação agora é bem complicada. O time depende de duas vitórias para se classificar e mesmo que consiga vai penar para chegar a uma final pois está fazendo uma má campanha e poderá decidir seus jogos fora de casa.

Se alcançar a meta, ótimo. Mas se fracassar não será o fim do mundo como muitos apregoam. Bola para frente. O grupo 3 é complicado com um vice-campeão brasileiro e um campeão argentino. Fora a altitude devastadora de La Paz.

 

Libertadores é obrigação? nem tanto...

Libertadores é obrigação? nem tanto…

 

A diretoria são paulina foi pega com as calças curtas. Achou que a chave da Libertadores ia ser a “baba da baba” e desistiu do chileno Vargas ( que está fazendo número num Grêmio cheio de atacantes). Não se empenhou em encontrar um bom lateral no lugar de Douglas que substituiu o improvidado e contundido Paulo Miranda. Deu no que deu. Faltou visão e estratégia.

Mas colocar todos os problemas nas costas do Ney Franco é bobagem. Ele realizou um bom trabalho e passa por um momento complicado. Mesmo que os resultados sejam negativos ele não pode ser crucificado.

Se Felipão tivesse sido mandado embora depois de perder uma Copa América para Honduras, a seleção brasileira teria vencido a Copa de 2002?

Ney Franco não é um gênio, muito menos um burro, mas o seu currículo no futebol fala por si. Merece crédito, mesmo que não classifique o São Paulo na Libertadores.

Loucura? Pode ser, mas ninguém vira besta da noite para o dia, muito menos bestial. Os treinadores erram e acertam. Simples assim.

APENAS UM CARA

16/03/2013

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Tenho lido e escutado muitas bobagens referente a morte do vocalista do Charlie Brown Jr, Chorão.

De jovens economistas a vereadores moralistas babacas, o rosário de bobagens proferidas me causa profundo espanto. Na redes sociais também se constata um conjunto de frases de mau gosto e jactâncias sem sentido. Normal quando se dá o poder de comunicação a quem não sabe exercê-lo devidamente.

Uma das acusações é de que Chorão não era um “poeta” como Renato Russo e Cazuza e que por isso seu trabalho não deveria ser valorizado.

Sou de uma geração anterior ao do grupo Charlie Brown Jr. Passei a minha adolescência ouvindo Legião Urbana, Titãs, Paralamas, Barão Vermelho, Lobão e Ultraje a Rigor. Período em que o rock brasileiro dominou as paradas nas rádios brasileiras.

Porém discordo das frases discriminatórias e comparativas. Coloco a banda de Chorão no mesmo patamar das grandes bandas brasileiras surgidas nos anos oitenta.

Alexandre Magno Abrão pode não ter sido educado nas faculdades de Brasília e São Paulo. Não lia Rosseau como Renato Russo e nem era adepto de uma corrente intelectual sofisticada de jovens esclarecidos. A escola de Chorão era a rua. As suas letras viris e diretas acertaram em cheio o coração de uma geração no início dos anos 2000 com uma mistura de Ska e Hardcore fazendo a banda formada em Santos obter um som único. Tanto que o grupo foi alvo de algumas “imitações” (vide O Surto).

O Charlie Brown Jr. fez um sucesso enorme na época e foi a porta de entrada de muitos jovens para o rock n´roll. Fez parte da “santíssima trindade” da nova geração do rock brasileiro, que incluiu Raimundos e O Rappa. Não tenho o menor pudor em afirmar que sou um fã do grupo, que amadureceu musicalmente em sua carreira e teve o auge no disco “Bocas Ordinárias” em que vimos a formação original da banda tocar com toda a sua  criatividade ( vide “Hoje eu só Procuro a Minha Paz, Somos Poucos Mas Somos Loucos, Só Por Uma Noite e o melhor cover de uma música da Legião que eu já ouvi em minha vida, “Badder-Meinhof Blues”).

O sucesso do Charlie Brown Jr. não representou a “decadência” do rock brasileiro. Muito pelo contrário, a banda fugiu do pseudo intelectualismo  dos anos 80 e ganhou as ruas. Fez o estilo musical aproximar-se de suas verdadeiras origens com letras que retratavam o cotidiano de uma juventude nascida num país já democrático e sem inflação ( a tal geração Coca-Cola, cantada profeticamente pela Legião Urbana).

Nem vou entrar nos pormenores referentes a drogas. Seria uma covardia fazer qualquer juízo de valor ou um pós-julgamento como fez um pastor covarde e um jovem economista com tendências reacionárias. Chorão era apenas um cara, um homem com qualidade e defeitos como qualquer um de nós. Somos seres humanos sujeitos a fraquezas e tentações do dia a dia. O modelo de perfeição não existe em nenhum lugar do mundo. Tolos são aqueles que acreditam nisso.

Chorão se foi. O que fica é a sua grande e sensacional obra.

Vai em paz e com Deus maluco! O rock n´ roll e nós te agradecemos.

NA BEIRA DO CAOS

15/03/2013
Denílson se desespera: derrota tricolor na Argentina

Denílson se desespera: derrota tricolor na Argentina

O São Paulo perdeu para o Arsenal de Sarandi por 2 x 1 e está a um passo de dar adeus à Libertadores de 2013 logo na primeira fase. O tricolor está muito próximo de repetir a vexatória campanha de 1987  há 26 anos, quando não conseguiu se classificar num grupo com Colo-Colo, Cobreloa e Guarani.

O clube paulista ainda não conseguiu formar um time nesse ano. A indecisão e as constantes mudanças táticas de Ney Franco colocaram o elenco em xeque. A Cada dia é formado uma equipe e uma estrutura diferente. Os jogadores não se entendem. Mas a responsabilidade dessa instabilidade não é apenas um trabalho exclusivo do treinador.

O São Paulo tem falhas grotescas nas laterais. Douglas e Cortez não tem a capacidade de fazerem um trabalho completo no setor. Ambos cometem desastres na defesa e abrem buracos na marcação além de serem pífios no ataque. Sobrecarregam o meio campo e os zagueiros.

Retaguarda que também sofre com as mutações dirigidas pelo treinador são paulino. Ney não determina os titulares. Lúcio, Tolói, Rodholfo e Edson Silva se revezam e não há a definição implícita de um posicionamento de ambos.

O Arsenal de Sarandi, que não é nenhum bobo como muitos jornalistas afirmaram se aproveitou muito bem dos defeitos da equipe do Morumbi. O time argentino atacou pelas laterais. Teve a vida facilitada no meio campo e se aproveitou dos buracos defensivos gerados principalmente pela falta de disciplina tática da equipe adversária que deixou as sobras da área livres para o clube dos Grondona. O segundo gol do Arsenal foi uma demonstração explícita desse fato.

Porém, o que está preocupando grande parte dos torcedores são paulinos é a aparente insatisfação das prima donnas Ganso e Lúcio contra o treinador. O defensor campeão do mundo tem até alguma razão em reclamar desse revezamento insano, mas o meia não tem nenhum motivo para botar a boca do trombone.

Ganso teve várias oportunidades e foi titular em muitos jogos. Em todos eles não foi nem 30 % do atleta que maravilhou o Brasil com o Santos. Ainda está devendo, mas ao contrário de Ney Franco pensa, ainda há espaço para ele junto com Jádson no meio campo. Porém é necessário uma melhor organização do elenco, dois laterais melhores, uma definição tática precisa e um time titular. Não dá para agradar a todos. Alguns vão ter que ficar no banco.

Lucas foi embora. Não dá para manter o mesmo sistema sem um jogador como ele. Ney precisa mudar radicalmente. Terá 15 dias para isso. Os testes de laboratório devem terminar.

O São Paulo agora terá dois jogos decisivos e extremamente complicados. O The Strongest na altitude mortífera de La Paz e o badalado Atlético Mineiro de Ronaldinho em casa. Jogos difíceis e decisivos. O Grupo é difícil. Não é a “babaiada” que muitos afirmaram. O tricolor paulista está na “beira do caos”. A um passo de cair fora do torneio que a sua torcida mais valoriza.

Nunca a música do “cantor” Ney Franco cantada em 2009 no programa “Bem Amigos” do Sportv foi tão profética.

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MUDA NEY!

14/03/2013

Ney Franco

 

Ao contrário do que estão fazendo muitos blogs e sites por aí não vou cornetar o Ney Franco.

Só peço uma coisa ao atual treinador são paulino. Que ele bote a mão na consciência e reveja alguns de seus conceitos.

Porque se o time da foto abaixo pode jogar com três meias juntos o tricolor pode perfeitamente jogar com dois.

 

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Tudo é questão de coragem, ousadia e inteligência.

Muda Ney! Antes que mudem você.

A MARCHA DA INTOLERÂNCIA

12/03/2013

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A eleição do deputado-pastor Marcos Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara Federal gerou protestos de grupos ligados às chamadas “minorias”.

Tudo porque o religioso soltou uma corrente de bobagens e alucinações em seu Twitter seguindo os seus preceitos religiosos.

Vamos a algumas frases desse senhor.

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Em primeiro lugar desde quando um gay é um “problema”? Desde quando a escolha sexual e individual íntima de uma pessoa é um “problema”?

O problema caro Feliciano é a pessoa fingir ser algo que não é. Então o que você chama de “problema” na verdade é uma solução para este indivíduo. Porque é uma escolha absolutamente livre e individual dele.

Ah, os bissexuais trazem AIDS para as nossas casas? Sinto lhe dizer caro pastor mais heterossexuais também são um grupo de risco. Veja quantos casos de HIV positivo existem entre pessoas heterossexuais do mundo todo. De homem para mulher ou vice versa. Observe a epidemia que tomou conta do continente africano neste século. Só existem homossexuais e bissexuais por lá? O vírus não faz distinção de sexo colega.

Engraçado que o pastor condena o casamento entre pessoas do mesmo sexo e discrimina o comportamento sexual dos mesmos, mas uma união estável não acabaria com a chamada “depravação” que eles tanto condenam? Perceberam a dualidade babaca desse sujeito?

Agora vamos a outra frase. A mais espantosa e a mais tosca de todas.

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Me perdoem o palavrão mas puta que pariu! Não sei se ele foi racista nesse caso, mas a frase foi de uma imbecilidade sem tamanho.

Pois é amigos. Segundo o pastor Feliciano o mundo inteiro é amaldiçoado.

Explico. Segundo estudos científicos comprovados o Homo sapiens sapiens surgiu no continente africano na época do Holoceno. Com o tempo e a migração a nossa espécie se espalhou pelo planeta.

Então amigos somos todos descendentes dos africanos amaldiçoados por Noé e pelo senhor Feliciano. Está explicado porque o mundo está uma merda.

Se deve lamentar profundamente que o jogo político da base governista negocie acordos com partidos nanicos para manter o apoio no Congresso. Se produz aberrações como essa em que um religioso fundamentalista e com opiniões nada isentas ocupe a presidência da Comissão dos Direitos Humanos. Logo agora que a PEC que criminaliza a homofobia está em pauta.

Mas nada surpreende quando se trata do cada vez mais apodrecido Congresso Nacional. Com Renan Calheiros de volta à presidência do Senado e a integração dos mensaleiros condenados João Paulo Cunha e José Genoíno na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, vemos que o nosso país definitivamente perdeu o rumo da seriedade, da honestidade, da ética e da tolerância.

José Feliciano é uma ameaça ao estado laico. Porém os condenados José Genoíno e João Paulo Cunha são uma ameaça à democracia. Não podemos dormir com um barulho desses.

“LAMPIONS LEAGUE” – UM EXEMPLO

12/03/2013

Copa do Nordeste

 

Enquanto São Paulo e Palmeiras empatavam no Morumbi num modorrento 0 x 0 pelo Campeonato Paulista, 30.000 pessoas acompanharam a decisão da Copa do Nordeste entre Asa de Arapiraca e Campinense.

Depois de ter sido sumariamente e covardemente limado do calendário brasileiro no início da década passada pela CBF, a Copa do Nordeste voltou com força em 2013. De longe é o maior e melhor torneio do país nesse primeiro semestre.

Os estaduais estão falidos. São cadáveres insepultos. O recorde de público no Engenhão na decisão da Taça Guanabara não representa a salvação do torneio do Rio de Janeiro. Na maioria das partidas, o estádio do Botafogo ficou vazio, assim como a maioria de praças em quase todo o Brasil.

A “Lampions League” dá uma lição ao resto do país. Mostra como deve ser um torneio. Datas curtas e eliminação de jogos menos importantes como Penapolense contra Atlético Sorocaba. Nada contra essas equipes, mas a própria torcida dessas cidades não comparece ao estádio para prestigiar as suas equipes em jogos de menor atrativo. Qual o clube que pode se sustentar assim?

É cada vez mais nítido que os torneios estaduais diminuíram de importância ao longo dos anos. Só os cartolas não enxergam. Ou melhor, eles percebem, mas para manter a estrutura arcaica do futebol brasileiro, a CBF aceita que as Federações votantes e ainda influentes opinem sobre o esporte. Um desastre.

Mas o leitor deve se perguntar: então o blogueiro defende que os estaduais sejam extintos?

A resposta é não. Mas eles devem ser ajustados.

Estaduais devem ser torneios de tiro curto, com chaves de grupos e que devem durar um ou dois meses no máximo. Assim teríamos partidas mais emocionantes e que realmente interessariam o torcedor. Dezenove rodadas para decidir os oito primeiros colocados como é feito no campeonato bandeirante é uma piada de mau gosto. Um mau agouro. Uma tortura sem sim.

O torcedor não é besta. Ele não vai ao estádio para ver jogos com um calendário arrastado. Não existe atração nesse tipo de formato. Nem é interessante para os próprios clubes que colocam reservas em campo e não disputam as partidas com o mesmo entusiasmo de um brasileiro ou uma Libertadores. Não há competitividade nesse sistema maluco inventado pelo Del Nero.

Além disso sobrariam datas para a seleção jogar com todos os titulares e não incomodar os clubes. O campeonato nacional poderia ser paralisado enquanto o Brasil atuasse, já que sobrariam datas.

Enfim falta coerência e bom senso aos cartolas do baixo Equador.

Enquanto isso no ensolarado Nordeste os estádios batem recordes de público. Os clubes ganham dinheiro e prestígio. Sucesso absoluto.

Um exemplo para o futebol brasileiro.

“OPERACIÓN COLÔMBIA”: UN JUEGO DE MIERDA

10/03/2013
Arsenal empata de pênalti: má jornada no Pacaembu

Arsenal empata de pênalti: má jornada no Pacaembu

Geralmente tudo que começa errado termina errado.

Foi o que aconteceu no Pacaembu na quinta-feira entre a partida do São Paulo Futebol Clube e o Arsenal de Sarandi da Argentina.

De início  vários comentaristas esportivos apostavam numa sonora goleada do tricolor paulista contra o time portenho. Tudo devido a lavada que o clube argentino levou em casa do Atlético Mineiro, que de longe é o melhor time do torneio até agora.

Comentários precipitados. Acredito que o jornalismo esportivo brasileiro precisa se reciclar e analisar melhor as partidas. Principalmente ver os jogos da Libertadores que não tenham somente os clubes brasileiros.

Caso os jornalistas não saibam o Arsenal de Sarandi é o penúltimo campeão argentino. Venceu o Clausura 2012. Um time que nos últimos anos tem aprontado na terra de Messi. Equipe cascuda, difícil de vencer. O grupo do São Paulo não é uma baba como muitos pensam.

Mas a análise equivocada da imprensa que criou uma falsa expectativa no torcedor não foi o primeiro erro. O juiz colombiano Wilmar Roldan deu um show de horrores. Fez o São Paulo descer do vestiário para trocar o calção branco quando deveria exigir isso do time visitante.

O tricolor saiu de campo e o hino nacional tocou sem ninguém estar perfilado. Uma várzea. Há muito tempo sou contra essa lei ridícula criada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e que infelizmente se espalhou por todos os estados do Brasil. Isso degrada o hino ( que deveria ser tocado apenas em momentos importantes como finais de campeonatos e jogos da seleção), mas agora vemos o a partitura de Duque Estrada ser ouvida até em um megafone de uma Brasília velha na cidade de Cocoró do Pafúncio na Copa Danoninho. Políticos… Assembleia Legislativa de São Paulo….Sem mais palavras.

Quanto ao jogo o tricolor repetiu a má atuação na partida contra o The Strongest. Péssimo na defesa, meio campo congestionado e Cortês e Douglas numa fase desgraçada. Para piorar o atacante Luis Fabiano simplesmente não apareceu em campo.  O técnico são paulino Ney Franco ainda “estuda” o time depois de saber seis meses antes que seu principal jogador iria embora. Enfim, o tricolor não teve uma atuação de gala. Chutou bolas na trave é verdade, mas o Arsenal desperdiçou inúmeras chances de gol cara a cara com Rogério Ceni. Não era a chamada “baba”que todos imaginavam e ao contrário do Tigre, o time de Sarandi jogava bola. Dificilmente dava pancada.

Mas a péssima noite de quinta não poderia ser completada sem a atuação desastrosa do colombiano Wilmar Roldan. Juizinho medíocre. Árbitro de quinta categoria que deu um pênalti inexistente de Cortez e deixou a catimba argentina correr solta, além de inverter várias faltas a favor do Arsenal. No final do jogo teve um “píti” e expulsou Luis Fabiano. Uma verdadeira “operação colombiana“ dentro do Pacaembu.

Mas apesar dele o São Paulo colaborou com o empate dada as suas falhas na defesa e insegurança no meio campo. As indecisões e testes de Ney Franco estão minando o time nessa Libertadores.

O São Paulo é a quinta força brasileira no torneio. Por enquanto está atrás de Fluminense, Grêmio,  Atlético Mineiro e Corinthians como favorito na competição.

O clube tem que melhorar muito se quiser almejar o quarto título. Deve esquecer de Lucas e fazer uma formação totalmente diferente do ano passado. Vida que segue. Está na hora de Ney Franco pensar seriamente em alterar a estrutura do time. Caso contrário o São Paulo será eliminado na primeira fase do torneio, situação que não ocorria desde 1987. A parada será complicada. Arsenal na Argentina, Strongest na altitude boliviana e o bom time do Atlético Mineiro no Morumbi.

Difícil, mas não impossível.

MANCHA NO FUTEBOL

10/03/2013
Prass é socorrido: terror no aeroporto

Prass é socorrido: terror no aeroporto

 

Os leitores do meu blog devem estar se perguntando se sou um adivinho, profeta ou se fiz algum curso intensivo nas Faculdades Nostradamus.

Tudo devido ao post “Mixórdia Sul Americana” em que parte dos problemas envolvendo a violência das organizadas e a leniência das autoridades são constatadas.

Pois bem, após dez dias eis que marginais organizados da torcida do Palmeiras agrediram covardemente os jogadores do Palestra no aeroporto de Buenos Aires, depois da derrota do time alviverde para o Tigre.

Respondo aos internautas que não é preciso ser nenhum adivinho para prever atos de selvageria desse tipo.

Enquanto os clubes e as autoridades eleitas tratarem esses casos com desdém, mais atos bárbaros vão acontecer. É questão de tempo termos um Heysel ou um Port Said aqui no Brasil, por motivos bem mais banais, diga-se de passagem.

Duvidam? O presidente da CBF, José Maria Marin e o Ministro do Esporte deram declarações condenando a violência da organizada. Palavras belas, mas sem sal. O que funciona mesmo é a prática. Providências estão sendo tomadas nesse sentido? Podem esperar sentados.

Pior de tudo, as nossas autoridades fazem de tudo para proteger esse pessoal. As pressões de Antônio Patriota e do deputado federal Fábio Feldman do PSDB para a soltura dos 12 corintianos presos na Bolívia mostram efetivamente de que lado os políticos estão.

Não se sabe se os torcedores organizados corintianos são culpados ou não, mas um garoto de 14 anos morreu. Os detidos vão prestar contas à justiça boliviana. Ela que decidirá soberanamente a culpabilidade dos elementos. Não será uma canetada ou pressão externa que vai mudar isso. As leis da Bolívia são diferentes da do Brasil. Se isso ocorresse aqui eles estariam livres, dada a pusilanimidade de nossa justiça e dos nossos legisladores que advogam em causa própria.

Gostaria que o nobre deputado fosse até a casa da mãe de Kevin Spada e prestasse topo o apoio da Câmara Federal brasileira à família do menino. Mas demagogicamente ele faz o caminho contrário.

Essa é a “cruzada” dos políticos contra a violência nos estádios. Estamos perdidos.

No entanto, a bizarrice não para por ai. A decisão definitiva da Conmebol do caso de Oruro contra  o Corinthians foi branda. 18 meses sem que a sua torcida compareça aos estádios adversários foi uma punição inócua e pouco efetiva. No mínimo os outros dois jogos em casa sem abnegados seria o ideal. No mínimo. Um castigo tem que doer no bolso dos dirigentes para que os mesmos possam controlar as suas torcidas financiadas.

Mas até mesmo em Tijuana se viram bandeiras corintianas no estádio. Juntado ao caso dos quatro torcedores que conseguiram entrar no Pacaembu por uma liminar, isso representou a desmoralização total da Conmebol e do seu comitê disciplinar. É um STJD que fala espanhol. Coisa para inglês ver. Não servirá para nada. A tática do “cafezinho” com o Nicolas Leoz continua.

Enquanto isso mais jogadores vão receber pedradas e laranjas podres protegidos por escudos de carabineiros. Eles são incapazes de conter a violência na América do Sul. A mixórdia continua.