AMOR À CAMISA? BARCA FURADA!

by
Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

 

Este assunto já foi comentado sobre Paulo Henrique Ganso. Mas a repentina ida de Barcos para o Grêmio só reforça o pensamento corrente aqui neste blog.

Futebol é um esporte profissional. Jogador atua onde quer. Se um clube atrasa seu salário ou tem dificuldades financeiras para pagar um atleta, ele tem todo o direito de escolher outro time.

A frase “amor à camisa” é restrita apenas aos torcedores, não aos jogadores de futebol. Se isso fosse verdadeiro eles desfilariam pelos campos de graça, mas nem mesmo Juninho Pernambucano resistiu a crise financeira do Vasco da Gama e zarpou para outros mares.

Querem saber? Estão corretos.

Existem vários dirigentes pilantras que atrasam salários e direitos de imagem e demagogicamente usam as palavras “amor a camisa” para jogar o atleta contra a torcida.

Clube de futebol deve ser profissional. O resto é papo furado.

Existe uma troca. O time paga e o jogador joga o que sabe. Quanto maior a qualidade do profissional, mais ele recebe.

Não é assim em outras profissões?

Sim, sabemos que o futebol é um pouco diferente. O esporte agrega paixões, sentimentos contraditórios e situações ambíguas, mas o leitor pode experimentar ficar dois meses sem salários para sentir na pele as dificuldades de um jogador comum. E não citamos apenas Barcos e 3% dos times chamados da “elite”, mas todo o resto. A situação é brava.

O leitor pode questionar o que está colocado acima, mas o escriba deste blog não alimenta ilusões há muito tempo.

Não acredito em jogadores que beijam o escudo do time, que gravam vídeos dizendo que vão ficar no clube para depois ir embora dois meses depois e que falam que torcem para uma associação depois de jogar três anos na equipe rival.

Amor à camisa é algo relativo. Pode existir? Sim, vemos no Brasil e no mundo alguns exemplos, mas são raros. Existindo o respeito profissional de ambas as partes isso pode acontecer. Caso contrário observamos jogadores caindo de clube em clube adversário como Romário na década passada e Tiago Neves agora.

Quanto ao Palmeiras, só o tempo dirá se a troca foi benéfica. Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro não cheiram e nem fedem. Se Marco Antônio e Moreno viessem aí valeria a pena.

Lamentável o que o pai empresário do centroavante boliviano disse sobre o Palmeiras e Flamengo.

O Grêmio é um clube grande e está investindo muito para vencer a terceira Libertadores da sua história, mas não tem o mesmo mercado e torcida que Flamengo e Palmeiras.

São clubes mal administrados no passado, mas que trocaram de dirigentes e agora tentam se acertar. Se Moreno vira ídolo no Parque Antártica vai ter muito mais visibilidade que a reserva de Barcos e Vargas  no tricolor gaúcho.

Se o pai do Moreno fala em “fracasso”, o que dizer da pobre seleção da Bolívia? É essa a projeção que ele quer dar ao filho dele?

Santa contradição Batman!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: