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MIXÓRDIA SUL AMERICANA

27/02/2013
torcida do Vézez barbariza: violência crescente

torcida do Vézez barbariza: violência crescente

 

Ontem vimos mais uma vez numa partida de Taça Libertadores da América um ato de selvageria. Desta vez os protagonistas foram os “hinchas” do Vélez Sarsfield da Argentina e do Peñarol de Montevidéu que brigaram no estádio Centenário e atiraram pedras uns nos outros deixando um saldo final de sete feridos e dois torcedores presos.

Depois de tudo o que aconteceu na semana passada, parece que não tem jeito. O barbarismo continua firme e forte no cone Sul.

Depois da morte do jovem boliviano Kevin Strada, a segurança dos estádios e a violência das torcidas organizadas sul americanas foi tema dos mais diversos canais midiáticos.

Alguns trataram o assunto com toda a seriedade que um caso desses necessita. Outros nem tanto. Numa situação grave desse tipo, o clubismo é só mais um adicional para a cafajestagem.

O buraco é mais embaixo. Bem mais profundo do que torcedores e mídia em geral enxergam. Os tristes fatos de Oruro foram apenas mais um caso da longa lista de violência e impunidade que permeou a América do Sul desde os anos 60.

A violência desmedida dos “barrabravas” ou dos “organizados” está encrustado no futebol sul americano. Os clubes mancomunados com esses elementos e seus cúmplices dirigentes nada fazem para deter esses marginais. Pelo contrário, muitos desses cartolas os incentivam.

Explica-se, que a maioria dos clubes de futebol da América do Sul são associações. Não existe um dono como Silvio Berlusconni ou Roman Abramovich que possam centralizar as suas decisões e diminuir o poder político das torcidas organizadas dentro do clube. Muitos desses torcedores são dirigentes ou até se tornaram presidentes do time.

Ou seja, muitos desses cartolas dependem da canalhada para fazer jogo político e se perpetuarem no poder. Isso é fato público e notório.

Exemplos mais latentas que os clubes de São Paulo não existem. A Mancha Alviverde agride jogadores do clube e nenhuma providência é tomada. Fizeram até uma “palestra motivacional” num hotel em Atibaia. Tudo debaixo das asas do presidente do Palmeiras.

A Independente do São Paulo intimida opositores que distribuem panfletos contra o Juvenal e a Gaviões da Fiel quebra aeroportos e incendeia estádios com a anuência catastrófica de nossas autoridades.

Na Argentina, a influência dos “barrabravas” no futebol portenho é algo assustador e preocupante. Até outubro de 2012, mais de 270 torcedores argentinos foram vitimados. Ninguém consegue deter a epidemia de violência que tomou conta do futebol argentino. Muitas de suas torcidas como a “La 12” do Boca Juniors são conhecidas por se tornarem verdadeiras associações criminosas. O livro do jornalista Gustavo Grabia sobre essa organizada argentina é apavorante e provoca calafrios.

Em Avellaneda o presidente do Independiente, Javier Cantero resolveu entrar numa guerra inglória contra os Diablos Rojos, os barrabravas de seu clube. Eliminou todos os privilégios que eles tinham como “mesada” e facilidade na compra de ingressos. Está sendo ameaçado de morte e até recebeu ameaça de bomba na sede do clube.

Javier Cantero: ameaças de morte dos próprios torcedores do clube

Javier Cantero: ameaças de morte dos próprios torcedores do clube

A cultura da impunidade que existe na América do Sul e nos torneios da Conmebol só piora a atual situação vigente.

Os torcedores mais velhos se recordam dos quebra paus homéricos entre argentinos, uruguaios e brasileiros nos anos 60. Isso faz parte do folclore futebolístico da América do Sul. Frases como “isso é Libertadores” demonstram a nossa anuência em relação à violência dentro e fora de campo, como se atirar objetos em campo e ver jogadores participarem de rinhas de UFC fosse algo normal.

Vamos citar apenas alguns exemplos de como a Conmebol é uma entidade banana, prolixa, incompetente e responsável por toda essa mixórdia.

Final da Copa Conmebol de 1997. O Atlético Mineiro goleia o Lanús na Argentina e garante o seu segundo título internacional. Contudo, os jogadores e dirigentes adversários não se conformam com o vareio e agridem covardemente o elenco do galo. O treinador Leão foi golpeado com uma barra de ferro e teve que fazer uma cirurgia de correção do maxilar.

Alguma punição da Conmebol ? Nenhuma

Quartas de final da Libertadores de 2004. Após obter a classificação, os jogadores do São Caetano tem que correr para dentro dos vestiários para não serem linchados pelos “hinchas” do América do México.

Alguma punição da Conmebol? Nenhuma.

Semifinal da Copa Mercosul de 1999 entre Peñarol e Flamengo. Num lance besta os atletas aurinegros partem para a briga contra o elenco carioca com a total leniência da polícia uruguaia. Os flamenguistas fogem para os vestiários para não serem massacrados.

Alguma punição da Conmebol? Nenhuma.

Esses são só alguns exemplos. Existem outros casos que podem ser relatados nessa link, mas ainda é pouco. A América do Sul é a terra de ninguém. Um imenso faroeste futebolístico.

Esperamos que essa nova comissão disciplinar puna seriamente todos os desmandos nos estádios sul americanos com o mesmo peso e a mesma medida. Que não surja um novo STJD que promulgue punições apenas por interesse político.

A punição ao Corinthians foi justa. Esperamos que todos os times sejam tratados com o mesmo rigor em casos graves como ocorreu na Bolívia na semana passada.

Mas isso não depende apenas da entidade sul americana. Os clubes também são responsáveis ao financiarem os marginais organizados. Tem que haver uma separação. Lugar de torcida é na arquibancada e não para servirem de capangas desse ou daquele diretor. Se alguém quiser fazer parte da vida política do clube que se associe.

Que os marginais sejam responsabilizados individualmente pelos crimes que cometem em estádios. Uma arena assim como a rua é um local público. Não há imunidade por ser torcedor. Cometeu um crime? Jaula!

Esperamos que o Vélez e o também o Peñarol sejam responsabilizados e punidos, assim como Corinthians e São Paulo na semana passada.

Daí sim, com o mesmo rigor a todos os participantes da Libertadores poderemos ver esperança de termos um torneio de melhor qualidade e livre da brutalidade genética que permeia o torneio desde a sua criação.

 ps- Quem quiser entender melhor as agruras  ea violência do futebol sul americano  sugiro assistir o programa “The real football factories” da ESPN.  Vejam principalmente os programas feitos na Argentina e do Brasil. Eles estão  disponíveis no Youtube.

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O ATAQUE DOS HOMENS DAS CAVERNAS

26/02/2013

Charge Yoani

VIVA YOANI!

25/02/2013
Yoani: protestos forjados pelo governo brasileiro

Yoani: protestos forjados pelo governo brasileiro

“Conhecer os outros é inteligência, conhecer-se a si próprio é verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força, controlar-se a si próprio é verdadeiro poder.”

Lao Tsé

Me causou uma imensa revolta observar o pavoroso “comitê de recepção” à blogueira cubana Yoani Sánchez armado por manifestantes do PT e do PC do B.

Mais bárbaro ainda foi constatar o imenso silêncio na presidente Dilma ( sim, presidente, pois não chamo uma chefe de gerenta) e do seu emporcalhado e comprometido staff.

O partido dos trabalhadores e seus mentecaptos aduladores e acólitos defendem a ditadura e o totalitarismo. São falsos democratas. Fascistas travestidos em pele de cordeiro que usam a palavra democracia para disfarçar a tirania dos governos podres que defendem. Entre eles, o regime teocrático repressor do Irã e Muamar Khadafi que acabou sendo morto por rebeldes líbios dado os seus anos de desmandos, assassinatos e corrupção.

As manifestações de grupelhos e ataques covardes à Yoani demonstram muito bem os verdadeiros objetivos do Partido dos Trabalhadores. A revista Veja alertou antes da chegada da ativista que o governo brasileiro com a ajuda de agentes cubanos e da eminência parda Gilberto Carvalho montaram um falso dossiê difamatório contra Yoani.

Carvalho é uma espécie de Cardeal Richelieu brasuca dos tempos pós-modernos. Silencioso, se esgueira entre os meandros do poder para fazer todo o trabalho sujo de seus chefes. José Dirceu e outros dirigentes tem uma imensa ligação com o regime ditatorial castrista. Isso não é novidade para ninguém.

O curioso é que em pleno 2013 com o Brasil vivendo uma experiência democrática ininterrupta de quase 30 anos tenhamos que ver ações forjadas repressivas de estilo nazista. Manifestações covardes armadas com o objetivo de calar a jornalista e impedir que ela fale sobre a ditadura cubana, a mais antiga do planeta.

O comunismo é um regime morto. Assassinado pela economia de mercado e na busca de melhoria de vida da população mundial. Pergunte aos romenos, húngaros, thecos, albaneses e ex-alemães orientais os que eles achavam de viver sobre o abraço de Moscou na guerra fria. Ou dos norte coreanos num país comandado por uma brutal  dinastia absolutista  há meio século.  A resposta não será agradável certamente.

Virou uma espécie de chavão a pergunta “ Gosta de Cuba? então por que não se muda para lá”?

Poderia acrescentar o seguinte: Ao se mudarem para Havana os pseudo manifestantes do boutique, depois de constatarem que não há linha de banda larga para a sua internet e nem shoppings centers para comprarem suas camisetas com palavras de ordem falidas tentarem criticar o regime castrista.

Certamente no “paraíso socialista” em que até Che Guevara pulou fora, estes mesmos zé ruelas com camisas de grife serão tratados com o devido respeito. Uma prisão horrível e quem sabe um belo de um “paredón”.

Graças a Yoani Sánchez não vimos apenas as mazelas do podre e decadente regime totalitário cubano. Enxergamos também a pior e verdadeira face do PT . Um partido que aos poucos vai mostrando a sua vocação fascista.

Obrigado Yoani. Que a sua voz se espalhe no mundo e mostre ao planeta não só as mazelas do governo cubano, mas também a vergonha de se viver num país onde o governo defende fuzilamentos sumários e a corrupção.

Ontem Raul Castro foi eleito para governar Cuba por mais 5 anos. Escolhido sem votação popular por um colegiado de compadres. Tudo sob o olhar magnânimo do “grande irmão” Fidel. Velho, decadente e apodrecido como o regime que ele defende com unhas e dentes.

Esse é o governo que os “democráticos” petistas assaltantes do dinheiro público tanto defendem.

Felizmente nem só de pedras a ativista viveu em sua visita ao Brasil. A oposição finalmente reagiu e mostrou que no Brasil, ao contrário das autoridades cubanas ainda existe democracia e o direito de se expressar livremente.

Essa sim a verdadeira liberdade que tanto desejamos.

LANCE OPINA : NÃO BASTA PUNIR O CORINTHIANS

22/02/2013

do jornal Lance

É absurdo tratar a morte do jovem torcedor boliviano como caso isolado, uma mera fatalidade. Não é. Assim como o vândalo que apontou o rojão para a torcida adversária sem medir as consequências de seu ato está muito longe de ser o único culpado dessa história.

A atitude do torcedor (ou torcedores) que provocou a morte do rapaz é indesculpável. Como tantas outras que geram violência nos estádios – felizmente sem vítimas fatais. É impossível ignorar, contudo, que outros responsáveis pela tragédia de Oruro sequer estavam ali.

Eles habitam os gabinetes refrigerados da Conmebol, das confederações da América do Sul. A politicagem dessa gente, o jogo baixo do poder, a tolerância cúmplice com todo tipo de atitude antiesportiva que alimentam esse tipo de barbárie. Para não contrariar aliados e perpetuar-se no poder, a cartolagem latina sempre se calou, fechou os olhos para o que deveria tratar com mão firme.

A Libertadores é a Copa do Vale Tudo. É a Copa da Impunidade. Das garrafas e pilhas lançadas sobre os jogadores na cobrança de escanteio aos ônibus depredados próximos aos estádios; dos tumultos em vestiários antes e depois do jogo ao confronto de torcidas, tudo é visto como “normal”. Inclusive pelos clubes, e por parte da mídia. “Isso é Libertadores!”, quantas vezes você não ouviu essa expressão em tom ufanista?

Isso não pode ser mais a Libertadores, que ninguém se iluda.

O futebol sul-americano tem de mudar. Passar por limpeza, sacudir o mofo entranhado em suas estruturas. Apesar de todas as mazelas de governos populistas, poucas regiões do mundo têm crescido tanto quanto a América Latina. E o esporte tem de acompanhar esse processo.

Este LANCE! já demonstrou, em série de matérias, o abismo que separa, na organização e nas cifras, a Libertadores da Liga dos Campeões. Abismo que só pode ser reduzido com moralização, decisões transparentes e profissionais, indispensáveis para atrair a confiança de público, investidores e patrocinadores.

Na Europa, como mostrou o LANCE!Net nesta quinta-feira, os dois times seriam punidos. O clube da casa, por não organizar a segurança, perderia mandos entre outras penas. O visitante poderia ser excluído da competição por vários anos.

Mas, para chegar-se a tanto, criou-se condições de segurança, investiu-se em equipamentos e práticas capazes de assegurar a paz nos estádios, criou-se um conjunto sólido e transparente de normas e exigências a serem cumpridas.

A dura punição imposta ao Corinthians, com a proibição de público em seus jogos por 60 dias, pode representar uma mudança de postura do lado de cá. É uma pena forte, mas racional. Falar em banir o campeão do mundo dessa Libertadores, pelo ato estúpido de um ou mais vândalos, era ação casuístico, movido pelo calor da tragédia e não por bom senso ou princípios morais e jurídicos que norteiam o futebol daqui.

Mas punir não basta. O que a Conmebol precisa – e não é com Nicolas Leóz e seu bando que vai conseguir – é criar e fazer cumprir uma legislação rigorosa e sustentada, um código de conduta ética e disciplinar que efetivamente mude a cara dos campeonatos que organiza. À Fifa cabe intervir para assegurar isso. Uma decisão séria, algo que funcione de verdade, às claras, e não seja, como esse Tribunal recentemente criado parece, apenas uma instância para acomodar interesses e continuar a jogar sujeira para baixo do tapete.

Nota do blog: Reproduzi a opinião do Lance no blog porque concordei com tudo o que foi escrito. Seria inútil dar mais uma avaliação sobre o assunto.  O tema sobre a violência de um grupelho de torcedores organizados já foi escrito aqui. Curiosamente a postagem foi uma das lidas recentemente depois dos tristes fatos ocorridos em Oruro. Ela foi escrita há dois anos. Prova de que desde lá , os governos, as  autoridades futebolísticas e os clubes de futebol  continuam a tratar a violência nos estádios como um mero assunto secundário.

EFEITO “PROGAGANDA ENGANOSA”

11/02/2013

orgulho verde

Uma imagem diz mais do que mil palavras…

AINDA HÁ ESPERANÇA PARA A ÁFRICA

10/02/2013
Atletas nigerianos celebram: terceiro título dos águias.

Atletas nigerianos celebram: terceiro título dos águias.

 

 

Desde 1990 quando a seleção de Camarões surpreendeu o mundo temos ouvido que um dia o continente africano iria faturar uma Copa do Mundo.

Fato corroborado pelas vitórias seguintes das seleções de base e também nas Olimpíadas.

Mas, passadas algumas décadas constatamos que as previsões falharam.

O continente africano ainda não tem uma seleção capaz de sequer chegar à uma semifinal de Copa do Mundo.

A ilusão de que teríamos “onze Pelés” em campo se esvaiu com o advento de técnicos europeus medíocres que foram minando a graça e a técnica antes crescente do futebol do continente.

A Copa das Nações Africanas que terminou hoje foi um exemplo. Raras vezes o espectador viu uma grande partida. Seleções pragmáticas, robotizadas que não tem nenhuma vergonha em dar bicos e espancar o seu adversário com jogadas violentas.

Porém ainda há esperança. Hoje com um gol do meia nigeriano Mba as “super águias” conquistaram o seu terceiro título continental.

Um gol antológico em que o atacante deu um lençol e bateu de primeira no canto do arqueiro burquinense.

A decisão não foi um primor de técnica e refinamento. Mas o gol de Mba, um atleta que ainda atua na Nigéria pode ser um passo importante para a retomada do futebol no continente.

O treinador Stephen Keshi, nigeriano de origem, sacou os atletas viciados que atuam em clubes europeus. Preferiu priorizar as pratas da casa, ainda não contaminadas pelo estilo de treinadores europeus cabeças de bagre.

Hoje, vimos um pequeno passo para retomar as antigas previsões. Sim, a África ainda não tem condições de vencer uma Copa do Mundo, mas se buscar dentro de suas próprias características a essência de seu futebol quem sabe um dia o sonho vire realidade.

Hoje descobrimos que ainda há esperança para o futebol da África.

AMOR À CAMISA? BARCA FURADA!

09/02/2013
Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

Barcos chega em Porto Alegre: mudança repentina

 

Este assunto já foi comentado sobre Paulo Henrique Ganso. Mas a repentina ida de Barcos para o Grêmio só reforça o pensamento corrente aqui neste blog.

Futebol é um esporte profissional. Jogador atua onde quer. Se um clube atrasa seu salário ou tem dificuldades financeiras para pagar um atleta, ele tem todo o direito de escolher outro time.

A frase “amor à camisa” é restrita apenas aos torcedores, não aos jogadores de futebol. Se isso fosse verdadeiro eles desfilariam pelos campos de graça, mas nem mesmo Juninho Pernambucano resistiu a crise financeira do Vasco da Gama e zarpou para outros mares.

Querem saber? Estão corretos.

Existem vários dirigentes pilantras que atrasam salários e direitos de imagem e demagogicamente usam as palavras “amor a camisa” para jogar o atleta contra a torcida.

Clube de futebol deve ser profissional. O resto é papo furado.

Existe uma troca. O time paga e o jogador joga o que sabe. Quanto maior a qualidade do profissional, mais ele recebe.

Não é assim em outras profissões?

Sim, sabemos que o futebol é um pouco diferente. O esporte agrega paixões, sentimentos contraditórios e situações ambíguas, mas o leitor pode experimentar ficar dois meses sem salários para sentir na pele as dificuldades de um jogador comum. E não citamos apenas Barcos e 3% dos times chamados da “elite”, mas todo o resto. A situação é brava.

O leitor pode questionar o que está colocado acima, mas o escriba deste blog não alimenta ilusões há muito tempo.

Não acredito em jogadores que beijam o escudo do time, que gravam vídeos dizendo que vão ficar no clube para depois ir embora dois meses depois e que falam que torcem para uma associação depois de jogar três anos na equipe rival.

Amor à camisa é algo relativo. Pode existir? Sim, vemos no Brasil e no mundo alguns exemplos, mas são raros. Existindo o respeito profissional de ambas as partes isso pode acontecer. Caso contrário observamos jogadores caindo de clube em clube adversário como Romário na década passada e Tiago Neves agora.

Quanto ao Palmeiras, só o tempo dirá se a troca foi benéfica. Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro não cheiram e nem fedem. Se Marco Antônio e Moreno viessem aí valeria a pena.

Lamentável o que o pai empresário do centroavante boliviano disse sobre o Palmeiras e Flamengo.

O Grêmio é um clube grande e está investindo muito para vencer a terceira Libertadores da sua história, mas não tem o mesmo mercado e torcida que Flamengo e Palmeiras.

São clubes mal administrados no passado, mas que trocaram de dirigentes e agora tentam se acertar. Se Moreno vira ídolo no Parque Antártica vai ter muito mais visibilidade que a reserva de Barcos e Vargas  no tricolor gaúcho.

Se o pai do Moreno fala em “fracasso”, o que dizer da pobre seleção da Bolívia? É essa a projeção que ele quer dar ao filho dele?

Santa contradição Batman!

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

07/02/2013
Rooney comemora: o Brasil perde em Wembley

Rooney comemora: o Brasil perde em Wembley

 

 

O Brasil perdeu para a Inglaterra por 2 x 1 na reestreia de Luis Felipe Scolari como treinador em New Wembley.

O time canarinho com um novo técnico, desentrosado e com apenas um treino não teria condições de impor seu ritmo contra a boa equipe inglesa já ajustada. Mas apesar desse fato ser considerado um atenuante, o torcedor brasileiro ficou preocupado com algumas considerações..

1 – A falta de um meio campo criativo na seleção. Ramires e Paulinho ficaram presos na marcação inglesa. Oscar também estava com a sintonia defeituosa e preso no lado direito, apesar de boas jogadas. Neymar, Luis Fabiano e Fred ficaram isolados na frente.

2- Ronaldinho Gaúcho não atua bem pela seleção desde 2005. Dunga, Mano Menezes e agora Felipão deram oitocentas chances a ele e seu grande futebol do passado não reapareceu. Apesar da experiência em Copas ser válida é temeroso que um atleta de ponta tenha perdido a vontade e a capacidade de transformar uma partida. O desentrosamento do time ajudou é verdade, mas o pênalti perdido pelo camisa 10 da seleção mostra que o mesmo ainda não se recuperou totalmente de sua má fase.

3 – Neymar por enquanto é um coadjuvante na seleção brasileira. Atuando pelo Brasil o atacante jamais repetiu as grandes atuações que teve pelo Santos. Nunca chegou ao nível de desequilibrar uma partida, apesar de ter feito muitos gols na era Mano Menezes. Ontem o atleta santista teve novamente uma participação apagada. Muitos torcedores já tem dúvidas se Neymar merece uma grande badalação em torno de seu nome, já que ele coleciona fracassos como a perda da Copa América e das Olimpíadas. Mas a pressão da torcida e da imprensa nesse caso é exagerada. O jogador tem somente 21 anos. Tem muito a aprender. Todo o peso do mundo e a responsabilidade de um título não pode ser colocado somente em cima dele. Principalmente numa seleção brasileira onde só os melhores atuam. Sim, por enquanto Neymar é um “craque de clube”, mas lembremos que Messi não fez nenhum gol na Copa do Mundo passada e ainda perdeu um título sul americano em casa. Muita água ainda vai rolar.

4 – Foi surreal ver Theo Walcott transformar o lateral Adriano num mero “João” com seus dribles na ponta direita. Nos 30 anos da morte de Garrincha jamais poderíamos pensar que a Inglaterra fosse impor um jogo mais técnico e bonito do que a seleção brasileira. Os ingleses fizeram tabelas e lançamentos precisos. Gerard colocava a bola no pé de seus companheiros a vários metros de distância e o Brasil assitia a tudo como uma esquadra capenga.

5 – Ao ver jogos como França x Alemanha , Suécia x Argentina e Espanha x Uruguai, constatamos que existe uma enorme diferença de entrosamento dessas seleções em relação ao Brasil. Óbvio que eles estão há mais tempo atuando em virtude das eliminatórias. Mas é impressionante ver o nível técnico dos times europeus. É temerário que estejamos a 1 ano do Mundial e que o Brasil tenha que recomeçar do zero em relação a essas equipes.

6 – Ainda é cedo para malhar o time canarinho. Pelo menos agora o Brasil não fará mais partidas inúteis contra times como o Gabão para enganar o torcedor. Os amistosos e a Copa das Confederações serão um belo panorama de como estará a seleção brasileira. O tempo é pouco, mas lembremos que em 2001 Felipão era o técnico. Havia perdido para Honduras e meses depois levou o Brasil ao seu quinto título mundial.

RESUMO DA ÓPERA – 05/02/2013

05/02/2013

Depois de uma longa ausência eis que volta a nossa coluna “Resumo da Ópera”. Um apanhado das notícias e fatos do esporte e outros assuntos do Brasil e do mundo.

“Imagina na Copa” 

Torcida mineira: nem água de torneira

Torcida mineira: nem água de torneira

Mal as chamadas “arenas” construídas para a Copa do Mundo do Brasil foram inauguradas e já começaram os problemas.

No Mineirão, torcedores ficaram sem água em bebedouros e nos banheiros além das lanchonetes não funcionarem, pois (pasmem!) não foram inauguradas. Além disso formou-se um congestionamento monstro de carros nas cercanias do Mineirão por causa do atraso das aberturas dos estacionamentos.

Problemas de mobilidade também aconteceram na inauguração do novo Castelão em Fortaleza. O novo estádio do Grêmio por pouco não foi palco de uma tragédia quando torcedores tricolores fizeram a tradicional “avalanche” e o suporte de acrílico não suportou a força e a pressão. Abnegados se feriram.

analisamos o assunto e não custa repeti-los. Nem sempre a construção de algo “moderno” significa modernidade. O torcedor mais uma vez foi tratado como lixo e desrespeitado.  Parasafreando aquela propaganda idiota de cerveja, “imagine na Copa”.

Ganso – Chuva de hipocrisia

Moedas no gramado: hipocrisia

Moedas no gramado: hipocrisia

A torcida do Santos jogou uma chuva de moedas em cima de Paulo Henrique Ganso no clássico contra o Santos na acanhada Vila Belmiro. Fora a imbecilidade de jogar um objeto perigoso e ameaçar a integridade física do atleta, muitos torcedores não tem muita capacidade de compreender certas situações.

Ganso é um profissional. Joga onde quer. Essa história de “amor à camisa” já morreu faz algum tempo. Nem mesmo Juninho Pernambucano resistiu a falta de pagamentos no Vasco e olha que ele não recebia muito segundo informações da imprensa. Um torcedor pode trocar de emprego por um salário melhor, mas Ganso não? Onde está a eloquência? Se LAOR deixasse de pagar três meses do polpudo salário de Neymar como o atacante reagiria?

O camisa oito do São Paulo se sentia desprestigiado no antigo clube. Foi para outro tentar melhor sorte. Qual o problema nisso? Em suma torcedor de futebol é um hipócrita.

Catargate 

Catargate: denúncias graves

Catargate: denúncias graves

Favas contadas. É o que podemos analisar sobre a eleição do Catar como sede da Copa em 2022. As denúncias da revista francesa “France Fotball” destrincharam um esquema de corrupção nunca antes visto na história da Fifa. Compra de delegados. Viagem de jatinhos e aliciamento de dirigentes.  Nem o atual presidente da UEFA Michel Platini escapou das investigações. Se Joseff Blatter tiver um pingo de dignidade essa escolha deve ser revista e revogada. Desde as denúncias de corrupção envolvendo Ricardo Teixeira, João Havelange e a ISL a entidade foi colocada em xeque. Cabe a Fifa adotar medidas duras contra a corrupção em suas entranhas. Mas a pergunta que fazemos é a seguinte. Blatter tem interesse em higienizar seu escritório na Suíça? Pelo que vimos e lemos no passado, a resposta é não. Leiam o livro “Jogo Sujo” do jornalista inglês Andrew Jennings  ou se horrorizem com o post devastador do mesmo  no link abaixo  e descubram o porque.

http://www.apublica.org/2013/01/chefoes-mafia-fifa/

Renan e Henrique Alves – A dupla dinâmica da vergonha

Congresso: convil de ratos

Congresso: convil de ratos

Vergonhosas as eleições de Renan Calheiros e Henrique Alves para as respectivas presidências do Senado e da Câmara Federal. O político alagoano que renunciou depois de graves denúncias voltou ao braços de seus compadres larápios. Henrique Alves, alvo também de denúncias não teve nenhum problema em se eleger ainda no primeiro turno.

O povo brasileiro não tem memória e reelege os corruptos. Nossos representantes eleitos são um reflexo de nós mesmos. Depois de algum tempo do escândalo do lobista e das vacas, Renan voltou a presidência do senado. Ninguém foi preso ou processado. Mônica Veloso posou para a Playboy e ganhou dinheiro. O povo brasileiro? Continua a se dar mal. Mas o Carnaval vem aí para a população esquecer tudo de novo.

Sai pra lá assombração!

ricardo-terceiro

Ricardo III: achado histórico

Depois de fazer uma citação do Rei Ricardo III no post da “cartilha dos pernas de pau” não é que o cidadão reaparece?

Arqueólogos da Universidade de Leicester descobriam que o esqueleto achado num estacionamento no ano passado era do monarca inglês. O último a morrer em batalha em terras britânicas.  Detalhe, o esqueleto apresentava sinais de escoliose. Ou seja, o ex-soberano  era corcunda mesmo como foi retratado em histórias e peças de teatro.  Curioso que eu mal sabia que estes estudos haviam sido feitos e no dia seguinte a minha citação no post, a descoberta foi revelada pelos estudiosos.

Isso abre um imenso leque de opções para historiadores e revisionistas. Ricardo III era mesmo um vilão descrito por Shakespeare ou vítima de difamação da casa dos Tudors?

E tem pessoas que dizem que a história é uma matéria chata. Mas de uma coisa eu sei, não vou dormir traquilo nas noites seguintes depois de “invocar” o rei Ricardo. Sai pra lá assombração! Rsss.

A CARTILHA DOS PERNAS DE PAU

01/02/2013

Cartillha cópia

 

 

Há alguns anos o futebol brasileiro está sendo regido e dominado por um estranho “código de ética” dos jogadores dentro de campo.

Nessa espécie de “cartilha”, dribles, desconcertantes e jogadas de efeito são considerados “humilhação”, “falta de respeito”, “tripudiar o adversário”, entre outras frases feitas e politicamente corretas.

É a chamada cartilha dos pernas de pau.

Aquela que privilegia apenas os meio campistas e zagueiros brucutus , que não tendo a mesma técnica e capacidade dos jogadores mais badalados ficam nervosinhos quando levam uma caneta embaixo das pernas, ou quando são chapelados por um talentoso camisa dez.

Como meu avô dizia, “se não aguenta bebe leite”.

Esse chororô insuportável como o do atacante Nunes do Botafogo de Ribeirão Preto é que transforma o esporte numa coisa chata, burocrática e sem sal.

Não gostou do chapéu do Neymar senhor Nunes? Então é melhor ser padeiro, taxista, empresário, médico ou advogado. Porque futebol você já mostrou que não manja nada.

Drible faz parte das quatro linhas. Não consta em nenhum estatuto ou regra de que seja proibido pela Fifa. É do esporte como todos os outros. Existem os gênios, os bons, os ruins e os péssimos. Se Deus não te deu o dom, não adianta esbravejar. Siga o seu caminho com respeito e dignidade.

Em meus áureos tempos de futebolista amador já tomei chapéu, bola embaixo das pernas entre outras jogadas que podem ser consideradas “humilhantes”, mas nunca tive vontade de quebrar ou levar algum adversário para a o ortopedista.

Em qualquer esporte do mundo sempre haverá um cara melhor do que você. No basquete existem os tocos e as enterradas dos americanos, mas nenhum atleta adversário vai ficar alterado se isso acontecer. Se puder faça igual, ou tente defender de maneira limpa.

Neymar é mil vezes melhor do que o reclamão Nunes. Assim como Garrincha, Didi, Pelé e Rivelino que fizeram o futebol brasileiro ser conhecido no mundo todo pela sua beleza e técnica. Justamente porque existem os craques e também os “Joões” como o nosso amado Mané chamava suas vítimas em campo.

As juras de ódio de Nunes ao atacante santista mostram o quanto o futebol brasileiro mudou ao longo desses 25 anos. A moral é totalmente inversa. Se antes tínhamos um técnico como Telê Santana que pedia para seus jogadores recuperar a bola lealmente, hoje vemos treinadores medíocres que ficam coléricos ao menor sinal de drible adversário. Esses chamados “professores” mandam bater, chegar junto e até xingam como foi o caso do técnico do Ituano Roberto Fonseca ao mesmo Neymar na partida de ontem.

Em todas as profissões a história é a mesma. Os medíocres não conseguem ganhar por capacidade e apelam para o grito numa lógica Shakespeariana como foi escrito no ensaio “Ricardo III”.

Nessa obra foi retratada a história de um monarca feio, corcunda e um dos últimos na linha sucessória da Inglaterra. Ambicioso ele mandou desaparecer seus dois sobrinhos sucessores do trono para se tornar rei e por fim não conseguiu manter seu poder. Foi derrotado por sua inabilidade política. Deu um passo maior que as perna.

Ibra: ao ser driblado ele sorri

Ibra: ao ser driblado ele sorri

No futebol brasileiro a mediocridade ganha força, nessa lei abstrata instituída por zagueiros carniceiros e inábeis volantes. Temos aí diversos corcundas da bola. Ambiciosos, mas que não tem a capacidade e nem o jeito para fazerem o seu futebol melhorar.

Ao invés disso proferem ódio e bravatas.

Mas há ainda esperança nesse esporte tão amado chamado futebol. Alias, adorado justamente por causa dos golaços, das jogadas de efeito e dos dribles.

Na França o consagrado atacante sueco Slatan Ibrahmovic levou uma caneta humilhante no meio das pernas do zagueiro camaronês Chedjou. Mas ao invés de correr atrás bufando como um equino e dar uma entrada violenta pelo chamado “desrespeito” o centroavante do Paris Saint Germain simplesmente sorri. Quem dera todos os jogadores do mundo tivessem esse espírito esportivo e a compreensão da verdadeira natureza do futebol.

Enquanto isso vemos no Brasil a proliferação de mandamentos absurdos. Incentivados por jogadores e treinadores inexpressivos. Eternos perdedores e escravos do pragmatismo, que no auge de suas derrotas acachapantes devem olhar para o banco e gritar:

“Meu cavalo, meu reino por um cavalo”.