360 GRAUS

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Torcedora se desespera: o Palmeiras é rebaixado novamente

Não teve jeito. Pela segunda vez em dez anos o Palmeiras vai disputar a série B do Campeonato Brasileiro. Uma surpresa, pois há seis meses o verdão faturou o título da Copa do Brasil, um dos principais torneios do país.

Mais surpreendente ainda que um elenco mais forte que Ponte Preta, Portuguesa e Sport e Coritiba tenha sucumbido a segunda divisão ainda na antepenúltima rodada.

Mas como foi escrito anteriormente, um campeonato de pontos corridos com vinte clubes onde exageradamente quatro times caem sempre vai ter um clube grande no abismo. Basta se preparar mal.

O Palmeiras priorizou a Copa do Brasil, venceu, fez festa e esqueceu do brasileiro. Quando acordou era tarde demais.

O Palestra sofre com graves problemas internos. Situação e oposição não se entendem. Não há unidade dentro do clube. Desde que Felipão voltou ele reclamou dos diretores e das fofocas de vestiário. Nem a vinda de César Sampaio aplacou os vazamentos. O clima ficou insuportável com as derrotas seguidas e o treinador pediu o boné. Quando um dos maiores treinadores da história do clube deixa o clube logo depois de vencer um título importante vemos o quanto é grave a crise interna da instituição.

Sempre houve conflitos internos históricos na rua Turuiassu, mas dessa vez a “civil guerra fria” nos corredores do clube ganhou ares de antropofagia com ameaças de morte e arremessos de cadeiras. Até mesmo parte de torcida entrou na onda com suas agressões a jogadores e arroubos de fúria na arquibancada. Graças a ela o time do Parque Antártica teve que jogar fora de casa quando o time precisava de mais apoio e motivação.

O Palmeiras precisa passar por uma grande revolução interna se quiser voltar a ser um time de grandes conquistas e escapar de vexames. Primeiro se livrar dos dirigentes incompetentes, emocionais e irracíveis que frequentam aqueles corredores. Segundo, deixar de ser refém da torcida organizada que queima o pavilhão do clube, quebra troféus, agride e expulsa jogadores. Terceiro democratizar o clube com as eleições diretas e motivar a quarta maior torcida do país.

Uma autoanálise profunda é necessária. Uma nova mentalidade expansionista e democrática deve ser instituída e fincada na alma de cada palestrino. Caso contrário o círculo vicioso vai continuar como ocorreu há dez anos no primeiro descenso do clube. Mudanças foram prometidas, “salvadores da pátria” foram eleitos, mas tudo continuou na mesma. Um giro trágico de 360 graus. Uma volta tortuosa que o palmeirense não quer sofrer nunca mais.

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2 Respostas to “360 GRAUS”

  1. guina Says:

    Meu amigo Abdul, a verdade é que há pelo menos 13 anos o Palmeiras se firmou como um clube médio….A desastrosa situação que ocorre hoje em dia é pelo fato de eles não admitirem isso! Grandeza no passado não garantem frutos no presente e futuro. O que o Palmeiras não admite, o Fulhan, o Tottenham, o Everton. o Nothinghan Forrest, o Derby County, o Wolverhampton e o Aston Villa já perceberam na Inglaterra e hoje lutam pelas faixas medianas de campeonatos. O Liverpool é outro que insiste na mesma posição do Palmeiras e seu futuro (se algum magnata russo ou arabe não aparecer por lá!) é triste como o do verdão! O dinheiro e a boa administração é necessário para manter a grandeza de clubes históricos. Não admitir é o maior ato de verdade em toda essa história. Mania de grandeza?

  2. Marcelo Abdul Says:

    Belo paralelo. O Palmeiras é um time com um passado glorioso, mas tem colecionado vexames ultimamente. É rebaixamento, é derrota para Asa de Arapiraca, etc. O Palmeiras junto com a sua torcida vai ter que fazer uma reavaliação interna muito grande se quiser se livrar desses tristes acontecimentos. Mas há esperança. As diretas foram aprovadas, o estádio novo está quase pronto e o centenário está quase chegando. Esperamos que o clube se recupere. É como ver uma Ferrari ser dirigida pelo Satoro Nakagima. Se bem que teve o Rubinho..rs. Abraços.

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