REBAIXAMENTO, UMA REALIDADE

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Pameiras: a beira do segundo rebaixamento

Atenção a todos os times que disputam os campeonatos brasileiros da série A, B e C. Fiquem de olho. Se por acaso vocês não formarem elencos competitivos com um mínimo de planejamento o seu destino será o descenso.

Hoje no futebol brasileiro, com a vinda do campeonato de pontos corridos, o panorama mudou. Se antes tínhamos as tradicionais “viradas de mesa” com direito a estouro de champanhe com gosto de água sanitária por parte de cartolas inescrupulosos, a situação atual não permite tal malandragem.

Ou seja, se o seu time vai mal amigo, ele vai cair mesmo. Não importa a cor ou quanto grande ele seja. Rebaixamento é puro critério técnico e matemático. Perdeu ou empatou muito? Rua. Simples assim.

Desde que o sistema de pontos corridos foi adotado em 2003, muitos times grandes sentiram o gosto amargo da série B. Grêmio, Vasco, Corinthians, Botafogo, Fluminense, Bahia e  Atlético Mineiro já foram para a segunda divisão. Flamengo e Cruzeiro por muito pouco também não entraram no hall de rebaixados. Dos chamados “grandes” apenas cinco ainda não frequentaram a série B.

Rebaixamento de equipes tradicionais do futebol brasileiro virou rotina. Isso poderia ser considerado anormal, mas não é. Isso é o reflexo do mau momento desses times e da sua falta de planejamento, além da formação de elencos ruins. Muitas esquadras fortes no mundo já experimentaram o gosto amargo da divisão de acesso. River Plate, Manchester United, Juventus, o campeoníssimo Saint Etteine da França… a lista é surpreendente.

Hoje vemos o Palmeiras agonizar nesse campeonato brasileiro.

Este que vos escreve há pouco tempo não acreditava que o campeão da Copa do Brasil deste ano pudesse disputar a série B ano que vem. Os maus resultados do time alviverde falaram por si. 19 derrotas num universo de 38 rodadas é um convite descarado para o rebaixamento. Infelizmente, o segundo descenso do Palmeiras em dez anos parece inevitável. Só um milagre daqueles bem fortes podem salvar o verdão da degola.

Mas o torcedor não deve encarar isso como uma tragédia grega. Aquela que faz o sujeito pular pela janela ou entrar de frente de um trem de metrô na Barra Funda.

Nada disso. É necessário dizer que temos no Brasil 14 times chamados de grandes, fora os intermediários ou “semi-grandes”, que podem não ter o mesmo número de torcedores dos clubes top, mas tem uma torcida local fortíssima e tradicional.

Isso mostra o quanto o campeonato brasileiro é difícil num universo de apenas 20 times e quatro vagas para o patíbulo. Quatro times rebaixados num campeonato de vinte clubes é um exagero. Em outros campeonatos como o Espanhol, Italiano, Inglês e Alemão são três as vagas para a segundona. Se no tradicional ditado afirma que “três é demais”, imaginem quatro.

Portanto o rebaixamento de times grandes será rotineiro daqui para a frente. Algo normal numa competição muito bem disputada. O Palmeiras investiu mal. Acreditou em péssimos jogadores como Luan e trouxe de volta refugos como Correa e Obina. Um pedido eloquente de queda para a segunda divisão. Apesar das qualidades incomensuráveis do artilheiro Barcos e da dedicação ferrenha de Marcos Assunção, o resto da nau palmeirense tem marinheiros inexperientes e de primeira viagem. Nem citarei Valdívia para poupar os olhos dos leitores desse blog com palavras de baixo calão.

Mas nada de desespero ou pichar os muros do Parque Antártica. Muito menos queimar a loja do clube. Isso não é papel de torcedor e sim de canalhas. Só piora a pressão terrível do time ao invés de melhorá-lo. Se o Palmeiras sair da degola ótimo. Mas se for rebaixado nada de quebrar a sede e jogar troféus na lata do lixo. O torcedor brasileiro ainda não está acostumado com esta realidade nova em que nosso futebol está  livre de aracupas jurídicas que causam viradas de mesa. O time é ruim? ele vai cair. Não há disposição contrária.

A segunda divisão hoje não é uma punição igual à descida  para o inferno, apenas a consequência de um período ruim. Muitos times grandes vieram da série B e se recuperaram brilhantemente. O Grêmio eternizou uma partida da segundona ( a batalha dos Aflitos)  e não tem a menor vergonha disso. Depois de subirem em 2005, os gaúchos chegaram à final da Copa Libertadores com jogadores do naipe de Sandro Gaúcho. Atlético Mineiro, Vasco e Corinthians voltaram a primeira divisão e não consta que ambos estão piores agora do que há alguns anos. Venceram títulos. Recuperaram a confiança de sua torcida e nunca deixaram de ser grandes.

Ao torcedor menos acostumado um aviso. Hoje o problema não é descer para a série B, mas sim continuar nela. E se cair duas vezes é motivo para torcedor querer matar dirigentes incompetentes olhem um time italiano por exemplo. Caiu duas vezes, subiu e se recuperou vencendo três títulos mundiais depois. O nome do clube? Milan.

Torcedores do Palmeiras, se o milagre não vir se mirem nos bons exemplos. Continuem torcendo sem crise e votem melhor em seus dirigentes. Bola para a frente. O clube terá eleições diretas. Os cartolas paspalhões terão vida curta em seus  cargos.

Ainda é possível a salvação? Sim, mas nada de angústia. Como diz a música de Ivan Lins, “desesperar jamais”.

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2 Respostas to “REBAIXAMENTO, UMA REALIDADE”

  1. guina Says:

    Ta aí a prova da minha última pol`^emica. o Palmeiras é hoje um time médio com um passado glorioso! me deculpem os palmeirenses (entre eles meu tio Samuca) mas é a mais dura realidade!

  2. Marcelo Abdul Says:

    Tio Samuca vai ter que se conformar. Time ruim caí.

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