BRINCADEIRA AMARELA

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Mano Menezes: estilo “non sense” afunda a seleção brasileira

Dizem que um dos esportes favoritos do torcedor brasileiro é “sentar a porrada” na seleção.

Não deixa de ser verdade. Falar mal da seleção canarinho e criticá-la ferozmente é algo até cultural do brasileiro. Uma paixão bem esquizofrênica por assim dizer.

Em 1958 e 1970 a seleção saiu do Brasil debaixo de vaias e desacreditada. Em 1994 Parreira foi o treinador que mais apanhou em toda a história do futebol brasileiro. Venceu a Copa dos Estados Unidos e teve uma atitude digna ao levantar a taça e dizer a todos os brasileiros que o vaiaram “ela é de vocês”. Em 2002 muitos diziam que o time de Felipão não passaria da primeira fase num grupo com Turquia, Costa Rica e China.

Portanto é irritante ver a revolta dos Pachecos de plantão em algo que existe desde os tempos de Leônidas da Silva.

Hoje vemos o senhor Mano Menezes ser alvo novamente de imensas vaias e críticas do exigente torcedor brasileiro. Mas existe um detalhe muito importante. Nas Copas anteriores o Brasil tinha um time e craques. Desta vez vemos uma equipe inexperiente e uma direção institucional incompetente.

Quarta-feira no Morumbi 50.000 torcedores pagaram de 80 reais para cima para ver a seleção “baby fraldinha” jogar contra a poderosa África do Sul. Para depositar essa quantia num jogo de futebol o torcedor deve saber muito bem no terreno em que está pisando. Não foi o caso. Era óbvio que o amistoso seria uma porcaria. Há muito tempo a seleção finge que joga. Em amistosos “me engana que eu gosto” toca a bola de lado e raramente cria chances de gol. Em suma, só vai a campo para ver o tempo passar se exibir como modelos num desfile de moda. Colocar o pé numa dividida? Nem pensar. Eles vão perder dinheiro. Torcedor acreditou nos apelos do Marin e botou grana nos cofres da CBF. Pagou gato por lebre.

Estão brincando com o time canarinho.

Seleção brasileira não é lugar de fazer política clubística como faz o senhor Andrés Sanchez que só está no cargo porque fez favores ao ex-presidente da CBF. Que tal colocar alguém mais capacitado no cargo? De preferência um ex-atleta ?

Mano Menezes caiu de para-quedas no comando do Brasil. Era a terceira ou quarta opção depois da Era Dunga e só entrou no cargo porque o Fluminense exigiu que Muricy Ramalho cumprisse o seu contrato. Começou bem mas aos poucos mostrou que não tem qualificação para o cargo.

Vamos recapitular e fazer o leitor entender o porque dessas críticas.

O Brasil tem a obrigação de ganhar essa Copa do Mundo.

Pode parecer cruel e paranoico, mas é o mínimo que um time de tradição como o Brasil e que sedia um torneio desse porte tem que almejar. Outras opções são inaceitáveis.

Seis seleções campeãs do mundo ganharam pelo menos um título em casa.

A última que o Brasil sediou em 1950 é de  triste lembrança para todos nós. Se a seleção perder mais uma vai ficar muito feio. Ainda mais com todo o dinheiro de nossos impostos investidos inclusive em estádio particulares como a Arena da Baixada, Itaquerão e o Beira-Rio.

O senhor José Maria Marin ainda não entendeu a gravidade da coisa. Mas vamos imaginar um cenário. Imagine gastar bilhões nesses estádios para ver…. a ARGENTINA levantar a taça. Seria uma maravilha não?

Por isso é preocupante ver que a seleção brasileira forma um time de “babys fraldas”. São garotos que se tornaram precoces por obrigação e que certamente não vão suportar a pressão de disputar uma Copa do Mundo em solo nacional. Apostar que Neymar, Oscar e Lucas são nomes suficientes para vencer um mundial é uma loucura.

Mano Menezes com seu estilo gaúcho non sense de Campo Bom jogou dois anos de trabalho da seleção brasileira na lata do lixo. Falar em falta de entrosamento a essa altura é uma piada de imenso mau gosto. Uma desculpa esfarrapada já que a maioria desses caras joga junto desde o ano passado. O time quase completo acabou de disputar uma série de amistosos além da Olimpíada. Desentrosamento? Só ser for no cérebro do técnico.

Os senhores dirigentes da CBF entendem de futebol? Viram a final da Euro? Querem que o Brasil chegue pelo menos em condições de encarar um time como a Espanha?

Mãos a obra. Parem de enrolar e brincar com a seleção canarinho.

Cessem amistosos contra seleções fracas. Bater em bêbado é enganar a si mesmo. O Brasil precisa realizar partidas contra equipes mais fortes para conhecer as suas qualidades e limitações reais e não fantasiosas.

Contratem um técnico mais capacitado antes que seja tarde. Coloquem jogadores mais experientes para equilibrar a balança. Que tal convocarem Robinho, Alex, Luis Fabiano, Maicon, Júlio César e Fred?

Kaká? Se estiver em boas condições físicas por que não? Só “babys fraldas” não dá. Vide o que eles jogaram contra a seleção sub-23 do México em Londres. Tomaram um vareio e se comportaram como rapazes que acabaram de perder um jogo de futebol de salão da escola.

Está em jogo uma tradição e uma escola que antes era motivo de respeito e temor de nossos adversários e que hoje não mete mais medo em ninguém.

Falta de patriotismo do blogueiro?

Não, apenas uma triste constatação.

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