Archive for julho \31\UTC 2012

SOBERANO 2 – TRAILER OFICIAL

31/07/2012

24 de Agosto nos cinemas

 

 

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PIPOQUEIRO É O CARALHO!

30/07/2012

Aos pseudo torcedores que chamaram Luis Fabiano de “pipoqueiro”, a resposta foi dada ontem no estádio do Morumbi.

Dois gols, 145 tentos pelo tricolor paulista. Um dos maiores artilheiros da história do clube e que superou o lendário Leônidas da Silva.

É pouco? O maior goleador do São Paulo no ano.

“Ah, mas ele não ganhou nenhum título pelo São Paulo”.

Mentira, conquistou um Rio-São Paulo, torneio que o tricolor nunca havia vencido.

Uma parte da torcida tenta associar sucesso a títulos.

Um dos maiores ídolos da história tricolor, Roberto Dias venceu um único campeonato paulista.

Vários outros jogadores fizeram história em seus clubes, mas por um momentos de azar não tiveram a oportunidade de levantar uma taça. Rivelino foi um deles.

John Stockton. Jogador norte americano, nunca venceu uma liga norte americana com o Utah Jazz, mas nem por isso deixou de ser um dos maiores armadores da história do basquete e não foi impedido de entrar no hall da fama do esporte. Será que alguém o chamou de “pipoqueiro”?

O torcedor de futebol necessita ser um pouco mais racional e observar o time. Nas três vezes que Luis Fabiano atuou pelo tricolor a defesa era uma lástima. Alguém lembra de Júlio Santos, Jean, e Gustavo Nery? Rhodolfo, Edson Silva, Paulo Miranda e João Felipe são melhores que eles?

Luis Fabiano não é um gênio, mas é fundamental num time irregular como o São Paulo. Ontem no Morumbi vimos um exemplo disso.

Mas se aquela torcida organizada quiser trocá-lo pelo “Zé da Esquina”, o clone do Rondon, é só dar a dica para o Juvenal…

THIAGO DE PRATA

29/07/2012

Por Aguinaldo Rodrigues

http://www.guinasp10.blogspot.com.br/

 

 

Fonte: Terra

Depois de tanta luta e expectativa, Thiago Pereira acaba de conquistar a medalha de prata na prova dos 400 medley, com um espetacular tempo de 4m08s86.

A prova foi dominada pelo americano Ryan Lochte, que venceu e bateu o recorde mundial (4m05s18).

A grande decepção foi o americano Michael Phelps que terminou a prova em quarto.

O bronze foi do jovem fenômeno japonês Kosuke Hagino com um tempo de 4m08s94..

Anos de expectativas e promessas foram “literalmente afundados” nas piscinas de Londres.

É a primeira final olímpica que deixa Phelps sem medalhas desde Sidney 2000.

Parabéns Thiago!

 

SARAH É DA NOSSA TERRA

29/07/2012

Por Aguinaldo Rodrigues

http://www.guinasp10.blogspot.com.br/

No primeiro dia pra valer em Londres 2012, o Brasil começou bem em sua cruzada esportiva.

Boas atuações e duas medalhas para o Brasil (não o COB!). Porque agora o que não vai faltar é papagaio de pirata, se bem que ontem a Dilma colocou alguns para correr.

E como quase sempre o Judô coloca o Brasil para a melhores colocações! É o esporte que mais deu medalhas ao Brasil.

Foto:Bruno Santos/Terra

Primeiro foi a vez de  Felipe Kitadai, peso ligeiro (até 60kg), surpreender com uma raça e técnica invejáveis, conquistar a medalha de bronze. Logo no dia do seu aniversário.

Que presente! Foi a primeira medalha do Brasil em Londres.

Depois foi aguardar e esperar a decisão do ouro na categoria ligeiro (49 kg) feminino.

Foto: AFP

A piauiense Sarah Menezes, de apenas 22 anos, conquistou o tão sonhado ouro no judô feminino e fez história.

Na final ela ganhou da atual (ex) campeã olímpica, e tornou-se na primeira mulher campeã olímpica do judô brasileiro.

Detalhe, Sarah é o primeiro ouro do judô desde que Rogério Sampaio subiu ao lugar mais alto do pódio em Barcelona 1992.

ESCOLA DE ETIQUETA VANDERLEI LUXEMBURGO

26/07/2012

Um apanhado dos momentos de ira do treinador Vanderlei Luxemburgo tirados da internet. O vídeo é uma grande tiração de sarro do atual treinador do Grêmio. Um técnico que não mede esforços ou palavras para proteger o time pelo qual dirige. Num futebol cheio de treinadores politicamente corretos, Luxa é a exceção.

APAGÃO EM GOIÂNIA

26/07/2012

Eu poderia escrever várias coisas sobre o desastre de ontem, mas vou ficar quieto. Qualquer coisa que se escreva a cada nova derrota são paulina é chover no molhado. Tomar quatro gols do lanterna do campeonato ainda no primeiro tempo é dose para Leão. Leão? Ops. Esse já foi. Adiantou alguma coisa trocar de técnico?

O Ney Franco vai ter muito trabalho. Time em formação é uma merda. Ganha uma, perde outra. A formação tática muda a cada partida… Instabilidade total. Mas não devemos nos preocupar. Paulo Assunção vem aí. Quem???

Ironias a parte, estou cansado de digitar coisas negativas sobre o clube pelo qual torço. O meu blog parece um espaço de corneta. O negócio é ter paciência, tomar um suco de maracujá e caminhar por entre as árvores do Ibirapuera para dar uma acalmada no espírito. Em 40 anos de vida nunca vi um São Paulo FC tão desequilibrado e com uma defesa tão ruim. Nem nos tempos de Paulão Desmaio e Ameli presenciei tantas barbaridades.

Ontem foi comprovado que o tal de Rhodolfo só tem tamanho e que não era somente o Paulo Miranda, Edson Silva e o João Felipe os responsáveis pelas lambanças. O meio campo também não ajuda. Jadson…meu Deus…

Bom, já  escrevi demais não é? Inevitável.

Até a próxima.

RESUMO DA ÓPERA – 25/07/2012

25/07/2012

O Golpe Final – Gostaria de agradecer a todos os jornalistas que no auge de suas jactâncias sociológicas imbecis definiu Oscar como um “escravo” e o clube que lutou pelos seus direitos como um senhor de engenho cruel e desumano. A venda do atacante para o Chelsea do magnata Roman Abramovich foi o golpe final armado desde 2009 por empresários para que o jogador fosse vendido para o exterior rapidamente e colocasse cifras milionárias no colo dos seus gananciosos empresários.

Inútil dizer que o chamado jornalista indiretamente defendeu a barbárie mercadológica e o “vale tudo” de empresários que aliciam jovens do futebol brasileiro. Oscar é só mais um dos muitos jogadores que no menor sinal de lucro abandonam seus clubes de origem a mando de seus famigerados agentes protegidos por uma Lei Pelé obtusa e incompleta. Mas o ex-atacante do Internacional é só o filé-mignon. Muitos meninos sem o mesmo prestígio e mídia de Oscar penam na mão desses sacripantas da bola, justamente por premissas de “independência financeira” que o sociólogo tanto defende.

Rio 2016? Pra que o Morumbi precisa dessa merda? – Pipocam notícias na blogosfera que o COI deseja que a sede dos jogos de futebol da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro sejam transferidos do Morumbi ao Itaquerão.

Juvenal Juvêncio bem que poderia poupar o COI de tanto trabalho e recusar os jogos de futebol no Morumbi em 2016. O estádio não precisa de entidades esportivas sanguessugas que exigem mundos e fundos aos governos sem dar absolutamente nada em troca. A direção do clube tem que se preocupar com a frequência de sua torcida, essa sim que verdadeiramente sustenta as bilheterias do clube ao longo dos anos e não joguinhos vagabundos entre países sub-23 realizados em 15 dias.

O São Paulo não precisa se desgastar novamente com política rasteira e barata como foi feito covardemente na escolha da sede paulista de 2014. Recuse essa merda e mande esses burocratas da Fifa e do COI e os jornalistas comprados para o meio do inferno.

São Paulo – A Cidade do Crime – O cidadão paulista já tinha ideia que o governo do picolé de chuchu de Alckmin era um lixo em matéria de segurança. Vide o que aconteceu em 2006 com os ataques do PCC. Entretanto, o que vemos hoje em nosso estado é a demonstração total da falta de capacidade do governo paulista em resolver essa questão. Políticos sem vergonhas, uma das câmaras de vereadores mais caras do mundo e uma assembleia legislativa inútil e defasada. O resultado é que estamos nas mãos de criminosos, trancados em nossas casas por medo de sermos mortos em cruzamentos ou restaurantes.

As soluções de Alckmin para o combate ao crime organizado são tão inúteis quanto um ovo podre. As leis de nosso país que protegem criminosos e menores infratores pioram ainda mais a situação de nossa população. Eis uma nação condenada em que um menor de 16 anos não pode ser responsabilizado criminalmente mas que pode votar para presidente. Ou seja, uma hipocrisia total. Ao ver os candidatos para a prefeitura de São Paulo este ano tenho vontade de vomitar. São todos ruins, politiqueiros e não tem o mínimo senso de responsabilidade de dirigir uma cidade como São Paulo.

Serra, Haddad, Soninha, Russomano, Chalita… Se juntar todos não vai dar um que preste. Sei que anular um voto não é recomendável, mas em face dos candidatos apresentados não me resta outra alternativa. É como você ir na feira e não poder escolher as laranjas que você deseja para levar para a sua casa, pois elas estão todas estragadas.

CHEGA LOGO DIA 27!

20/07/2012

OLIMPÍADAS – O CALCANHAR DE AQUILES DO FUTEBOL BRASILEIRO

19/07/2012

Brasil em Pequim 2008: centenária frustração

Cinco títulos mundiais, três Copas das Confederações, oito Copas Américas e outros títulos secundários não deixam a menor dúvida, o Brasil é uma das maiores potências futebolísticas da historia do esporte.

Porém existe um torneio pelo qual a seleção brasileira não é nem de longe o bicho papão tão aclamado dos gramados internacionais. Pelo contrário.

Derrotas vergonhosas para times de menor expressão, desclassificações humilhantes e vexames inexplicáveis. O torneio olímpico de futebol é um dos calcanhares de Aquiles do futebol brasileiro. A única competição de importância internacional que o Brasil nunca venceu e lá se vão mais de cem anos.

A dificuldade é histórica. O Brasil nunca conseguiu impor a sua soberania nas Olimpíadas e por muito tempo nunca formou um time emocionalmente sólido o suficiente para disputar a medalha de ouro. Aos poucos, o primeiro lugar no pódio se tornou uma verdadeira obsessão para a confederação brasileira, imprensa e parte de torcedores e chegou ao auge nas Olimpíadas de Atlanta em 1996 e Sidney em 2000. Mesmo com astros internacionais em sua equipe, o time canarinho não alcançou o título máximo e o pior viu a seus maiores rivais da América do Sul faturarem o ouro antes. Vamos analisar a participação do escrete verde amarelo em todos os torneios olímpicos de futebol na história e tentar explicar porque o Brasil nunca conseguiu vencer a competição. Em julho o time de Mano Menezes irá disputar novamente o pódio em Londres. Um novo vexame ou o fim da “maldição”?

Helsinque – 1952

Brasil em 1952: futuros campeões do mundo e uma campanha irregular.

A primeira participação do futebol brasileiro nas Olimpíadas não foi das piores, mas também poderia ter sido melhor. Um time que contava com futuros campeões mundiais como  Zózimo e o artilheiro Vavá começou goleando a Holanda por 5 x 1. Depois de uma vitória apertada sobre Luxemburgo por 2 x 1, o time brasileiro caiu frente a Alemanha Ocidental por 4 x 2 nas quartas de final.

Roma – 1960

A seleção canarinho foi para os jogos olímpicos de Roma com um time muito jovem. Entre os atletas estava o zagueiro Roberto Dias, um dos maiores defensores da história do São Paulo FC além do futuro canhotinha de ouro, o craque Gérson. Na estréia, o Brasil venceu a Grã-Bretanha por 4 x 3 num jogo disputado. Depois uma goleada de 5 x 0 sobre a seleção de Taiwan. O torneio olímpico era divido em grupos com quatro seleções cada. O campeão de cada chave se classificaria para as semifinais. E o Brasil disputaria a primeira colocação contra os donos da casa. A Itália venceu por 3 x 1 deixando a seleção brasileira fora da disputa.

Tóquio – 1964

Mais uma vez o Brasil levou uma seleção de jogadores inexperientes. Um dos mais promissores seria o atacante Roberto Miranda que foi ídolo no Botafogo do Rio. Na estreia, um empate contra o Egito e uma goleada contra a Coreia do Sul por 4 x 0. O terceiro jogo seria contra a Checoslováquia, uma das fortes seleções do leste. Apesar da resistência brasileira, os checos levaram a melhor pelo placar de 1 x 0. Mas o Egito goleou a Coreia do Sul por 10 x 0 e ficou com a segunda vaga pelo saldo de gols. O Brasil mais uma vez ficou a ver navios.

Cidade do México – 1968

Novamente o Brasil chegou à Olimpíada com uma jovem equipe que tinha como destaque o atacante Manoel Maria, o Brasil, não passou da primeira fase do futebol olímpico. Uma derrota para os espanhóis e dois empates contra Japão e Nigéria. Seleções absolutamente amadoras na época. Talvez tenha sido o primeiro grande vexame futebolístico brasileiro nos jogos.

Munique – 1972

Brasil em 1972: com um jovem Falcão vexame em Munique

O time canarinho contava com um grande craque em início de carreira, o meio campo Paulo Roberto Falcão do Internacional de Porto Alegre. Mas nem mesmo o talento do catarinense ou a virilidade do zagueiro Abel ( atual técnico do Fluminense)  conseguiram livrar o Brasil de um novo vexame olímpico. Derrota para a Dinamarca por 3 x 2 e um surpreendente empate com a Hungria ( que ficaria com a prata nesse torneio). Mas o pior ainda estaria por vir. A seleção brasileira foi derrotada pela zebraça Irã por 1 x 0 na terceira partida e a exemplo das duas edições anteriores deixou os jogos olímpicos na fase preliminar.

Montreal – 1976

Batista: boa campanha e um quarto lugar

Depois de sucessivos fracassos nos jogos olímpicos enfim o Brasil conseguiria fazer uma campanha razoável. Pela primeira vez o time chegava à uma semifinal olímpica. A equipe era dirigida por Cláudio Coutinho (que também treinou o Brasil na Copa de 1978) e tinha um bom elenco como o goleiro Carlos (futuro titular do Brasil na Copa de 1986), o zagueiro Edinho, o lateral Júnior ( que se consagraria no Flamengo) e o meio campo Batista. Na estreia um empate sem gols contra a Alemanha Oriental ( que ganharia a medalha de ouro) e uma vitória contra a Espanha por 2 x 1. Nas quartas de final uma goleada de 4 x 1 contra a seleção de Israel. Entre os semifinalistas, o Brasil era o único time fora da cortina de ferro. Não foi possível derrotar os “amadores” poloneses. Derrota de 2 x 0. Na disputa do bronze, mais uma derrota, 2 x 0 para a União Soviética.

Moscou – 1980

O Brasil não se classificou para a Olimpíada. No pré-olímpico, o Brasil perdeu para a Argentina por 3 x1 e foi impiedosamente goleado pela Colômbia por 5 x 1. Moscou não viu a camisa canarinho.

Los Angeles – 1984

Los Angeles: a primeira medalha do futebol brasileiro

Com a recusa dos clubes brasileiros em ceder seus atletas para a Olimpíada de Los Angeles, o Internacional de Porto Alegre se prontificou a mandar sua equipe representando o Brasil nos jogos. O time contava com bons jogadores como o zagueiro Mauro Galvão,  goleiro Gilmar Rinaldi, futuro bicampeão brasileiro com o São Paulo e Flamengo e tetracampeão do mundo como reserva em 1994, o artilheiro Kita, que ganharia destaque em 1986 com a inédita conquista da Inter de Limeira no campeonato paulista e o meio campo Dunga, futuro capitão do da conquista do quarto titulo mundial da seleção brasileira. O treinador era Jair Picerni, ex-jogador da Ponte e que tinha levado o time de Campinas ao vice-campeonato paulista de 1981 e que anos mais tarde ganharia destaque ao levar o São Caetano a duas finais de brasileiro e de uma Libertadores.

Gilmar Popoca: um dos melhores da campanha brasileira

Com uma certa desconfiança da imprensa brasileira a seleção canarinho estreou com uma vitória contra a Arábia Saudita por 3 x 1. Com o boicote dos países socialistas em represália à desistência do bloco ocidental olimpíada de Moscou em 1980, as possibilidades de uma conquista do ouro no futebol aumentaram já que as nações do leste europeu dominavam a modalidade desde 1956. Essa possibilidade aumentou com a vitória de 1 x 0 contra a forte Alemanha Ocidental. Uma terceira vitória de 2 x 0 contra o Marrocos fez o Brasil ficar em primeiro no seu grupo e pegar o Canadá pelas quartas de final. Jogo fácil? Pelo contrário. O canadenses engrossaram a partida e a jogo terminou em 1 x 1 no tempo normal e na prorrogação. Nos pênaltis a estrela do goleiro Gilmar brilhou e o Brasil venceu por 4 x 2. A semifinal seria contra a Itália. Um gosto de revanche pela tragédia no estádio Sarriá em 1982 foi inevitável. Em outro jogo complicado a seleção brasileira venceu por 2 x 1 e pela primeira vez ganharia uma medalha, já que a prata estava garantida. Os garotos de Picerni foram muito mais longe do que qualquer um imaginaria. Na final o adversário seria a França. E no estádio Coliseu de Los Angeles viu um passeio dos franceses. Um 2 x 0 incontestável em que o Brasil não teve a menor chance de reação. Porém o Brasil finalmente conquistara uma medalha no esporte favorito de sua nação.

Seul – 1988

Seoul 1988: a melhor seleção olímpica brasileira até hoje

A seleção olímpica que foi disputar o ouro em Seul foi uma das melhores, senão a melhor equipe que o Brasil já teve nos jogos. Muitos desses jogadores se tornariam futuros campeões do mundo e craques consagrados em seus clubes como o goleiro Taffarel, os laterais Jorginho e Mazinho e o artilheiros Romário e Bebeto (futuros tetracampeões do mundo em 1994). Além de jogadores em grande fase como Mílton do Coritiba e Edmar do Corinthians.

Comandados pelo técnico Carlos Alberto Silva, o Brasil arrebentou no grupo D com uma goleada de 4 x 0 sobre a Nigéria e de 3 x 0 sobre a Austrália. Só nesses dois jogos, Romário fez 5 gols se tornando a principal estrela e artilheiro do torneio e despertou a cobiça do PSV Eindhoven que o contratou tão logo os jogos terminaram.

Taffarel: desde o início de carreira pegando pênaltis

Depois de uma vitória sobre a Iugoslávia por 2 x 1, o Brasil venceu a Argentina nas quartas de final por 1 x 0 e foi para a semifinal contra a Alemanha que tinha outro destaque no torneio: o centroavante Klinsmann. As duas maiores equipes do futebol mundial nunca haviam ganho a medalha de ouro e a disputa como se esperava, foi emocionante. Quando o jogo estava 1 x 1, um pênalti bobo do Brasil no tempo normal poderia por todo o trabalho a perder. Mas o goleiro Taffarel defendeu milagrosamente a cobrança e o jogo seguiu até a cobrança de pênaltis. Na disputa, a estrela do jovem goleiro do Internacional brilhou mais uma vez com mais duas cobranças defendidas. Mal sabiam eles que o goleiro faria a nação ficar mais feliz anos depois.

Romário: apesar da artilharia, a prata

O Brasil estava na final pela segunda vez consecutiva. O adversário seria a União Soviética. Na final, o Brasil entrou visivelmente tenso pela pressão de ganhar o ouro olímpico. Romário fez o primeiro gol após uma grande cobrança de efeito no escanteio do meia Neto, mas os soviéticos mantiveram a calma e empataram o jogo num pênalti meio mandrake assinalado pelo árbitro. A partida foi para a prorrogação e um erro da defesa brasileira no contra ataque deixou o atacante Savichev livre para encobrir Taffarel e marcar o gol da vitória soviética. Mais uma vez o Brasil ficava com a medalha de prata.

Barcelona – 1992

Cafu desolado:vexame no pré

A vergonha começou mesmo antes da olimpíada começar. O Brasil deu vexame no pré-olímpico de 1992 e foi desclassificado após um vergonhoso empate com a Venezuela. O time era dirigido pelo incipiente Ernesto Paulo e tinha jogadores do calibre de Dener, Marcelinho Carioca, Roberto Carlos, Márcio Santos e Cafu. Jovens promessas na época que mais tarde iriam se consagrar em gramados brasileiros e internacionais. Como esse time não se classificou?

Vaidades pessoais, brigas entre jogadores, falta de diálogo e críticas dos atletas ao técnico minaram a classificação brasileira. Colômbia e Paraguai foram para Barcelona e o futebol brasileiro assistiu o ouro da Espanha pela televisão.

Atlanta – 1996

Kanu acaba com o sonho brasileiro: obsessão

Depois de bater na trave duas vezes em 1984 e 1988 e ser eliminado vergonhosamente do Pré-olímpico de 1992 após um empate com a Venezuela, a medalha de ouro passou a ser uma obsessão. O Brasil fez um grande projeto olímpico para a conquista da medalha de ouro em Atlanta. Com as novas regras do COI o técnico Zagallo teve a oportunidade de chamar três jogadores experientes para os jogos. E os escolhidos foram Aldair, Bebeto e Rivaldo. O consagrado Romário ficou de fora da lista. Mesmo assim, o Brasil tinha uma boa seleção com nomes como o lateral Roberto Carlos e o atacante Ronaldo, futuros pentacampeões mundiais em 2002.

Bebeto: nem sua experiência ajudou o Brasil

A confiança e o ufanismo de Zagallo logo viraram pó na partida de estreia da seleção. O Brasil não conseguia furar a retranca japonesa e após uma trombada desastrosa entre Aldair e o goleiro Dida, o japonês Ito balançou as redes. O Japão venceu em mais um histórico vexame que a seleção brasileira sempre proporcionou em jogos olímpicos. Nas duas partidas seguintes contra Hungria e Nigéria o time se recuperou e conseguiu passar para as quartas de final.

Kanu: uma partida antológica

Na partida contra Gana já se via uma certa dificuldade do time brasileiro de manter o seu padrão de jogo. Falhas individuais e apagões na defesa tornaram o jogo contra os técnicos africanos mais difícil. O Brasil venceu por 4 x 2 e foi para a semifinal contra a mesma Nigéria da primeira fase. Nesse momento, todo o desenrolar da tragédia começou a acontecer. O Brasil vencia por 3 x 1 e depois de uma falha individual de Rivaldo os nigerianos diminuíram.

Bronze: terceira medalha olímpica do futebol

A seleção brasileira tinha definitivamente apagado e Kanu empatou o jogo levando o jogo para a prorrogação com a “morte súbita”, uma regra inovadora da Fifa que infelizmente não continuou.

Os minutos passaram e o pior aconteceu. O Brasil ainda apavorado e surpreso com a reação nigeriana não conseguiu evitar o “gol de ouro” da Nigéria. Os africanos conseguiram uma incrível virada de 4 x 3 e partiram para o ouro olímpico. Ao Brasil restou vencer a medalha de bronze após uma goleada de 5 x 0 contra Portugal. Mas a maior vergonha foi a falta de esportividade da confederação brasileira de futebol que insistiu em receber as medalhas um dia antes da cerimônia de premiação como todas as outras modalidades fazem. Como se vê o vexame canarinho em Atlanta não acabou após o gol de Kanu.

Sydney – 2000

Fabiano desaba: desastre brasileiro em Sydney

Ares muitos tenebrosos rondavam a seleção brasileira nos jogos olímpicos de Sydney. Após fazer um grande Pré Olímpico no Paraná, o treinador Vanderlei Luxemburgo resolveu manter seus jovens jogadores e não chamar os 3 atletas maiores de 23 anos, o que se revelou depois um imenso erro estratégico.

A situação do elenco olímpico brasileiro piorou quando surgiram denúncias de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro contra o treinador. Duas CPI´s no Congresso Nacional também deixaram o clima pesado entre o atletas. Isso logicamente se refletiu dentro de campo. Nem Alex e nem Ronaldinho Gaúcho conseguiram mostrar todo o seu potencial nas partidas.

Luxa: acusações de evasão fiscal e demissão

A estréia nos jogo foi tranquila com um 3 x 1 contra a Eslováquia, mas nas pelejas seguintes se percebeu algo errado no time brasileiro. Na segunda partida contra a África do Sul, a equipe foi bisonha e perdeu por 3 x 1. Contra o Japão a seleção chegou a ficar ameaçada de desclassificação,mas ganhou por 1 x 0. Apesar da vitória, a pálida apresentação do Brasil deixou claro que o time não estava em seus melhores dias. Tudo poderia mudar nas quartas de final contra a seleção de Camarões, mas o pesadelo só estava começando.

Ronaldinho: nem seu talento salvou o Brasil

Os africanos dominaram inicialmente o jogo e  Mboma  de falta abriu o placar para o leões indomáveis. Depois do susto, o Brasil melhorou seu ritmo e passou a atacar a defesa africana. Mas a bola não entrava. O assédio brasileiro começou a incomodar a defesa camaronesa que começou a bater mais que um lutador de MMA. Ao longo da partida, dois jogadores dos “leões indomáveis” foram expulsos. Já nos descontos e no absoluto desespero, Ronaldinho fez o gol de empate. O time brasileiro tinha tudo para arrasar os africanos com três jogadores a mais nos minutos seguintes, mas a prorrogação com a “morte súbita” reservou surpresas desagradáveis para o torcedor brasileiro.

A seleção de Camarões passou a fazer constantemente a linha do impedimento irritando os jogadores canarinhos. Para piorar, o time de Luxemburgo perdia gols incríveis. Fabiano teve um gol mal anulado pelo árbitro e num descuido da defesa canarinho, Mbami fez o gol de ouro. Mais uma vez o Brasil era despachado das olimpíadas. Pela segunda fez consecutiva por um país africano e pela segunda vez na morte súbita. Pelo fato de ter dois jogadores a mais, esse foi talvez o maior vexame brasileiro em jogos olímpicos. O estrago foi tão grande que Vanderlei Luxemburgo foi demitido logo depois. E o sonho do ouro continuou distante.

Atenas – 2004

Robinho e Diego: brincadeira tem hora

Mais uma seleção promissora que nem mesmo conseguiu se classificar para a Olimpíada. Dirigidos por Ricardo Gomes, o Brasil tinha jogadores como Robinho, Alex, Elano e Diego do Santos, Dudu Cearense, Dagoberto e Nilmar. Kaká poderia reforçar o grupo, mas o Milan não permitiu que a ex-jóia são paulina viajasse até o Chile.

O Brasil até teve um desempenho regular na fase de grupos, mas no quadrangular final sucumbiu no pré-olímpico do Chile ante a Argentina (1 x 0) e o Paraguai (também por 1 x 0) com um gol do atacante De Vaca.

As manchetes da desclassificação brasileira foram até bem originais “DE VACA MANDA O BRASIL PARA O BREJO” era uma delas. Muitos culparam o excesso de “brincadeirinhas” entre os jogadores na concentração como responsável pela derrota brasileira. Diego e Robinho acabaram repreendidos pela comissão técnica e pela alta cúpula da CBF. Depois da eliminação para as Olimpíadas ambos foram criticados duramente pela dupla Parreira/Zagallo.

O futebol dos dois não apareceu na seleção brasileira e o time não viajou para a Grécia. O Brasil viu na TV a Argentina faturar o seu primeiro ouro no futebol.

Pequim 2008

Brasil em Pequim: boa campanha e mais um bronze

Diferentemente de outras edições não houve um torneio pré-olímpico para definir as duas vagas da América do Sul nas Olimpíadas de Pequim em 2008. O campeonato sul americano sub 20, disputado no Paraguai em 2007 já valeu como classificação. O campeão e o vice iriam para a China. O Brasil comandado pelo treinador Nelson Rodrigues foi campeão e garantiu a vaga para os jogos.

Mas em 2008 quem assumiu a responsabilidade da seleção olímpica foi Dunga, treinador da time principal. A exemplo de torneios anteriores o técnico chamou vários atletas promissores em seus clubes, entre eles Alex Silva e Hernanes do São Paulo, Thiago Silva do Fluminense, o lateral Marcelo recém-contratado pelo Real Madrid, além de jogadores como Breno, Thiago Neves e o badalado Alexandre Pato do Milan.

derrota: o Brasil não foi páreo para a Argentina

Infelizmente o presidente da CBF Ricardo Teixeira resolveu dar uma de terapeuta e praticamente obrigou Dunga a convocar o já decadente Ronaldinho Gaúcho. A esperança do presidente da entidade é de que a seleção pudesse recuperá-lo para o futebol, justamente no torneio em que o Brasil nunca venceu. Em queda técnica desde 2006, Gaúcho deixou o Barcelona para ter atuações medíocres no Milan. As baladas, mulheres e desinteresse em jogar um futebol de alto nível fizeram o jogador cair em desgraça junto à opinião pública.

Ronaldinho Gaúcho: “recuperação” fracassada

Dunga engoliu o sapo e chamou Ronaldinho. Antes não o tivesse feito. Apesar do Brasil fazer uma boa campanha na China, as atuações do meia foram apagadas e brochantes. Raras vezes se viu algum lance de genialidade do atleta. Gaúcho virou um abacaxi dentro da seleção. Outros jogadores em que o treinador botavam fé tiveram atuações pífias como Hernanes e Diego. Entretanto, o Brasil ficou em primeiro do seu grupo na fase inicial. Venceu a Bélgica, Nova Zelândia e China. Nas quartas derrotou Camarões e devolveu o pesadelo de Sidney 2000.

Na semifinal, se esperava um duelo equilibrado contra os atuais campões olímpicos, mas o que houve foi um massacre futebolístico do lado portenho. A Argentina não deu chances ao Brasil e fez uma partida brilhante comandados pelos jovens talento Messi, Aguero e Di Maria. O 3 x 0 foi um reflexo da superioridade técnica hermana dentro de campo. O Brasil não teve chance nem de reclamar. Colocou bolas na trave mas isso no futebol é considerado erro. A seleção foi disputar o bronze e goleou a Bélgica garantindo o honroso terceiro lugar, mas o tão desejado ouro, escapou das mãos brasileiras mais uma vez.

NOITE GELADA

19/07/2012

Ontem na noite fria do Morumbi, o São Paulo foi dominado e derrotado pelo time misto do Vasco. Sem Lucas e com a estreia do garoto João Schmit colocado na fogueira, o time do Morumbi continuou com os mesmos defeitos que levaram Leão à demissão.

Sim, é preciso paciência. O torcedor são paulino está mal acostumado depois de grandes conquistas. Quatro anos sem títulos é como quarenta nas contas de um são paulino. Mas a noite de ontem mostrou que não é apenas a diretoria que anda sem rumo. Alguns membros de sua torcida seguem o mesmo caminho ao responsabilizar Luiz Fabiano pelas derrotas ao atribuir a ele a mesmo status de um Pelé. O atacante é um dos melhores do futebol brasileiro na atualidade, mas não atua sozinho. Se as outras dez peças do esquema não funcionam, não há craque que resolva.  Luiz Fabiano é apenas um ótimo centroavante, que na maioria das vezes fica isolado na frente, por ter um meio campo fraco, com jogadores como Cícero e Jadson que são medíocres e não criam nada.

Pipoqueiro? Os números do centroavante provam que não. Mais de cem gols pelo São Paulo. A ponto de bater o recorde do eterno ídolo Leônidas da Silva. Já foi campeão de um Rio-São Paulo com o tricolor e venceu duas Copas UEFAS com o Sevilha, além de já ter sido campeão da Copa América com a seleção brasileira em 2004.

Nessa mesma seleção foi o principal centroavante do time de Dunga. Pato, Adriano, Nilmar… Nenhum atacante tinha acertado com o técnico. Com Luiz Fabiano a coisa mudou de figura. O Brasil acelerou nas eliminatórias e foi campeão da Copa das Confederações com dois gols dele na decisão. Além de fazer golaços na Copa do Mundo com direito a “mãozinha” de Deus

Se isso é ser “pipoqueiro” na visão distorcida de alguns torcedores organizados sustentados pela velhaca diretoria,  o que será Kléber do Grêmio? Ou Wellington Paulista do Cruzeiro?

O torcedor necessita raciocinar mesma nas piores horas. Imagino se aquele grupelho de sacripantas não tivesse xingado o Kaká num treino no Morumbi  em 2003. Talvez ele tivesse ficado para a Libertadores em 2004 e quem sabe ajudado o clube a bater o Once Caldas. Quem sabe o tricolor teria mais um título sul americano na bagagem, mas Kaká foi embora ser campeão da Europa e mundial pelo Milan.

O São Paulo está novamente em formação. Com um treinador novo, garotos de Cotia  e uma nova filosofia de trabalho. Se a torcida quiser reclamar que xingue o Juvenal que contrata jogadores como Leo Lima, Paulo Miranda, Marlos e Fernandinho. Deixem Luiz Fabiano em paz.

Pixação no Morumbi: a torcida são paulina acordou

Ontem vimos a chapa de Juvenal Juvêncio definitivamente esquentar. Nem o frio de treze graus aplacou a fúria das arquibancadas do Morumbi.

Não foi por falta de aviso, deste blog e de outros espaços de torcedores da internet  que a atitude torpe que ele cometeu ao ampliar o seu mandato foi uma medida desastrosa para o clube.

Talvez agora seja a chance do torcedor são paulino acertar o foco. Xingar o verdadeiro responsável pelos fracassos recentes do clube e ter paciência.

Mais uma vez.