A UM PASSO DO CÉU

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Romarinho: o Corinthians empata em Buenos Aires

O Corinthians arrancou um empate contra o Boca Juniors no estádio “La Bombonera” em Buenos Aires e só depende de si mesmo para conquistar a primeira Libertadores de sua história.

Foi uma partida difícil, tensa em que as duas equipes se estudaram e foram taticamente equilibradas durante quase noventa minutos. O Corinthians com a sua disciplina e organização dentro de campo surpreendeu os portenhos. Os argentinos sempre contam com a afobação brasileira em decisões como essa para vencer, mas desta vez esse fator não deu certo. O time paulista estava psicologicamente tranquilo dentro de campo.

No segundo tempo o time xeneize melhorou e levou perigo ao gol do grandalhão Cássio. Num lance chorado o Boca chegou ao primeiro gol com Roncaglia depois de Chicão claramente tocar a mão na bola dentro da área. La Bombonera explodiu em alegria, mas ao contrário dos seus pares brasileiros que anteriormente fizeram vexame dentro do estádio xeneize em finais de Libertadores, o Corinthians não se intimidou e continuou a atuar bem taticamente.

O esforço foi premiado aos 40 minutos do segundo tempo. Incrível como o time do Corinthians tem capacidade de formar ídolos repentinos em momentos decisivos. Foi assim com Basílio, Viola e Tupãzinho no passado. O atacante Romarinho, vindo do Bragantino, ganhou destaque no domingo passado quando fez dois gols na vitória do time reserva do Corinthians no derby paulistano contra o Palmeiras. Pegou o vôo quase na ponta do rabo do avião para Buenos Aires devido a seu desempenho no clássico.

O centroavante ficou na reserva durante quase toda o partida. De repente Tite o chama do banco jogo. Romarinho entra e faltando cinco minutos para o fim do tempo de jogo recebe um passe açucarado e Emerson Sheik e com frieza toca a bola por cima do arqueiro Orion. O Corinthians empata o jogo e cala o fanfarrão Diego Maradona nas tribunas e também a fanática torcida Xeneize. São coisas típicas e particulares que só acontecem com certos times de futebol. A mística corintiana é essa. A peleja termina em 1 x 1 e o Corinthians só depende dele mesmo para acabar com a gozação de seus rivais.

Não será fácil. Em todas as decisões contra times brasileiros, o Boca fez grandes partidas fora de casa. Nessa Libertadores os resultados falam por si. O clube argentino continua a ter boas atuações longe de seus domínios. Empatar dentro de casa, não significa nada a um time experiente e rodado.

Para ganhar do Boca e de outros times argentinos é necessário jogar bem 180 minutos e não apenas “esperar o jogo em casa”.

Portanto é bom o Corinthians abrir o olho.  Mesmo que o Boca tenha um Riquelme e Schiavi envelhecidos e um time que não lembra em nada o bicho papão da década passada.

O time do Parque São Jorge é o favorito a conquistar a Libertadores, mas  deve deixar o oba oba e salto alto de lado porque os argentinos, como se provou ao longo de várias decisões contra times brasileiros são os verdadeiros mestres do desastre.

O Corinthians seguiu a cartilha direitinho em Buenos Aires. Faltam noventa minutos no Pacaembu para o título inédito  tão esperado por sua fanática e apaixonada  torcida.

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