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Emerson abre o placar: Coxa na final pela segunda vez

O ano era 2003. O São Paulo era alvo de gozações e piadas por parte dos torcedores adversários por não conseguir vencer torneio de mata-mata. A defesa e o meio de campo eram um desastre. Luis Fabiano, principal atacante da equipe provocou a fúria da torcida por sua falta de gols em momentos decisivos e foi chamado de “pipoqueiro”. Outro proeminente jogador, vindo das categorias de base do tricolor também virou o alvo dos abnegados são paulinos que duvidaram da sua capacidade de jogar futebol.

Após a conquistas da libertadores, do mundial e do tricampeonato brasileiro, a força dos tiradores de sarro e dos cornetas perdeu o rumo.

Mas passados exatos nove anos, parece que os mesmos problemas existentes em 2003 se repetem. Luis Fabiano voltou e ainda é chamado de “pipoqueiro”, Lucas que veio das categorias de base como o Kaká também tem seu talento questionado pelos torcedores. Se antes o são paulino se desesperava com o “trio parado e duro” Émerson, Jean e Júlio Santos, agora o torcedor assiste horrorizado uma defesa com Paulo Miranda, Rhodolfo Frankstein e Edson Silva. Zagueiros que não conseguem marcar um jogador de 1,65 de altura.

A vitória do Coritiba foi justa. Não há o que discutir já que o tricolor realizou novamente uma péssima partida num jogo de ida dentro do Morumbi com uma vitória magra de 1 x 0. Fora de seus domínios não jogou absolutamente nada e foi elminado.

No ano passado contra o rebaixado Avaí pela Copa do Brasil e o fraco Libertad pela Sul Americana, a história foi absolutamente a mesma. Jogo modorrento, 1 x 0  no Morumbi e paulada fora de casa.

O Coxa Branca fez a parte dele. Com tranquilidade e ajudados pela insipiente marcação paulista no meio de campo, o time verde e branco dominou o jogo na parte tática sem abusar do individualismo. A exemplo da primeira partida no estádio do Morumbi, o Coritba utilizou as laterais para furar a retaguarda tricolor. Em dois cruzamentos para a área dois gols de cabeça que fulminaram a pretensão tricolor de vencer a sua primeira Copa do Brasil.

O esquema de Marcelo Oliveira se sobrepôs as individualidades das estrelas são paulinas. Lucas abusou da fome e Luis Fabiano ficou estático. O meio campo com Cícero e Casemiro é fraco. O time paranaense conseguiu explorar bem as falhas são paulinas e está na final da Copa do Brasil pela segunda vez consecutiva. Com méritos, pois o futebol é um esporte coletivo e não uma constelação de “craques” individualistas. Mais uma vez isso foi provado na noite de ontem.

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