COMO É DURA A VIDA DE GOLEIRO

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Deola e Júlio César, respectivamente goleiros de Palmeiras e Corinthians foram afastados pelos seus técnicos pelas falhas nas partidas das oitavas de final do Campeonato Paulista.

Não é nada mole a vida dessa posição no futebol. Em apenas uma partida um arqueiro pode ser considerado herói ou vilão de uma equipe. Após os jogos em que Corinthians e Palmeiras perderam os discursos ensaiados eram de que “os 11 perdem, não apenas o goleiro”. No entanto, no dia seguinte ambos foram afastados por suas diretorias semi profissionais.

Lamentável. Como se o goleiro tivesse que servir como um Robocop implacável no gol. Falhas acontecem e já ocorreram com os alguns melhores arqueiros do planeta. Em vídeos da Copa de 1962 e 1966 já vimos o lendário Iashin falhar bisonhamente em alguns gols. Marcos, Rogério Ceni, Leão, Dino Zoff, Zetti, Taffarel, Van Der Saar e Peter Shilton também já engoliram os seus franguinhos. A lista é grande e cada um desses goleiros tem pelo menos um episódio grotesco em suas carreiras.

Isso faz parte da profissão. Lógico que um goleiro que erra constantemente não pode permanecer como titular. Mas Júlio César foi campeão brasileiro com o Corinthians e Deola foi considerado por muitos o sucessor natural de Marcos. Em apenas um jogo tudo mudou? Haja insensatez. A torcida e os cartolas mambembes precisam perceber que o guarda redes é um ser humano e que falhas podem ocorrer.

Se um time é composto por 11 jogadores e ambos ganham ou perdem como são proferidos nos discursos dos cartolas, porque somente um atleta é julgado como uma bruxa por uma espécie de “santa inquisição” dos clubes?

Isso é trairagem e a decisão de Corinthians e Palmeiras é totalmente antiprofissional. Se a justificativa foi a de “poupar” os atletas o efeito foi justamente o contrário. O ato de afastá-los só confirmou para as torcidas que a responsabilidade das derrotas foram deles. Como se o centroavante não errasse o gol ou o zagueiro não marcasse bem os atletas adversários.

Num esporte apaixonante e de emoções desequilibradas como o futebol, uma falha pode acabar com a sua carreira, mas defender um pênalti do maior rival também pode te transformar no maior herói da história do clube.

Posição complicada não?

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