Archive for abril \26\UTC 2012

É FUTEBOL! NADA MAIS!

26/04/2012

Messi lamenta: o Barcelona está fora da final da Champions League

Bastou o Barcelona ser desclassificado na Liga dos Campeões da Europa, após um empate com o Chelsea que vimos milhares de mensagens na rede social ironizando o futebol jogado pelo time catalão e a consequente “babação de ovo” pela equipe do técnico Guardiola.

Algumas frases risíveis:

-Ué, mas não era o “todo poderoso” Barcelona?

– Messi “pipoqueiro”.

Voltou a cena a velha discussão futebol arte x futebol força. Debate que vira e mexe toma conta do futebol quando um time talentoso perde um campeonato.

Não dá para discutir o mérito do Barcelona. A tal “babação de ovo” não veio do nada. O clube catalão conquistou 13 títulos nas últimas duas temporadas sem contar que nos últimos três anos venceu o título mundial duas vezes. Num mundo globalizado com internet, TV a cabo e outras tecnologias a divulgação é enorme. A abrangência de um torneio lucrativo e organizado como a Champions League é monstruosa.

Futebol é um esporte complicado e apaixonante. De todas as modalidades é um dos mais frequentes em que “ a zebra” pode ganhar.

Vamos analisar friamente as duas partidas da semifinal da Champions. O time inglês dirigido pelo e ex-jogador do clube Roberto Di Matteo se fechou na retranca esperando um contra ataque mortífero para marcar o gol. Deu certo. O Barcelona apesar de ficar com setenta por cento da posse de bola, arrematar a trave adversária e obrigar o goleiro Cech a fazer boas defesas, não conseguiu evitar a derrota.

No jogo da volta em Camp Nou, o Barça fez dois a zero no primeiro tempo. Parecia que iria deslanchar como sempre , mas um gol de Ramirez diminuiu a vantagem do time de Guardiola. Logo no início do segundo tempo, o clube catalão teve um pênalti ao seu favor e Messi errou !!!

O Chelsea se fecha de vez e usa o regulamento a seu favor. Pelo ridículo e absurdo critério do “gol fora” o Barcelona se desespera e no final de jogo Fernando Torres num contra ataque mata o sonho do Barcelona de conquistar o bicampeonato do torneio.

Portanto o time menos técnico venceu. Acontece. O Chelsea conhecedor de sua inferioridade técnica teve uma proposta coletiva muito efetiva na defesa e se classificou com méritos. Teve a sorte e outros fatores positivos a seu favor.

Futebol é assim. Permite que uma espécie de “Once Caldas” da Inglaterra vá a final de um dos torneios mais importantes da Europa. Mas se a própria Grécia foi campeã de seleções em 2004, o que dizer?

Futebol é um jogo de propostas e esquemas. Junto dele carrega vários fatores como a sorte. Às vezes a bola bate na trave, a regra do torneio dá um “gol” a mais ao adversário por jogar fora, o árbitro erra um lance primordial ou o seu melhor jogador erra um pênalti. Não dá para ganhar todo dia e não existe time imbatível.

Na outra semifinal, um pouco mais equilibrada o Bayer de Munique passou pelo Real Madrid. O time espanhol que conta com atletas como Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema, Di Maria, Higuain e Özil não conseguiu se classificar contra o escrete alemão que apesar de ter jogadores como o holandês Robben, conta com o desajeitado Mário Gomez no ataque.

Cristiano Ronaldo e Kaká, eleitos melhores do mundo pela Fifa, erraram seus pênaltis. Olha o fator psicológico da sorte aí de novo.

O Resultado é que  Real Madrid  e Barcelona não farão mais e a final dos sonhos e Chelsea e Bayer de Munique irão a decisão na Alianz Arena. Os dois times considerados “mais fracos” passaram.

O que dizer de tudo isso?

É futebol meu amigo. Nada mais.

ACABOU A MOLEZA!

14/04/2012

Vagner Love lamenta a desclassificação: fracasso

Ultimamente os meios de comunicação e seus comentaristas de auditório afirmam que a Taça Libertadores da América é uma baba, que os adversários são fracos e os times brasileiros “passeiam na competição”.

De fato, se compararmos os resultados nos anos setenta e oitenta para cá, a situação dos clubes brasucas melhorou bastante, mas dizer que o torneio é a “baba do bode” e que é pior do que o campeonato paulista é brincadeira de mau gosto.

Alguns periodistas brasileiros distribuem arrogância e falta de conhecimento com essas afirmações.

“Ah, mas o Brasil foi o país que mais venceu a competição nos últimos anos”, Verdade, mas isso não significa que os outros clubes de outros países não possam evoluir. Desde o ano passado os tais “times intermediários” da Libertadores tem dado um pouco de trabalho para o país pentacampeão do mundo.

Dos seis times classificados para a Libertadores no ano passado, somente o Santos conseguiu chegar à final. O Corinthians caiu ante o “todo poderoso” Tolima ainda na pré. O “copeiro” Grêmio não resistiu a Universidad Católica e o Internacional foi derrotado em pleno Beira-Rio diante do “decadente” Penarol.

Nessa Libertadores, o Fluminense derrotou o Boca dentro do temido estádio La Bombonera. Foi o que bastou para que o time argentino fosse considerado fraco e sem a mesma pegada dos anos 2000. Mas na partida de volta no Engenhão…pimba! Os xeneizes meteram dois a zero e provaram que estão mais vivos que nunca. O castelo de encantos do “invencível e invicto” Fluminense desmoronou.

Anteontem, vimos o Flamengo, clube de maior torcida do Brasil ser desclassificado ainda na primeira fase. O Mengo com estrelas do porte de David, Vagner Love e Ronaldino Gaúcho. Atletas milionários que recebem pagamentos comparáveis aos elencos do Emelec, Lanús e Olímpia. O futebol apresentado pelo time rubro-negro, no entanto foi de salário mínimo. O futebol e a determinação que o Flamengo deveria ter desde a primeira partida chegou tarde demais.

A soberba pode ter sido um fator importante. “Vamos demitir o Luxa, que está criando caso com Ronaldinho Gaúcho. Contratem o “paizão” Joel porque na primeira fase vai ser uma moleza”. Não foi. Faltou planejamento e visão técnica para observar como os outros clubes do grupo da Libertadores jogavam. Afinal de contas, não estavam confrontando o Bonsucesso.

O Olímpia já venceu três vezes a Libertadores. Por si só não é uma moleza pois é um time de tradição no torneio. Internacionalmente tem mais títulos que o próprio Flamengo. O Lanús é um clube em crescimento na Argentina. Na última década faturou um campeonato nacional e sempre tem dado trabalho aos grandes portenhos, além de participar mais ativamente de competições internacionais. O Emelec como se viu é um clube ousado, que não tem medo de atacar e foi premiado nos dois últimos jogos por sua determinação.

Vamos tirar toda a confusão e o mau gerenciamento do time flamenguista nos últimos meses, a falta de cabeça fria para administrar as vaidades pessoais, as baladas e o comprometimento risível de algumas estrelas. Não existiu a preocupação de ver que do outro lado do campo também existia um time.

O resultado é que o Flamengo agora vai assistir a Libertadores na TV. Vai observar seus maiores rivais continuarem na competição e o pior: vai ter que pagar mais de milhão de reais por mês para o Ronaldinho Gaúcho jogar o “imprescindível” campeonato carioca.

100 ANOS DE OUSADIA

14/04/2012

Santos: 100 anos com o DNA do futebol brasileiro

Há exatos 100 anos na cidade portuária de Santos nasceu um dos maiores times do futebol mundial.

Muitos torcedores de outros clubes não devem entender o porquê de tanta reverência para o alvinegro praiano nessa data festiva.

Mas para qualquer admirador do futebol do planeta é impossível falar do Brasil sem falar do Santos.

O peixe de Araken, Pagão, Pepe, Pelé, Coutinho, Edu, Pita, João Paulo, Geovani, Robinho e Neymar foi o primeiro time brasileiro a alcançar a estratosfera internacional e conquistar títulos nunca antes sonhados por qualquer outra esquadra brasileira.

O Santos dos anos sessenta foi algo irreal, esplendoroso, atmosférico e inebriante. Nunca mais o futebol brasileiro terá outro time igual. O impacto de seus feitos foram tão grandiosos que somente dezoito anos depois um clube brasileiro repetiria a façanha da turma de Pelé e companhia.

Mais que um time, o Santos representa uma escola com a cara do futebol brasileiro. Moleque, atrevido, audacioso e vencedor. Mesmo hoje, com a idade de 100 anos, o time da Vila Belmiro está mais jovem que nunca e mantém a tradição e o futebol que seus atletas históricos tanto defenderam ao longo de um século.

Corinthians, São Paulo e Palmeiras já venceram campeonatos com uma filosofia mais pragmática e cautelosa. O Santos não. Em todos os títulos que conquistou sempre se destacaram a ofensividade e a ousadia, características impregnadas no DNA do futebol brasileiro.

Parabéns Peixe! Que venham mais 100 anos. Com o mesmo futebol arte e irreverente que encantou todos os brasileiros.

QUE PASA HOMBRE?

08/04/2012

Muricy Ramalho:evolução

O leitor do blog do Abdul sabe que desde 2006 eu tenho sérias restrições aos métodos de trabalho de Muricy Ramalho. Sempre o considerei um grande retranqueiro. Não que isso seja um defeito. É um estilo de jogo que pode dar certo ou não. No São Paulo e no Fluminense esse esquema acarretou vários títulos e uma convocação para a seleção brasileira.

Muricy é um vitorioso. Não se tem a menor dúvida disso. A minha opinião é apenas pessoal. pois vi a seleção de 1982 jogar e acompanhei de perto o São Paulo de Telê Santana no início dos anos noventa. Confesso, sou um amante inveterado e incorrigível do futebol arte.

O atual técnico do Santos é um realista. Joga com as fichas que tem. As vezes tem melhores cartas para usar mas desiste em prol de um esquema seguro e confortável. Ano passado foi extremamente fundamental para o titulo da Libertadores do Santos. Antes com Marcelo Martelotti, a defesa santista era uma peneira e quase caiu fora na primeira fase do torneio. Com a vinda de Muricy, o meio campo e a defesa se fecharam de tal forma que Neymar e Ganso tiveram toda a liberdade para fazer o estrago que quisessem na frente e conquistarem o tão sonhado tri sul americano.

Mas veio a final do Mundial. O Santos tomou um dos maiores vareios em finais da competição e as câmeras de TV flagraram um Muricy estático e petrificado pelo atropelamento dado pelos rapazes de Guardiola. Mais que uma goleada, vimos um choque cultural. Um encontro inusitado de um time “padrão europeu” brasileiro com uma equipe espanhola “sul americana”.

Muricy sentiu o baque. E surpreendentemente nesta temporada mudou os seus conceitos sobre futebol desde que iniciou a sua carreira. O “turrão” treinador santista está fazendo o seu time priorizar o toque de bola, valorizar a posse e ousar no ataque. Muricy mudou e o Santos mudou com ele. O peixe faz jogos de encher os olhos da sua torcida e aplica vitórias consistentes bem longes do estilo “bumba meu boi” que o treinador tanto usou nos times que treinou. Bolas paradas deixaram de ser a fonte principal de jogadas para ser mais uma alternativa. O Santos procura o gol com tabelas e jogadas laterais.

Pela Libertadores contra o Internacional vimos um sintoma claro da mudança de filosofia de Muricy Ramalho na última quarta-feira. O Santos perdia por 1 x 0 e o treinador trocou o lateral Fucile pelo atacante Alan Kardec. Algo inusitado e totalmente contrário ao que Muricy realizava nos velhos tempos. Pouco minutos depois o Santos empatava com um gol de Kardec. Não fossem as grandes defesas do arqueiro Muriel do Inter, o peixe poderia ter saído de Porto Alegre com mais uma vitória. Nem o Luxemburgo dos bons tempos faria melhor. Muricy deu um show e engoliu o esquema de Dorival Junior com ousadia.

A pergunta que muitos devem fazer ao técnico santista “o que está acontecendo”?

E a resposta é simples. Muricy é um ser humano e como todos os seres vivos dessa terra é um absurdo termos conceitos definidos sobre todas as coisas. Mudar não é somente admitir que errou, mas é um grande passo para melhorar o que ainda não se sabe. Mudar é simplesmente evoluir e Muricy deu uma tremenda lição a todos os treinadores brasileiros. Vencedor como é ele poderia continuar facilmente com seus esquemas fechados e jogadas de bola parada, mas preferiu andar para a frente.

Ao incorporar conceitos do Barça inclusive sugerindo o fim da concentração Muricy Ramalho demonstra humildade e a grande capacidade que ainda tem como treinador.

Parabéns Muricy.

NOTA DEZ!

08/04/2012

Casemiro comemora: dez vitórias seguidas do tricolor

O São Paulo consolidou a sua liderança no campeonato paulista ao vencer o Mogi Mirim pro 2 x 0 na Arena Barueri. Desde a derrota para o Corinthians, o tricolor paulista acumula a marca de dez vitórias seguidas e está na liderança do campeonato paulista. Mas apesar de todos os resultados favoráveis ainda é muito cedo para definir se o tricolor irá conseguir algum título.

Ano passado com atletas como Marlos e Carlinhos Paraíba, o São Paulo também ficou em primeiro lugar no estadual, mas foi eliminado pelo Santos. A primeira fase do campeonato paulista não diz muita coisa. Uma má jornada no “mata” das oitavas e todo um trabalho pode ser perdido contra uma Ponte Preta ou Bragantino.

Mas apesar dos prognósticos e estatísticas dá para perceber uma grande diferença no time do ano passado para cá. A equipe está mais coesa, unida e demonstra uma fibra que ficou perdida nos últimos três anos no Morumbi.

Lucas, que começou a ter seu trabalho questionado por parte da torcida e da imprensa acordou para o futebol e mantém uma boa regularidade. A defesa com Rhodolfo “Frankstein” e Paulo Miranda podem não ser um primor de excelência técnica, mas demonstra evolução. O meio campo com Denílson e Cícero equilibraram o setor e Luís Fabiano vem fazendo gols apesar de algumas ausências por contusões. Bruno Cortês não sentiu o peso da camisa são paulina e tem tido grandes atuações. O lateral de longe é o atleta com maior regularidade nas partidas.

Soma-se isso ao fato do goleiro Denis estar substituindo o capitão Rogério Ceni a altura e o clube ter na reserva atletas como Casemiro, William José, e o implacável Rodrigo Caio. Longe de serem craques, mas que ajudam a compor muito bem os setores ausentes. Jadson aos poucos vai se readaptando a sua condição física limitada no fraco futebol ucraniano.

Outro fator importante é o técnico Emerson Leão. Houve uma grande mudança de comportamento do técnico nos últimos anos. O treinador está mais calmo, menos ácido e rancoroso. Aos poucos Leão colocou a esquadra nos eixos. O tricolor livrou-se do estilo “Muricy bumba meu boi com três zagueiros” e passou a fazer tabelas e apostar nas jogadas individuais. Até mesmo o contestado Fernandinho (vulgo Boi Bravo) está fazendo gols.

O São Paulo encontrou o seu caminho. Se ele vai trazer títulos ou não saberemos mais tarde. Mas o importante é que o clube demonstra um espírito muito diferente das duas últimas temporadas e reage frente as adversidades como vimos no clássico contra o Santos e na virada contra o Ituano.

Se o clube do Morumbi não conseguir um título não se poderá questionar do atual trabalho da diretoria. O tricolor viveu de resultado nas duas últimas temporadas e se deu mal. Demitiu técnicos precipitadamente e apostou alto em atletas medíocres, carreiristas e desinteressados. Lição aprendida. A direção hoje é totalmente oposta e uma grande edificação está sendo realizada.

Não se pode destruir isso por causa de um mau resultado como foi feito no passado. O importante é que hoje, o São Paulo voltou a ser São Paulo.

MIKE WALLACE (1918-2012)

08/04/2012

O jornalista estadunidense Mike Wallace da CBS News faleceu ontem aos 93 anos.

Um dos profissionais mais aclamados do mundo, Wallace era dono de um estilo direto, mortífero, questionador e ousado. Seus trabalhos no programa “60 minutos” são uma aula de como um jornalista deve fazer uma entrevista. Sem babação de ovo, com perguntas simples e diretas,  Wallace inaugurou um estilo e fez história na televisão norte-americana.

Presidentes, ditadores do Oriente Médio, celebridades, religiosos, ninguém escapava das palavras e das grandes argumentações do periodista.   21 Prêmios Emmy, cinco prêmios “DuPont-Columbia Journalism” e cinco prêmios “Peabody”. Walace sempre foi uma das minhas referências como jornalista. E pouco importa o nacionalismo esquerdista babaca que impera nos profissionais brasucas. O fato dele ser dos “States” não me diz absolutamente nada.  Wallace foi um profissional espetacular e que infelizmente não estará entre nós para fazer o que poucos jornalistas conseguem hoje: questionar.

Descanse em paz Mike.

SEGURANÇA NACIONAL

03/04/2012

A violência dos marginais organizados que se autodenominam torcedores é um grande fator de preocupação no país que vai sediar a próxima Copa do Mundo. A segurança deveria ser um dos primeiro assuntos a preocupar os Congressistas, mas os políticos e a mídia priorizaram a liberação ou não de bebidas alcoólicas durante o mundial.

Segundo o diário Lance, o Brasil é o país com mais mortes ligadas ao futebol, mais de 150 desde 1988. As notícias sobre o assassinado de dois torcedores palmeirenses correram o mundo e serão o tema de uma reportagem da televisão inglesa BBC. A selvageria dos bandidos travestidos de torcedores atravessou o continente. Uma vergonha para o governo brasileiro.

Mas o pior de tudo isso é ver e escutar bobagens da boca de cartolas e promotores políticos, o que mostra o imenso despreparo desse pessoal em relação a um assunto tão complexo. Patricia Amorim e Maurício Assumpção, respectivamente presidentes de Flamengo e Botafogo  criticaram os dirigentes da Federação Paulista de Futebol. Amorim chegou a afirmar que o ato extremo que ocorreu em São Paulo nunca aconteceu no Rio.

Foi uma fala oportunista. Patrícia é uma brincalhona. Talvez ela tenha vivido isolada do mundo nos últimos anos e não saiba o que aconteceu na sua cidade. Como podemos ver nas imagens abaixo, briga entre torcedores não é um privilégio dos asfaltos paulistas. Já ocorreram emboscadas entre torcedores até no Centro do Rio de Janeiro. O problema da violência é nacional.

 

 

 

Em Minas Gerais, sete bandidos da Galoucura irão a júri popular pelo homicídio de um torcedor cruzeirense. Nesse final de semana testemunhamos a invasão  de torcedores de Grêmio e Pelotas no estádio Boca do Lobo pela campeonato gaúcho. Alguns marginais  foram presos, mas dificilmente eles irão permanecer na cadeia. No máximo assinam um termo circustanciado e saem pela porta da frente da delegacia.  Em Curitiba as brigas contantes entre torcedores do Atlético e Coritiba são uma constante preocupação para a polícia paranaense. Quem não se lembra da quebradeira insana no Couto Pereira causada por facínoras da Império Alviverde após o rebaixamento do Coxa no brasileiro de 2009?

Até mesmo no Nordeste, uma região onde as torcidas eram mais tolerantes já ocorrem conflitos. Em Pernambuco e Salvador a violência é crescente.

A frase de Patrícia Amorim revela o quanto os cartolas do futebol brasileiro estão alienados na questão da segurança nos estádios. Deveriam se preocupar pois é ela que afasta o público consumidor dos campos e dá prejuízo aos clubes. Mas não, ela prefere alfinetar os dirigentes paulistas para fazer política barata.

Ontem no CQC o promotor e agora deputado estadual Fernando Capez foi entrevistado para dar a sua opinião sobre os conflitos de domingo retrasado. A solução que ele deu no caso foi uma verdadeira piada. Numerar os assentos nos estádios foi uma delas. A briga ocorreu a vários quilômetros do Pacaembu. Melhor seria colocar cadeiras na Avenida Inajar de Souza onde ocorreu o quebra pau. A numeração é uma resolução apenas paliativa. O que vai acabar com a violência é prender marginais. O resto é papo furado. Mas existem promotores que tem a pretensão de virarem políticos e por causa disso aliviam com os pseudo torcedores que também são eleitores. Não dá pra prender senão não tem voto.

Se por acaso as seleções de Israel, Estados Unidos e Inglaterra se classificarem para a Copa do Mundo é melhor trazerem com eles um grande aparato de segurança. Não dá para confiar na policia brasileira e na justiça que trata um assassino como moleque travesso. Se até uma facção criminosa parou São Paulo, imagine a festa de fogos que a Al Qaeda, os hooligans e os barrar bravas vão promover por aqui. Com a grande “preocupação” de nossos congressistas com a segurança, a Copa do Mundo será uma festa. Dos marginais é claro.