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RETROSPECTIVA 2011 – OS MELHORES DO ANO ( E OS PIORES TAMBÉM)

30/12/2011

Bem pessoal, a ano de 2011 se foi. Para muitos foi um ano bom. Para outros foi uma verdadeira desgraça. Enfim, como no ano passado vamos classificar os melhores e os piores do ano que se finda no mundo do futebol. O Barcelona ( ahhh que surpresa!) aparece em diversas categorias. Deixo bem claro que essa é a opinião do dono do blog.  Portanto é uma constatação pessoal das diversas que temos por aí.

Time do Ano – Barcelona

Uma verdadeira cascata não? O clube da Catalunha sobrou este ano. Sem dúvida nenhuma um dos maiores times da história do futebol. O primeiro grande esquadrão deste novo século, comparável a vários outras grandes esquadras do passado. O time de Messi, Xavi, Iniesta, Puyol e companhia humilharam o badalado Manchester United na final da Champions League em pleno estádio de Wembley. Não satisfeito o Barcelona passeou no Mundial de Clubes com uma goleada antológica de 4 x 0 sobre o Santos de Neymar e Ganso. Jamais um time brasuca sofreu tamanha sacolada em finais de mundiais. Com seu toque de bola preciso e o talento de seus jogadores, o time azul e grená deixou a sua marca na história do esporte.

Melhor Jogador – Messi

Outra barbada. Messi não teve adversários este ano. Mesmo com uma péssima campanha da Argentina na Copa América o futebolista argentino encantou a todos no Barcelona. Seus títulos, arrancadas e gols falam por si. O atleta com 24 anos fez tudo que Maradona não conseguiu nessa idade. Falta uma Copa do Mundo, mas “ la pulga” já entrou na galeria de grandes craques do futebol mundial.

Melhor Técnico – Josep (Pepe) Guardiola

Vindo das categorias de base do Barcelona, o ex- lateral do clube aprimorou com perfeição a prática do “futebol total” instituído por Rinuls Michaels quando o mesmo treinou o Barça em 1974. Treinado por Cruyff, Guardiola se tornou técnico e o conceito de toques de bola, posse e o desprendimento da posição fixa virou filosofia no time catalão. Cria desse esquema, “Pepe” tornou o clube um exemplo de técnica e de um futebol singular. Neste ano retomou para o Barça, o posto de melhor time do mundo tirado por Mourinho com a Internazionale no ano passado. Desta vez o treinador português não teve vez. Perdeu quase todas para Guardiola que se estabeleceu como um dos treinadores mais visionários de nosso tempo.

Melhor Goleiro – Casillas

O goleiro do Real Madrid manteve a excelente média de regularidade. Seguro, o arqueiro campeão do mundo continua imbatível como um dos melhores da posição. Suas atuações são sinônimo de segurança no gol merengue. Este ano não foi diferente. Com ele a Espanha se classificou com facilidade para a Euro 2012 e levou o Real Madrid, ao título da Copa do Rei. Por enquanto a única alegria em cima do poderoso arqui rival Barcelona.

Melhor Seleção – Uruguai

Sim, a Espanha manteve a média e se classificou com sobras nas eliminatórias da Euro, mas com adversários fracos como Lituânia e Escócia. Sem disputar um torneio mais forte não dá para deixar a “Fúria”com o mesmo posto que conquistou merecidamente no ano passado. Este foi o ano do Uruguai. Depois do quarto lugar na Copa do Mundo da África do Sul, muitos tinham dúvidas de que a celeste olímpica manteria o bom futebol. Mas a campanha do time na Copa América desse ano deixou claro que a boa colocação no mundial não foi um mero golpe de sorte. O Uruguai ressurgiu das cinzas. Derrotou a Argentina dentro de seus domínios e deu uma aula de futebol no Paraguai na final da competição.

Com Forlán, Lugano, e o atacante Luisito Suarez, a celeste também faz uma boa campanha nas eliminatórias para a Copa de 2014. O sentimento charruá está de volta, para o bem do futebol.

Time Brasileiro do Ano – Santos

Vamos ser sinceros, o peixe este ano passou longe de ser aquele time que encantou o Brasil no primeiro semestre de 2010. Mas o clube venceu a Libertadores e conquistou o bicampeonato paulista. Mesmo com a cacetada que tomou do Barcelona é a melhor equipe brasileira do ano. Afinal de contas as outras agremiações não tiveram a mesma competência de chegar à final da competição. O Santos fez um bom primeiro semestre mas caiu vertiginosamente seis meses depois. Mesmo assim está no topo da lista.

Melhor Jogador Brasileiro – Neymar

Um jogador acima da média. Muitos ainda duvidam da capacidade do atleta santista, mas quem viu o que Neymar fez este ano sabe que ele é um dos maiores jogadores do mundo atualmente. Sem Ganso, o peixe dependeu quase que exclusivamente dele para vencer o campeonato paulista e principalmente a Taça Libertadores. Com golaços singulares, Neymar carimbou a alcunha de craque e levou o time do Santos nas costas. Por causa dele, Zé Love e Borges viraram “craques” e tiveram a vida facilitada.

Na seleção brasileira fez bonito no campeonato sul americano sub 20. Não foi bem na seleção de Mano Meneses, mas foi o artilheiro do Brasil em 2011. E vamos falar uma verdade, quem foi bem na seleção brasileira este ano?

Melhor Técnico Brasileiro – Ricardo Gomes

Uma grande virada. É essa a visão que temos do treinador Ricardo Gomes. No ano passado ele foi escolhido pelo blog como o pior treinador de 2010. Por que hoje é o melhor? Ele é o maior responsável pelo ressurgimento do Vasco da Gama no cenário nacional. No início do campeonato carioca, o clube cruz maltino colecionava vexames até para os times pequenos do Rio. A entrada do elegante e eloquente técnico deu uma virada de 180 graus da vida do time da colina. O Vasco passou a vencer e a principalmente a jogar futebol. Se recuperou tarde no campeonato carioca mas venceu a Copa do Brasil. Diego Souza voltou a jogar bola. O veterano Juninho se encaixou no grupo e o zagueiro Dedé virou o principal atleta da posição no Brasil. Mas o destino reservou uma desagradável surpresa. No meio de um clássico contra o Flamengo, Ricardo Gomes teve um grave acidente vascular cerebral. Por muito pouco o treinador vascaíno se salvou. E o time se recuperou com ele. Fez uma grande campanha no campeonato brasileiro e foi até a semifinal da Copa Sul Americana com o auxiliar Cristovão Borges. Mas o time jogou por Ricardo Gomes com dedicação e agradecimento.

Pior Técnico Brasileiro – Adílson Batista

O que dizer de um treinador que foi demitido por uma padoca? Brincadeiras a parte o ano de Adilson Batista foi trágico. Neste ano treinou o Santos e não conseguiu dar o padrão que o clube dizia querer. No Atlético Paranaense fez uma má campanha do começo ao fim de sua gestão e no São Paulo o fracasso se repetiu. Conseguiu ser demitido no vestiário. Algo que não ocorria no tricolor paulista desde o século passado. Precisa dar uma descansada e se reciclar. Adílson provou no Cruzeiro que tem potencial, mas este ano ele literalmente “queimou o seu filme”.

Mico do Ano –

Esse ano é meio complicado estabelecer apenas um mico. Tivemos vários, mas vamos enumerá-los por ordem.

4 – O Baile do Barcelona – O Barcelona atual é um dos times mais fortes da história do futebol, mas o Santos precisava facilitar tanto? Nenhum time brasileiro havia sofrido uma goleada tão humilhante em finais de mundiais. O Cruzeiro que fez feio em 1997, mas perdeu de 2 x 0. Para um time que teve um dos maiores esquadrões do futebol brasileiro perder dessa maneira não é nada legal. Principalmente se os jogadores passam a ser um mero espectador no melhor lugar do estádio: dentro de campo.

3-Tolimada – Até este ano, nenhum time brasileiro havia perdido a Pré-Libertadores. O badalado Corinthians conseguiu. O time do Parque São Jorge foi desclassificado pelo Tolima, um time medíocre da Colômbia. No Pacaembu empatou em 0 x 0 e perdeu por 2 x 0 na cidade de Ibagué. Depois desse jogo Ronaldo percebeu que não poderia mais esconder seus problemas de peso e se aposentou.

2 – Seleção Brasileira – Não há nada mais repugnante hoje do que assistir a seleção brasileira jogar. Não é pelos jogadores em si, mas sim pela terrível estrutura pela qual o time de Mano Meneses é vítima. O Brasil hoje é um circo itinerante. Uma camisa vencedora do passado que leva seu futebol aos lugares mais exóticos do mundo como o Gabão. Os empresários fazem a festa com a valorização de seus medíocres jogadores atuando com a camisa amarelinha. Um sacrilégio, um crime de lesa pátria. Ricardo Teixeira e seus interesses comerciais levaram a seleção brasileira a ser desrespeitada, caçoada e vilipendiada. O encanto se quebrou. Grande parte de torcedores acham que o Brasil é um amontado de jogadores com uma camisa amarela.

A ridícula campanha na Copa América e as derrotas para seleções mais fortes como a Alemanha ligaram o sinal amarelo para a Copa de 2014. Mano Meneses, que caiu de paraquedas na seleção e é outro representante da famigerada “escola gaúcha” não acrescenta nada de inovador ao time. A seleção brasileira fez um ano medonho, escabroso e preocupante.

1 – Escândalos da Cartolagem – Se alguém tinha alguma dúvida dos porões podres da Fifa e da CBF estes fatos foram confirmados este ano. No Brasil, Ricardo Teixeira usou e abusou do seu poder. Deu e tirou títulos brasileiros. Articulou com Andrés Sanchez a derrubada do Clube dos 13 em favor da Globo, mas não escapou do escrutínio público e das investigações dos verdadeiros jornalistas. BBC e Record desnudaram a sua vida e uma entrevista escrota na revista Piauí piorou a sua imagem junto à opinião pública. Protestos moderados contra ele aconteceram nas ruas e nos estádios brasileiros e o pacote do ano fechou com a justiça suíça solicitar a abertura dos arquivos que podem comprometê-lo.

Na Fifa não foi diferente. Depois da escandalosa escolha da Rússia e do Catar como sedes da Copa do Mundo em 2018 e 2022 todo um esquema de compra de votos foi revelado. Membros da entidade como Jack Wagner e Bin Hamman foram pegos na boca na botija e foram silenciados por Blatter, que tenta a todo custo manter a imagem de bom mocismo da Fifa. Não adiantou. O patético dirigente suíço agora tenta se salvar mas todos sabem que a maior entidade de futebol do mundo precisa se higienizar. A começar pela saída de Blatter e seus asseclas corruptos do poder.

Prêmio Jason Voorhees – Nacional – Bolívar

Com uma entrada criminosa do atleta Dodô do Bahia, o zagueiro do Internacional de Porto Alegre conseguiu ser o primeiro jogador a ser suspenso do STJD até o atleta baiano se recuperar. É preciso falar mais alguma coisa?

Prêmio Jason Voorhees  Internacional – Esteban Alvarado

Este ano o prêmio ia passar em branco, até que o goleiro do AZ Esteban Alvarado deu essa voadora a la Bruce Lee no peito de um torcedor do Ajax. O cretino é claro não deveria sair da arquibancada, mas a reação do arqueiro foi tão violenta que o árbitro da partida não teve dúvidas. Expulsou o “meliante”. Ano salvo e prêmio Jason Voorhees para ele.

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STAND UP COMEDY COM JUVENAL JUVÊNCIO

21/12/2011

O presidente do São Paulo discursou ontem na apresentação do projeto de modernização do Morumbi.  O dirigente são paulino falou sobre o estádio e traçou um panorâma geral dos atletas do clube e de futuras contratações. Mas o fala de Juvenal bem que poderia sair de  um de stand up comedy dada as tiradas do dirigente. Todos sabem das minhas restrições ao seu terceiro mandato, mas temos que reconhecer. A oratória de Juvêncio é cativante.

Impossível não rir!

Fonte : Blog do Marcello Lima

O NOVO MORUMBI

20/12/2011

Finalmente o São Paulo FC apresentou o projeto final para as reformas do estádio do Morumbi.  Como foi anunciado aqui no blog há alguns meses somente escreveriamos sobre este fato depois do contrato assinado.  Pois bem. Agora não há mais nenhum impedimento. Está aí o belo projeto do tricolor junto a Andrade Gutierrez e o melhor: sem dinheiro público, sem safadeza e sem pilantragem.  Parabéns a todo corpo da diretoria tricolor. A cada dia ficamos mais felizes e gratos por ostentarmos em nossa   alma o orgulho de sermos são paulinos.

A METAMORFOSE

18/12/2011

Muricy atônito com o massacre: pragmatismo "fail"

Passadas algumas horas da humilhante goleada do Barcelona sobre o Santos na final do Mundial Interclubes da Fifa muitas questões foram levantadas.

Entre elas o próprio desenvolvimento do futebol brasileiro nos últimos anos. Essa é uma questão que merece uma análise profunda e que não pode ser feita sob o aspecto do oito ou oitenta. O Brasil não passou a ser um terceiro mundo do futebol por causa da derrota santista. O maior país da América do Sul continua a ser uma referência quando se fala do esporte no globo.

Os números falam por si. Desde a década de noventa o Brasil tem feito campões mundiais interclubes, da libertadores e a seleção brasileira tem vencido torneios internacionais como a Copa América e a Copa das Confederações. Se não vencem, pelo menos chegam a final deste torneios.

Contudo é inegável que existe uma falta de renovação técnica nos treinadores brasileiros. Mais que isso. Há  ausência da compreensão de muitos deles em conhecer as verdadeiras raízes do futebol brasileiro. Desde a vitória do Brasil na Copa de 1994, a grande maioria dos técnicos nacionais seguiu o estilo “pragmático”. Depois da derrota da seleção brasileira em 1982 criou-se o falso mito de que “jogar bonito é sinônimo de derrota”. Nada pode soar tão falso e mentiroso, pois aquela seleção, além de atuar contra outro grande time, jogou de igual para igual até o apito final no estádio Sarriá.

Desde lá uma geração inteira de craques como Zico, Sócrates, Júnior, Cerezo, Falcão e Éder ficou marcada como derrotada porque não venceu um mundial. Inacreditável pois todos esses atletas foram campeões em seus clubes.

Conseguir uma Copa do Mundo é importante sem dúvida, mas mais fundamental ainda é  o modo de como você a vence. Quando Sócrates faleceu há algumas semanas o mundo do futebol se comoveu, principalmente pela sua maravilhosa atuação na Copa da Espanha. Um time que é lembrado até hoje e que causa mais nostalgia que a seleção campeã do mundo em 1994.

Mas os catastrofistas e pragmáticos de plantão começaram a vencer a batalha depois que Dunga levantou a Taça Fifa aos urros no estádio Rose Bowl. A partir desta data os treinadores passaram a encher as suas esquadras de brucutus. Os meio campistas criativos foram perdendo espaço e cada vez mais os chamados “volantes de contenção” ganharam a alcunha de craques. Pelo menos na visão dos práticos e dos simplistas. Felipe Melo na Copa de 2010 que o diga.

Dunga levanta a Copa em 1994: a exceção vira a regra

O resultado de tudo isso é que hoje vemos um futebol brasileiro bem diferente das suas origens. Não que ele tenha sido totalmente esquecido. Isso é uma falácia. O próprio Santos no ano passado contrariou essa tese. Mas o que era antes regra no futebol brasileiro virou uma exceção. Jogar com toque de bola e avançar hoje é uma raridade dentro dos estádios verde-amarelos. O medo e a covardia prevalecem.

A ascensão e o sucesso de treinadores como Muricy Ramalho, Felipão, Mano Menezes, Celso Roth e Tite é a prova de que o resultado em si prevalece sobre a filosofia de jogo. Basta colocar dez volantes atrás e um centroavante parrudo na frente para os problemas dentro de campo sejam resolvidos. Uma visão tosca quando se trata de um futebol tão rico como o brasileiro. Na Irlanda isso pode até ser considerado normal, mas num país que apareceu para o mundo com um futebol ofensivo, de toques refinados e craques de bola isso é um sacrilégio fatal. Infelizmente essa é a realidade do futebol brasileiro na atualidade. Nos últimos campeonatos nacionais o time mais defensivo foi o vencedor.

Muricy foi tricampeão pelo São Paulo assim. No Fluminense ele foi vencedor em 2010 com um futebol pior do que jogado por Cuca um ano antes mesmo tendo verdadeiros craques em seu time. Tite foi campeão  pelo Corinthians com um futebol comum e nada excepcional.

A roda da vida gira. O mundo muda e a Espanha joga um futebol de cinema. Vence a Euro, o Mundial e os seus dois principais clubes dominam as manchetes do mundo a cada semana. Aqui nos fechamos dentro de uma redoma de vidro. Enchemos nossos clubes de volantes que mal sabem passar uma bola, quanto mais chutá-la para o gol e chamamos nosso torneio como um dos “campeonatos mais difíceis do mundo”.

Nossos técnicos dão declarações arrogantes como “espetáculo só no teatro municipal” ou “ quero ver o Guardiola ser campeão brasileiro”. Não foi campeão do torneio da CBF mas venceu o Mundial. Deu espetáculo e não foi na praça Ramos de Azevedo. Pobre Muricy. Foi arrogante e percebeu que não basta apenas inchar o time com perebas. É necessário algo mais.

O futebol brasileiro aos poucos sofreu um processo de metamorfose. Esqueceu as suas raízes pois acreditou que o futebol cauteloso e defensivo fosse a chave de todas as vitórias. Uma bobagem. Talvez a maior conquista do futebol brasileiro seja ele voltar a ser exatamente o que ele era há quase vinte anos.

Simplesmente brasileiro.

A VITÓRIA DO FUTEBOL TOTAL

18/12/2011

BARCELONA BICAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBES (2009-2011)

Puyol ergue a taça pela segunda vez: o Barcelona humilhou o Santos

O que vimos hoje de manhã no estádio de Yokohama no Japão não foi um jogo.

Foi um autêntico massacre. A maior goleada em toda a história de uma final do mundial de clubes desde 1960 quando o Real Madrid goleou o Penarol por 5 x 0 .

O Barcelona venceu o Santos de Neymar por 4 x 0 e conquistou o mundial interclubes pela segunda vez. O primeiro time a conquistar dois títulos na nova versão do torneio organizado pela Fifa.

Antes da partida se iniciar uma surpresa. Muricy tirou o meio campista Elano e colocou Léo para compor a zaga. Uma troca que se revelou desastrosa, mas que se tornou irrelevante quando o árbitro apitou o início do jogo.

Insignificante dada a superioridade técnica e territorial da equipe catalã. O Barcelona dominou o campo de jogo desde o início com o seu tradicional toque de bola. O Santos, assim como o time do Al Sadd foi um mero espectador da partida. O gol do maravilhoso e espetacular time de Guardiola era só uma questão de tempo. Após uma bela toca de passes dentro da área santista, o argentino Messi encobriu Rafael e fez um golaço. Atônitos, os jogadores brasileiros não tiveram a mínima chance de reação. Após o tento do clube catalão, o Santos não esboçou a mínima reação. A autoridade futebolística do Barcelona continuou e depois de outra bela jogada, Xavi marcou o segundo e aumentou o desespero santista. O terceiro tento de Fábregas veio naturalmente como um coletivo.

Messi marca um golaço: monstro mais uma vez

No segundo tempo bem que o Santos tentou melhorar, mas foi inútil. Não fossem as intervenções do arqueiro Rafael o peixe poderia tomar uma goleada mais humilhante. Neymar e Ganso não tiveram quase nenhum destaque e Messi, Iniesta e Xavi mais uma vez foram monstros dentro de campo.

O chamado equilíbrio na partida não aconteceu. O Santos não conseguiu se impor em parte devido a extrema cautela de seu treinador. Todos conhecem o estilo defensivo do técnico santista. Os dois times foram o exemplo da dualidade do futebol. O Santos na defesa e o Barcelona no ataque. Venceu o Barça com sobras. Foi a vitória do futebol arte contra o pragmatismo que tomou conta do futebol brasileiro nos últimos anos. Foi uma lição e uma autêntica aula de como se deve jogar futebol.

Neymar lamenta: a estrela santista não brilhou

Lição também ao futebol brasileiro, que precisa rever conceitos se quiser voltar a ser vencedor no futuro. Nos últimos tempos o pragmatismo imposto por Parreira, Dunga, Muricy e Felipão fizeram o estilo do futebol brasileiro se transformar e esquecer as suas verdadeiras raízes.

O time bicampeão: um dos maiores da história do futebol

A vitória da Espanha na Copa do Mundo e o bicampeonato mundial interclubes do Barcelona provam que a ordem do futebol mundial mudou radicalmente. Futebol bonito ganha sim senhor.

É a quinta conquista seguida de times europeus no mundial da Fifa. Prova de que a força econômica do velho continente prevalece sobre o resto do mundo atualmente.

Parabéns ao Barcelona, um dos melhores times da história do futebol em todos os tempos.

A FINAL DO SÉCULO

17/12/2011

Neymar X Messi: quem será o campeão?

De um lado o Santos, time de tradição do futebol brasileiro. Considerado pela Fifa o maior time das Américas no século vinte. Um clube que abrigou o maior jogador de futebol de todos os tempos e que agora tem duas jóias em seu elenco, o meia Paulo Henrique Ganso e o atacante Neymar.

Do outro, o Barcelona, time referência no futebol atual. Conseguiu chegar ao patamar universal apresentando um futebol técnico, vistoso e acima de tudo eficiente. O seu principal astro, Leonel Messi foi eleito duas vezes o melhor jogador do mundo. A disputa decisiva de domingo em Yokohama será sem sombra de dúvida a final de mundial interclubes mais esperada e interessante do novo século. Desde 2000 não víamos anta expectativa para uma partida envolvendo a decisão máxima entre os melhores clubes do planeta.

Isso é plenamente justificável, não apenas pela tradição dos clubes em si, mas pela qualidade técnica de seus jogadores. Neymar e Ganso que eram apenas opções de Vanderlei Luxemburgo em 2009, apareceram para o Brasil no fantástico time do Santos em 2010. A partir desse momento, o peixe ganhou dois campeonatos paulistas, uma Copa do Brasil e depois de meio século faturou a sua terceira Libertadores. Com bons meio campistas como Arouca e Elano e uma defesa sólida armada hoje pelo pragmático Muricy Ramalho, o clube brasileiro é o pior adversário que o Barcelona poderia enfrentar.

O time comandado por Pepe Guardiola é um daqueles clubes que ficarão na história do futebol mundial, como o Real Madrid nos anos cinquenta, o Ajax e o Bayer nos anos setenta e o Milan no final da década de oitenta. Está eternizado não só pelos resultados mas por sua filosofia de futebol total que cala a boca dos treinadores e defensores de que “jogar bonito não ganha”. O Barcelona joga bonito, mas não vence… arrebenta. Messi, Xavi e Iniesta são o sustentáculo de todo o esquema catalão que demole até as defesas mais intransponíveis com seu toque de bola preciso, seus descolocamentos sem bola e a extrema inteligência de seus atletas. Em teoria é o favorito. Mas é necessário escrever mais uma vez: o esporte se chama futebol.

Em um jogo único tudo pode acontecer e o Barcelona não vai enfrentar um timinho qualquer ou pegar um elenco intermediário. A equipe mais badalada do mundo vai enfrentar um clube de uma escola respeitada, cinco vezes campeã do mundo e que tem jogadores excepcionais que podem desequilibrar uma partida em apenas um único lance. A esquadra catalã não tem muita tradição em mundiais. Perdeu para dois times brasileiros no Japão em 1992 e 2006 e quando finalmente foi campeã do mundo em 2009, suou sangue para vencer o médio time do Estudiantes de La Plata.

Portanto, apesar de toda a badalação em torno do Barça o favoritismo é de 50% por cento para cada lado. Parece loucura, mas quem acompanha o futebol mundial há algum tempo sabe que essa história de “favoritismo europeu” é a coisa mais velha do mundo. Em várias decisões de mundial os esquadrões do velho continente sempre entraram como favoritos e na metade das vezes dançaram bonito. Existe um equilíbrio.

O Barcelona irá tentar o seu segundo título mundial e o primeiro bicampeonato no atual formato da Fifa. O Santos quer o tri e repetir os feito do maior momento do clube nos anos sessenta e entrar num clube seleto que inclui Inter de Milão, Real Madrid, São Paulo, Peñarol e Nacional de Montevidéu.

Um jogo que promete ficar na retina de cada pessoa amante do futebol. Que vença o melhor.

76 ANOS DE GLÓRIAS

16/12/2011

O clube mais vitorioso do Brasil faz 76 anos hoje. Poderia falar mil coisas sobre o time pelo qual torço desde que vi aqueles jogadores de branco com aquelas faixas horizontais pela primeira vez. Mas ao ler este relato do Dr. Sandoval Catta Preta (mais conhecido como Forest Gump tricolor) qualquer linha desse pobre mancebo sobre um time glorioso como o São Paulo FC  será insignificante.  A todos deixo a história abaixo que reproduz bem a história de fé do nosso amado clube e que representa o que somos. A foto acima é do primeito time do São Paulo pós-refundação no jogo de estréia contra a Portuguesa Santista no Parque Antártica em 1936.  Parabéns São Paulo Futebol Clube.

 

 

AS TUAS GLÓRIAS VEM DO PASSADO

 

Dr. Antônio Carlos Sandoval Catta Preta

 

Ver o São Paulo tão incolor, tão pálido, tão sem alma, tão sem raça, tão sem determinação, tão desfigurado como está, me amargura profundamente.

Sou um são-paulino exagerado e passional.

Quando o São Paulo perde por omissão os dias que se seguem são difíceis. Não engulo, rumino as derrotas, a semana se arruína.

São Paulo é como um termômetro na minha vida. Levanta e abaixa o meu astral. Antes de mim, muitos choraram nos anos 30, houve glória nos anos 40.

Os anos 50 foram de pouco brilho.

Perdi muito nos anos 60, anos de pedra, anos de construção do Morumbi e de afirmação da nossa grandeza. O sacrifício valeu a pena.

A partir dos anos 70 o São Paulo virou símbolo de força. Nos anos de minha infância ser são-paulino era algo fora de moda.

A partir de 1970 ser são-paulino virou moda.

Acho que evocar nossos heróis em tempos revoltos renova a fé na crença de que jamais voltarão os dias de agrura, de afirmação e de humilhação.

Ontem conversei por telefone com um são-paulino histórico. Estive com o filho do gênio Benedito Ruy Barbosa e em dado momento ele ligou ao pai e passou-me o aparelho celular.

Falávamos, claro, sobre o São Paulo. Com o Benedito troquei idéias e voltamos um pouco no tempo.

Em poucos minutos remontamos à época da criação do clube, escalei o primeiro São Paulo da história, falamos de Bauer a Paraná, de Raí a Hernanes.

Foi tão bom que parece que na semana que vem falaremos ao vivo. O Ruy não resiste a uma prosa são-paulina. Eu também não.

Quem sabe em razão dessa conversa, hoje já despertei com uma figura lendária assombrando a minha alma tricolor. Não farei suspense. Dizem que eu faço suspense ao escrever. Não faço. Eis o nome: Porfírio da Paz. PORFÍRIO DA PAZ, com letras maiúsculas.

Sabem quem foi Porfírio da Paz, meus iguais?

Espero que saibam. Para os que não sabem e para os que sabem e também para os que reverenciam esse personagem mitológico escreverei as próximas linhas. Serei breve.

Você é meu convidado, amigo leitor. Venha comigo. Com calma, com tranqüilidade, com a fleuma e com a paciência de são-paulino.

O São Paulo da Floresta naufragara. Era o fim. Muitos comemoraram o naufrágio, na vida há muitas almas mesquinhas, que se divertem com as tragédias. Mas a cidade não podia ficar sem o São Paulo.

O São Paulo ostentava o nome da cidade. São Paulo sem o São Paulo era inconcebível.

Inconformados com a extinção do clube os então poucos são-paulinos se revoltaram. O líder da insurreição chamava-se Porfírio da Paz. Não podia acabar assim aquele sonho.

Reuniram-se os irresignados, insuflados por Porfírio da Paz, no centro da capital, no escritório de um advogado, o dr. Silva Freire.

Tudo se passou na Rua XI de Agosto, ali pertinho da sagrada Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Na noite do dia 16 de dezembro de 1935 tudo iria recomeçar. Aqueles homens vestindo ternos escuros estavam escrevendo a página decisiva da epopéia do “clube da fé”.

Naquele sítio sagrado, quase no marco zero da futura grande metrópole, era recriado o São Paulo FC. São Paulo sem sede, São Paulo sem patrimônio, São Paulo sem glamour, São Paulo sem ostentação.

No dia seguinte, instigados pela obsessão de Porfírio da Paz, o grupo saiu atrás de jogadores, era preciso montar um time. Aquela dúzia de pessoas era liderada pelo homem sobre o qual escrevo.

Porfírio era um são-paulino absolutamente apaixonado pelo sonho dourado de transformar o São Paulo em realidade. Porfírio admirava o Paulistano, era são-paulino da Floresta.

Porfírio tinha uma são-paulinidade religiosa. Foi ele que viajou pelo país garimpando talentos. Porfírio trouxe King, o goleiro gigante, nosso primeiro “guarda-valas”.

King foi descoberto por Porfírio da Paz no Paraná. King, invenção de Porfírio, foi um goleiro cujo nome sobreviveria pelas noites do tempo, foi um “guardião” que teria o nome consagrado pela história.

Foi Porfírio que trouxe a grande maioria dos jogadores que, no mês seguinte, deveriam fazer o primeiro jogo da nossa história.

Estamos no dia 25 de janeiro. O ano? 1936.

Faz tempo, iguais?

Nosso primeiro presidente, Manoel do Carmo Meca, e seus pares, queriam ver o São Paulo estrear no dia do aniversário da cidade.

Era questão de honra. Porfírio entregou-se de corpo e alma ao projeto, correu o Brasil e montou o time em tempo recorde.

Nesse dia 25 de janeiro de 1936, o São Paulo e seus bravos refundadores travariam sua primeira batalha, dentro do campo e, principalmente, fora dele.

Porfírio, ao mesmo tempo em que acertava com os atletas, fora a todas as emissoras de rádio, correra as redações dos jornais, a seu pedido a diretoria mandara confeccionar panfletos para distribuir nas ruas, haviam sido afixados cartazes nos postes e bares anunciando a estréia são-paulina para o dia 25 de janeiro, em jogo amistoso, contra a Portuguesa Santista, no Parque Antarctica, campo do Palmeiras. Mas, chegando ao estádio, os diretores se depararam com uma ordem de proibição, expedida pela então Secretaria da Educação do Estado.

Um funcionário qualquer, um funcionário daqueles “Caxias”, estava intransigente e agia com arrogância em nome do prefeito: não havia autorização para a realização do espetáculo. Não tinha jogo e ponto final!

O público, reduzido, se mantinha nos portões de entrada do campo e não podia entrar, os diretores discutiam com o convicto representante da autoridade municipal, a estréia tão sonhada, depois de tanta luta, depois da ressureição, no dia do aniversário da cidade, parecia que estava arruinada.

Foi quando Porfírio da Paz declarou guerra: -“onde está o prefeito”? Indagou.

E o funcionário respondeu: -“no desfile, na parada da Av. Paulista”. Porfírio voou para a Paulista. Desvencilhou-se da multidão, empurrou pessoas, foi empurrado, abriu caminho e chegou ao palanque das autoridades. Lá estavam, dentre outras personalidades, a figura do dr. Armando Salles de Oliveira, o então interventor do estado.

Porfírio ignorou o protocolo, pendurou-se ao palanque, foi direto ao interventor e pediu encarecidamente a ele que autorizasse a realização do jogo, afinal era o São Paulo que queria fazer seu primeiro jogo no dia do aniversário da cidade, era um acontecimento histórico!

O burburinho no local era grande, Porfírio teve que urrar para ser ouvido, entre hinos e discursos.

Mas Armando Salles de Oliveira era um paulistano da cepa, um quatrocentão. O Interventor não poderia deixar de ser simpático à idéia. Armando imediatamente chamou o Secretário da Educação, que também estava no palanque, e ordenou-lhe que liberasse o evento.

Cantídio Campos, o secretário, era médico. Em seu próprio receituário, Cantídio escreveu as palavras que representavam o salvo-conduto para que o São Paulo estreasse.

Porfírio voltou, com o coração aos saltos, com os olhos marejados e como um raio ao estádio do parque Antarctica e esfregou o papel na fuça do funcionário chato.

Os portões se abriram, o público entrou, o tricolor faria, quase que na marra, seu primeiro jogo, que terminou 3 x 2 em nosso favor. King, Ruy e Picareta, Ferreira, José e Segôa, Antoninho, Gabardo, Juca (Fogueira) Carrazo e Paulinho foram os primeiros heróis de nossa santa jornada.

Eles vestiram, pela vez primeira, a sacrossanta camisa das três cores.

No dia seguinte o São Paulo foi inscrito na Liga Paulista e tudo começou. Daí em diante não era mais sonho.

Mas foi duro. Duro?

Foi um martírio!

Imagine, meu igual, um time que não era clube, imagine um time que não era clube e que não tinha torcida; e imagine um grupo apaixonado por um time que não tinha clube nem torcida e muito menos dinheiro para fazer frente aos já consagrados Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e Santos.

Os adversários, gargalhavam, duvidavam, desdenhavam. Éramos motivo de chacota.

Porfírio, o visionário, fazia listas de doação, elaborava “livros de ouro”, visitava autoridades, pedia recursos através da imprensa, convocava os são-paulinos para que comparecessem aos jogos, implorava auxílio.

Antológica é a passagem histórica que nos revela um Porfírio eloqüente, um orador tomado de paixão, fazendo um verdadeiro discurso na falecida Rádio Cruzeiro do Sul em prol da sensibilidade do povo para que ajudasse o São Paulo.

O São Paulo não podia morrer de novo. São Paulo não podia deixar o São Paulo morrer!

Ao sair do estúdio, já na rua, um lixeiro abordou Porfírio e deu-lhe todo o dinheiro que tinha no bolso. “- ouvi as suas palavras. Minha família ficará sem o necessário, mas não quero ver o São Paulo morrer”-, disse-lhe o pobre homem.

Porfírio da Paz enfrentou o pesadelo da penúria que aterrorizava o São Paulo nas décadas de 30 e 40. Foi Porfírio o nosso porta-voz, foi Porfírio o nosso anjo da guarda, foi ele o nosso baluarte, era de Porfírio que ecoavam os gritos que nos encorajavam a antever o futuro.

Acha que estou saudosista, meu igual?

Nesses tempos de um São Paulo tão medíocre, tão descompromissado com a nossa história de lutas será que não é para estar?

Ser são-paulino é ser muito mais do que podem imaginar os demais. Ser são-paulino é ter fé. Mas, muito mais do que ter fé, é ser guerreiro, o São Paulo não combina com a indiferença.

Só nós ostentamos o nome da maior cidade e do maior estado da federação, só nós estreamos no dia em que se festeja o nascimento da terra dos bandeirantes.

Porfírio da Paz é um verdadeiro personagem de epopéia, é um nome inesquecível, por que será que, no Morumbi, não há uma placa, um busto, uma estátua de Porfírio?

Nosso saudoso herói esteve à frente de todas as lutas. Porfírio era militar. De cabo, chegou a general. Porfírio era do bem. Porfírio morreu pobre, encantado com o crescimento do clube que ajudou a fundar.

Em certa ocasião, depois de ter entregue ao São Paulo tudo que possuía, depois de angariar dos são-paulinos tudo que poderiam dar, depois de tantas batalhas, Porfírio recebeu em casa um Oficial de Justiça. O homem vinha notificá-lo de que perdera a casa onde morava, em razão da falta de pagamento do financiamento.

A família chorava na sala.

Porfírio os estimulou. Dinheiro ia e vinha. O São Paulo era para sempre.

Foi nesse dia que Porfírio, ao abandonar a casa perdida, ao lado de mulher e filhos e com os olhos marejados de lágrimas cantarolou: “- Salve o tricolor Paulista, amado clube brasileiro, tu és forte tu és grande, dentre os grandes é o primeiro”- Foi nesse dia que ele compôs o hino do São Paulo FC.

Querem mais, meus iguais?

Não. Não é preciso mais. Será que alguém poderia contar essa história aos nossos atuais dirigentes e jogadores?

Se alguém puder, que o faça.

Vibrações de fé a todos.

PASSEIO EM YOKOHAMA

16/12/2011

Messi: goleada tranquila

Nenhum fã ou jornalista tinha uma grande expectativa sobre o jogo entre Barcelona e Al Sadd do Catar. A partir do apito inicial do árbitro Joel Aguilar todas as previsões se confirmaram. Mesmo com jogadores reservas na teoria o clube catalão impôs o seu estilo de jogo e não deu nenhuma chance ao campeão asíático. Foi um coletivo de luxo dada a tranquilidade que a equipe de Guardiola atuou, na maioria do tempo dentro do campo de defesa adversário.

A superioridade técnica foi estratosférica. O Al Sadd não ofereceu perigo nenhum a meta de Valdes. O goleiro catalão praticamente foi um mero espectador dentro de campo. A debilidade do time catariano ficou evidente ainda nos primeiros quinze minutos e logo após o primeiro gol do Barça. Uma falha bisonha do goleiro Mohamed que perdeu o domínio de bola dentro da pequena área e permitiu a abertura do placar para o time europeu. Um erro primário que até nas categorias de base de um clube é considerado inaceitável.

A partir do primeiro tento o resto do jogo foi um passeio. Os outros três gols sairam naturalmente e durante um bom tempo a partida provocou bocejos. O Barcelona deitou em berço esplêndido e não jogou nem 50% do que sabe. A fratura de David Villa e a contratura muscular do atacante chileno Alexis Sanchez foram os fatores negativos e que atrapalharam os planos do técnico Pep Guardiola para a final do Mundial contra o Santos.

Mais uma vez Europa e América do Sul farão a final do Mundial Interclubes. Depois de meio século, os dois continentes continuam ditando o predomínio do futebol mundial.

A VITÓRIA DO TALENTO

15/12/2011

UNIVERSIDAD DO CHILE – CAMPEÃO DA COPA SUL AMERICANA 2011

Universidad do Chile: o melhor futebol da América do Sul

A Universidad do Chile vence a LDU por 3 x 0 e conquista a Copa Sul Americana. É o primeiro título internacional da “La U” e o segundo título sul americano da história do futebol chileno. Mas quem acha que a conquista do time azul foi mero acaso pode ir tirando o elefante da chuva. O clube de segunda maior torcida do país sobrou no torneio.

Invicto desde Julho com trinta e cinco partidas seguidas sem saber o que é derrota, o Universidad é o time de maior destaque na América do Sul neste segundo semestre. Na Copa Sul Americana foram 10 vitórias e dois empates e nenhuma derrota. 21 gols marcados e apenas dois sofridos.

O time treinado pelo discípulo de Marcelo Bielsa, Jorge Sampaoli mostrou um futebol bonito, de passes precisos e de alterações constantes de posição. O maior destaque do time é o atacante Gabriel Vargas, que ganhou destaque como vencedor de um “realit show” sobre futebol e só agora apareceu num time de expressão.

Durante o torneio “La U” mostrou as suas garras. Goleou o Flamengo por 4 x 0 dentro do Engenhão e na final do campeonato, no temido estádio Casablanca, não tomou conhecimento da LDU e venceu por 1 x 0. Na final ontem no estádio Nacional de Santiago, o clube chileno confirmou o seu favoritismo e logo no inicio do jogo já marcou o primeiro gol com Vargas. A LDU bem que tentou alçar bolas aéreas na esperança de reverter o placar, mas apesar do nervosismo de ambos os times, o melhor futebol do Universidad prevaleceu. Um 3 x 0 incontestável e que mostra que a Libertadores de 2012 será bem equilibrada. “La U” pinta como um dos favoritos a fazer uma grande campanha no maior torneio da Conmebol no ano que vem.

 

 

RANKING DA CBF: UMA VERDADEIRA PIADA

14/12/2011

Ranking da CBF: uma piada melhor que um filme dos três patetas

Todos os que acompanham o blog sabem que eu não sou muito partidário das “teorias de conspiração”.

Mas ao ler a notícia sobre o “ranking da CBF” que incluiu a pontuação dos times vencedores da Taça Brasil e do Robertão eu não pude deixar de desembocar uma sonara risada.

Talvez seja o ranking mais patético de todos os tempos.

Tão patético que a entidade teve que corrigir a pontuação após o jornal “Folha de São Paulo” constatar que a conta estava errada e que o Palmeiras está no topo da lista e não o Santos.

Prova de que além de não entenderam patavinas nenhuma de futebol, os emissários da CBF não sabem contar.

Cada entidade, instituto ou veículo de comunicação tem o seu ranking. Concordo com alguns e discordo de outros. Mas a classificação da entidade de Teixeira é tão absurda que é até engraçada. Imagino que contas eles fizeram. Puxa um título da Taça Brasil aqui, outro título do campeonato de botão de lá, o torneio de palitinho no intervalo. Coisa de quem não tem o que fazer.

Uma piada soaria melhor, mas vamos aos fatos.

O blog de Daniel Perrone descreveu bem a disparidade. Como o São Paulo seis vezes campeão brasileiro (77-86-91-06-07-08) e cinco vezes vice campeão (71-73-81-89-90) pode ficar apenas 29 pontos a frente do Atlético Mineiro (venceu o brasileiro de 1971 e foi vice em 77,82,99) ? Isso porque não contei as semifinais e as terceiras colocações dos campeonatos de pontos corridos. Aliás o tricolor paulista é o time brasileiro que fez mais pontos desde que o sistema foi adotado em 2003.

Alguém pode ler estas linhas e dizer: “o cara é são paulino.Tá de chororô…”

Em termos. Não tiro os méritos de Santos e Palmeiras estarem no topo da tabela. Afinal conquistaram títulos nacionais importantes e relevantes. Mas e o Inter com três brasileiros? E o Cruzeiro com dois? E o Grêmio também com dois?

Copa do Brasil? Tem a mesma relevância e número de pontos do brasileiro?

Ah tá desculpa então…

Não sabia que um torneio disputado na maioria das vezes sem os melhores times do nacional tinha a mesma importância do maior campeonato da nação. Mas são os “critérios”. Cada um tem o seu. Da maneira que quiser e da maneira que melhor lhe convier. De acordo com a politicagem rasteira que gosta de seguir.

O ranking da CBF lembra mais um filme de Larry, Moe e Joe. Ou mesmo aqueles combates de luta livre na TV Record nos sábados à noite nos saudosos anos oitenta. Todo mundo sabe que é marmelada, mas sempre vai ter alguém que vai acreditar.